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  • Roupa de trabalho tem que comunicar mais ‘capacidade produtiva’ e não tanto ‘graça, beleza, molejo’. Acontece que, aqui no nosso climão-tropical-quentura-máxima, é imprescindí­vel que roupa de trabalho seja, antes de tudo, fresquinha e confortável, nénão?

    Esse post, então, é sobre looks profissionais “ventilados” mas também sobre pontos de vista: a gente propõe olhar pro calor não como atrapalhador, mas como mais um afinador de escolhas certeiras de vestir — tanto quanto outros fatores que influenciam nossas decisões de roupa pra trabalhar (alô reuniões, deslocamentos, clientes, apresentações).

    Sacou?

    A idéia é mapear atentamente as nossas vontades mais autênticas, pra que elas se conectem com elementos visuais que garantem frescor pr’além de looks óbvios ou pelados demais. E assim raciocinar/esquematizar o vestir pra que ele seja uma atividade simples, possível, não drenadora de energia — e fazer essa energia transbordar na execução do trabalho, na vida!

    pra sobreviver com dignidade (e conforto e graça!) ao nosso climão-tropical-quentura-máxima.

    MAIS FORMAS NA ROUPA, MENOS ACESSÓRIOS

    Vale pensar assim: pra não ter que carregar muita coisa, pra não ter que sobrepor nada, bom é escolher peças que impactam já na sua própria modelagem, com suas próprias formas. Tipo pantalona e pantacourt, blusa com uma modelagem mais diferentona, saia longa ou mídi, bermuda ou camiseta pólo… e quaisquer outras peças que tragam interessância em proporções e recortes e modelagem, sabe como? Tem mais impacto ainda se a coordenação tem mais peças em tecido plano do que em malha.

    ACESSÓRIOS DE IMPACTO, ROUPAS LEVÍSSIMAS

    Se é o caso de se sentir confortável com mais malha do que tecido plano — e também se é o caso de só conseguir viver com peças leves-levíssimas… então a fórmula contrária funciona bem. Quem sente muito muito calor mas não tem vontade de parecer diáfana, etérea ou delicada demais com peças super finas ventildas molengas aeradas, pode acrescentar força no look com acessórios pesadões, grandes, cheios de presença — que não ocupam tanto espaço e por isso não acrescentam calor, né.

    CORES CLARAS

    Diz a lenda que cores escuras absorvem calor e puxam a quentura pra si, e que cores claras refletem o calor, por isso “esquentam” menos. Coordenações de cores claras entre si, então, são mais frescas — e são sempre muito elegantes: pensa cáqui, branco, bege, caramelo, cinza claro. Vale também experimentar com cores mais “solares”, que ó, essas clarinhas dão muito certo junto com laranjas, amarelo, verde militar, terracota.

    TECIDOS NATURIAS

    Tecido feito em fibra natural ventila e deixa o calor que o corpo gera passar pra fora, ao mesmo tempo em que deixa o arzinho de fora passar pra dentro pra refrescar. (Tecido feito de fibra não-naural permite que isso aconteça bem menos, e quanto menos natural mais “prende” o calor do corpo lá dentro, fazendo suar, criando ambiente pro cheirinho de nhaca.) O exercício é escolher pelo toque e pelo caimento fresco, mas não deixar de investigar a etiqueta interna da peça pra escolher também pela fibra — tem uma aula de como escolher tecidos aqui, ó. Pensa assim: num dia quente de verdade, vale mais usar uma blusa de manga longa de tecido natural do que uma regata de tecido sintético — assim vale até tricô no calor, viu!

    CAIMENTOS SOLTINHOS

    Não precisa ser larguíssimo pra refrescar: caimento que não gruda na pele, que forma um colchãozinho mínimo de ar entre o corpo e a roupa, ajuda demais! E é fator crucial pro conforto, já que deixar circular o ar também ajuda a secar qualquer suor mais rapidamente — roupa justa demais no calorão pode ficar melada/marcada o dia todo roçando o corpinho de quem usa, nénão. Exemplo maravilhoso de se ter em mente é a alfaiataria feita em tecidos mais rústicos, como linho, que balançam gostoso junto com o movimento do corpo.

