Quando Helio Oiticica, artista super importante – e super brasileiro! – que experimentou mil coisas nos seus trabalhos, tipo pintura, escultura, performances e… costura. Oiticica inventou o que chamou de parangolés, capas gigantes ou “bandeiras de vestir”, cheios de cores e texturas e movimento. Esse movimento, inclusive, era o essencial à “obra” segundo o próprio artista: o parangolé só ganhava vida se vestido por alguém – e não só isso, o parangolé também precisava ser dançado! “A obra só existe plenamente, portanto, quando da participação corporal: a estrutura depende da ação.” Diz o próprio Helio Oiticica que o objetivo do parangolé ser pensado pra ser usado/dançado era “dar ao público a chance de deixar de ser público espectador, de fora, para ser participante na atividade criadora.”
E aí que a gente aqui na Oficina pensou que também é (ou deveria ser) assim com tudo que a gente veste – ou tem vontade de vestir. Moda só é moda se usada, conversar sobre ela não faz com que ela tenha eficácia alguma. Roupa no cabide é uma coisa e, a gente sabe bem, no corpo é outra. E é no corpo que qualquer Read more
Tá tendo aqui em SP, no Masp, uma exposição só com trabalhos de grafiteiros – chama “De dentro para fora, de fora para dentro” e é muito muito legal ver o que a gente já vê em muros pela cidade… dentro do museu! Não só em forma de pinturas/desenhos, mas também em adesivos, fotografias, instalações e vídeos. Um desses vídeos super me impressionou, mostrando o trabalho do Stephan Doitschinoff. Ele se mudou pra uma cidadezinha do interior da Bahia e grafitou TUDO em volta: casas, muros, capelas e até lápides de cemitério. E o próprio artista conta que, na medida em que ia trabalhando e interagindo com as pessoas de lá (e com o clima e com as casas e com tudo em volta), seu trabalho ia sendo influenciado – pelas cores, pelas formas, pelos temas e até pelas suas crenças pessoais.
Na apresentação da expo tá escrito que esses grafiteiros, tipo o Stephan, “representam uma geração (…) acostumada a quebrar regras e pautar-se pela própria intuição”. E mais: “(esses artistas) aprenderam a fazer arte em contato direto com o público, abrinda diálogos visuais com a população” e isso me impressionou. Voltei e conversei com a Cristi e a gente pensou que Read more
Lars Svendsen é filósofo e teórico. Em sua palestra no último dia do Pense Moda sua intenção não era falar sobre a vida prática na moda, mas pensar sobre moda, mais especificamente sobre a crítica de moda.
Pra ele desde que um “fazedor de roupa” passou a ser um designer de moda e se atribuiu um status de artista, a crítica de seu trabalho passou a ser necessária. Assim como existe crítica de arte, de literatura, de cinema, de teatro, tem que existir crítica de moda, se a moda quer ser levada a sério. E ela quer, não quer!?!
Os criadores de moda deveriam entender que a crítica sobre o seu trabalho faz com que suas criações sejam ainda mais criativas! Acontece que o lado comercial da moda faz com que a crítica negativa seja mal vista – tipo “falaram mal de mim agora vou vender menos”. Read more
A ultima palestra do segundo dia de PM foi com o marido da Maroussia, desse post aqui embaixo. Casal cheio de sacadas criativas esse, viu? Jean-Michel Bertin é meio um artista-faz-tudo. Ele é, a princípio, “décorateur”, tipo decorador, sabe? Mas ele começou a se envolver em trabalhos artísticos e mergulhou fundo no mundo da moda.
O trabalho dele se insere de um jeito interessante nessa discussão de arte-e-moda: Jean-Michel faz arte para a moda. Os clientes o contratam para fazer a “arte-cenográfica” de campanhas publicitárias. O trabalho dele é de “envolver” o produto que está sendo anunciado. Sabe? Pra não ficar uma coisa só roupa e modelo, ou só o acessório solto, ele ajuda a agregar valor artístico à propaganda. Ele usa plástico, tecido, madeira… E faz com que produto e modelo interajam com as instalacoes e engenhocas que cria – tudo com materiais “banais”, é bem incrível.
