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  • A gente, que trabalha com consultoria de estilo deeeesde 2003, só vem sentindo mais e mais calor a cada inverno (ahãm!) — e também vem comprovando que escolhas espertas podem refrescar tanto quanto um ventilador portátil. Se roupa é segunda pele, que essa pele seja tão preparada pra vencer com dignidade o calorzão quanto possível. Ó que apanhadão de sugestões fresquinhas pros dias mais quentes:

    nova-calor

    _tecidos naturais (algodão, seda, lã, linho) permitem maior ventilação que os não-naturais (poliéster, poliamida, acrílico, etc). Vale mais usar uma camiseta com mangas 3/4 em algodão fino do que uma regata em material sintético, viu?

    _caimentos soltinhos fazem o ar circular entre pele e roupa, e deixam secar qualquer suor mais rapidamente do que peças super justas — as justas, no calorzão, ficam desconfortáveis e meladas roçando o corpinho de quem usa, é ou  não é?

    _cores mais claras refletem o calor (a gente te promete que é de verdade!), e as cores escuras seguram o quentinho na própria roupa, perto da gente ;-)

    _comprimentos mais curtos em barras e também nos punhos: mangas 3/4 bem soltinhas ou calças mais curtas e bermudões dão aquela ventilada. Alô pernocas refrescadas.

    _cavas, fendas, recortes e decotes podem refrescar pra caramba quando bate um ventinho mais fresco — tem que ficar de olho no dresscode profissional, e se couber, dá-lhe pele à mostra! Vale também pra materiais vazados, tipo rendas e tramas de crochê em fios naturais.

    _mesmo raciocínio vale pro que vai calçar pezinhos calorentos: quanto mais dedo de fora, melhor. Calorzão é tempo de escolher sandálias bem abertinhas, frentes não-tão-pontudas (não esmagadoras de pé!), tirinhas e fechos confortáveis, amarrações que não prendem demais.

    _prender o cabelo no calorzão é um recurso incrível de estilo (e de praticidade), então vale já sair de casa com madeixas arrumadinhas, presas com decência, pra que os fios não despenquem ao longo do dia — e cabelo preso de jeito criativo vale como um acessório! Parcimônia também na maquiagem, que nossas carinhas bonitas não precisam derreter por calor nenhum desse mundo!

    _por fim, pode ser uma boa escolher um power acessório pra brilhar sozinho no look, no lugar de se pendurar com várias coisas. No calor a gente quer mais é se sentir leve, nénão?

    Mais ajuda pro calorzão
    (quase) todos os posts que a gente já fez sobre temperaturas quentíssimas

    (esse post foi ao ar pela 1ª vez em outubro de 2008, e agora tá aqui de volta quase 100% reescrito e atualizado!)


  • A gente vê acontecer direto com as nossas clientes: quem tem pernão não necessariamente se sente pesada, com silhueta grandalhona — mas quem tem os braços mais cheios, quem ganhou essa herança da mamãe e da vovó (!!!), geralmente tem sensação de mais peso visual na silhueta toda. Isso pode rolar por que a gente interage com o mundo através do rosto, pela expressão facial, pelo olhar e pela fala… braços cheinhos tão bem mais perto do rosto que as pernas, e a gente acaba vendo com mais frequência o espaço que eles ocupam na parte de cima do corpo. Sacou?

    É possível conviver com alguém por meeeses antes de perceber que ela tem pernas grossas — por isso quem tem parte de cima da silhueta mais pesada visualmente pode sentir dificuldade de parecer mais leve, mais longilínea… mesmo se for bem magrinha (alô singularidades!). Assim: braços parrudos :) acrescentam volume na direção horizontal, de um lado pro outro, fazendo a gente parecer mais larga. Mas ó, tem jeito da gente escolher o que veste com o propósito de suavizar essa característica — e uma primeira direção pode ser a de coordenar looks que chamem atenção pro centro do corpo. E mais:

    como disfarçar braços gordinhos

    TERCEIRA PEÇA

    Óbvio e muito eficiente é cobrir a parte mais cheia do braço, né. Acontece que essa solução pode inviabilizar outras demandas do nosso vestir — conforto, frescor (alô calorzão), estilo pessoal… Tem que colocar clareza no que é mais importante pra gente: disfarçar braço gordinho vale bancar o incômodo do calor, da sobreposição, tem a ver com quem a gente é?