    SAPATOS LEVES OU MAIS ABERTOS

    Quanto mais pelado o sapato, mais informal ele é: isso significa que ambiente profissional regula a quantidade de pé que fica à mostra, dependendo da formalidade. Aí é adequar proporções e possibilidades: se pode muito pé de fora, vale compensar cobrindo braços ou pernas (com tecido fresco, rs); se não pode muito pé de fora, pode ser legal procurar sandálias com tiras grossas e calcanhar fechado ou assandalhados, que cobrem mas não tanto. A sacada é ventilar o pezinho, de preferência com materiais mais tradicionais pra equilibrar mensagens. ;-)

    pra sobreviver com dignidade (e conforto e graça!) ao nosso climão-tropical-quentura-máxima.

    pra sobreviver com dignidade (e conforto e graça!) ao nosso climão-tropical-quentura-máxima.

    pra sobreviver com dignidade (e conforto e graça!) ao nosso climão-tropical-quentura-máxima.


  • Roupa nenhuma -muito menos biquíni!- faz a gente perder quilos, ou ganhar centímetros em altura, ou opera qualquer modificação real — mas roupa pode fazer a gente se enxergar com mais amor. O que ajuda a gente a escolher certeiro, então, é racionalizar, procurar conhecer elementos visuais e efeitos em silhueta, experimentar muito. Mas né, especialmente em tempo de calor e de recesso e de praia, pode ser um exercício extra esse de se permitir <3 e desencanar de padrões/exigências irreais… pra dar lugar à disposição de viver a melhor vida que a gente puder, com boa vontade e atenção ao que importa (de verdade).

    biquíni nenhum faz a gente perder quilos, ou ganhar centímetros em altura, ou opera qualquer modificação real -- mas pode fazer a gente se enxergar com mais amor.

    Aqui a gente pode ajudar compartilhando “inteligência visual”.
    Ó:

    QUEM SE SENTE COM QUADRILZÃO + PEITINHOS PEQUEÑOS

    Pode escolher partes de cima mais chamativas que partes de baixo, com preguinhas, recortes, estampas, cores mais vivas e mais claras e todo tipo de detalhe — tipo bordados, babados, aplicações e brilhinhos. Vale modelagem cortininha, frente única e tomara que caia. As partes de  baixo podem ser mais discretas, em cores neutras, sóbrias e mais opacas. A calcinha pode ter a lateral mais espessa e pode até ter faixinhas pra amarrar — garantindo que essas faixas não sejam tão finas que cortem a lateral do corpo (numa explosão deliciosa de carne em cima e embaixo do laço \o/ que pode ser bem desconfortável, nénão?).

    QUEM SE SENTE COM PEITÃO + QUADRIL MAIS LEVE

    Quem tem peitão e quadril menor pode fazer tudo ao contrário: partes de baixo mais chamativas e com mais detalhes e cores e formas, e partes de cima mais calmas. Atenção para as alças, que podem ser mais largas pra sustentar melhor os peitos – mas que demandam, ao mesmo tempo, atenção pra marquinhas que restrinjam determinados decotes. O bojo do top pode cobrir/acomodar com conforto os seios, sem apertar demais ou deixar gordurinhas sobrando dos lados (de fora) do bojo. E pra essas, os modelos meia-taça e frente-única são os mais certeiros.

    QUEM CURTE COBRIR A PANCINHA COM MAIÔ \o/

    Pode escolher altura de cavas pensando em alongar as pernas. Não precisa ressucitar o modelo asa delta dos anos 80 com cavas lááá no alto, mas também não precisa ter cavas tão baixas que façam o maiô parecer um macaquinho: na medida do possível (e do digno!), quando mais alta a cava for, mais longa a perna parece. Maiô com faixas diagonais ou transpasses afinam visualmente a cinturinha, e *faixas laterais em tons mais escuros que a cor do meio do maiô também podem render sensação de largura de tronco suavizada. E aí, direções de larguras e alças e decotes funcionam como as dos biquínis.

    *a gente sempre raciocina ‘tons mais escuros’ em comparação entre cores, sem precisar escolher sempre tudo preto: pensa só — cinza pode ser escuro se comparado com bege, mas pode ser claro se comparado com marinho. sacou?

