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  • Roupa comprada pronta não é feita pra gente: ninguém (ou quase ninguém) tem tamanho padrão homogêneo e equilibrado no corpo inteiro — tem gente que é 38 na parte de cima e 40 na parte de baixo, ou mesmo -super comum!- tem bumbum 42 e cintura 40. Quem faz compras com a gente aprende isso demais porque quase nunca a gente sai de uma loja com a sacola: 99% das peças que a gente experimenta/compra com clientes de consultoria de estilo vai pra costureira ajustar/personalizar caimento antes da cliente levar pra casa.

    Fazer ajustes e reformas pra que uma peça funcione no seu melhor PARA OS NOSSOS CORPOS é se apropriar do processo de fazer roupas. <3

    Pode ser esperto entender o que é ajuste e o que é reforma — pra não sobrecarregar as costureiras das lojas ultrapassando o limite das pequenas intervenções, mas também pra não se inibir em levar mirabolâncias maravilhosas pras nossas costureiras ‘particulares’ mais afiadas, capazes de reformular peças com a gente. Indicativo certeiro de que uma peça vale os ajustes/a reforma que a gente tem vontade de fazer é a qualidade dela: quanto mais qualidade, mais vale o trabalho. E simplificando, se considera ajuste:

    -o que adapta a peça à anatomia específica de quem usa,
    -o que melhora a performance da roupa no corpo de quem vai usar;

    e se considera reforma:

    -o que influi no design da peça
    -o que modifica o trabalho intelectual da/o estilista.

    Então conta como ajuste, por exemplo: diminuir a cintura, criar pences a partir do cós da parte de baixo pra fazer caber o quadril, subir alcinhas, arrumar alturas de punhos e barras, tirar excesso de tecido na costura debaixo dos braços — tudo sem mudar as características originais da peça. E conta como reforma acrescentar pences pra acinturar uma peça que é mais soltinha, mudar a costura do ombro de lugar, inserir botões extra no decote, tirar detalhes como pregas ou fendas, tirar zíper e mais. Até fechar bolsos pode influir no trabalho intelectual da estilista, então conta como reforma, veja só!

    Isso é autonomia: fazer ajustes e reformas pra que uma peça funcione no seu melhor PARA OS NOSSOS CORPOS é se apropriar do processo de fazer roupas. <3 Se a blusa calça vestido jaqueta é pensada em moldes e medidas “padrão”, com alfinetes e disposição é possível fazer tudo (ou quase tudo) funcionar em 3D nessas formas únicas que todas nós somos.

    Não é empoderador? A gente acha que sim, e que também é aperfeiçoador de paciência, um lembrete de humanidade quase. Faz sentido a roupa não estar perfeita pros nossos corpos no primeiro minuto que a gente veste — se ela não foi feita a partir do nosso molde. Então escolher a roupa, experimentar, fazer ajustes pra melhorar a performance dela nos nossos corpos (nas nossas vidas) dá esse respiro, esse tempo da gente se desconectar do instantâneo, de valorizar o manual, o artesanal.

    + as costureiras e a personalização
    + ordem de preocupação na costureira
    + vale a pena consertar nossas roupas
    + costureira em casa todo mês


  • Que coisa LINDA pensar em consertos assim:

    _ o que acontece com a roupa faz parte da vida vivida com ela/nela;
    _ vale a pena consertar e usar mais vezes essa roupa;
    _ ao ser consertada a roupa não perde valor, mas se torna ÚNICA por isso mesmo;
    _ o conserto não precisa ser invisível, mas sim pode ser um registro da nossa história com a peça, desse valor singular.

    A gente não pensou nessa sequência de idéias sozinha: uma amiga contou do trabalho da Mari Watanabe, que faz consertos de roupas, em especial com cerzido — que é uma técnica de cobrir pequenos furos ou pequenos pedacinhos rasgados de tecido unindo tudo com linha, de um jeito bem discreto, quase imperceptível.

    a gente pode entender consertos como celebrações de resiliência e vida-bem-vivida com nossas roupas, registro da nossa história com elas! <3

    Acontece que o cerzido da Mari é especialmente costurado pra aparecer, é a celebração da vida-bem-vivida com a roupa. Pra trabalhar assim ela se inspirou na técnica japonesa que conserta vasos de cerâmica quebrados… com uma cola de ouro! Isso se chama KINTSUGI e a idéia é essa mesma: valorizar imperfeições como parte da própria utilidade comprovada da peça.

    Ó que demais relacionar consertos (de cerâmicas e de roupas) com resiliência, com um novo senso de vitalidade: “ao invés de se envergonhar pelas “feridas” expostas, eles as embelezam para que sejam uma celebração constante da vida cotidiana. Dos pequenos e grandes erros que cometemos e da possibilidade que temos de aprender com isso.” (daqui)

    Junta tudo: disposição pra consertar roupas + cerzido aparente + celebração do cotidiano + história da vida vivida com a peça + mais tempo com a roupa, menos pressa e menos ansiedade pra trocar pelo novo = mais versatilização, mais criatividade, mais recurso interno fortalecido, mais confiança, menos dependência de compras pra se sentir satisfeita.

