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  • A internet que a gente quer é a que a gente trabalha pra construir: se a gente quer compartilhar idéias pra geral ler com tempo, pra que haja resposta consistente e troca significativa, então é justo (e natural!) que a gente dedique tempo e pensamento crítico à essa construção, a esse trabalho. Nosso compartilhamento de conteúdo não funciona no piloto automático, nem na superficialidade, nem “entre tarefas”, nem “quando sobra tempo” (quando sobra?).

    Aqui na ODE é comum a gente ouvir: “Nossa, como o conteúdo de vocês é legal, eu também adoraria produzir conteúdo assim — mas não tenho tempo”. A primeira parte é de sentir orgulho, a segunda parte é de sentir incômodo. Nossa agenda tem períodos de toda semana separados pra esse trabalho, com tarefas organizadas a partir de planejamento e propósito.

    Ó:

    Toda segunda-feira a gente tem uma reunião interna pra estruturar os conteúdos das próximas newsletters, rascunhar os temas dos próximos posts pro nosso blog, e então esmiuçar essas idéias em posts rápidos pensados pras nossas redes sociais — hoje o Instagram, o Twitter e o Pinterest. Tudo pensado a partir das experiências mais frescas vividas com clientes de consultoria, dos aprendizados mais recentes visitando lojas e conhecendo designers/projetos novos, das aulas que a gente dá e das trocas com nossas alunas, dos livros que a gente vem lendo, dos conteúdos com que tivemos contato.

    E toda quarta-feira tem gente aqui 100% dedicada a fazer essa estrutura/essa organização/esses esqueletos tomarem vida, e se materializarem em forma de conteúdo. Cada postagem é pensada do zero pra sua própria rede, cada texto redigido com atenção, cuidado e pesquisa, cada imagem produzida e tratada por nós mesmas — ajeitando as fotos das nossas clientes, feitas nas sessões de montagem de looks da consultoria, ou fotografando no nosso pequeno estúdio caseiro o que melhor representa os assuntos de que a gente quer falar.

    É trabalho, já que todo compartilhamento de conteúdo sai daqui conectado com o que a gente tem pra oferecer como serviço aqui na ODE. Os questionamentos e as práticas que movem o nosso fazer estão disponíveis também em forma de cursos presenciais e online, de consultoria e de livros pra quem quer se aprofundar, se apropriar, experimentar na própria vida, “personalizadamente”. E a gente procura responder comentários e e-mails sabendo que esses questionamentos se retroalimentam, e que a partir dessa troca o conteúdo é abastecido com novas idéias, novos insights, novas possibilidades de prática.

    Então a energia que a gente coloca nesse trabalho devolve pra gente resultados individuais e também coletivos. Quando a gente cuida com autenticidade da internet que produz, a gente entende que tá cuidando também do ambiente virtual em que quer estar inserida \o/ fazendo a nossa parte pra construir uma internet em que o ganha-ganha seja lei. Permanecemos aqui na ODE cheias de amor pela rede mundial <3 e comprometidas com essa nossa entrega, usufruindo nós mesmas de quaisquer resultados.

    ((Texto complementar e versão mais íntima desse outro post aqui, feito a convite da Dani Arrais e da Luiza Voll no blog da Contente))


  • Todo o conteúdo que a gente compartilha sobre roupas e referências visuais diz respeito a mensagens entendidas coletivamente, o que elas representam dentro dos códigos “convencionados” de vestir, os efeitos que cada elemento visual pode ter em quaisquer silhuetas. Mas a gente acredita que autoconhecimento vem ANTES desse conhecimento técnico de consultoria de estilo — e trabalha junto com ele. Todo mundo pode saber tudo que a gente mesma sabe e aplica no nosso trabalho como consultoras de estilo, mas cada uma usa esse conhecimento do jeito que quiser: sem precisar de aval ou referências externas.

    Escolher o que fazer, o que usar ou não usar, é responsabilidade de cada uma de nós :) a partir do que é importante PRA CADA UMA, PRA GENTE MESMA.

    um programa online pra botar a mão na massa e facilitar o vestir na prática \o/

    Na nossa prática, então, antes de escolher o que vestir é preciso procurar saber o que se quer sentir, como se quer parecer. Nossas clientes fazem esse trabalho de auto-investigação guiadas pela própria consultoria, pra entregar pra gente um briefing claro. E só então partimos pra técnica: a gente ensina cada uma delas a identificar elementos visuais nas roupas e acessórios que representem quem elas são e que vidas tão vivendo. Depois é só escolher certeiro, experimentar, viver o aprendizado.

