No último dia de semana de moda de Paris teve desfile da Louis Vuitton. Marc Jacobs meio que levou elementos do seu desfile autoral (em NY) pra coleção da marca francesa: tinha um monte de transparências, tule tule tule, uma ‘coisa descontruída’ com barras desfiadas e tals, acessórios de cabelos e coordenações de cores que a gente A-MOU – diz que a cartela de cores saiu do desenho do Bob Esponja, tá bom pra você? O desfile estava mega cheio de celebridades, bem do jeito que titio Marc gostcha, e todo mundo já tá super falando das bolsas que foram apresentadas junto com a coleção.

Quem trabalhou dessa vez com o Marc Jacobs nos acessórios foi Richard Prince, um artista plástico que fez uma capa de disco pro Sonic Youth que pode ter sido a inspiração pras enfermeiras que abriam o desfile da LV (ou a inspiração pode ter sido o tempo de rehab de MJ, vai saber). As bolsas são super coloridas, tem textos e desenhos (feitos em spray, originalmente?) do artista convidado e também inspiram coordenações originais pros nossos gurda-roupas: a gente adora laranja e roxo, rosa e marinho, amarelo e bege… e daqui a pouco a gente vê as “homenagens” aparecendo, né?

Daí que no fim do desfile, quando MJ entrou na passarela pra receber aplausos, ele fez careta (com língua pra fora e tudo) pra Suzy Menkes, power jornalista do International Herald Tribune, supostamente por causa da crítica ruim que ela fez pro desfile dele. Bafo, né? Que a Cathy Horyn (power jornalista do NY Times) escreveu no blog dela da careta e da repercussão da careta. E sabe o que? O Marc Jacobs EM SI passou no blog dela e se defendeu nos comentários, explicou tudo: diz que quando se entra na passarela tem tanta luz e adrenalina que não se vê ninguém e que ele estava só sendo bobo, não fez careta pra ninguém especificamente, muito menos pra Suzy Menkes. E pediu pro povo “largar do pé dele”. Adoro.
(Imagina, Marc Jacobs comentando em blog? Frio na barriga, né?)
Pra terminar a nossa “seção reflexão” sobre o bafo da revista Piauí, a gente resolveu pensar não tanto mais nas cópias (assunto central do texto da revista que começamos a discutir aqui e aqui), mas na realidade:
“”A mulher que compra um vestido copiado na loja nem sabe que se trata de uma imitação. E se souber, ela pouco se importa. (…) A compradora quer saber se o vestido ficou bonito, se a fez parecer magra e se o preço é bom.”, explicou a estilista Karina Sterenberg, dona da grife carioca Ka.”

looks de simone nunes, priscila darolt, anabela baldaque, erika ikezili e jefferson de assis que a gente adoraria ver na loja
E mais:
“Desfile no Brasil não serve para nada, e semana de moda, muito menos”, opina. “A passarela que vale no Brasil é a novela. É a Juliana Paes usando uma camiseta no sambódromo. É a Glória Maria com um vestido no Fantástico. É essa peça que vai aparecer para o consumidor, que vai vender, que vai fazer você existir como estilista. Porque se você cria e não vende nada, você não existe, certo?”
Quem trabalha com moda e pesquisa imagens contruídas por gente do mundo todo pode saber de onde veio x ou y. Mas e quem não tá inserido nesse meio? Não fica só com as referências que chegam via atividades do dia-a-dia mesmo? Tipo tv aberta e jornais e arevistas e afins? E importa saber de onde vem ou não??? A gente aqui no Oficina já falou da influência dos figurinos das novelas, do que as celebridades usam e mesmo da questão quem vende e quem não vende – nada disso é assunto novo pra gente, e ainda assim não temos opinião formada (alguém tem?).
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Mais da matéria bafônica da Piauí, que a gente começou a ‘debater’ aqui. Primeiro tem a Glória Kalil falando e logo embaixo o Jum Nakao.
“A moda e a crítica de moda são coisas muito recentes no Brasil. Então, ainda tá todo mundo se organizando, criando uma linguagem, uma compreensão, uma cultura”, disse (Glória Kalil). A repeito do silêncio sobre as cópias, ela foi efusiva: “Não há silêncio. Então você não lê as minhas críticas nem as da Erika Palomino (…). Na moda, há maneiras e maneiras de dar o seu recado. Não precisa ser explícito nem sem educação. Eu digo que a coleção é bonita, mas segue os passos da anterior ou que a coleção ‘X’ ‘tem um perfume’ de Prada, por exemplo.”

