No fim de semana fui assistir Coco Antes de Chanel e fiquei emocionada. Todo mundo já deve saber que o filme foca na vida pessoal da Coco Chanel, de quando ela vai pra um orfanato bem criancinha, durante todo o caminho que percorreu (na vida) até virar quem virou, fazer o que fez. Mas claro, ‘o olhar atento encontra significado’ e, mesmo no meio das festas dos amores dos anseios e decepções da nossa heroína fashion, dá pra identificar momentos de moda incríveis. Que a gente sabe de tudo que a Chanel fez, de tudo que ela conquistou pro nosso guarda-roupa (de usos e de desejos!) e tals. Mas ver animado, no “teatrinho”, acontecendo bem em frente à gente… é demais!
Desses momentos um dos que mais me encantou foi o que ilustra o “nascimento da mariniére”. Mariniére nada mais é que uma camiseta branca com listras azuis, sugestão da Chanel pra roupa de praia da mulherada da época. Até então, quem ia à praia tinha que usar vestidón (com espartilho incusive), bombacha, camadas e camadas de saias e mais. Daí um dia Read more
Edith Head foi uma grande figurinista em Hollywood da década de 20 até os anos 60/70 . Ela trabalhou nos estúdios da Paramount por 44 anos (depois disso foi para a Universal), concorreu a 35 Oscars e levou 8 pra casa.
Era capaz de criar os figurinos e escolher (bem!) as roupas de outros estilistas para compor a personagem. Pelas mãos dela passaram divas eternas como Audrey Hepburn, Elizabeth Taylor e Grace Kelly (dizem que foi ela quem ensinou t-u-d-o pra Grace, postura, como andar, como segurar a cauda do vestido… tsá?!). Read more
De tempos em tempos a gente AMA um filme que não foi feito “pra ser da moda” mas que acaba sendo. Não é? Tá sendo assim com o super-esperado (pela gente!) Where the wild things are e foi assim com Memórias de uma Gueixa e com Chicago, por exemplo. Agora o diretor desses dois últimos filmes tem um filme novo, chamado Nine, e as atrizes do filme tão to-das na capa da Vogue América. E olha, é um timão, tipo “divas-high-school-reunion” como disse meu amigo Frank*: nunca tantas ganhadoras de Oscar estiveram reunidas num mesmo trabalho. Por conta disso a capa da Vogue e toda uma expectativa de um tapete vermelho (nas premiações de cinema do ano que vem) bastante animado. Ó só:
O filme foi baseado numa peça famosa da Broadway nos anos 80 que por sua vez veio da estória de um filme de Fellini chamado “8 1/2″ (oito e meio… nove… sacou?). A estória mostra Guido Contini (Daniel Day-Lewis, 2 Oscars), que é um diretor de cinema passando por uma crise de criatividade – ou algo do gênero, e sua relação com as mulheres da sua vida. Que são (se prepara!): Read more
O filme “Coco antes de Chanel”, que conta da vida da power estilista desde cedo, estreou na semana passada lá fora (ansiedade pra ver!!!). E a figurinista do filme, que chama Catherine Leterrier, deu essa entrevista deliciosa (e cheia de fotos lindas!) falando do medo e do encantamento de recriar não só o que a Chanel usou, mas também o que ela inventou! Diz que quando ela foi pesquisar como a Chanel era quando mais jovem, ela se deparou com uma superstar – mesmo antes de ser famosa. Tipo as contemporâneas Jeanne Lanvin e Madeleine Vionnet eram desingers maravilhosas e tals mas ninguém queria ser como elas. Mas a Chanel criava desejo com tudo que ela própria usava, todo mundo ficava de olho – não é demais isso?
Mais: diz que ela sempre quis ascender socialmente mas que nunca quis copiar o que as moças mais ricas usavam – ela achou um jeito só dela de chamar atenção, o sonho dela era ser copiada (”ela era sua própria musa”). E que a diretora do filme, Anne Fontaine, pediu que a Chanel (interpretada pela Audrey Tatou) sempre fosse diferente – então ela tinha figurinos masculinos pra quando todo mundo tivesse feminino, ou figurinos claros quando tava todo mundo usando escuro! Read more
No fim de semana eu assisti À Deriva, do Heitor Dhalia. O filme mostra a separação de um casal e a estória é contada do ponto de vista da filha mais velha deles (Filipa, nome ótemo), uma adolescente em férias de verão que, no meio da coisa toda, amadurece um tanto e vira uma mulherzinha fofa. É uma imagem maravilhosa atrás da outra, como se o fime fosse um álbum maravilhoso de fotos de sonho em movimento – lindeza de luz e cores e… figurinos!
