Já ouviu falar no blog Go Fug Yourself? Com extremo bom humor e muito chocho, as americanas Heather Cocks e Jessica Morgan não deixam pedra sobre pedra nos escorregões fashion de celebridades em tapetes vermelhos da vida – o blog é imperdível! A corrupetela “fug” vem de “fugly”, que é a contração de “fantastically ugly” e que pode ser traduzida como ‘incrivelmente feio’. “Fug” também é uma forma mais amena de dizer “fuck” – mas aí não né.
Apesar delas serem super cruéis com as celebridades, a imprensa caiu de amores por elas. Tempos atrás o blog foi escolhido pela revista Time (!!!) como um dos 50 sites mais legais da internet. E o jornal britânico The Guardian já elegeu o GFY como um dos 50 blogs mais poderosos do mundo! Diz que o blog tem tipo 3,3 milhões de visitas por mês (uau). Read more
• Três em um: o ótemo Aqui só tem bafón tá fazendo série de entrevistas com gente de blogs legais. Já teve Marcelona e Ana Clara Garmendia – que têm blogs cheios de trivia fashionista e informação direto dos bastidores, tipo acesso restrito mesmo (um daqui do BR e outra lá de Paris!). Daqui a pouco tem a nossa entrevista também!
• Muito muito legal esse ‘faça você mesma’ do Superzíper, ensinando todo mundo a ter um colar de renda lindo e baratinho! Olha que demais!
Porque né, gente, tamos pra sempre vivendo no “supermercado de estilo”, com um bilhão de tendências à disposição da construção do nosso estilo pessoal. Pode tudo, e todo dia tem uma coisa nova pra gente querer usar e tals. E aí, aparece a Demi Moore usando duas pecinhas tendências de um jeito clássico, lindo! Tá de boyfriend jeans e de boyfriend blazer (nem tanto, mas valendo!), aproveitou pra juntar sapatilhas (clássicas sempre né), e cores neutras (branco e preto) com o toque de vermelho no cardigan – usado como colete, por dentro, lindinho. Look que dá vontade de voltar pra casa e trocar o que a gente tá usando pra ficar parecida com ela né? Pra ver se a gente também conquista um Ashton, haha!
A Sabrina Sato tem olho de oriental (japonesa?) mas é a cara das meninas brasileiras – no jeito mais legal de ser “menina brasileira”. Tá sempre com o corpão marcado na roupa, sempre com pernocas de fora, mas nunca tá vulgar (na vida real, né, não no ‘momento profissional’). Estudar os looks da Sabrina Sato rendem boas lições de ‘como ser sexy sem ser popozuda’. Os acessórios de qualidade super ajudam a sofisticar qualquer shortinho ou micro-saia – dá uma olhada nas sandálias da moça, quanta riqueza! Os acessórios pequenos (brinco, anel, colar) são sempre pequeninos mesmo, bem jóia. Tecidos planos e lustrosos e detalhes na própria roupa fazem com que a coisa toda fique um pouquinho mais formal (mesmo no informal). E o melhor de tudo: Sabrina Sato parece ser fã de cores neutras! E o impacto das cores é muito muito grande no sentido de “elegantizar” os looks, não é? Além de um contraponto ótimo pra tudo tão curtinho. Sacou?!??
Vale a pena investir em guarda-roupa e a nossa ex-BBB favorita é a prova disso: virou fashionista e pronto. ((Grazi Massafera também é ex-BBB e também é linda, mas não é nem de longe tão fashionista quanto nossa musa-paniquete, né?)) A gente aqui na Oficina AMA a Sabrina Sato e nunca esquece que ela foi a primeira celebridade que a gente viu usar Fabia Bercsek assim, em revista de celebridades. Isso é ou não é informação de moda, hein?!?? ;-)
A escolha de sapatos pesados na coordenação com vestidinhos elegantes tem funcionado super bem há tempos – a gente tá percebendo mais de perto desde o tapete vermelho da festa do Costume Institute do MET (lembra do post?). Ontem teve premiação de cinema em festona da MTV americana e a combinação apareceu de novo, mil vezes! Tudo bem que é festa da MTV – por definição mais jovem, mais desencanada, com dresscode beeem mais elástico e tals. Acontece que sapato pesado com vestidinho elegante é “desobediência modal” (como diz nossa amada Simone Esmanhotto) mas tem tudo pra dar certo quando a gente calcula direitinho, olha só!
