2.
dez.
09.

APRENDENDO COM NIEMEYER

publicado por: Fernanda

Pára pra pensar que a arquitetura do Niemeyer é diferente de tudo no mundo. No tempo em que ele começou a trabalhar todo mundo tava pensando numa arquitetura fácil de se reproduzir (industrialização, automação), com prédio retos e quadradões. Ele não: tudo saía redondo, sinuoso, único – impossível de se fazer de novo. Nosso herói (nesse post, haha!) prestava mais atenção nas suas vontades do que na onda arquitetônica do seu momento. Ele tinha mais interesse em olhar pra dentro, pensar na sua própria motivação e, aí sim, construir alguma coisa que fizesse essa motivação interagir com o que tava em volta. Percebe que quase tudo do Niemeyer “conversa” com o lugar em que está, com o chão, com as pedras e árvores do entorno, com o horizonte. Sem ligar pra “moda da época”, mas fiel ao sentimento próprio e levando em consideração o que se vive no momento.

niemeyer

Por conta dessas características o trabalho do velhinho é tão único e tão celebrado. A identidade é tão forte, as obras são tão únicas, que as construções são seus próprios “logotipos” – cada contorno desses podia ser uma marca, não podia? Bom pra gente pensar e aprender que identidade visual a gente acha/confirma assim, olhando pra dentro, colocando pra fora com coerência e interagindo com o que a gente tem em volta da gente. Se deu certo pro Niemeyer, tá mais fácil ainda de dar certo pra gente… em escala menor, em exercício mais frequente, com menos pressão e mais alegria. Eu acho! ;-)

1.
dez.
09.

FUGINDO DA PRIMEIRA IDÉIA

publicado por: Fernanda

Sabe quando a gente tem coordenações já prontas – e previsíveis – pra peças do próprio armário? Tipo “ah, essa blusa estampada de azul e branco eu uso com… calça branca!” ou “vestidinho cáqui com verde eu sempre uso com coletinho cáqui”?!?? Derivação do pensamento: “blusa pink eu uso com jeans” OU PIOR!, “qualquer top super colorido eu uso com… calça preta!” Essa é a primeira idéia de que a gente tá falando! E é dessa primeira idéia que vem à mente quando se pensa em coordenar qual-quer-coi-sa, dessa idéia mais óbvia e segura, que a gente tem que fugir!

mob

Quase sempre as alternativas que a gente se força a achar pra essas primeiras idéias são mais legais, mais originais e mais autênticas. E nem sempre é fácil – às vezes a gente só pensa num tipo de coordenação, e é assim que vale mais o esforço: tem que tentar de um jeito, tentar de outro, provar até o que na teoria tem tudo pra dar errado… até dar certo. E tentar pensar em outras cores, em outras estampas, em outras texturas e outras mensagens. Tipo: com uma saia longa e super étnica a gente pensa logo em regata branca e colar de madeira, né? Pois mais legal seria caminhar pra direção contrária e juntar essa saia com uma camisa de botõezinhos, mais larga, e com um colar de correntes douradas, por exemplo. Sacou?

Isso daí vale pra tudo: pra peças específicas, pra sapato, pra bolsa, pra acessórios menores… e funcionam na prática com pequenas mudancinhas, mas gerando grandessíssimos resultados. A gente aproveitou pra fazer esse exercício nos provadores da MOB, onde a gente trabalhou durante toda uma tarde! Porque idéias que parecem conflitar, quando colocadas em prática, só acrescentam interessância – e originalidade! – ao look. Oficinas na MOB em campanha contra a obviedade do look!

Oficina de Estilo na MOB
dia 02/12 das 15h às 19h
rua Oscar Freire, 1072B
telefone 11 3081 0323

26.
nov.
09.

GRAFITE E INTUIÇÃO

publicado por: Fernanda

Tá tendo aqui em SP, no Masp, uma exposição só com trabalhos de grafiteiros – chama “De dentro para fora, de fora para dentro” e é muito muito legal ver o que a gente já vê em muros pela cidade… dentro do museu! Não só em forma de pinturas/desenhos, mas também em adesivos, fotografias, instalações e vídeos. Um desses vídeos super me impressionou, mostrando o trabalho do Stephan Doitschinoff. Ele se mudou pra uma cidadezinha do interior da Bahia e grafitou TUDO em volta: casas, muros, capelas e até lápides de cemitério. E o próprio artista conta que, na medida em que ia trabalhando e interagindo com as pessoas de lá (e com o clima e com as casas e com tudo em volta), seu trabalho ia sendo influenciado – pelas cores, pelas formas, pelos temas e até pelas suas crenças pessoais.

Na apresentação da expo tá escrito que esses grafiteiros, tipo o Stephan, “representam uma geração (…) acostumada a quebrar regras e pautar-se pela própria intuição”. E mais: “(esses artistas) aprenderam a fazer arte em contato direto com o público, abrinda diálogos visuais com a população” e isso me impressionou. Voltei e conversei com a Cristi e a gente pensou que Read more

31.
out.
09.

ROUPA COM CARA DE EMPRESTADA

publicado por: Fernanda

Essa semana a gente tava com uma cliente que provou um vestido e antes mesmo de sair do provador já soltou: “mas esse vestido parece roupa emprestada pra festa em viagem!”. A gente parou na hora pra pensar nesse “conceito”. Sabe quando a gente super tem tudo no armário sob controle, mas na hora da festa – ou do fim de semana ou da baladinha de fim de dia… cada um tem uma dificuldade!) parece que nada tem a nossa cara? Tipo numa situação (imaginária) de viagem em que surge uma festa e a única saída que se tem é emprestar a roupa de uma amiga que nada tem a ver com a gente. Parece fantasia, né?

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Isso de se aconstumar muito com um estilão e ter dificuldade de se encontrar em outro é super comum. E a solução é das mais fáceis – mas exige exercício. Se a gente faz força pra expandir nosa zona de conforto um pouquinho todo dia, especialmente no ‘dresscode’ mais usado pela gente (o do trabalho!), uma ousadiazinha a mais na balada não choca tanto. Tipo a gente passa mais tempo vestida pra trabalhar do que pra qualquer outra atividade na vida, então é nessa hora que a gente tem que “treinar” e experimentar. Pra se acostumar e pra não acomodar o olhar de quem vê a gente sempre! Um pouquinho todo dia resulta numa soma grande num futuro não tão distante – e essa “evolução” em estilo é super valiosa. E estilo pessoal só existe com autenticidade!!!

A Oficina


A Fê e a Cris são personal stylists de gente da vida real e dividem, aqui no blog, tudo que aprendem nesse trabalho.