((Pra ler ouvindo)) Na moda esse foi o ano dos lenços, dos coletes, da cintura alta, das calças com pernas largas, das jaquetinhas de couro, dos longuetes, da modelagem saruel e das sandálias gladiadoras. Na vida real foi o ano da gente encontrar nossas leitoras-amigas ao vivo, pra elas mesmas (que são alvo dessa moda!) contarem pra gente o que tavam experimentando, o que funcionava, o que não rolava. Foi, pra gente, o ano em que a web deixou de ser 2.0 pra ser (talvez?) 3.0: a gente saiu mointo da nossa casinha online pra fazer o blog acontecer no offline – e deu super certo! Os Encontrinhos foram top parte legal de 2008, e no finalzinho do ano os passeios com leitoras se firmaram como top promessa de coisa legal que a gente quer continuar fazendo no ano que vem! Em cada oportunidade dessas o aprendizado veio em toneladas: a gente tá (sempre) disposta a trabalhar muito, trabalhar mesmo!, e de ser legal com todo mundo – e a gente acredita que recebe de volta aquilo que se dispõe a dar. ;-)

E 2008 foi mesmo um ano de mointo trabalho (mointo mesmo, graças a Deus!). A gente trabalhou como personal shoppers no shopping Cidade Jardim (e na Lilla Ka, e na Spezzato, e na Paula Ferber…ufa); o Sacolão de Estilo aconteceu duas vezes (em março e outubro) e das duas vezes o evento teve mais sucesso do que a gente esperava e previa; a gente trabalhou na cobertura do SPFW pra editora Globo (uau!); participou de mesa de debates no Pense Moda (uaaaau!); ganhou uma coluna mensal na revista Época SP; fez conteúdos diários pro blog da Triton e pro blog da Besni; participou da confecção/publicação de um livro com a Rita Lobo; trabalhou em matéria pro PROGRAMA DA HEBE (!!!); deu aula na Escola São Paulo; se filiou ao AICI e mais: o blog foi citado numa lista feita pela revista Época como um dos 80 blogs que todo mundo precisa conhecer. Quase não teve fim de semana, nem a gente chegava cedo em casa, nem dormia o tanto que queria (ou que precisava) – mas essas carinhas tão felizes assim por conta disso tudo daí, e dos amigos que esse trabalho todo rendeu pra gente (foram muitos, e bons). Deus é mooointo bom pra gente, tamos agredacidas de verdade.
Também durante esse ano a gente aprendeu a prestar atenção à ponte (de conhecimento) que personal stylists podem promover: a gente conhece as propostas da indústria da moda e se familiariza com conceitos, pra logo depois pôr tudo à prova na prática, na vida real, com as clientas. A gente aprendeu que tem diferença entre ‘descrição de desfile’ e ‘análise de desfile’, e que desfiles/catálogos/editoriais podem mostrar moda mas também podem mostrar só roupa – e que um não é pior ou melhor do que o outro. Esse aprendizado a gente vai exercitar durante a próxima temporada de moda daqui do BR: pela primeira vez a gente vai ter cobertura completinha e exclusiva pro blog, organizadíssima pra falar dos desfiles mais legais e de todo o assunto em volta (com equipe e tudo! eeeee!). É só esperar 2009 chegar, ainda sem tempo pra pensar no que não soma, mas pra abrir braços e coração pra tudo de legal que o ano novo vai trazer. Com a Estelinha na área a partir de março!
((Gente! Não vamos esquecer de Maísa com a gente no SPFW, néam?!?? E de Susie Bubble no BR, dizendo que conhecia o Oficina de Estilo! De-mais!))
A Cris tava conversando com uma amiga-senhorinha e ouviu isso: “Foi-se o tempo em que as pessoas eram chiques e usavam três peças, não é meishmo, Cristina? Todo mundo só de calça e blusa, calça e blusa, calça e blusa…”. Que na época das nossas avós era super comum montar o look com três peças: com blusa, saia e paletozinho; com calça, camisa e cardigan ou saia-calça, camisa e colete (tem uma foto da minha avó assim!). A gente começou a pensar que com a “informalização” da moda, com o streetstyle e com modas mais jovens e desencanadas, a gente se habituou mesmo a correr pro mais prático e usar só o essencial, né?

A gente percebe que quanto mais formal o ambiente (especialmente o de trabalho), mais comum é o uso das três peças: ó como tem terno e tailleur em banco e empresonas. Usar três peças é um jeito instantâneo de ficar mais elegante, mais mulherzinha e mais formal – mesmo no look informal! A terceira peça – qualquer uma – faz super diferença. Vale acrescentar cardigan, jaquetinhas, colete, xale, casaqueto, cachecol, bolerinho… mesmo no calor, que essas peças funcionam também em versão levinha e transparente! Vale também acrescentar um acessório mais-mais, que super se destaque e conte como uma ‘terceira peça’, tipo um power cintão, uma golona, uma faixa amarrada como obi – com laço e tudo, um colar poderoso, um lenço incrível… sabe como?

