9.
nov.
09.

ROUPA DE RESOLVER PROBLEMAS SÉRIOS

publicado por: Fernanda

Esse blog dá dicas o tempo todo pra inovar looks, pra acrescentar interessância e pra sair do comum com o que a gente veste. Mas quando a gente não pode errar, quando a hora é séria (de verdade) e a gente precisa de tudo em volta a nossa favor – inclusive roupa! – é pra elementos certeiros que a gente deve recorrer. Tipo essas moças que foram malvadas (ou tiveram problemas sérios) e tiveram que prestar contas na justiça. Porque né, nunca se sabe – vai que a gente arruma uma confusão qualquer gente. Nunca se sabe mesmo (haha).

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As lições que elas dão nas fotos tão ótimas. Cores neutras neutríssimas – preto, além de neutro, é também austero, sério, correto. Formas mais estruturadas, que marcam bem menos a silhueta e dão sensação de alinho (tecido plano “se mexe” bem menos que malha e panos mais moles). Acessórios super super hiper ultra discretos, quase invisíveis: repara que mesmo quando tem algum “acrescentador de personalidade” nesses looks eles ainda são super contidos. Pra completar, make e cabelo super naturais, pra não aprecer que esse momento sério é um evento, sabe como?

To esperando estórias verídicas nos comentários pra gente ilustrar essas idéias aí. Alguém já pensou nisso antes de ir fazer uma audiência ou sei lá, de resolver um problemão? ((Gente que tema não?!?? Haha!))

10.
ago.
09.

DISCRETAS MAS NÃO ‘SEM GRAÇA’

publicado por: Fernanda

Se judias e evangélicas prestam mais atenção à formas, decotes e comprimentos, então todos os outros ‘elementos de design’ do look passam a ser compensatórios (pro bem). Quem usa saias mais longuinhas e blusas mais fechadas devia ser o-bri-ga-da a fazer todo dia uma coordenação incrível de cores, coloridas ou mesmo entre neutras. E assim imprimir personalidade no look, tipo cores mais femininas num dia, cores mais criativas no outro, mais elegante no trabalho, mais ousadas numa festinha. Estampas e texturas diferentes também contam como interessância em cada visual que compõem. E variedade de modelos e caimentos, né, meninas – que ninguém precisa ter só um tipo de saia nem só um tipo de parte de cima. Vale saia tipo A, tipo tulipa, mais retinha, tipo sarongue, tipo envelope, com bolsos, com barras trabalhadas e vale também coordenar mangas em tamanhos diferentes, decotes diferentes e mais.

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Vale prestar atenção nas proporções: saia mais longa pede blusa mais curta – boas medidas são o meio dos joelhos (pra barras de saias) e o ossinho do quadril (pra barras de blusas). E se a barra da saia sobe, a barra da blusa pode descer um pouquinho! A terceira peça, nos looks das moças de igrejas e sinagogas, devia também ser obrigatória Read more

15.
out.
08.

o que usar em situações difíceis

publicado por: Fernanda

Tempos atrás uma clienta ligou pra gente pra saber o que usar num velório de alguém super importante do meio profissional dela. Sabe que a gente passa direto dessas ocasiões na hora de pensar estilos e roupas e looks e tals, mas na hora que a gente precisou orientar a clienta surgiram mil pensamentos: que durante a vida a gente tem não só velório mas também sepultamentos, missas (dessas de morte), visitas à pessoas doentes em hospitais, mil situações tensas em que o que a gente usa pode ser pensado com delicadeza extra.

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A clienta queria saber se usava terninho preto e pronto – era um dia de mega mega calor, e o compromisso (fúnebre) dela era de manhã. Não precisa ser terninho preto, gente, mas o look pode ser equivalente em discrição. Nessas horas o que a gente quer transmitir é respeito, não é? Tem que se arrumar demonstrando consideração com quem vai te receber. Então peças retinhas, sem enfeites demais ou detalhes espalhafatosos, calmas na modelagem e nos elementos que se destacam são as mais adequadas. Vestidos, calça e camisa, saia e blusa discreta, sobreposições com cardigans e jaquetas e capinhas. Vale escolher cores sóbrias que substituam o preto, tipo marinho, marrom café, cinza, verdes-opacos, beges e até jeans escuros. Não é a hora de usar pink ou vermelhão ou amarelo e laranja – não dá pra forçar o “raiozinho de sol”, sabe como?

