15.
nov.
09.

LINKS DE DOMINGO PRA SEMANA TODA!

publicado por: Fernanda

• A Thais Losso foi assistir ao desfile dos formandos do curso de moda da Santa Marcelina e ficou super mega impressonada com o trabalho de uma das alunas, chamada Yoon Hee Lee. Diz que a gente ainda vai ouvir muito desse nome, pra conhecer agora e ficar de olho! No blog da Thais tem fotos e toda a animação dela em relação a esse talento: é super verdadeiro, de contagiar! Vale MEGA o clique.

formanda

• Os Underaged Heartbreakers fizeram uma playlist com músicas (babado) que todo mundo precisa conhecer. Sendo as velhinhas que nós somos aqui na Oficina, a seleção ‘quase de utilidade pública! A gente amou e vota pra essa ser uma seção semanal! =)

• O Descolex tá de layout novo (super lindo) e reuniu num post um monte de gente bacana que faz camisetas nada nada comuns – melhor de tudo, vende pela internê. Logo depois de ter feito post com a marca super super fofa Tricky Hips, esse é um catálogo super bom de moda ‘descolex’ e fácil de usar. Vale o clique!

O Alcino deu no seu blog que a Regina Guerreiro não trabalha mais pra TNG e que quem vai orientar temas e desenvolvimento de coleções por lá, a partir de agora, é Maurício Ianês. Se liga que Ianês é o stylist-braço-direito de Alexandre Herchcovitch e esteve à frente da quase-volta da Zapping, tempos atrás. Dos mais modernos, dos mais ligados em arte (ele faz performances!), podia ter influência não só na imagem da marca mas também no comercial, nas peças que vão pra loja. Todo mundo ia ficar feliz! Né?

• Três desejos de um mesmo link: meu aniversário é em janeiro e eu podia ganahar de presente o livrão da Prada, esse bracelete de bigode (haha!) ou esse estojo de maquiagem em forma de boneca russa. Porque né, inteligência, bom humor e fofura são essenciais! ;-)

7.
out.
09.

LINDEZA DE PENSAMENTO

publicado por: Fernanda

A Maria Bonita tinha acabado de desfilar a coleção “do mar” que tinha como trilha a canção de Dorival Caymmi (temporada de verão 2009). Alcino Leite Neto, nosso guru da inteliência em moda, escreveu que “no meio da moda a marca (Maria Bonita) costuma ser definida como “intelectaul”. E daí abria aspas pra estilista, Daniele Jensen, dizer: “não sei o que querem dizer com isso. TODA ROUPA É UM ACESSÓRIO DO INTELECTO DA PESSOA, não só a da Maria Bonita.”

Depois da estilista passar a bola, Alcino chutou pro gol. E continuou a escrever: “o clichê não dá conta de explicar o que de fato fundamenta o trabalho da grife e de Daniele – a BUSCA POR UM CHARME DIFERENTE PARA AS MULHERES, EM QUE A ROUPA NÃO É APENAS UM INVÓLUCRO DECORATIVO, MAS A EXPRESSÃO DE UM MODO DE VIDA INTELIGENTE.”

maria

De um pedacinho de jornal recortado, re-encontrado aqui tempos depois de ter sido recortado. Não é de memorizar pra tentar ‘repetir em casa’? ;-)

9.
jun.
09.

SOBRE TEXTOS DE DESFILES

publicado por: Fernanda

Quem procura informação sobre moda em temporadas de desfiles sempre acha fotos e textos, né? A gente vê fotos de todos os looks, às vezes até de detalhes. E se as imagens estão disponíveis, os textos que acompanham essas imagens podem entregar alguma coisa a mais, não? Texto que descreve look por look, roupa por roupa, não vale. Não ia ser legal se tudo nos textos de moda contextualizasse, relacionasse, acrescentasse informação e insights sobre o que a gente vê nas fotos? Com opinião sem afetação, dizendo se as coisas funcionam ou não – independente se são do gosto de quem escreve ou não! Em outros tempos textos (só) descritivos faziam sentido: nem todo mundo tinha acesso às imagens dos desfiles, as revistas demoravam meses pra publicar e tals. Mas com internet, com blogs, com twitter (super cheio de info boa do Fashion Rio!), com TV e com todo mundo super mais interessado em moda – até com livre acesso à mil imagens de tudo! – a gente quer ler e conhecer mais. Né?

