Super legal quando uma coisa funcional deixa de ter o seu propósito primordial pra ser só beleza. Tipo relógio que em vez de só mostrar hora também enfeita como um bracelete, tipo botão que deixa de só juntar dois lados de blusa pra servir de broche, tipo tiaras e grampinhos que nem precisam segurar o cabelo pra acrescentarem sua graça a quem usa. No desfile da Juliana Jabour os zíperes não tinham função de abrir/fechar… eles viraram acessório!

As modelos usaram chapeuzinhos decorados com zíperes em listras e em flores. E o metal do zíper pode ser um substituto pras tachas, né? Tipo roqueiras mas menos agressivas (lembra?), que esse metal já vem “moldado” numa forma feminina (a da florzinha!). As flores metálicas também apareceram “despetaladas” nas mangas de blusas e vestidos, formando um babado/balanço estruturado nos tecidos molinhos. Então o zíper rende flores broches tiaras mangas babados e mais – alô Superziper, vai ter passo-a-passo?!?? ;-)

Extra: a transição do Juliana Jabour – que sempre trabalhou com viscolycra e tem feito mais looks em tecidos planos – tá super linda e bem sucedida. Dá impressão que o exercício de ser original e criar formas num tecido super desestruturado (quase disforme!) rendeu expertise pra moldar volumes lindos nos tecidos “mais propícios”. Sobra até idéia pra uma lição-de-auto-estima, pra gente lembrar que o ‘difícil’ serve pra exercitar direitinho o que vai fazer a gente brilhar quando o ‘fácil’ vier!
Acontece com nossas clientes de consultoria: dois, três anos depois de trabalharem com a gente elas (quase todas) ligam de volta. Não por dependência ou porque viraram outra pessoa, mas porque todo mundo evolui e o que a gente usa muda junto com a gente. Precisa mudar pra acompanhar. Acontece com clientes e esse ano aconteceu comigo! Eu passei 2009 pensando em como me “reinventar”, como encontrar de novo o guarda-roupa perfeito, dessa vez pra quem eu sou hoje. Até entender que ninguém se reinventa – a gente aperfeiçoa e evolui. Como gente e como “usadora de moda”.

(Com clientes é TÃO mais fácil do que com a gente!)
Perguntar ‘porque’ ajuda um tanto. Porque eu gosto mais dessa blusa do que daquela outra? Porque eu prefiro esse caimento e não um outro? Porque essa coordenação de cores não funciona pra mim? As respostas dessas perguntas dão palavras-chave pra gente identificar e entender o próprio estilo. As minhas sempre se repetiam: conforto, criatividade, feminilidade, brasilidade, praticidade e mais. Essas coisas estão na nossa essência, fazem parte de quem a Read more
Não é à toa que, perto do verão, todo mundo corre pra academia. A gente aqui na Oficina AMA a coisa da terceira peça, acha mesmo que faz diferença em qualquer look, em qualquer tempo – isso de ter uma sobreposição, uma pecinha extra, sempre faz a diferença em coordenação de cores, de proporções, acrescenta interessância invariavelmente. Mas né, no calor que já tá aí (mesmo antes do verão chegar), não tem terceira peça que refresque o look do dia! A gente tem mais é que des-acrescentar peças, despir o visual de excessos, porque mais importa se sentir bem (e fresquinha e não suada e como make ok!) do que seguindo regrinhas.

Quem dá conta de usar bolerinhos e coletes e pseudo-cardigans ainda pode se fazer da terceira peça (e tem mil jeitos de usar todas elas aqui, clica!). Mesmo assim, terceira peça de verão deixa bracinhos à mostra! Daí a coisa da academia: quanto mais à vontade a gente tiver com o nosso corpo, mais à vontade a gente fica com nossos guarda-roupas de verão. Ontem rodou Read more
Eu to em crise com a moda. Com o mundo da moda, mais especificamente. É o nosso trabalho, claro, mas tem uma hora que é tanta roupa, tanto look, tanta vitrine, tanta “tendência”, taaaanta coisa… que cansa. Não tem como não se vestir, não dá pra sair pelada de casa – e ninguém quer sair feiosa. A gente é obrigada a se vestir e ainda quer estar bacana, se interessa, lê blogs (!!!), folheia revistas e tals. É pela gente mesmo, mas presta atenção se quase sempre também não é pela roupa: a peça que encantou na arara e que foi pra casa com a gente sempre requer atenção, precisa ser coordenada, tem que dar certo com aquele outro acessório. A gente ama a roupa e faz ela acontecer, de um jeito ou de outro. Mas ó: é legal também se vestir pra vida. Menos pela roupa em si e mais pra viver dentro dela alguma coisa muito, muito, muito mais legal.

