Tudo que chama atenção pro centro do corpo, em direção vertical, acaba afinando a silhueta: a idéia é desviar atenção “das bordas” e fazer com que todo mundo olhe pra gente de cima pra baixo, estreitando o espaço que puxa o olhar. Esses ‘colares-faixa’, então, são afinadores instantâneos de silhueta. Usados assim, caidinhos sobre o torso como uma ecaharpe, ou com um nó pra juntar as duas pontas no centrão do tronco. Se tem cor, chama mais anteção se a coordenação com a roupa tem algum contraste (roupa clara, colar escuro – ou o contrário). Se é metálico, o brilho já faz o serviço por si só. E que fácil de fazer, não? Um passeio à 25 de março (ou ao armarinho do bairro) pra buscar uns pedaços longos de correntes diferentes e… já tá pronto! ;-)
No Porcinas, blog só de acessórios, tem outra versão de um colar-faixa como esse. Lá tem vídeo e tudo pra ensinar jeitos de usar, clica pra ver!
O primeiro é feito de mini-esquilos (!!!), o segundo é feito de renda (do it yourself meio pronto pra reproduzir, não?) e o último é feito de asas de besouro – diz que é sério! Imagina como cada um deles pode mudar os looks de quem usa, com tantas caras/estilos diferentes, né? Vende aqui, aqui e aqui, e nesses sites tem tantos outros colares lindos e inspirativos! Quem queria ter levanta a mão! \o/
Ou “Lady Gaga pra vida real”. Tem esse colar de bolinhas de vidro transparente, feito por designers que trabalham com murano e tals, que pode ser usado numa interpretação divertida do figurino de bolhas da Lady Gaga, né?!?? Figurino que, por sua vez, foi surrupiado da idéia de Hussein Chalayan – que desfilou tempos atrás a versão original na sua passarela! Essa estória, da Lady Gaga se inspirando no Hussein Chalayan, a gente contou no blog da triton (clica pra lembrar!). E o colar tá nas nossas lista-de-vontades, pra gente fazer a Lady Gaga em gotinhas, sem causar, na vida real. Não é uma graaaaaaça?!?? A gente viu aqui. ;-)
Top peça-chave de quase todo guarda-roupa no universo é camiseta/regata/camisa branca. Todo armário em que a gente trabalha tem pilhas e pilhas dessas peças – com razão, né?!?? Em matéria da revista Elle americana a regata branca é tida como top peça essencial pra esse outono/inverno (que é a estação quente deles lá, então meio que equivale ao nosso não-inverno aqui). Aliás, como a revista Elle brasileira tem estado boa, não? Essa última, edição de aniversário, tem textos ótemos e editoriais bem bonitos. Mas enfim. Na Elle americana a matéria diz que a regata branca é onde o look mais “cool” do momento começa: a peça serve de base pra sobreposições, pra coordenação de acessórios (tempo de colarzão!), pra coordenação de volumes e proporções – e ainda deixa alguma pele à mostra! O caminho pra ser feliz com partes de cima branquinhas – de acordo com o texto, aprovado por aqui! – é esse. Olha só:
inspiração na versão passarelas…
Aprender a coordenar camadas
Por causa da onda de tons neutros (coordenados entre si) e dos caimentos mais soltinhos, sem grudar na pele, a camiseta branca – ou regata, ou camisa – é o princípio de muitas sobreposições. Peça de versatilidade elástica, ela pode informalizar uma saia de paetês ou pode formalizar uma peça mais transparente, quando usada por baixo. Vale usar com jaquetas curtas (e deixar a barra mais longa da camiseta bem aparente), vale acrescentar lenços imensos pra delinear a gola, vale sobrepor regatas opacas e mais transparentes, vale escolher modelos diferentes de regata pra ter mais e mais interessância no look. Imagina que a mesma regata/camiseta/camisa pode ser usada com short jeans ou com calça formal de tafetá. Tempo bom esse nosso (em moda), não?!??
Experimentar modelagens mais soltas
A gente bate nessa tecla há tempos e a matéria também repetiu bem, viu. Diz que quanto mais soltinha a modelagem da peça for, mais possibilidades se tem de acrescentar cintos e coordenar com as jaquetas ajustadas da temporada. E tem umas aspas de uma diretora da Bergdorf Goodman que diz que “a regata que ‘dança’ sobre o corpo é mais feminina e mais sofisticada”. A gente acredita (desde sempre!) que conforto transmite a mensagem mais elegante de todas! Se tem partes magrinhas do corpo à mostra ou bem marcadas – tipo ombros no lugar, pulsos ou tornozelos aparentes, modelagem ajustada no quadril, cintura marcada – é impossível parecer mais cheinha por conta da modelagem solta.
…e inspiração na versão vida real!
