As “calças do namorado” trouxeram consigo esse truque de styling que tá rendendo desde que elas surgiram, o das barras dobradas mais curtinhas. E se tempos atrás a gente só via ‘calças tipo do namorado’ em jeans, agora elas aparecem de todo jeito: em moletom, em alfaiataria, em algodão tipo cáqui/chino – e é nesses outros materiais que a barrinha dobrada fica mais atual. Vale fazer dobras médias ou fininhas, meio emboladinhas mesmo (não precisa dobrar milimetricamente nem bonitinho, impecável!). A altura da barra precisa ainda pertinho da canela, uns 4 dedos acima dos tornozelos. E não mais que isso: não é pra fazer uma calça capri, é pra encurtar sutilmente!
Importante pra dobrar as barras é que a perna da calça seja retinha ou levemente afunilada. Vale dobrar até barras de calça cigarrette e de macacão (!!!). Pernas super amplas e soltas não sustentam direito as dobras que Read more
Na última temporada de desfiles das coleções de meia-estação (as resort ou cruise ou pré-outono – ufa!) das marcas de lá de fora, a gente aqui percebeu uma super quantidade de calças justas justíssimas nas passarelas. Daí a gente pensou num movimento natural de moda – depois de tanta “calça do namorado”, de tanta saruel e da onda das calças cenoura, nada mais possível, previsível até.
Mas né, a gente tá aprendendo (aqui no Brasil) que vontade é mais importante que tendência e – finalmente! – tá se exercitando no olhar/aprender com o que a gente tem aqui. E a gente tem calor (mesmo no inverno né!), tem movimento, tem necessidade de conforto e um senso de informalidade incrível. Costanza Pascolato escreveu que a gente tem “vocação espontânea para o casual”. Read more
Calça branca tem tanto poder de deixar o look poderoso que até nas produções mais informais a gente percebe um charme a mais. Lembra de quando a gente fez um post super “guia” de como usar, dos jeitos mais legais e das nossas vontades-sugestões? Pois no fim de semana passado teve todo o nosso passo-a-passo reproduzido na vida real, por gente de verdade. Olha só!
Nossa primeira modela não teve medo de misturar pesos visuais e arrasou de calça branca (levinha) e jaquetinha de couro (mais pesada). Repara na coordenação de proporções diferentes nas mangas, que graça. Do lado dela tem vestidinho e calça – mas não calça jeans! Só de trocar o jeans pela calça branca o look super sai do comunzão (e a calça podia ser marinho, cinza, creme, caramelo, bege, vermelha e mais). Read more
Toda vez que a gente compra uma calça e vai marcar a barra vem sempre a mesma dúvida: “eu vou marcar a barra pra usar com salto alto ou pra usar com sapato flat?”. E por mais que a vendedora que está atendendo a gente diga que se marcar a calca rente ao chão dá pra usar tanto com salto quanto com flat, a gente sabe que não é bem assim.
O ideal é a gente ter no nosso guarda roupa um grupo de calças pra usar com salto e um grupo de calças pra usar sem salto. E a quantidade de peças em cada grupo tem que ser proporcional ao uso, mesmo. Pra quem usa salto a maior parte do tempo a maioria das calças tem que ser mais longa e umas poucas mais curtas. Quem só usa salto uma vez na vida e olha lá, não tem sentido ter um monte de calças longas.
Dá também pra dividir esses grupos de acordo com as nossas atividades. Quem só usa salto no trabalho e vive de rasteirinha no fim de semana, pode marcar as barras das calças tipo alfaiataria pra usar com salto e as das calças informais pra usar com flat. Read more
A gente sabe que calça branca marca mais, suja mais, dura menos, dá impressão de aumentar o bumbum… por isso mesmo, quando dá certo fica muito muito muito chique. Que roupa clara parece sempre mais elegante, e roupa branca (calça ainda por cima!) inspira uma imagem imaculada, cuidada, de gente que não derrama coisas na roupa e nem se suja de nada, por nada. Também tem a idéia de que o preto é versátil e muito útil, de que combina com tudo e tals… daí a calça branca parece extra, tipo “já tenho todas as outras calças versáteis e agora posso ter essa”. Um mimo – o oposto do funcional, sabe como?
Mas a gente sabe também que não é fácil de usar. A modelagem mais acertada é a retinha, com pernas soltas desde o quadril até lá embaixo – as mais larguinhas ou um pouquinho afuniladas também são ótemas. Mais do que todas as outras calças, a calça branca PRECISA ter sobrinha de tecido no bumbum, e essa regra é suprema e absoluta pra conseguir um look elegante. Read more
((Enquanto tudo sobre o Encontrinho com o Sartorialist não aparece aqui – já já, com foto vídeo e tudo tudo tudo mais! - entra esse post pré-programado pra ninguém perder a viagem!))
