A gente foi conhecer a Super Cool Market, esse lugar novo que abriu aqui em SP há pouco e que tem todo um conceito bacana, moderinho e antenado com o nosso tempo. As roupas vendidas lá são todas usadas, mas sem cara de brechó: é tudo super atual, não tem a coisinha vintage – e tudo parece de loja mesmo porque é super lavado e higienizado antes de ir pras araras. E quem fornece essas roupas são as mesmas pessoas que “compram” lá: quem leva coisas legais pode ter crédito pra trocar peças e escolher ‘coisas novas’ das araras! Dá até pra ganhar um dinheirinho se for o caso, mas não é esse o propósito. Assiste ao vídeo em que a Carla Lamarca (super linda!) passeia com a gente pelo espaço (super super legal) e explica tudo direitinho! ;-)
A visita rendeu mais: nesse fim de semana eu vou levar três malas de coisas que tenho aqui, a Jana também tem coisas, a Cris eventualmente vai ter… e a gente vai encorajar nossas clientes a levarem também. Então se liga que logo logo tem mil peças “com a nossa curadoria” lá no Super Cool Market! ;-)
Sabedoria fashion é isso daí – e a gente adoraria que tudo em volta, especialmente aqui no BR, seguisse essa filosofia. Diz que Marky Ramone, o último ‘ramone’ vivo (aqui embaixo na foto com a fã Flavia Lhacer) tem uma linha de roupas roqueiras feita em parceria com o Tommy Hilfiger e contou porque resolveu ter o estilista americano como sócio no empreitada:
“Tommy sempre pensa no consumidor normal e se concentra emfazer roupa de qualidade, que dure. Sua faixa de preços é muito justa e acessível, e isso é especialmente importante no nosso tempo. Gastar dois ou três mil numa jaqueta de couro ou quinhentão numa calça jeans é ridículo. Eu quis assegurar que os preços dessa linha fossem acessíveis. A juventude hoje tem que pagar a faculdade, tem que achar emprego, e eu quis fazer coisas acessíveis pra eles.” – E essa foi uma tradução muito muito livre de um pedaço dessa entrevista aqui, clica pra ler mais (em inglês!).
No mês passado, durante o SPFW, todo mundo super falou da vinda de Vivienne Westwood por conta dos seus sapatinhos pra Melissa. Acontece que a estilista aproveitou sua vinda pra divulgar seu “Manifesto de Resistência Ativa à Propaganda”. A estilista promoveu uma leitura desse manifesto meio em forma de jogral, com várias pessoas lendo pedaços do texto – foi tudo escrito meio como um teatrinho, com personagens e falas e tals. Dá pra ler tudo em inglês aqui (alguém podia traduzir, néam?).
“a gente vê além da propaganda quando forma nossa própria opinião e tem idéias novas: e assim a gente é vanguarda e ainda inspira a imaginação de todo mundo em volta”
O manifesto trata de consumo consciente (e não do “não-consumo”). A mensagem que a gente mais entendeu foi a de que se a gente procurar sentido em tudo que a gente consome, as coisas em volta invariavelmente melhoram. Tipo intelectualizar as compras e não consumir sem motivo/sem razão, não comprar só por comprar. Ela dá a dica pra gente refletir sobre necessidade, identificação, emoção e aí sim, fazer nossas compras. E a parte mais legal é pensar nisso em relação à moda e suas propagandas! Vivienne diz que a gente tem que procurar a arte em tudo, tem que ir atrás do belo e do que desperta pensamento e questionamento, que assim a gente tem idéias próprias, idéias novas e faz o mundo melhorar só com as nossas escolhas (escolhendo o que tem sentido e deixando pra trás o que não tem – o que quer vender só por vender).
E ela fala mais: se a gente tem grandes obras de arte disponíveis ao olhar (e ao pensamento e ao questionamento) e se elas foram feitas há tanto tempo (usando exemplos de grandes pintores, antigões), isso é uma certeza de que o ser humano é capaz de fazer coisas lindas, de criar arte que emociona e que “conversa” de algum jeito com quem a admira – e não é disso que o texto (top nosso favorito!) ‘eye contact x voice control’ fala?!?? As propagandas mais legais são as que conseguem conectar nosso universo pessoal de algum jeito com o produto, e a compra tem mais sentido assim – isso é intelectualizar a imagem no lugar de apenas se vestir! Dá mais trabalho, mas é mais legal e, de acordo com a Vivienne Westwood, ajuda a melhorar o mundo!