Atenção para o decote e para o colo
Seja com decote, com gola ou com detalhes na altura do colo, a regata/camiseta/camisa branca chama atenção para essa área – que é top foco de atenção (para a moda) nessa estação, vide a onda dos maxi-colares. Então, pele à mostra já chama a atenção que a moda quer dar ao colo. Mas lenços, colares, broches e quaisquer outros acabamentos também cumprem essa função! E mais: esses ‘acabamentos” podem já vir na própria peça – a matéria diz pra gente experimentar regatas com rendinhas e crochês e brilhinhos e tachas por baixo de cardigans e paletozinhos pra acrescentar pontos de luz no dia-a-dia. Legal mesmo, não?!??
Acabei de ver nesse blog aqui, não é lindo? E super simples, montes de correntes em tamanhos e comprimentos diferentes, misturando cores e polimentos – e o efeito sobre camisetas simples e vestidinhos deve ser O MÁXIMO! Imagina com correntes prateadas e douradas ao mesmo tempo, que lindeza? Maria Ester faz um pra mim?!?? ;-)
No ano passado a gente conheceu a Luiza, quando trabalhamos juntas pra descobrir, a partir de quem ela é (de personalidade e mesmo de estilo), como seriam as clientes da “futura marca” dela. Na ocasião a gente já pensou que a coisa mais legal do mundo era essa vontade de estudar, de estruturar o negócio e de pensar super com carinho na sua consumidora – e a marca da Luiza nasceu! Hoje ela inaugurou a sua Lool, com proposta incrível, com idéia moderninha e com umas coisas de deixar a gente enlouquecida de vontade: a Lool é uma multimarcas de acessórios (!!!) mas não é uma loja qualquer. Olha que demais!
A Lool funciona num trailer super lindo e não tem endereço fixo: vai ficar um mês aqui nos Jardins, em SP, mas vai passear também por outras cidades – até outros estados. A Luiza contou que pode ir pra Ribeirão Preto, Brasília, mais lugares… mas que sempre volta pra SP (em agosto estaciona aqui de novo). E o trailer é meio mágico, por fora é todo prateado-estampado de Lool, e por dentro é um mundo de colares anéis bolsas brincos sapatilhas cintos pulseiras lenços tiaras broches fivelas chapéus necessaires mimos de todo jeito, de marcas que fazem peças lindas e que desenvolveram algumas lindezas só pra Luiza. Tem Daniela Zylberzstajn, Triya, Isabela Capeto, Walério Araújo, Glorinha Paranaguá, Erre, Tarântula e mais. Tudo lindo, tudo criativo, tudo diferente do que a gente vê nas vitrines de agora, de verdade. Torce pro trailer ir pra perto de você que é muito muito legal.
Hoje, por conta da inauguração, o trailer tava superlotado de gente sorrindo em frente aos espelhos (mesmo!). Super vale a visita, e eu vou aproveitar a desculpa de ir-junto-com-a-Cristi pra voltar. Hoje um colar maravilhoso da marca própria da Lool voltou comigo pra casa e eu tenho certeza que a Cris vai surtar quando for lá. Quem for pode separar um tempinho bom porque dá vontade de experimentar tudo, de verdade! Uma alegria ver/conhecer um lugar em que tudo é pensado com tanta atenção, tão cheio de encantamento e sacadas bacanas. Muito muito muito sucesso pra Lool – que quem mais aproveita é a gente, né?!??
No mês de maio a Lool vai estar na rua da Consolação, entre a Lorena e a Oscar Freire, aqui nos Jardins. Tem mais do conceito e horários de funcionamento aqui. ;-)
Quem clicar nas fotos vai ver tudo em tamanho grandão. E vai ver que na primeira foto, a Kathrin tá usando um colar de Mickey (!!!) junto com outros tantos pingentes – combinando temas sem que um atrapalhe o outro. Nas três fotos seguintes tem a Maria Ester, que misturou comprimentos e temas diferentes, com os pingentes de uma vida inteira junto com o pingentão da Pat Falcão. O de pérolas não só enfeita mas também ensina: nossa musa dos acessórios juntou um monte de colares curtinhos de pérolas que não usava mais, amarrou todos juntos (e torcidinhos) com uma fita de organza e assim fez uma versão clássica-moderninha da mistura de colares – tem foto aqui! Mais: o colar mais curtinho, com o camafeu, parece antiguinho mas foi feito pela própria Maria Ester!
A Marta, modela das três primeiras fotos, misturou muitos materiais e formas diferentes. Repara que tem pedrinhas coloridas, tem metais, tem contas em tamanhos variados, tem muita forma e correntes diferentes. A parte mais legal de se observar é como todos parecem ter a cara dela – sem a gente se conhecer! Coerência é tu-do nessa vida, viu? Na última fotinho dessa leva tem a Mel (top comentarista aqui no blog!), que mostrou como um tema só pode ser coordenado de jeitos diferentes: a modela romantiquinha combinou laço e coração nos mesmos metais, mas em tamanhos diferentes. Ficou uma graça!