    Se sim, vale tricô fininho quase quase transparente, blusa de algodão com manga comprida puxadinha até o cotovelo (sempre charmoso!), camisa de botão em tecido leve/soltinho usado por cima de regata, camisa jeans como jaquetinha fresca, camisetas que cheguem mais pertinho do meio do braço cobrindo a maior circunferência do braço.

    Climas mais amenos e ambientes com ar-condicionado dão chance da gente sacar jaquetinhas e casaquetos de manga curta ou paletós mais femininos. Esse tipo de terceira peça tem ainda mais efeito “suavizador” de peso visual porque, além de cobrir/esconder, tem formas retas — tecidos desestruturados acompanham as nossas formas como elas são, deslizando sobre a pele; tecidos estruturados como os das jaquetas e paletós tem a forma em si, já moldada pelo próprio tecido, e criam ilusão de que o nosso corpo “cabe” dentro desse formato, que tá contido ali dentro.

    Todas essas sugestões só tem efeito garantido se qualquer manga (seja de camiseta, blusa de seda, cardigã ou paletó) não seja super colada na pele. É importante deixar sobrar um “colchãozinho de ar” entre pele e tecido, pra garantir conforto físico e pra produzir sensação de que o que tá lá dentro — nosso bracinho-herança, no caso — é menor que a roupa.

    TIPOS DE MANGA CURTA

    Mas né, vai haver ocasião em que é impraticável pensar em usar terceira peça (país tropical, abençoado por Deus…!). Aí a gente escolhe camisetas que não tenham mangas bufantes, elásticos que prendem ou barras de mangas que acabem bem na linha mais larga da circunferência do braço. Pensa que os boys mais malhados da academia escolhem justamente esse tipo de manga pra ressaltar a largura do bração trabalhado deles.

    Mangas tipo machão ou japonesa (que acabam bem na esquina do ombro com o braço e o deixam todinho em evidência!) também não ajudam, viu. Alcinhas super hiper mega finas também não — sempre mais suavizador escolher camisetas com mangas convencionais ou alças mais espessas, com pelo menos dois dedos de largura. Essas alças mais largas, quando em cores que contrastam com a nossa pele, criam ainda mais efeito “encolhedor” de largura porque fragmentam o torso no sentido horizontal, sabe como?

    COADJUVANTES

    Toda intenção de verticalizar a direção em que a gente se vê no espelho e de chamar atenção pro centro do corpo (e não pras bordas) é eficaz pra suavizar parte de cima da silhueta: decote em V, costuras dos ombros no lugar certinho (sem ser caída, sabe?), lapelas mais fininhas, colarinhos de camisa mais pontudos, colares coloridos e brilhosos :) broches e até batom vermelho. Legal também tentar trabalhar mais elementos visuais na parte de baixo do look do que na parte de cima (comparativamente) — com calças, saias, bermudas e shortinhos com estampas, volumes, texturas e mais. É testar pra saber.

    AUTOACEITAÇÃO é a melhor coisa que existe

    Tudo isso daí, gente, é direção que cria ilusão de ótica e que faz com que (na frente do espelho) nossa atenção seja naturalmente colocada no que agrada… mais do que no que desagrada: braço continua tendo o mesmíssimo tamanho, a gente só enxerga menos, gasta menos energia desgostando. A gente aqui é grata por todas as partes dos nossos corpos que tão funcionando, levando a gente pra passear, permitindo que a gente abrace quem a gente ama e tudo mais. Tenta você também exercitar gratidão pelos seus “pedaços” colocando energia no seu todo — que a gente é bem mais que só braço ou só qualquer outra coisa. <3


  • “No ocidente, ficamos presos nesses ciclos de luta e insatisfação sem fim, tentando nos manter em dia com as formas cada vez mais sofisticadas de exibicionismo consumista que vemos na televisão e na internet. Esse ímpeto para acumular bens e serviços materiais parece ter qualidades viciantes: é um apetite voraz sem nenhum mecanismo embutido para nos alertar sobre a hora de parar; queremos cada vez mais — especialmente, ao que parece, sempre mais em comparação com as outras pessoas […].