Eu tenho pensado nisso a cada olhada em frente ao espelho, especialmente de umas semanas pra cá. Eu amo tudo que tenho no armário, mas to amando mais levar as roupas pra passear comigo pela vida – e não o contrário! Não tenho tido vontade de vestir pra “desfilar”, mas tenho tido vontade Read more
Quando a gente conversa sobre se inspirar em referências a gente tá falando também sobre personalização. A gente tem que se apropriar de elementos de cada referência que ama, pra então fazer esses elementos aparecerem nos nossos looks com a nossa cara, com as nossas peças, com o nosso jeito. A referência não vale de nada se copiada igualzinha, sem tirar nem por: NÃO IMPORTA DE ONDE VEIO A IDÉIA, IMPORTA PRA ONDE A GENTE LEVA ESSA IDÉIA! O que a gente adora numa imagem tem que ser adaptado pro nosso estilo de vida, pra agenda do nosso dia, pro nosso corpo e pras nossas vontades. Autenticidade é isso aí, na prática.

Também não tem graça ter um muralzão (ou uma pastona no computador) com mil referências legais – de looks, de arte, de coordenações de cores etc etc etc – se a gente não reproduz essas referências do nosso jeitinho-autêntico-de-ser. Uma idéia ruim colocada em prática é ainda melhor do que uma idéia maravilhosa que não sai do papel, que não ganha vida própria (em frente ao nosso espelho!). Read more
Uma delícia de trabalho é essa nova colaboração: a revista Shape chegou no Brasil já com “as Oficinas” como respondedoras-de-dúvidas-das-leitoras. A gente tá bem curtindo participar de uma revista que cuida mais de corpo do que de moda – mesmo tendo uma seção bonitinha de roupas e tendências. Se a gente pensar bem, preocupação com alimentação e com exercício é base pra fazer funcionar qualquer look! Corpo em ordem – não necessariamente magrinho, mas saudável e com tudo no lugar – é aliado de estilo pessoal. Ter boa relação com o corpo é fundamental pra gente se vestir melhor! E ainda tem influência na nossa auto-estima, que né tá de mãos dadas com as nossas vontades fashion. ;-)

A revista Shape tem site e tem um blog fuefo – a parte de moda (da revista e do blog!) é editada pela Cáren Nakashima, que ajudou a gente a organizar os passeios pro Bom Retiro e pra Vila Madalena (lembram?). Clica pra conhecer tudo e clica aqui embaixo pra ver a figura grande, com a nossa página!
Aperfeiçoamento em moda e em estilo pessoal depende de ação. Quando a gente se olha no espelho e não se encontra na imagem que vê – ou quando não tá feliz com o que tem no armário ou quando não acerta o que escolher pra vestir – é preciso faze alguma coisa. Não adianta só conscientizar, não adianta botar as mãozinhas na testa e intuir, meditar. Tem que partir pra ação meeeeesmo! Nem que seja comprando umas revistas pra folhear e, de repente, refazer o mural de referências (que todo mundo pode ter no quarto, pertinho do guarda-roupa!). Ou fazer o favor de acrescentar ao look aquela cor que nunca foi usada, ou provar formas diferentes pra mangas, pra caimentos de calças… ou coordenar proporções diferentes, ou usar um saltinho mais alto (ou mais baixo!), ou juntar acessórios de um jeito diferente no visual… Tem que ter a-ção.