    UM SINCERÃO PRA TERMINAR

    No verão, na praia, quem mais aparece é o corpão mesmo — bem mais que qualquer micro pedacinho de lycra que a gente use (pra tentar disfarçar os milkshakes do ano todo!). A gente sabe que relação tipo de biquíni x tipo físico é guiada pela auto-estima e pelo carinho que a gente tem pelo próprio corpo: pensa na mulherada do RJ, sortida de silhuetas, usando os menores biquininhos do mundo!

    Negócio é assumir que o corpo que a gente tem é resultado de escolhas que a gente vem fazendo ao longo da vida, respirar fundo e arcar com novas escolhas: a gente pode escolher alocar energia em reclamação, mas pode muito mais (amém!) vibrar nossa energia na frequência das oportunidades que a vida dá pra gente por o pé na areia, molhar o cabelo na água salgada, fazer caminhada com o vento do oceano beijando nossas bochechinhas, sentir o calor do sol abraçando a pele.

    Isso sim é valioso. <3


  • 1.

    Não é porque é praia e férias que a gente perde personalidade, deixa de ser quem é no resto do ano ou pode se permitir se sentir feia. A desculpa de que ‘as coisas velhinhas do guarda-roupa podem ser usadas na praia’ é furada! Se no dia-a-dia a gente escolhe o melhor que o nosso orçamento pode comprar, porque seria diferente com as férias — já que a dona do orçamento é a mesma pessoa, e se ama na praia tanto quanto na cidade?

    a gente não deixa de ser quem é só por que tá na praia \o/

    2.

    Guarda-roupa de praia também merece qualidade — essas pecinhas tocam a nossa pele, vivem momentos tão gostosos com a gente, acompanham a gente nas fotos (que são sempre as preferidas pra por no porta retratos… é ou não é?). Aqui a gente é a favor dessa máxima, personalizável/adaptável pra quaisquer realidades: pagar mais por menos peças.

    3.

    Tudo é identidade, tudo rende alguma sensação: saída que cobre o corpo todo ou saída shortinho/sainha (com barriga de fora!), saída justinha ou saída folgadona, chapéu de tecido ou chapéu de palha dourada, abas curtinhas e dobradas ou abas largas com lenço, chinelinho com pedras ou chinelo de borracha, óculos coloridos ou óculos com armação em metal, bolsa de nylon ou sacola de vinil, bolsa molenga ou bolsa mais durinha… tudo isso tem relação com sofisticação, informalidade, despojamento, feminilidade, originalidade — já parou pra pensar nos elementos  que você escolhe pra compor o conjunto da aparência na praia? E de como um elemento compensa/equilibra o outro? E de como essas escolhas podem se relacionar com tuuuudo que se escolhe ao longo do ano, até mesmo no trabalho? ;-)

    4.

    Não tem como ter praia sem água salgada, areia, vento e calor. Então cabelo, pele e o que tá em volta pode ser pensado/preparado. Bom ter à mão pauzinhos fofos de fazer coque, fivelas bacanas, tiaras e grampinhos, né? Filtro solar que já vem com pigmento e que funciona meio como base podem ser os melhores amigos da “pele boa na praia” (alô nós todas quarentonas maravilindas) — que né, maquiagem funciona tão melhor de banho tomado!

    5.

    Acessório de praia é acessório prático, que não atrapalha nem na hora de tomar sol ou entrar na água — e tem um tipo de praticidade pra cada estilo/pra cada serzinho humano, né? Delícia é ter acessórios lindos-com-função: bolsa ampla de tamanho pra carregar tudo e deixar mãos livres pra água de côco, chinelos/sandálias que protejam pezinhos na chegada e na saída, pontos de personalidade que comuniquem o que é importante pra gente mesmo que em pequeninas proporções: brinco, colar, pulseira, relógio — mesmo que o importante seja não usar nada disso! \o/

    *

    E você, como pensa no aparato praiano? Como se prepara pra por os pés na areia, tem alguma idéia extra pra compartilhar?


  • A gente, que trabalha com consultoria de estilo deeeesde 2003, só vem sentindo mais e mais calor a cada inverno (ahãm!) — e também vem comprovando que escolhas espertas podem refrescar tanto quanto um ventilador portátil. Se roupa é segunda pele, que essa pele seja tão preparada pra vencer com dignidade o calorzão quanto possível. Ó que apanhadão de sugestões fresquinhas pros dias mais quentes:

    nova-calor

    _tecidos naturais (algodão, seda, lã, linho) permitem maior ventilação que os não-naturais (poliéster, poliamida, acrílico, etc). Vale mais usar uma camiseta com mangas 3/4 em algodão fino do que uma regata em material sintético, viu?

