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  • Não tem nenhuma cliente de consultoria de estilo que não tenha essa mesma dúvida (na hora de comprar calças): “vamos marcar a barra pra usar com salto alto ou pra usar com sapato baixo?”. Tem até essa lenda urbana de que vale marcar a barra descalça, com a calça chegando bem pertinho do chão, pra conseguir usar com quaisquer alturas de sapato… mas na prática não é bem assim!

    SAPATO COMENDO A BARRA DA CALÇA

    Lindo é quando a gente tem no guarda-roupa algumas calças pra usar com salto e outras pra usar sem salto, já com as barras devidamente feitinhas pra cada uma dessas possibilidades. Aí a quantidade de calças pra cada tipo de sapato precisa ser proporcional ao seu uso: quem usa salto na maior parte do tempo pode cuidar de ter maaais calças com barras longas, e umas poucas com barras curtas; quem usa salto uma vez na vida e olhe lá :) pode ter quase tudo já mais curtinho que né, não tem sentido ter um monte de barras longuíssimas sem vontade de usar salto.

    _ ideal pra barras longas é que a frente da calça não esconda a frente do sapato, e que cubra a parte de trás do salto (alto ou baixo) sem encostar no chão!

    _ um adianto pra gente no trabalho é treinar nossas clientes pra coordenar proporções diferentes e marcar as barras em alturas alternativas — no tornozelo, na panturrilha, um tanto abaixo do joelho. Essas vão bem com quaisquer saltos ou com quaisquer rasteiras, e podem funcionar até alongando silhuetas (a gente te jura!).

    Também dá pra dividir esses grupos de peças de acordo com atividades/estilo de vida. Quem trabalha sempre de salto alto mas vive de rasteira no finde, ó, pode marcar as barras das calças em alfaiataria mais longas e as calças informais mais curtas. Por isso na hora da compra a gente já define em que circunstâncias a calça vai render mais: é pra balada? é pra passear de tênis? E então marcar pro melhor sapato da categoria. No nosso trabalho a gente convoca clientes a levar consigo os sapatos favoritos pra usar como medida e marcar barras certeiras nas lojas, sabia?

    Tipicamente calças de modelagem flare, mais ajustadas no quadril e nas coxinhas com pernas mais amplas, ficam mais bonitas com barras longas. Também tipicamente calças mais ajustadas com pernas afuniladas e bem justinhas caem melhor com barras curtas, pelo menos na altura do tornozelo, pra não engruvinhar sobre o sapato. E algum tempo atrás só se pensava em pantalonas com barras também bastante longas — mas né, dá-lhe pantacourts em toda vitrine (e nos nossos corações!). Então não tem regra definitiva pra nada, tem é que se permitir experimentar tudo.

    + sapato comendo a barra da calça
    + barra da calça bem dobradinha
    + como usar pantalonas
    + truque pra dobrar a barra afunilando (em vídeo)
    + (quase) tudo que já foi conversado aqui sobre calças


  • Simples mas essencial: calça tem que servir no quadril ANTES de fechar na cintura!

    Assim ó: quando a gente veste calça, short ou bermuda, faz um esforção pra peça passar pelo quadril, prende a respiração, põe a barriga pra dentro e UFA!, fecha na cintura. —> É ou não é assim?

    como escolher calças já pensando em ajustes de cintura pra sentir conforto no quadril+bumbum http://www.oficinadeestilo.com.br/blog/tem-que-servir-primeiro-no-quadril/ no blog da Oficina!

    Acontece que se a calça fecha numa cintura 40 mesmo com todo o esforço feito pra caber num quadril 42 ou 44… rola todo um desconforto (físico e visual), menos elegância, prováveis problemas de circulação no futuro e sensação de tamanho maior do que o real. De verdade: tudo que é justo demais dá impressão de que o que está por dentro é tão grande que cria essa aparência de ‘tecido esticado ao máximo’ pra caber. O contrário vale também, pensa só: se o que a gente veste cai sem grudar na pele, soltinho, então o que tá lá dentro parece ser menor, não?