É bem bom ver que lá fora essas iniciativas fashion-artísticas estão dando muito certo. E que tem gente bacana com essa visão de transformar em beleza e arte coisas que estão às vezes na nossa frente e a gente nem nota. Ele também faz cenografia/”set design” de vídeos – comerciais ou não. Na palestra ele passou esse clipe do Justice, é bem legal, vale o clique!
Esse blog é bem a favor de todo mundo exercitar tanto o olhar que tudo em volta possa render inspiração. A vida já é mesmo o que alimenta a moda e suas tendências, então porque a vida não pode render imagens pra gente adaptar e usar em forma de look?!?? Fica mais fácil quando a gente separa elementos que a gente pode prestar mais atenção, pra depois fazer em casa (tipo PODE tentar isso em casa, crianças! rá!). E tudo pode render: cores de um filme, formas de um letreiro (letreeeeiro!), o que inspirou uma fotografia – um clima, um lugar, um sentimento… vai saber! – e o que essas coisas despertam na gente. Montes de coisas chamam a nossa anteção, e se a gente transforma essa atenção em ‘vontade de se vestir de acordo’, daí a coisa rende. Tipo, Clarice Lispector tem me feito ter vontade de ser todo dia um pouco mais mulherzinha! =)
Outra que me inspira é Tarsila do Amaral. Ela foi uma artista muito muito importante pra gente aqui no BR porque em tudo queria reforçar sua origem, e assim foi. Tarsila estudou em Paris e vivia viajando, mas em tudo que fazia deixava bem clara a sua essência, e essa essência tinha super a ver com o lugar de onde ela vinha – daqui! Nas pinturas de Tarsila tinha muita árvore, tinha gente, coisas simples do cotidiano, tinha mointas cores, simplicidade com carga emocional e conteúdo denso, que enche os olhos. O Brasil registrado por Tarsila é bem bonitchinho, cheio de paisagens bonitas de se ver – você quase sente uma brisa bater quando vê, sabe como?!??
E se Tarsila se deixou influenciar esse tanto pelo seu meio, se o ‘em volta’ foi tão importante no seu repertório de imagens, as cores não tinham como não aparecer. Toda a sua produção é super colorida, alegre, e cada espaço da tela é preenchido com um tom que pode, à primeira vista, não pertencer ao “conjuntinho” – mas que no todo faz um super sentido. Mesmo básica, ela é básica com cor! Com mointas cores juntas, diferentes mas em tons próximos, que aparecem aos montes quando há mais detalhes nas visões de Tarsila. Ao mesmo tempo, quando a forma é super importante, a cor ainda aparece (forte!), mas como suporte pra deixar essa forma brilhar!
Nessa idéia de tirar inspiração de tudo, super tem como relacionar Tarsila e sua história (e suas obras) com a nossa (possível) motivação pra se vestir. Tarsila, junto com um grupo de amigos, propôs “digerir” a cultura européia até que o resultado de tanta “mastigação” (rá!) fosse bem brasileiro. Então as referências vêm de fora, mas se enriquecem de figuras bem familiares: bichinhos, florzinhas, casinhas, frutinhas. Na figuração de Tarsila a gente encontra lugar pras nossas estampas, pras nossas formas, pros nossos broches, pras nossas tiaras.
Mas Tarsila era menina-moça, e, tipo a gente, no fim do dia queria mesmo era estar bonita e impressionar/conquistar o bofe. Então em tudo, mesmo nas imagens mais elegantes, a artista usa formas arredondadas, corações, cores femininas e degradês suaves – não porque isso impressiona mais, mas porque, muito provavelmente, Tarsila era tão romântica quanto qualquer menina do nosso grupo de amigas de hoje. =)
A gente é o país do carnaval, de muitos jeitos: em forma de carro alegórico, em forma de trio elétrico, em forma de frevo, em forma de bloco de rua. Não só isso – a gente é o país que tem a floresta mais famosa do planeta, cheia de cores e flores e frutas e animais. E a gente tem o maracanã verdinho, praias amarelas e azuis, morros super marrons e cinzas, tudo tão colorido, com tanta cor diferente! É de não se conformar (mesmo!) ter tanta gente em volta de look total preto, ou com alguma coisa branca “pra quebrar” – ou de branco com jeans, ou de preto com jeans. Não-me-conformo.