    _caimentos soltinhos fazem o ar circular entre pele e roupa, e deixam secar qualquer suor mais rapidamente do que peças super justas — as justas, no calorzão, ficam desconfortáveis e meladas roçando o corpinho de quem usa, é ou  não é?

    _cores mais claras refletem o calor (a gente te promete que é de verdade!), e as cores escuras seguram o quentinho na própria roupa, perto da gente ;-)

    _comprimentos mais curtos em barras e também nos punhos: mangas 3/4 bem soltinhas ou calças mais curtas e bermudões dão aquela ventilada. Alô pernocas refrescadas.

    _cavas, fendas, recortes e decotes podem refrescar pra caramba quando bate um ventinho mais fresco — tem que ficar de olho no dresscode profissional, e se couber, dá-lhe pele à mostra! Vale também pra materiais vazados, tipo rendas e tramas de crochê em fios naturais.

    _mesmo raciocínio vale pro que vai calçar pezinhos calorentos: quanto mais dedo de fora, melhor. Calorzão é tempo de escolher sandálias bem abertinhas, frentes não-tão-pontudas (não esmagadoras de pé!), tirinhas e fechos confortáveis, amarrações que não prendem demais.

    _prender o cabelo no calorzão é um recurso incrível de estilo (e de praticidade), então vale já sair de casa com madeixas arrumadinhas, presas com decência, pra que os fios não despenquem ao longo do dia — e cabelo preso de jeito criativo vale como um acessório! Parcimônia também na maquiagem, que nossas carinhas bonitas não precisam derreter por calor nenhum desse mundo!

    _por fim, pode ser uma boa escolher um power acessório pra brilhar sozinho no look, no lugar de se pendurar com várias coisas. No calor a gente quer mais é se sentir leve, nénão?

    Mais ajuda pro calorzão
    + (quase) todos os posts que a gente já fez sobre temperaturas quentíssimas

    (esse post foi ao ar pela 1ª vez em outubro de 2008, e agora tá aqui de volta quase 100% reescrito e atualizado!)


  • A gente vê acontecer direto com as nossas clientes: quem tem pernão não necessariamente se sente pesada, com silhueta grandalhona — mas quem tem os braços mais cheios, quem ganhou essa herança da mamãe e da vovó (!!!), geralmente tem sensação de mais peso visual na silhueta toda. Isso pode rolar por que a gente interage com o mundo através do rosto, pela expressão facial, pelo olhar e pela fala… braços cheinhos tão bem mais perto do rosto que as pernas, e a gente acaba vendo com mais frequência o espaço que eles ocupam na parte de cima do corpo. Sacou?

    É possível conviver com alguém por meeeses antes de perceber que ela tem pernas grossas — por isso quem tem parte de cima da silhueta mais pesada visualmente pode sentir dificuldade de parecer mais leve, mais longilínea… mesmo se for bem magrinha (alô singularidades!). Assim: braços parrudos :) acrescentam volume na direção horizontal, de um lado pro outro, fazendo a gente parecer mais larga. Mas ó, tem jeito da gente escolher o que veste com o propósito de suavizar essa característica — e uma primeira direção pode ser a de coordenar looks que chamem atenção pro centro do corpo. E mais:

    como disfarçar braços gordinhos

    TERCEIRA PEÇA
    Óbvio e muito eficiente é cobrir a parte mais cheia do braço, né. Acontece que essa solução pode inviabilizar outras demandas do nosso vestir — conforto, frescor (alô calorzão), estilo pessoal… Tem que colocar clareza no que é mais importante pra gente: disfarçar braço gordinho vale bancar o incômodo do calor, da sobreposição, tem a ver com quem a gente é?

    Se sim, vale tricô fininho quase quase transparente, blusa de algodão com manga comprida puxadinha até o cotovelo (sempre charmoso!), camisa de botão em tecido leve/soltinho usado por cima de regata, camisa jeans como jaquetinha fresca, camisetas que cheguem mais pertinho do meio do braço cobrindo a maior circunferência do braço.