    Então, brasileiras que somos — orgulhosas das nossas cinturinhas e dos nossos quadrilzões, violões-lindeza — let’s experimentar calças que vistam bem o quadril e pedir ajustes na cintura, ó:

    _ geralmente as costuras laterais da peça dão chance de se tirar tecido somente até a altura em que o quadril começa de verdade, só na cinturinha;

    _ às vezes também é possível “entrar” um pouquinho pela costura central da parte de trás da peça (atenção pra não juntar demais os bolsos, que se aproximam quando a gente pede esse ajuste!);

    _ em algumas raras ocasiões as costureiras criam pences na parte da frente da roupa pra conseguir cinturinha afunilada e caimento certinho.

    Independente do número escritinho na etiqueta, vale ir provando tamanhos que garantam que a peça caia retinha sem enrrugar na lateral do quadril, que a voltinha do bumbum esteja livre de tecido super agarrado — alô sobrinha da elegância e do conforto — e então, pedir à costureira da loja pra tirar esse pouquinho de tecido que sobra na cintura.

    Pode até rolar uma necessidade de ajustar também as pernas da calça — dá pra afunilar ou diminuir amplitude de tecido (que naturalmente acompanha a numeração maior) sem intereferir no design da peça, sem fazer com que o ajuste se transforme numa reforma! ((Alô colegas de profissão, tem que estudar perguntar observar pra saber orientar clientes e profissionais da costura em todo tipo de ajuste, hein!))

    Tamanho bom de roupa não é número, é o que acompanha a sihueta sem grudar, o que envolve as nossas formas pra que a gente se enxergue com mais amor em frente ao espelho — e viva a melhor vida que a gente pode viver. Garantir esse ‘colchãozinho de ar’ entre a pele do quadril/bumbum e o tecido tem retorno, pode acreditar. Em conforto e em estilo!

    Diferença entre ajuste e reforma
    Como ajustar a cintura dos jeans
    É só número, não é tamanho real!
    Tudo no tamanho “certinho”
    Ninguém precisa ter medo de experimentar nada!

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  • Vejam só a pantacourt: essa peça de roupa tão “abrasileirada” com esse nome tão falsamente-glamouroso! Meio pantalona curta, meio bermudão longo, essa calça é fresquíssima, pode ter cintura alta ou baixa (o que facilita pra muitas silhuetas diferentes) e pode ser muito muito útil/versátil pra gente que vive num país tropical, informal-casual-que-quer-ser-arrumadinho, abençoado por Deus e bonito por natureza.

    como fazer funcionar (em toda silhueta e pra toda personalidade) essa peça que é um pouco pantalona, um pouco calça curta, um pouco bermudão!

    O princípio da modelagem é ter caimento soltinho e barras em altura abaixo dos joelhos, meio na altura do começo da panturrilha: tipo as saias mídi, né? Já pode começar a desmistificar a proibição vazia sugerida pelas revistas de moda porque né, se tá todo mundo experimentando o comprimento intermediário das saias, então é muito possível também fazer acontecer com esses bermudões. Peça de roupa não tem efeito (na suilhueta) quando usada sozinha, e ninguém sai sem blusa sem sapato sem complementos de casa. A calça sozinha não encurta, não aumenta quadril, não faz nada. Mas coordenações de peças (e cores e caimentos e linhas e formas) podem sim minimizar quaisquer efeitos que a gente não queira criar ao vestir.

    _Marcar cintura é sempre legal (especialmente se a cintura fica mais alta na modelagem escolhida) por que ajuda a manter sensação de tronco mais curtinho que pernas, que é a proporção que a gente tá acostumada a ver no corpo humano.

    _Quem tem peitão/ombrão, barriguinha ou zero-cintura pode experimentar as pantcourts com cintura mais baixa (pra alongar/suavizar tronco pesado visualmente) e coordenar cores mais claras e vivas na parte de baixo do look. E decote em V sempre ajuda o grupo do peso visual na parte de cima da silhueta, viu, com quaisquer partes de baixo e não só com pantacourt!

