Junto com o friozinho pré-SPFW (!!!) veio também a onda das jaquetinhas. Daí eu quis ter um casaco bem quentinho mas mais curto – é super difícil achar jaqueta legal pra mim, eu tenho ombrão! – pra usar com pernocas de fora e pra chegar e sair dos lugares quando eu fizer sobreposições leves. Mas casaco é sempre um investimento, né, e eu tava enrolando pra procurar um modelón por medo dos preços (tá tudo muito caro!). Minhas amigas que não trabalham com moda me aconselharam a procurar em lojonas de departamentos (elas mesmas tavam usando casacos incríveis dessas lojas) dizendo que eu ia me surpreender. Lá fui eu então no fim de semana atrás de uma boa oportunidade de me manter quentinha sem gastar muito: no sábado eu experimentei opções da C&A, da Renner e da Luigi Bertolli e no domingo eu fui na Renner e na Zara. E olha, quanta surpresa boa, viu?

Todos os casacos das fotos aqui em cima e da galeria aqui embaixo custam, no máximo, R$ 400 – os da Renner e da C&A custam de R$100 a R$ 200, o da Luigi Bertolli custa R$ 260 e os da Zara custam de R$ 300 a R$ 400. Quase todos são 100% feitos de lã e são bem bem quentinhos. Read more
Nem é só porque ainda é inverno – independente da estação do ano, à noite faz mais frio mesmo e de vez em quando um ventinho gelado faz a gente pensar duas vezes no look da balada, né? A melhor solução é investir em material fino e mointo “esquentativo”, na opinião da Oficina. Cashmere e lã tipo angorá são materiais naturais, super leves, às vezes até transparentes, mas muito muito quentinhos. E em forma de cardigans, super dão certo por cima de qualquer – qual-quer! – look de balada que a gente coordene. Sem acrescentar volume, sem deixar a gente cheia de camadas, sem precisar de muita coisa por baixo. E porque são materiais de qualidade, duram por mooointas baladas!

Conhecendo as propriedades dos tecidos sintéticos e dependendo do valor que se tem pra investir é válido, também, ter um cardigan fininho, arrumadinho, feito em acrílico ou fios de poliéster: vai esquentar também, mas vai durar menos (e pode deixar cheirinho ruim no fim da balada) – presta atenção pro fio sintético não ser super brilhoso, que quanto mais opaco ele for, mais elegante. Cardigans quentinhos e opacos funcionam bem sobre tecidos lustrosos (tipo seus vestidinhos de seda e cetim), acompanham jeans e tops cheios de brilhinhos e paétes sem ofuscar o look, complementam com braços quentinhos as pernocas que passeiam em shorts e sainhas petchenas. É importante também que o casaquinho escolhido seja bem bem fininho, pra não ter problema de “desencontro” de peso visual com vestidos e tops leves.

Pra investir (porque se for cashmere ou angorá vai ser investimento meishmo, amiga), pensa no conjunto de cores do seu guarda-roupa: se for tudo mais colorido, vale incluir um cardigan neutro – tipo em marinho, em cinza chumbo, em marrom, em bege, em branco. Se o guarda-roupa for mais calmo, mais neutro mesmo, arrasa com cardigans coloridos em lilás, vermelho, rosa, amarelo, verde, turquesa. E lembra que se a balada é em lugar fechado, super vale fazer o look pra temperatura boa, confortável (com sandálias e dedinhos de fora e tudo!), que o cardigan vai dançar assim que você se esquentar. Não vai?
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Pra quando tá metade frio, metade calor
Muito mais sobre cardigans
Nosso jeito de amarrar cardigans no pescoço (vídeo!)
Chega o inverno e a gente fica pensando em comprar aquele casacão incrível, não fica? E a gente sempre pensa que tem que comprar em preto, que vai dar mais certo com tudo. Ou em caramelo, que também é neutro. Não é assim meishmo?!?? Acontece que se o guarda-roupa que a gente tem é todo abastecido com esse pensamento, nunca nenhuma coordenação vai ter graça!

lembra que também vale coordenar neutros pro look ficar mais legal
Assim, ó. Imagina um guarda-roupa em que tudo é mais básico, tipo montes de jeans, camisetas brancas, sapatinhos e bolsas em preto e marrom. No inverno, um jeito incrível de animar os looks é juntar casacos (e partes de cima, de sobrepor) com essas peças basiconas. A essência do look continua neutra, que super tem a ver com a personalidade de quem usa, mas com uma alegria a mais. E o look não corre nun-ca o risco de ficar monótono, mas ao contrário, fica inteligente e bem mais descoladinho!

