Há tempos a gente tem visto mil sugestões de power colares e de como usar esses colarzões nos looks de todo dia – até então sempre em passarelas e editoriais, né? Agora tamos no tempo de ver os super acessórios de pescoço nas lojas e nas ruas (já!). Tem na Acessorize (uns lindos!), tem na 25 de Março, tem na Elisa Stecca, na Francesca Romana e mais – esses são os que eu vi nos últimos dias. Colares grandões podem super incrementar looks básicos, podem acrescentar graça e cor e forma aos não básicos, podem inserir brilho e glamourizar (se forem feitos em metais lustrosos, porque não né gente?) e aqui tem formulinha super fácil pra começar a coordenar. Quer ver?
A gente pode acompanhar a forma do colar com a forma do que a gnete usa junto – tipo mais arredondada, mais angular, mais fluida ou mais estruturada. Pode também equilibrar materiais – combinar matérias-primas naturais com capinha de nailon ou metais com as regatinhas mais básicas podem ser uma boa. A gente pode também escolher os colares de acordo com quem a gente é: olhos arredondados, boquinha coração e nariz bolinha vão ficar lindos com colares arredondados também; sobrancelhas angulares, nariz reto e lábios mais finos vão ficar ótemos com colares mais quadrados, mais retões.
E mais: o colar pode funcionar como moldura perfeita pro decote da parte de cima do look! Se o decote é arredondado, o colar também pode ter essa forma, cair leve em forma de U um pouquinho abaixo ou logo acima da linha da blusa/vestido. Se o decote é em V, o colar pode ser pesado e cair mais angular ou pode ter um pingente que puxe a forma pra baixo pra repetir essa forma. Com decotes mais abertos, tipo de ombro a ombro ou canoa, o colar pode ser mais justinho (tipo gargantilha) ou mais longo, tipo até a altura do busto. E blusas com decotes assimétricos, com foco de atenção já no decote, podem ser usadas com brincões, sem colar nenhum, pra que o decote seja protagonista, sabe como? Ou a gente pode subverter isso tudo daí e fazer o look ficar ainda mais criativo. Né? ;-)
Nossa coluna de moda de rua na revista Época SP não quer ser antropológica, não quer ser vanguarda/trendhunter e nem quer ser preconceituosa. A gente topou fazer essa coluna – mensal! – pra ter oportunidade de observar coisas legais que as pessoas DA VIDA REAL tão usando e, de repente, tirar de cada look alguma idéia boa de dividir com todo mundo. E tem rendido um bom aprendizado pra gente, mesmo na simplicidade da observação dessa “roupa de todo dia”! Dessa vez a gente foi na rua 25 de Março, no meião do comércio e da bagunça: teve até aquela corrida dos camelôs por conta da polícia, bem na hora de uma das fotos! O making of tá nesse álbum do Flickr (com mais looks!), e a coluna prontinha tá aqui:
A 25 de Março é uma rua de comércio super movimentada, lotada, barulhenta, meio caótica até. Tem mil achados – desde tecidos ótemos, todo tipo de aviamento (tem mointos armarinhos gigantes!), bijuterias de todo jeito pra todos os gostos(mesmo!) e mais mil coisas legais pra quem se interessa por moda. Nosso primeiro destino de ‘passeio com as leitoras’ foi a “vintecinco” e a nossa maleta de ‘primeiros socorros de presonal stylist’ a gente abastece lá também. Dessas idas a gente aprendeu umas coisinhas que valem pra todo mundo que tiver vontade de passear por lá – e que nossos “modelos” confirmaram pra gente com seus looks. Ó só:
• Tem muita gente nas lojas, tem muita gente na rua, tem muuuuita gente nas calçadas. Bolsa boa de ir pra vintecinco é bolsa com espessura razoável (sem ser super estufada, sabe?), com alças longas pra cruzar no torso ou com alças que permitam carregar debaixo dos braços, nos ombros – pouco volume facilita o deslocamento e mãos livres facilitam as compritchas!
• Pezinhos protegidos: é passeio de bater perna, então calçado confortável é fundamental – melhor ainda se fechadinho, porque você nunca sabe o que pode ter naquele chão e né, gente, ninguém quer estragar o passeio com os pé melecados. Elas nas fotos tão de sandalinhas mais fechadas e com solas altas, tão vendo? (Menos a Even, chinesa que não ia passear mas ia passar o dia todinho dentro da loja da família dela!)
• No calor a vintecinco parece ficar ainda mais quente. Então roupa de material sintético faz a gente se sentir enrolada em plástico, imagina?!?? Melhor escolher jeans, brim e algodões bem fininhos, em peças soltas na silhueta (que não grudem na pele!), pra minimizar a sensação incômoda de calorzão.