    _Gatas brasileiríssimas do quadril maior podem usufruir de pantacourts em tom mais escuro e mais opaco na coordenação que fizer, em comparação com a cor da parte de cima escolhida. Raciocina com a gente que isso é relativo, ó: pantacourt cinza pode ser mais clara e viva que preto, mas também pode ser mais escura e opaca que branco, sacou?

    (Nessas comparações coordenando cores, vale lembrar que os tons mais escuros e mais opacos retraem visualmente a parte da silhueta que cobrem; ao passo que tons mais claros e mais vivos podem expandir visualmente. E dá pra fazer com tooodas as cores do mundo, comparando umas com as outras: a mais clara/viva pode cobrir o que a gente quer valorizar na própria silhueta, a mais escura/opaca pode disfarçar lindamente o que a gente não curte tanto.)

    _Coordenar tonalidades semelhantes é sempre alongador de silhueta: experimenta compor parte de cima, parte de baixo e sapatos, tudo em tom claro, tudo em tom médio ou tudo mais escuro (mesmo em cores diferentes, tipo roxão, marinho, vinho sabe como? ou creme, branco, cinza claro!).

    _Se a gente vive mais ocasião formal do que informal na vida, vale escolher pantacourt em tecido/material mais arrumadinho, tipo couro, seda, tafetá, crepes pesados — e quando quiser versatilizar, coordenar com sapatos mais despojados, camisetas em malha, jaqueta jeans. Se a gente vive mais no informal do que no formal, pantacourt em algodão, brim ou linho pode render looks arrumadinhos (pela modelagem!) mas ainda casuais — e aí a gente faz o upgrade coordenando com sapatos mais arrumados/de saltinho e partes de cima em tecidos sofisticados, com brilho, com acessórios festivos.

    pantacourt
    pantacourts com cara de hoje, desfiladas pela Maria Bonita em 2010 no SPFW (tá!)

    E mais:

    Quem curte se vestir e experimentar coisas novas PRECISA manter em mente que todo mundo pode tudo, na medida em que quiser. Se tem restrição ou qualquer receio, o que vale é usar o raciocínio -e a criatividade!- pra manipular efeitos e vontades e então ser feliz em frente ao espelho. #revistasdemodanãonosrepresentam e as escolhas que a gente faz só dependem da gente, tão nas nossas mãos. Tem mais info aqui pra quem quiser estudar ainda mais, ó:

    + como usar pantalonas
    + como usar calças curtinhas
    + como usar calças de cintura alta
    + bermudas pra usar no frio e no calor
    + como usar bermuda e meia-calça
    + direções certeiras pra saia longuete/mídi funcionar

    + COMO CONSTRUIR UM GUARDA-ROUPA INTELIGENTE
    + COMO SE TORNAR UMA PERSONAL STYLIST


  • Calças com a cintura lá no alto são super femininas. Pensa: calça é de menino, veio do guarda-roupa deles – mas calça que marca/define a cintura é só de menina! E cintura deslocada pra cima do seu lugar “anatomicamente certinho” significa sensação de pernas super longas, então por consequência as calças com cintura alta também podem afinar visualmente a silhueta inteira. Isso pra quem tem ombrinho, peitinho e tudo no lugar: a cintura alta faz o tronco parecer mais curto, meio um caixotinho, e quem tem ombrão ou peitão ou a parte de cima do corpo mais pesada visualmente pode encontrar dificuldade pra usar o modelón.


    todo um mural no nosso Pinterest com mil referências de looks com calças de cintura alta pra inspirar, clica!

    Nada que não se resolva com raciocínio de compensação – se não fica bom de um jeito, a gente compensa de outro. Usar partes de cima e de baixo nos mesmos tons, em visual monocromático, já minimiza qualquer efeito desequilibrador. Também vale usar a blusa por dentro da calça, como tem que ser mesmo (pra que a cintura alta apareça, né), e uma terceira peça mais longuinha por cima, abertinha formando um vão vertical ao longo do tronco. Tipo um cardigan, um paletozinho, uma jaqueta, um coletão. Importante é não apertar demais a parte de cima do look – roupa justa demais faz tudo parecer maior do que é, e caimento bom é esse que fica próximo do corpo mas solto, sem grudar.