Quase todo mundo tem mais coisas no guarda-roupa do que precisa, especialmente mais do que efetivamente se usa. E a gente sabe da dificuldade que é se vestir com os 20% usáveis de um guarda-roupa quando os outros 80% inúteis e encostados teimam em atrapalhar a esolha e a coordenação do look du jour. E se a gente já está em campanha pra todo mundo comprar menos e melhor, agora entramos em campanha também em favor de todo mundo abir espaço nos armários pra se enxergar melhores oportunidades.
Dá pra comparar a nossa relação com as roupas que precisam sair dos nossos armários com mil outras coisas que precisam sair das nossas vidas. Por identificação a comparação aqui vai ser feita com relacionamentos – mal-sucedidos, como os que temos com as roupas que só ocupam espaço sem ser usadas na vida real. Que a gente sabe que se alguém diz que ama mas está emocionalmente indisponível, então esse amor não vale, não é amor de verdade. Com roupa é a mesma coisa: a função da roupa é cobrir, transmitir uma mensagem (escolhida por quem usa, de acordo com estilo pessoal e estilo de vida e atividades e tals) e deixar quem usa mais bonito e seguro, traduzir a identidade dessa pessoa. Se a roupa não tem como cumprir alguma dessas ‘promessas’, ela não deve estar no guarda-roupa. Vestidinhos mais que lindos existem aos montes em mil lojas em volta da gente, mas a gente tem que deixá-los entrar nas nossas vidas/nos nossos armários pra que eles nos façam felizes. Esse é o espaço que precisa ser aberto, disponibilizado.
A parte boa é que quando a gente trata da relação com as roupas tudo tem como funcionar super mais fácil do que com relacionamentos: se a gente sabe exatamente o que esperar de uma determinada peça de roupa, só de olhar (com um olhar bem crítico e sem misericórdia!) já se sabe se essa peça deve ou não permanecer nos nossos armários (e nas nossas vidas). Se está manchada permanentemente, se rasgou ou puxou fio, se foi comprada só porque estava em liquidação, se tem bolinhas ou desgastes (de uso mesmo) que não saem mais, se não serve mais, se não é usada há mais de seis meses (isso super vale, juro!) ou se simplesmente não cai bem, então essa peça deve ir embora. Às vezes as razões pelas quais uma peça deve ser tirada (definitivamente) dos nossos guarda-roupas vêm acompanhadas de motivos subjetivos – e tem que se prestar atenção nisso: mudanças de peso, de silhueta, de trabalho, de cidade e mesmo de vida (casamento, filhos, etc). E uma boa limpeza no guarda-roupa pode aliviar pesos da vida real, não pode?
Quando a gente consegue abrir espaço físico no guarda-roupa, automaticamente se abre espaço mental pra organizar necessidades e prioridades e assim comprar melhor, de um jeito mais “certeiro”. E saber a hora de parar/de deixar aquela peça seguir o caminho dela (pro lixo) é fundamental. A gente só enxerga novas possibilidades, outros caminhos, novas coordenações e looks diferentes (perspectivas diferentes) quando deixa pra trás o que é velho e não acrescenta mais nada de bom – acrescentar só volume ou quantidade não adianta. “Um bom encontro é de dois”, e mesmo que a gente ame muito uma roupa, mesmo que ela seja quase essencial pra manter a gente viva, ela tem que viver com a gente o dia-a-dia, fazer valer a presença dela por perto. Senão só atrapalha. Não é?!??
Viram que a Iódice e a Juliana Jabour têm ’segundas marcas’ com preços amigos?!?? O Waldemar Iódice deu mega entrevista ao Alcino Leite Neto na Folha de SP (sexta passada) contando da inauguração da primeira loja da Red Iódice, aqui em SP, e dos planos de abrir mais 12 lojas dessas no ano que vem. O esquema é fast fashion total: diz que vai trocar de coleção todo mês e que vai ser tudo baratchinho – no começo só vai ter jeans e jérsei. Tem que ver depois, né?