    Embora tenhamos relativa abundância material, na verdade não temos abundância emocional. Muitas pessoas não tem o que realmente importa. Sem segurança emocional, elas procuram segurança em artigos materiais. Assim, podemos estar procurando a relaização pessoal nos lugares errados — em ter em vez de ser, em acumular posses em vez de construir relações empáticas e enriquecedoras.”

    Trecho do livro The Selfish Society – How we all fortgot to love one another and made money instead, de Sue Gerhardt

    APROVEITANDO a virada do ano, a gente deixa aqui links que podem ser úteis pra férias, festas e mais. A gente termina 2014 preparando todo um novo site, pra em 2015 aprofundar as conversas, estudar juntas em vídeo (!!!) e compartilhar novas idéias com quem tiver por aqui com a gente. Agradecidas por tudo e cheias de energia pro ano novo!

    ROUPA DE TODO DIA PRA FESTONAS
    pra quem quer versatilizar o que já tem, com cara festiva :)

    FESTAS-DELÍCIA EM CASA
    pra quem vai receber família e amigos pra um natal confortável

    LOOK PRA VIRADA DO ANO
    idéias pra fazer o branco-reveillón render interessâncias mil

    FÓRMULAS PRA MALAS INTELIGENTES
    nossas receitas pra viagens curtinhas, médias e longas (e mais links!)

    ROUPA PRA TRABALHAR NO CALORÃO
    pra quem vai fazer pausa mas já retorna pro batente – alô dignidade!

    A HUMANIDADE ESQUECEU-SE DE SER
    pra todo mundo manter em mente que mais importante que roupa é a vida que a gente vive dentro dela <3


  • Bem mais fácil coordenar look de dia chuvoso no frio do que no calor, não gente? Aqui em SP a gente tem vivido um tempo “Belém do Pará” com chuva em quase todo fim de tarde, por conta da quentura que faz durante o dia. Tão aqui organizadas algumas direções que ajudam o look de dia quente a segurar a onda da umidade também. Por que né, visual resistente à água garante aparência em ordem e humor intacto!

    • Guarda-chuva é acessório e pode sim ter tudo a ver com o look: num guarda-roupa super neutro, um guarda-chuva coloridão faz toda a diferença (e anima até os dias mais cinzentos!), num guarda-roupa cheio de cores, guarda-chuva transparente ou em tom neutro acrescenta um toquinho elegante.

    • Chuva com calor é temperatura certeira pra gente selecionar materiais com inteligência — roupa do dia todo em material natural (algodão, seda, lã fria, linho) pra refrescar e, no caso de molhar por acidente, secar rápidex; material sintético (todo o resto além dos 4 naturais do primeiro parêntese!) pra capinha ou terceira peça de acabamento — pra repelir água e proteger o look.

    • Sapatos de plático substituem com graça as galochas, no caso de se querer um look mais delicado e feminino – ainda com pezinhos secos. Se as Melissas não forem uma opção, melhor escolher (para os dias de chuva!) sapatos feitos em materiais lisos e semi-impermeáveis, tipo verniz e vinil – couro, camurça, superfície de pêlos ou tecido são materiais que achuva (ou qualquer água) pode danificar rapidinho.

    • Em dias molhados pode ser bem esperto trocar calças compridas por outras mais curtas, ou bermudas, saias e vestidos, pra ter a segurança de não molhar barras longas – a pele da gente pode até molhar um pouquinho que seca mais rápido que tecido. Tempo de chuva é tempo bom pra experimentar barras dobradinhas a la Katie Holmes!

    • Dia de chuva devia ser o dia mundial do cabelo previamente preso, ainda antes de sair de casa, com cuidado e carinho. Não vale a pena esperar sair, pegar chuva e assistir o cabelo murchar… pra só então prender malucamente. Vale já sair digna, com o cabelo ajeitadinho, preparada pra voltar pra casa intocada pela umidade!