    E assim a gente se coloca num círculo virtuoso: quem ama, cuida. <3

    + mapa da mina
    + costuras da pat cardoso
    + a costureirinha
    + costuras e costureiras no blog da Oficina

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  • A gente faz valer o dinheiro que gasta em roupas quando cuida pra que elas duuurem bastante, viu. E a vida útil da roupa pode ser mais longa ou mais curta dependendo de quanto cuidado a gente dedica à manutenção das nossas coisas. Assumir essa responsabilidade dá retorno não só em consciência de consumo (!!!), mas também em empoderamento: tamos num tempo em que tá fácil (e barato) não depender de tinturarias e lavanderias, sabia? Esse post compartilha o que a gente vem aprendendo de mais legal nesses anos trabalhando como personal stylists — e também compartilha quem são as várias gênias que ensinaram isso tudo pra gente, ó.

    CUIDADOS PRA ROUPA DURAR :: uma aula de manutenção simples e possível, pra fazer valer o dinheiro que a gente gasta com moda!

    CUIDADO ANTES MESMO DE COMPRAR
    A etiqueta interna diz pra lavar a seco ou lavar somente à mão e eu não tenho nem disposição, nem tempo nem dinheiro extra pra isso? A peça não é pra mim. Ou a etiqueta diz pra cuidar em lavanderia profissional, mas eu sinto segurança pra cuidar em casa, tenho tempo e disposição pra fazer acontecer? Aí sim, a peça pode ser pra mim. Ou ainda: diz na etiqueta que a peça é delicada, mas eu topo treinar a minha ajudante em casa pra que ela lave com cuidado especial, e então ela cuida pra mim? Ótimo, a peça é pra mim. A gente aprendeu com a Flávia Aranha, estilista, a estar ligada nisso: todas as peças vendidas na loja dela vem com uma pequena apostila de cuidados simples e eficazes (veja aqui).

    LAVAR MENOS = VIDA ÚTIL MAIS LONGA
    Roupa usada uma ou duas vezes, se não tá suja de verdade ou impregnada de cheirinho de suor… não precisa ser lavada ainda. Antes de guardar, vale “refrescar” a roupa pra que a semi-limpeza segure mais uns usos antes de se lavar a peça: no fim do dia ce tira a roupa, pendura do lado avesso num cabide, deixa ventilar durante a noite, guarda só no dia seguinte. Tem até um desodorante de roupas pra borrifar e ajudar nesse processo (com receita aqui), que a gente aprendeu a fazer e a usar com a personal organizer Ingrid Lisboa, ó.

    01 extra: ter um conjunto de peças que componham um ‘guarda-roupa de ficar em casa’ ajuda demais a preservar roupas mais especiais — tipo chega em casa, troca pra um look dessa ‘gaveta do conforto’, aí sim vai preparar o jantar, vai cuidar da vida… sabe como? Nosso ebook tem um capítulo só sobre como compor esse guarda-roupa gostosinho, viu.

    TIRAR MANCHAS ANTES DE LAVAR
    Melhor hora pra se tirar manchas: assim que o pingo cai na roupa, ou no primeiro momento em que der pra administrar. Quanto mais tempo a mancha fica na roupa, mas ela se fixa! Vale correr no banheiro, tirar a peça e, na pia mesmo, molhar com água fria pra mancha nem secar. E tem que ser em água fria: temperatura alta faz a mancha grudar ainda mais — não pode nem lavar com água quente, nem passar a ferro a roupa manchada, viu. Se tiver difícil de sair só com água, vale diluir um pouquinho de detergente líquido em água fria e fazer um carinho na mancha com uma escova de dentes bem molinha (tem que ser carinho mesmo, pra não ficar com peça sem mancha mas desbotada/desgastada no lugar da escovada!) — dica da Ana, funcionária espertíssima de uma das nossas clientes de consultoria de estilo.

    LAVAR PEÇAS DELICADAS À MÃO
    Se é de seda, se é finíssima, se a gente acha delicada e AMA a peça, a lavagem é manual! E não é difícil, viu, a gente faz/ensina assim:
    -enche um balde com água fria e dilui um pouquinho de sabão de côco ralado (ou líquido),
    -mergulha as peças delicadas e deixa em molho por uns 15-20 minutos, só isso — sem esfregar a peça inteira ou friccionar tudo no tanque. vale fazer aquele mesmo carinho só no sovaquinho da peça pra evitar mancha amarela de desodorante ou cheirinho ruim (dica da nossa leitora Cláudia Alves)
    -enxágua as peças umas 2 vezes e não torce, mas amassa delicadamente uma a uma dentro de uma toalha (vale ter uma de rosto, clarinha, só pra isso na área de serviço).

