Inverno aqui no Brasil nunca é inverno super frio de gelar. Mas casacos pesados sempre são sofisticadores instantâneos de look – e a gente sempre tem vontade de usar, né? No desfile de 2nd Floor (a marca mais xóvem da Ellus) a gente viu o casaco perfeito pro inverno brasileiro: pesado mas com mangas mais curtas! Perfeito pra sobrepor (alô tendencinha/vontade de inverno) e pra brincar de proporções – dá pra acrescentar cores e texturas com mangas mais longas usadas por baixo, fininhas como segundas peles de preferência (outro hit pro próximo inverno, fica a dica).

Mais de casacos: a passarela de 2nd Floor autoriza a gente a usar capinhas fechadas e sem nada por baixo – como vestidinho ou como blusa. Não é uma fofura? Fofura mesmo é relacionar a roupa com a trilha do desfile: tocou Supertramp, banda das antiguinhas que minhas tias ouviam no quarto (quando eu era criança!) se arrumando pra balada! Música inocente e gostosa pra embalar o sorriso em frente ao espelho – como as roupinhas desfiladas também são!
Stay the tip 1: usar preto e marinho juntos é super super elegante.
Stay the tip 2: bege e cinza já são coordenação favorita da temporada.
Stay the tip 3: acessórios em couro caramelo ficam bem bonitos com essas duas coordenações aí. ;-)
…jaqueta jeans!!!
Porque pode deixar meus looks um pouquinho mais joviais e informais. Porque serve tanto pro inverno, quanto pro verão. Porque fica lindo por cima de vestidos. Porque tem uma coisa rock&roll sem a obviedade das tachas. Porque combina com brilho pro dia.

Porque – se alguém quiser seguir a tendência – pode ser delavê ou desgastada. Porque é um clássico e dá pra ter pra sempre no guarda-roupa. Porque não precisa ser cara pra ser bacana. Porque dá pra personalizar com broches. Porque fica chique com colar de pérolas. Porque esse look do desfile da 2nd Floor com camiseta listrada e saia de tule é um sonho!!!
Por que?
Essas fotinhos são dos desfiles de Neon, de Reinaldo Lourenço e de 2nd Floor (cada link desss leva pra álbuns do Flickr!). Eles mostraram bolsas grandes sendo carregadas assim, na mão! Fez lembrar de um post ótimo da Constace Zahn ensinando que carregar bolsa desse jeito – mesmo carteiras pequeninas, como ela mostra na foto que ilustra o texto – deixa o braço com uma forma não-legal (clica pra ler!). No desfile a sugestão é de mentirinha, styling apenas… mas vale o aprendizado pra vida real, né?!?? ;-)

Por mais que imagens de moda sempre dêem idéias pra gente usar do nosso jeito, é uma delícia ter peças das marcas que a gente mais ama, né? E se a gente vê tantas marcas desfilarem, alguma coisa elas devem ter de legal – ter peças dessas marcas, então, representa mais do que só ter uma roupa nova: tem design, tem reconhecimento, tem tema (com que a gente pode se identificar!) e tem o nosso amor, o nosso desejo! Por isso a gente pensou em fazer aqui no blog um catálogo de endereços das marcas de que a gente falou durante o SPFW. Pra todo mundo procurar saber onde vende, ir à loja conhecer o produto de perto, experimentar pra ver como se sente e, quem sabe?, levar alguma peça pra casa pra chamar de sua.

Essa é mais ou menos a nossa idéia de “fazer a moda ter eficácia”. Não adianta só a gente amar em imagens e não consumir – nem que seja por inspiração, pra reproduzir temas e truques em casa. Read more
Sabe desfile em que os looks vão passando e deixando todo mundo com vontade de ter tudo, de usar as idéias da passarela na hora – tipo amanhã? O desfile de 2nd Floor foi assim. Eu assisti com dois amigos queridos da moda e com a Tati – calcula aí, então, que eu só tava com gente difícil, que povo da moda é cheio de implicâncias. E to-do-mun-do do grupo repetiu – muitas vezes – a frase “eu quero”. Não é um sinal?

