Opa, opa, opa. Começou a terceira temporada do Brazil’s Next Top Model. Ontem teve programa especial de uma hora e apresentou todos os jurados e todos as participantes. Foi bem bacana isso de apresentar quem “julga” porque dá uma noção do peso da opinião de cada um né?
E sabe aquela coisa de reality show que fica um chochando o outro? A impressão é que eles queriam mostrar que a bancada não está lá pra falar mal de ninguém e sim, ensinar bastante. Vamos ficar de olho pra aprender as lições que o pessoal lá tem pra ensinar!

É inverno e faz frio em São Paulo. A maioria dos fashionistas aqui na Bienal veste ou preto, ou escuro, ou muita roupa (sobre muita roupa). Bode! Depois da Neon explodir em cores, alegria e malemolência, a vontade é de ir pra casa, se tingir de cor e voltar, caminhando leve, cada passo em sua cadência.

No primeiro dia em que se faz inverno no Brasil, Dudu Bertholini e Rita Comparato transformaram o Ibirapuera num acalorado calçadão, fazendo do concreto de Niemeyer um cenário de mareada – e desejosa – viração. Passarela externa, sol a pino, modelos dengosas desfilando modelos charmosos – sob a direção de Dudu e da top-diva-veterana Marina Dias, a interpretação do casting é mais um protagonista ao lado das criações dos estilistas.
Ok, a silhueta não é nova nem as roupas revolucionárias, mas Read more
A gente viu mil tipo diferentes de blazers nessa 26ª edição do SPFW, e todo mundo tá dizendo que esse vai ser o casaco da próxima temporada. Que é leve, que é fácil, que acintura (quase sempre) então dá aquela emagrecidinha, e que tem a ver com o Brasil. A gente pensou aqui que blazer é uma ótema alternativa pra variar as jaquetinhas que também vão infestar to-das as araras e vitrines das lojas que a gente curte e frequenta. E a gente tá de olho em paletós sequinhos desde que Kate Moss usou seguidas vezes tempos atrás (lembra?!??).

E os paletós de agora são bem pequeños, com ombrinhos estreitos, lapelas finas e próximos do corpo. Por conta disse eles não lembra, nem de longe, os que algumas moças usam “na firma”. Carol Vasone, editora de moda do UOL, passou por aqui (pelo nosso lugarzinho cativo na sala de imprensa) e aproveitou pra dizer que vai ser fácil usar os blazers da estação por cima de shortinhos, bermudinhas e sainhas – tudo “inha mesmo, que blazer é bacana pra levantar os looks mais informais, com bases de jeans e malhas finas (que não tem inverno congelante por aqui, né, Brasil?). Jorge Wakabara, vizinho de computador (eeee!) completou dizendo que paletó (leve, desestruturado, fresco) tem bem mais a ver com tudo que a gente tem em volta do que jaquetinhas de couro (faz sentido, não faz?!??).

E as jaquetinhas, por sua vez, vão fazer a gente descer um degrau em formalidade se combinadas com vestidinhos de seda, com calças e saias em alfaiataria, com brilhos e mais. E a gente tá mais acostumada com jaquetas do que com paletós, então a prioridade é experimentar esses últimos, néam? Levando à sério a premissa do Dudu Bertholini de que “pra ter estilo é preciso ousar”. Vamo que vamo, meninas.
“O estilo não requer cartão de crédito, mas auto-conhecimento, sensibilidade e coragem de fazer misturas. Estilo pede ousadia.” Quem falou foi o Dudu Bertholini pra revista de domingo da Folha de SP (num domingo antiiiiigo), e a gente não podia concordar mais. Que auto-conhecimento, sensibilidade e coragem a gente tem que ter pra quase tudo nessa vida, né? E ousadia não significa só “usar coisas ousadas”, ousadia é sair do cômodo, arriscar, experimentar. E vale a pena, que o sorriso em frente ao espelho sai fácil fácil assim.