showandtell

Acompanhando o Fashion Rio exclusivamente pela internê (às vezes pelo GNT), a gente tá sentindo falta disso daí. Mas sexta tem texto do Alcino Leite Neto e já passa. ;-)

15.
mai.
09.

alexandre herchcovitch na rosa chá

publicado por: Fernanda

Ontem à noite o Luigi fez um post no About Fashion contando da possível saída do Amir Slama da Rosa Chá. No post ele contou também que quem trabalharia no lugar dele na marca de moda praia poderia ser ninguém mais ninguém menos que Alexandre Herchcovitch. Hoje a coluna do Alcino Leite Neto na Folha de SP confirmou a coisa toda (vale o clique!), em matéria que ainda fala da importância do Amir Slama pra moda praia brasileira inteira e da expectativa do primeiro trabalho de moda praia do Alexandre Herchcovitch. Trabalho que a gente só vai ver em desfile e em loja a partir do ano que vem. (Tem a matéria toda aqui, ó!)

rosachaherchcovitch

Tem entrevista de Alexandre Herchcovitch no site de Lilian Pacce contando que ele ama esses trabalhos, de estudar uma outra marca e propor a visão dele das coisas. Ele diz que “é como estar constantemente fazendo um trabalho de conclusão de curso de uma faculdade”, não é demais? Ele falou também do mercado de moda e desse monte de trocas e saídas e vendas e compras que a gente tem visto na imprensa todo dia – vejam só que ele vendeu um pedaço da marca dele pra um grupo (InBrands) e agora vai trabalhar pra outro ao mesmo tempo (a Rosa Chá pertence a um outro grupão chamado Marisol). Também vale o clique porque né, não adianta nada só ler notícia se a gente não pensar sobre ela também.

A gente tá vendo uma movimentação na nossa indústria de moda que vai ter super reflexo na vida real, com o tempo – e só com o tempo a gente vai saber que reflexos são esses assim, direitinho. A gente acha que o acesso a marcas e a designs mais legais em marcas vai ser super facilitado, mas vamos ver, né? E os biquinis da Rosa Chá são mesmo carregados de informação de moda, desde sempre. Da nossa parte, a gente tem ansiedade desde já pra conhecer a moda de Alexandre Herchcovitch feita pra essa praia. Imagina os elementos do universo desse estilista na areia: maiô de látex, biquini de caveirinha, saída com correntes na barra, as formas, as amarrações, os recortes, os camisetões, florais em tie-dye e mais. Imagina o exercício de novas formas e modelagens em pedacinhos tão pequeños de tecido? Imagina imagiiiiina?!??

20.
jan.
09.

outro da série: pra que serve o spfw?

publicado por: Fernanda

Agora quem colaborou com a gente pra nossa “pensata-coletiva” foi o Jorge Wakabara, jornalista de moda que tá empatado com a Alexandra Farah no segundo lugar do nosso coração (que no primeiro tá o Alcino Leite Neto, né, Brasil). O Jorge trabalhou tempos no site Chic da Glória Kalil, mas fez fama mundial no portal da Abril, onde comanda reportagens de moda, um blog de celebridades-fashion e um outro só com notícias e resenhas incríveis sobre o SPFW. A gente desacredita na pouca divulgação desse site, que todo mundo devia estar visitando loucamente durante esses dias de evento – a gente clica lá a cada parada na sala de imprensa! Mas ok, a opinião do Jorge é valiosa e super contribui pra nossa série, ó só:

No que o Jorge falou isso daí, a gente ficou pensando que o SPFW é oportunidade bem boa de exercício pra imprensa de moda brasileira. Duas vezes por ano, quem se especializa nesse tipo de jornalismo tem chance de se aperfeiçoar como “avaliador” de moda, como pensador de moda, como questionador e – principalmente! – como comunicador de moda. E gente, pensar em jeitos inteligentes e originais de falar disso daqui não é tarefa tão fácil – tanto que é bem mais comum ver coberturas bobinhas do que super legais. Mas oportunidade, pra quem aproveita bem, é presente de Deus. ;-)

19.
nov.
08.

alcino e as modelas com mãos na cintura

publicado por: Fernanda

Há tempos a gente brinca entre amigos de fazer essa pose daí da foto, tão repetida nos editoriais das revistas de moda que a gente lê. Tipo quer fazer um carão (sem ser o da Janessa)? Põe as duas mãos na cintura e encurva o corpo pra frente. Ontem no Pense Moda o editor de moda da Folha de SP, Alcino Leite Neto, reinvindicou uma “limpeza nos clichês” (gestuais, visuais) na fotografia de moda brasileira, pra que a gente produza imagens mais espontâneas, mais descompromissadas, mais leves – bem como a gente é (vi-da-re-al). Ninguém aqui é sisuda assim, ou torta assim, ou dura assim. A não tinha pensado nisso assim, mas agora concorda com o Alcino.