Quando a gente diz que tudo que a gente veste comunica quem a gente é, pode parecer complicado – eu achava mointo complicado tempos atrás e muitas vezes ainda acho. Tem elementos que dizem mais ou menos sobre extremos de personalidade, tipo dão mais pistas sobre quem escolheu usar cada um. Gente mais extrovertida ou mais tímida, gente mais romântica ou mais sexy, gente mais criativa ou mais tradicional. E de tudo que diz pra gente, numa roupa, alguma coisa sobre quem veste esse roupa, a cor é a mais importante E a mais fácil de ser entendida. Então não, gente, não vem me convencer que todo mundo que tá de preto dos pés à cabeça não tem nada pra dizer que eu não acredito. Não pode ser que a gente, que nasceu e que cresceu com todas essas referências coloridas em volta da gente, queira se fazer de “muito mudérno” ou de “muito elegante” com o look preto total.))
O look preto total, pra ser menos desinteressante, tem que ter texturas e proporções diferentes e bem legais – o que é ótemo, mas mais complicado, não? Na facilidade de entendimento das mensagens das cores, trocar o preto por qualquer outra cor escura e neutra é bem inteligente: tudo que dá certo com preto também funciona com marrom, cinza, marinho, vinho, roxo, etc etc etc. A mesma idéia vale também pro branco: vale substituir por creme, cinza gelo, amarelinho, caramelo, lilás e cores clarinhas. Já é alguma coisa. E todos esses neutros, tanto os claros quanto os escuros, servem de base pra gente acrescentar cores forte e vivas e intensas e ALEGRES no look de todo dia.
Quando a gente exercita coordenações de cores, a recompensa vem em forma de harmonia. E o exercício não precisa ficar restrito à roupa com roupa, pode ser roupa com ambiente, roupa com pessoas com quem a gente vai encontrar, roupa com humor, roupa com intenção e mais. Tá tudo acomodado/acontecendo no lugar em que a gente vive – pensando grande, pensando no BR todo! – e não tem como ter harmonia entre gente de preto preto preto e um ‘em volta’ tão colorido. Pelo menos não o tempo todo. =)
Na última semana aconteceu o mega power desfile anual da marca de lingeries Victoria’s Secret, cheio de supersupersuper modelas com pouquíssima roupa, com show das Spice Girls (eeee!) e pela primeira vez desde um tempão, sem a Gisele. Mas tudo bem, que esse desfile teve um outro ‘brilho’ bem bem legal: tinha toda uma coisa surrealista, e as modelas carregavam elementos inspiradíssimos em grandes trabalhos dos artistas dessa onda. E quem percebeu foi a editora da revista Glam, num post que originou esse nosso aqui (bem igualzinho).
clica pra ver grande!
Dá pra ver nas fotos um monte de referências (obrigada querida editora por mostrar todas pra gente reproduzir aqui): as boquinhas na Isabelli vieram do trabalho do Salvador Dali, que fez desde sofá até broche inspirados pela boca da atriz Mae West; tem asinhas cheias de nuvens que vieram das telas do René Magritte; tem violãozinho cubista que veio dessa tela do Picasso; e tem as luvinhas nonsense da Elsa Schiaparelli vêm grudadas na lingerie e no corpitcho da modela. A Thaís Losso já tinha feito um post incrível falando das referências legais de arte na moda (que rendeu um textinho incrível na revista Capricho – alguém tem o link?), com fotos de um desfile e da obra do artista que inspirou a estampa – passa pra ver que é legal meishmo.
tem versão grande também!