A gente pode contar com essas sapatos mais pesados como atualizadores de look nessa temporada. Plataformas delicadas e meias-patas, tiras mais espessas, botinhas, tachas e designs que cobrem todo o pé são novos e podem deixar mil looks-de-sempre com cara de novos, de agora. Essa “atualização” pode acontecer de jeitos diferentes dependendo do dresscode do evento em que a gente vai usar o sapato: se for numa festona, os tecidos do vestido e da bolsa precisam ser os mais sofisticados pra compensar a informalidade dos calçados pesados (calçado pesado é SEMPRE mais informal!). Ao mesmo tempo, o sapato pesadão pode fazer um look que tá parecendo arrumado demais descer um degrau em formalidade: tá se achando engomadinha demais, troca a sandália fina por uma dessas tipo as das fotos aqui em cima e pronto!
Mais pra se prestar atenção: quanto mais os sapatos cobrem os pezinhos que os calçam, mais fazem parecer que quem usa tem perna curta e mais grossa (por consequência). Então dá-lhe coordenações monocromáticas de cores e comprimentos longos-até-o-pé ou curtinhos pra compensar. E essa é a prova de que a cada temporada, com um ou dois investimentos, a gente atualiza tudo que a gente tem no armário – até agora as nossas apostas de inverno aqui na Oficina (pra atualizar num minuto qualquer look!) são esses sapatos/sandálias/botinhas e jaquetas. E pra vocês?
• Tem gente bacana do Brasil no tapete vermelho do festival de cinema de Cannes e o Celebrista mostrou os vestidos mais legais em versão celebridades-e-passarelas! Posts aqui, aqui e aqui!
• Imperdível: hoje tem curso de jornalismo de moda com ninguém mais ninguém menos que Jorge Wakabara, editor responsável por fazer – junto com uma equipe linda e inteligente – o Lilian Pacce ser top site bom de informação de moda hoje, o melhor. Clica pra saber de valor e de inscrições e vai estudar, que o Jorge tem um monte de coisa boa pra ensinar.
• A revista Capricho vai fazer um reality show pra contratar estagiários de produção de moda: tem tudo explicadinho no ótemo Just Lia e as inscrições podem ser feitas aqui.
• Blog-mais-legal-de-se-conhecer-da-semana (eu amei!): Coisa de Moça Fina. Já tá no blogroll aqui do lado, vale super a visita.
• Top blog maravilhoso de moda masculina aqui no Brasil é o Hypercool, a gente não cansa de elogiar e tietar. Além de ter textinhos fáceis, realistas e inspiradores pros meninos, os editoriais são um primor! Nas fotos mais novas quem veste os looks dos meninos é uma menina – todo mundo fica desejando, tudo é lindo, clica pra ver que é de brilhar o olho.
Usar mais de um colar ao mesmo tempo não é novidade nenhuma, mas sempre é legal. Em tempos de maxi-colar, quem não quer seguir a tendência ao pé da letra pode prestar atenção ao que essa tendência significa e se arrumar do jeito que preferir – o principal elemento da onda dos colares grandões é a atenção ao colo, com o acessório “principal” da produção bem pertinho do rosto. Então, dois ou mais colares fininhos e delicados cumprem esse papel (o de preencher o colo e chamar atenção pro rosto). Vários pingentes juntos numa mesma correntinha também. Colares fininhos e bem diferentes também. Correntinhas coordenadas em comprimenos diferentes também. Sabe como?!??
Vale coordenar formas e formatos. Corretinhas mais retas com outras de aros redondos; colares arredondados com outros em que o pingente pesa e forma um V; contas angulares com outras bem redondinhas. Mistura de materiais também dá super certo: pode combinar pérolas com continhas de turquesa, pode coordenar metais com materiais naturais, pode juntar cristais com plaquinhas de acrílico. O equilíbrio a gente alcança na “quantidade” de material que se vê: se o metal super chama mais atenção, então as pérolas podem ser pequeninas. Se a combinação é feita com dois colares diferentes de pérola, então um de cristais coloridos, menorzinho, pode ser acrescentado pra balancear o look. Vale ainda misturar temas: se a produção fica muito fofucha, um pingente mais rocker, tipo uma caveirinha (!!!), pode ser um bom par pros outros colares – o contrário também vale: se o colar tem formas de tachinha, com continhas pontudas e mais pesadas, vale acrescentar uns coraçõezinhos e laços. Tudo depende da personalidade de quem usa!
A maior sacada na hora de coordenar dois ou mais colares é a coordenação dos comprimentos. Pra usar tudo curtinho, pertinho do pescoço, é bom que as correntes sejam diferentes e que os pingentes tenham volumes que não se sobreponham demais, sabe? Se os comprimentos forem diferentes, os colares podem até ser iguaizinhos – comprimentos diferentes dão um ‘movimento’ ao look que já carrega uma interessância em si, talvez por isso todo mundo goste tanto de voltas e voltas de pérolas! Com comprimentos iguais ou diferentes, a gente pode prestar atenção nos decotes que usa: os colarzinhos coordenados podem preencher o colo (direto na pele mesmo!) ou podem emoldurar a roupa que a gente escolhe; podem fazer às vezes da gola ou podem emoldurar o decote da peça. E com tamanhos diferentes o foco pode ficar mais pra cima ou mais pra baixo – mais perto do pescoço ou mais sobre os seios. A gente é quem escolhe pr aonde que chamar mais atenção. E aí é só contar uns dois dedinhos de distância de um pingente pro outro e usar (não é regra, é sugestão!). Um bom jeito de começar é coordenando os colares sempre em quantidade ímpar: tendo mais de dois, não tem como não equilibrar materiais, comprimentos, formas e temas, entende? Sempre vai ter alguém em menor quantidade, nunca dá empate.
