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  • A internet que a gente quer é a que a gente trabalha pra construir: se a gente quer compartilhar idéias pra geral ler com tempo, pra que haja resposta consistente e troca significativa, então é justo (e natural!) que a gente dedique tempo e pensamento crítico à essa construção, a esse trabalho. Nosso compartilhamento de conteúdo não funciona no piloto automático, nem na superficialidade, nem “entre tarefas”, nem “quando sobra tempo” (quando sobra?).

    Aqui na ODE é comum a gente ouvir: “Nossa, como o conteúdo de vocês é legal, eu também adoraria produzir conteúdo assim — mas não tenho tempo”. A primeira parte é de sentir orgulho, a segunda parte é de sentir incômodo. Nossa agenda tem períodos de toda semana separados pra esse trabalho, com tarefas organizadas a partir de planejamento e propósito.

    Ó:

    Toda segunda-feira a gente tem uma reunião interna pra estruturar os conteúdos das próximas newsletters, rascunhar os temas dos próximos posts pro nosso blog, e então esmiuçar essas idéias em posts rápidos pensados pras nossas redes sociais — hoje o Instagram, o Twitter e o Pinterest. Tudo pensado a partir das experiências mais frescas vividas com clientes de consultoria, dos aprendizados mais recentes visitando lojas e conhecendo designers/projetos novos, das aulas que a gente dá e das trocas com nossas alunas, dos livros que a gente vem lendo, dos conteúdos com que tivemos contato.

    E toda quarta-feira tem gente aqui 100% dedicada a fazer essa estrutura/essa organização/esses esqueletos tomarem vida, e se materializarem em forma de conteúdo. Cada postagem é pensada do zero pra sua própria rede, cada texto redigido com atenção, cuidado e pesquisa, cada imagem produzida e tratada por nós mesmas — ajeitando as fotos das nossas clientes, feitas nas sessões de montagem de looks da consultoria, ou fotografando no nosso pequeno estúdio caseiro o que melhor representa os assuntos de que a gente quer falar.

    É trabalho, já que todo compartilhamento de conteúdo sai daqui conectado com o que a gente tem pra oferecer como serviço aqui na ODE. Os questionamentos e as práticas que movem o nosso fazer estão disponíveis também em forma de cursos presenciais e online, de consultoria e de livros pra quem quer se aprofundar, se apropriar, experimentar na própria vida, “personalizadamente”. E a gente procura responder comentários e e-mails sabendo que esses questionamentos se retroalimentam, e que a partir dessa troca o conteúdo é abastecido com novas idéias, novos insights, novas possibilidades de prática.

    Então a energia que a gente coloca nesse trabalho devolve pra gente resultados individuais e também coletivos. Quando a gente cuida com autenticidade da internet que produz, a gente entende que tá cuidando também do ambiente virtual em que quer estar inserida \o/ fazendo a nossa parte pra construir uma internet em que o ganha-ganha seja lei. Permanecemos aqui na ODE cheias de amor pela rede mundial <3 e comprometidas com essa nossa entrega, usufruindo nós mesmas de quaisquer resultados.

    ((Texto complementar e versão mais íntima desse outro post aqui, feito a convite da Dani Arrais e da Luiza Voll no blog da Contente))


  • Sabe essa história de que cada dia a gente acorda de um jeito? E que por isso se veste diferente todo dia? Coerência no vestir não quer dizer usar uniforme: tem jeito de ser diferente e ainda assim ser a mesma pessoa — é exatamente isso que a gente trabalha na consultoria de estilo. \o/

    Todo mundo tem preferências, vontades e demandas que guiam escolhas de vestir – direções que têm mais a ver com a vida do que com roupas, e que não acontecem separadamente. Por exemplo: tem cliente que é sempre elegante, até no fim de semana de chinelinho, a bichinha é elegante — tanto quanto em festas ou em reuniões. Mais: tem gente que sempre precisa estar confortável, e o que escolhe pra usar num jantar é tão soltinho e maleável quanto qualquer outro look de todo dia. Outras clientes são criativas/originais o tempo todo: seja em formas, em coordenações de cores, seja com acessórios, seja na combinação de opostos e na padaria, no trabalho, no casamento delas, na praia, em todo lugar e ocasião.

     

    identidade visual não é usar uniforme: tem como se vestir (se sentir!) diferente todos os dias e ainda assim não ter um guarda-roupa esquizofrênico!