Esse show da Victoria’s Secret a gente vai ver no dia 04 de dezembro, no SBT (diz que vai passar no TNT também, alguém sabe que dia?!??) – junto com as referências surreais-surrealistas tem também Heidi Klum mega brilhosa desfilando ao som de seu maridón Seal, tá? Tem mais um zilhão de fotos do desfile aqui e aqui. Mais de lingeries: no site da revista Manequim tem história da lingerie e dicas de como manter as peças sempre novinhas, e a gente tem esse texto que fala de como escolher e comprar lingeries, cheio de achismos e dicas que a gente usa de verdade na vida real.
A gente já falou aqui no blog um monte de vezes sobre arte e moda (tipo aqui e aqui), e amanhã abre uma exposição que vai render mais assunto em torno desse tema. É no ES, na galeria de arte Ana Terra, e se chama ‘Wearables‘ ou ‘arte de usar’. Sete designers foram selecionadas para mostrar porque seus trabalhos contém elementos artísticos relevantes, que materiais usam e como os usam, e porque escolheram fazer peças super exclusivas em vez de produzir montes
“O Wearables’ é um conceito de arte de peça única e que pode ser usada. No caso da ‘art wear’ apresentada na Ana Terra Galeria será concentrada em jóias, com peças como tiaras, anéis, pulseiras feitas a partir de materiais como ouro, prata, madeira, cerâmica, fios de seda, pedras e até o inusitado nióbio, metal de difícil manuseio com resultado de coloração que reflete o spectro do arco-íris.” Quem também faz parte são as amigas Brenda Vidal (mais dela aqui!) e Bettina Terepins, bem arrasantes. A gente tem que prestigiar, né? =)
Quem ainda não viu tem que ver e quem já viu pode dizer se concorda ou não com o que eu vou falar aqui…
A exposição 80 90 Modernos Pos Modernos Etc no Instituto Tomie Ohtake é um deleite pra quem curte não só arte contemporânea, mas estimular o olhar com imagens de força. A exposição faz parte de um conjunto de quatro exposições que vem sendo realizadas no instituto desde 2006 e que pretende ilustrar a história da arte contemporânea brasileira. Tem obras de artistas como Adriana Varejão, Daniel Senise, Leonilson, Alex Flemming, Luiz Zerbini, Jac Leirner, Marco Gianotti (meu preferido), Barrão, Jorge Guinle, Beatriz Milhazes, Mauro Fuke, Leda Catunda, Caíto, Nuno Ramos, entre muitos e muitos outros representantes de peso desse período fértil na arte nacional…
Pinturas de Ana Horta na montagem da exposição (foto daqui)
Logo na entrada lemos na resenha do curador Agnaldo Farias que esse período foi “um desafogo da produção cultural face à retração havida nos anos anteriores” e que “fazendo eco com a Transvanguarda italiana e com o neo-expressionismo alemão, jovens artistas sediados em São Paulo e no Rio de Janeiro, para a perplexidade das gerações anteriores, praticavam a pintura”. Era a chamada ‘Geração 80′ que embora produzisse “pinturas pautadas na ‘emoção’, no ‘prazer’”, ela devesse ser “avaliada pelo que veio depois”. E é por isso que a exposição vai até 1995, quando o contexto artístico se torna outro.
“A arte da passagem dos 80 para os 90 cresceu e se firmou de tal modo que qualquer análise que se pretenda fazer sobre a arte atual passa obrigatoriamente pela revisão desse período” escreve Agnaldo. E na minha opnião(zinha) o mesmo ocorre com todos os demais movimentos estéticos… Certo, gente?
Uma das coisas que mais chama atenção quando se entra em cada uma das três salas onde a exposição se espalha é a presença de cores fortes e vivas como vermelho, verde, azulão ou laranja. A explosão de cores e de novas experiências de forma, ocupação do espaço, materiais e discussões é decorrente do rompimento com a “arte hermética, purista e excessivamente intelectual” anterior. E a utilização de cores e experiências também está em em muitas manifestações estéticas da década de 80 e início da década de 90… de cinema à moda.