E Juliana Jabour conta pro Erika Palomino que sua segunda marca, JJ, trata de peças em viscolycra e malhas mil e estamparias divertidas e jeans ‘diferenciados’. Diz que a peça mais cara custa R$ 140 e que já começa vendendo em mais de 80 multimarcas no país todo. Pra completar a onda ‘roupa de estilistas legais com preços camaradas’ tem a parceria da Isabela Capeto com a Taeq, marca do Pão de Açúcar: a estilista desenvolveu uma coleção legalzíssima que vai ser vendida no supermercado! Não é demais?!??
Ainda da Vogue BR: a coluna da Costanza Pascolato na revista, que é leitura obrigatória pra quem quer aprender mais (ela sabe de tudo, e antes!), nesse mês fala de ‘um novo hi-lo’, visto pela master fashionista em Paris, durante a última temporada de desfiles. O “exercício mais sofisticado do hi-lo” de que Costanza fala foi percebido por ela nas ruas, em meninas da vida real, “verdadeiras trend-setters que estão mais discretas e que não querem parecer anúncio de marca de luxo” – a super referência da Costanza foi a editora de moda da Vogue Paris. O texto aponta pra um novo jeito de coordenar peças dentro da fórmula ‘Pradas e Balenciagas’ junto com ‘Zaras e H&Ms’.
a cristiana mostra todo dia no blog dela o exercício que faz!
Acontece que “não são mais os grandes empórios de moda como H&M, Zara e TopShop que dão as cartas”. Costanza chama atenção para uma super quantidade de lojas pequenininhas em Paris, “originais, trendy, com preços razoáveis, que dirigem-se à mulheres jovens de todas as idades”. É dessas lojinhas que agora vêm as peças ‘lo’, são essas lojinhas que estão “revolucionando o mercado com novidades a cada semana e ocupando o espaço que fica entre as marcas de luxo e o mercadão fast-fashion”. Não é o máximo? Que trazendo pra vida real, o ‘lo’ de uns pode ser o ‘hi’ de outros, né? Tipo se a gente não usa Chanel e Marc Jacobs no dia-a-dia, o nosso ‘hi’ pode ser da Forum ou da Maria Bonita Extra ou de qualquer outra marca grande brasileira (ou não!) – que podem ser o ‘lo’ de quem usa super marcas de luxo. E nem por isso o ‘lo’ precisa vir vazio de informação: a gente também pode fazer o novo “hi-lo”!
Aqui em SP a gente tem a Galeria Ouro Fino, cheia de lojinhas comandadas por gente interessada em fazer moda autoral; tem a Vila Madalena com um monte de modas com personalidade super definida; tem gente que arruma jeitos legais de mostrar peças feitas com a cara das vontades de quem faz. Mesmo aqui nos Jardãns tem gente escondidinha, fora do tradicionalzão, que faz o que tem vontade e pronto. E em todo lugar tem lojinhas de bairro, pequetuchas e recheadas com peças diferentes do que a gente compra no shopping ou do que todo mundo já viu antes, em catálogos e publicidades. Costanza diz que essas lojinhas em Paris “encontram ressonância por não serem ‘usinas de cópia’ de marcas de luxo” e que nos oferecem “peças pensadas para serem personalizadas com os acessórios e com a atitude certa”. E ainda tem as costureiras, que fazem nossos ’sonhos de coordenação’ virarem realidade em um ou dois dias!
Que a gente também não quer ter cara de catálogo nem de outdoor de marca nenhuma, néam? E esse é um exercício deglícia pra se fazer na frente do espelho, todo dia: criar looks cada vez mais pessoais, misturar e combinar as coisas de jeitos cada vez mais ‘com a nossa cara’, coerentes com o nosso jeito de fazer o resto todo na vida. Quanto mais elementos e referências a gente agregar num look, mais informação esse look vai comunicar pro mundo em volta da gente. E essa não é a melhor parte de ‘viver a moda’ na vida real?!??
Nessa terça, depois de uma semana passada sem coluna (sorry!), a gente continua nossa campanha em favor de todo mundo comprar menos e melhor e de não ter tanta coisa acumulada sem função: nosso texto no BlogView trata das peças que a gente tem que tirar do armário, das roupas que precisam sair das nossas vidas pra que outras possam entrar e nos fazer felizes como a gente deve ser. Se o seu armário tá abarrotado (ou se você nunca sabe a hora de dar tchau, como eu), passa lá no BlogView e ajuda a gente a bater mais um recorde de visitas!