    Quando uma das nossas clientes tem uma vibe clássica, é possível definir qual é o clássico DELA. Se uma outra tem uma pegada mais rock, tem um jeito de ser rock só dela. E se ela curte boho, tem um boho bom pra ela, com a carinha dela.

    Quando isso tudo tá direcionado pelas mesmas linhas (mais retas? mais arredondadas?), pelas mesmas proporções, pelas mesmas formas (mais durinhas, estruturadas? mais molengas?), pelo mesmo conjunto de cores, pelo mesmo tamanho e espaçamento de estampas, pelo mesmo tanto de contraste… então TUDO é coerente! Todas as escolhas que se faz tem um fundamento em comum: mil mulheres numa só, sem um guarda-roupa esquizofrênico!

    É possível se desprender de referências literais, aprender a “ler” e decodificar essas referências, treinar a identificação de elementos visuais e então procurar esses elementos no que se escolhe vestir. Vale também procurar ter clareza das sensações que se quer ter (na vida) e procurar essas sensações nas roupas que se veste — com todo esse aprendizado junto não tem escolha que dê errado!

    No nosso trabalho a gente monta esse quebra-cabeça na teoria, organiza referências e pensa “fórmulas” personalizadas pra cada uma dessas múltiplas-mulheres (não somos todas?), apresenta numa proposta de ID visual e então parte pra colocar isso em prática na revitalização do guarda-roupa de cada cliente, na experiência que faz juntas em lojas e na sessão de montagem de looks — etapas práticas de uma consultoria de estilo.

    E é assim que a gente constrói, junto com cada cliente, um guarda-roupa cheio de tudo, mas com a cara delas em todas as possíveis abordagens e aplicações. <3

    + COMO SE TORNAR UMA PERSONAL STYLIST
    + COMO CONSTRUIR UM GUARDA-ROUPA INTELIGENTE


  • Sabe quando a gente tem coordenações já prontas -e previsíveis- pra peças do próprio armário? Tipo “ah, essa blusa estampada de azul e branco eu uso com… calça branca!” ou “vestidinho cáqui com verde eu sempre uso com coletinho cáqui”? Derivação do pensamento: “blusa pink eu uso com jeans” ou “qualquer top super colorido eu uso com… calça preta!”

    Essa é a primeira idéia de que a gente tá falando!

    Um super exercício de criatividade seria passar direto dessa primeira idéia que vem à mente (quando se pensa em coordenar qual-quer-coi-sa): geralmente essa é a idéia mais segura e óbvia que a gente tem. Procurar uma outra é expandir possibilidade de uso, é sair do confortável facinho pra crescer — e brilhar!

    quase sempre a 1ª idéia de coordenação que a gente tem é a mais fácil, a mais óbvia: vale passar direto e exercitar criatividade procurando uma segunda possibilidade, ó!

    Quase sempre as alternativas que a gente “se força” a achar pra essas primeiras idéias são mais legais, mais originais e mais autênticas. E nem sempre é fácil, às vezes a gente só pensa num tipo de coordenação, e é assim que vale mais o esforço: tem que tentar de um jeito, tentar de outro, provar até o que na teoria tem tudo pra dar errado… até dar certo. E tentar pensar em outras cores, em outras estampas, em outras texturas e outras mensagens. Tipo: com uma saia longa e super étnica a gente pensa logo em regata branca e colar de madeira, né? Pois mais legal seria caminhar pra direção contrária e juntar essa saia com uma camisa de botõezinhos, mais solta, e com um colar de correntes douradas, por exemplo. Sacou?

    Isso daí vale pra tudo: pra peças específicas, pra sapato, pra bolsa, pra acessórios menores… e funcionam na prática com pequenas mudancinhas, mas gerando grandessíssimos resultados. Bom de colocar em prática a cada escolha do que usar de manhã, a cada provador de loja vsitada. Porque idéias que parecem conflitar, quando colocadas em prática, só acrescentam interessância -e originalidade!- ao look. (Post publicado originalmente em dezembro de 2009, desde então em campanha contra a obviedade do visual! \o/ \o/)

    + ebook: como construir um guarda-roupa inteligente
    + consultoria de estilo online: pra definir identidade visual e plano de ação certeiro pro guarda-roupa ajudador ;-)

    NOSSA NEWSLETTER SEMANAL chega aí no seu email com mais questionamentos, facilitadores de vida e idéias práticas sobre estilo pessoal e consumo consciente. ASSINA PRA RECEBER!


