11.
out.
07.

louis vuitton e o bafo do marc jacobs

publicado por: Fernanda

No último dia de semana de moda de Paris teve desfile da Louis Vuitton. Marc Jacobs meio que levou elementos do seu desfile autoral (em NY) pra coleção da marca francesa: tinha um monte de transparências, tule tule tule, uma ‘coisa descontruída’ com barras desfiadas e tals, acessórios de cabelos e coordenações de cores que a gente A-MOU – diz que a cartela de cores saiu do desenho do Bob Esponja, tá bom pra você? O desfile estava mega cheio de celebridades, bem do jeito que titio Marc gostcha, e todo mundo já tá super falando das bolsas que foram apresentadas junto com a coleção.

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Quem trabalhou dessa vez com o Marc Jacobs nos acessórios foi Richard Prince, um artista plástico que fez uma capa de disco pro Sonic Youth que pode ter sido a inspiração pras enfermeiras que abriam o desfile da LV (ou a inspiração pode ter sido o tempo de rehab de MJ, vai saber). As bolsas são super coloridas, tem textos e desenhos (feitos em spray, originalmente?) do artista convidado e também inspiram coordenações originais pros nossos gurda-roupas: a gente adora laranja e roxo, rosa e marinho, amarelo e bege… e daqui a pouco a gente vê as “homenagens” aparecendo, né?

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Daí que no fim do desfile, quando MJ entrou na passarela pra receber aplausos, ele fez careta (com língua pra fora e tudo) pra Suzy Menkes, power jornalista do International Herald Tribune, supostamente por causa da crítica ruim que ela fez pro desfile dele. Bafo, né? Que a Cathy Horyn (power jornalista do NY Times) escreveu no blog dela da careta e da repercussão da careta. E sabe o que? O Marc Jacobs EM SI passou no blog dela e se defendeu nos comentários, explicou tudo: diz que quando se entra na passarela tem tanta luz e adrenalina que não se vê ninguém e que ele estava só sendo bobo, não fez careta pra ninguém especificamente, muito menos pra Suzy Menkes. E pediu pro povo “largar do pé dele”. Adoro.

(Imagina, Marc Jacobs comentando em blog? Frio na barriga, né?)

20.
jun.
07.

bafo da piauí: as cópias e o consumidor

publicado por: Fernanda

Pra terminar a nossa “seção reflexão” sobre o bafo da revista Piauí, a gente resolveu pensar não tanto mais nas cópias (assunto central do texto da revista que começamos a discutir aqui e aqui), mas na realidade:

“”A mulher que compra um vestido copiado na loja nem sabe que se trata de uma imitação. E se souber, ela pouco se importa. (…) A compradora quer saber se o vestido ficou bonito, se a fez parecer magra e se o preço é bom.”, explicou a estilista Karina Sterenberg, dona da grife carioca Ka.”

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looks de simone nunes, priscila darolt, anabela baldaque, erika ikezili e jefferson de assis que a gente adoraria ver na loja

E mais:

“Desfile no Brasil não serve para nada, e semana de moda, muito menos”, opina. “A passarela que vale no Brasil é a novela. É a Juliana Paes usando uma camiseta no sambódromo. É a Glória Maria com um vestido no Fantástico. É essa peça que vai aparecer para o consumidor, que vai vender, que vai fazer você existir como estilista. Porque se você cria e não vende nada, você não existe, certo?”

Quem trabalha com moda e pesquisa imagens contruídas por gente do mundo todo pode saber de onde veio x ou y. Mas e quem não tá inserido nesse meio? Não fica só com as referências que chegam via atividades do dia-a-dia mesmo? Tipo tv aberta e jornais e arevistas e afins? E importa saber de onde vem ou não??? A gente aqui no Oficina já falou da influência dos figurinos das novelas, do que as celebridades usam e mesmo da questão quem vende e quem não vende – nada disso é assunto novo pra gente, e ainda assim não temos opinião formada (alguém tem?).

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10.
jun.
07.

bafo da piauí: a imprensa e as cópias

publicado por: Fernanda

Mais da matéria bafônica da Piauí, que a gente começou a ‘debater’ aqui. Primeiro tem a Glória Kalil falando e logo embaixo o Jum Nakao.

“A moda e a crítica de moda são coisas muito recentes no Brasil. Então, ainda tá todo mundo se organizando, criando uma linguagem, uma compreensão, uma cultura”, disse (Glória Kalil). A repeito do silêncio sobre as cópias, ela foi efusiva: “Não há silêncio. Então você não lê as minhas críticas nem as da Erika Palomino (…). Na moda, há maneiras e maneiras de dar o seu recado. Não precisa ser explícito nem sem educação. Eu digo que a coleção é bonita, mas segue os passos da anterior ou que a coleção ‘X’ ‘tem um perfume’ de Prada, por exemplo.”