    LAVAR NA MÁQUINA COM MENOS PRODUTOS
    Diz que a gente só precisa de metade das quantidades recomendadas de produtos pra usar na máquina de lavar, sabia? E que os sabões em pó podem deixar a roupa durinha (com resíduos deles mesmos) e que os amaciantes típicos do mercado são potenciais estragadores de máquinas. Então vale testar quantidades menores de tudo, ou substituições mais saudáveis (e bem mais baratinhas). A Bia Martins, organizadora de lares, ensinou pra gente essa fórmula aqui: no lugar do sabão em pó a gente usa a mesma quantidade de sabão de côco ralado; no lugar do amaciante, uma tampinha de vinagre branco + uma tampinha de álcool; 2-3 gotinhas de óleo essencial pra dar cheirinho em tudo; 1 colher de sopa de bicarbonato de sódio só pras roupas claras.

    + 01 extra: tipos de lavagem pra cada tecido
    + receita de sabão em pó caseiro (e natureba e cheirosíssimo)
    + como ler os símbolos de lavagem das etiquetas

    MENOS PREGADOR DE ROUPA, MAIS CABIDE NO VARAL
    Vale tirar da máquina e pendurar em cabides, bem esticadinhas, as peças feitas em tecido plano (pra precisar passar menos, ou nem usar o ferro). Peças feitas em malha e tricô podem esticar desse jeito, então é bem melhor deitar as peças sobre as cordinhas do varal pra que elas sequem na horizontal, viu — essa quem ensinou foi uma cliente que durante toooda a juventude cuidou de lavar/passar as próprias roupas. E ó: no geral, pregadores de roupa podem marcar as peças fazendo ceder as fibras do tecido com o aperto/atrito — se não for o caso de usar os cabides, vale dobrar a peça na própria cordinha do varal pelo meio, sem precisar usar o pregador. (A gente não usa e aconselha clientes a não usar: máquina de secar. Pra roupa de cama, mesa e banho, tudo bem — mas pras nossas roupinhas preciosas, melhor não!)

    NÃO PASSAR O FERRO DIRETO NA ROUPA
    Sabe que muuuitos anos atrás a gente fazia aulas de manutenção pras funcionárias das nossas clientes? O conteúdo mais impactante dessas aulas recheia 2 posts aqui no blog: aula fácil de manutençãoapostila da roupa bem passada. Com esses posts a gente aprendeu um extra com a Maria Estér, nossa leitora do coração <3 que deixou a dica num comentário (e a gente incorporou pra sempre!): é bem bom ter, na área de serviço, um pano de prato ou fralda ou tecido/algodão bem liso pra proteger as roupas da quentura do ferro de passar — mesmo se o ferro tem proteção “anti-brilho”. Assim, com o pano esticadinho sobre a roupa, o ferro não marca e a gente tem mais garantia de não queimar peça nenhuma (Deus defenda a gente!).

    GUARDAR TUDO DIREITINHO PROLONGA VIDA ÚTIL, Ó:
    + organizando o guarda-roupa (e a vida) 
    + o que guarda dobrado e o que pendura em cabide
    + roupas guardadas em capas precisam respirar

    Por fim: tem aqui um poster incrível com instruções de lavagem caligrafadas pra fazer download e embelezar a área de serviço com info útil, ó, que foi antes enviada como um presente na nossa newsletter #13, com outras dicas bem boas. <3

    E se alguém tiver dúvidas e quiser compartilhar na nossa caixa de discussão aqui embaixo, a gente se compromete a buscar soluções com essas mesmas gênias citadas no post e compartilhar de volta nas respostas dos comentários. Essa mesma caixa de discussão tá aberta também pra mais compartilhamento de dicas e  práticas eficazes que possam incrementar ainda mais esse conteúdo! \o/ \o/


  • Olha, roupa é geralmente feita de tecido. Então é bem esperto de nossa parte conhecer tipos de tecidos e saber das propriedades (boas e não-tão-boas) de cada um, nénão? Conhecendo, a gente consegue avaliar o que funciona melhor (pra gente) em cada ocasião da vida, que sensações cada um proporciona pra quem veste, que mensagens comunica (como fazem a gente se parecer), pra que temperaturas escolher cada tipo desse materiais, no que pode valer gastar mais ou menos $$$.

    Todo tecido é feito de fibras, e essas fibras podem ser

    -NATURAIS = encontradas prontas na natureza, tipo algodão, linho, seda e lã;
    -ARTIFICIAIS = produzidas quimicamente com matérias -primas naturais (principalmente da celulose), tipo viscose, cupro, tencel/liocel e acetato;
    -SINTÉTICAS = produzidas pelo homem com matérias-primas não-naturais (principalmente petróleo), tipo poliéster, poliamida, acrílico, nylon e elastano.

    guia pra conhecer tipos de tecidos e avaliar o que funciona melhor (pra gente) em cada ocasião da vida, que sensações cada um proporciona pra quem veste, que mensagens comunica, no que pode valer gastar mais ou menos $$$.

    Os tecidos podem ter “nomes fantasia”, por exemplo: a gente pode chamar de seda (e até reconhecer, pelo toque, algo como seda) mas né, a composição desse tecido pode ser 100% sintética. Crepes, microfibras, tafetás e principalmente tricôs trazem nas etiquetas internas a descrição certinha da mistura de fios que os compõem — inclusive com porcentagem de cada um.