sabe quem super sabe coordenar cores coloridas? nossa ídola ugly betty!
Mas e se o guarda-roupa pra criatura é todo colorido, todo estampado, com babados, todo já alegre demais da conta – tipo o meu? Daí casacos em cores neutras são o máximo, que nesses guarda-roupas a gente sempre tem a sensação de que faltam peças básicas, calmas, pra dar suporte às coordenações! E pra ser neutro não precisa ser preto: casaco cinza, cáqui, vinho, petróleo, marinho e até roxo também super funcionam com todas as cores coloridas do mundo. E deixam o look mais divertido e mais elegante.
Então durante os desfiles internacionais pra temporada de inverno 2008/2009 o fotógrafo Scott Shumann, que faz o Sartorialist, fotografou para o site da Vogue América o povo nas entradas e saídas dos eventos todos. E sabe o que tá todo mundo usando – e o que a gente vai super usar assim que o frio resolver chegar? Cintinho por cima do casaco e do cardigan! “Veja só”:

Dá pra usar por cima de peças espessas e acinturar pra ficar magrinha, dá pra usar sobre peças fininhas e acrescentar charme com o acessório, dá pra usar com o casaco/cardigan fechado ou aberto ou metade-metade. E dá pra fazer a coisa do “casaco que quer ser vestido”, super super uma graça! Agora falta um ventinho frio, não é meishmo?!??
Cardigan é clássico, né, gente? Por isso mesmo deixa qualquer look mais elegantinho, mesmo que seja super básico ou que o look em si seja informal. Pro próximo inverno o cardigan é peça-chave, e a gente pode aproveitar desde agora (desde sempre!) pra colocar os nossos pra desfilar por aí. Referência pra compritchas futuras: cardigan é investimento bom sempre porque é mega funcional (quase sempre é fininho, mas por ser de tricô super esquenta!) e é versátil (dá pra usar de mointos jeitos).

inverno 2008: também teve mointo cardigan aberto com cintinho fino por cima, meio uma febre mesmo – quem não vai fazer?
Tricô tem a ver com ‘anos 70′, é maleável e confortável, dá sensação de aconhcego e é super feminino. Do jeito atual, como a gente tem visto nos últimos desfiles daqui do BR e de lá de fora, o cardigan aparece não só como casaquinho, compondo sobreposições, mas também como acessório: teve muita imagem de cardigan amarrado no pescoço como lenço ou como xale mesmo, bem bem beeem legal . E sempre dá pra usar no dia-a-dia sobre vestidos e camisas e saias, no fim de semana com moletom ou jeans, em festinhas sobre vestidóns (substituindo as echarpes mega tradicionais) e em baladinhas, fechados com um broche bem lindo, acinturando a silhueta. Mesmo sem estar no look o cardigan é tão levinho que dá pra ir com a gente na bolsa e ficar lá esperando oportunidade de ser usado!

mais: dá pra usar fechadinho com um regata beeem fininha por baixo, sem aparecer, pro cardigan funcionar como blusa (super sexy!)
Cardigan é uma solução super boa pra quem tem braço gordinho, pra usar por cima de tudo – os mais levinhos, com trama bem aberta, nem esquentam tanto e podem ser usados em looks fresquinhos só como complemento. E é incrível pra otimizar o uso dos vestidos e tops tomara que caia que a gente fica guardando pra usar só em festchinhas: coordena com um cardigan de fio de algodão e arrasa de dia. Quer sugerir mais jeitos de usar?!??
A gente adora peças de roupa que podem ser usadas de jeitos diferentes e é por isso que a gente tá, faz um certo tempo, prestando atenção em casacos e capas mais longuinhas que podem ser usados como vestidos. Nos primeiros dias da temporada de Milão já apareceu um tanto!!!

Em Milão: D&G, Pringle, Alberta Ferretti, Moschino, Burberry…
O mesmo casaco com abotoamento duplo (tipo trench-coat) ou simples e com comprimento perto do joelho que a gente usa por cima de vestido ou calça, pode ser usado também todinho fechado com meia bem opaca ou bota mais longuinha. Fica uma graça!!!