  • A revista de moda publica um texto explicativo da retomada do “visual militar” (a volta dos que não foram né, desde quando se deixou de usar verde oliva?). O título da matéria é: “aliste-se já na tendência…”.

    Sérião.

    Serviu de gatilho aqui pra gente questionar esse surto de afetação que toma conta da comunicação de moda feita aqui no BR: é um tal de “aposte nisso” — aposte o quê? fichas? dinheiro? prendas?; “corra antes que acabe” — péra, ou a gente corre pelo bem-estar da atividade física, ou corre de algum perigo iminente… não? Uma onda de artificialidade, de expressões que querem ser engraçadinhas mas que não funcionam na prática. Você ou alguém que você conhece diz com naturalidade, numa conversinha corriqueira, algo como “esse look está em sintonia com o mood artsy“?

    A gente tem tido impressão de que se faz um esforço pra se falar/vender as mesmas coisas de sempre, mas com palavras diferentes. Desde que não tamos mais na era das grandes tendências — e sim das vontades plurais e singulares, sem regra, sem pode-não-pode — não tem nenhuma grandessíssima novidade a ser comunicada por revistas de moda, nénão? “Turbine o seu closet” com mais do mesmo, essa parece ser a sugestão.

    Nesse nosso tempo/na nossa sociedade as coisas todas tão sendo cuspidas tão no piloto automático, tão rapidamente e sem qualquer reflexão, que essa linguagem toda vazia de significado fez a gente esticar o pensamento: tem mesmo assunto pra fazer tanta revista de moda? Todo mês? Pra gente a lógica parece estar inversa — no lugar de caçar/requentar assunto pra publicar, seria legal escrever quando houvesse o que dizer. Mas né, revista tem compromisso com anunciante que tem compromisso com vendas, que hoje tem total conexão com pressa e superficialidade e descarte inconsequente.

    + carreira em moda sem futilidade, com significado

    Todo o fundamento de se sugerir sensação de escassez (“não fique fora dessa”) pra incentivar o desejo pelo extra/pelo excesso faz oposição ao que é necessário, funcional, atemporal, precioso. Tira atenção do que é recurso interno –criatividade, novo olhar pro que já se tem no armário, habilidade pra versatilizar peças e usos — e põe o foco no que é recurso externo: no produto, na compra, na marca. E nutrir recurso interno empodera, fortalece emocionalmente, mas depender do recurso externo (pra sentir satisfação) só esvazia a conta bancária, cultiva ciclos de ansiedade, estimula comparação e competição.

    No fim do dia, esse dress é um vestido, esse jumpsuit é um macacão como outro qualquer, essa clutch é só uma bolsinha. Por favor vamos maneirar, pessoal.

    CONSULTORIA DE ESTILO, METODOLOGIA QUE HUMANIZA E O VAZIO DA COMUNICAÇÃO DE MODA NO BRASIL

    “Não deveria ser surpresa alguma saber que há lugares que hostilizam o luxo; e que Rolex, Louis Vuitton, Prada e Aston Martin se saem espetacularmente mal na Dinamarca, país com terceira maior renda per capta do mundo, com distribuição de riqueza super equilibrada.

    O caso da Dinamarca ilustra uma grandessíssima possível solução para a questão do luxo. O desejo pelo luxo é inversamente relacionado ao nível de dignidade de uma vida típica; na medida em que a dignidade aumenta, o desejo pelo luxo diminui. Nunca teve a ver com cobiça ou ganância, o amor pelo luxo foi apenas uma resposta a um fracasso político: a inabilidade dos governantes para garantir que uma vida típica possa ser uma vida próspera.” (daqui)

    + pra entender como a humanização + a naturalidade são fundamento
    na nossa metodologia de consultoria de estilo
    + pra compartilhar questionamentos com a gente via email
    + pra entender como funciona uma consultoria de estilo
    + pra conhecer o que uma personal stylist estuda pra se profissionalizar


  • Já de saída, assim pensando rápido: quem acha difícil escolher e coordenar roupa bacana pra usar na ginástica pode preparar conjuntinhos-coordenados e coordenáveis entre si, pra não ter que fazer muito esforço mental (em especial se o movimento é cedo de manhã, né).