    Facilita a vida, rende escolhas mais objetivas, dá uma satisfação deliciosa, uma sensação de “ser a gente mesma”. Mas né, antes, dá trabalho!

    Assumir essa responsabilidade abre caminho pra gente encontrar (boas!) respostas dentro da gente mesma. Sem precisar de propaganda ou de quaisquer “sugestões” de revistas, sem esoterismo, sem papo-cabeça: informação de moda e de estilo tá sobraaando nessa nossa internet, né, mas é na prática, na vida real, que a gente usufrui dos resultados de olhar pra si com carinho antes, e então aprender a ler imagens, decodificar signos — a gente vê acontecer todo dia com mulheres tão especiais quanto todas nós!

    Essa é a nossa motivação pra tocar, pela 1ª vez, o programa online DESCOMPLICANDO O GUARDA-ROUPA: 35 dias pra botar a mão na massa e facilitar o vestir. Se você se sente oprimida por qualquer razão que envolva o que você mesma escolhe vestir, pode ser que o exercício de rever o que é importante e o que você quer sentir te dê uma luz — pensamos pra esse programa em encontros online e exercícios semanais pra entregar técnica certeira e tirar todo mundo da inércia, da paralisia… e mais: num círculo feminino de encorajamento, colaboração, acolhimento.

    Energia que a gente coloca em autoconhecimento é uma energia que sobra pra gente aproveitar a vida. Informação eficaz e exercício prático são parte da intenção de escolher melhor —  e a gente se recusa a aceitar que qualquer serzinho humano exatamente igual à gente diga o que se deve ou não deve vestir. Vambora descobrir na gente mesma nossas próprias referências, criar nossas próprias fórmulas! Quem vamos?

    + programa online DESCOMPLICANDO O GUARDA-ROUPA
    + COMO SE TORNAR UMA PERSONAL STYLIST
    + COMO CONSTRUIR UM GUARDA-ROUPA INTELIGENTE


  • Sabe essa história de que cada dia a gente acorda de um jeito? E que por isso se veste diferente todo dia? Coerência no vestir não quer dizer usar uniforme: tem jeito de ser diferente e ainda assim ser a mesma pessoa — é exatamente isso que a gente trabalha na consultoria de estilo. \o/

    Todo mundo tem preferências, vontades e demandas que guiam escolhas de vestir – direções que têm mais a ver com a vida do que com roupas, e que não acontecem separadamente. Por exemplo: tem cliente que é sempre elegante, até no fim de semana de chinelinho, a bichinha é elegante — tanto quanto em festas ou em reuniões. Mais: tem gente que sempre precisa estar confortável, e o que escolhe pra usar num jantar é tão soltinho e maleável quanto qualquer outro look de todo dia. Outras clientes são criativas/originais o tempo todo: seja em formas, em coordenações de cores, seja com acessórios, seja na combinação de opostos e na padaria, no trabalho, no casamento delas, na praia, em todo lugar e ocasião.

     

    identidade visual não é usar uniforme: tem como se vestir (se sentir!) diferente todos os dias e ainda assim não ter um guarda-roupa esquizofrênico!

    Quando uma das nossas clientes tem uma vibe clássica, é possível definir qual é o clássico DELA. Se uma outra tem uma pegada mais rock, tem um jeito de ser rock só dela. E se ela curte boho, tem um boho bom pra ela, com a carinha dela.

    Quando isso tudo tá direcionado pelas mesmas linhas (mais retas? mais arredondadas?), pelas mesmas proporções, pelas mesmas formas (mais durinhas, estruturadas? mais molengas?), pelo mesmo conjunto de cores, pelo mesmo tamanho e espaçamento de estampas, pelo mesmo tanto de contraste… então TUDO é coerente! Todas as escolhas que se faz tem um fundamento em comum: mil mulheres numa só, sem um guarda-roupa esquizofrênico!

    É possível se desprender de referências literais, aprender a “ler” e decodificar essas referências, treinar a identificação de elementos visuais e então procurar esses elementos no que se escolhe vestir. Vale também procurar ter clareza das sensações que se quer ter (na vida) e procurar essas sensações nas roupas que se veste — com todo esse aprendizado junto não tem escolha que dê errado!