    Climas mais amenos e ambientes com ar-condicionado dão chance da gente sacar jaquetinhas e casaquetos de manga curta ou paletós mais femininos. Esse tipo de terceira peça tem ainda mais efeito “suavizador” de peso visual porque, além de cobrir/esconder, tem formas retas — tecidos desestruturados acompanham as nossas formas como elas são, deslizando sobre a pele; tecidos estruturados como os das jaquetas e paletós tem a forma em si, já moldada pelo próprio tecido, e criam ilusão de que o nosso corpo “cabe” dentro desse formato, que tá contido ali dentro.

    Todas essas sugestões só tem efeito garantido se qualquer manga (seja de camiseta, blusa de seda, cardigã ou paletó) não seja super colada na pele. É importante deixar sobrar um “colchãozinho de ar” entre pele e tecido, pra garantir conforto físico e pra produzir sensação de que o que tá lá dentro — nosso bracinho-herança, no caso — é menor que a roupa.

    TIPOS DE MANGA CURTA
    Mas né, vai haver ocasião em que é impraticável pensar em usar terceira peça (país tropical, abençoado por Deus…!). Aí a gente escolhe camisetas que não tenham mangas bufantes, elásticos que prendem ou barras de mangas que acabem bem na linha mais larga da circunferência do braço. Pensa que os boys mais malhados da academia escolhem justamente esse tipo de manga pra ressaltar a largura do bração trabalhado deles.

    Mangas tipo machão ou japonesa (que acabam bem na esquina do ombro com o braço e o deixam todinho em evidência!) também não ajudam, viu. Alcinhas super hiper mega finas também não — sempre mais suavizador escolher camisetas com mangas convencionais ou alças mais espessas, com pelo menos dois dedos de largura. Essas alças mais largas, quando em cores que contrastam com a nossa pele, criam ainda mais efeito “encolhedor” de largura porque fragmentam o torso no sentido horizontal, sabe como?

    COADJUVANTES
    Toda intenção de verticalizar a direção em que a gente se vê no espelho e de chamar atenção pro centro do corpo (e não pras bordas) é eficaz pra suavizar parte de cima da silhueta: decote em V, costuras dos ombros no lugar certinho (sem ser caída, sabe?), lapelas mais fininhas, colarinhos de camisa mais pontudos, colares coloridos e brilhosos :) broches e até batom vermelho. Legal também tentar trabalhar mais elementos visuais na parte de baixo do look do que na parte de cima (comparativamente) — com calças, saias, bermudas e shortinhos com estampas, volumes, texturas e mais. É testar pra saber.

    AUTOACEITAÇÃO é a melhor coisa que existe
    Tudo isso daí, gente, é direção que cria ilusão de ótica e que faz com que (na frente do espelho) nossa atenção seja naturalmente colocada no que agrada… mais do que no que desagrada: braço continua tendo o mesmíssimo tamanho, a gente só enxerga menos, gasta menos energia desgostando. A gente aqui é grata por todas as partes dos nossos corpos que tão funcionando, levando a gente pra passear, permitindo que a gente abrace quem a gente ama e tudo mais. Tenta você também exercitar gratidão pelos seus “pedaços” colocando energia no seu todo — que a gente é bem mais que só braço ou só qualquer outra coisa. <3

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  • “No ocidente, ficamos presos nesses ciclos de luta e insatisfação sem fim, tentando nos manter em dia com as formas cada vez mais sofisticadas de exibicionismo consumista que vemos na televisão e na internet. Esse ímpeto para acumular bens e serviços materiais parece ter qualidades viciantes: é um apetite voraz sem nenhum mecanismo embutido para nos alertar sobre a hora de parar; queremos cada vez mais — especialmente, ao que parece, sempre mais em comparação com as outras pessoas […].

    Embora tenhamos relativa abundância material, na verdade não temos abundância emocional. Muitas pessoas não tem o que realmente importa. Sem segurança emocional, elas procuram segurança em artigos materiais. Assim, podemos estar procurando a relaização pessoal nos lugares errados — em ter em vez de ser, em acumular posses em vez de construir relações empáticas e enriquecedoras.”