O responsável pelos looks das personagens é o Alexandre Herchcovitch, que contou ao Lilian Pacce que buscou nas suas próprias memórias os elementos que resgatou pra compor os visuais do filme. Deborah Bloch, a mãe da Filipa no filme, usa plataformas e tamanquinhos e tomara que caia e shorts com cintura alta – gente a minha mãe usava exatamente esses looks na minha infância!!! Read more
Tá aqui o cartaz do filme que a gente mais quer ver esse ano, o que conta o caminho que a Coco Chanel percorreu até ser quem ela foi. O nome original é Coco Avant Chanel mas pra gente vai ser “Coco antes de Chanel”, e tem previsão de estrear aqui no Brasil em 30 de outubro – quem sabe a gente não dá um jeitinho de ver antes – imagina?!?? Pra aumentar a expectativa aqui tem o trailer com legendas em português, clica pra ficar ansiosa junto com a gente!
Do jeito que o tempo tá voando já já a gente tá sentadinha no cinema admirando ainda mais essa persona-fashion. Né?!?? ;-)
Todo mundo já viu o trailer do filme da Chanel com Amélie Poulain fazendo a Coco em si, eu sei. O post então serve pra abrir um abaixo-assinado informal, pedindo pra Alexandra-nossa-musa-Filme-Fashion armar uma “sessão antes da hora” pra quem tá ansioso pra assistir desde djá! Quem sabe assistindo ao trailer de novo e de novo a gente não vai acalmando – e assinando e assinando, que quando tiver lotado de assinaturas (nos comentários, gente, colabora!) eu vou mandar tudo pra ela. E dedinhos cruzados, que quem não chora… né?
Mais: eu to obcecada por uma camisetchinha listrada em preto e branco ou – MELHOR AINDA! – em marinho e branco, tipo a que Amélie/Coco usa no 1:11 do trailer. Quem souber onde tem (aqui em SP, online ou em loja que mande por sedex!) me avisa nos comentários, por amizade?!?? Eu queria de algodão fininho – e se achar antes de ter sugestões-amigas eu conto aqui. Boa semana pra gente. ;-)
É semana de férias, amigos. Bom pra ir mointo ao cinema pra ver tudo novo, ou pra alugar dvds e rever nossos filmes preferidos. E programa de férias também pode render inspiração: tem um monte de figurinos que rendem idéias de looks pra vida real. Tudo bem, às vezes inspiram, outras só fazem sorrir (vale, né?!??).
Minha experiência pessoal com figurinos pra vida real começa com ‘Clueless’ (As Patricinhas…). Eu já saí do cinema com vontade de ser a Cher, de só usar micro sainhas e xadrezes (existe xadrzes?) e cardigans e sapato boneca. Consegui durante um tempo (adaptando pro calor de frente pra praia!), e depois disso as situações “quero ser essa personagem” só se repetiram, se repetem até hoje. Que eu assisti a versão adolescente de ‘Ligações Perigosas’, ‘Cruel Intentions’, e entrei em crise de identidade: não sabia se queria usar vestidinhos pretos justinhos pra ser a Sarah Michelle Geller, super vilã, ou se queria usar shortinho branco e malha lilás pra ser a boazinha Reese Witherspoon. E um tempão depois eu ainda tinha vontade usar esses looks ‘patricinha combinandinho’, bem com tudo certinho, tudo no lugar, bem Winona Ryder em ‘Mr. Deeds’.
margot tenembaum, winona ryder em mr. deeds, sarah michelle geller em cruel intentions e amanda peet em a lot like love: adoro todas
Fora da ordem cronológica, um dia eu assisti ‘Os Excêntricos Tenembaums’ e desde então sonho usar vestidinhos polo da Lacoste e mega casacos de pele por cima, como se fosse a coisa mais normal desse mundo (e não é?!??). Que Margot Tenembaum é tudo, não? Tipo ícone fashion instantâneo. E quando Amanda Peet usou, em ‘A Lot Like Love’, a combinação teninhos + saia + moletom, eu fiquei uns 6 meses só variando cores e formas dessas mesmas peças pra ver se Ashton Kutcher também me curtia. =)
amélie poulain, miranda july, claire danes (a shopgirl em si) e olive hoover, a little miss sunshine: mais fofas impossível
De ‘Shopgirl’ eu herdei a vontade de ter sempre um arzinho vintage, uma coisa “uso o vestido da vovó e ainda assim sou moderninha” (ainda não consigo!). De ‘Fabuloso Destino de Amélie Poulain’ e de ‘Me and You and Everyone We Know’, da sensacional Miranda July, eu ganhei ânimo pra inserir cores coloridas nos looks de todo dia, pra vida toda (essa eu consigo!) – quem também ensina a usar cores coloridas é a Olive de ‘Little Miss Sunshine’, com seus rosas e vermelhos super doces. Agora é aproveitar a programação dos cinemas nas férias e registrar novas vontades. Quem sabe, né?!??
De tempos pra cá a gente tem prestado atenção nisso de “intelectualizar” (na medida do possível) o que a gente usa. Funciona assim: em vez de só escolher-e-vestir, a gente procura sentido e significado nas peças que coordena. Vale escolher peças referências de algum figurino legal de filme, elementos característicos de alguma década/tempo marcante, material relacionado com algum lugar ou alguma viagem, coordenações de cores que lembrem uma imagem bacana, padronagens que acrescentem interessância, tipo isso. No lugar de ser só bonitinha, a gente aproveita pra oferecer ao outro elementos pra serem “lidos”, decifrados, no nosso look – pra acrescentar conteúdo próprio (nosso) ao que a gente veste! Que contem estórias boas, que rendam assunto.
na sequência: huis clos inspirada por fotografia, maria bonita extra inspirada por filme, priscila darolt inspirada por bailarinas (!!!), ianire soraluze inspirada por pierrots e giselle nasser inspirada por música. sacou?!??