A gente AMA os maxicolares – Cristina vai comprar o de renda e eu vou comprar o de pomba (esse último) tipo AGORA.
As maxipulseiras também são uma coisa – a minha preferida é essa do meio, de pedras no couro bege.
E as tiaras também tão lá – elas que foram o nosso primeiro brilho no olho em relação ao trabalho da designer-amiga-carioca. No site tem mais modelos de tudo e tem os preços, os jeitos de pagar e de receber em casa. Coisa boa isso de fazer comprinhas pela internet, não?!?? Boa sorte pra Camila na nova empreitada e bom uso pras novas donas desses acessórios tão legais! ;-)
Usar mais de um colar ao mesmo tempo não é novidade nenhuma, mas sempre é legal. Em tempos de maxi-colar, quem não quer seguir a tendência ao pé da letra pode prestar atenção ao que essa tendência significa e se arrumar do jeito que preferir – o principal elemento da onda dos colares grandões é a atenção ao colo, com o acessório “principal” da produção bem pertinho do rosto. Então, dois ou mais colares fininhos e delicados cumprem esse papel (o de preencher o colo e chamar atenção pro rosto). Vários pingentes juntos numa mesma correntinha também. Colares fininhos e bem diferentes também. Correntinhas coordenadas em comprimenos diferentes também. Sabe como?!??
Vale coordenar formas e formatos. Corretinhas mais retas com outras de aros redondos; colares arredondados com outros em que o pingente pesa e forma um V; contas angulares com outras bem redondinhas. Mistura de materiais também dá super certo: pode combinar pérolas com continhas de turquesa, pode coordenar metais com materiais naturais, pode juntar cristais com plaquinhas de acrílico. O equilíbrio a gente alcança na “quantidade” de material que se vê: se o metal super chama mais atenção, então as pérolas podem ser pequeninas. Se a combinação é feita com dois colares diferentes de pérola, então um de cristais coloridos, menorzinho, pode ser acrescentado pra balancear o look. Vale ainda misturar temas: se a produção fica muito fofucha, um pingente mais rocker, tipo uma caveirinha (!!!), pode ser um bom par pros outros colares – o contrário também vale: se o colar tem formas de tachinha, com continhas pontudas e mais pesadas, vale acrescentar uns coraçõezinhos e laços. Tudo depende da personalidade de quem usa!
A maior sacada na hora de coordenar dois ou mais colares é a coordenação dos comprimentos. Pra usar tudo curtinho, pertinho do pescoço, é bom que as correntes sejam diferentes e que os pingentes tenham volumes que não se sobreponham demais, sabe? Se os comprimentos forem diferentes, os colares podem até ser iguaizinhos – comprimentos diferentes dão um ‘movimento’ ao look que já carrega uma interessância em si, talvez por isso todo mundo goste tanto de voltas e voltas de pérolas! Com comprimentos iguais ou diferentes, a gente pode prestar atenção nos decotes que usa: os colarzinhos coordenados podem preencher o colo (direto na pele mesmo!) ou podem emoldurar a roupa que a gente escolhe; podem fazer às vezes da gola ou podem emoldurar o decote da peça. E com tamanhos diferentes o foco pode ficar mais pra cima ou mais pra baixo – mais perto do pescoço ou mais sobre os seios. A gente é quem escolhe pr aonde que chamar mais atenção. E aí é só contar uns dois dedinhos de distância de um pingente pro outro e usar (não é regra, é sugestão!). Um bom jeito de começar é coordenando os colares sempre em quantidade ímpar: tendo mais de dois, não tem como não equilibrar materiais, comprimentos, formas e temas, entende? Sempre vai ter alguém em menor quantidade, nunca dá empate.
Vale também usar a quantidade ímpar pra coordenar as características dos colares com os outros acessórios – se os colares são dourados, o brinquinho pode ser prateado. Se dois colares são dourados, um outro é prateado e o brinco também é prateado, vale acrescentar um anel dourado ou prateado (pra desempatar!). Um elemento tem que se destacar claramente em relação aos outros! E quanto mais materiais formas temas comprimentos a gente acrescentar, mais interessante a combinação fica – mais “elementos de leitura fashion” a gente fornece pra serem lidos por quem vê a gente. Essa é a parte mais legal. E todo mundo pode: quem quer desviar atenção da parte de baixo (quadril maior), coordena um monte de colarzões coloridos. Quem tem a parte de cima do corpo mais larga (ombrão, peitinhos, braços cheios) pode deixar mais pele à mostra, combinar correntinhas finas juntas, encher os colares de ingentinhos (que puxem o olhar pro centro do corpo!) e sair feliz também.