    Trecho do livro The Selfish Society – How we all fortgot to love one another and made money instead, de Sue Gerhardt

    APROVEITANDO a virada do ano, a gente deixa aqui links que podem ser úteis pra férias, festas e mais. A gente termina 2014 preparando todo um novo site, pra em 2015 aprofundar as conversas, estudar juntas em vídeo (!!!) e compartilhar novas idéias com quem tiver por aqui com a gente. Agradecidas por tudo e cheias de energia pro ano novo!

    ROUPA DE TODO DIA PRA FESTONAS
    pra quem quer versatilizar o que já tem, com cara festiva :)

    FESTAS-DELÍCIA EM CASA
    pra quem vai receber família e amigos pra um natal confortável

    LOOK PRA VIRADA DO ANO
    idéias pra fazer o branco-reveillón render interessâncias mil

    FÓRMULAS PRA MALAS INTELIGENTES
    nossas receitas pra viagens curtinhas, médias e longas (e mais links!)

    ROUPA PRA TRABALHAR NO CALORÃO
    pra quem vai fazer pausa mas já retorna pro batente – alô dignidade!

    A HUMANIDADE ESQUECEU-SE DE SER
    pra todo mundo manter em mente que mais importante que roupa é a vida que a gente vive dentro dela <3


  • Bem mais fácil coordenar look de dia chuvoso no frio do que no calor, não gente?

    Aqui em SP a gente tem vivido um tempo “Belém do Pará” :) com chuva em quase todo fim de tarde, por conta da quentura que faz durante o dia. A gente organizou aqui o que mais exercita com nossas clientes de consultoria de estilo — na hora de coordenar looks que ajudam a refrescar o calor, mas que também seguram a onda da umidade. Por que né, visual resistente à água garante aparência em ordem e humor intacto!

    como se manter fresca, sequinha e cheia de dignidade \o/

    _Guarda-chuva é acessório \o/ e pode ter tudo a ver com o look: num guarda-roupa super neutro, um guarda-chuva coloridão faz toda a diferença (e anima até os dias mais cinzentos!), num guarda-roupa cheio de cores, guarda-chuva transparente ou em tom neutro acrescenta um toquinho elegante.

    _Chuva com calor é temperatura certeira pra gente selecionar materiais com inteligência — roupa do dia todo em material natural (algodão, seda, lã fria, linho) pra refrescar e, no caso de molhar por acidente, secar rápidex; material sintético (todo o resto além dos 4 naturais do primeiro parêntese!) pra capinha ou terceira peça de acabamento — pra repelir água e proteger o look.

    _Sapatos de plático substituem com graça as galochas, no caso de se querer um look mais delicado e feminino — ainda com pezinhos secos. Se as Melissas não forem uma opção, melhor escolher (para os dias de chuva!) sapatos feitos em materiais lisos e semi-impermeáveis, tipo verniz e vinil — couro, camurça, superfície de pêlos ou tecido são materiais que a chuva (ou qualquer água) pode danificar rapidinho.

    _Em dias molhados pode ser bem esperto trocar calças compridas por outras mais curtas, ou bermudas, saias e vestidos, pra ter a segurança de não molhar barras longas — a pele da gente pode até molhar um pouquinho que seca mais rápido que tecido. Tempo de chuva é tempo bom pra experimentar barras dobradinhas!

    _Dia de chuva devia ser o dia mundial do cabelo previamente preso, ainda antes de sair de casa, com cuidado e carinho. Não vale a pena esperar sair, pegar chuva e assistir o cabelo murchar… pra só então prender malucamente. Vale já sair digna, com o cabelo ajeitadinho, preparada pra voltar pra casa intocada pela umidade!