    Essa disposição pra pensar previamente o que usar durante a atividade física ajuda também a conseguir ‘ser a gente mesma’ tanto quanto possível — mesmo usando roupas que nem de longe seriam a nossa escolha pessoal pra vida. E ainda com todo o conforto e mobilidade a que se tem direito!

    É possível usar conhecimento técnico de consultoria de estilo pra direcionar as escolhas do que pode compor esses conjuntinhos — especialmente pensando em cores, texturas, proporções e caimentos. Tem mais (beeem mais!) nos arquivos daqui do nosso site, vale a pesquisa se for o caso de se aprofundar :) mas aqui já vai um resumão bom, ó:

    conhecimento técnico de consultoria de estilo pra direcionar as escolhas do que pode compor esses conjuntinhos -- especialmente pensando em cores, texturas, proporções e caimentos, ó: http://www.oficinadeestilo.com.br/blog/estilo-e-cuidado-na-ginastica/

    – cor clara expande visualmente, cor escura retrai visualmente. isso não quer dizer que a gente precise usar preto ou branco pra ter esses efeitos, quer dizer que a gente pode escolher com esperteza as tonalidades (mais escuras ou mais claras de quaisquer cores) pra cobrir partes de cima ou de baixo da silhueta. funciona em comparação: cinza é escuro quando a gente coordena com branco, mas é claro se coordenado com preto, saca? que parte da sua silhueta te faz sentir mais deliciosa quando parece menor, e que outra parte você curte valorizar?

    + programa online DESCOMPLICANDO O GUARDA-ROUPA
    + pequenas malandragens visuais ;-) pra alongar visualmente a silhueta

    – olha, mesmo na ginástica vale super tentar criar coordenações monocromáticas (nas mesmas cores, ou com todas as cores claras, ou todas escuras): além de dar aqueeela alongada na silhueta, o esquema de tom-sobre-tom transmite uma certa elegância — mesmo em momentos críticos em cima de uma bicicleta de spinning!

    – se a modalidade da atividade física permitir e se for uma demanda pessoal de quem usa :) vale trocar leggings e bermudas ciclistas de lycra por calças mais larguinhas (mesmo as tipo bailarina) e shorts soltinhos — caimentos que fazem o quadril parecer consideravelmente menor, mais suave. não é o caso de sobrar pano demais (né), mas sim de acompanhar a silhueta sem grudar na pele.

    + de truques de estilo que enxugam visualmente a silhueta e suavizam volumes na direção da harmonia <3

    – se for o caso de usar legging, fica ligada em como você quer se sentir, em como gostaria de parecer: o comprimento que cobre tooooda a perna até lá embaixo ou o o mais curtinho, logo abaixo do joelho, tem efeito visual de alongar/afinar pernocas. o comprimento intermediário, que fica mais ou menos na altura da panturrilha, tem efeito de encurtar e “encher” visualmente o volume da perna. e né, esses efeitos são reforçados ou amenizados pelo contraste de cor entre legging e pele. ;-)

    – detalhes e estampas em direção diagonal fazem com que barriguinhas pareçam mais enxutas (alô transpassados!), e detalhes mais escuros nas laterais das roupas afinam demais a silhueta (visualmente), “inventando” uma cinturinha bem ótima!

    – quem tem peitão pode se sentir mais à vontade usando camisetas e tops decotados (especialmente em V) do que com modelos mais fechados, tampando tudo até o pescoço. vale experimentar o combo top justinho/firme por baixo + camiseta decotada mais soltinha por cima.

    – pensa com a gente: a princípio, quem tem um guarda-roupa super colorido e estampado não tem por que escolher looks minimalistas em cinza e marinho e branco pra atividade física, né? do mesmo jeito que quem curte neutros elegantes não precisa se colorir inteira na ginástica. é muito possível existir exceções cheias de sentido, mas né, em geral escolhas coerentes funcionam como “reforçadores de estilo pessoal”!

    + de quantidades de peças e tipos de cores pra construir guarda-roupa coordenável

    – quem tem personalidade mais forte e assertiva pode curtir linhas retas nos decotes, nas estampas, nas barras (e mais contraste nas coordenações de cores); quem é mais expansiva ou romantiquinha pode curtir decotes curvos, linhas arredondadas (e menos contraste na hora de coordenar as cores do look).

