18.
nov.
08.
pense moda: bate-papo animado entre editoras e fotógrafos
Hoje o Pense Moda teve mesa estrelada discutindo como conciliar liberdade com necessidades comerciais nos veículos de moda no Brasil. Dá só uma olhada no time: os editores Alcino Leite Neto (Folha de S.Paulo), Erika Palomino (Key), Daniela Falcão (Carta Editorial), Paulo Martinez (Mag!) e Susana Barbosa (Elle); os fotógrafos André Passos, Bob Wolfenson e Daniel Klajmic e as stylists Chiara Gadaleta e Letícia Toniazzo.

alcino leite neto (da folha, daniel klajmic (fotógrafo), daniela falcão (do vogue brasil) e chiara gadaleta (stylist/estilista)
Um debate envolvendo gente tão gabaritada como os nomes acima sempre fomenta fortes discussões – e algumas concordâncias. Por exemplo: Vogue e Elle, por estarem mais diretamente vinculadas ao mercado (anunciantes e exposição das roupas que são fotografadas nos editoriais), possuem mais amarras que a Key e a Mag. E estas tais amarras são diretamente remetidas aos profissionais que prestam serviço aos dois veículos, quer sejam fotógrafos ou stylists. Como, então, imprimir identidade nestes títulos? Paulo Martinez responde: através da interpretação pessoal das exigências colocadas em pauta pelos stylists e fotógrafos. E Chiara Gadaleta completa: as referências são o reflexo do universo pessoal de cada profissional e é exatamente isto o que fará a diferença no exercício de seu trabalho, independentemente de qualquer amarra imposta. Se antigamente as referências (geralmente extraídas dos editoriais das revistas internacionais) eram o ponto de chegada, hoje elas são o ponto de partida, (bem) colocou Bob Wolfenson.

daniela de novo, chiara de novo, susana barbosa (elle) e andré passos (fotógrafo)
A discussão é sim, muito importante, mas por enquanto não acarretará em mudanças muito significativas. A Vogue tem que vender, a Elle tem que colocar produtos acessíveis, a Mag praticamente não se utiliza de roupas de grifes internacionais em seus editoriais… não importa – sempre haverá algum mas, algum porém. A questão não pode recair somente sobre estas limitações. Existe um outro fator extremamente relevante em todo este processo, como pontuou, mais uma vez, Martinez: está faltando título de moda no mercado brasileiro. Se outras revistas com diferentes perfis daqueles que já existem no mercado surgirem, diferentes histórias poderão ser contadas e a experimentação será mais viável.

erika palomino (a gente é BEM fã), letícia toniazzo (stylist), paulo martinez (MUSO), joyce pascowitch e bob wolfenson
E qual a solução para este conflito enquanto estes novos tíitulos não vem? Gadaleta dá a resposta citando Paulo Borges em palestra no Pense Moda anterior: paciência. A moda brasileira ainda é muito recente e há pouco deixou de engatinhar para dar seus primeiros passos. E como todo bom filhote que acabou de aprender a andar com suas próprias pernas, tombos e desequilíbrios são inevitáveis e naturais.
E esse é mais um texto ótemo da nossa ilustre assistente de Pense Moda, Tati Rodrigues. Os textos-relatos de todas as palestras tão disponíveis no site do Pense Moda