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Mais: acessórios discretinhos, que não façam barulho e sem brilhar demais, fazem companhia a um quase nada de perfume – ninguém quer sentir Dolce & Gabbana no último num enterro, né, gente?!?? Sem muito babado, sem pregas demais, sem saias rodadíssimas, sem sapatos soltos no calcanhar (que façam barulho ao andar), sem barriga de fora, dedinhos muito à mostra ou decotes exagerados (mensagem sexy não cabe em situações difíceis). E claro, não é o caso de se pentear no salão ou se maquiar loucamente, mas sim de demonstrar cuidado com a aparência – que significa um carinho com quem vai te receber. Alguém (além da clienta) tem experiências pra contar e mais info pra dividir?!??

14.
out.
08.

a moda e a crise de dinheiros no mundo

publicado por: Fernanda

Nada mais vida real do que tentar pensar a moda em tempos de crise, não, amigos? Com a provável nova ordem que vai se estabelecer nos próximos meses – nas bolsas de valores, nos bancos e nas nossas contas! – qualquer consumo vai precisar ser revisto, incluindo nosso consumo de moda, né? A gente tem uma clienta linda que trabalha com dinheiros e investimentos e que explica tudo que tá acontecendo pra gente. Por isso deu vontade de escrever aqui pra gente conitnuar pensando juntos. Que os jornalistas (de moda) tão dizendo que a gente têm dois caminhos pela frente: ao mesmo tempo que a mode reflete a realidade ela também tem função de fazer sonhar. Paradoxal mas muito verdade!

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Dependendo de onde a gente enxerga, a estória toda muda. Em momentos de crise financeira, a gente (a gente aqui da vida real) tende a parar de comprar ou só comprar o que é durável, o que tem qualidade que garanta o não-consumo por mais um tempo, o que não é espalhafatoso demais pra não marcar e poder ser usado repetidas vezes (tem que ser versátil). Então é natural que existam estilistas preocupados em oferecer isso, roupas basiquetes, cores não chamativas demais, formas bem mais tradicionais. Por outro lado, tem uma gente mointo rica no mundo – especialmente na China, na Rússia, na Índia e aqui meishmo na América do Sul – que não tá muito preocupada com preços de roupas porque nunca teve essa preocupação anyway. Pra esses a crise não faz diferença, pelo menos não na hora de consumir moda, e pode ser que existam estilistas dispostos a ignorar a falta de dinheiro no resto do mundo pra continuar propondo luxo, ostentação e riqueza nas roupas de passarela.

Os estilistas mais importantes do planeta são, ao mesmo tempo, os que fornecem idéias pra todos os outros criadores de moda e os que vendem de verdade pra essa gente mointo rica. Então se eles propõem luxo e riqueza, os outros criadores se inspiram nisso e também ignoram a crise? Ou abstraem a parte rica e se inspiram de maneira mais pobrinha, mais adequada à realidade? A gente só vai saber como as águas da moda vão rolar (sem dinheiro) nas próximas temporadas, porque o que se viu nos últimos desfiles internacionais foi pensado antes de se falar em recessão. E aqui no Brasil, provavelmente, a gente vai ter chance de ver antes – já que nossa próxima temporada, em janeiro, chega bem no tempo da expectativa de como as coisas vão ficar. Dá um medinho, néam?!??

Então pode ser que a gente queira ser bem básica, pra esperar (bem calminha!) a crise toda passar, bem comportada, sem excessos. Ou pode ser que a gente tenha vontade de fingir que não é com a gente e ser bem rica (pelo menos visualmente!), com muita estampa e cor e forma pra animar o tempo ruim. E provavelmente vai ser um tempo (se for mesmo, tá, que ninguém sabe) de reciclagem de idéias, de fazer funcionar o que a gente já tem, de comprar pouco pra conseguir muito resultado. E de usar (bem!) a criatividade porque, né, a moda tem essa função de fazer sonhar que a gente não vive sem. Pelo menos não por aqui. =)

Mais textos de moda na crise do mundo:
No About Fashion
No Caminho Dourado
No Style (de onde veio a idéia desse post)
No Telegraph

A Oficina


A Fê e a Cris são personal stylists de gente da vida real e dividem, aqui no blog, tudo que aprendem nesse trabalho.