Karen Walker tinha 18 anos quando abriu a marca que leva seu nome, em 1988, vendendo só dois tipos de camiseta. Ela é da Nova Zelândia, país em que ainda mora com seu marido, sua filha, um cachorro e dois gatos – mesmo com uma fama internacional obtida no mundo da moda: sua “importância fashion” tá comprovada em livros de moda super importantes publicados há pouco. Ela tá no livro ‘Sample’, da editora Phaidon, que nomeou os 100 designers mais relevantes surgidos nos últimos seis anos. E também aparece na lista do ‘Fashion Now 2′, da editora Taschen, publicação que nomeia os 160 estilistas mais importantes da atualidade selecionados pela revista inglesa i-D. Tá bom pra você?
Apesar de agradar clientes/celebridades tipo Björk, Sienna Miller, Jennifer Lopez, Claire Danes, Cate Blanchett e Liv Tyler, Karem Walker construiu, em suas coleções apresentadas na semana de moda de Nova York, uma imagem “anti-it girl”. Sua moda é casual e utilitária e tem um forte sotaque streetwear, mas com pronúncia toda feita na alfaiataria. E é exatamente essa carga de “popismo”, despretensão e criatividade que tem feito sucesso na mídia e chamado a atenção dos fashionistas para suas campanhas - especialmente a de sua linha de eyewear.
Pra vender seus óculos a estilista sempre apresenta os mesmos retratos naturalistas de fotos 3X4, misturando-os com algo inusitado ou surreal. Para 2009, ela mostrou todos os modelos com dentes de vampiro! Em 2008, todos apareciam de barba e bigode postiços ou peruca. No catálogo de 2007, a fotos eram entremeadas com closes de rosas e flores e no de 2006, o ambiente era o de uma bancada para discursos políticos. Super inspiradoras, simples e bem sacadas, essas campanhas mostram pra gente que uma boa idéia não precisa necessariamente de grandes orçamentos. Né?
É tempo de couro e tachas e metais e brilhos, né gente. Toda uma dureza em materiais e imagens de moda. E se a graça da moda é negar suas próprias propostas de temporadas pra temporadas – tipo indo de um extremo a outro atrás de “novidade” – nada mais natural que a próxima onda seja macia, fofinha, gostosa e molenga. Bem ao contrário do que a gente tá vendo/querendo agora. Essa idéia apareceu por aqui quando a gente folheou a última Vogue Paris em vídeo e mostrou a campanha de Valentino toda cheia de plumas. As campanhas de Lanvin, de Gucci e de Fendi também fotografaram plumas e pêlos e peles e superfícies fofuchas. É um sinal né?
Sinal pra daqui a um tempããão ainda, que as mesmas revistas que publicaram essas campanhas apostam super que a onde das tachas e do couro ainda vai dmorar pra passar. Aqui embaixo tem galeria com essas imagens em tamanho maior pra todo mundo ir se acostumando. Porque né, claro que isso é só idéia Read more
Em tempo de jornalistas de moda bombando nesse blog, nada mais oportuno que um post-homenagem à dois textos da Cathy Horyn (preferidésima da galera entendida, não?). Ela postou no seu blog On the Runway um texto antecipando outro texto, feito pro New York Times, em que conta da parceria entre Marc Jacobs e o fotógrafo Juergen Teller. Eles dois trabalham juntos há 10 anos e o padrão das propagandas é sempre o mesmo. A gente demora pra entender, olha e estuda mointo as imagens, se encanta e não cansa nunca. A power jornalista explica porque.
Diz que o diferente é que essas imagens não são feitas pra vender, não são “aspiracionais”, e ainda assim super vendem. Tipo nas fotos o que a gente menos vê são as roupas – aparecem mil vezes mais as pessoas, as situações, os humores e o inusitado. Porque sempre tem, de algum jeito, um inusitado nas imagens de MJ, não tem? Gente inusitada, lugares inusitados, chochos inusitados – Winona Ryder, Dakota Fanning e Victoria Beckham tão aí pra reforçar. E diz que o Marc Jacobs escolhe de estrela “alguém que ele conhece ou alguém que ele quer ver usando suas roupas”.
O fotógrafo conta que o segredo pra conseguir imagens sempre ‘tão inspirativas’ é que Marc Jacobs deixa tudo na mão dele, tipo “faz o que você sentir no seu coração”. Por conta dessa liberdade ele sente a responsabilidade e pensa que tem que se esforçar mointo pra suprir expectativas! Legal, né? No texto do jornal a Cathy Horyn ainda fala de outras parcerias entre designers e fotógrafos, tipo Calvin Klein e Bruce Weber,Gianni Versace e Richard Avedon e YSL e Helmut Lang. Aqui a gente também tem parcerias assim, de idéias e de trabalhos? Quem sabe?
Aqui em cima tem Olga Scherer de vestidón esvoaçante na campanha da Lanvin, fotografada pro Steven Meisel. Aqui embaixo tem a mesma Olga Scherer de vestidón esvoaçante na campanha do Arthur Caliman, fotografada dessa vez por Gal Oppido. Diz que o Arthur Caliman escolheu a modela pelo seu “grande poder de interpretação”. A gente acha que o Arthur em si também tá sabendo interpretar bem do seu jeitinho. Néam?