    No nosso trabalho a gente monta esse quebra-cabeça na teoria, organiza referências e pensa “fórmulas” personalizadas pra cada uma dessas múltiplas-mulheres (não somos todas?), apresenta numa proposta de ID visual e então parte pra colocar isso em prática na revitalização do guarda-roupa de cada cliente, na experiência que faz juntas em lojas e na sessão de montagem de looks — etapas práticas de uma consultoria de estilo.

    E é assim que a gente constrói, junto com cada cliente, um guarda-roupa cheio de tudo, mas com a cara delas em todas as possíveis abordagens e aplicações. <3

    + COMO SE TORNAR UMA PERSONAL STYLIST
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  • [ insira aqui o emoji das velhinhas ]

    A gente completa 10 anos de internet em 2016 \o/ e tem uma galera que se espanta quando se dá conta de que a Oficina já existia/funcionava 3 anos antes, desde 2003 na ativa da consultoria de estilo. Fizemos nosso 1º post em fevereiro de 2006 e desde então seguimos compartilhando insights e aprendizados que nossa carreira rende na prática, através do atendimento às nossas clientes, na vida real.

    + quer trabalhar como personal sylist com a nossa metodologia?

    E isso é um fundamento: antes de comunicar o nosso serviço, a gente presta esse serviço! Com a nossa entrega profissional (como personal stylists) temos vivenciado demais a independência de escolha e o consumo inteligente como potenciais geradores de empoderamento das nossas clientes. Nos consideramos boas comunicadoras-compartilhadoras de idéias libertadoras do pensar (e do vestir) — mas não queremos evangelizar ou assumir posto de porta-voz de coisa alguma. Compartilhar tem a ver com a nossa natureza e com o nosso propósito: assim acreditamos que estendemos os bons efeitos do questionamento e do autoconhecimento praticados na consultoria de estilo pra quem mais quiser se apropriar e usufruir.

    10 ANOS DE OFICINA DE ESTILO NA INTERNET

    Com essa consciência, nesse aniversário de 10 anos, nossa vontade na internet tá se voltando pras nossas origens. Em 2006 a gente conversava via blog e pronto: não existia rede social e se usava o espaço de auto-publicação pra conversar sobre idéias de uma forma um pouco mais aprofundada, em mais do que pequenas legendas ou 140 caracteres apenas — com menos likes e mais troca significativa.

    Tamos sentindo que a voracidade e a velocidade das redes sociais tem mais a ver com consumismo do que com consciência — a gente se propõe a exercitar nossa expertise na prática com nossas clientes, e então organizar idéias pra compartilhar de maneira inclusiva (todo mundo pode usufruir!), e isso demanda tempo, reflexão. Tem mais a ver com postagens semanais ou quinzenais no blog e também com mais proximidade com as idéias de quem lê o que a gente posta (alô campo dos comentários). Tamos sentindo saudade dessa dinâmica e vamos, nesse novo ano, abrir espaço pra re-experimentar isso daí.

    A gente ainda curte documentar os bastidores do nosso trabalho no Instagram (não sabemos por quanto tempo ainda, não é uma rede que tem despertado nossa simpatia…), ainda AMA distribuir indicações de links legais no Twitter e ainda usa muito o Pinterest pra fazer nossas pesquisas de trabalho. A gente mantém nossos “lotes” nesses territórios com a mesma animação, mas aqui nessa terra que é genuinamente NOSSA é que a nossa energia vai estar nesse 2016.

    Adiante!
    <3

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  • “É preciso muito pouco pra construir uma vida feliz, tá tudo na gente mesma — na nossa maneira de pensar.” (Marcus Aurelius Antoninus)

    Felicidade não tem que ser esperada apenas em grandes eventos ou ocasiões espetaculares. É bem possível – e muito proveitoso! – encontrar felicidade em pequenos hábitos do nosso dia-a-dia. (daqui)

    Assim também a gente pode exercitar relacionamento com o próprio vestir: não se satisfazendo somente com compras, peças novas, presentes ou festas pra se maquiar; mas na demanda de criatividade que o guarda-roupa coloca diante da gente todo dia de manhã, a cada escolha de coordenação e acessório. Desenvolvendo e reforçando recursos internos no lugar da dependência de recursos externos, saca?