    + de mensagens e sensações que as cores (e suas coordenações) podem carregar em si

    – e toda técnica ou truque de estilo funciona melhor se as peças pra fazer atividade física servem direitinho na gente: por natureza essas peças já são super justas-justésimas, não tem necessidade de comprar tamanho apertadinho. especialmente porque essa é a hora em que a gente corre se estica senta levanta se dobra levanta peso faz esforço… e é assim que as nossas gordurinhas teimam em saltar pra além da roupa apertada — e dão o ar da graça na cintura, nas costas, embaixo dos braços, costas e mais.

    – por fim, roupa velha, detonada, rasgada, desbotada, com a barra desfeita, herdada das campanhas das últimas eleições ou das férias na praia em 1998, não precisa ter sobrevida estendida com a desculpa de que vai ser usada “só” na academia. né?

    roupa pra fazer ginástica –assim como tudo que a gente veste (até roupa de ficar em casa)– ajuda a construir estilo pessoal consistente, a transmitir personalidade, a fazer a gente se sentir como a gente quer se sentir. mas mais que isso, roupa pode garantir sensação de cuidado e carinho e atenção consigo mesma: e essa é a parte mais importante de qualquer look.  <3

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  • [ insira aqui o emoji das velhinhas ]

    A gente completa 10 anos de internet em 2016 \o/ e tem uma galera que se espanta quando se dá conta de que a Oficina já existia/funcionava 3 anos antes, desde 2003 na ativa da consultoria de estilo. Fizemos nosso 1º post em fevereiro de 2006 e desde então seguimos compartilhando insights e aprendizados que nossa carreira rende na prática, através do atendimento às nossas clientes, na vida real.

    + quer trabalhar como personal sylist com a nossa metodologia?

    E isso é um fundamento: antes de comunicar o nosso serviço, a gente presta esse serviço! Com a nossa entrega profissional (como personal stylists) temos vivenciado demais a independência de escolha e o consumo inteligente como potenciais geradores de empoderamento das nossas clientes. Nos consideramos boas comunicadoras-compartilhadoras de idéias libertadoras do pensar (e do vestir) — mas não queremos evangelizar ou assumir posto de porta-voz de coisa alguma. Compartilhar tem a ver com a nossa natureza e com o nosso propósito: assim acreditamos que estendemos os bons efeitos do questionamento e do autoconhecimento praticados na consultoria de estilo pra quem mais quiser se apropriar e usufruir.

    10 ANOS DE OFICINA DE ESTILO NA INTERNET

    Com essa consciência, nesse aniversário de 10 anos, nossa vontade na internet tá se voltando pras nossas origens. Em 2006 a gente conversava via blog e pronto: não existia rede social e se usava o espaço de auto-publicação pra conversar sobre idéias de uma forma um pouco mais aprofundada, em mais do que pequenas legendas ou 140 caracteres apenas — com menos likes e mais troca significativa.

    Tamos sentindo que a voracidade e a velocidade das redes sociais tem mais a ver com consumismo do que com consciência — a gente se propõe a exercitar nossa expertise na prática com nossas clientes, e então organizar idéias pra compartilhar de maneira inclusiva (todo mundo pode usufruir!), e isso demanda tempo, reflexão. Tem mais a ver com postagens semanais ou quinzenais no blog e também com mais proximidade com as idéias de quem lê o que a gente posta (alô campo dos comentários). Tamos sentindo saudade dessa dinâmica e vamos, nesse novo ano, abrir espaço pra re-experimentar isso daí.

    A gente ainda curte documentar os bastidores do nosso trabalho no Instagram (não sabemos por quanto tempo ainda, não é uma rede que tem despertado nossa simpatia…), ainda AMA distribuir indicações de links legais no Twitter e ainda usa muito o Pinterest pra fazer nossas pesquisas de trabalho. A gente mantém nossos “lotes” nesses territórios com a mesma animação, mas aqui nessa terra que é genuinamente NOSSA é que a nossa energia vai estar nesse 2016.