O look três peças também é perfeito pra gente exercitar coordenações legais de cores e combinações diferentes de textura, tá, gente?!?? A gente tá super fazendo a “lei da terceira peça” funcionar aqui na vida real. E tá dando certo, viu? Tenta também, conta aqui se rendeu e tals. =)
Sabe mais o que a gente tá vendo em mointos desfiles? Coletes, de todo jeito: no Triton, No Ellus, no 2nd Floor. Como as propostas desse São Paulo Fashion Week são pro próximo verão, a gente pensou em jeitos de usar os coletes como acessórios, incrementando o look! O colete tem que ser bem levinho (pra não dar calor!) e pode ser colorido, estampado, ter broche, detalhes em zíper, bordados: ótemas maneiras de deixar as coordenações mais moderninhas e mais divertidas.

No SPFW a gente viu (até agora!) coletinhos por cima de vestidos – mesmo em tomara-que-caia! – com shostinhos e bermudas, sobre camisetas leves, camisões e batinhas, muuuuuito com mini-saia e até usados fechados, como se fossem blusas. E teve colete tipo masculino, de terno meishmo, teve tipo jaqueta jeans e tipo jaqueta perfecto (sem as mangas, claro!), teve colete mais longuinho tipo na altura do quadril e mais curtinho na altura da cintura. Tá fácil de usar desde agora, né? Pra completar essa infos, tem outras nesse post que a gente fez no inverno – e a gente já queria ver todo mundo de colete, veja só! =)
Mais dos desfiles desse SPFW:
Aqui no Quem Acontece
No Marie Claire, verão 2009
Na Bazaar desse mês, com Julianne Moore mointo linda na capa, tem uma receita pronta pra ficar chique na próxima estação (ou djá). E a receita, com os elementos explicadinhos, vem ilustrada num exercício que a gente tenta fazer todo dia: o exercício de olhar imagens de moda e enxergar possibilidades, e não a imagem literal. As moças da Bazaar estão prontas pro desfile da Louis Vuitton – aquele das enfermeiras, lembra? Mas elas carregam nos looks elementos que deixam os looks (não só desse inverno!) mais interessantes mesmo. A gente pode não curtir a imagem, nem o look. Mas se a gente exercita o olhar, dá pra tirar referências – legais! – de tudo, néam?

Então a receita da Bazaar é essa: o looks tem que ter alguma transparência, pra acrescentar um toquinho sexy. Ou pode ter motivos florais, e elas aconselham especialmente as saias floridas da temporada. O colete é a receita das sobreposições (a gente também adora!) e tudo se completa com uma bolsa com texturas. Nada da vida real substitui o poder dessas LVs tão legais (não são?), mas outros modelos matelassados, em couro de animal ou em trabalhos feitos no couro também têm efeito de textura. A gente já tá fazendo força pra incluir um desses no looks de agora, tipo agora!
Aí, amiga, veja bem que a gente já conversou sobre tudo isso – tá fácil fazer na vida real:
transparências pra (quase) tudo e pra todas
marie rucki e os coletes desse inverno
estampas de flores pra todo mundo
E na onda da cartela de cores inspirada no Bob Sponja (do desfile da LV da foto!), tem esse post aqui:
cores coloridas: hairspray e kate nash
Na semana passada a gente assisitiu uma palestra da Marie Rucki, diretora do Studio Berçot em Paris – escola mega legal e conceituada que já formou gente tipo o Alaia e o Ocimar Versoalto (oi?). O tema da palestra era “A moda hoje: suas mídias, suas regras, seus ídolos” e a MR falou um monte sobre blogs e sobre o registro que eles fazem do streetstyle. Disse que a gente vive um ‘desfile permanente’ porque pessoas também são mídia e que os looks de gente comum podem comunicar informação de moda. Disse mais: que a diferença entre gente fotografada pra blogs de streetstyle e modelas em revistas é que as primeiras se divertiram ao se montar, que cada elemento escolhido quer provocar uma “reação de moda” e uma “relação com a moda”. Legal, não?

Embaladas por esse pensamento a gente se viu admirando o look do povo que lá estava junto com a gente, e vendo as fotos no Vogue RG no dia seguinte a gente AMOU todo mundo de colete, super na onda feminino-masculino desse inverno. Colete já vem do armário dos meninos, então se a gente usar com peças mais femininas (ou super casuais) o resultado é melhor – como as moças das fotos usaram! Fica mais legal com camisetas ou com tops bem de mulherzinha do que com camisa, que vem do masculino também. E fica mais legal ainda com saia ou com bermudas fofas ou com jeans – com calça alfaiataria também tem que cuidar pra não ficar masculino de-mais. E fica ótemo com vestidinhos – e se o colete for usado fechadinho ainda dá uma acinturada no modelo!

O colete pode funcionar como acessório, pra levantar o look muito básico de jeans e camiseta – e levanta mesmo! Pode também ser um jeito de acrescentar cor no look neutro, e de coordenar cores de um jeito legal. No inverno dá pra ficar quentinha usando por cima de tricôs finos e blusas de manga comprida. E porque tem a linha vertical dos botões, o colete funciona como emagrecedor visual – e emagrece mais ainda se usado aberto, com um “vão” vertical no centro do corpo. É fácil fácil de achar em brechós e dá pra se divertir mointo – que a gente também é mídia de moda e pode passar informação adiante! =)