Esse é um pensamento nada fraco em homenagem à Cristi, que hoje ela merece!
Esse é um post pra levantar uma conversa com os amigos profissionais desse blog. No domingo a gente leu uma entrevistinha (bem boa) com o Dudu Bertholini, estilista da Neon, e no fim a repórter pergunta pra ele se “o BR comporta duas semanas de moda por coleção”. Sabe o que ele respondeu? “Não. Se a França faz uma única semana de moda, em Paris, porque o Brasil faz duas? É um desperdício de tempo e dinheiro para todo mundo. A gente tinha que aprender a compor um calendário. Acho que poderia ser outono/inverno em São Paulo e primavera/verão no Rio.”
E aí a gente lembrou do post da Márcia Mesquita, jornalista que faz o blog Bainha de Fita Crepe, sobre a atitude do povo em relação ao Fashion Rio, enquanto ela cobria essa última edição do evento. E ela diz assim: “(…) sinto uma certa implicância de jornalistas com o Fashion Rio, principalmente os de São Paulo. Óbvio que não são todos, ÓBVIO, (…) mas leio algumas matérias que erram no tom colocando defeito em absolutamente TUDO do Fashion Rio. Se sempre teve espaço para duas (e TEM que ter para muuuuuuito mais) semanas de moda no Brasil, por que essa picuinha? Se não gosta de vir ao Rio, se não gosta das marcas, das celebridades, não venha! O importante é dar valor à NOSSA moda, porque ela é uma indústria importante!”
Até aqui na Oficina as opiniões são divididas. Que uma acha que quanto mais imagem de moda disponível na mídia, mais chance do olho do povão se educar e a gente evoluir. E que quanto mais desfile, mas chance de se fazer negócio (não?). A outra acha que as duas semanas de moda, de SP e do RJ, deviam se juntar em uma só, meio que selecionando as melhores marcas de uma e de outra – porque tem desfile que a gente quer pular, que não dá vontade de ver mesmo. Mas isso tudo a gente diz sem saber das burocracias, da questão de competição entre uma e outra, do que seria preciso pra que se unificasse duas semanas de moda ou whatever.

Mas quem é a gente na noite pra achar tudo isso, não é mesmo minha gente? Vocês acham o quê?!??
Junto com a Vogue desse mês a gente recebe uma ‘Vogue Especial Acessórios’, que é uma outra revistinha cheia de matérias super bem humoradas sobre tendências, estilos, o que usar e o que não usar, marcas e estilistas – tudo SÓ de bolsas e sapatos. Incrível pra gente conhecer a história e as motivações de quem faz acessórios há muito tempo aqui no BR e de quem faz mega sucesso com isso agora: tem textinhos com as moças-sapateiras mais legais daqui (tipo Paula Ferber e Sarah Chofakian), tem dicionário de modelos (pra todo mundo saber o que é peep toe, meia pata e afins), tem matéria com os “sapateiros de sonho” tipo Manolo Blahnik e Jimmy Choo… e mil fotos e dicas e mais. Tipo de guardar pra sempre (e da Vogue fazer mais vezes).
A gente amou mil partes da revistinha e ainda vai falar mais dela, mas a gente quis começar com a matéria em que a Vogue “pergunta para cinco experts qual é a mair gafe dos pés” – porque “o sapato errado ou o jeito pouco apropriado de usá-lo derruba até o mais elegante dos mortais”. A gente meeega concorda, até porque sapato influencia na postura. Começamos com a jornalista Lílian Pacce (eeeee!), que acha que não pode “ir a uma festa social usando plataforma (porque) ninguém consegue ser chique com esse tipo de sapato”. E a gente até acha que pode haver uns modelos elegantes de anabelas, no caso de uma senhorinha ou alguém com dificuldade motora precisar, mas plataforma dessas pesadonas não dá mesmo. A gente acha que não dá nem em ‘festa social’ nem em lugar nenhum, porque sempre é grosseiro e desproporcional com quase todas as perninhas do mundo.