    Adiante!
    <3

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  • O cycle chic é um movimento super legal feito por pessoas que adotaram a bicicleta como meio de transporte, mas nem sempre acham tranks se vestir de ciclista todo dia. Sabe aquelas fotos lindas que de vez em quando a gente vê nos sites de streetstyle, em que uma pessoa super bem vestida posa do lado de sua bicicleta? Pois então, o espírito é esse mesmo. Quem cunhou o termo “cycle chic” foi o blogueiro Mikael Colville-Andersen, do Copenhagen Cycle Chic, site muito bom pra conhecer mais desse tema (e ver mais looks!).

    Aqui no Brasil já tem um monte de meninas aderindo ao cycle chic. Umas usam a bicicleta para percursos curtinhos, tipo mercado, café, voltinhas pelo bairro; outras simplesmente fazem tudo de bicicleta: trabalho, festa, faculdade. Elas pedalam de calça jeans, de vestidinho, rola até um salto. Quem quiser se inspirar pode passear pelo painel que a gente preparou com muitos looks ótimos no Pinterest.

     

    Dicas para manutenção da dignidade facial-vestual
    Pra quem tá gostando da idéia e quer se aventurar por aí usando como combustível apenas o feijão com arroz, Verônica Mambrini, jornalista que já teve um blog sobre o assunto, dá algumas dicas de como manter a dignidade facial-vestual sendo ciclista:

    _alfaiataria muito justa e saias muito curtas podem dar um pouco de trabalho — basta escolher uma modelagem confortável que tá tudo bem;
    _minissaias, vestido envelope, saia lápis e saia tulipa pedem um shortinho de lycra por baixo;
    _lenços e bandanas ajudam a proteger o cabelo;
    _independente do tamanho do salto, é importante o calçado prender os calcanhares. Tamanco e clogs, por exemplo, não rolam (a forma correta de pedalar é com a frente do pé, portanto, o salto não atrapalha!);
    _essa é pras ciclistas mais frequentes: luvas são úteis para trocar correntes e pneus e previnem calos. Não precisam ser esportivas; podem ser de couro ou de tecidos sintéticos (como as disponíveis em lojas de aventura), neutras e mais estilosas;
    _em dias muito quentes, vale levar uma blusa reserva para trocar no destino;
    _no verão, vale ter lencinhos higiênicos e desodorante na bolsa;
    _protetor solar é item de beleza indispensável;
    _bolsa, blusas e pastas podem ser acomodadas no cestinho ou em alforges. É bom deixar as costas livres (de mochilas, por exemplo) para evitar transpiração;
    _em época de chuva, vale a pena levar uma capa, jaqueta impermeável ou poncho impermeável. Há várias opções levinhas e que, dobradas, cabem na bolsa.

    Mais dicas ainda!
    Thais Moura, educadora física que usa a bicicleta como principal meio de transporte aqui em SP, lembra a gente de escolher caimentos que por si só funcionem como ajudadores de ciclistas interessadas em estilo-e-conforto, ó só:

    _cinturas mais altas garantem cofrinhos cobertos com qualquer curvatura de costas e braços no guidão ;-)
    _cavalos mais confortáveis também rendem conforto na sentada do banquinho (cavalo = costura vertical que dá a volta nos nossos corpos desde o umbigo, passando pela ppk e pelo bumbum pra terminar na base da coluna nas costas)
    _camisetas com recortes na diagonal nos ombros, tipo raglã, permitem movimento mais livre de braços
    _tem marcas brasileiras fazendo roupas 100% pensadas pra cliclistas : e tem calcinhas sendo produzidas já com um colchãozinho pra amortecer impacto na ppk, ó!

    Adaptação é tudo
    Claro que o calor, a chuva e o trânsito pedem adaptações na roupa-de-pedalar, tipo usar um shortinho de ciclista por baixo do vestido —  mas né, tanto as pessoas quanto as roupas possuem uma capacidade maravilhosa de adaptação. E adaptar não significa ficar chinfra ou feiosinha. Ocasiões, pessoas e lugares diferentes pedem roupas diferentes, mas nunca piores. Seria incrível se todo mundo percebesse que não é só quem vive nas tais condições climáticas, financeiras e corporais ideias que tem o direito e a possibilidade de se sentir confortável/adequada com o que escolhe vestir.