  • Idéias FOFAS de como usar pernocas de fora no calorzão e ainda conseguir – pelo menos na chegada e na saída – incrementar/sofisticar o look com uma terceira peça levinha. Assim: as moças das fotos tão de shortinho e camiseta (tipo), mas não deixaram de coordenar uma sobreposição. Daí a gente pensa… se é só pra chegar e pra sair dos lugares, o que tem embaixo – que é o que salva a gente do calor da terceira peça! – tem que ser tão legal quanto o resto todo. Não tem essa de pensar que “fica por baixo então não precisa ser incrível”, ou de guardar o que é mais bafônico pra usar sem nada por cima, como protagonista. A graça de se fazer sobreposição é pode ter duas aparências incríveis, com e sem a jaqueta (ou qualquer outra peça extra). Fica a dica. ;-)

    shostinhos


  • O desejo é ouro, a posse é prata, já dizia um dos ditados judaicos mais legais de todos os tempos. Aqui no Brasil, o desejo é materializado pelos lookbooks de lojas gringas. H&M, Madewell e até as gringas com filiais como Zara e Kate Spade nos fazem suspirar, só que pela estação errada. Quando lá está calor, aqui começa a fazer um ventinho. Quando por lá as coisas esfriam, por aqui a gente começa a achar que colar esquenta pra burro.

    A internet, essa diva, trouxe um monte de referências que, anos atrás, só quem podia fazer compra de mês na banca de revista importada tinha acesso, mas deixou nossos desejos desajustados. Queremos vestidinho de primavera em julho e passa pra cá esse cachecol em dezembro. Claro que boa parte da culpa vem do fato de que a grama do vizinho sempre parece mais verde, mas a outra parte vem do fato de que, olha, não é que ela é mesmo mais verde? Não é que as lojas gringas capricham mais nessa história de lookbook? Oferecem opção para vários estilos enquanto as daqui parecem se destinar a dois ou três tipos de consumidora meio caricatas, tops.

    É bem difícil ser feliz na moda sem aceitar a pessoa que você é, o lugar onde você mora e as possibilidades que tem. Essa não deve ser uma aceitação conformista, mas a base para tirar o que há de melhor nesses nossos “fatos consumados” e mudar o que dá para mudar tanto na gente quanto nas condições materiais.

    Uma estratégia para ajustar esses nossos desejos deslocados é fazer pastinhas separadas para as diferentes estações, assim ninguém precisa se torturar com referências de calor quando está fazendo frio. Outa ideia é aproveitar nosso inverno ameno para simular uma primavera gringa (/aslokas) com ajuda de meia-calça e cardigãzinho. No verão/inverno, quando as temperaturas se radicalizam lá e aqui, o jeito é aceitar que em dezembro até maxi colar já parece cachecol do lado de cá do Equador.


  • 1.
    Não é porque é praia e férias que a gente perde personalidade, deixa de ser quem é no resto do ano ou pode se permitir estar feia. A desculpa de que ‘as coisas velhinhas do guarda-roupa podem ser usadas na praia’ é furada! Se no dia-a-dia a gente escolhe o melhor que o nosso orçamento pode comprar, porque seria diferente com as férias – já que a dona do orçamento é a mesma pessoa, e se ama na praia tanto quanto na cidade?

    2.
    Guarda-roupa de praia também diz muito da personalidade de quem usa, e mesmo que usado por pouquinho tempo merece ter qualidade – porque toca a nossa pele, porque vive momentos tão gostosos com a gente, porque vai acompanhar a gente nas fotos que são sempre as preferidas pra por no porta retratos – é ou não é?!??

    3.
    Tudo é identidade: saída que cobre o corpo todo ou saída shortinho/sainha (com barriga de fora!), saída justinha ou saída folgadona, chapéu de tecido ou chapéu de palha dourada, abas curtinhas e dobradas ou abas largas com lenço, chinelinho com pedras ou chinelo de borracha, óculos coloridos ou óculos com armação em metal, bolsa de nylon ou sacola de vinil, bolsa molenga ou bolsa mais durinha… tudo isso tem relação com sofisticação, informalidade, despojamento, feminilidade, originalidade – já parou pra pensar nos elementos  que escolhe pra compor o conjunto da aparência na praia? E de como um elemento compensa/equilibra o outro?