… Burberry de novo, Missoni, Emporio Armani, Giorgio Armani e Moschino.
E dá pra usar as capinhas mais leves naquele frio mais-ou-menos com sapatilha ou escarpin de salto mais grossinho, sem meia, mesmo. Nos defiles teve casaco-vestido de lã mais pesada, de couro, xadrez, estampado, mais longo, mais curto, acinturado, reto (que dá pra prender com o cinto fininho)… O modelito quase todo mundo já tem esquecido num canto do guarda-roupa, agora só falta o frio, não é mesmo!?!
“Quando você compra uma peça versátil, que ao mesmo tempo é um casaco e um vestido, é uma estratégia inteligente, principalmente com seu bolso. Mulheres deveriam agradecer aos estilistas e stylists por esta solução”. Essa é do Oliveros falando de um trench muito fofo da Marciana (as meninas cariocas nem vão precisar de tanto frio). Tá!?!
A maison Chanel promoveu há pouco uma exposição de jaquetas/paletozinhos incríveis do acervo da marca no outro hemisfério, e uma das moças que faz o blog mega bombado Bag Snob não só foi ver as peças de perto, mas contou tudo e mais um pouco nesse post. A gente resolveu traduzir as partes mais legais pra todo mundo daqui aprender junto com a gente, que como ela mesmo diz, “não há uma peça de roupa que transcenda com tanta graça o tempo, o estilo e a idade”. É ícone meishmo, né?!??

todo mundo quer usar: aqui tem mischa barton, carol trentini na penúltima coleção desfilada, lilly allen, imagem da revista da daslu e demi moore
Na exibição foram vistas desde jaquetinhas reproduzidas da primeira coleção da Coco Chanel, em 1916, até modelos originais de 1954. E mesmo que a Chanel tenha feito o primeiro “perfume de designer”, a primeira bolsa tipo tiracolo (as correntes pra pendurar nos ombros deixaram as moças com as mãos livres!) e o vestidinho preto básico, a jaqueta quadradinha criada pela estilista ainda é dona do posto de top ítem de luxo que atravessa os tempos e ainda é super desejável. O primeiro paletozinho foi feito de um jérsei de lã bem molinho, que era usado só pra underwear de meninos (diz que foi meio um escândalo ela ter usado na jaqueta) por causa da escassez de materiais causada pela guerra – e só em 1954 a estilista começou a confeccionar a jaquetinha em tweed, seu tecido favorito. A idéia era, o tempo todo, fazer peças que dessem liberdade aos movimentos das moças ‘modernas’ e atendessem ao seu estilo de vida. Gênia.
Diz que as mangas preferidas de Mademoiselle eram as que têm comprimento 3/4, pra exibir bastante os braceletes criados pra compor o look Chanel. E diz que todas as jaquetinhas da marca têm por dentro uma corrente que pesa e deixa o caimento da peça sempre impecável, sem nunca perder a forma. Tem mais: diz que os forros das jaquetas são criados de um jeito que permite aumentar ou diminuir sua forma em 2 ou 3 tamanhos – tipo se a cliente engorda ou emagrece, se fica grávida e quer usar durante e depois da gravidez. Gênia de novo. Desde 1983 o Karl Lagerfeld vem reinventando/reinterpretando a peça sem esquecer dos elementos que a Chanel em si amava: fitas, laços, pérolas e bordados – já teve modelo mais curto ou mais comprido, mais justinho ou mais solto, e ainda assim a jaquetinha permanece desejável, ‘eterna’ e única. Tem mais da “incrível saga” que explica como o casaquinho Chanel virou o ícone que é hoje no post original do Bag Snob, com fotos da exposição e tudo.
Também na Vogue América desse mês, junto com o editorial minimalista tem um outro só com casacos curtos. Anna Wintour acha que eles são peça-chave no frio da era do aquecimento global. Eles são bacanas mesmo: protegem do vento e aquecem, sem cobrir demais e sem ficar difícil de carregar se precisar tirar, se esquentar o tempo. Também são curinga nesse tempo bom de fazer sobreposições, né?!?? Anna Wintour ainda defende que tem um casaquinho curto pra cada idade e pra cada estilo – e pra ocasiões diferentes! =)

dá mesmo pra gente imaginar que a primeira foto é “intermediária”, a segunda pra mais jovens e a terceira pra mais velhas – ou a mesma ordem, só que pra formalidade x informalidade… não dá?!??
Esses aqui embaixo estão no III Sacolão de Estilo, que vai rolar essa semana – dias 09, 10 e 11, na Teto (Melo Alves, 184, Jardins, tel. 3064 2777). A gente vai estar lá das 10h às 19h na quinta, na sexta e no sábado esperando todo mundo, tá?!?? Todo mundo meeesmo!!!

esse penúltimo, fofinho de bolinhas, é do Valentino, tsá?!??