Foi um desfile de peças muito muito legais: os vestidinhos são bons, as camisas são fofas, os shortinhos são umas fofuras, as jaquetinhas são de morrer de vontade (tomara que sejam compráveis, com preço bacana), as botinhas são as mais graciosas da temporada, as bolsas são incríveis. E tudo é clarinho pra acompanhar o elemento mais legal dessa coleção: o jeans delavê (é assim mesmo que se escreve?). Read more
A 2nd Floor é a marca “mais jovem” da Ellus, que até a temporada passada era comandada pela Rita Wainer (que a gente super curte). A gente tinha expectativa pra conhecer essa coleção, feita por uma equipe de estilo (jovem como a proposta da marca!), e o resultado foi bem, BEM bonitinho. Imagina o povo de Gossip Girl fazendo compras na Ellus pra passear numa cidade movimentada, com um inverno mais ou menos: foi assim! Tão Gossip Girl que os acessórios eram os mais legais de todo o SPFW até agora – e o jeito de prender no cabelo, assim de ladinho, é pra copiar tipo djá!
nossas fotos de desfile são todas do charles naseh! ;-)
Mais uma vez nessa 26ª edição do evento a gente viu misturas de estampas na passarela. No 2nd Floor as estampas que se misturam são sempre formadas por cores neutras – detalhe que a gente acha incrível e que, mesmo parecendo bobagem, super conta na aparência final do look (que fica menos adolescente e um pouquinho mais adulto, mesmo tão rodado!). As jaquetinhas de couro, que aparecem desde o inverno passado como proposta, se não pegarem agora nas ruas não pegam nunca mais, Brasil: eu to com vontade de ter uma dessas marrons curtinhas daí, viu?!?? Mais legal de tudo: a tendencinha cintura alta + camisetas + cintinho, que a gente acabou de comentar (clica pra ver!), apareceu nessa coleção em variações com tricôs finos, com casaquinhos (com mangas puxadas porque né, nosso inverno não é tão frio assim) e com paletós sequinhos. Uma graça do início ao fim!
Por conta da inspiração forte nos anos 70 que está aparecendo desde o último inverno, a gente ouve muito falar em étnico. Isso porque um dos elementos mais recorrente no vestir dos hippies era usar referências de outros povos, outras culturas. Se a gente for ver no dicionário o que signica essa palavrinha, vai descobrir que étnico é o que se refere a um grupo de pessoas ligadas ou por raça, ou pela língua ou pela cultura… aí dificulta, né!?!
Acaba que na moda quando a gente fala de étnico a gente tá querendo falar de elementos de roupas usadas por povos com culturas diferentes da nossa – elementos visuais fortes e fáceis de identificar – tipo uma amarração japonesa, um tecido indiano, uma estampa africana, uma trama peruana…

Tudo do último SPFW: a Maria Bonita olhou pros pescadores do nordeste, a Cori e Isabela Capeto tiveram a mesma idéia (com resultados bem diferentes) de buscar inspiração no México e Rita Wainer passeou pelo mundo pra 2nd Floor…
Na “vida real” esses elementos étnicos são ótimos pra acrescentar “interessância” aos nossos looks, deixar o visual mais rico, mais cheio de informação!!! E é por isso que o ideal é acrescentar toquinhos, apenas detalhes pra não acabar ficando fantasiada, sabe!?! Quanto mais não-literal a referência e quanto mais inusitada a coordenação, mais legal fica. Um vestidon de festa, longo, num super tecido fluido pode ficar o máximo com brincos grandes tipo indiano ou com uma pulseira de osso, não pode!?! Ou o combo camisa branca+calça alfaiataria com cara-de-escritório ficam com outra bossa se tiver um obi amarrado na cintura, não fica!?!
Tem um monte de jeitos – pra todo tipo de gosto – de agregar referências étnicas ao nossos looks de todo dia: tecidos adamascados, estampados, bordados, pintados a mão, feitos em tear; ou coordenações de cores fortes (já repararam como é o nosso “povo” que não está acostumado a misturar cores?) e quentes tipo vermelho, laranja, amarelo, pink, verde; ou acessórios grandes e dourados ou feito com pedras bem regionais tipo lapis-lazuli ou turqueza ou materiais tipo osso, cerâmica, palha…

…mas quem “viajou” mesmo foi o Alexandre Herchcovitch no desfile masculino, lembra!?!
É muito mais legal, bem mais original quando toda essa mistura vem num pacote mais sofisticado e não fica com cara de “feira-hippie”. Mesmo porque a inspiração 70s e boho desse verão tem um perfume chique e a gente cansou de falar que parece que todo mundo sentiu vontade de ficar mais elegante nas últimas semanas de moda. E gente, étnico não é só que vem de fora, não, viu!?!
Pelo menos até o verão chegar, a gente ainda vai estudar muito todas as fotos de todos os looks desfilados na última edição do SPFW. E essas coleções ainda nem chegaram às lojas, hein? Então, nessa semana de estudos/pesquisas/visitas à essas referências, a gente resolveu listar nossos top 5 desfiles da temporada (paulista). Aqui tem os desfiles que mais tocaram, que mais ensinaram, que fizeram a gente ter vontade de consumir pra lembrar da apresentação – e a lista não tá em ordem de preferência, o amor foi todo igual. Let’s:

MARIA BONITA: Se tem um jeito de ser muito confortável, muito não afetada, muito elegante e ao mesmo tempo carregar toneladas de informação boa de moda num look, esse é o jeito da Maria Bonita nessa coleção. Tinha macacão (do jeito menos previsível), tina vestido solto, tinha tecidos fresquinhos e casaquinhos super leves (perfeitos pro nosso verão!), tudo em coordenações de cores super brasileiras – azul do mar, bege da areia da praia, cinzas de asfalto e laranjas e turquesas da vida em volta. Alcino Leite Neto (da Folha de SP) escreveu um texto de chorar de tão lindo, tem que ler pra enteder o que todo mundo sentiu nesse desfile.