    Pode ser muito muito gerador de felicidade — e exercitador de orgulho, de força criativa e de satisfação pessoal:

    _montar look de dia frio com uma peça de calor (alô sobreposições!)
    _fazer render no fim de semana alguma coisa só usada no trabalho (e vice-versa)
    _descolar inspiração pra coordenar cores em imagens de decoração e arquitetura :)
    _coordenar peças homenageando personagens favoritos de filmes
    _montar um look inteiro em cores neutras e pontuar com acessórios coloridões
    _juntar tantas texturas diferentes na mesma coordenação quanto possível (cada peça numa textura específica: lisa, fofinha, vazada, tramada, espessa, durinha, molenga…)
    _se propor a usar uma peça favoritona de um jeito 100% novo e diferente

    Alguma idéia extra de como se divertir com o próprio guarda-roupa? De como fazer valer o gasto — de dinheiro, de emoção e expectativa – colocado ali em cada aquisição? De como exercitar o foco da energia no que a gente já tem (e não no que a gente gostaria ainda de ter)?


  • “when you aren’t trying to be somebody,
    who are you?
    when you aren’t trying to be somewhere,
    where are you?
    when you aren’t  trying to be,
    are you?”
    (gangaji via @daniellazylbersztajn)

    A gente se acostuma (não devia) a carregar com a gente umas condições tipo: “quando eu emagrecer esses 8 quilos vai tudo ser mais fácil”, ou “quando eu descolar um namorado aí sim tudo vai funcionar”, ou ainda “quando eu terminar de pagar o financiamento da minha casa aí sim vou cuidar de mim”.

    No trabalho como consultoras de estilo a gente aprende, ano após ano, que é quase fantasiosa essa coisa de ter um “antes” e um “depois”. Não tem um ‘antes ruim’ e um ‘depois bom’ — especialmente em relação à nossa própria aparência. A gente é inteligente de verdade quando faz o melhor que pode com o que é possível NO AGORA, pra ter um antes bacana e um depois muuuito mais bacana: mesma pessoa, mesma vida, mas aperfeiçoadas, melhores a cada nova experiência.

    como se sentir linda AGORA: por que a vida real não tem "antes e depois"!

    O próprio trabalho mostra pra gente como faz sentido se desprender de condicionamentos pra criar, a partir do momento presente, o futuro que se quer. Com atenção, intenção e energia — e ó, temos visto tanta gente brilhar assim, indo atrás do que quer sentir (ao escolher roupas) e fazendo acontecer, vivendo bem com imperfeições e baixando expectativas pro nível humano.

    Ninguém tá pronta nunca, então que o processo seja divertido, oras!

    Assim fica fácil encontrar sentido na idéia de só ter/comprar roupas muito legais — e usar todas elas, todos os dias da vida. O que a gente tem de mais incrível é o que tem que acompanhar a gente todo dia: não tem essa de “isso é pra uma ocasião especial” ou “vou usar pouco pra não estragar” — A VIDA TÁ ACONTECENDO, gente, e não tem rascunho pra depois passar a limpo. É agora e pronto: todo dia é especial e a gente merece, não merece? O melhor que a gente pode usar, todos os dias, não é “gastar” ou “usar errado”… é fazer valer o gasto.

    E a gente acha que poucas resoluções na vida podem ter impacto tão profundo quanto essa de aproveitar ao máximo o que se tem — e se mimar, se curtir, se aceitar e se permitir. <3

    +essas idéias vieram desse nosso vídeo antiguinho
    +criatividade é antídoto pro consumismo
    +comprar deveria ser consequência de ser

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    + QUER TRABALHAR COMO PERSONAL STYLIST?


  • Ó do que a gente precisa: precisa parar de enxergar geral como indivíduos isolados e começar a se enxergar como parte de uma manada que tá toda caminhando junta. Se todo mundo for junto em direção à água, se ajudando no caminho, ninguém vai morrer de sede. Ao mesmo tempo, ficar batendo cabeças pra ver quem vai chegar antes ou quem vai encontrar a melhor nascente não ajuda em o grupo e nem a gente mesma — todo mundo perde tempo e se desgasta e junto pro buraco, isso sim.

    tem que acabar essa história de querer "matar as inimigas de inveja", de ser "a mais legal de todas", de querer "brilhar mais que a própria noiva".

