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  • E se a gente usa o carnaval como desculpa pra exercitar misturas de tudo no vestir, hein? É o feriado mais animado, mais no clima de bagunça que a gente tem por aqui – vale experimentar estampas, texturas, formas, cores, direções e padronagens… sem medo de ser feliz. E se rolar (na medida da personalidade, do estilo pessoal e do entorno de cada um!), a gente pode sim levar o exercício aos pouquinhos pra vida de todo dia e fazer carnaval particular sempre que der vontade. Quando a gente mistura muita coisa ao mesmo tempo, é bom procurar semelhanças pra alcançar harmonia: mil cores mas todas em tons claros ou escuros (ou vivos ou opacos), mil estampas mas todas gráficas ou pequenas ou abstratas ou grandes ou espaçadas ou juntinhas, mil texturas mas todas numa mesma direção… ou a harmonia pode vir num conjunto de opostos – mais animado ainda!

    Imagina que delícia, separar um diazinho pra animar tudo em volta com esse clima de festa no look?!?? A gente aposta que o sorriso da frente do espelho vai aparecer também pra todo mundo que passar pelo look durante o dia!

    MAIS DE CARNAVAL:
    neutros nada nada tristes
    mix de estampas sem medo de ser feliz :)
    todos os jeitos de usar e juntar cores-coloridas
    veranizando o guarda-roupa
    e se chover? chuva não atrapalha look bom!


  • Na edição de janeiro passado do SPFW a gente viu um monte de coleções desfilarem roupas com o efeito trompe l’oeil. Esse ‘efeito’ acontece quando, por meio de estampa ou aplicações ou modelagem, a roupa parece uma coisa mas é outra. Tipo brincadeira de enganar: os estilistas criam perspectivas com elementos de design pra criar interessância instantânea nas roupas – vale com pesponto, com tachas, com costuras, com cores e mais. Legal é perceber a riqueza de intelecto que uns trompe l’oeils podem carregar – olha isso aqui embaixo!!! – e, mais legal ainda, é se permitir “decifrar” os enigmas propostos por quem pensou a roupa. Bom de usar quando a gente não tá muito certa da gente mesma, do nosso humor, do mundo em volta, do trabalho, do coração… sabe como? Tipo me engana que eu gostcho! ;-)

    tromploil

    Faz todo sentido pensar que o tromp l’oeil povoou coleções feitas nesse ano de incerteza econômica e de questionamentos sobre a frivolidade/importância da moda! Tipo, se a vida real tá difícil, vamos embarcar numa onda de fantasia e inventar – ou mesmo “se a gente não tem dinheiro pra riquezas, vamos estampar pedras preciosas no algodão”! Aqui embaixo tem galeria com imagens de looks e produtos, nacionais e internacionais, pra gente se embalar nessa onda de “te peguei” e brincar também. Que moda, no fim, é pra fazer sorrir né gente?!??

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  • Eu fiz um curso de literatura na semana passada, gente. E meu professor explicou que hoje a poesia é livre, que ninguém precisa de métrica ou de rima ou de qualquer formalidade pra fazer poesia – precisa fazer e pronto. Mesmo assim os poetas mais legais no nosso tempo (o tempo mais livre de “normas”) se impõem restrições e ‘dificultadores’ como desafio. Pra que cada trabalho seja uma superação, porque cada trabalho/poema super trabalhado significa também ter sido super pensado, estar cheio de intenções implícitas (pessoais), carregar em si mais informação.

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    Por outro lado, o poema depende de quem lê. Poesia não pode ser lida como a gente lê o resto todo – é uma arte que demanda trabalho: tem que ler com ritmo diferente, com entonação diferente, procurando significado extra nos sentidos de cada palavra, procurando entender espaços e rimas. Pouco importa, no caso de um poema, se ele serve pra alguma coisa. Importa se ele é bonito, se toca quem lê, se faz suspirar. Precisa despertar “sentidos e faculdades”- humor, inteligência, sensibilidade, imaginação. Pra gente ter vontade de reler e de ler mais.

    E não é assim também com o que a gente veste? A gente também pode vestir o que quiser mas investe tempo e pensamento num look, cheio de intenções. E também gasta tempo e se dedica a “ler” os looks dos outros – pra sentir, pra procurar significado, pra se deixar inspirar por aquilo. Demanda trabalho e dá trabalho, às vezes é mesmo um desafio, mas tem recompensa. E se não é assim sempre, devia ser. Não devia?


curtimos

ideias complementares às da Oficina