6.
fev.
10.

LINKS PRO FIM DE SEMANA

publicado por: Fernanda

Post explicando uma possível “feminização” no guarda-roupa dos meninos, tipo como aconteceu da gente querer usar colete e jeans-do-namorado: no Entre Livros e Alfinetes.

Não é coincidência esse momento textura que a gente teve no último SPFW e vai ter no próximo inverno: diz que as maiores inovações em moda só tem mesmo como vir da tecnologia têxtil (!!!): no Bainha de Fita Crepe.

curiosidade

Estudo rápido e eficaz das referências étnicas que os acessórios de Alexandre Herchcovitch e Isabela Capeto carregam em si! Pra aperfeiçoar o olhar e a inteligência-fashion Read more

5.
abr.
09.

links de fim de semana, quase na segunda

publicado por: Fernanda

• Gênia! A Márcia do Bainha de Fita Crepe fez post com a chave pra usar o “boyfriend blazer” do melhor jeito. Tem uma sacada imprescindível pra fazer o paletó masculino funcionar no look das meninas, tá lá com explicação ilustrada e tudo!

• MARAVILHOSO o texto no blog/site da Lilian Pacce sobre os “menines”. A explicação de como à noite as novidades acntecem mais naturalmente, a fala de um entrevistado explicando porque durante o dia a montação não rola tanto e as conclusões sobre liberdade de experimentar deviam influenciar todo mundo pra correr pra frente do espleho e provar tudo que tem, de todo jeito!

• Para os meninos: tem editoriais exclusivos nos blogs do Sylvain e do Glauco, um orgulho para toda a nação-que-bloga. No Hypercool o editorial quer mostrar as calças mais legais do guarda-roupa masculino, no Descolex as fotos (em externa!) querem mostrar jeitos lindos de ser básico mesmo em tempos de recessão. Os dois são muito muito lindos, e valem mega os cliques (aqui e aqui).

No Livros e Alfinetes da Ju Ozol tem reprodução (cheia de opiniões ótemas!) de uma matéria da revista do Washington Post com sete peças básicas pra qualquer guarda-roupa – também prestando atenção nesses tempos de crise. É bem legal e o que motiva a seleção das peças faz su-per sentido!

glorioooosa
mais link: o blog do Encontrinho já começou a ser atualizado com tudo tudo tudo sobre a nossa tarde gloriosa com a musa-das musas!

• De blogs importados: tem no Style Bubbes um textinho sobre a Colette, dizendo de como a lojona é muito mais um lugar pra se passear atrás de inspiração do que de comprar de verdade – por conta dos preços estratosféricos (qualquer semelhança com a nossa moda aqui não é mera coincidência, néam?). Mas o texto continua pra contar da loja online da Colette e de como essa vitrine virtual facilita e aumenta as chances de quem não tem dindin encontrar uma coisinha ou outra pra ter – ou pra se inspirar ainda mais. Vale o clique.

• Dos importados II: o Stylist fez fotos do que o povo tava usando na fila do dia de inauguração da loja da TopShop em NY! É “moda de rua” de shopaholics, preparados pra se jogar na multidão de compras/garimpagem. Das melhores idéias dos últimos tempos esse post – super passeio bom pro fim do domingo. ;-)

2.
jan.
09.

quermesses fashion: celebridades e desfiles

publicado por: Fernanda

A gente conversa há tempos sobre a quantidade de celebridades inseridas em contextos de moda (seja em editoriais, em capas ou em campanhas) e da sua influência pra criar desejos e gerar vendas. Celebridades (aparentemente!) geram maior identificação por carregarem personalidade e estilo de vida junto com a imagem – o consumidor final “enxerga” a roupa com mais facilidade num contexto de vida real e não precisa decodificar signos e símbolos presentes em imagens-conceito. Mas a quantidade de celebridades em semanas de moda, em primeiras filas e mesmo nas passarelas nessa última temporada geraram tanto notícia quanto as coleções em si, e a gente vê vantagens nisso (de um jeito).