    E como no resto todo da vida :) o que é ruim pra umas pode ser incrível pra outras. Quem quer valorizar seios vai sempre ser feliz com calças de cintura alta – que funcionam quase como o decote império dos vestidos! E, brasileiras que somos (todas), é bom prestar atenção no caimento da calça no bumbum pra não ficar com pandeirão. Quando a calça fica justíssima no bumbum o resultado pode ser potencializador de quadril, já que a gente tem essas curvas maravilhosas que a cintura alta é especilista em amplificar.

    E aí, calças amplas se dão bem tanto com salto quanto com sapatinhos rasteiros. De salto a gente aproveita pra tomar cuidado extra com o comprimento da barra – que dá super certo bem pertinho do chão, cobrindo bem o sapato (mas sem arrastar, sem estragar a calça ou driblar a forma humana!). Com sapatilhas e sandálias rasteiras vale até encurtar bem a barra e usar cintura alta em comprimentos mais modernos de calça, acima dos tornozelos – e procurar coordenar calça e sapatos em tons semelhantes se a intenção for alongar visualmente as pernocas (e a silhueta).

    Por fim, calça com cintura alta pode ser um ótimo look de escritório: as linhas retas que essa peça carrega em si transmitem mensagem forte, elegante, poderosa – sem deixar de ser mulherzinha (na medida!). Vale escolher além do preto-branco-e-cinza corporativos de sempre e pensar em coordenações tão elegantes, mas mais joviais, menos óbvias! Escolher o que vestir é uma das poucas coisas que a gente faz na vida sem precisar pedir/dar satisfação pra ninguém, a gente pode aproveitar pra ser diferente do resto todo em volta e inspirar. <3

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  • Barra dobradinha como truque de estilo aparece há tempos em calças jeans, mas é em materiais menos informais que ela fica ainda mais autêntica — tipo em moletom, lãs de alfaiataria, algodão tipo chino, até em couro fino. Funciona mais legal quando a dobra sobe só um pouquinho a barra da calça e mostra uns 10cm de tornozelo, apenas — a idéia não é forjar uma calça capri, mas sim “transformar” sutilmente a barra original! As dobras podem ficar fininhas ou médias pra não criar linhas horizontais super marcadas, que podem dar sensação de perna mais curta (especialmente se criam contraste com a calça quando dobradas). E não precisam ficar milimetricamente esticadinhas: quando ficam meio emboladas/bagunçadas reforçam a idéia de criatividade e liberdade que esse truque de estilo carrega em si.

    como usar calça com barra dobrada

    a gente criou um mural no Pinterest com referências muito legais de idéias pra usar barras dobradas, com legendas cheias de info prática ó!

    Outra idéia que barra dobrada sugere é a de informalidade — então coordenar com sapatos sem salto tem tudo a ver: vale com sandálias mais fechadas/assandalhados, mocassins, sapatos tipo oxford, tênis, sapatilhas. Bom lembrar que cruzar referências é sempre interessante: imagina calças masculinas com sandálias bem femininas; e calças masculinas e sapatos também masculinos (como o dockside e o oxford) com blusas diáfanas, fluidas, transparentes e rosadas… bem de mulherzinha!

    Mais: sapatilhas e sandálias acabam rendendo sensação de pernoca mais alongada por deixar mais canela à vista com suas gáspeas baixas, visto que docksides e oxfords cobrem super o peito do pé. E no frio, tchantchantchantchaaan…. meias não só aquecem canelas como também enfeitam! De dia vale estampar com cores, losangos e listras, de noite vale seduzir com rendas e arrastão e transparências.

