Independente de quaisquer tendencinhas que possam acontecer no nosso querido mundo da moda, bichinhos estampados em roupa são sempre sucesso – pelo menos entre as moças fofitas que nós somos! E se em temporadas passadas foi a vez dos gatos, dessa vez a gente viu passarinhos nas coleções de Miu Miu e de Carina Duek. Quase-quase do mesmo jeitinho, sempre delicado e feminino. De longe parecem estampas gráficas (e essa é a graça!) mas de perto a gente distingue a forma direitinho. E sorri – não é?!?? Vale pensar no que as duas marcas têm em comum e o que entre elas é diferente. Afinal, as clientes de uma e de outra vão desfilar com estampas iguaizinhas!

Já deu pra perceber que a gente é muito fã de sapatilhas – não só a gente usa muuuuuito como acaba dando de sugestão pra usar com quase tudo, né!?! É que pra quem anda pra lá e pra cá o dia todo e ainda quer ficar com uma cara arrumadinha elas acabam sendo a solução ideal!!! E tem o modelo certo pra todo mundo (que quiser usar, é claro), pra todas as ocasiões e o melhor jeito de usar pra cada modelo.

Elas também são fãs: pezinhos de Cecília Prado, Carina Duek e Andrea Marques no “palco” do Pense Moda – a foto é da Ivi ; – )
* quando a frente é alongada (pode ser pontudinha, mesmo, ou mais ovalada) acaba que alonga a perna e é a melhor opção pra coordenar com saias, bermudas ou vestidos que tenham comprimento próximo ao joelho. As sapatilhas com a frente bem redonda (que parece de boneca) ou mais quadrada já não têm essa vantagem, então ficam melhores com calças.
* gáspea é a frente do sapato, a parte que cobre nossos dedinhos, e quanto mais baixa (ou seja quanto mais pé ficar de fora) ela for, mais alongada parece a nossa pernoca. Quando a gáspea for mais alta o ideal é usar com vestidos mais curtos, saias ou bermudas mídi – acima do joelho – pra não ficar “baixinha”.
* modelos com tiras que prendem em volta do tornozelo ou que ficam no meio peito do pé (tipo mary jane’s) também encurtam, principalmente se forem em cores que contrastam muito com o tom da nossa pele!!!
* tem sapatilhas que são totalmente abertas nas laterais dos pés – são chamadas de “gáspea e talão” – que deixam o pezinho super sexy.

Looks mais-que-elegantes com sapatilhas em editorial na Vogue America, tá!?!
* sapatilhas boas pra usar no fim de semana (ou em looks beeeeem informais) podem ter solinha de borracha, que ficam ainda mais confortáveis e combinam super com bermudas de plush, vestidos de malha, calças de jeans bem molinho… E sempre tem as sapatilhas de plástico da Melissa, né!?!
* já os modelos bons pra usar em ambiente profissional são os feitos em materiais de qualidade, tipo couro (que pode ser liso, prensado, texturizado, metalizado, tressê), verniz ou camurça. A sola pode ser de couro e mais fininha e a frente mais alongada pra deixar a sapatilha com uma cara bem chique!!!
* e o sapatinho vai até na balada ou eventos mais elegantes, sabia!?! Sapatilhas metalizadas, feitas de tecido (cetim ou veludo), bordadas ou com aplicações de pedras ficam lindas com vestidos de festa mais curtinhos ou com jeans mais sequinho e tops sofisticados.
Não dá pra não usar, dá!?!
A última mesa do dia de ontem no Pense Moda discutiu, com feminilidade, a inserção de uma marca no mercado de moda sem a realização de desfiles para o lançamento de suas idéias e propostas de coleções num grande evento de divulgação e exposição de mídia. As estilistas Andrea Marques (ex-Maria Bonita Extra), Cecilia Prado, Carina Duek e Carol Gannon (D’Arouche), mediadas por Lilian Pacce, expuseram suas experiências e conclusões.
Carol pontuou que o foco e a energia que se põe num desfile, em uma marca pequena, muitas vezes contrasta com sua capacidade produtiva e de venda. Carina acrescentou que sem desfilar consegue redirecionar seus gastos em investimentos e Andrea ressaltou que não desfilando sobra mais tempo (e cabeça, e dinheiro!) para se preocupar com os produtos que realmente irão vender. Como ela disse, a produção e a agilidade na distribuição são fatores de fundamental importância para o fortalecimento de uma marca pequena, muito mais que um desfile. Mailing, assessoria de imprensa, movimentação do cliente dentro da loja (como lançamentos e acessibilidade ao próprio estilista) e um consistente espaço dentro da internet são algumas das medidas utilizadas pelas estilistas para suprirem a falta de exposição gerada pela ausência de uma apresentação em passarela. O desfile é um sonho de qualquer recém-formado, lembrou Carina, mas nem sempre é sua melhor opção.
Sim, a questão da inserção de uma marca numa semana de moda é de extrema relevância, pois são elas, as semanas de moda, as maiores responsáveis pela projeção de mídia e de mercado de uma marca. Entretanto, antes de se discutir um desfile, deve-se primeiro discutir as reais condições de colocação de uma pequena marca dentro das relações comerciais. Quando se é pequeno não existem fornecedores dispostos a trabalhar com produções reduzidas – e quando existem, o valor cobrado por esta quantidade inferior é significativamente mais alto. Como sempre, os que podem menos pagam mais. Dessa forma, se produzir já é muito mais difícil, parece lógico e de bom senso que o desfile não seja, pelo menos por hora, uma alternativa. Como bem disse Carina, “sucesso é quando está todo mundo (te) usando”. Ou seja, o sucesso de uma marca não está em cima de uma passarela – está no volume de sua caixa-registradora.
Quem tá curtindo os textos-relato da Tati Rodrigues levanta a mão! =)
Na semana passada a Carina Duek fez festinha na loja pra lançar a coleção de inverno. E quietinha, quietinha, a filha do Tufi tá bem firmando sua identidade e criando pecinhas super desejo de consumo imediato. A loja dela é incrível, fica na mesma vila da Adriana Barra e tem tudo a ver com esse conveito de promover experiência e não só venda.


As peças da Carina são feitas pra uma menina-mulher bem segura e com um super humor. Que a princípio tudo pode parecer fofucho demais, mas tem um perfume de “menina levada”, de moça espertinha (sabe?) que faz toda diferença. No logo da Carina tem um laço bem lindo que aparece mais um monte de vezes nos bolsos dos jeans, nas costas das blusas, em volta dos decotes e em broches in-crí-veis (quero tipo agooooora!).

E não tem pretensão nenhuma, em nada: as peças são confeccionadas em tecidos fáceis mas de super qualidade, e apesar de serem produzidos pra uma marca pequenininha (ela nem faz atacado!) têm a garantia de acabamento de uma indústria imensa (a Forum, né?). Os detalhes e estampas têm a ver com as viagens da estilista e com as vontades dela – e se ela é jovem, inteligente, curiosa e descolada, fica fácil de meninas com essas características se identificarem com a roupa, não?

A loja em si é um passeio, cheia de brinquedinhos mais que fofos e toda cheia de artes pelas paredes e pelo teto: tem nuvens de jornal japonês e ilustrações e colagens por toda a casinha! As saias e blusas e vestidinhos e jeans são (de verdade!) fáceis e gostosos de vestir, e nesse inverno os casacos são desejo à parte. Tem que conhecer!