Mario Mendes diz que existe uma foto da década de 50 em que se vê a Marlene Dietrich num desfile da Dior, “sentada espremida entre vários mortais na escadaria da maison”. As pessoas não estavam lá necessariamente pra ver a atriz – estavam lá pra ver mais uma coleção do costureiro francês, uma celebridade internacional, atraindo a atenção de todos, inclusive da Marlene em si. “É evidente que ter uma estrela vestindo suas criações sempre foi a melhor propaganda para qualquer costureiro, mas elas não eram a única razão que determinava seu sucesso. Quem inventou a primeira fila tal qual a conhecemos e a invasão das celbridades nos desfiles foi Gianni Versace, no início dos anos 1990 – e o fenômeno das supermodels veio no pacote.”

A gente vê muitas celebrities durante o SPFW e o Fashion Rio, mas a gente vê mais ainda nessas semanas de moda regionais, fora do eixo RJ-SP. Especialmente nessas “semanas fashion week de moda” as celebridades não só dão pinta nas primeiras filas, mas também trabalham como modelas, fazendo passarela e tudo. Mas esse tipo de celebridade acrescenta alguma coisa? Não seria super fácil a gente se identificar com celebridades que vivem mais perto da gente, frequentam os mesmo lugares e se vestem com marcas mil vezes mais acessíveis que as ‘importadas’? A gente PRECISA ter umas celebridades mais dignas; ou as stylists dessas celebrities têm que aprender a se destacar na elaboração de looks de vida real tanto quanto as figurinistas que as vestem na ficção. Que o Style fez, nessa temporada, fotos dos looks das passarelas e também dos looks da primeira fila – inspiração pra todo mundo, mais democrática e mais rápida: a gente vê/estuda o que ainda vai se usar e o que já está se usando, tudo ao mesmo tempo.

O MM ainda completa seu pensamento dizendo que (a onda de) “misturar famosos com moda aumentou e tem sido explorada até a última gota porque, na nossa atual cultura tablóide, a moda virou ‘arroz com feijão’”. A gente concorda que todo mundo tem muito mais acesso à informação de moda (muito por causa da internerd, até) e que o assunto está disponível em várias dimensões, exposto das mais diversas maneiras. Por isso uma campanha por celebridades mais interessantes faz muito sentido (pra gente!): uma vez que desejo de moda nasce/cresce por identificação e estamos nessa ‘cultura tablóide’, não tem como dissociar celebridades e moda. E se a gente tem informação ilustrada propriamente, com imagens que fazem suspirar e inspiram (porque não?), fica mais fácil de assimilar e reproduzir na vida real. Não é?!??

Tamos de férias, amigos! Esse post foi escrito há um tempão e programado pra reaparecer aqui desde antes! A gente explicou essa “programação piloto-automático” aqui, ó! ;-)

MAIS DE CELEBRIDADES E MODA:
modelos assumindo o papel de celebridades em Mudança de Atitude
diferenças dos desejos despertados por celebrities e modelas em Celebridades x Modelos
reflexões sobre imagens de papparazzi e imagens editoriais em Moda e Celebridades
celebrities, público e objetivos das semanas de moda regionais em Moda Fora do Eixo
historinhas pessoais bem tipo ‘cada um tem os ícones que merece’ em Moda, Ícones e Exclusividade

12.
dez.
08.

lá vamos nós: mais uma inimizade no mercado editorial brasileiro

publicado por: Fernanda

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A gente gostaria de pedir reembolso à revista estilo de vida, que essa matéria a gente pagou em outubro quando comprou a I-d. Pode ser, gente?!??

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19.
nov.
08.

pense moda: agências de moda no brasil

publicado por: Fernanda

“Uma das maiores provas da profissionalização do mercado de moda no Brasil é a chegada e crescimento das agências de moda. Nos EUA e Europa o negócio existe há um bom tempo e praticamente todo grande fotógrafo e stylist é representado com alguma grande agência. Para entender um pouco melhor essa nova área de agenciamento que começa a aparecer em território nacional é que o Pense Moda convidou a agente Flora Velloso, o consultor e também agente Marcelo Sebá dono da São Sebastião, Gustavo Aguiar da Super Produções e Keka Menezes e André Faria da agência de publicidade F/Nazca.” O resto do texto, contando como foi a segunda palestra desse último dia de Pense Moda, tá no site oficial do evento – clica pra ler! Ou assiste ao vídeo que o Filme Fashion fez, ó:

O arquivo é loooongo, mas essa é uma boa oportunidade de ouvir gente bacana conversando sobre um mercado tão tão novo, e tão promissor ao mesmo tempo. Vale a pena. =)

19.
nov.
08.

sobre o privilégio de ouvir o outro

publicado por: Fernanda

A palestra do stylist Nicola Formichetti chamava “como ser um consultor de imagem e um top stylist”, mas foi bem mais inspirativa que isso. Inspirou não só profissionalmente, mas pra vida – o que ele falou no Pense Moda serve pra tudo. Nicola trabalha (muito) numa revista que faz sonhar: a Dazed & Confused não é fácil como a Vogue América, traz imagens difíceis de se ler, muitas referências misturadas de um jeito complicado. Mas o olhar atento vai decifrando tudo, vai entendendo que a força criativa, a aura visionária do cara tá ali, visível nas imagens que cria. É tão honesto que a palestra não tinha mesmo como ser “educativa”, ou um compilado de dicas – o processo de criação de Nicola é super orgânico exatamente por ser tão autêntico! Foi um privilégio ouvir tudo aquilo (quer ver tudo? Tem no Filme Fashion!), especialmente com a seleção de imagens ilustrativas do trabalho dele passando no telão logo atrás, enfeitando a conversa. Top palestra boa do evento todo.

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we heart nicola formichetti =) we heart nicola formichetti =)

19.
nov.
08.

pense moda e o top stylist nicola formichetti

publicado por: Tati

Histórias só são histórias porque são contadas. E a mesma história pode ser narrada com diferentes entonações. Na moda não é diferente, exceto por um detalhe – em vez de palavras, existem imagens.

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Nicola Formichetti é um desses contadores de história por meio de imagens. Com mãe japonesa, pai italiano e residência londrina, seu universo imagético diversificado e autoral lhe abriu as portas da revista Dazed & Confused e de outros títulos e marcas por todo o mundo. Após aprender – errando – que seu trabalho não deve refletir somente o seu universo, entendeu que ser stylist é ser um facilitador, ou seja, um realizador dos desejos e intenções de um conjunto de pessoas. Ao trabalhar para revistas, tem mais liberdade para ousar e experimentar; já quando trabalha como consultor para marcas, deve se reportar a um outro mundo, não tão permissivo e mais direcionado (e, principalmente, infinitamente vinculado a resultados financeiros).

Nicola adora trabalhar, incentivar jovens talentos (seus assistentes – incríveis, por sinal – têm 19 anos e foram descobertos ‘na noite’) e tem constante preocupação em estar aberto à colaboração destas mentes criativas (diz que faz lembrá-lo de quando começou). Os assistentes, inclusive, ajudam Nicola a montar seus ‘mood boards’ – ambiências de referências com as imagens, demonstrando com o que ele deseja trabalhar. Estas pesquisas são feitas, principalmente, pela internet – google, sites e blogs (eeeee) – e sempre têm a atenção de mixar  diversas realidades, para que seus editoriais não fiquem muito conceituais e desconectados com os movimentos que fazem o mundo girar (tem que saber fazer sonhar sem tirar os dois pés do chão).

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Por fim, a coisa mais legal de tudo o que ele contou: (parafraseanado) “Ainda não considero nada disso um trabalho. Pra mim funciona como um hobby que faço sem esforço.”  Pra gente bem acreditar que fazer o que ama pode, sim, nos levar (bem) longe!

19.
nov.
08.

complete a frase com a gente =)

publicado por: Fernanda

A cobertura da internê é ótema mas tem coisas que a gente só vê/percebe aqui dentro, de pertinho. Olha as carinhas de ………………………. (complete aqui com a sua própria conclusão) dos editores e fotógrafos da mesa de discussão de ontem no Pense Moda, enquanto uma editora justifica a “colagem de referências” que revistas mensais fazem por falta de tempo. Mas hein?