o primeiro é chloé e o segundo é tessuti. a foto ilustra a “inspiração” e o tema do post.(montagem do fashion now)
“A imprensa de moda no Brasil é uma bobagem. A descrição de um desfile é feita como se a pessoa estivesse falando com uma amiguinha. Os jornalistas de moda não são diretos, conhecem pouco o métier. Falam bem dos amigos e mal de quem não gostam. O que sai na mídia costuma ser superficial e bobo. (…) Esse tipo de postura gera falsas referências, gera um falso manual de conduta, isso acaba com o país. Como essas críticas costumam ser uma das poucas coisas que o público lê sobre moda, a moda acaba parecendo boba mesmo. Boba, fútil e superficial.”
Não precisa pensar muito pra calcular que blogs e veículos de auto-publicação provavelmente têm papel definitivo nessa história toda, não? Que liberdade e não-vínculo é super precioso na hora de descrever coleção ou marca, e como o ‘mundinho’ é pequeno mesmo, quase ninguém tem – a não ser que não esteja tão dentro, que esteja meio à margem mas atento, conversando, pesquisando, prestando atenção e… publicando!

o primeiro é stella mccartney e o segundo é do thiago marcon. (do fashion now, de novo)
A gente concorda que a cultura de moda no BR é ainda novinha, mas por isso mesmo devia receber tratamento diferente da imprensa, tipo de mãe pra filho. Que se faz errado tem que corrigir, né? E publicar fotos dos originais e das cópias, por exemplo, é correção das boas, que pode estimular outra atitude, não? O que a gente acha (e a gente só acha, ninguém aqui tem certeza absoluta de nada!) é que o ‘mundinho’ é tão restrito que todo mundo é amigo de todo mundo e, no fim, todo mundo trabalha pra todo mundo.
A Angélica deixou um comentário em que levanta a bola pra gente postar o próximo texto: ela falou que acha que essa conversa toda vai ficar só no meio do povo da moda mesmo, que o consumidor final não tá nem aí – e a gente vai super falar dessa parte da matéria já amanhã! Que eu também penso como ela e tenho coisas pra comentar sobre…!
Mas sabe quem sabe mais? O povo do BlogView, que tá bem mais inserido na imprensa de moda e vai ter mais pontos de vista pra colocar em discussão. Esse texto vai ser postado lá também e vai receber intervenções feitas por ninguém menos que Ricardo Oliveros, Luigi Torre, Olivia Hansen, Laura Artigas e Glauco Sabino (chiques!). Tem que passar lá!
A revista Piauí desse mês trouxe um texto de Daniela Pinheiro (espertíssima!) sobre cópias e plágios na moda brasileira, já tá na boca do povo há tempos. Ela trata especialemente do “nosso” mundinho da moda, mas frisa logo no início da matéria que “cópia não é privilégio brasileiro”. Uma das comparações que ilustram a matéria da Piauí é essa aqui, comparando looks de Juliana Jabour e Stella McCartney – antes esses vestidinhos ilustraram esse post.

A matéria é gigante e imprescindível pra todo mundo que está, de algum jeito, inserido nesse universo. Porque é grande e porque alcança vários ‘temas’, a gente resolveu fazer um “especial bafo da Piauí” pra ir pensando aos pouquinhos, mas pra conseguir pensar tudo. Vamos aproveitar que o SPFW só começa na quarta e até lá vamos conversar sobre.
Quando eu li o texto pela primeira vez eu grifei tanta coisa que resolvi fazer uma mescla de trechos pra agregar temas. O primeiro é esse:
“Hoje não existe mais cópia deslavada, mas, como diz mesmo madame Rucki, do Studio Berçot (escola de estilismo Parisiense), a última invenção da moda foi a minissaia. Então, é difícil inventar a roda. (…) O que tem de cópia, cópia mesmo, é muito pouco. O que existe são inspirações fortes e tendências com as quais o mundo globalizado está em sintonia. (…) Todas as marcas, nacionais ou internacionais, têm acesso à informação, aos birôs de pesquisa e tendências, à internet. As pessoas captam o espírito do tempo, o zeitgeist. (…) Uma roupa parece nascer da combinação de algo visto em sites especializados em tendências ou em feiras internacionais de tecidos, com o toque pessoal do estilista.”
Quem falou a primeira parte foi a Glória Kalil, e sua citação vem seguida pela do Paulo Borges, depois vem a Adriana Bozon (da Ellus) e por último a própria jornalista. A gente concorda que não dá pra criar muita coisa nova, mas dizer que não existe cópia deslavada não tem fundamento – as fotos que ilustram o texto da revista mostram bem (o blog Fashion Now também ilustrou…!). Que se alguém ama alguma coisa, certamente vai ser influenciada por aquilo. Mas se tem conteúdo e consistência suficientes (e coerentes!) a ‘coisa’ criada agrega elementos de identidade, não? Daí passa a ser ispiração mesmo e não cópia: quando o ‘criador’ consegue imprimir sua personalidade na ‘inspiração’. E vocês acham o quê? Que o blog quer muito saber!
(Esse post já virou uma Piauí em si, como diz o Oliveros.)
Tem mais do bafo aqui e aqui. Os próximos trechos que eu tenho vontade de debater (ai, eu sou muito séria, né? Hahaha!) são os que tratam das editoras de moda e suas críticas + o das semanas de moda versus gente que não desfila mas vende muito. A gente também pode comentar a parte mais bafônica de todas, que menciona Graça e Rinaldo, né? Mas hoje só amanhã.
Esse ‘especial bafo’ vai ser reproduzido todo dia no BlogView pra que a gente possa conhecer a opinião do casting estrelado de lá sobre todos os assuntos. Faz uma super diferença entender os argumentos desses profissionais (todos incríveis!) e eu acho que a gente vai ter muita aula por conta do ‘debate’. Passa lá que super vale.
Todo mundo já sabia, menos eu?? Salma Hayek e François Pinault – todo-poderoso do grupo que toma conta de gente tipo Gucci e YSL – vão ter um bebê?????? E vão casar?????