    Pra quem quer muito virar ciclista hoje!
    medo de pedalar: perca o seu
    cartilha do ciclista, do ministério das cidades
    sete boas idéias pra por em prática ao usar a bicicleta como transporte diário

    Mais sites legais sobre andar de bicicleta
    pedal glamour
    bela na bike
    biCHICleta
    bike chic
    de bicicleta na cidade

    ((esse conteúdo é uma reedição atualizando um texto originalmente escrito pela maravilhosíssima Juliana Cunha pro nosso blog em 2010!))

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  • A stylist americana Rachel Zoe ensina no livro dela como a gente pode “pegar emprestadas” dicas de estilo pessoal das celebridades que a gente mais admira. O que ela sugere é que a gente colecione imagens que façam o olho brilhar, e daí comece a observar elementos que aparecem com frequência nessas imagens. Depois de identificar o que a gente gosta mais nessas referências (sensações, valores, detalhes, idéias), a sacada é procurar sentido pra apropriar aquilo ao nosso look e, aí sim, traduzir cada elemento pro nosso próprio estilo, do nosos jeitinho.

    mural de referências consultoria de estilo inspiração

    Tipo: vale pensar no que você mais curte e nos porquês de tanto gosto. No livro a gente tem exemplos das clientes dela: a Mischa Barton tem fascinação pela Twiggy; então a Rachel Zoe ensinou a atriz a usar sapatilhas e calças justinhas como a inspiração. Lindsay Lohan ama Brigitte Bardot e Marilyn Monroe — dá super pra identificar o estilão, não dá? Não é pra copiar — é pra inspirar, pra exercitar as nossas interpretações e a nossa capacidade de afinar escolhas. Se a gente ama tanto, se se identifica… certamente tem a ver com quem a gente é! Pro exercício vale colecionar imagem de pessoas, de acessórios, de coordenações de cores, de tudo — a gente aqui na Oficina acha até que vale também ter imagens de arquitetura, de comida, de paisagens, de design, etc etc etc.

    Daí, com nossas coleções crescendo em referências variadas, a gente vai identificando elementos visuais e sensações que se quer procurar nas próprias escolhas, pra interpretar assim: isso é confortável pra mim? é possível acontecer no meu guarda-roupa, rende coordenações com o que eu já tenho? faz sentido pra rotina que se tem, pros horários, programas, ocasiões? E na medida em que a gente se aplica nesse exercício, nossas escolhas vão sendo aperfeiçoadas. E vai ficando até divertido (a gente garante!): a gente sempre pode querer comunicar alguma coisa com o look, né?

    ((post original de abril de 2008, agora revisado/atualizado!))


  • Duas mulheres em uma pequena reunião de trabalho. Eu interrompo com objetivo de dar um recado rápido para uma delas. Assim que abro a porta, uma delas pergunta:

    “Escuta, isso é um vestido ou uma blusa?”

    “Isto é um vestido.”

    “E por que você está usando vestido com calça?”

    Eu hesito um pouco: “Porque eu… quis”

    Ela mantém uma expressão incógnita: “Eu nunca consigo fazer este tipo de combinação, já tentei várias vezes, mas acho que fica tão estranho. Já percebi que você faz muito isso. Interessante. Como você consegue?”

    Me sinto um pouco desconfortável com a pergunta. Parece que sou uma estranha no ninho. A outra diz: “Eu também já percebi que você se veste diferente. Eu gosto de algumas combinações que você faz.”

    Tenho um ataque de risos e digo bem humorada: “Só de algumas? Não de todas?”

    Ela fica sem graça e tenta explicar: “Sim, quero dizer, de algumas somente porque tem coisas que eu acho que ficam bem só em você, mas não ficariam bem em mim, eu acho. Nunca experimentei, mas acho que não combina comigo e…”

    O assunto esquenta. E a reunião era sobre o quê mesmo? As duas conversam animadamente sobre calça com vestido: qual calça? Qual vestido? Por que parece impossível de ser feito? De que forma se faz isso? Quando, onde, como e por quê?  Calça com vestido virou um assunto e tanto.

    Finalmente uma delas me inclui de novo na conversa, investigando cuidadosamente: “Mas é curioso porque às vezes acho que fica bom e às vezes acho que não fica tão bom.”