19.
nov.
08.

alcino e as modelas com mãos na cintura

publicado por: Fernanda

Há tempos a gente brinca entre amigos de fazer essa pose daí da foto, tão repetida nos editoriais das revistas de moda que a gente lê. Tipo quer fazer um carão (sem ser o da Janessa)? Põe as duas mãos na cintura e encurva o corpo pra frente. Ontem no Pense Moda o editor de moda da Folha de SP, Alcino Leite Neto, reinvindicou uma “limpeza nos clichês” (gestuais, visuais) na fotografia de moda brasileira, pra que a gente produza imagens mais espontâneas, mais descompromissadas, mais leves – bem como a gente é (vi-da-re-al). Ninguém aqui é sisuda assim, ou torta assim, ou dura assim. A não tinha pensado nisso assim, mas agora concorda com o Alcino.

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Diz que nos editoriais que fazem pra revista Moda da Folha, Alcino e Camila Yahn (que edita a revista com ele) chegam a pedir pra que os fotógrafos não repitam essa pose. Mas na vida real, de brincadeirinha, a gente pode fazer o “carão-carol-trentini-na-vogue”, não pode? =)

18.
nov.
08.

pense moda: bate-papo animado entre editoras e fotógrafos

publicado por: Fernanda

Hoje o Pense Moda teve mesa estrelada discutindo como conciliar liberdade com necessidades comerciais nos veículos de moda no Brasil. Dá só uma olhada no time: os editores Alcino Leite Neto (Folha de S.Paulo), Erika Palomino (Key), Daniela Falcão (Carta Editorial), Paulo Martinez (Mag!) e Susana Barbosa (Elle); os fotógrafos André Passos, Bob Wolfenson e Daniel Klajmic e as stylists Chiara Gadaleta e Letícia Toniazzo.

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alcino leite neto (da folha, daniel klajmic (fotógrafo), daniela falcão (do vogue brasil) e chiara gadaleta (stylist/estilista)

Um debate envolvendo gente tão gabaritada como os nomes acima sempre fomenta fortes discussões – e algumas concordâncias. Por exemplo: Vogue e Elle, por estarem mais diretamente vinculadas ao mercado (anunciantes e exposição das roupas que são fotografadas nos editoriais), possuem mais amarras que a Key e a Mag. E estas tais amarras são diretamente remetidas aos profissionais que prestam serviço aos dois veículos, quer sejam fotógrafos ou stylists. Como, então, imprimir identidade nestes títulos? Paulo Martinez responde: através da interpretação pessoal das exigências colocadas em pauta pelos stylists e fotógrafos. E Chiara Gadaleta completa: as referências são o reflexo do universo pessoal de cada profissional e é exatamente isto o que fará a diferença no exercício de seu trabalho, independentemente de qualquer amarra imposta. Se antigamente as referências (geralmente extraídas dos editoriais das revistas internacionais) eram o ponto de chegada, hoje elas são o ponto de partida, (bem) colocou Bob Wolfenson.

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daniela de novo, chiara de novo, susana barbosa (elle) e andré passos (fotógrafo)


A discussão é sim, muito importante, mas por enquanto não acarretará em mudanças muito significativas. A Vogue tem que vender, a Elle tem que colocar produtos acessíveis, a Mag praticamente não se utiliza de roupas de grifes internacionais em seus editoriais… não importa – sempre haverá algum mas, algum porém. A questão não pode recair somente sobre estas limitações. Existe um outro fator extremamente relevante em todo este processo, como pontuou, mais uma vez, Martinez: está faltando título de moda no mercado brasileiro. Se outras revistas com diferentes perfis daqueles que já existem no mercado surgirem, diferentes histórias poderão ser contadas e a experimentação será mais viável.

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erika palomino (a gente é BEM fã), letícia toniazzo (stylist), paulo martinez (MUSO), joyce pascowitch e bob wolfenson

E qual a solução para este conflito enquanto estes novos tíitulos não vem? Gadaleta dá a resposta citando Paulo Borges em palestra no Pense Moda anterior: paciência. A moda brasileira ainda é muito recente e há pouco deixou de engatinhar para dar seus primeiros passos. E como todo bom filhote que acabou de aprender a andar com suas próprias pernas, tombos e desequilíbrios são inevitáveis e naturais.

E esse é mais um texto ótemo da nossa ilustre assistente de Pense Moda, Tati Rodrigues. Os textos-relatos de todas as palestras tão disponíveis no site do Pense Moda

A Oficina


A Fê e a Cris são personal stylists de gente da vida real e dividem, aqui no blog, tudo que aprendem nesse trabalho.