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o primeiro é chloé e o segundo é tessuti. a foto ilustra a “inspiração” e o tema do post.(montagem do fashion now)

“A imprensa de moda no Brasil é uma bobagem. A descrição de um desfile é feita como se a pessoa estivesse falando com uma amiguinha. Os jornalistas de moda não são diretos, conhecem pouco o métier. Falam bem dos amigos e mal de quem não gostam. O que sai na mídia costuma ser superficial e bobo. (…) Esse tipo de postura gera falsas referências, gera um falso manual de conduta, isso acaba com o país. Como essas críticas costumam ser uma das poucas coisas que o público lê sobre moda, a moda acaba parecendo boba mesmo. Boba, fútil e superficial.”

Não precisa pensar muito pra calcular que blogs e veículos de auto-publicação provavelmente têm papel definitivo nessa história toda, não? Que liberdade e não-vínculo é super precioso na hora de descrever coleção ou marca, e como o ‘mundinho’ é pequeno mesmo, quase ninguém tem – a não ser que não esteja tão dentro, que esteja meio à margem mas atento, conversando, pesquisando, prestando atenção e… publicando!

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o primeiro é stella mccartney e o segundo é do thiago marcon. (do fashion now, de novo)

A gente concorda que a cultura de moda no BR é ainda novinha, mas por isso mesmo devia receber tratamento diferente da imprensa, tipo de mãe pra filho. Que se faz errado tem que corrigir, né? E publicar fotos dos originais e das cópias, por exemplo, é correção das boas, que pode estimular outra atitude, não? O que a gente acha (e a gente só acha, ninguém aqui tem certeza absoluta de nada!) é que o ‘mundinho’ é tão restrito que todo mundo é amigo de todo mundo e, no fim, todo mundo trabalha pra todo mundo.

A Angélica deixou um comentário em que levanta a bola pra gente postar o próximo texto: ela falou que acha que essa conversa toda vai ficar só no meio do povo da moda mesmo, que o consumidor final não tá nem aí – e a gente vai super falar dessa parte da matéria já amanhã! Que eu também penso como ela e tenho coisas pra comentar sobre…!

Mas sabe quem sabe mais? O povo do BlogView, que tá bem mais inserido na imprensa de moda e vai ter mais pontos de vista pra colocar em discussão. Esse texto vai ser postado lá também e vai receber intervenções feitas por ninguém menos que Ricardo Oliveros, Luigi Torre, Olivia Hansen, Laura Artigas e Glauco Sabino (chiques!). Tem que passar lá!

9.
jun.
07.

bafo da piauí: cópias e coisas da moda

publicado por: Fernanda

A revista Piauí desse mês trouxe um texto de Daniela Pinheiro (espertíssima!) sobre cópias e plágios na moda brasileira, já tá na boca do povo há tempos. Ela trata especialemente do “nosso” mundinho da moda, mas frisa logo no início da matéria que “cópia não é privilégio brasileiro”. Uma das comparações que ilustram a matéria da Piauí é essa aqui, comparando looks de Juliana Jabour e Stella McCartney – antes esses vestidinhos ilustraram esse post.

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A matéria é gigante e imprescindível pra todo mundo que está, de algum jeito, inserido nesse universo. Porque é grande e porque alcança vários ‘temas’, a gente resolveu fazer um “especial bafo da Piauí” pra ir pensando aos pouquinhos, mas pra conseguir pensar tudo. Vamos aproveitar que o SPFW só começa na quarta e até lá vamos conversar sobre.

Quando eu li o texto pela primeira vez eu grifei tanta coisa que resolvi fazer uma mescla de trechos pra agregar temas. O primeiro é esse:

“Hoje não existe mais cópia deslavada, mas, como diz mesmo madame Rucki, do Studio Berçot (escola de estilismo Parisiense), a última invenção da moda foi a minissaia. Então, é difícil inventar a roda. (…) O que tem de cópia, cópia mesmo, é muito pouco. O que existe são inspirações fortes e tendências com as quais o mundo globalizado está em sintonia. (…) Todas as marcas, nacionais ou internacionais, têm acesso à informação, aos birôs de pesquisa e tendências, à internet. As pessoas captam o espírito do tempo, o zeitgeist. (…) Uma roupa parece nascer da combinação de algo visto em sites especializados em tendências ou em feiras internacionais de tecidos, com o toque pessoal do estilista.”

Quem falou a primeira parte foi a Glória Kalil, e sua citação vem seguida pela do Paulo Borges, depois vem a Adriana Bozon (da Ellus) e por último a própria jornalista. A gente concorda que não dá pra criar muita coisa nova, mas dizer que não existe cópia deslavada não tem fundamento – as fotos que ilustram o texto da revista mostram bem (o blog Fashion Now também ilustrou…!). Que se alguém ama alguma coisa, certamente vai ser influenciada por aquilo. Mas se tem conteúdo e consistência suficientes (e coerentes!) a ‘coisa’ criada agrega elementos de identidade, não? Daí passa a ser ispiração mesmo e não cópia: quando o ‘criador’ consegue imprimir sua personalidade na ‘inspiração’. E vocês acham o quê? Que o blog quer muito saber!