    E aí, entendendo essa etiqueta de composição, a gente pode avaliar o que vale mais a pena a partir das nossas próprias demandas pessoais (de estilo, conforto, orçamento, sensações desejadas, aspirações e até de códigos profissionais de vestir) — sem precisar de regras ou de “certo” x “errado”. Ó:

    CONFORTO

    Tecidos naturais são tipicamente mais gostosos de vestir, tem toque mais agradável, são mais flexíveis, permitem ventilação mais fluida entre o calor que o corpo gera e o ar que fica em volta. As fibras sintéticas tem toque mais áspero mesmo quando tem caimento maleável, e por isso tocam a pele diferente: pode ser desconfortável pra caramba passar o dia sentada com calça/saia sintética, ou suar o sovaquinho em blusas não-naturais.

    ELEGÂNCIA

    O que é feito em tecido natural sempre carrega uma aparência mais refinada-clássica do que o que não é natural. Esses tecidos podem amassar bastante, mas também desamassam com o próprio uso — então mesmo quando se passa muito tempo vestida de algodão, linho, seda ou lã, ainda se tem sensação de “impecabilidade”. Os materiais não-naturais muitas vezes tem um brilho extra (do plástico!) que informaliza demais as peças, com um aspecto um pouco mais grosseiro e bem menos sofisticado — mas né, alguns materiais sintéticos tem essa cara “tecnológica” que pode elegantizar geral, dependendo do design. Tudo tão relativo, tão passível de escolher personalizadamente!

    TEMPERATURA

    Peça feita 100% com fibras naturais é sempre mais fresquinha: no calor, mesmo peças escuras –se feitas em algodão, seda e afins — dão menos sensação de quentura do que peças sintéticas. Faz mais sentido também pensar em camisa soltinha de tecido natural do que em regata justa de tecido sintético, entende? Por outro lado, tricôs feitos com fibras sintéticas aquecem mais sem precisar ser volumosos ou super espessos (e geralmente custam menos!) — a gente recomenda demais usar camisetas justinhas de algodão por baixo, pro toque gostoso estar garantido na pele, e então usar tricôs finos aquecedores por cima.

    MANUTENÇÃO

    Fibras sintéticas rendem mais bolinhas e podem derreter/queimar/marcar no ferro super quente, então demandam sempre uma atenção extra na hora de lavar e passar. Fibras naturais são mais resistentes, mas podem soltar cor e né, sedas super finas precisam de carinho extra na sua limpeza (sempre à mão!) — geralmente custam mais, então a manutenção também fica mais atenciosa pra fazer durar!

    VALOR

    Quanto mais material natural numa peça, mais o valor pode ser justificado. Pensa: é recurso natural, os processos de obtenção e desenvolvimento são mais precisos, demandam mais. Então não vale a pena pagar super caro por uma peça de fibra não-natural — a não ser que o valor alto seja avaliado levando em consideração o design, o caimento e a função — assim cada uma de nós avalia custo x benefício personalizadamente. Por outro lado, mesmo uma camiseta simples tem seu valor quando feito 100% com material natural, né?

    TECIDO PLANO x MALHA

    Malhas e tecidos planos tem efeitos diferentes na silhueta e também fazem sentir sensações variadas — tudo passível da gente escolher de acordo com o que quer sentir e como quer parecer. E existe tecido plano AND malha tanto de fibra natural quanto de material não-natural. Vale conhecer essas diferenças pra escolher certeiro!

    01 EXTRA

    Quanto menos processos industrializados demandados pro tecido existir, menos  ele demanda do meio-ambiente. Então escolher tecidos naturais sempre conta mais pontos sustentáveis do que escolhas por sintéticos. (Mas né, tem outras tantas variáveis pra direcionar essa escolha — saiba mais aquiaqui e aqui, ó.)

    + toda uma aula sobre esse tema pra quem quer aprender e aplicar com clientes de consultoria de estilo no módulo 6 do nosso CURSO DE FORMAÇÃO
    + mais aprofundamento e mais conhecimento no livro GUIA PRÁTICO DOS TECIDOS, de Maria Helena Daniel, onde a gente também aprendeu demais.


  • Se a gente se dispõe a construir um guarda-roupa conciso, com peças versáteis e super coordenáveis entre si, todas com a melhor qualidade que nosso dinheiro puder pagar… a gente também precisa se dispor a cuidar disso, né? Roupa boa, que a gente usa bastante, pode passar por manutenções periódicas pra ter vida útil prolongada. Vale montar um mini-kit manutenção ~uma caixa de primeiros socorros!~ pra deixar no próprio armário, à mão, pra essa manutenção periódica — ou mesmo pras pequenas emergências que possam surgir no dia-a-dia (e como elas surgem, não?).

    pra quem quer cuidar do que tem e estender vida útil das roupas (sem grandes esforços), ó! no blog da Oficina!

