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  • Nessas fotos do Sartorialist e da Garance Doré dessa semana o que a gente vê é o esforço fashion, a falta de preguiça estética, a vontade de exercitar a criatividade, é a falta de inércia visual. As cores e texturas das peças de roupas tão coordenadas entre si, com seda lustrosa laranja e lã rústica tipo mescla, e também com paletó em lã espessa marrom e xadrez. Mas a inteligência não parou aí (e já tava bom se parasse, mas veja só!): as bolsas também tem texturas – que se coordenam com as outras texturas do look – e ainda lenços, pra completar. E as cores dos lenços também acrescentam interessância ao resto todo. Presta atenção em quantas superfícies diferentes tem num só conjunto de peças, em quanto lustroso x opaco, quanto liso x caracachento, quanto neutro x colorido a gente pode acrescentar em cada montação (haha). Pensa e exercita, põe em prática, faz do seu jeito, de verdade. Tão mais legal!

    roupa_lenco_bolsa


  • Lembra do desfile do Reinaldo Lourenço, com bolsas incríveis cheias de cafezinhos nas alças? A gente comentou das bolsas por conta do jeito de carregar proposto no desfile (lembra?), mas ficou de olho mesmo foi na estória do penduricalho de café nas alças. Chegou tudo na loja e a gente viu ontem na vida real.

    pulseirinha

    As bolsas são feitas de ráfia, super lindas, com acabamento de couro, em vários tamanhos e cores. E os cafezinhos… são pulseiras! Que foram penduradas nas alças como enfeite! (mais…)


  • Daí um dia a Jane Birkin sentou do lado de Jean Louis Dumas, filho do Hermés “original”, num avião. Durante a viagem Jean Louis perguntou pra Jane Birkin porque ela, sendo mulher inteligente bonitona chamando atenção da mídia naquele momento, não usava bolsas da Hermés. Jane respondeu que curtia coisas mais práticas e que gostava mais de usar cestas (oi?) do que bolsas, geralmente muito pequeñas pra carregar suas coisas. Ele se ofereceu pra criar um modelo pra ela. Pensou, desenhou, montou um protótipo e mostrou pra Jane Birkin – que não só amou mas adotou a bolsa pra vida. E cedeu seu nome pro produto!

    birkin480

    E se a gente olhar com atenção, a bolsa top desejo no mundo todo lembra bem uma cestona: tem duas alças, tem abertura farta, cresce pros lados e é maleável, com cara de que dura pra sempre (e dura). Desejo com funcionalidade e identidade – e uma relação próxima da inspiração como poucas coisas na moda. A bolsa foi criada há mais de 20 anos e continua sendo disputada em listas de espera, mesmo com preço mais nas alturas do que o avião em que foi primeiro imaginada.

    E se a gente não pode ter uma Birkin, o próprio site da Hermés disponibilizou, tempos atrás, bolsinhas Kelly de imprimir, recortar e montar em casa. A gente já tem as nossas e agora você pode ter também – vamos fazer uma galeria com fotos dos brinquedinhos prontos?!?? Clica aqui, aqui, aqui e aqui pra “abaixar” as quatro versões da mini-Kelly, umas graças. ;-)


  • Essas fotinhos são dos desfiles de Neon, de Reinaldo Lourenço e de 2nd Floor (cada link desss leva pra álbuns do Flickr!). Eles mostraram bolsas grandes sendo carregadas assim, na mão! Fez lembrar de um post ótimo da Constace Zahn ensinando que carregar bolsa desse jeito – mesmo carteiras pequeninas, como ela mostra na foto que ilustra o texto – deixa o braço com uma forma não-legal (clica pra ler!). No desfile a sugestão é de mentirinha, styling apenas… mas vale o aprendizado pra vida real, né?!?? ;-)

    bolsanamao


  • Isso daqui não é uma regra universal, gente. É uma direção que a gente costumava entregar pras nossas clientes (quando nosso trabalho era mais teórico em começo de carreira :) hoje a gente treina isso tudo na prática com cada uma!) e que pode ajudar na hora de escolher coordenações possíveis entre bolsas e sapatos. É assim: sabe que há tempos que usar conjuntinho, tipo sapato igualzinho à bolsa, tá “em baixa”, né? Menos por causa de moda e tendências, e mais porque a gente vive nesse tempo em que exercitar criatividade e originalidade é super importante pra ter estilo próprio, único, pessoal. Então, se o mercado de moda oferece mil materiais e superfícies e texturas pras bolsas e sapatos que a gente adora ter, porque não fazer as combinações mais legais de todas, né? Olha só:

    bags_shoes_boys

    COURO LISO COMBINA COM
    couro liso em outras cores, couros com outras texturas, com nylon, com superfícies de pêlos, com tecidos espessos (algodão grosso, lona, tecidos de decoração, tipo isso), com camurça, com verniz e com couros metalizados

    TRESSÊ COMBINA COM
    couro liso, camurça, com pelinhos (tipo de animais), com tecidos espessos e de peso médio (só não vale tecido leve demais!), palha e alguns metalizados – medindo os “graus de formalidade” de cada um!