(Esse post já virou uma Piauí em si, como diz o Oliveros.)

Tem mais do bafo aqui e aqui. Os próximos trechos que eu tenho vontade de debater (ai, eu sou muito séria, né? Hahaha!) são os que tratam das editoras de moda e suas críticas + o das semanas de moda versus gente que não desfila mas vende muito. A gente também pode comentar a parte mais bafônica de todas, que menciona Graça e Rinaldo, né? Mas hoje só amanhã.

Esse ‘especial bafo’ vai ser reproduzido todo dia no BlogView pra que a gente possa conhecer a opinião do casting estrelado de lá sobre todos os assuntos. Faz uma super diferença entender os argumentos desses profissionais (todos incríveis!) e eu acho que a gente vai ter muita aula por conta do ‘debate’. Passa lá que super vale.

9.
mar.
07.

gravidez (e casamento?) fashion

publicado por: Fernanda

Todo mundo já sabia, menos eu?? Salma Hayek e François Pinault – todo-poderoso do grupo que toma conta de gente tipo Gucci e YSL – vão ter um bebê?????? E vão casar?????

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Congratulations, Salma. You will undoubtedly make for one sexy mama!

2.
mar.
07.

bafo/fashion disaster

publicado por: Fernanda

Diz que Jennufer Hudson e Andre Leon Talley estão de mal. ALT foi o personal stylist de J.Hud na entrega do Oscar e foi eleito responsável pela aparição do look da atriz/cantora em quase todas as listas de mais mal-vestidos do planeta. Diz que a moça foi ao Today Show essa semana e contou que estava sendo ‘meio patrocinada’ por Andre e pela Vogue, e que se tivesse opção teria escolhido outro vestido. (E eu gostei!…)

Na verdade Jennifer Hudson usou outro vestido (um Cavalli dourado bom bacana) depois de se apresentar cantando e nas festas pós-Oscar. Esse vestido dourado tinha sido “arranjado” por outra personal stylist, chamada Jessica Paster, e J.Hud iria com ele até ALT descobrir – momentos antes da moça sair! Daí rolou o bafo todo e DIZ QUE Andre Leon Talley obrigou a pupila a trocar e usar o look escolhido por ele. Tá tudo aqui.

No fim de semana tem ‘conclusão do Oscar’ e comentários estrelados da Flávia Galli, que sabe tudo de vestidões de Oscar e madrinhas e noivas!

25.
jan.
07.

sp machion week

publicado por: Fernanda

(Esse é exclusivo da Oficina de Estilo!!!!)

Depois da onda de falação por conta da chegada do moto-à-porter, agora tem a falação do sp machion week. O blog está cobrindo (sério!) o SPFW, convidado pelo site de notícias e blogs da Globo (tá?), e é escrito pelo rapaz (Mr. Manson??) que faz o incrível cocadaboa.com – esse último famoso por disseminar boatos pela internê.

O primeiro post, de apresentação, é imperdível pela referência malígna à Lílian Pacce (e eu sou fã, mas não consegui prender o riso). Tem um post (que promete ser uma série) sobre coisas que Gisele não come – a de hoje era Nutella. E o superblog da Motorola já foi citado duas vezes, além de ter fornecido sem saber (!!!!) uma fotinho que ganhou versão especial pro sp machion week.

A tabela pra entender a competição também é incrível. Eu virei fã por causa das dicas do Edd e do Alexandre.

19.
jan.
07.

titia tá na laaaaama

publicado por: Fernanda

Hoje de manhã o estilista Ronaldo Ésper foi preso em flagrante, num cemitério aqui em SP. Ésper é acusado de furtar dois vasos de flores de uma sepultura, que já estavam dentro de seu fusca (??) quando os policiais chegaram.

O advogado dele diz que tudo será esclarecido e que seu cliente “é vítima”. O delegado diz que o estilista “está lúcido e que tem consciência do que fez”. O próprio Ronaldo contou à polícia que toma remédios para amenizar depressão “profunda” e que fez o que fez por “amor à arte”.

Já a drag Léo Áquila, colega de emissora de Ronaldo Ésper, “espera que ele use listras horizontais na cadeia – como ele é muito alto, listras verticais vão deixá-lo muito magro. Os outros presos podem querer dar alfinetadas no visual dele”.

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Ainda por cima não tem espaço pra ele na DP, vai rolar uma transferência agora à noite. Mal posso esperar pra assistir esse “arquivo confidencial no SuperPop. (Eu não duvido de mais nada nesse mundo.)

Todas essas informações vieram daqui.

A Oficina


A Fê e a Cris são personal stylists de gente da vida real e dividem, aqui no blog, tudo que aprendem nesse trabalho.