    Nos guarda-roupas das nossas clientes a gente sugere ter:

    _tesourinha de ponta
    _alicates de bijú
    _alfinetes de cabeça
    _cola de tecido
    _colchetes e tic-tacs (paras prendadas que souberem pregar!)
    _escova de dentes para tirar sujeirinhas de fivelas e reentrâncias de acessórios
    _elásticos tipo de dinheiro
    _linha clara e linha escura + botões extra
    _descosturador/navalhinha específica para tirar etiquetas (fácil de encontrar em armarinhos)
    _pinça ou alfinetão para passar elásticos por costuras
    _papa-bolinhas ou lâmina tipo gilete pra tirar bolinhas de tricôs

    Desses, os que mais “salvam-vidas” são alfinetes e os elásticos, sabia?

    Na nossa rotina como consultoras de estilo a gente se pega ensinando clientes a usar alfinetes pra colocar no lugar uma alcinha fina que eventualmente explode da blusa, a fazer mini-pences e ajustar provisoriamente alguma peça, a manter no lugarzinho da cintura faixas que insistem em subir ou descer (a gente prende alfinetes nas laterais da peça formando passantes quase invisíveis), pra fazer o decote só mostrar a quantidade de pele que a gente quer, pra juntar as alças do sutiã nas costas de modo que ele não apareça com decote tipo nadador, pra fechar o pequenino vão que às vezes fica abertinho entre um botão e outro de camisa. Ufa!

    E a gente procura ter com a gente alfinetes em tamanhos diferentes, em metal prateadinho e também dourado.

    Os elásticos a gente usa pra garantir conforto e praticidade ao que cada cliente veste, atendendo a demandas específicas. Dá pra segurar mangas no lugar — “vestindo” o elástico no braço todo ou envolvendo o botão do punho com uma alcinha-elástica presa na casa, sabe como? Pra clientes grávidas o elástico funciona como alargador de cinturas quando a gente prende o elástico na casa do cós e estica pra passar em volta do botão. Vale até usar como “encompridador” de colares mais curtos, quando a gente prende numa ponta do fecho o elástico e estica até a outra… e camufla a gambiarra no pescoço bem embaixo do cabelo, ó!

    Mas né, só vale ter o que se usa ou sabe como usar… ter um monte de apetrechos só pra empoeirar é muito pouco esperto. E não precisa saber usar tudo — hoje a gente tem nas alamedas de serviços dos shoppings um monte de pequenas oficinas que cuidam desse tipo de manutenção rápida. A gente precisa só estar de olho pra cuidar, levar, fazer acontecer.

    Dá pra ter essas coisinhas numa caixinha, ou num copinho bem lindo, ou numa cestinha. E nossas colegas de profissão podem também ter pequeninos kits como esse em necessaires/bolsinhas pra levar consigo nas etapas práticas da consultoria (guarda-roupas, compras, montagem de looks) pra já ensinar as clientes a usar também!

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  • COMPRAR MENOS
    Diz que uma pessoa típica compra 70 (!!!) peças de roupa por ano — é peça nova a cada 5 dias, e significa que a gente re-estoca mais o guarda-roupa do que a geladeira. Antes dos anos 70, que foi quando a roupa manufaturada ficou de fato popular, essa mesma pessoa típica comprava aproximadamente 25 peças de roupa/ano. Todo mundo aqui sabe que compra mais do que precisa e que não usa tudo que tem. E se a revolução começasse pelo nosso acervo pessoal? E se a gente tivesse no armário só o que AMA e efetivamente usa, e exercitasse criatividade pra usar de muitos jeitos diferentes essas roupas? A gente vive a vida com mala, quando viaja e leva as coisas mais legais que tem (alô foto boa de lembrança!), por que então não tentar fazer a vida acontecer com menos?

    _glossário básico de moda ética
    _o suficiente é mais eficiente
    _por que você deveria pensar bem antes de comprar uma roupa irrealisticamente barata

    COMPRAR MELHOR
    Atitude mais sustentável que se pode ter (em moda) hoje é consumir produtos de qualidade, que durem muito, e com estilo atemporal, que sejam super versáteis. E qualidade não significa preço alto — mas sim o maior/melhor investimento que se pode fazer levando em conta cada orçamento. Vale observar caimento (no corpo), acabamento (por dentro) e material de que cada peça é feita: melhor escolher os naturais ou as composições que tenham maior quantidade deles (algodão, linho, lã, seda, viscose, rami, modal, tencel, cupro, liocel, bambu) — a gente checa essa composição na etiqueta interna da roupa, sabe qual? Olhar a etiqueta pra conferir material pode virar hábito: além de ser sustentável garante também conforto e aparência mais elegante, mesmo nas peças mais informais.