Vanessa da Mata deve estar com o armário super light e com a vida super fluindo. Também quero.
Olha a Alexandra Farah ‘questionando o sistema da moda’ na última coluna no Glamurama: “A indústria da moda é a segunda ou terceira a gerar mais empregos no Brasil. A Abit (Associação Brasileira da Industria Têxtil) é poderosíssima e fez, por exemplo, o atual presidente da Fiesp, Paulo Skaf. Na estrutura atual da economia, fazer girar o mercado da moda é fundamental, não só para eu manter o emprego, mas, principalmente, para a sobrevivência de milhões de brasileiros. A questão é que esta mecânica não é moderna, nem funcional, nem fashion. Consumir demais está se tornando não apenas cafona como também arriscado.”
outra alternativa pra consumir menos é customizar, mas nem sempre dá certo
E a gente até quer ajudar a salvar o planeta e tals, mas ninguém quer deixar de ter uma coisinha ou outra nova no armário, pelo menos de vez em quando, né? Pois diz que tá super na moda no outro hemisfério fazer festchinhas pra trocar roupas com as amigas (bem esquema Sacolão de Estilo!). Tipo você junta tudo que não usa mais, se reúne com as amigas queridas e volta pra casa cheia de pecinhas incríveis sem gastar nada. Tem até instruções pra fazer sua própria festchinha (em inglês, mas in-crí-vel!), de um jeito bem legal – separando as peças por valor tipo baratchinhas, mais ou menos e caras. Eu quero! Vamos organizar uma?!?? =)
No mesmo clima tem o site Our Threads, um orkut só de gente que quer vender/comprar/trocar peças do próprio guarda-roupa. As pessoas criam perfis, fotografam as peças que querem vender/trocar (e colocam preços se for o caso), fazem amigos e vão atrás do que têm vontade de ter: tem uma procura super fácil de dar vontade na gente porque especifica tudo, tipo “vintage”, “designer”, “trendy”, “retro”, essas coisas. Mesmo tendo um monte de perfis de brasileiros no site, podia ter uma versão nacional do Our Threads, né? Não ia ser demais?!??
Diz que tem um ditado sueco (!!!) que diz que “quem compra coisas que não precisa ou que não usa está roubando de si mesmo”. E por conta dos comentários no post sobre os excessos que todo mundo tem no guarda-roupa a gente resolveu fazer uma lista do que pode influenciar pro bem as nossas compras: comportamentos (e truques!) que ajudam a comprar menos e melhor.
• Informação nunca é demais. Se você pode programar compras pro sábado, durante a semana dê uma olhada nas revistas mais recentes, nos sites das marcas (pra ir se familiarizando com as coleções) e aqui no blog (eeeeeee!). Também é legal estudar os sites de compras de marcas internacionais, tipo yoox e net-a-porter, pra identificar eventuais “homenagens” e influências!
• Antes de sair às compras a gente sempre tem que estudar o nosso armário. Saber o que a gente tem é imprescindível pra saber o que a gente precisa ter – às vezes a gente tem que fazer uma super limpeza e tirar as peças estagnadas que não funcionam pra conseguir enxergar o que a gente usa de verdade.
• Sair com foco é super importante. Os meninos não têm armários abarrotados porque compram por necessidade – a gente não, o shopping é um passeio e uma desculpa pra encontrar a mãe, as amigas… e quando a gente resolve fazer compras como se fosse terapia, pra “curar” alguma coisa?!?? Foco, amigos. Tem que ter em mente as peças favoritas do armário, as campeãs de uso, e o grupo de cores que se tem em casa, pra então escolher peças que vão render muitas combinações com essas e cores que vão dar certo na hora de coordenar. Pensar em look e não em peças específicas: cada peça escolhida tem que ser coordenável com pelo menos outras três ou quatro que você já tem. Vale pra cores também.
• Super ajuda sair usando a lingerie adequada pro que se quer comprar. Tem que pensar no que não marca e no que é mais confortável, que as luzes brancas e espelhos doidos dos provadores já são enfeiadores, né? Se for comprar um vestido ou look de festa é bom levar junto os sapatos que você vai usar pra provar junto.