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Diz que nos editoriais que fazem pra revista Moda da Folha, Alcino e Camila Yahn (que edita a revista com ele) chegam a pedir pra que os fotógrafos não repitam essa pose. Mas na vida real, de brincadeirinha, a gente pode fazer o “carão-carol-trentini-na-vogue”, não pode? =)

19.
nov.
08.

pense moda: o desenvolvimento da moda e o papel da crítica

publicado por: Fernanda

Mais: no finzinho da primeira palestra do primeiro dia de Pense Moda, a Geni Ribeiro (consultora da Abit) chamou atenção para jovens jornalistas e críticos de moda. Diz que são quem indica o caminho da valorização do original, do questionamento e dessa busca por inovação. Tudo a partir do olhar perguntador, contestador, da crítica fundamentada e construtiva. Acontece que a gente não vê muita crítica aqui no BR – dos textos que a gente lê muito poucos contextualizam a moda (historicamente, até), relacionam com o exterior, com outras áreas e disciplinas. A gente considera como críticos os textos do Alcino Leite Neto, do Jorge Wakabara, do Vitor Ângelo e do Ricardo Oliveros. Os outros (grande maioria) são descritivos, jornalísticos, sem opinião ou posicionamento (até os nossos – tamos estudando pra aperfeiçoar e deixar de ser bobinhas). Tipo perfumaria, (ou) pra agradar anunciantes. E sem crítica fica mais difícil melhorar, aparar arestas, ajustar modos de operar e de pensar. Fica mais difícil até de “educar” o consumidor, que pra escolher também pode ter fundamento crítico – pra escolher cada vez melhor, de maneira mais apurada e exigente. Criticar é responsabilidade da imprensa local de moda, que é quem “traduz” a moda pra quem a consome, não é? Que essa educação, essa exigência, demandaria mais e mais aperfeiçoamento do mercado – e todo mundo ia evoluir junto. Tá certa essa conta?

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E se toda discussão é válida, se todo debate ensina e faz crescer, o próprio Pense Moda podia alcançar mais gente do que os inscritos dessa edição. Devia existir um jeito milagroso de fazer essa inscrição custar cem-conto, de ter mais gente participando (teve gente ontem dando idéia do evento ser mega-patrocinado pra acontecer de grátis pra todo mundo, com inscrições limitadas – bom não?). Que público interessado tem, só falta a discussão ser acessível. E com mais gente ouvindo/debatendo/aprendendo/questionando, provalvelmente a pauta ia evoluir mais rapidamente, de um jeito (provavelmente) mais eficaz. Ia ser bom pra tout le monde, não ia?!??

18.
nov.
08.

pense moda: bate-papo animado entre editoras e fotógrafos

publicado por: Fernanda

Hoje o Pense Moda teve mesa estrelada discutindo como conciliar liberdade com necessidades comerciais nos veículos de moda no Brasil. Dá só uma olhada no time: os editores Alcino Leite Neto (Folha de S.Paulo), Erika Palomino (Key), Daniela Falcão (Carta Editorial), Paulo Martinez (Mag!) e Susana Barbosa (Elle); os fotógrafos André Passos, Bob Wolfenson e Daniel Klajmic e as stylists Chiara Gadaleta e Letícia Toniazzo.

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alcino leite neto (da folha, daniel klajmic (fotógrafo), daniela falcão (do vogue brasil) e chiara gadaleta (stylist/estilista)

Um debate envolvendo gente tão gabaritada como os nomes acima sempre fomenta fortes discussões – e algumas concordâncias. Por exemplo: Vogue e Elle, por estarem mais diretamente vinculadas ao mercado (anunciantes e exposição das roupas que são fotografadas nos editoriais), possuem mais amarras que a Key e a Mag. E estas tais amarras são diretamente remetidas aos profissionais que prestam serviço aos dois veículos, quer sejam fotógrafos ou stylists. Como, então, imprimir identidade nestes títulos? Paulo Martinez responde: através da interpretação pessoal das exigências colocadas em pauta pelos stylists e fotógrafos. E Chiara Gadaleta completa: as referências são o reflexo do universo pessoal de cada profissional e é exatamente isto o que fará a diferença no exercício de seu trabalho, independentemente de qualquer amarra imposta. Se antigamente as referências (geralmente extraídas dos editoriais das revistas internacionais) eram o ponto de chegada, hoje elas são o ponto de partida, (bem) colocou Bob Wolfenson.