É bom procurar um “motivo especial” pra usar cada peça – ou pra coordenar peças de um jeito específico. Você vai ver que, mesmo que a conversa boa não aconteça por conta do look, você vai se sentir mais inteligente em moda. Vai dar um orgulho bom de estar vestida assim, cheia de informação e sentido. Experimenta e conta aqui como foi – ou como tá sendo, que esse é um exercício de todo dia! =)
Hoje é dia de estréia de ‘Sex and the City’, né, minha gente? Tamos as duas de ingresso na mão pra ver o filme que a gente mais quer ver desde ‘Diabo veste Prada’. Por conta da nossa expectativa declarada aqui no blog há tempos, a Taís Caramico do Estado de SP perguntou se a gente queria comentar alguns looks das personagens de SATC pro guia desse jornal. A gente amou, ficou feliz e respondeu tuuuuuudo – mointa coisa, mil perguntas, mil pensamentos aqui pra falar do melhor jeito do nosso amor pelo filme. E a matéria saiu hoje! A gente resolveu postar aqui as fotos e a íntegra das nossas respostas sobre cada uma delas – essa (e só essa!) foi a nossa participação. Porque no guia fica editado e sai bem diferente e no fim, né gente, não fica tããão do jeito como a gente pensou que ia ficar. Mas tudo bem, tá tudo aqui. E depois de ler, bora todo mundo pro cinema!
A moça que fez as perguntas pra gente contou que a matéria ia “sugerir looks bacanas para as pessoas usarem” e “mostrar looks que não consideramos bacanas por algum motivo, mas que podem ficar legais se algo ali for mudado”. A gente teve dificuldade pra achar elementos “não bacanas” nas fotos que a jornalista mandou, mas procuramos ver o lado engraçado da coisa e pensamos no que traria cada look mais pra perto da vida real. Tipo “tá tudo óóótemo mas a gente queria repetir no nosso armário”! Que Patricia Fields, figurinista do filme, é rainha absoluta nessa Oficina, néam? O resultado foi esse aqui:
foto 1: A gente ama a coordenação de cores que a Samantha tá usando, pink e laranja, e super acha que dá pra reproduzir na vida real. O que torna o visual dela difícil de reproduzir é o excesso de acessórios. Como o decote um ombro só já chama bastante atenção, o ideal é acompanhar com brincos mais discretos e não usar colar. Muito menos os dois juntos, né?!??
foto 2: Esse visual é complicado pra vida real porque tem muita informação e acaba dando certo só na tela mesmo. E só numa personagem sexy e chamativa como a Samantha! O vestido é super justo, tem estampa, tem cinto e bolsa colorida, mega colar e ainda chapéu, ufa! Uma lição de estilo super bacana que a gente pode tirar desse look é que estampa em tons neutros fica super bacana com acessórios coloridos. Se ela estivesse só com o vestido estampado e com a bolsa amarela, a coordenação tava super boa pra vida real!
foto 3: Esse look (da Carrie) é incrível e super atual. Pra quem não é Carrie Bradshaw mas amou essa coordenação, vale substituir a meia 7/8 por uma meia-calça de perna inteira. A combinação de cores é ótema e a mistura de estampas em cores neutras ficou bem chique.
foto 4: Dá pra se inspirar no look da Carrie trocando a camisetona por uma camiseta mais sequinha e trocando a meia 7/8 por uma meia-calça lisa, em cores neutras como preto, cinza-chumbo ou marrom-café. O look da Miranda ia ser beeem mais usável sem a bota branca por fora da calça: uma sapatilha de cor clara ia ficar ótema!
foto 5: A flor enorme pode super ser substituída por um broche menor, em formato de flor ou não. E o vestido branco drapeado só fica legal em quem é bem magrinha, tá bom?!??
foto 6: Esse vestido-bailarina – célebre – da Carrie é bem difícil de usar na vida real, porque faz parecer que quem usa tá indo se apresentar no Municipal! Se fosse feito em cor escura e neutra, tipo chumbo, petróleo ou mesmo preto, até dava pra usar numa festa. Mesmo assim, tem que ter mointa personalidade pra “carregar” sem parecer fantasiada!
foto 7: O look mais difícil dessa foto é o da Carrie. Pra usar na vida real, o vestido podia ter menos volume nas mangas (ou não ter mangas!) e o sapato-abotinado escuro, usado sem meia-calça, acaba encurtando as pernocas. Como a maioria das mulheres já tem a perna mais curtinha, o ideal seria usar sapatos assim com meias escuras, que acompanhassem a cor do sapato pra não “cortar” a silhueta. Ou usar sapatos desse modelo em cores claras, mais próximas do tom da pele.