Os textos da jornalista inglesa Suzy Menkes são aulas de moda, aulas valiosas: não chatas, não históricas ou teóricas/sublimadas, mas práticas e acessíveis. A cada temporada a gente tem o privilégio de ler na revista Bazaar um texto da Suzy Menkes com os “atualizadores de look da estação”. Ela lista quais elementos e detalhes das peças mais vistas nas passarelas deixam tudo com cara de super ‘da hora’. Quer ver o que ela conta pro nosso inverno aqui?!??
*As calças têm cintura alta e são mais folgadas na parte de baixo – tipo as cenoura, as dhoti e as tipo saruel; diz que uma alternativa sexy é usar shorts com pernas bem larguinhas mas com cintura marcada.
*As jaquetas são os casacos do inverno, de preferência com ombros marcados, comprimentos mais curtinhos, com franjas, tipo militar ou com cintinhos.
*E as transparências são super diferentes: dona Menkes diz pra gente pensar em materiais duros, mas furadinhos – e não em chifons e tecidos leves, sabe como? A transparência da hora aparece em sapatos perfurados, em franjas que permeia peças, em versoes mais esportivas e informais.
*Elementos decorativos aparecem nas peça mais atuais da temporada: tem tachas, tem aplicações de metal lustroso, tem franjas, tem palha, tem pedras, tem detalhes em couro, tem cristais, bordados.
*Bolsas mais atuais: carteiras grandes! Sapatos mais atuais: quase todos, dada a super quantidade de opções – plataformas, saltos bem decorados e destacados, sapatos de plástico, multicoloridos, sapatilhas com calcanhar vazado, sandálias inspiradas na áfrica e mais.
Não quer dizer que isso tudo é regra, ou que só está atual quem tem alguma dessas peças, nada disso – nem parecido. É legal conhecer a opinião de gente que vive pra estudar essas mudancinhas na moda, direciona compras que podem fazer a diferença no armário e – porque não? – dão segurança. E de tempos em tempos é uma delícia ter uma pecinha “da moda”, que seja, não é? A gente adora. E depois morre de rir com fotos antigas! ;-)
Eu sei, eu sei que a gente fala o tempo todo que moda só faz sentido quando traduzida pro nosso estilo único e pessoal de vestir. Ao mesmo tempo, de vez em quando as temporadas de moda dão pra gente umas idéias mais frescas, quase “novas” – e quem não tem vontade de inserir uma coisinha ou outra com cara de “tendência” no look, né? Tem aqui uma lista de coisas “atualizadoras de look”, dessas que de estação pra estação podem ter mudanças sutis e pequeninas, mas que inseridas com-a-cara-da-hora fazem super diferença no look. Ó só:
lembrando que informação de moda e de estilo nunca quer prender, quer libertar e dar mais repertório pra escolher melhor e melhor!
• Ombros/ombreiras: de tempos em tempos eles aparecem redondos, depois mais marcados, depois mais fofinhos com pregas, depois com ombreiras finas, depois com ombreiras angulares… não é?
• Cinturas: dependendo da temporada elas aparecem soltas ou marcadas – e aí, se marcadas, podem ser mais baixas, mais altas, com acessórios mais espessos e volumosos ou mais finos e delicados. Faz diferença!
• Calças: super atualizadoras de look, dessa vez têm formato larguinho no quadril e afunilado nas pernas (tipo cenoura!) – mas podem ser retas, skinny, tipo pantalona, saruel e mais.
• Saltos: considerando a importância dos sapatos num look, os saltos não são detalhes tão pequenos e podem ser grossos, finos, altíssimos, médios ou baixos, lustrosos, enfeitados com aplicações, moldados com formas loucas e tals.
E a gente pode ter de tudo no armário, de acordo com o que a gente gosta e prefere ao longo da vida, que uma hora ou outra esses elementos voltam/aparecem nas modas dos nossos dias – e aí é só fazer “compras no próprio armário”, de temporada em temporada. Legal né? Esse ensinamento veio desse livro aqui, que durante a licença materinade da Cristi eu tenho precisado da ajuda dos universitários!
No quinto dia dessa 26ª edição de SPFW a gente teve uma conversinha com o super-amigo Vitor Ângelo registrada em vídeo. Foi legal porque a gente falou, naquela altura do campeonato, do que a gente achava que ia pegar no próximo inverno – e o vídeo tá cheio de insights bons, de risadas, da inteligência do Vitor e… de tendências! Que tudo que a gente conversou naquele dia entrou pra nossa lista final, com alguns itens a mais que a gente repassa aqui e agora – valendo pra toda a temporada!
