16.
abr.
08.
sobre regina guerreiro, a legendária
Do Oliveros: “Regina Guerreiro não é nossa Anna Wintour e sim a Diana Vreeland dos trópicos.Ela começou em 1964 na Abril como jornalista e produtora de moda. Depois saiu de lá e passou um tempo em NY, onde estagiou na Harper´s Bazaar. Em 1975 foi convidada pelo Luís Carta para escrever o “Jornal da Moda” na Vogue. Lá se foram 14 anos na revista, onde foi editora e diretora. Ficou famosa pelos editoriais excêntricos e pelas festas na sua casa. Em 1993 se transferiu para Elle onde permaneceu de 93 a 97. Sua fama de Diaba já corria solta. Muitos editores de hoje passaram por ela como Giovani Frasson (Vogue), Paulo Martinez (FWMag), Jussara Romão (Ex-Elle), Sandra Bittencourt (Marie Claire), Mario Mendes (Daslu) e eu mesmo.
Hoje assina as duas edições da Caras Moda desde 99, além de sua coluna na revista sobre desfiles internacionais.
Ela é uma precursora do texto ágil, bem humorado e ácido dentro da moda. Criou mil termos como UIUIUIUI, queridinha, sabe como? É uma das poucas que não tem papas na língua. Sim, ela é uma assumidade em termos de moda e sua história. Me ensinou a ser mais objetivo quando assisto um desfile. Com ela aprendi a importância de ir ao backstage conferir detalhes. Tem um momento do fechamento da edição que ela mostrava uma foto no meio de 5000 e perguntava que tecido era aquele e ai se eu não soubesse. 30 chibatadas.
O que sempre me impressionou foi sua capacidade de editar imagens. Não importam os melhores looks e sim aqueles que podem contar a história da coleção e tem uma coisa incrível que é a passagem de cores que ela faz como ninguém: se aparece um modelo preto e o próximo é branco, tem que ter algum detalhe em preto para se chegar no branco. Ela tem ousadia em colocar detalhes como sapatos, bolsas e chapéus em fotos grandes. Ah! Se a página tem 8 fotos, nunca um sapato estará sobre uma cabeça. A maioria não percebe a diferença que faz, mas quando damos uma olhada na Caras, não é impressionante como nossos olhos deslizam sem problemas entre uma foto e outra? Conselho? Estudem uma edição da Caras e percebam isso.
Estar com ela pode variar do melhor dos paraísos até o pior dos infernos. E como sou muito cabeça dura, nossa relação muito intensa não durou muito, só 2 anos. Mas confesso que ainda leio ela com muito prazer. E deve ser lida mesmo. Suas opiniões ainda contam muito no meio. Afinal, é como a chamo: Legendária. Ela está escrevendo seu livro de memórias há um ano, que tem o título provisório ‘A Diaba sou eu’. Quem sabe eu escreva o meu, ‘Eu sou a outra Andrea’. Sabe como, queridinha?”

Do Vitor Ângelo: “Atualmente escrevendo na Caras Moda, seu destaque é óbvio pois desperta o interesse de em um mundo cheio de festas de medalhas como o da moda brasileira, ela põe o dedo na ferida e fala que não ta nada bom. Apesar de todos saberem, ela é quase única nesse papel de desafiar o coro dos contentes publicamente. Sem medo dos bafos e com muita coragem, já que no mundo fashion os trabalhos são sempre embrenhados com as marcas, ela se livra de certa maneira dessa promiscuidade com um alto teor de humor, não é não, queridinha?”