    4.
    Não tem como ter praia sem água salgada, areia, vento e calor. Então cabelo, pele e o que tá em volta tem que ser pensado/preparado. Bom ter à mão pauzinhos fofos de fazer coque, fivelas bacanas, tiaras e grampinhos, né? Filtro solar que já vem com pigmento e que funciona meio como base são os melhores amigos da “pele boa na praia” – de resto (na opinião da Oficina) maquiagem funciona melhor de banho tomado!

    5.
    Acessório de praia é acessório prático, que não atrapalha nem na hora de tomar sol ou entrar na água – e tem um tipo de praticidade pra cada estilo, né? O que não rola é tamanho grande demais, muito brilho, muita coisa junta, poluição visual. A gente curte bolsa bacanérrima, sandália fuefa, mini-brinquinho, mini-colarzinho, relógio bacana no máximo… e só.

    Mas e vocês, o que acham? Pensam no aparato praiano desse jeito? Consideram personalidade? Têm essa mania de deixar as coisas velhas pra praia (quem não tem né?)??? Tem lições dessas pra acrescentar? Vamos nos preparar juntas? ;-)


  • Nossas clientes são as mais antenadas e apresentam altas idéias geniais pra gente, de verdade. No guarda-roupa de uma delas, na semana passada, a gente conheceu esses absorventes de axila – que tem textura de absorvente, superfície auto-colante, vêm embaladinhos um-a-um como um carefree mesmo… mas servem pra usar por dentro da roupa, debaixo dos braços. Mas como assim? Assim, ó:

    Chama “Underarms pads” e é feito por essa marca 1-2 Dry. As caixinhas tem 12 absorventes que podem ser comprados em tamanhos diferentes (M e G) e podem ser brancos ou pretos. Os absorventes vem embalados em duplinhas, como a gente fotografou – e neles mesmos tem uma dobra indicando o lugar certinho em que devem ser colados/usados. A gente achou sensacional pra quem usa muita alfaiataria, porque né menos lavagens significa durabilidade maior. Bom também pra evitar manchas de desodorante nos forros clarinhos de jaquetas e capinhas. Mas vantagem maior mesmo é a de permanecer sequinha em situações como a da própria cliente: mesmo no verão, o trabalho dela tem dresscode formal e uma terceira peça é sempre bem-vinda… mesmo usando regata por baixo. Sacou? ;-)

    O site tem mais informação e uns desenhinhos bem ilustrativos – bom pra pesquisar e trazer na próxima viagem, já que aparentemente o site não entrega no BR (diz que existem outras marcas, de repente vale a pesquisa). De todo jeito vale conhecer, né? Legal viver num tempo em que todo mundo quer ter a melhor vida que pode ter – e que a indústria pensa possibilidades criativas pra quase tudo!


  • A coleção de verão apresentada por Stella McCartney na semana de moda de Paris canta a bola da vez: tricô no calorzão. Antes de entoar o mantra “isso não vai funcionar no nosso país tropical” vale lembrar que o verão londrino também é quente e que tricô também pode ser frio.

    APRENDENDO COM O MESTRE

    Quando Lucas Nascimento – o mais importante tricoteiro do Brasil, formado pela University of the Arts London e com um currículo que inclui trabalhos com Sid Bryan, artista conhecido pelas peças inacreditáveis que criava para os desfiles de Alexander McQueen – estreou sua marca própria na Fashion Rio, em 2010, 10 entre 10 jornalistas que o entrevistaram fizeram e mesma pergunta: dá mesmo para usar tricô no verão?

    Na ocasião, Lucas explicou que tricô não é apenas lã grossa e acabamento artesanal, tipo vovó. Tricô, assim como algodão, pode se transformar em praticamente qualquer coisa. “Existem tramas de toque leve e frio que são específicas para o verão”, conta o estilista.