Vale também usar a quantidade ímpar pra coordenar as características dos colares com os outros acessórios – se os colares são dourados, o brinquinho pode ser prateado. Se dois colares são dourados, um outro é prateado e o brinco também é prateado, vale acrescentar um anel dourado ou prateado (pra desempatar!). Um elemento tem que se destacar claramente em relação aos outros! E quanto mais materiais formas temas comprimentos a gente acrescentar, mais interessante a combinação fica – mais “elementos de leitura fashion” a gente fornece pra serem lidos por quem vê a gente. Essa é a parte mais legal. E todo mundo pode: quem quer desviar atenção da parte de baixo (quadril maior), coordena um monte de colarzões coloridos. Quem tem a parte de cima do corpo mais larga (ombrão, peitinhos, braços cheios) pode deixar mais pele à mostra, combinar correntinhas finas juntas, encher os colares de ingentinhos (que puxem o olhar pro centro do corpo!) e sair feliz também.
Jennifer Lopez anunciou a tendência, de um jeito: desde a última edição do SPFW a gente ficou com mil idéas de como usar brilhos de dia, por conta das sugestões das passarelas pra esse próximo inverno (pra já!). Os desfiles mostraram pra gente paétes nas camisetas de malha, tachinhas aplicadas em jaquetas e calças, contas e miçangas em bolsas e mais. No clipe ali embaixo, de 2001 (gente, to velha), Jennifer Lopez (que na época era J. Lo) usa calça jeans, regatinha branca-nada e BRILHOS DOURADOS! No encarte do cd tem fotos dela de jeans escurão e… mais brilhos dourados. A sacada parece ser usar opostos: tecido informal, de trabalho, de todo dia, com acessórios cintilantes (alou Katylene), lustrosos, de usar de noite.
Há tempos a gente vê essa megaonda de celebridades desenvolvendo parcerias com empresas de moda, né, amigos? Pra lançar roupas e acessórios e jóias e bolsas que tenham a cara dos figurinos-de-vida dessas mesmas celebridades, pra agradar quem admira, pra quer estar um pouquinho mais perto desse objeto de admiração – porque ninguém fica parecido com o ídolo porque usa o que ele “criou”, néam?!?? Pois se a gente já viu linhas de Natalie Portman, Chole Sevigny, Lilly Allen, Madonna e mais tantas, agora tem três novidades que a gente só vai ver em blogs e em fotos (fora as sortudas que moram fora e que tão de viagem marcada): diz que Rachel Zoe, Nicole Richie e Gwyneth paltrow tão com ítens de moda pra sair do forno fashion das celebridades que geram desejo.
eu voto em regina casé: ninguém é mais brasileira-e-autêntica no vestir (sério!)
Rachel Zoe, personal stylist de gente que tem looks bem bons (tipo Demi Moore, Debra Messing, Cameron Diaz e Keira Knightley), vai fazer roupas inspiradas nela mesma, “acessíveis com cara de luxo”. Todo mundo que ela veste tá sempre bacana, como não ter expectativa em relação ao que ela quer que a gente vista? Nicole Richie, depois de lançar uma linha de jóias (super bonita, de verdade) que vendeu tudo que tinha disponível pra vender, vai fazer sapatos – dado o estilão dela, meio-que-desenvolvido em parceria com a própria Rachel Zoe, não tem como sair ruim. E Gwyneth já até soltou na internê uns desenhos de sua coleção de “roupas inspiradas na androginia feitas com cashmeres e lãs super boas”. E a gente babando aqui com desenhos e links de blogs internacionais – máximo que dá pra alcançar dessas parcerias. Que se a gente depender das nossas celebridades – ou mesmo das nossas empresas de moda pra fazer parcerias, quem vai ter vontade de vestir essa moda? Que celebridades a gente tem aqui que inspirariam toda-uma-linha de artigos “fashion”? Quem a gente ia querer vestir? A discussão da “juventude” do Brasil no quesito maturidade de indústria de moda alcança também a imagem de moda que a gente apresenta, não?!?? Quem daqui tem imagem fashion madura, forte, constante e “copiável”?!?? Alguém sugere?