    + COMO CONSTRUIR UM GUARDA-ROUPA INTELIGENTE
    + COMO SE TORNAR UMA PERSONAL STYLIST


  • Idéias FOFAS de como usar pernocas de fora no calorzão e ainda conseguir – pelo menos na chegada e na saída – incrementar/sofisticar o look com uma terceira peça levinha. Assim: as moças das fotos tão de shortinho e camiseta (tipo), mas não deixaram de coordenar uma sobreposição. Daí a gente pensa… se é só pra chegar e pra sair dos lugares, o que tem embaixo – que é o que salva a gente do calor da terceira peça! – tem que ser tão legal quanto o resto todo. Não tem essa de pensar que “fica por baixo então não precisa ser incrível”, ou de guardar o que é mais bafônico pra usar sem nada por cima, como protagonista. A graça de se fazer sobreposição é pode ter duas aparências incríveis, com e sem a jaqueta (ou qualquer outra peça extra). Fica a dica. ;-)

    shostinhos


  • O desejo é ouro, a posse é prata, já dizia um dos ditados judaicos mais legais de todos os tempos. Aqui no Brasil, o desejo é materializado pelos lookbooks de lojas gringas. H&M, Madewell e até as gringas com filiais como Zara e Kate Spade nos fazem suspirar, só que pela estação errada. Quando lá está calor, aqui começa a fazer um ventinho. Quando por lá as coisas esfriam, por aqui a gente começa a achar que colar esquenta pra burro.

    A internet, essa diva, trouxe um monte de referências que, anos atrás, só quem podia fazer compra de mês na banca de revista importada tinha acesso, mas deixou nossos desejos desajustados. Queremos vestidinho de primavera em julho e passa pra cá esse cachecol em dezembro. Claro que boa parte da culpa vem do fato de que a grama do vizinho sempre parece mais verde, mas a outra parte vem do fato de que, olha, não é que ela é mesmo mais verde? Não é que as lojas gringas capricham mais nessa história de lookbook? Oferecem opção para vários estilos enquanto as daqui parecem se destinar a dois ou três tipos de consumidora meio caricatas, tops.

    É bem difícil ser feliz na moda sem aceitar a pessoa que você é, o lugar onde você mora e as possibilidades que tem. Essa não deve ser uma aceitação conformista, mas a base para tirar o que há de melhor nesses nossos “fatos consumados” e mudar o que dá para mudar tanto na gente quanto nas condições materiais.

    Uma estratégia para ajustar esses nossos desejos deslocados é fazer pastinhas separadas para as diferentes estações, assim ninguém precisa se torturar com referências de calor quando está fazendo frio. Outa ideia é aproveitar nosso inverno ameno para simular uma primavera gringa (/aslokas) com ajuda de meia-calça e cardigãzinho. No verão/inverno, quando as temperaturas se radicalizam lá e aqui, o jeito é aceitar que em dezembro até maxi colar já parece cachecol do lado de cá do Equador.

    *Juliana Cunha é jornalista e colaboradora do blog da Oficina de Estilo, que sorte a nossa :) ce pode ler outros textos dela pra Oficina aqui — e os textos autorais dela no Já Matei Por Menos, ó!


  • Nossas clientes são as mais antenadas e apresentam altas idéias geniais pra gente, de verdade. No guarda-roupa de uma delas, na semana passada, a gente conheceu esses absorventes de axila – que tem textura de absorvente, superfície auto-colante, vêm embaladinhos um-a-um como um carefree mesmo… mas servem pra usar por dentro da roupa, debaixo dos braços. Mas como assim? Assim, ó:

    Chama “Underarms pads” e é feito por essa marca 1-2 Dry. As caixinhas tem 12 absorventes que podem ser comprados em tamanhos diferentes (M e G) e podem ser brancos ou pretos. Os absorventes vem embalados em duplinhas, como a gente fotografou – e neles mesmos tem uma dobra indicando o lugar certinho em que devem ser colados/usados. A gente achou sensacional pra quem usa muita alfaiataria, porque né menos lavagens significa durabilidade maior. Bom também pra evitar manchas de desodorante nos forros clarinhos de jaquetas e capinhas. Mas vantagem maior mesmo é a de permanecer sequinha em situações como a da própria cliente: mesmo no verão, o trabalho dela tem dresscode formal e uma terceira peça é sempre bem-vinda… mesmo usando regata por baixo. Sacou? ;-)

    O site tem mais informação e uns desenhinhos bem ilustrativos – bom pra pesquisar e trazer na próxima viagem, já que aparentemente o site não entrega no BR (diz que existem outras marcas, de repente vale a pesquisa). De todo jeito vale conhecer, né? Legal viver num tempo em que todo mundo quer ter a melhor vida que pode ter – e que a indústria pensa possibilidades criativas pra quase tudo!


curtimos

ideias complementares às da Oficina