Pra começar, nossa lista de tendências quer ser mais vontade do que imposição, bem como o Vitor disse no vídeo – a gente tem que sentir vontade de experimentar, vontade genuína, e não se deicxar levar pela enxurrada de imagens que uma semana de moda rende pra gente. Com isso daí dito (duas vezes, no vídeo e aqui!), vamos à lishta:
CALÇAS LARGAS: que podem ser chamadas de cenoura, de cocoon ou de slouch. As calças mais atuais da temporada têm pregas, têm volume na altura do quadril, aafunilam na barra e podem até ser mais curtinhas. E vale em jeans, em alfaiataria, em moletom e em materiais alternativos, tipo veludo e couro (pras ousadas, néam?). A gente acha (o Vitor também) que as calças skinny vão parecer datadas. Ixi!
COORDENAÇÃO DE ESTAMPAS: não é “crash de estampas” como era antes, quando se juntava duas (ou mais) estampas descoordenadamente. O próximo inverno vai ser o da combinação “arrumadinha” de estampas e padronagens, quase-quase combinandinhas – em tamanhos, em cores, em proporção – lembra de Wilson Ranieri? Tem uma super relação com o momento (tipo “não vamos bagunçar tanto, vamos ter cautela), e também com personalidade – não é super mega ousado, mas é ousado. E esse item ainda vai render mointo pano pra manga aqui no blog.
COLARZÃO/ACESSÓRIOS GRANDES: a gente ia dizer que a tendência é colarzão, mas o Vitor lembrou que os acessórios todos apareceram bem grandes – até os de cabelo. Então, moças, a gente precisa começar desde agora o exercício de compensação, pra equilibrar acessórios com acessórios e acessórios com a gente mesma. Mas hein, os colares grandões apareceram mais perto do pescoço, mais cheios de volume na altura das clavículas, tá bão?!??
TACHAS: olha, a gente tá doida pra ver o desdobramento desse bilhão de tachinhas que apareceram aqui no SPFW. Tem referência no FH, no Amapô e no Maria Garcia – todas lhindas, todas desejáveis. Mas tem que ver como vai ser na vida real – que vai aparecer sim, a gente tá apostando.
LEGGING: essa ainda tá sendo entendida/pensada por essa Oficina. Glória Kalil disse, no começo da temporada, que a legging tava meio morta – e a gente acreditou. Mas não, gente! Teve legging em marcas que nunca, na nossa imaginação, desfilariam legging. A Huis Clos fez legging, o Ronaldo Fraga fez legging, a Maria Garcia fez uma calça de tricô quase legging – e quem fez a mais legal de todas foi a Amapô (coberta de… tachas!). Vamos pensar como a gente acha legal usar e já já o post aparece aqui.
PRETO + CINZA + BEGE: ou neutros. Vai ser o inverno do preto e do cinza, o que é super conveniente na crise (tipo quem não tem peças neutras no armário desde agora, pra economizar?!??). Vai ter bege/pele/nude também – e a gente vai fazer força pra todo mundo em volta da gente misturar esses neutros com cores claras e coloridas, bem como no post das cartelas de cores. Ninguém aqui vai aceitar comemorar com toneladas de (só) preto o “velório das cores”.
BRILHO DE DIA: porque né, gente, especialmente em crise a gente não pode deixar de sinhar e de (se) fantasiar. Teve nesse SPFW mil paétes e aplicações e miçangas e brilhinhos sobre malha, sobre moletom, em camisetas e em looks super de todo dia. Também vai render mais post, que o nosso olho brilha só de pensar no povo todo na rua brihando antes do meio-dia!
E mais: a gente tem cer-te-za que até o inverno chegar a gente ainda vai falar mooointo de moletom (não o moletom normalzinho, comum – mas um moletom com modelagem nova em peças arrumadinhas, tipo saia, vestido, bermuda, paletó!), de saia de cintura alta com camiseta, de tricôs com tramas grandonas, espessas, de botinhas de cano (relativamente) baixo ou médio e de meias-calças coloridas. É mointo assunto até o frio chegar. ;-)
Toda a nossa cobertura foi feita em parceria com o site-amigo Modices, e a gente tá mais que agradecida pelo carinho, pelo suporte e pelo resultado do trabalho em conjunto! Super obrigada, Modices!
