No fim de semana eu fui pela primeira vez a um show do Quinteto Villa Lobos, um grupo só com instrumentos de sopro. A música era linda (clica pra ouvir!), o auditório do Masp é um passeio por si só (e tem o museu todo pra visitar junto, né?!??) mas o figurino dos músicos me fez pensar… no nosso jeito de usar moda (!!!). O combinado pra “roupa do palco” pareceu ser calça preta + camisa colorida usada assim, pra fora, “descontraída”. E as escolhas de cores tavam super variadas – essa é a parte legal: uns escolheram coloridos-coloridos, uns escolheram coloridos-neutros, uns criaram contraste entre instrumento e camisa, uns procuraram mesclar tanto quanto possível o que usavam com o espaço e com o próprio instrumento. Vê que na foto (que não é a do ‘meu’ show mas que super tá no clima) tem músico que aparece mais que os outros, e tem quem quase some na imagem. Tudo porque a roupa não existe só na gente, mas no espaço em que a gente vive e com as coisas que a gente “carrega”.
A gente também pode pensar nessa interação: a gente não tá no palco, não tem suporte pra folha de música nem toca instrumento… mas tem escritório, tem lugar em que vai almoçar, tem mesa, tem sacola, tem cadeira em que senta e mais! Se a gente pensa como figurinistas de si mesmas, ó quanta coordenação de cores extra a gente tem pra fazer. Vale como exercício de cores e também como exercício de personalidade – isso do contraste faz com que a gente apareça super ou desapareça. E tem dias que a gente faria de tudo por um poder mágico desses, o de aparecer ou de desaparecer – não é mesmo? ;-)
No início da semana a gente teve uma ula de culinária preparada pela Dedo de Moça, das personal chefs Mayra e Pati Abbondanza. Elas fazem com cozinha mais ou menos o que a gente aqui na Oficina faz com guarda-roupas, e exatamente por isso a gente quis experimentar comidinhas que tivessem a ver com estilo: junto com elas a gente fez – e provou! – pratos cheios de cores e texturas e formas diferentes. Quem acompanha a gente no twitter viu uma prévia de tudo que rolou na nossa tarde culinária (haha!), e agora tem aqui o vídeo da gente se aventurando na cozinha. Porque né, assim como se vestir é obrigação, comer também é. E quanto mais a gente se divertir fazendo o que a gente tem que fazer – todo dia e toda hora! – melhor pra gente (lembra?). As receitas tão todas aqui pra quem quiser reproduzir em casa. Tudo vale SUPER a pena!
Nos dois clipes desse post a gente consegue separar “bem” de “mal” através de cores. Nos dois tem mocinha e vilã interpretada por uma mesma cantora, dos dois jeitos diferenciada pelo tom do cabelo. Adivinha? A boa é sempre loira e a má é sempre morenona. O que faz a gente pensar em claro e escuro como valores antagônicos – e esquecer que, pra tudo na vida, vale pensar mais do que só em cores. Já clica aqui embaixo pra ir ouvindo musiquinha e “vem comeego”, como diz a Katylene.
A gente assoscia, nos dois clipes, cabelo loiro (claro) com bem e cabelo castanho (escuro) com “mal”. É percepção de cor clara como mais doce, mais calma, mais delicada, mais frágil até; e de cor escura como mais rígida, mais fechada, mais forte. Mas né, esse impacto é causado por um elemento só: a cor. E tudo no mundo (roupa, casa, carro, caderno, acessório, arte) tem mais do que só cor! Tem forma, superfície, detalhes e mais. Isso tudo é o que “dá a leitura” das características de qualquer coisa pra gente, e o conjunto de características dessa ‘coisa’ é o que faz a gente identificar estilo. Pensa num look: o que diz pra gente um pouquinho de quem tá usando aquelas peças não é só a cor do visual, mas também de que formas ele é composto, de que maneira foi coordenado, que tipo de detalhes tem, como são as superfícies.
E aí, pensa só: forma pode ser arredondada ou mais reta; detalhes podem ser suaves ou pontudos, angulares; superfícies podem ser lisas e gostosas de passar a mão ou ásperas e estruturadas; tecidos podem cair molinhos ou podem ser super duros… e cada elemento diz alguma coisa sobre o todo. E o todo a gente “lê” juntando todas essas informações, agrupando características, percebendo mais ou menos quantidades de um ou outro significado. Meio que entendendo peça por peça de um quebra-cabeça pra que a imagem pronta, montadinha, faça mais sentido!
(Ou “lembranças das minhas férias”!)
Eu passei vinte dias em NY, amigos. E fiz força pra ter vinte dias de férias sem moda, sem desfiles, sem pensar em fórmulas de looks e tals. Fiz amigos que amam comer e que me tiveram de acompanhante em mil programas gastronômicos deliciosos. Eu passeei muito, andei SUPER muito e conheci lugares incríveis – tudo no caminho dos restaurantes que ia! E aí, a cada comidinha, a cada milkshake, a cada prato novo, todo mundo conversava sobre… mais comida! Eu aprendi um monte de coisas. E – não teve jeito – pensei em moda.
Em NY, se você é um alien e acabou de chegar ao planeta Terra, ainda assim você respira estilo e modinha. Tá na rua, em volta de você o tempo todo, sem que ninguém faça esforço pra ser percebido – essa é a parte mais legal. E eu comecei a pensar em como fazer/gostar de comida tem a ver com roupas e looks. Em comida super importa ter texturas diferentes num mesmo prato (pra não ter monotonia!), ter cores bacanas combinadas nos ingredientes (o que é gostoso também pode ser bonito), até movimentos e alterações químicas e tals – sabe? Todo mundo podia comer só pra se alimentar, só pra ter saúde, só pra viver bem – mas comer é um prazer, um dos maiores! Read more
Vejam bem, amigos, que essas cores nem sempre são as que a gente mais procura ou quer ter. Mil clientes nossas já torceram o nariz pra mostarda, pra amarelo, pra cinza-meio-morto e pra coordanações de marinho com preto (e marrom!). As fotos aqui embaixo, do Sartorialist, servem pra gente forçar o cérebro-fashion a pensar além, a experimentar sem medo, a exercitar jeitos diferentes de se tirar beleza do quebra-cabeça que é um armário cheio de roupas!