    Podemos então combinar que tem que acabar essa história de “amigas e rivais”, de querer “matar as inimigas de inveja”, de ser “a mais legal de todas”, de querer “brilhar mais que a própria noiva”. Quando eu entendo que sou muitas coisas, que desempenho muitos papéis, que tenho milhares de facetas – boas e ruins! – tenho mais potencial de me identificar com os outros e de gerar identificação, de sentir empatia, ganho capacidade de ser mais tolerante e de me conectar genuinamente com outras pessoas. A gente pode trocar a relação de competição comum de existir entre mulheres (comum mas nada nada natural!) por uma relação de cooperação!

    A colega de trabalho chega acabada, descabelada, com esmalte descascando, com uma roupa maluca. A gente pode se regozijar com a derrota dela – porque isso pode dar sensação de engrandecimento, fazer sentir melhor – ou a gente pode lembrar de quando passou uma noite em claro com filho gripado, com febre, e da manhã seguinte em que foi mais proveitoso dormir um pouquinho a mais e sair de casa sem se arrumar (sem nem passar uma acetona nas unhas!. A gente pode se solidarizar e não cobrar perfeição de outras mulheres – outras HUMANAS! – e então, quem sabe, a gente aceita e perdoa a nossa própria humanidade.

    Um colega-homem de trabalho não sabe como essa colega descabelada se sente inadequada, desconfortável, cansada, feia… mas a gente sabe. A gente sabe como a outra se sente por que sente igual –> mulher tem que ser IRMÃ. E tem que parar de apontar o dedo uma pra outra e lembrar que o bem-estar individual depende do bem-estar coletivo, não tem como separar. É nossa atitude individual que impacta no coletivo, e o mundo só evolui se a gente der as mãos.

    Pra se engrandecer a gente não tem que diminuir a outra — se engrandecer não tem a ver com quem tá em volta da gente, não tem que fluir através de comparação. A gente simplesmente trabalha a própria vida pra se engrandecer, e faz o melhor que pode com os recursos que tem, e pronto. <3

    + um guarda-roupa que combine com a SUA vida
    + uma carreira que compartilha colaboração (e não comparação)

     


  • Sabe o que seria bom? Fazer o exercício de re-conceituar o que é felicidade e riqueza. Certamente felicidade e riqueza não são contadas em forma de roupa, de bolsa, de carro, de nada material, já sabemos. Mas como é possível se desprender dos impulsos de comprar pra se sentir mais feliz ou mais rica?

    A gente acredita que autoconhecimento pode ser um caminho, e que esse caminho pode render transformações individuais — que por sua vez podem transformar coletivamente. E autoconhecimento a gente exercita de vários jeitos: ao se observar, ao pensar a respeito das coisas (alô opinião), ao estar disponível e exposta a todo tipo de arte e acontecimento pra então perceber, reagir, fazer acontecer cada uma do seu jeito, ao identificar felicidades e infelicidades, ao enumerar o que é importante pra gente.

    Quem tem uma base de valores clara e bem definida, exercitada, e quem adquire o hábito de formar opinião (porque né, demanda reflexão, tempo, conversas, etc etc etc) tende a se descolar do consumo por impulso por saber que o buraco é mais embaixo — ou, na verdade, por saber de que buracos tem que cuidar!

    Compra não gera conforto, cuidar de cada buraco que se tem é o que conforta de verdade.

    Tentar tapar o buraco com compra certamente gera desperdício, e na sociedade em que a gente tá inserida todo desperdício gera (ainda mais) desigualdade. Quem se conhece não compra por estímulo externo ou por influência vazia, mas sim compra por vontade autêntica e consciente, por necessidade, pra si mesma (e não pros outros!).

    Vale pensar que a gente não precisa de 6 camisetas baratinhas, mas que com 2 outras boas (pelo valor dessas 6) a gente se viraria super bem — e ainda exercitaria criatividade, capacidade de versatilização. Quantidade não ajuda ninguém: nem a gente mesma, nem o mundo em que a gente vive… e inteligente, hoje, é a gente escolher o que é durável, o que tem qualidade suficiente pra acompanhar a gente por mais tempo que duas ou três lavadas apenas. Gastar mais comprando menos — e valor justo a ser pago em roupas e acessórios é de avaliação pessoal, cada uma de nós tem uma demanda, um orçamento.

