“A mulher inteligente não é escrava dos caprichos dos costureiros, dos cabelereiros ou dos fabricantes de cosméticos. Antes de adotar a última palavra da moda, ela estuda o efeito da mesma sobre o seu tipo. A mulher inteligente sabe que mais importante que parecer “chique”é parecer bonita. Não quero dizer que ela ande fora de moda, use roupa e penteados antiquados. Mas o que ela usa é o que lhe fica bem, ajuda a sua figura, realça a cor e o brilho de seus olhos e cabelos, a cor da sua pele, remoça-a e torna-a ainda mais interessante para os olhos masculinos.”

Clarice enganou a gente, meninas. Ela era, na verdade, personal stylist e arrumadeira de namorado pra galhera. Que ela ainda disse mais, ó: “Raciocinem, estudem a si próprias, em detalhes, lembrem-se de que o que fica bem a uma Elizabeth Taylor, miúda, frágil, com beleza de boneca, ficaria ridículo em Sophia Loren e vive-versa. No entanto, ambas são lindíssimas”. Tá bom, meninas? Pensamento-conselho bom pra todas nós. =)
Pequena pausa nos pensamentos de Clarice pra um pensamentão de Alber Elbaz, estilista da Lanvin (que a gente bem adora). Tem uma entrevistona dele na revista Key #10 (de maio e junho), que tá lá porque é mointo boa meishmo: a entrevista original foi feita pra revista Self Service e a revista da Erika Palomino traduziu e publicou pra gente. Vale a leitura, cheia de insights bons e pensamentos pertinentes. Tipo esse:
“É essencial aprender o que fazer e o que não fazer. A idéia toda é manter suas idéias abertas e dizer: “estou aprendendo”.”

E assim, no meio de uma entrevista de oito páginas, com essa frasezinha Alber Elbaz entrou pro time de musos da Oficina. Que isso daí super vale pra looks, mas vale (mointo) também pra vida toda. =)
“Quase poderia se dizer (acertando): “Ela estava triste, então pôs um vestido vermelho”. Não se diz porque, em geral, quem está triste quer que os outros vejam claramente a tristeza em que se está, e escolhe roupas sombrias, cores mortas. (…) Da primeira vez que você se sentir deprimida, experimente dispor no aposentoonde você permanece mais tempo alguma coisa vermelha: flores, quebra-luz, não importa o quê. Contanto que tenha um tom vibrante, rubro. É provável que você tenha vontade de sair da depressão com a fúria de um touro.” Quem escreveu foi nossa musa Clarice Lispector. =)

E Clarice tava aqui dizendo, amigas, que cor faz bem pro humor. Que acompanha e que sustenta sensações (boas) durante o dia. E ela diz, pra mulheres que leram o texto na década de 60, pra elas usarem vermelho “no aposento em que passam mais tempo”. Mas a gente vive mais tempo fora de casa do que em qualquer ‘aposento’, então o vermelho pode passar tempo com a gente no que a gente escolhe vestir. E não só o vermelho, mas tudo colorido, néam? Boa semana pra gente.
“O mau humor, o sentimento de frustração e a amargura marcam a fisionomia, apagam o brilho dos olhos, cavam sulcos na face mais jovem, enfeiam qualquer rosto. Essa é a razão por que a mulher que cultiva a beleza deve esforçar-se para ser feliz. Seja feliz, se quer ser bonita!” – Não é um ótemo pensamento pra começar a semana?!??

A gente aplica esse pensamento de Clarice Lispector antes mesmo de qualquer regrinha de consultoria de imagem ou de tendência de moda: o melhor look é o que rende o melhor sorriso na hora de experimentar, na frente do espelho. Que se a gente não tiver feliz não vale a pena, néam? E foi Clarice quem falou! =)
Agora em julho e também em agosto, tudo na Escola São Paulo. Tem esse curso rapidex com João Braga (super professor de história da moda, a gente é bem fã), de Cultura de Moda, agora em julho. E tem esse outro, de História da Moda – com um módulo só de história da moda brasileira! – em agosto, com Maria Cláudia Bonadio, que a tchurminha toda daqui vai fazer também (Cris incluída). Quer ser colega de classe das Oficinas?