Ontem o GNT Fashion perguntou pra gente o que são as “calças cenoura” e quem pode/não pode usar. A gente fez esqueminha jogral que eles a-ma-ram! (rá!) e explicou o que acabou de aprender: calça cenoura – que também é chamada de “calça cocoon” por alguns fashionistas aqui na Bienal e de “slouch” pela Erika Palomino – é essa nova calça, com modelagem ampla no quadril, muitas vezes inflada por preguinhas, que vai afunilando na medida em que chega perto da canela. As calças cenoura/cocoon, inclusive, podem ser mais curtinhas, deixando os tornozelos de fora (ou dandao chance da moça mostrar sua meia-calça opaca, recorrente em mil passarelas.
Na hora de pensar em quem pode e em quem não pode usar, a gente olhou uma pra outra e achou essa estória demodé (rááá!), que de um tempo pra cá to-dos os nossos conceitos-teoria têm caído por terra, e a gente tá aprendendo que tudo nessa vida vale uma ida ao provador (com otimismo!). Então, na teoria, quem tem quadril maior, ou bumbum grande, ou barriguinha saliente, não deveria usar. Mas na prática a gente tá achando que esse volume pode trabalhar a favor dessas coisas todas, já que o volume da calça é claramente formado pelo tecido – e, na teoria! não tanto pela silhueta que veste a calça. Então, Brasil, a gente vai sim provar essas calças, na gente e nas clientas, porque o próximo inverno vai ser bem menos de calças skinny e bem mais de calças largas. Especialmente pra quem quer atualizar o look com pouco esforço. ;-)
E o Fashion Rio, hein?!?? A gente tá impressionada com a quantidade de roupa preta que tá sendo desfilada por lá – tudo bem que é pro inverno, mas no meio desse calorão a gente sua só de ver as fotos. Fora que, pelas fotos, todos os pretos parece meio iguais – não dá pra ver detalhe, não dá pra perceber sutilezas… Mas ok. Foi uma brecha pra gente pensar se esse preto todo não é inspirado pela nuvem negra da conversa-da-crise. Que, na nossa mente louca aqui na Oficina, também pode ter a ver com as calças largonas de tantos desfiles nesse evento: teve na Cantão, na Redley, na TNG, na Maria Bonita Extra, na Cláudia Simões e mais.
O Luigi, editor do About Fashion, deixou um comentário dizendo que ‘roupa de trabalho’ está super em alta nas coleções masculinas. A gente acha que essas calças não só parecem mais masculinas, como também evocam uma aura mais sisuda, menos frívola, mais “preparada pra tudo”- você também acha? Se o tempo é de crise, nada melhor do que mostrar menos corpo e se preparar pra batalha (tamos viajando?). E tem como usar e ainda assim ser mulherzinha (mas uma mulherzinha bem beeeem antenada!): a Tati do Avesso do Espelho tava outro dia de calça bem largona e… maiô! E era um maiô decotado nas costas, sem alças, que deixava colo e ombros e aquele cabelón MARA em evidência. “Na moda” e feminina. Quem usou antes dela, de vários jeitos (todo bem bacanas, a gente acha), foi Katie Holmes: a estória da calça-do-namorado tá rendendo há tempos, com ou sem a barra dobradinha.
E aí alguém vai perguntar: “mas essas calças não engordam? não aumentam o quadril?”- e a gente vai responder que não. Uma coisa é usar uma modelagem próxima do corpo, que por conta de curvas e linhas de corte fazem o quadril/bumbum/corpo parecerem mais cheios. Outra coisa é usar uma peça larga de verdade, com modelagem ampla e com fartura de tecido – que não ilude em relação à silhueta, mas que acrescenta uma forma nova ao corpo de quem usa. Não tendo ilusão, não tem dúvida: o volume não é de corpo mas sim de tecido – de moda! Então, é bom aproveitar esse excesso de tecido da parte de baixo pra deixar a parte de cima mais peladinha. As calças podem funcionar com tomara que caia, com um ombro só, com quaisquer decotes que deixem ombros, costas, colo e pescoço de fora. E com tecidos bem fluidos (e porque não super luxuosos?!??) e com transparências ficam perfeitas pra brincar de leve e pesado!
Vale também deixar pezinhos à mostra, pra deixar o look ainda mais feminino: sandálias podem ter tiras finas ou mais espessas, dependendo do peso visual da calça/do look. E pode usar de salto, viu?!?? A gente acha mais legal com saltos grossos e bem firmes, tipo em anabelas, em plataformas delicadas e mesmo em escarpins/peep-toes com saltos não-fininhos. E baixinhas vão se sentir menos baixinhas se coordenarem cores próximas, pra criar o eterno e quase onipresente look monocromático. Calças largas são desculpa perfeita pra acrescentar cintos bafo à produção, gatas, então arrasem nas cinturinhas. A gente aposta que vai ver mointo nos corredores da Bienal na semana que vem, durante o SPFW!