Amigos, esse foi o ano das amizades de vida real aqui no blog. Junto com os Encontrinhos, a gente também fez passeios com as leitoras – primeiro pra rua 25 de março e depois por 3 top brechós aqui em SP. Agora a gente vai conhecer a fábrica da Huis Clos e da Maria Garcia, com direito a visita guiada: vamos ser recebidas pelo marketing das marcas, pra gente conhecer/entender tudo que acontece lá! E a parte mais legal fica pro final: lá na fábrica tem uma lojinha-ponta-de-estoque, que tem montes de peças das que a gente mais ama por precinhos amigos. Quem quer ir com a gente levanta a mão! ;-)
Esse passeio vai acontecer na próxima sexta-feira, dia 05/12, das 9h às 12h. A van que vai levar a gente (vamos todas juntas!) sai dos Jardãns e devolve todo mundo pro mesmo lugar no final do passeio. As 12 primeiras interessadas que deixarem comentário aqui nesse post vão com a gente: TEM QUE DEIXAR EMAIL, E TEM QUE FICAR DE OLHO NO EMAIL PRA GENTE CONFIRMAR O INTERESSE, tá bom? E não vale comentar pela amiga – cada uma garante o seu lugar. Tamos bem animadas, vai ser super legal. Não vai?!??
A gente vive dizendo aqui que fazer o blog é um super jeito de aprender mais. Junto com o aprendizado o blog tem rendido também amigos queridos e oportunidades – e na última sexta-feira o blog rendeu isso tudo junto, de uma vez: uma van levou a gente e mais sete leitoras à Rua 25 de Março, aqui em SP! Foi uma manhã de aprendizado (elas foram guias de oportunidades no comércio de lá!), de comprinhas bem boas e de risadas. O time de leitoras-amigas era formado pela Maria Estér, pela Alda, pela Tati, pela Carla, pela Daniela e pela Cris Hélcias. Durante a semana, via emails coletivos, a gente debateu sobre o que gostaria de ver lá na 25 e as meninas meio que pensaram num roteiro – elas vão lá com uma super frequência, sabem tudo e foram as guias desse ‘passeio’. As fotos tão aqui, quer ver?!??
A 25 de março é uma rua de comércio aqui em SP, comércio de tudo: tem fantasia, tem coisas de artesanato, tem coisas de cozinha e de casa, tem flor artificial (meninos do estúdio Xingu, vamos fazer um dia um passeio desses com vocês?!??), tecidos, papelaria, sapato, roupa, tudo. E em toooooda a calçada dessa rua, e nas ruazinhas em volta, tem camelôs e banquinhas com mais um zilhão de outras coisas. É tudo bem barato, por isso tem gente que vem de todo lugar pra comprar lá e depois revender – por isso a multidão de pessoas nas ruas, um mar de gente.
A gente decidiu no email coletivo que queria ver acessórios, e pra cada um dos ítens que a gente queria ver, as lojinhas visitadas ofereciam mil modelos pra gente escolher. Lá tem tiaras de to-dos os tipos, estampas, materiais e formas; tem to-dos os modelos de fivelas, presilhas e grampinhos de cabelo (barateenhos!), tem brincos e anéis e colares de acrílico bem legais e muita coisa que parece jóia – e que, com o look certo, super cumpre esse papel! Tem broches de metal e pedras translúcidas (alguns até bem caros!), tem colares de pérolas de todos os tamanhos e tons, tem brincos de zircônia – muitos “homenageando” designs clássicos de joalherias babado, tipo Cartier e Tiffany – e lenços e echarpes em sedinha e algodão fino. Com muito pouco dá pra incrementar bem o guarda-roupa de todo dia ou pra acrescentar um brilho-bafo ao look daquela festona, sabe?
A 25 de março, então, é um lugar ótemo pra comprar acessórios (mil bolsinhas de festa incríveis, algumas até mais legais do que as que a gente vê nos Jardãns), tecidos, coisas de armarinho – a “caixa de primeiros socorros da Oficina” foi super re-abastecida! – e mais. Prestando atenção etiquetas que indicam materiais, olhando fechos e acabamentos, a gente foi experimentando, conversando e discutindo tudo em grupo, de um jeito que cada compra virava um fórum de opiniões (boas!). E todo mundo voltou com comprinhas boas, tendo gastado pouco $$. E esse foi a nossa primeira saída do virtual pro real, pra experimentar essa fórmula que a gente quer repetir pelo menos uma vez por mês: leitoras e Oficinas num passeio educativo-divertido-produtivo, ligado à moda e à estética de algum jeito – pra ficar bem perto da vida real. Vamos pensar nos próximos juntos?!?? =)