    EXTRAS!
    como alongar a silhueta usando calças curtas
    como dobrar barras de calças com pernas amplas (em vídeo!)
    qual a altura da barra pra usar com salto e sem salto?
    partes magrinhas da silhueta (tipo tornozelo) à mostra
    ninguém tem que ter medo de experimentar <3


  • Mais um instavídeo, YAY! :)

    Valendo pra essas calças que a gente quer usar mais curtinhas, mas que descem com a boca reta ou mais aberta… esse truque de fazer uma prega antes de começar a dobrar a barra ajuda a afunilar e ainda mantém a dobra bem no lugarzinho (o volume extra do tecido “pregueado” ajuda a dar firmeza).


    clica na foto pra ver o vídeo passando no site do Instagram!

    Dobrar a barra da calça pode ser super útil em dias de chuva :) e em dias sequinhos acrescenta charme instantâneo a qualquer look (a gente acha bem xóvem!). E quem ainda acha que barra dobrada encurta/achata silhueta pode experiementar usar com calça que tenha o cavalo bem no lugar certinho, com parte de cima em tom sobre tom – com a parte de cima mais clara e mais viva que a parte de baixo, pra puxar o olhar pro alto! -, pode coordenar o tom do sapato com o tom da calça e escolher tudo claro, tudo médio ou tudo escuro, pode usar com salto.

    Barra dobradinha faz mais bem pra silhueta do que barra com tecido sobrando, viu. E tornozelo aparente, ainda por cima, pode render uma sensação delícia de “magreza visual” lembra? =)

    Vamos manter em mente que a gente não é só pedaço e que nada tem efeito sozinho: ninguém é só perna ou só tornozelo, ninguém sai de casa só de calça, e tudo coordenado com inteligência pode equilibrar-harmonizar quaisquer efeitos bons e ruins!

    Mais sobre calças com barras dobradinhas aqui, clica!


  • Uma vez a gente leu um texto da Costanza Pascolato que dizia que aqui no BR a gente tem “vocação espontânea para o casual”. Pra gente, na prática, faz super sentido pensar assim — a gente trabalha na consultoria com clientes que tem vida super ativa, independente do nosso calor tropicaliente. ;-)

    Acontece que ser super ativa nesse calor demanda litros de conforto, pra conseguir manter dignidade e alguma elegância. Calças largonas, então, tem toda a nossa simpatia: pensa numa peça que carrega em si um conforto fresquíssimo, uma aura sofisticada (mesmo no look informal!), um balanço feminíssimo. Pra animar geral a provar, a gente pensou em sugestões de uso pra várias silhuetas, alturas, personalidades e ocasiões, ó!

    Tipicamente, essa mesma dúvida aparece quando a gente fala em calças tipo pijama, pantalonas e modelos com pernas largas: “mas essas calças não engordam? não aumentam o quadril? não achatam a silhueta?” — e a gente sempre vai responder que não. Ó: uma coisa é usar uma modelagem próxima do corpo, que por conta de curvas e linhas fazem o quadril/bumbum/corpo parecerem mais cheios. Outra coisa é usar uma peça larga de verdade, com modelagem ampla e com fartura de tecido — que não ilude em relação à silhueta, mas que acrescenta uma forma nova ao corpo de quem usa. Não tendo ilusão, não tem dúvida: o volume não é de corpo mas sim de tecido! Tá tudo na conta da moda!

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    Por isso pode ser legal aproveitar esse excesso de tecido na parte de baixo pra deixar a parte de cima mais peladinha (alôr calorão!). As calças podem funcionar com tomara que caia, com um ombro só, com golas assimétricas e com quaisquer decotes que deixem ombros, costas, colo e pescoço de fora. Lembra que partes magrinhas do corpo dão uma sensação de magreza geral? Então. A idéia não é usar partes de cima agarradas, justésimas demais da conta — mas sim peças que sejam menos amplas que as calças, em tecidos fluidos, que caem pesados.

    Calças com boca larga vão muito bem com sapatos de salto, viu, especialmente com saltos mais grossinhos, tipo anabelas, meia-patas e assandalhados mais pesados. Com esses, é melhor que a barra da calça termine numa altura que deixe no mínimo metade do salto aparecendo. Quanto mais longuinhas, mais legais! —– Mas ó: barras super longas que cobrem 100% do pé e do sapato podem até dar certo no styling de um desfile, catálogo ou editorial; mas na vida real a calça arrastando fica suja e desgasta super rápido (além do risco da gente pisar na própria barra e cair no meio da rua, misericórdia).