    CAMURÇA COMBINA COM
    couro liso – com aparência mais leve! – e com couro com texturas, com pelinhos (onça, zebra, girafa, whatever!) e com tecidos

    TECIDO COMBINA COM
    camurça, couro liso (de aparência leve!), palha, tressê, nylon, verniz, plástico e alguns couros com textura (com cara de não-pesados, sabe como?)

    VERNIZ COMBINA COM
    couro liso, couro com texturas, nylon, tecidos e alguns plásticos (cuidado pra não ficar tudo “emborrachado demais”!)

    METALIZADOS COMBINAM COM
    couro liso, alguns couros com textura (de novo, cuidado pra não exagerar), tressês mais elegantes, tecidos finos e bem levinhos

    METAIS E TACHAS COMBINAM COM
    couro liso, couro com texturas, metalizados, verniz e algumas camurças (mais escuras e pesadas, talvez?)

    PLÁSTICO COMBINA COM
    couro liso, tecidos (todos: leves, médios e mais pesados), camurça e alguns tipo s de verniz

    COUROS TIPO DE ANIMAIS
    são todos esses mencionados nos outros itens como “couros com texturas”: vale cobra, onça, crocodilo, avestruz, girafa, zebra e mais – tem variações com pelos ou não, com relevos ou não, etc etc etc!
    COMBINAM COM
    couro liso, metalizados, tecidos, alguns tipo de verniz, alguns tipos de camurça, nylon, algumas palhas

    Quando a combinação rola com “alguns tipos de tal material” o peso visual de cada material envolvido no look é a direção mais importante, é fácil e bem legal. E tem mais materiais no mundo, e mais combinações. De novo: isso não é regra, é sugestão! E a gente pode aperfeiçoar a sugestão e ampliar as possibilidades conversando mais nos comentários, não?


  • A gente sabe que bolsa não serve só pra carregar as nossas coisas, certo!?! Bolsa é o acessório que mais transmite personalidade por conta do mundo de variedade: pode ser pequena ou grande, molenga ou estruturada, lisa ou texturizada, feita em couro, tecido, metal… E no meio de tantas opções parece difícil escolher o modelo ideal, mas fica um pouco mais fácil se a gente pensar em algumas direções. victoria-beckham-marc-jacobs-ad-campaign-red-purse-golden-frog.jpg Victoria não é a única que AAAAAAAAMA bolsas!!! Umas das coisas que a gente tem que prestar atenção é na proporção entre o tamanho da bolsa e o nosso tamanho. Quem é mais alta ou tem a ossatura mais larga fica melhor com bolsas maiores e quem é pequena, com pulsos bem fininhos fica mais legal com bolsas menores. Isso não quer dizer que mulheres maiores só usam bolsonas e que as menores só usam bolsinhas. Tem bolsa-grande-que-cabe-tudo e bolsa-pequena-de-balada pra todo mundo!!! E na hora de escolher entre bolsas pequenas e grandes (e médias, claro!) a gente tem que lembrar da nossa rotina e do que a gente costuma carregar, porque não vale usar bolsa estufada – transmite imagem de pessoa desorganizada. Uma super solução pra que curte bolsas menores pro dia-a-dia (tipo a Fê) é usar duas bolsas: uma pequena ou média com pertences pessoais e uma sacola maior com material de trabalho. Que tal? bolsa2pqn.jpg quer usar bolsinha? tem que saber escolher o que levar! Outra direção pra levar em consideração é a forma da bolsa – mais arredondada, mais angular, combinação de linhas arredondadas e angulares – e a orientação pra essa escolha tem a ver com os nossos traços: meninas com olhos mais redondinhos, sobrancelhas mais arqueadas, boca mais cheinha e nariz mais bolinha fica bem melhor com bolsas mais arredondadas e meninas com nariz afilado, sobrancelhas retas, boca fina e olhos mais angulosos fica bem melhor com bolsas em formas mais angulares, mais quadradas. Tem direções que estão mais ligadas ao estilo do que à silhueta, tipo bolsa mais molenga ou bolsa mais estruturada. As mais molinhas, fofas são mais informais, mais femininas e transmitem mensagens de acessibilidade enquanto as mais duras passam uma imagem mais rígida, mais tradicional, mas também mais sofisticada, sabe!?! bolsa1pqn.jpg bolsas estruturadas não combinam com looks mais desencanados! Se a melhor bolsa pra gente é em cor neutra (preta, marrom, marinho, bege) ou super colorida (pink, azul, verdona, laranja) também tem mais a ver com a nossa personalidade e estilo de vida. Bolsas neutras são mais fáceis de coordenar, mas podem ficar sem-graça, já bolsas coloridas não combinam com tuuuuuudo, mas são bem mais divertidas e agregam interessância ao look. Coordenar cores vivas, principalmente em acessórios não é fácil pra todo mundo, né!?! Só tem que tomar cuidado pra não se vestir toda de preto e usar uma bolsa colorida: não tem nada mais previsível!!! bolsa3pqn.jpg bolsa em cor neutra tem que ter alguma “interessância” pra não ficar sem graça O material que a bolsa é feita também é uma direção pra se notar!!! Texturas agregam mais informação à peça e isso pode ser uma vantagem (ou uma desvantagem!). Tressê, croco, lezard, tecido, metalizado, verniz, camurça, com bordados, aplicações, plissados, dobraduras, drapeados… Tanta opção pode confundir mais ainda!!! Uma dica boa: se a bolsa é em cor neutra a textura pode ser mais “chamativa” e se a bolsa já é colorida melhor escolher uma textura mais “calma”. Bolsas com alça longa de transpassar ou de carregar a tiracolo ficam melhores em quem tem quadril mais estreitinho e é o modelo perfeito pra quem quer conforto e braços livres pra se movimentar a vontade. E bolsas com alças curtas de carregar na mão ou nos ombros são boas pra quem tem quadril mais larguinho e deixam o look mais elegante. Faltou informação? Tem post ótimo que ajuda na escolha da primeira (ou segunda, terceira, milésima) power bolsa. Vai lá!!!