    Consumir com consciência é diferente de não comprar nada — ao mesmo tempo, consumir coisas não aumenta felicidade de ninguém. Pára um segundo e pensa: o que falta hoje na sua vida? Como você se sentiria plenamente realizada?

    Entendeu? É isso!

    “A gente é pessoalmente responsável por ser mais ética que a sociedade em que cresceu.” (Eliezer Yudkowsky)

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  • A gente já é “velha” nessa profissão/nesse mercado tão jovens (especialmente aqui no BR). E desde o início, sem muitos modelos disponíveis pra gente pesquisar ou usar como referência, ficou definido aqui na Oficina que a nossa satisfação pessoal e os nossos valores seriam sempre guia pras estradas que a gente escolhesse trilhar ao longo da nossa experiência, na medida em que crescesse. A gente desenvolveu e testou nossa metodologia autoral assim: acreditando que todo mundo é diferente e que essa é a beleza da vida; que a gente por ser diferente e topar fazer diferente ia “atrair” clientes essencialmente interessadas nisso mesmo. E agora, tanto tempo depois – véias! – a gente começa a entender que esse nosso modelo-vindo-do-não-modelo tá inserido nessa idéia da economia criativa. Que orgulho!

    Se a humanidade é sortida e se cada pessoa é única, então uma consultoria de estilo – que quer assessorar clientes num melhor relacionamento com seus próprios guarda-roupas – só funciona de verdade-verdadeira quando parte do cliente; quando transita por caminhos de autoconhecimento. E se a relação de cada cliente consegue ser melhorada substancialmente através desse ‘olhar pra dentro’, dessa troca de referências (não mais as externas, mas sim as internas!), então é natural que consultoria de estilo (aplicada assim!) renda também resultados em autoestima. Se conhecer e entender é a essência de ‘substituir consumo por autoestima’. Pensa em ‘melhora de relacionamento com o próprio guarda-roupa’ acontecendo quando o que se tem no armário deixa de ser um problema diário e passa a ser solução; quando a gente pode dar a importância devida ao que veste (muito muito pequena!) pra dar importância real à vida e ao que a gente vive (muito maior e mais importante!). Melhorar relação com o próprio armário também rola quando a gente aprende a comprar menos, mas melhor; quando a gente entende que pode ter um armário conciso, mas muito versátil — em que cada peça seja tão usada e de tantas maneiras diferentes que seja justificável fazer substituições periódicas: abrir mão do que tá velhinho/desgastado pra abastecer nosso repertório coordenáveis com peças novas… e assim esse armário conciso passa a estar também sempre atualizado.

    A gente escolheu moldar o nosso negócio – e assim estruturou a nossa metodologia: querendo entregar com inteligência e treinamento a possibilidade das nossas clientes construírem guarda-roupas que representem quem elas são e a vida que vivem. Diferente de vender o guarda-roupa do momento, da temporada ou da atriz/personalidade X ou Y. Só dá certo porque nossas clientes entendem que o autoconhecimento é ponto de partida e de direção pra aplicação desse método, e que o resultado por isso mesmo é certeiro –> parte da cliente e volta pra ela mesma! Consultoria de estilo entrega, em forma de treinamento, melhor relação com o guarda-roupa e pode sim render resultado em autoestima, pode abrir outras portas que não só as do guarda-roupa… mas depende de cada cliente. A possibilidade existe, é só querer arriscar, assumir responsabilidade, se aprofundar. Assim como na economia criativa!


  • Geral reclama do “padrão imposto” pela mídia, pela internet, pelas atrizes e blogueiras… quando o padrão não tá sendo imposto coisíssima nenhuma, não tem na constituição e não existe lei obrigatória nesse sentido — esse modelo tem sido sugerido pelo sistema e a gente tá topando.

    Tamos buscando loucamente nos enquadrar num esquema que não serve, que faz a gente procurar um ideal não-humano: nem as moças da capa da revista são, na vida real, como parecem ser na capa! Esse ‘ideal’ tira a beleza existente na imperfeição, ensina a gente a evitar frustração no lugar de lidar e crescer com elas, faz a gente se pautar por estímulos externos e não no que a gente tem dentro.