Geralmente essa ação implica sair da nossa “zona de conforto”. Se a gente sente que pode mais, que tá do mesmo jeito há muito tempo ou que não é mais aquilo que o espelho tá mostrando, o jeito é esse: dar aquele passinho adiante, se permitir experimentar, dar a cara-fashion à tapa mesmo e ver qual é o resultado. Não adianta só folhear a revista, ou só fazer o mural, só idealizar – tem que por toda e qualquer idéia pra funcionar, na prática! Mesmo que aos pouquinhos, em detalhes, é assim que a gente atualiza o nosso estilo e faz a nossa aparência “evoluir”. Experimentando e melhorando sempre. ;-)
(Ou “lembranças das minhas férias”!)
Eu passei vinte dias em NY, amigos. E fiz força pra ter vinte dias de férias sem moda, sem desfiles, sem pensar em fórmulas de looks e tals. Fiz amigos que amam comer e que me tiveram de acompanhante em mil programas gastronômicos deliciosos. Eu passeei muito, andei SUPER muito e conheci lugares incríveis – tudo no caminho dos restaurantes que ia! E aí, a cada comidinha, a cada milkshake, a cada prato novo, todo mundo conversava sobre… mais comida! Eu aprendi um monte de coisas. E – não teve jeito – pensei em moda.

Em NY, se você é um alien e acabou de chegar ao planeta Terra, ainda assim você respira estilo e modinha. Tá na rua, em volta de você o tempo todo, sem que ninguém faça esforço pra ser percebido – essa é a parte mais legal. E eu comecei a pensar em como fazer/gostar de comida tem a ver com roupas e looks. Em comida super importa ter texturas diferentes num mesmo prato (pra não ter monotonia!), ter cores bacanas combinadas nos ingredientes (o que é gostoso também pode ser bonito), até movimentos e alterações químicas e tals – sabe? Todo mundo podia comer só pra se alimentar, só pra ter saúde, só pra viver bem – mas comer é um prazer, um dos maiores! Read more
Quando tem reunião a gente sai de casa antes. Quando vai viajar se programa pra sair cedo pra não perder o vôo. Quando tem deslocamento a gente reserva tempo pra perder no trânsito. Então, gente, deixar pra se vestir com pouco tempo é falta de vergonha – e de amor consigo mesmo. A gente arruma tempo (espremido, precioso!) pra tudo nessa vida, tem que arrumar tempo pra se arrumar. O que garante um tanto do bem estar do dia todo é o que a gente escolhe usar, como veste, como está. Se a gente pensa antes de falar, pode pensar também antes de vestir – porque comunica igual. Olha o que todo mundo devia se permitir – se dar de presente – como rotina pra se arrumar:

• checar agenda antes de escolher o que usar
• experimentar no dia anterior
• pensar no que é preciso acrescentar durante o dia Read more

Sabe quando você tá pra viver alguma coisa que pode ser super boa? Sabe quando o momento é tão legal, tão cheio de suspense, que só a expectativa já vale um investimento numa roupa nova? Como se o que a gente tivesse no armário fosse legal e desse segurança, mas não fosse suficiente (quem explica?). Como se o momento-a-ser-vivido tivesse tanto potencial que merecesse um look novo, com gostinho de estréia, com o sentimento de conquista que uma ida bem sucedida ao provador gera na gente. Porque né, gente, a saída em busca de um look novo – especialmente quando o look vai ilustrar um momento bom, um momento específico – nem sempre é super fácil. Há que se planejar a ação, o roteiro, os custos e administrar vontades e intenções. Tipo “o que eu quero sentir quando vestir esse look pra viver esse momento?”. Ou “como eu quero ser percebido pelos outros (outro!) quando chegar a hora de vestir a roupa nova?”. Então a conquista de muitos desses quesitos numa roupa só ajuda a aumentar o frio na barriga na hora de usar! Sabe quando a roupa nova acaba sendo mais do que só roupa pra viver um momento que pode também ser novo (e promissor!)? Sabe quando a gente quer comprar o look novo já se preparando pra que aquele look carregue uma lembrança boa por muito tempo? Sabe como?
Então.