Se judias e evangélicas prestam mais atenção à formas, decotes e comprimentos, então todos os outros ‘elementos de design’ do look passam a ser compensatórios (pro bem). Quem usa saias mais longuinhas e blusas mais fechadas devia ser o-bri-ga-da a fazer todo dia uma coordenação incrível de cores, coloridas ou mesmo entre neutras. E assim imprimir personalidade no look, tipo cores mais femininas num dia, cores mais criativas no outro, mais elegante no trabalho, mais ousadas numa festinha. Estampas e texturas diferentes também contam como interessância em cada visual que compõem. E variedade de modelos e caimentos, né, meninas – que ninguém precisa ter só um tipo de saia nem só um tipo de parte de cima. Vale saia tipo A, tipo tulipa, mais retinha, tipo sarongue, tipo envelope, com bolsos, com barras trabalhadas e vale também coordenar mangas em tamanhos diferentes, decotes diferentes e mais.
A gente folheou a In Style desse mês e prometeu no vídeo falar da última matéria da revista, sobre quebrar regrinhas de estilo. A matéria tem vinte regras de estilo, válidas não só pra estilo pessoal mas também pra maquiagem e pra decoração. O texto vai enumerando essas regras e mostrando direitinho porque agora elas podem – e devem! – ser quebradas! Na galeria dá pra ver as páginas da revista em tamanho grandão, e aqui tem a seleção das regras mais legais. Olha só.
regra 2: Bijú brilhosa é só pra noite
A InStyle é engraçada e manda a gente não tratar acessórios brilhosos como vampiros, haha. A dica é usar com looks sofisticados mas calmos, bem opacos e neutros, e deixar a bijú ser o ponto focal da produção. E o que ilustra é um maxi-power-colarzão.
regra3: Coordenar estampas ou cores “confrontantes” dá errado
A gente já postou aqui no blog os nossos jeitos de coordenar estampas e também de coordenar cores, lembra? A dica da revista é muito muito legal: pra começar devagarzinho é bom misturar cores da mesma família (tipo rosa e laranja, azul e lilás) e evitar misturar estampas que tenham mais de duas cores. Read more
Depois do post da Joelma vão achar que eu sou a locona das músicas né. Mas não, é que eu sempre dou uma olhada nos vídeos mais vistos do YouTube (pra não ficar por fora). Daí esse vídeo de Detonautas me chamou atenção pelo título, essa frase “O inferno são os outros” de Jean-Paul Sartre (não sou tão erudita nem pras coisas batidas, pus no Google!). No que tocou, aparece esse look fofito do vocalista da banda:
camiseta preta com estampinha branca, colete cinza, lenço preto com estampona branca (de caveiras!). Percebeu a passagem de tons? Do preto pro meio-do-caminho-cinza pro branco! E a coordenação das estampas? Pequenina e grandona, com mesmo espaçamento e mesmas cores – gênio! Tudo é inspiração, tudo pode virar fórmula passível de repetição. Né?!?? Foi o meu ‘adoro do dia’. Inusitado e surpreendente, mas foi! ;-)
Um dia a gente achou que a onda de enrolar os lenços “palestinos” no pescoço tava em decadência, mas que nada! Eles continuam firmes e fortes em volta da gente, seja em discussão (tipo debate com resposta e tudo), seja nos looks do povo nesse tempo friozinho. E olha, tamos começando a achar que esse ‘tempo de decadência’ não vai vir logo, dadas as partes legais desse tipo de lenço. Quase sempre os palestinos são feitos de algodão, e por isso alcançam temperaturas elásticas: no verão são fresquinhos e no frio são mais quentinhos que a seda, ao mesmo tempo não chegam a ser super térmicos como pashminas e cachecóis – bons pra esse friozinho intermediário que quase sempre é o que faz.
E se já tem tanto tempo que os lenços palestinos tão à nossa volta, quem quer continuar usando pode pensar em combinações novas e originais, né? A variedade de cores disponíveis já ajuda: antes os palestinos apareceram em preto e branco e em vermelho e branco, mas agora tem modelos multicoloridos em qualquer camelô. Então pensar em coordenações legais de cores é um começo – pensar em coordenações de estampas com essas cores é mais legal ainda. Read more
Eu fiquei doente, gente. E nunca fico, sério, sou super boa de saúde e de resistência e tals. Mas fiquei doente mesmo, de cama, e fiquei uns 3 dias de molho em casa, bem quietinha (e toda trabalhada nos remédios!) pra ficar boa logo. E me peguei procurando no Dia de Beauté um post antiguinho sobre maquiagem pra dias de gripe (que foi o que eu tive, somada à uma dor de cabeça no corpo inteiro). Imagina, preocupada com maquiagem no meio de uma baixa dessas? Mas eu tava, e não pela maquiagem em si, mas pra que a maquiagem trabalhasse junto com os remédios pra me levantar o astral.
E quando eu parei pra pensar na doideira que era ter vontade de me maquiar na gripe mais ferrada do mundo, eu me vi (em frente ao espelho) fazendo as coordenações de cores mais alegres do meu armário – mesmo de moletom e tricô quentinho e meia/patufa. Read more