Então não é de se estranhar que com o perfume 80 que paira no ar das passarelas internacionais e nacionais a nossa moda retomasse essa explosão de cores, a utilização de materiais como vinil e metalizados (em roupas e maiôs) e temas bem brasileiros pro próximo verão, como foi visto no Fashion Rio e provavelmente vamos ver no SPFW (tomara)!
O RESFEST é um festival super moderno de cultura pop que traz vídeos, músicas (shows super legais!), exposições e coisas em novas mídias, pra exercitar nossas idéias e inspirações. Durante três dias a Cinemateca vai ser ocupada pela programação do festival, com atrações (incríveis!) tipo retrospectiva dos melhores clipes do Radiohead, filme do artista plástico (marido da Bjork!) Matthew Barney inédito no BR, mostra de fotos do Shoichi Aoki – que fez os livros Fruits e Fresh Fruits e a exposição “Teenage Riot”- esses dois últimos imperdíveis pra quem curte moda.
Que o Shoichi Aoki começou a fotografar gente jovem na rua quando morou em Londres nos anos 80, época em que o ’street style’ dos ingleses era mais legal que o dos japoneses. Ele voltou pro Japão e lançou uma revista chamada Street, pra mostrar pros jovens japoneses a “free street art” do povo de Londres, e começou a introduzir idéias fashion por lá. No começo dos 90 um monte de coisas relacionadas à música e arte começaram a acontecer com frequência cada vez maior, especialmente em Harajuku, e os jovens desse bairro começaram a se vestir de um jeito que refletia não só quem eles eram mais o que estavam vivendo também. Pra registrar a explosão criativa que a moda jovem tava vivendo o Shoichi criou então outra revista, chamada Fruits, que rendeu material pros dois livros famosérimos que ele lançou. Diz que tem a revista até hoje lá!
De um jeito, a iniciativa do Shoichi Aoki é meio “mãe” do Sartorialist e do Face Hunter e dos outros tipo eles, não?
A exposição ‘Teenage Riot’ é toda moda, feita por gente bem bacana e inseridíssima no meio. O stylist Thiago Ferraz é curador e convidou um monte de gente pra interpretar o universo adolescente, do jeito que quisessem. Gente tipo a Rita Wainer, Vitor Santos e Rogério Hideki (V.Rom), Carina Duek, Fábia Bercksek, Amapô e as stylists Letícia Toniazzo e Olivia Hansen (do blog-amigo Oh!). A Olivia, junto com o fotógrafo Marcio Simnch, fez um filminho em stopmotion (animação feita com fotografias – no caso deles, com 4000!). O curta foi inspirado na instalação “My Bed” (da artista inglesa Tracey Emin) e nas memórias de adolescência dos dois autores, e “retrata um casal de adolescentes dentro de seu universo mais íntimo, o quarto”. A Olivia contou que as CocoRosie’s em si cederam a canção “By Your Side” pra servir de trilha pro filminho – não é demais?
Foto do curta da Olivia (que demais os desenhos em glitter, não??) e a instalação da Tracey Emin
Eu não ainda não acredito que não estou em SP e que vou perder, e acho que todo mundo que tiver o fim de semana disponível TEM QUE ir, de verdade. E quem for pode filmar o showzinho da Shara Wonder e colocar no YouTube pra eu ver daqui (adoraria!). Tá? A programação completa do RESFEST tá no site deles e o serviço tá resumido aqui (pelo Luigi!):
quando: 18/05 (sexta), das 15h às 24h
19 e 20/05 (sábado e domingo), das 11h às 24h onde: Cinemateca Brasileira
Largo Senador Raul Cardoso, 207, Vila Mariana informações: 5084 2177 ingressos: (tem preços diferentes) nas lojas Chilli Beans, Piola e pelo ingresso fácil