     _como identificar qualidade numa roupa
    _pra comprar menos e melhor
    _roupa boa pode ser repetida: dicas de versatilização

    LAVAR MENOS
    Não é se transformar na sujona do bairro, mas sim poupar a peça que possa ser poupada e evitar lavar-a-cada-uso. Vale chegar em casa e pendurar a roupa num cabide, em local ventilado, deixar que ela descanse e dê uma “refrescada” — se não teve muito suor, se não teve sujeira específica, essa roupa pode ser usada de novo antes da lavagem, não? Tem também receitinhas caseiras de “desodorantes de roupa”: vale ter no armário um borrifador com 1/2 de água, 1/4 de álcool, 1/4 de vinagre branco e umas gotinhas da essência que se preferir — pra borrifar levemente na peça que vai pro cabide antes de voltar pro armário (experimenta!). E super importante: produtos menos abrasivos, mais biodegradáveis, são bons pro mundo e também pras fibras de que nossas roupas são feitas. Dá-lhe água fria e sabão de côco!

    _atenção à manutenção
    _mancha sai com água quente ou fria?
    _lavagens pra cada tipo de tecido

    CUIDAR DO QUE SE TEM
    E na medida em que a gente consome qualidade (e investe $ conscientemente nisso), passa a ser natural atentar para a durabilidade e impecabilidade do que a gente tem. A gente passa a organizar visitas periódicas ao sapateiro pra reforçar solados e frentinhas e saltinhos dos sapatos, a gente mantém contato com uma boa costureira pra refazer costuras e por botões de volta no lugar ou recolocar barras na altura devida. Mas né, manutenção vale mais na roupa que vale mais: tecido que se desfaz como papel, costura que já vem desfeita da fábrica ou palmilha de papelão não valem mesmo o cuidado (nem adianta!) — por isso comprar qualidade é tão importante, assim a gente descarta menos! E qualidade dura ainda mais quando é cuidada com atenção.

    _o que guardar dobradinho e o que pendurar em cabide
    _roupa guardada em capa precisa respirar
    _kit de primeiros socorros de guarda-roupa

    COMPRAR DE PERTO (E DE PEQUENOS)
    Grandes grupos de marcas de moda são controlados por banqueiros que entendem bem do assunto que lhes interessa: o dinheiro (e só ele!). Esses grupos, chamados ‘varejistas’, tratam roupa como qualquer outro produto: precisam vender e bater metas e fazer mais e mais dinheiro — e ó, grandessíssima parte desse dinheiro fica com 4 ou 5 banqueiros/acionistas, o restinho que sobra é dividido em bilhões de micropartezinhas pra pagar tooodo mundo que trabalha pro grupo. Comprar de marcas pequenas significa distribuir melhor o nosso dinheiro entre as pessoas envolvidas no negócio (ce sabia que a China é um país meio sem leis trabalhistas?) — menos peças sendo produzidas (e sendo feitas artesanalmente!), com muito mais atenção e preciosismo. Significa também pagar valor mais justo por material de mais qualidade (qual o sentido de pagar muitíssimo barato por uma roupa que viaja o globo terrestre pra vir do oriente até aqui?não tem milagre, a conta chega pra alguém). E no fim, comprar de pequenos garante mais exclusividade, mais diversidade, mais singularidades valorizadas. :)

    _ter menos, melhor e de mais perto
    _consumir com consciência não significa ‘não comprar’
    _comprar deveria ser consequência de ser 


  • Faz muito sentido, na hora de cuidar do próprio guarda-roupa, procurar mais qualidade e menos quantidade. Na prática isso significa optar pelo durável, gastar mais dinheiro em menos peças. Tendo menos fica mais fácil visualizar possibilidades e exercitar versatilidade nas coordenações – como vamos ver mais adiante; tendo mais qualidade a gente sempre se sente garantida em segurança, confiança e “impecabilidade”… mesmo nos looks mais informais que escolhe usar.

    O primeiro e mais importante indicador de qualidade numa peça é o material/tecido de que ela é feita – vale pra roupas e também pra acessórios. Na sequência, pra identificar qualidade, a gente avalia bom acabamento e bom caimento. Vale provar a peça de pé, sentando, abraçando e dirigindo de mentirinha, pegando coisas imaginárias no chão, dançando (se a roupa for passear na pista com a gente!) e então prestar atenção nisso, ó:

    um guia pra identificar roupa boa (de verdade) e custo-benefício que valha a pena.

    _tecido a gente avalia pelo toque (quanto mais gostoso, melhor!) e pela composição – na etiqueta de dentro da roupa, geralmente na costura lateral, a gente conhece de que é feita cada peça e assim avalia custo x benefício do que tá sendo oferecido: quanto mais material natural tiver na composição, mais valiosa e durável a peça é;

    _acabamento se avalia conhecendo a peça pelo lado avesso, por dentro: pensa que se as costuras são retinhas e reforçadas, se os encontros entre elas são cuidadosamente arrematados, se os bolsos e recortes estão protegidos internamente… então houve carinho e preciosismo nessa confecção. Se a peça é bem cuidada assim, escondidinha lá dentro, então a parte de fora (a que aparece com a gente quando se usa) também foi pensada com cuidado;

    _caimento é avaliado única e exclusivamente no corpo – é vestindo que a gente comprova toque gostoso, que a gente se assegura de que o acabamento é mesmo reforçado, e que a gente pode perceber com atenção:

    • se a costura dos ombros tá onde deve estar, bem sobre a esquina em que o ombro encontra com o braço
    • se o entorno da gola tá com a forma bonita, encaixadinho no pescoço
    • se a abertura do decote tá descendo rente à pele no colo, se tá confortável
    • como o tecido cai nas costas, como cai na cintura
    • se há necessidade de ajustes nas alturas de barras (de partes de cima e de baixo)
    • se tá tudo bem com possíveis abotoamentos e amarrações
    • se tem sobrinhas de tecido no bumbum – e como a peça cai no bumbum
    • se a abertura dos bolsos tá suave, sem escancarar
    • se a largura das pernas proporciona conforto quando se movimenta
    • se as aberturas de saias e vestidos tipo envelope não mostram mais do que devem (especialmente quando se senta)
    • se as costuras estão tortas ou alinhadinhas, se elas enrrugam (não deveriam!)
    • se o material pinica, se puxa fio fácil, se demanda manutenção complicada
    • em eventual necessidade de lingerie especial pra usar com transparências ou fendas (e se já se tem ou se é preciso providenciar a lingerie pra isso)

    E a gente avalia isso tuuuuudo a cada provador em que trabalha com nossas clientes — tanto quanto avalia quando faz compras pra gente mesma ou revisita o próprio guarda-roupa pra descartar o que não funciona mais. E na medida em que a gente exercita conscinetemente essas direções, nosso cérebro vai se apropriando dessa atenção e passa a fazer essa “checagem” automaticamente, e a gente passa naturalmente a escolher melhor. Moda pra vida real é isso daí, viu?

    +como construir um guarda-roupa inteligente
    +como trabalhar como personal stylist


  • O dia-a-dia nos provadores ensina um monte de coisa pra gente — a cada experiência com cliente e a cada conversa com vendedoras (que trabalham todo dia com todo tipo de produto!) a gente vai acrescentando sabedoria prática à nossa expertise. A gente aprendeu na semana passada, por exemplo, que vestidos de jérsei entram na categoria de roupas que não devem ser guardadas em cabides, penduradas. E foi a Vanessa, vendedora na loja Cris Barros, quem ensinou pra gente. Ela Vanessa contou que TODO DIA antes de fechar a loja as vendedoras tiram todos os cabides das peças de jérsei das araras, “deitam” tudo em balcões e deixam passar a noite assim, pra só pendurar de novo no dia seguinte quando a loja abre.

    A sacada é não pedurar NENHUMA peça feita em tecido que estica. Tecido que estica é o que não é plano, que tem algum elastano na composição ou que é feito em malha — e por isso gruda mais na pele, e se abre quando a gente puxa pros lados, sabe? Camisetas, blusinhas e vestidos de viscolycra, tricôs, cardigans de malha e o jérsei entram nesse grupo: o grupo do que deve ser guardado dobrado. A trama dessas peças é sensível e o peso delas mesmas faz com que a modelagem deforme e se estique quando penduradas, “puxando”/pensando pra baixo (alô gravidade). O resultado são bicos de cabide nos ombros, peças mais longas no comprimento e afuniladas na largura, costuras fora de lugar e… roupa que dura menos, que perde tempo útil de vida.

    Peças feitas em tecido plano, que não esticam, podem ser penduradas em cabides. Tipo algodão de camisa, jeans e sarja, lã, sedas e tudo tudo tudo que não tiver nem um pinguinho de elasticidade. Em cabides apropriados pra cada tipo de roupa, de preferência!, com espessura parecida com a dos nossos dedinhos (no mínimo) e com ombrinhos e presilhas e tals – nada de cabide de arame que vem de brinde da lavanderia, hein? Quem tiver dúvida do que dobra e do que pendura pode perguntar nos comentários, bora todo mundo acomodar tudo do melhor jeito que olha – manutenção é (quase) tudo na vida de quem sorri em frente ao espelho, viu.

    + nosso jeito de dobrar peças (num vídeo jurássico)
    + abrindo espaço físico e mental no guarda-roupa
    + organizando as roupas e a vida
    + aula fácil de manutenção de roupas
    + roupas guardadas em capas precisam respirar


  • A gente sabe que pode não ser aqueeela diversão (rs), mas dá uma satisfação enorme completar o ciclo de boa manutenção das nossas roupas –depois de lavar, centrifugar, pendurar, esperar secar– com carinho através do ferro de passar. Roupa bem passadinha dá uma sensação de impecável, de elegância, não dá? :)

    Tempos atrás a gente deu aulas de manutenção pra clientes e pras ajudantes de algumas clientes — e as sacadas mais legais que a gente dividiu com elas (com tábua montada e ferro de passar já quente!) e que elas dividiram com a gente tão aqui — com direito a colaborações estreladas via Twitter, ó!

    DICAS FÁCEIS PRA PASSAR ROUPAS :: um passo-a-passo pra precisar passar menos, mas passar melhor!

    CABIDES NO VARAL
    Deixar a roupa secar (depois de lavada) penduradinha num cabide — e não dobrada ou pregada no varal — facilita um tanto o trabalho de passar, exige menos esforço/quentura e por isso desgasta menos a peça (obrigada @adaniela pela lembrança!).