não vale ser só engraçadinha, tem que ser inteligente também
Que Clarice-nossa-musa disse isso aqui e a gente acredita: “Aprender tem qualquer coisa de milagroso. O milagroso está nisso: quando se aprende… se sabe.” =)
“Bonita é a mulher que é feliz, elegante é a que escolhe a discrição e valoriza os detalhes, inteligente é a mulher que não se submete aos caprichos da moda.” E quem falou foi a Clarice Lispector (neo-musa do blog), e falou mais: que esses atributos devem ser “cultivados para a sedução diária e constante do homem amado, pois precisamos deles para completar nossa felicidade”. Pra gente começar a semana linda e de coração alegre. =)

Obrigada ao Vitor Ângelo, que inventou essa seção “pensamento” no blog dele, o Dus*Infernus. A gente tá adorando remixar a idéia aqui (pode, Vitor?).
Chegou ontem do Submarino o livro ‘Correio Feminino’, que reúne textinhos que a Clarice Lispector escreveu (usando pseudônimos, sem se identificar) sobre o universo feminino da época – anos 50 e 60 – e que super servem pra gente, agora. A Laura do Moda pra Ler já tinha falado do livro antes, e colocou um monte de citações bacanérrimas no post. A que a gente mais gostou foi: “A mulher inteligente não é escrava dos caprichos dos costureiros, dos cabeleireiros e dos fabricantes de cosméticos. Antes de adotar a última palavra da moda, ela estuda o efeito da mesma sobre seu tipo. A mulher inteligente sabe que mais importante que parecer “chique” é parecer bonita. (…) Raciocinem, estudem a si próprias, em detalhes, lembrem-se de o que fica bem a uma Elizabeth Taylor, miúda e frágil, ficaria ridículo em Sophia Loren. No entanto, ambas são lindíssimas.” A Laura ainda postou uma mini-biografia e um resumão da trajetória da Clarice Lispector.
Daí no início da semana a Chiara Gadaleta, na sua coluna (que a gente adooora) no site EGO, fez um textão sobre o livro e separou essa: “aprender não ocupa lugar, e mulher sem caprichos fica triste”. Ela ainda escreveu que a escritora “aproveitava-se das entrelinhas e dos detalhes. Tratava de assuntos essencialmente femininos que, de tão reveladores do nosso universo, chegam a nos tocar emocionalmente. E os conselhos generosamente escondidos nos textos diários são absolutamente pertinentes, divertidos e reais: como nunca perder o charme ou a graça, se vestir de maneira adequada, manter-se sempre bonita para você mesma….”. A gente concorda com tudo!
E antes mesmo de ler tudo, só de folhear o livro já dá pra escolher um textinho-hit que tem tudo a ver com o nosso trabalho na Oficina e com o que a gente tenta dividir o tempo todo aqui no blog. Here it is:
“Cultive sua boa aparência
A boa aparência faz com que a pessoa se sinta mais feliz e com um sentimento de segurança que muito a ajudará na vida. A boa opinião que fazem de nós é na realidade muito mais importante do que admitimos a nós mesmos. (…) Com todos os recursos que temos nos dias de hoje, a mulher não pode ser feia, e só será se o quiser, deliberadamente. (…) A maior parte dos problemas de personalidade desaparecem com a melhora da aparência geral. Pelo fato de estar mais bonita, a muher se sentirá feliz e terá mais possibilidades de viver uma vida produtiva, cercada de amigos e pessoas a quem deseja ajudar. Sim, porque a beleza da mulher pode e deve ser cultivada, não somente para a vaidade e satisfação própria, mas para seu respeito e para a satisfação de sua família e seus amigos.”
A gente acredita no potencial de todo mundo e todo dia a gente repete (o tempo todo) que todo mundo tem como se conhecer melhor, se entender melhor, adaptar personalidades e mudanças ao guarda-roupa e assim todo mundo tem como se apresentar melhor, sempre. E parece que não estamos sozinhas, né?

a capa é super ‘oficina de estilo’ com essa bolinhas, né?