PRISCILLA DAROLT: Foi a primeira vez que a gente viu um desfile da estilista, e foi uma supresa ótema. A gente AMOU entender os desdobraentos super super leves de um elemento tão pesado – correntes de moto permearam toda a coleção sem pesar nem um pouquinho, pelo contrário: as modelas eram quase bailarinas! A cartela de cores é lhinda (quem imaginou juntar marrom/ferrugem com marinho/turquesa?) e as camisetas em seda com estampas de camafeu e de laços antigos (de Cartier, tsá?) são super objeto de desejo por aqui. Priscilla, seja nossa amiga.

ANDRÉ LIMA: Faz toda a diferença assistir desfile ao vivo, gente, dentro da sala de desfiles mesmo. E esse desfile de André Lima é de amar lá dentro, com as modelas entrando com essas formas absurdas, com o estilista felizérrimo no final, com o tableau vivant que todas elas formaram no finzinho. Foi um espetáculo de formas e um showcase de um super exercício de modelagem, foi um desfile de exuberância e de gente feliz (que quem usa esses vestidóns tem que estar bem feliz na melhor festa da vida, néam?). Foi um super aprendizado no quesito ‘desfile de moda e não só de roupa’, e fez a gente se emocionar.

ALEXANDRE HERCHCOVITCH: Olha, a gente explicou o encantamento que essa coleção teve – pra gente – nesse post aqui, com trilha sonora de Maria Bethânia e tudo. Clica pra ler que tá facinho facinho de entender, enxergar e de se encantar também. =)

GLÓRIA COELHO: Foi outro desfile de suspirar – e a gente pirava com cada entrada, com cada modelón desses. Tipo no desfile de Alexandre Herchcovitch, os looks de Glória tinham babados que rompiam peças duras e estruturadas com sua leveza, inundando a passarela com camadas e camadas de tecido. Incrível como essa é uma estilista que (quase) sempre trabalha temas masculinos e alcança resultados super mega femininos! A gente amou as versões e desdobramentos do smoking – com calça saruel, que foi a nossa preferida de to-da a temporada! – e o estudo de mangas que ela exercitou nos casaquinhos e coletes e vestidos dessa coleção.

BRINDE! 2nd FLOOR: A segunda marca da Ellus aparece aqui porque a gente também a-mou. A passarela da 2nd Floor era estampada com um mapa-mundi gigante, e as roupas pareciam pular de lá, de lugares diferentes: bolsinhas com cara de América Latina, vestidos com cara de México, coletes bordados com cara de África e mais. A gente também amou tudo, especialmente as propostas de sobreposições (com pecinhas eshpertas, tipo os coletinhos coloridos) e os lenços cheios de pingentes (vai vender? alguém sabe?).
Agora a gente quer saber das preferências do povo que faz blog junto com a gente, aqui nos comentários. Quais os preferidos? E porque? Vamos fazer mais lista aqui embaixo?!?? Topam?
E o primeiro dia de São Paulo Fashion Week, pra gente, é sempre o mais corrido, o mais bagunçado. É quando a gente sente como vai ser o resto todo do tempo, e quando a gente começa a entender (e adivinhar) tudo que a gente vai ver em to-dos os desfiles dessa edição de verão do evento. E a gente tá numa temporada de tanta inspiração em anos 70, que é natural que a gente veja mointa modelagem tipo saruel – teve no Fashion Rio e hoje teve na Osklen e no 2nd Floor, em forma de calça, de bermuda, de shortinho e até de macacão! Essa modelagem é a que tem o cavalo/gancho super baixo, e que (diz que) tem origem marroquina, tipo roupa religiosa.