    Composto de pequenas teias de aranha, o tricô deixa o ar passar, o que ajuda no controle térmico.

    MAIS QUENTE OU MAIS FRIO

    Como todo tecido, o tricô é composto de tramas de fios que podem ter espessura e espaçamento diferentes. Por isso, ao ler que uma roupa é feita de algodão, por exemplo, você nunca vai conseguir saber se ela é quente ou fria apenas com essa informação: pode ser um casacão ou uma camisetinha de algodão fino. O que dá para depreender sem medo da palavra “algodão” que ela permite o ar passar e a pele respirar, evitando o desconforto térmico e aquele cheiro ruim que as fibras sintéticas acumulam mais facilmente.

    As fibras naturais costumam ter tramas mais leves e aereadas, com toque sedoso. De forma geral, tricôs que usam fibras naturais como algodão, seda e fios de linho tendem a ser mais frescos enquanto tricôs de poliester, poliamida e acrílico tendem a ser mais quentes.

    COM CARA DE PIJAMA

    A gente tem visto bastante referência de looks que trazem um ar de pijama usando materiais como o moletom e o tricô de um jeito interessante. Quando bem aplicada, a ideia não transmite um ar de preguiça, de “oh, meu deus, eu tô aqui no trabalho, olhando para a sua cara, mas queria mesmo é estar na minha cama” (a gente pode até pensar isso do chefe ou do colega, mas esperteza é transmitir o oposto!).

    Outra forma de usar tricô no verão é aproveitando as modelagens da estação em peças como shortinho e regata, mas acrescentando essa textura a mais. Só de não ter a superfície lisa, comum, um shortinho de tricô já se torna um elemento mais interessante visualmente. Tricôs em modelagens diminutas, tipo camiseta, regata, coletinho super vazado ou tricôs mais tracionais combinados com peças super leves, tipo mini-vestido, sainha curta, calças leves com a barra dobrada ficam lindos.

    Pensa em uma calça saruel de seda com uma blusinha de tricô que fofura. Ou em um short de tricô com blusa de tecido reto. Quem quiser aproveitar as peças do inverno em dias de meia estação pode começar o dia – quando está mais frio – com um cardigã de tricô fino que, conforme a temperatura aumenta, vai enfeitar a bolsa ou o pescoço, como se fosse um lenço.


  • A gente é super a favor de um dresscode profissional mais condizente com uma imagem “olhe pro trabalho que executo” no lugar de “olhe como eu sou uma graça”. Isso quer dizer que a gente acredita que roupa de trabalho tem que ser um pouco mais recatada (cuidado com decotões, mini-comprimentos, justezas excessivas, transparências sexies…) e mais elegante (corte e caimento bons, tecidos planos, alfaiataria, etc). Mas isso não quer dizer que roupa de trabalhar tem que ser chata de vestir e coordenar.

    E pensando que o calor está vindo por aí e que novas vontades estão vindo junto, dá pra perceber que as novas roupas de trabalho estão bem mais “tropicais”. Repara só como a gente tem visto em muitas vitrines alfaiataria em linho! Ou camisaria em tecidos de folhagens!

    O que a gente apelidou de “trabalho tropical” é o que deveria ser dresscode profissional pro verão brasileiro. Então anota aí: cores claras (cáqui, branco, bege, caramelo) ou cores quentes (laranjas, amarelos, verde militar), estampas étnicas ou florais-tropicais, tecidos naturais e mais rústicos (algodão, linho, tricoline), caimentos mais soltinhos, acessórios coloridos e com perfume étnico, detalhes regionais, sapatos leves ou mais abertos, bolsas mais molengas e fáceis de carregar. Ufa! A recomendação não é usar tudo ao mesmo tempo agora, mas pontuar nosso look do dia a dia com alguns desses elementos. O resultado é uma imagem profissional relaxada e confortável, bem brasileira, mas ainda assim elegante.

    Ah! Vale o lembrete de que a terceira-peça (amada, idolatrada, salve salve!) sempre vai deixar o look mais arrumadinho e com isso com mais cara de profissional. Certo!?!


curtimos

ideias complementares às da Oficina