  • Tempos atrás dona Costanza avisou que era pra gente “aposentar aquela bolsona que só atrapalha” porque a carteira-bolsinha tava pra estourar. E agora, numa enquete feita pelo querido Glauco durante o SPFW, ela disse que tem feito “um exercício de minimalismo”- e essa é a parte mais legal da história das (novas) mini-bolsas. O que a gente tá percebendo é que as bolsinhas da hora não são micro, tipo sem espaço pra nada: são bolsas que parecem pequenininhas mas têm tamanho quase médio, em que cabe pouca coisa, mas o essencial (pelo menos!). A da Costanza carrega “dois celulares, agenda, dois batons, lápis de olho, dinheiro e outras coisinhas para retoque de maquiagem”. Alguém precisa de mais?!??

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    costanza e sua bolsinha prada (me vê uma igual, por favor?)

    Que quem precisa ter mais coisas por perto pode se adaptar à solução das duas bolsas, sabe? A power personal stylist Manu Carvalho ensina pra gente a lição: dá pra levar uma bolsinha média, em que o ‘kit de primeiros socorros’ fica mais perto da gente, e dá pra levar (também!) uma sacola bem estilosa com os extras, tipo bloco, agenda, necessaire, guarda-chuva, pashimina ou mantinha, cardigan, livro e revistas, whatever. A gente ganha em acessórios (um “enfeite” a mais!) e ganha na saúde – a Manu em si foi quem lembrou à gente que os médicos recomendam que a gente divida o peso que carrega em mais de uma bolsa! Nos dias de SPFW ela trocava todo dia não só a bolsinha “de gente normal”, mas também a sacola – era uma mais legal que a outra!

    manu_carvalho.jpg
    manu carvalho e suas duas bolsas no SPFW: a gente acha o máximo

    Pras nossas clientes a gente também aconselha a coisa das duas bolsas, e nem precisa trocar tudo com tanta frequência: dá pra trocar mais vezes a bolsa pequena e ter uma ou duas sacolas neutras (mas incríveis!), feitas em material resistente, elegante, com alças firmes e confortáveis pra segurar, mesmo com peso. E aí essa grandona a gente troca menos, mas não deixa nada pra trás – e ainda pode deixar no carro, na mesa ou num cantinho do escritório quando precisa desfilar livre leve e solta só com a bolsinha pequena. Não é mesmo?!??


curtimos

ideias complementares às da Oficina