• Uma coisa é perceber o que mais se usa e o que sempre dá certo no guarda-roupa e nos looks de todo dia, outra coisa é comprar um monte do mesmo! Se você adora saia e camiseta pólo, não precisa comprar todas as cores da mesma camiseta e três estampas da mesma saia: tem que escolher variedade pra ter mais possibilidade de uso (e looks mais originais). Tudo bem ter seis jeans (se você usa muito, tipo todo dia!), mas que todos eles sejam bem diferentes entre si, cada um de um jeito especial. Também não é legal comprar tudo na mesma loja pra não ficar com cara de catálogo: vale mais comprar uma ou duas peças em cada loja e montar looks mais pessoais, mais com a nossa cara.
• Investir de acordo com o “prazo de validade fashion” de tudo: vale gastar um pouco mais no que é basico, clássico, numa cor que neutra e naquilo que a gente usa mais, que vai nos servir mais vezes, que a gente tem certeza que funciona bem. O que é modinha, o que é vontade ‘passageira’, sempre vale menos – dá pra esperar a liquidação ou dá pra procurar genéricos na Zara (ou na C&A ou nas afins).
• A gente não deixa ninguém levar NADA sem provar. E tem que provar de frente, de costas, sentando, andando, “dirigindo” (de mentchirinha!), dançando… E ninguém compra nada que gera dúvida: se a cliente não tem certeza a gente pede à vendedora pra reservar durante um tempo e olha mais lojas, toma um café, conversa, pensa e aí sim, volta pra buscar a peça ou pra des-reservar. Vale pensar de um dia pro outro também (eu e a Cris sempr ecompramos pra nós mesmas assim: a gente prova num dia, reserva, pensa e, se no dia seguinte a gente ainda tem vontade de ter aquilo, a gente volta lá e arrasa!).
• Por fim, não comprar nada que você não AME, que não faça seu olho brilhar e que não seja per-fei-ta pra você. Às vezes pra ficar perfeito precisa de ajustes e tals. Mas quando é amor, amor de verdade, a gente sabe, né? =)
A gente vive nos guarda-roupas das clientes, e ninguém imagina o tanto de gente que acumula zilhões de coisas que nunca usa! O que de mais frequente a gente ouve são coisas tipo “eu tenho isso tudo mas só uso essas duas calças e essas três blusas”. E sério, ninguém precisa de tanto na vida (eu e a Cris temos 3 portas de guarda-roupa, e só!). Quando a gente tem poucas peças, mas super coordenáveis, a gente usa tudo MUITO, não repete (porque combina tudo com tudo, de jeitos diferentes) e usa até acabar – peças que ficam tempos e tempos guardadas sem usar estragam mais rápido do que as que a gente usa muito, sabia?
presta atenção que só um pé de cada sapato aparece nessa foto: essa fofa tem O DOBRO dessa quantidade fotografada – não tem como usar tudo numa vida inteira!
E se a gente pensar que o que a gente mais faz na vida é trabalhar (tipo 8 horas por dia, 5 dias por semana), faz balada umas 2 ou 3 vezes (também por semana), usa roupa confortável e mais desencanada nos fins de semana e tem uns 4 casamentos (ou festonas tipo isso) num ano inteiro, dá pra fazer a equivalência no guarda-roupa. Tipo: o que a gente mais tem que ter é roupa de trabalhar, depois em menor quantidade roupa confortável de fim de semana, depois um tantinho de roupa de balada e menos de tudo, vestidóns e roupas super elegantes. Assim a gente consegue enxergar tudo que tem e nunca fica sem opção, porque tem quantidades certinhas destinadas pra cada parte da vida.
Também dá pra pensar assim na hora de investir: se a gente usa mais que tudo a roupa de trabalho e só poucas vezes por ano vestidos de festonas, vale mais investir uma quantidade bacana de $$$ em roupa de todo dia e menos em super vestidos. E vale super a pena investir em peças confortáveis, que deixem a gente à vontade E bonitinhas nos fins de semana – geralmente a gente usa tudo velho nesses momentinhos mais relax e gasta tudo em blusas com brilho pra balada, né?!??