Daí, pra aproveitar os amigos fashionistas nos corredores da Bienal, a gente pediu dicas de como usar essa modelagem que é difícil, mas é bem estilosa. E a gente abre com a nossa própria dica: como a modelagem é ampla na parte de baixo, quem tem quadril e quer usar pode escolher partes de cima em cores claras (mais claras que as da parte de baixo do look) ou bem coloridas. A idéia é chamar mais atenção pra parte de cima pra equilibrar, entende? E o Heleno Jr., nosso amigo super stylist, completou essa dica: “o segredo é usar partes de cima bem ajustadas, pra mostrar a proporção real de quem tá usando, sem parecer que o corpo tem a forma da saruel”. Tipo deixando bem claro que a silhueta maluca (mais cheia embaixo) é uma proposta de moda e não uma nova forma não humana (rá!).
E mais gente entendida deu opinião. A Thaís Mol, também stylist, deu uma dica bem boa pras magrinhas: ela sugeriu usar calça saruel com paletó pra criar uma silhueta quadradinha! E quem não é tão magrinha mas curtiu a idéia de se esquentar, pode escolher um paletó mais ajustadinho. O paletó só precisa ser curtinho pra não sobrepor volume com o volume da calça, ali embaixo. A Thais Losso prefere short saruel no lugar de calças, pra deixar mais perna à mostra e parecer mais alta – e ela prefere que a modelagem saruel seja feita em tecido bem molinho, que é pra não estruturar e aumentar ainda mais o volume (a gente amou essa dica!).
E a Manu Carvalho, super consultora de moda e imagem (a gente é fã!), acrescentou acessórios à produção: ela acha mais legal usar tudo saruel sem salto, com sandálias rasteiras ou sapatilhas ou teninhos. A modelagem saruel é bem informal, não ia combinar com salto meishmo. Se a saruel é feita em tecido sofisticado, é melhor que seja coordenada com rasteiras elegantes em couro metalizado ou com pedras! E vamos pensando todos juntos em como usar, que até o verão que vem a gente ainda vai ver e rever mointas referências com essas peças tããão confortáveis e tão descoladas.
Mais do nosso primeiro dia de SPFW:
Textinho do desfile da Osklen
Textinho do desfile da Ellus 2nd Floor
As marcas que o povo da muóda mais deseja
Desde o Fashion Rio a gente tá vendo um monte de mega maxi tricôs aparecerem nas passarelas dessa temporada brasileira de desfiles – mas nada parecido com o que a Ellus 2nd Floor mostrou! Diz que o menino que fez esses tricôs é brasileiro e produz peças pra gente incrível tipo Sonia Rykiel e que é tudo fotografado por revistas tipo I-d e pelas Vogues inglesa e América. Tá? A Neon também fez mointo tricô, bem mais sequinhos mas nem por isso menos legais: a dupla de estilistas fez vestidinhos de malha, mexeu na modelagem do cardigan e mostrou casaquinhos com barras mais longas, perfeitos pra sobrepor com vestidinhos no frio. A gente tá mega adorando os tricôs desse inverno 2008.

cardigans da neon e mega-tricôs da 2nd floor
Ainda da Neon e da Ellus 2nd Floor: a gente falou aqui de fazer sobreposições com vestidos e camisetas, e essas duas marcas sugerem mais! Dá pra sobrepor malhas fininhas e camisetas com mangas longas não só com vestidos sem alça ou com alças fininhas, mas também com vestidos com mangas “intermediárias”, tipo 3/4 ou na altura dos cotovelos. Vale vestido mais sequinho (silhueta mais atual já pronta) e vale acinturar (silhueta atualizada no truque!). Também no Ellus 2nd Floor teve colete sobre vestido curto e soltinho (uma graaaça!) e as estampas são super a cara da Rita Wainer: quem lê o blog da estilista reconhece na hora aqueles traços e formas. =)

sobreposições com vestidinhos na 2nd floor, na neon, na 2nd floor mais duas vezes e na neon de novo
Então, é truque mas tá super valendo! Quer atualizar a-go-ra o look? Acrescenta alguma coisa que marque a cintura, que afunile a silhueta no centro do corpo. Tipo cintão, cintinho (fofos os da Carlota Joakina), faixa, obi, drapear com um broche ou alfinetão (tanta gente fazendo coleção punk, não?!??), o que for. A gente até acha que a silhueta soltinha continua, só que menos largona que no verão, mas perto do corpo. Mas a silhueta da hora meishmo é essa com cintura marcada e um pouquinho mais alta – pra quem curte, néam?!??

cinturas bem deifinidas: carlota joakina, neon, carlota joakina duas vezes e neon
Pra terminar o nosso ‘balanção’ do penúltimo dia de SPFW, a Cavalera mostrou os vestidos longos menos convencionais da temporada, os mais jovens e descoladinhos. A equipe de estilo da marca (agora comandada pelo Marcelo Sommer) revisitou os tecidos de outras coleções e achou xadrezes e padronagens bacanas que podem fazer a alegria de muita formatura e festona por aí. A gente adora o longo com coletinho e todos os vestidos com bolsos (vestido com bolso é tuuudo, não, amigas?) e adora a saiona xadrez, perfeita pra fazer um look-tudo com camiseta ou tricô sequinhos. Mesmo nos curtos os detalhes parecem ser super legais, tipo as mini-barras plissadas. Tem que ver o quê disso tudo chega na loja, né?

longos da cavalera – as fotos são do chic e do ep