    Mas ó: a gente aqui acha que tem receita pra fazer acontecer um resultado diferente da opressão e da insatisfação e da pequenez que a gente sente quando lê revistas de moda ou quando passeia pelo instagram da blogueira.

    Abrir mão dessa quantidade louca de estímulos externos — ou mesmo SELECIONAR que estímulos a gente permite que estejam presentes no nosso universo pessoal. Revistas femininas que apontam o dedo pra outras mulheres (é todo mundo igual! Não tem por que não ter tolerância e carinho pela nossa semelhante!), programas de TV que fazem piada de gordinhas, Facebook de gente que acha graça em julgamentos de qualquer tipo, Instagram de meninas que incentivam comparação e competição (“minha bolsa é mais cara”, “meu corpo é mais malhado”, “viajo mais que todo mundo”, “minha família e meus filhos são perfeitos” aff) … não deveriam ganhar um segundo sequer da nossa atenção. NEM UM SEGUNDO DA NOSSA ATENÇÃO!

    tem receita pra fazer acontecer um resultado diferente da opressão e da insatisfação que se sente com revistas de moda ou blogueiras!

    E mais: a gente mesma devia boicotar toda conversa — essas de todo dia, entre amigas — que incitem julgamento, que apontem o dedo, que fomentem comparação e não colaboração. Pode ser um desafio o exercício de pensar positivamente sobre outras pessoas, quaisquer que sejam, a procurar o lado bom de tudo que acontece (mesmo das coisas ruins) — mas ó, é exercitando tolerância com outros que a gente naturalmente passa a ser mais tolerante consigo mesma. Um mundo novo começa na nossa casa (alguém muito importante disse isso não disse?).

    + programa online DESCOMPLICANDO O GUARDA-ROUPA: 35 dias pra botar a mão na massa e facilitar o vestir na prática

    A gente devia pegar a atenção que dedica hoje aos sites e revistas de celebridade e focar na gente mesma, em estímulos que nos levem pra dentro pra gente investigar quem a gente é e que tipo de pessoa queremos nos tornar. O mesmo tempo que a gente PERDE investigando a vida aparentemente glamourosa da blogueira poderia render conversas profundas e sinceras, horas na terapia, aulas de ioga, desenvolvimento de hobbies, brincadeiras, visitas à exposições, planejamento de viagens, experiências na cozinha (boas de fazer e de comer – nham!) e mais. Esses são estímulos que ajudam a gente a se observar, a pensar sobre a gente mesma, a ter clareza do que a gente quer sentir e do que é importante de verdade pra gente. O foco da nossa atenção devia estar 100% aí, NO QUE RENDE! Trazer esses estímulos pro cotidiano só dependem da gente, e criar essas oportunidades de autoconhecimento dá chance da gente criar um caminho novo — e não só responder e seguir caminhos criados e estabelecidos que, mil vezes, não funcionam pra gente.

    Se conhecer inevitavelmente rende segurança e a cada desafio superado (mesmo os pequeninos!) a gente vai crescendo em autoconfiança — mas não é fácil. Fácil é comprar tudo que as revistas/blogueiras sugerem que a gente compre… mas né, não rende satisfação: a gente compra, leva pra casa, usa uma vez ou outra e eventualmente passa a querer outra coisa. É só COISA! Toda mudança e todo aperfeiçoamento é gradual — é humano ser assim, a gente não é robô! — e demanda disposição, atenção-intenção, foco e treino. É exercitando o que faz a gente sentir o que se quer sentir que, uma hora, essa sensação passa a fazer parte da gente e da vida naturalmente, vira hábito bom. Mas tem que querer, tem que dar atenção e tem que treinar. Let’s?

    Essas idéias foram inspiradas pela GabyFresh que escreveu no FAQ do blog dela isso daqui, quando perguntaram o que fazer pra ser confiante como ela: “Don’t participate when friends or colleagues make fun of another woman’s body, celebrity or otherwise. Do not participate in diet talk. Wear clothes that you feel good in and that express your personality. Pamper yourself with a spa day. Take a long bath, read a good book, and focus on being grateful for all the absolutely amazing things your body is able to do. Many people aren’t so lucky! Remember that cultivating your inner beauty is so much more important than anything you can buy at a store or any number on a scale.” ((Obrigada Flavia Stefani pro compartilhar com a gente!))


curtimos

ideias complementares às da Oficina