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daniela de novo, chiara de novo, susana barbosa (elle) e andré passos (fotógrafo)


A discussão é sim, muito importante, mas por enquanto não acarretará em mudanças muito significativas. A Vogue tem que vender, a Elle tem que colocar produtos acessíveis, a Mag praticamente não se utiliza de roupas de grifes internacionais em seus editoriais… não importa – sempre haverá algum mas, algum porém. A questão não pode recair somente sobre estas limitações. Existe um outro fator extremamente relevante em todo este processo, como pontuou, mais uma vez, Martinez: está faltando título de moda no mercado brasileiro. Se outras revistas com diferentes perfis daqueles que já existem no mercado surgirem, diferentes histórias poderão ser contadas e a experimentação será mais viável.

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erika palomino (a gente é BEM fã), letícia toniazzo (stylist), paulo martinez (MUSO), joyce pascowitch e bob wolfenson

E qual a solução para este conflito enquanto estes novos tíitulos não vem? Gadaleta dá a resposta citando Paulo Borges em palestra no Pense Moda anterior: paciência. A moda brasileira ainda é muito recente e há pouco deixou de engatinhar para dar seus primeiros passos. E como todo bom filhote que acabou de aprender a andar com suas próprias pernas, tombos e desequilíbrios são inevitáveis e naturais.

E esse é mais um texto ótemo da nossa ilustre assistente de Pense Moda, Tati Rodrigues. Os textos-relatos de todas as palestras tão disponíveis no site do Pense Moda

17.
nov.
08.

pense moda: sobre lifestyle/identidade brasileira

publicado por: Tati

“A questão da identidade brasileira é colocada pelos criadores e pensadores de moda, mas não se reflete nas ruas, que já têm um estilo colocado, efetivo”. Foi assim que Alcino Leite Neto, editor de Moda da Folha de São Paulo, encerrou (E AO MESMO TEMPO CRITICOU!) o tema debatido por Gloria Kalil (consultora e jornalista de moda), Heitor Dhália (cineasta), Marcio Kogan (arquiteto) e Valdick Jatobá (diretor do Banco Privado Português e colecionador de arte) sobre a questão da identidade brasileira nas expressões artísticas.

Glória Kalil (chic, inteligente, ponderada) discutiu a questão com pontos de vista bem interessantes: ser brasileiro pode ser uma condição tanto vantajosa quanto restritiva, pois se nos beneficiamos da simpática imagem externa de que somos livres, acolhedores e sensuais, ao mesmo tempo estamos fadados a uma estética de verão eterno (não é?!). O produto brasileiro, analisado individualmente, não carrega tanta força – é o estilo de vida de nosso país o que realmente vende (aquela velha história do samba, carnaval e futebol). No Brasil, como ressaltou Gloria, não existem marcas de moda realmente representativas (as que mais se aproximam disso são Havaianas e H.Stern).

Gente, sendo assim, em que a moda no Brasil está, de fato, investindo?

Belgas e japoneses (países com estilistas super reconhecidos no mercado de moda internacional) desenvolveram uma estrutura com seus respectivos governos e levaram seus estilistas para desfilar no alto circuito da moda (Paris, Milão e Nova Iorque, por exemplo). Já o Brasil prioriza semanas de moda regionais em vez de seus criadores. Não que elas não sejam importantes, mas como pretende um país ser reconhecido por sua identidade na criação em moda se suas marcas e seus criadores não conseguem desenvolver uma estrutura mínima de planejamento, produção e distribuição? Assim como Heitor Dhália pontuou o problema para o cinema brasileiro, nossos produtos em moda (e nossos filmes, e nossa música, e nossa literatura) necessitam ultrapassar a fronteira nacional para que possam estabelecer um ‘debate’ com o mercado mundial. Um criador deve manifestar suas vontades em concordância com o desejo e a expectativa do público consumidor, afinal ninguém faz um filme, escreve um livro, compõe uma música ou costura uma roupa somente para si, néam?!??