    E sem pensar muito, respondo:

    “Olha, muitas vezes faço combinações e quando chego no meio do dia, me olho no espelho e penso: “hum, isso ficou péssimo, não funcionou” e toco o barco! Porque eu prefiro a experiência, sempre. Acho que vale mais a pena a gente experimentar as coisas do que ficar pensando muito sobre elas. Só depois que usei uma roupa é que sou capaz de dizer se gosto dela ou não, se deu certo ou não. E se deu errado, consigo pensar no que farei de diferente da próxima vez. E aí fica interessante. A experiência passa a ser mais importante do que o resultado final.”

    E no dia seguinte, uma delas veste uma versão própria de calça com vestido.

    Acho divertido! E já não me sinto mais uma estranha no ninho.  :)

    ((carol eva, autora desse texto, é nossa colega de profissão e tem uma percepção muito linda e especial da nossa relação com o corpo, com a roupa e com a moda. uma sorte e um super privilégio ter colaboração dela aqui na Oficina!))


  • Desde que começamos a formar colegas de profissão no nosso curso tem sido um orgulho sem tamanho conhecer os novos caminhos que nossas pupilas criam e começam a trilhar. Pra gente, ensinar em detalhes e na prática a nossa metodologia autoral – criada a partir das nossas vocações, demandas pessoais e referências – significa exatamente isso: a possibilidade de se apropriar dessa metodologia para transformar e aperfeiçoar o trabalho de consultoria, mais e mais personalizadamente (de acordo com quem entrega e com quem recebe!). Em nenhum momento a gente duvida da capacidade dessas alunas de acrescentar suas próprias histórias a esse método para então testar suas versões autorais do que foi ensinado: é bonito ver idéias tomando forma, clientes se encantando por abordagens frescas e inovadoras, práticas que jamais foram pensadas por nós duas aqui na Oficina ganhando corpo e adeptas na vida real — tudo através da coragem e da autenticidade das nossas pupilas. :)

    No curso a gente entrega tudo tudo tudo que sabe e que vem aprendendo desde 2003 com a prática dessa nossa metodologia, e essa entrega é feita com toda energia, coração e consciência que há na gente aqui. Fácil seria aplicar tim-tim-por-tim-tim o que se recebe em aula, sem tirar nem por — e ainda reproduzir as mesmas fotos no Instagram, os mesmos pensamentos no Facebook, soltar pro vento as mesmas palavras de ordem que a gente usa mas que, assim, seriam vazias de sentido pessoal e de propósito eficaz. Que orgulho e que alegria (e que alívio!) a gente tem sentido quando, sem fazer alarde nem nada, nossas alunas nos apresentam seus trabalhos autorais, refletidos atraves “do difícil”! :)

    página 198 da WHATABOUT MAG em sua edição #0
    por Carol Eva, consultora de estilo pessoal que trabalha com as relações existentes entre corpo, roupa e moda 

    ROUPA COMO MÍDIA

    “Mídia: qualquer suporte de difusão de informações (rádio, televisão, imprensa escrita, livro, computador, videocassete, satélite de comunicações, etc) que constitua simultaneamente um meio de expressão e um intermediário capaz de transmitir uma mensagem a um grupo; meios de comunicação, comunicação de massa.” Fonte: Dicionário Aurélio On-line

    Vestir-se é um pequeno ritual diário, dentre os muitos hábitos essenciais que permeiam nosso cotidiano. O corpo é a base, o palco, para esse ritual; é o movimento desse corpo que gera movimento também nas roupas que o cobrem, dando origem a um texto que se comunica. Assim como a dança, ou qualquer outra atividade física, vestir-se estimula nossa vivência corporal.

    Não existe relação com o vestir que não passe pela relação física com o corpo: o quanto olhamos para ele, o quanto usamos esse corpo, o quanto o entendemos, que consciência temos dele, o quanto queremos adorná-lo, protegê-lo ou escondê-lo.

    Enquanto matéria, a roupa é a “coisa” com a qual o corpo terá o mais pleno e intenso contato físico durante toda a sua vida: o corpo toca a roupa o tempo inteiro, todos os dias. A roupa dá ao corpo a forma e a aparência que quisermos.

    Tão fundamental para o desenvolvimento de nossa relação com o vestir, o corpo atua como suporte para a roupa que o veste, construindo nossa imagem e transmitindo aos outros não só quem somos, mas também de que forma somos ou queremos ser.

    Esse vínculo entre corpo e roupa faz a gente perceber que “corpo-vestido” é mídia, é meio, na medida em que nos apropriamos dele como ferramenta de comunicação consciente.

     


curtimos

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