Congratulations, Salma. You will undoubtedly make for one sexy mama!
Diz que Jennufer Hudson e Andre Leon Talley estão de mal. ALT foi o personal stylist de J.Hud na entrega do Oscar e foi eleito responsável pela aparição do look da atriz/cantora em quase todas as listas de mais mal-vestidos do planeta. Diz que a moça foi ao Today Show essa semana e contou que estava sendo ‘meio patrocinada’ por Andre e pela Vogue, e que se tivesse opção teria escolhido outro vestido. (E eu gostei!…)
Na verdade Jennifer Hudson usou outro vestido (um Cavalli dourado bom bacana) depois de se apresentar cantando e nas festas pós-Oscar. Esse vestido dourado tinha sido “arranjado” por outra personal stylist, chamada Jessica Paster, e J.Hud iria com ele até ALT descobrir – momentos antes da moça sair! Daí rolou o bafo todo e DIZ QUE Andre Leon Talley obrigou a pupila a trocar e usar o look escolhido por ele. Tá tudo aqui.
No fim de semana tem ‘conclusão do Oscar’ e comentários estrelados da Flávia Galli, que sabe tudo de vestidões de Oscar e madrinhas e noivas!
(Esse é exclusivo da Oficina de Estilo!!!!)
Depois da onda de falação por conta da chegada do moto-à-porter, agora tem a falação do sp machion week. O blog está cobrindo (sério!) o SPFW, convidado pelo site de notícias e blogs da Globo (tá?), e é escrito pelo rapaz (Mr. Manson??) que faz o incrível cocadaboa.com – esse último famoso por disseminar boatos pela internê.
O primeiro post, de apresentação, é imperdível pela referência malígna à Lílian Pacce (e eu sou fã, mas não consegui prender o riso). Tem um post (que promete ser uma série) sobre coisas que Gisele não come – a de hoje era Nutella. E o superblog da Motorola já foi citado duas vezes, além de ter fornecido sem saber (!!!!) uma fotinho que ganhou versão especial pro sp machion week.
A tabela pra entender a competição também é incrível. Eu virei fã por causa das dicas do Edd e do Alexandre.
Hoje de manhã o estilista Ronaldo Ésper foi preso em flagrante, num cemitério aqui em SP. Ésper é acusado de furtar dois vasos de flores de uma sepultura, que já estavam dentro de seu fusca (??) quando os policiais chegaram.
O advogado dele diz que tudo será esclarecido e que seu cliente “é vítima”. O delegado diz que o estilista “está lúcido e que tem consciência do que fez”. O próprio Ronaldo contou à polícia que toma remédios para amenizar depressão “profunda” e que fez o que fez por “amor à arte”.
Já a drag Léo Áquila, colega de emissora de Ronaldo Ésper, “espera que ele use listras horizontais na cadeia – como ele é muito alto, listras verticais vão deixá-lo muito magro. Os outros presos podem querer dar alfinetadas no visual dele”.

Ainda por cima não tem espaço pra ele na DP, vai rolar uma transferência agora à noite. Mal posso esperar pra assistir esse “arquivo confidencial no SuperPop. (Eu não duvido de mais nada nesse mundo.)
Todas essas informações vieram daqui.