    Também dá pra usar pantalona com sapatos sem saltos, mas é preciso fazer uma escolha: não dá pra versatilizar essa barra, ou é pra usar com salto ou é pra sem-salto! As calças feitas em tecido mais desestruturado caem melhor nesse comprimento, porque acabam não engruvinhando tanto na frente. Esse engruvinhado que a calça faz quando encontra o pé e está um pouco longa demais dá uma sensação (nada boa) de perna mais curta. A barra da calça tem que cair sobre o pé e quase cobrir o sapato todo, como se a parte de trás quase fosse encostar no chão, mas sem encostar! Tipo faltando um ou dois dedinhos na parte de trás da barra (pra chegar no chão).

    E se for o caso de ter barra mais curta, que seja numa altura de bermudão ou de calça curta: rende coordenações com sapatos altos tanto quanto com modelos sem salto e né, a moda tá num momento carinhoso com essa modelagem pantacourt. ;-)

    E aí o que a gente já mantém em mente pra todo look vale também pras calças amplas:

    -vale coordenar partes de cima e partes de baixo sem tanta quebra de cor na cintura (quanto mais monocromático o visual, mais alongada e afinada a gente se sente);

    -vale lembrar que cor viva/clara expande e cor neutra/escura retrai, então cobrir partes maiores e menores da silhueta com esses tons em comparação pode ser uma ótima idéia;

    -escolher sapatos que acompanhem a cor da calça pra dar aquela sequência alongadora nas pernas também é eficaz;

    -e manter em mente que a gente é mais importante do que o que a gente veste, a vida que a gente vive é mais importante do que o que a gente veste – e que se o look não rolar tudo continua lindo! :) 

    + (quase) tudo que já foi conversado nesse nosso amado blog sobre calças, de todos os tipos e modelagens e modas, ó!


  • A bendita calça vermelha foi assunto nas últimas três reuniões de pauta dessa Oficina. Em uma delas, propomos (mas não consolidamos) um post sobre “como usar calça vermelha de um jeito diferente do que vem sendo mostrado”. Em outra, investigamos sem sucesso de onde vem essa moda. Apenas na terceira a Cris teve uma epifania e disse que calça vermelha é um mito da internet, algo equiparável ao desconhecido que te chama pruns bons drinks e depois você acorda sem rim na banheira de gelo, sabe?

    No exercício da profissão de consultor de imagem – que envolve prestar atenção nas roupas das pessoas, em seus armários e nas araras das lojas – não temos visto uma quantidade relevante de calças vermelhas. Não mais do que sempre existiu.

    Já quando entramos na internet, vemos que ela é um big hit. Mas só na internet, percebe? Chegamos a perguntar a algumas amigas que moram fora se é um fenômeno relevante na gringa, mas nem isso. As meninas disseram o mesmo que a gente: que viram duas ou três pessoas usando nas ruas, mas que o assunto bomba na internet.

    Percebeu a pegadinha? Calça vermelha só encheu o saco de quem, na verdade, deveria era estar de saco cheio de passar tantas horas na internet vendo os mesmo sites que, na falta de assunto, simplesmente forjam mitos, e a bendita calça sangrenta figura entre eles.

    A internet – que era para ser esse mar livre de opiniões e referências – tem se colocado à frente dos veículos tradicionais, mas à frente em conservadorismo! Porque, não tem jeito, quando a pessoa entra na nóia de que precisa identificar, consumir, esgotar e descartar as tendências antes do resto da humanidade, isso vira uma loucura e o resultado é esse aí: todo mundo “enjoado” de uma peça que mal deu as caras na vida real.

    A nossa opinião é de que a calça vermelha só deu o que tinha que dar nesse minúsculo mundinho muito específicos de fashionistas conectados demais e preocupados demais nos três passos da moda vazia: usar, arrasar e cafonizar.

    Aqui na vida real, calça vermelha é uma coisa que sempre existiu, que combina super com algumas pessoas e que devia ser usada por todo mundo que tem vontade, sem medo de incomodar o estômago sensível dos enjoados virtuais.