Claro que o assunto é abrangente e não conseguiu se esgotar com esta discussão. Mas o debate foi ótimo para pensarmos sobre como estamos conduzindo nossa identidade e, consequentemente nossa indústria de moda. Ginga e potencial criativo nós temos de sobra, já sabemos. Não seria a hora, então, de reconsiderarmos as nossas questões para que, enfim, possamos amadurecer e vestir o mundo com a nossa roupagem ?

Já está mais do que na hora, não é mesmo?!

O texto é da linda e talentosa Tati Rodrigues, que tá assistindo a tudo do Pense Moda com a gente – e que vai escrever aqui no Oficina durante o evento – legal, não?!?? Os outros videozitos que a gente fez (juntas!) nessa palestra tão disponíveis no nosso canal no YouTuba, quer ver? =)

15.
nov.
08.

links de fim de semana: pra pensar (e crescer)

publicado por: Fernanda

Ontem a gente encontrou com alguém que trabalha muito perto da organização do Rio Summer, evento que aconteceu no Rio duas semanas na semana passada. Diz que eles consideram um super erro ter marcado um evento que quer vender pra essa época, quando os compradores mais importantes do mundo já finalizaram suas compras de verão. E diz que pro ano que vem – o evento já está fechado e todo pago pra próxima edição – tem novas datas/novas épocas sendo estudadas como possibilidade. Vitor Ângelo, que faz o (excelente) blog Dus Infernus, ensina a gente que criticar é uma forma de crescer, e que crítica fundamentada é essencial pra que tudo se desenvolva e melhore. É dele o melhor texto sobre o Rio Summer que a gente leu até agora, e dele também vêm os links desse post de fim de semana. Tem que ler, tem que pensar e ajudar a questionar, pra que – aí sim – todo mundo em volta ganhe com isso. =)

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• Vitor diz no texto que “se moda é imagem, o mais lamentável do Claro Rio Summer não foi não apresentar moda, mas sim fazer um retrocesso da imagem do país pra inglês ver, confirmando a farseta para todos eles a ponto de todos estrangeiros declararem que era isso mesmo que esperavam do Brasil.” Tem que ler o texto todo, e tem que ver a galeria de imagens que o Style.com postou – que ilustra direitinho isso daí (vixe).

• Jorge Wakabara, do portal da Abril (e de tantos outros endereços na internê!) entrevistou os principais jornalistas convidados para o Rio Summer e no fim pensou (alto) que “o que dá para captar depois de todas as respostas: o lifestyle está sendo vendido, muito bem, obrigado. A moda… Samba sem teleco-teco não é samba, evento de moda sem moda… não é evento de moda.” O texto completo tá aqui. Vixe parte II.

• Alcino Leite Neto, nosso muso-mor do jornalismo de moda, escreveu textão para a Folha de SP questionando: “bem organizado (para uma edição inicial), o evento, no entanto, só pôde oferecer desta vez marcas imaturas, coleções precárias ou grifes que fizeram simples desdobramentos de suas exibições anteriores (…). Para ter um futuro relevante, o Rio Summer precisa lançar o desafio comercial e criativo do alto verão não só para grifes amigas da organização, mas também para os principais designers brasileiros.” O texto completo pode ser lido por quem assina UOL ou Folha, nesse link. Alcino faz, junto com a Vivian Whiteman, o blog Última Moda – tipo a parte mais educativa de to-da a blogolândia fashion do BR.

• Sobrou crítica até pro Sartorialist, que achou (até agora) muito pouca gente inspiradora nas suas postagens do Rio, e aproveitou pra encher espaço de blog com quiosque, com pombinhos, com Natalia Vodianova (a modela que pegou praia durante o evento no Rio) e mais. Quem falou melhor foi Katylene, no Katylene.com (ELA VOLTOU MINHA GENTE!).

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• E Carol Vasone (outra musa!) completou as idéias de todo mundo que ressaltou a falta de moda e de imagem de moda no evento como principal foco ruim, em entrevistas com gente importante convidada para o evento: “para o jornalista inglês Godfrey Deeny, a estrutura (do evento) é impressionante, assim como o tratamento dado aos compradores e imprensa estrangeiros, hospedados no Fasano, com agenda de festas luxuosas todas as noites. “Mas não senti que o que vimos foi o melhor da moda brasileira”, afirma o jornalista”. Tá tudo no blog dela no UOL, alimentado durante o evento. E bola pra frente.

A Oficina


A Fê e a Cris são personal stylists de gente da vida real e dividem, aqui no blog, tudo que aprendem nesse trabalho.