    TEMPERATURAS DIFERENTES PRA MATERIAIS DIFERENTES
    Pra começar a tarefa, vale separar o que vai ser passado em grupos, de acordo com as temperaturas — tecido sintético fica lisinho com temperaturas mais baixas e tecidos naturais aguentam temperaturas mais altas (tem sempre indicação na etiqueta interna da peça). Mas ó, o ferro nunca precisa estar quente-quentíssimo, já que o que faz o serviço alisatório é o combo peso + movimento (a quentura só auxilia).

    QUENTURA POR DENTRO
    A gente recomenda passar tudo, tudo mesmo, do lado avesso. Especialmente roupa escura, que pode ficar brilhando com o contato do ferro. E a gente só passa a peça quando ela está “vestida” na tábua, pra não marcar detalhes em relevo: sabe quando as costas da camiseta ficam com a marca da gola, na altura da nuca? Pois é. E quando tem relevão na roupa, tipo em rendas e brocados, a gente pode “vestir” uma toalha dobrada por dentro da peça e passar assim, com o volume dando suporte pro ferro passear. Esse ‘volume vestido’ vale também pra mangas, que não precisam ter vinco (não mesmo!): quem não tem aquela mini-tábua pra passar mangas pode dobrar aquela mesma toalha, segurar o volume lá dentro com uma das mãos e passar a manga com a outra.

    ONDE COMEÇA E ONDE TERMINA
    É bom começar a passar a peça pelas partes menos aparentes e amassáveis, indo pras partes que ficam mais à mostra. Olha a camisa como exemplo: a gente começa a passar pelos punhos, vai pras mangas, passa os ombros e o colarinho, e só no fim passa as costas, pra terminar na frente. Dica quentíssima da @cintilla. A gente usa também passar um pano úmido sobre a roupa, depois de passar, pra tirar quaisquer pelinhos ou resíduos que tenham ficado ficado grudados. O Sartorialist em si deu uma dica uma vez: diz ele que depois de passar é bom dar uma lufada de ar frio na peça pra fazer com que o efeito lisinho dure mais (vale tentar com o secador no modo frio!).

    PANINHO PROTETOR + STEAMER
    Tecidos super finos e delicados podem ser passados debaixo de panos de prato, fraldas, toalhas ou quaisquer pedaços de tecido liso, pro calor do ferro não tocar diretamente a peça delicada e já chegar ‘amenizado’ onde vai desamassar. E ó: se o tecido é muito delicado meeesmo, super vale experimentar vapor no lugar do ferro, viu. Lembra do steamer, que pode ser o melhor amigo de quem não tem habilidade com o ferro de passar!

    EXTRAS: PRA PRECISAR PASSAR MENOS
    (OU NEM PRECISAR PASSAR)
    -diz que acrescentar um copo pequeno de vinagre à água que vai enxaguar as roupas lavadas faz com que todos os amassadinhos fiquem bem mais relaxados na hora de secar — e que o cheiro não pega na roupa.

    -não superlotar a máquina de lavar faz com que as roupas fiquem menos comprimidas lá dentro e, por consequência, menos amassagadas.

    -essa é pra quem usa máquina de secar: experimenta pendurar/dobrar as roupas assim que elas saem do quentinho da máquina — deixar tudo empilhado ou embolado lá dentro até esfriar só marca ainda mas o que tiver amarrotado.

    -por fim, mais sobre a máquina de secar: peças que tão dobradas ou que já foram usadas podem pegar carona no ciclo das toalhas úmidas e rodar na secura por mais 10 minutinhos — pra sair lisa lisa. ;-)


  • Num texto da revista Casa Cláudia sobre áreas de serviço a gente aprendeu que é com água fria que se tira mancha – mais: com gelo! A orientadora de serviços domésticos Arlene Rocha Leão, consultada como especialista na matéria, diz pra gente o seguinte:

    “Manchas devem ser eliminadas antes da lavagem. Esfregar gelo no local facilita a sua remoção, pois quebra a estrutura das moléculas. Já a água quente abre os poros dos tecidos e pode fixar ainda mais a mancha.”

    E a gente aqui achava que com água quentinha a roupa manchada ia se sentir amada (!!!) e ia ajudar a gente a soltar a sujeira grudada… dicona essa, hein? No mesmo texto a “orientadora” ainda diz pra gente procurar remover as manchas antes mesmo de lavar a peça — o que fez a gente lembrar de outros textos daqui do blog em que a gente divide o que sabe e o que ensina pras nossas clientes sobre manutenção de roupas:

    + lavagens pra cada tecido
    + aula fácil de manutenção da Oficina de Estilo

    Na tag ‘manutenção’ tem ainda mais info sobre dobrar e pendurar peças específicas, sobre passar roupas do melhor jeito, sobre guardar e cuidar de um modo geral. Roupa bem cuidada é garantia de elegância e reforça carinho na auto-estima quando ajuda a gente a transmitir idéia de atenção com a gente mesma no dia-a-dia, viu. ;-)


curtimos

ideias complementares às da Oficina