    *Juliana Cunha é jornalista e colaboradora do blog da Oficina de Estilo, que sorte a nossa :) ce pode ler outros textos dela pra Oficina aqui — e os textos autorais dela no Já Matei Por Menos, ó!


  • Com toda essa vibe anos 70 no ar, as calças de boca larga apareceram nas araras das coleções de inverno com toda força, repararam!?! E a gente, que estava super se acostumando com a calça mais curtinha, com a boca mais afunilada, acabou na maior dúvida sobre qual o sapato certo pra usar com as pantalonas/bocas de sino/afins. Não que as calças mais masculinas, tipo cenoura, precisem ser abandonadas (a gente não abandona por nada!), mas o repertório pode ser aumentado.

    Calças com boca larga vão muito bem com sapatos de salto – os saltos mais grossinhos, anabelas ou mais pesados, com meia pata são os preferidos – e daí que a barra da calça tem que terminar deixando no mínimo metade do salto aparecendo. Quanto mais longuinhas mais legais! A calça de boca larga não fica legal muito curta, deixando o peito do pé aparecendo, sabe!?! Parece que a gente pegou a calça emprestada de alguém mais baixo que a gente! Mas a gente também não curte a calça super longa, quando arrasta no chão, não. Pode até dar certo no styling de um desfile, catálogo ou editorial, mas na vida real a calça arrastando fica suja e desgasta super rápido (além do risco da gente pisar na prórpia barra e cair no meio da rua).

    Também dá pra usar esse tipo de calça com sapatos sem saltos, mas o certo aí é fazer a barra pra esse tipo de sapato e só usar assim (não dá pra versatilizar essa barra – ou é pra salto ou pra sem-salto!). As calças feitas em tecido mais desestruturado ficam melhores nesse comprimento, porque acabam não engruvinhando tanto na frente. Esse engruvinhado que a calça faz quando encontra o pé e está um pouco longa demais dá uma sensação nada boa de perna mais curta. A barra da calça tem que cair sobre o pé e quase cobrir o sapato todo, como se a parte de trás quase fosse encostar no chão, mas sem encostar!

    O bom desse tipo de calça é que, pelo fato dela subir um pouco sobre os pés, as pernas ganham alguns centímetros (visuais) e a gente fica mais longa e consequentemente mais fina!

    + como usar pantalonas
    + calças, alturas de barras e saltos


  • A parte de baixo de qualquer silhueta é sempre maior que a parte de cima – pernas são mais longas que torso e cabeça. Por isso pode parecer difícil cobrir tanto espaço do look com cores fortes, mas as calças coloridas tem aparecido tanto – e de jeitos tão legais – que todo mundo vai ter vontade de experimentar (até quem chocha o Restart, haha!). Se as pernas parecem coloridas demais, a gente pode minimizar o espaço da área-coberta-de-cores com barrinhas dobradas e com partes de cima mais longas: vale dobrar duas ou três vezes a barra pra deixar tornozelos à mostra e coordenar com blusas compridas, cardingas longos, capinhas 7/8 e mais.

    E aí a gente pensa assim: se as cores da calça já são super “chamativas”, melhor usar outras cores neutras pra abafar, né? NÃO! Outras cores neutras enfatizam a originalidade das calças coloridas – bem mais esperto é coordenar outras cores e estampas e formas pra calça dividir atenções com vários detalhes-criativos-estilosos no look! Bacana então é coordenar calça colorida com sobreposição inteligente, com blusa estampada, com casaquinho de texturas, com acessórios impactantes. E aí, se for o caso, escolher e coordenar cores de acordo com o que a gente tem vontade de mostrar e de esconder na silhueta: cor mais clara e mais viva/intensa chama mais atenção (e expande visualmente); cor mais escura e mais opaca chama menos atenção e encolhe visualmente.

    Tamos animadas aqui, já exercitando isso daí com clientes e tudo! Quem mais tá animada pra colorir esse inverno? :)


curtimos

ideias complementares às da Oficina