aqui tem a lílian pacce, o dudu bertholini, a lara gerin (bem linda!), a chiara gadaleta e o andré lima: os experts!
O estilista André Lima e a stylist Chiara Gadaleta falaram de comportamento. Ele acha uó “mulher tirar o sapato em festa” e diz que “é preferível ir com um modelo mais confortável, com que possa dançar a noite toda”. Ela diz “usar salto sem saber andar nele é algo que desmonta totalmente o look”. A gente sempre sugere pras clientes que usem bastante os sapatos de festa em casa, pra moldar no pezinho e deixar mais confortável mesmo, pra não existir chance de chegar na festa com incômodo e ter vontade de ir embora logo. Porque é isso, né, gente? Se não dá pra ficar calçada arruma as coisinhas e bora pra casa, que ficar descalça na festa não dá. E não custa treinar o andar com o salto que vai usar, néam? Porque salto tem que a judar a gente a se sentir mais poderosa, e não tirar a nossa atenção da diversão.

tem coisas que só funcionam se você dança no grupo ‘tchan’. mi-se-ri-cór-dia!
A stylist Lara Gerin lembrou das “botas de búfalo de rave, as moon boots” e disse que tem “vergonha alheia de quem usa (…) e que esse sapato não deveria existir”. A gente acha que entram nesse grupo as patas de bode, as plataformas de madeira com o furo no meio e até as crocs – não só porque são sapatos feiosos, mas porque criam formas diferentes das dos pés, inventam a desproporção. A gente não curte. E por fim o estilista da Neon, Dudu Bertholini, diz que “calcanhar mal cuidado é um horror!” e que “para usar rasteirinha, peça-chave do verão, essa parte dos pés deve estar impecável”. Tá super certo, que aparência/imagem não é feita só de roupa, mas de cuidados com tu-do! Em outra parte da revista tem um acréscimo incrível à essa dica: pra usar sandalinhas tem que ter as unhas bonitinhas, com esmalte em dia. Senão não. =|
E aí que a gente resolveu pensar no que a gente considera o maior pecado fashion nos pés, tipo o pior de todos. Que a gente concorda com todo mundo da matéria e também citaria como pecados usar plataforma e skinny jeans ou legging (uóóó!) e usar o jeans por dentro da bota montaria (que já deu, né, gente? há muito). Mas pra gente essas sandalinhas de salto que não prendem no tornozelo ou no calcanhar e que fazem “clec clec clec” anunciando a chegada de uem usa é a pior gafe – fora que elas podem sair do pé a qualquer momento! Ninguém precisa ser embalado por barulhinho de deslocamento de ninguém, ainda mais quando o barulhinho é tão deselegante. Não é, amigos?
A gente ouviu no rádio hoje de manhã a Lílian Pacce contando que o Dudu Bertholini e a Rita Comparato são os novos diretores criativos da Cori: é Neon no lugar de Alexandre Herchcovitch! A gente achou legal e já fica ansiosa pra saber como vai ser a mistura da expplosão de estampas e cores e formas nos moldes mais calmos da marca cinquentona. vai ser Cori abravanada, né? =)
A Brenda Vidal postou no blog dela há tempos um vídeo do grupo de amigos dessa dupla de estilistas – os Abravanistas. E o Glauco no seu Descolex explicou pra gente porque eles se chamam assim e todo o “fundamento” do grupo. Tem toda uma estética colorida, que quer se divertir, direcionando os trabalhos, as festas e a vida desse povo. E influenciando gente em volta, e chamando atenção de outras gentes: até da Cori.

Tomara que essa parceria seja super super super legal. Que provavelmente vai ser um pouquinho do trabalho da Neon com precinho de Cori, né?
No popload dessa semana tem previsões para 2007 feitas por um amigo-oráculo (!?!?!?!) do Lúcio Ribeiro. A melhor de todas é a seguinte pérola:
“O Dudu Bertholini vai continuar acreditando que canga na cabeça com batom vermelho é a última moda do verão.“

(A foto da Rita Comparato, sócia do Dudu Bertholini na Neon, veio do EP)
A gente também tem essa impressão, amigo-oráculo. Mas dessa vez a gente vai ver de perto (aaaêêêêêêêêêê!!) e conta tudo aqui. E no superblog da Motorola!