Cor é sempre bom, não é mesmo?!?? Anima quem tá pra baixo e acompanha a alegria de quem já sai de casa com tudo – melhor ainda colorir o look pegando carona nos florais e xadrezes e geométricos propostos pro próximo inverno! Deglícia criar looks legais só com coordenações originais de cores: porque é fácil, é bom de pensar e de fazer, porque é garantia de elogio e porque faz sorrir (não faz?).
Então na carona dos temas do inverno e usando como inpiração as campanhas novas das marcas internacionais que a gente curte (tantas fotos e tão pouco espaço!), a gente convida todo mundo a exercitar o olhar e tentar achar coordenações de cores em tudo em volta! Esse post foi inspirado no site Wear Palettes, que monta essas paletinhas de cores tiradas dos looks fotografados pelo Sartorialist. Mas dá pra ir além e fazer paletinhas com as campanhas (usando até os cenários e acessórios que compõem as imagens dessas marcas!), com quadros, com capas de revistas, com tudo mesmo! =)
campanhas de ysl, chloé e missoni
Quem sabe tudo dá a dica: diz que uma das editoras-assistentes da Vogue América tem como “receita” de look-bacana ‘usar cor todos os dias’. Receita boa essa: mesmo quando a cor não está coordenada com cores coloridas, dá pra inserir cor nas coordenações de neutros: em bolsas, nos lenços (hit!), nos pezinhos, numa tiara. Por um dia menos chuvoso, menos cinza, mais alegre e animadíssimo (que eu mereço!).
Sabe toda essa coisa art nouveau que a gente viu no último desfile da Prada, em forma de viés nas roupas, de estampas e no cenário todo ilustrado em que as modelas desfilaram?!?? Vai tudo virar filminho. Miucia já fez figurino, já fez um outro filminho com o Ridley Scott e agora tá fazendo essa animação a partir dos seus desenhos fluidos e arredondados e orgânicos pra essa coleção, que vai chamar “Trembled Blossoms” (quem quer traduzir?).
Os desenhos têm formas de flores e plantas e fadas e arabescos, bem no estilão que predominou em arquitetura, móveis, roupas e jóias nos anos 20. Quando a gente viu as fotos do desfile pela primeira vez, deu pra lembrar na hora dessa coleção da Giselle Nasser pro inverno de 2005 (!!!) – a Giselle desde sempre usou debruns e todos os tipos de viés (qual é o plural de viés, hein, gente?) nas suas roupas, sempre tão românticas e espertas quanto a art nouveau em si.
a gente aaama essa coleção: o vestido de noiva da cris é dela, quer ver?
E a gente lembrou não tanto pelas roupas apresentadas pela Prada, mas pelo climão inspirado pela arte da década de 20: agora que a campanha dessa coleção saiu nossa lembrança “confirmou”. Não é literal, claro, mas dá pra saber que as duas estilistas tiveram inspirações-irmãs, né?!??
Tempos coloridos esses nossos, não é mesmo?!?? Que o último desfile da Louis Vuitton rendeu uma campanha coloridíssima e cheia de super tops, bem como no desfile. Foi tudo feito em parceria com o artista Richard Prince, que colaborou no desgin das bolsas novas convidado pelo Marc Jacobs em si (lembra?). As super modelas foram fotografadas deitadas num carro super anos 70 (um Dodge do próprio Richard Prince!) e o making of foi filmado pra ser exibido no site da maison. Tem uma prévia aqui, quer ver?!??
E aqui tem mais um monte de imagens de outras campanhas da LV, todas bem legais. Vale o clique e o passeio!
Falando em Jennifer Connelly, ela devia ganhar o prêmio ‘the flash’ do ano, que apareceu usando as flores (e ombros!) do Balenciaga num tapete vermelho. Tipo 10 dias depois do look aparecer na passarela – e ficou bacana, e eu nem achava que rolaria na vida real. Diz que a atriz vai ser a ‘cara’ da marca na nova campanha – se for mesmo vai ser bem linda (eu acho!), que nessa “provinha” ela já arrasou.
E o boato do momento diz que Victoria Beckham pode ser a estrela da campanha nova do Marc Jacobs. Não me surpreendo, que já teve Winona Ryder logo depois do bafo e até a estrela-freak-mirim Dakota Fanning – e tudo sempre fica lindo. A Posh Spice faz tanta força pra pertencer ao mundo da moda que podia mesmo usar alguma credibilidade pela participação numa campanha do MJ, né?
“(A onda de) “misturar famosos com moda aumentou e tem sido explorada até a última gota porque, na nossa atual cultura tablóide, a moda virou ‘arroz com feijão’”. A gente concorda que todo mundo tem muito mais acesso à informação de moda (muito por causa da internerd, até) e que o assunto está disponível em várias dimensões, exposto das mais diversas maneiras. Por isso uma campanha por celebridades mais interessantes faz muito sentido (pra gente!): uma vez que desejo de moda nasce/cresce por identificação e estamos nessa ‘cultura tablóide’, não tem como dissociar celebridades e moda.”
Esse é um pedacinho da nossa coluna de terça-feira no BlogView: a gente não cansa de querer admirar gente mais de perto! Tudo bem, a gente adora a Lindsay Lohan, a Gweneth, a Mischa Barton e tals. Mas a Globo podia providenciar umas celebrities bacaninhas pra render mais assunto (e imaaaagens!) por aqui, não? Passa lá e diz pra gente se concorda ou não!