blog

  • A gente faz valer o dinheiro que gasta em roupas quando cuida pra que elas duuurem bastante, viu. E a vida útil da roupa pode ser mais longa ou mais curta dependendo de quanto cuidado a gente dedica à manutenção das nossas coisas. Assumir essa responsabilidade dá retorno não só em consciência de consumo (!!!), mas também em empoderamento: tamos num tempo em que tá fácil (e barato) não depender de tinturarias e lavanderias, sabia? Esse post compartilha o que a gente vem aprendendo de mais legal nesses anos trabalhando como personal stylists — e também compartilha quem são as várias gênias que ensinaram isso tudo pra gente, ó.

    CUIDADOS PRA ROUPA DURAR :: uma aula de manutenção simples e possível, pra fazer valer o dinheiro que a gente gasta com moda!

    CUIDADO ANTES MESMO DE COMPRAR
    A etiqueta interna diz pra lavar a seco ou lavar somente à mão e eu não tenho nem disposição, nem tempo nem dinheiro extra pra isso? A peça não é pra mim. Ou a etiqueta diz pra cuidar em lavanderia profissional, mas eu sinto segurança pra cuidar em casa, tenho tempo e disposição pra fazer acontecer? Aí sim, a peça pode ser pra mim. Ou ainda: diz na etiqueta que a peça é delicada, mas eu topo treinar a minha ajudante em casa pra que ela lave com cuidado especial, e então ela cuida pra mim? Ótimo, a peça é pra mim. A gente aprendeu com a Flávia Aranha, estilista, a estar ligada nisso: todas as peças vendidas na loja dela vem com uma pequena apostila de cuidados simples e eficazes (veja aqui).

    LAVAR MENOS = VIDA ÚTIL MAIS LONGA
    Roupa usada uma ou duas vezes, se não tá suja de verdade ou impregnada de cheirinho de suor… não precisa ser lavada ainda. Antes de guardar, vale “refrescar” a roupa pra que a semi-limpeza segure mais uns usos antes de se lavar a peça: no fim do dia ce tira a roupa, pendura do lado avesso num cabide, deixa ventilar durante a noite, guarda só no dia seguinte. Tem até um desodorante de roupas pra borrifar e ajudar nesse processo (com receita aqui), que a gente aprendeu a fazer e a usar com a personal organizer Ingrid Lisboa, ó.

    01 extra: ter um conjunto de peças que componham um ‘guarda-roupa de ficar em casa’ ajuda demais a preservar roupas mais especiais — tipo chega em casa, troca pra um look dessa ‘gaveta do conforto’, aí sim vai preparar o jantar, vai cuidar da vida… sabe como? Nosso ebook tem um capítulo só sobre como compor esse guarda-roupa gostosinho, viu.

    TIRAR MANCHAS ANTES DE LAVAR
    Melhor hora pra se tirar manchas: assim que o pingo cai na roupa, ou no primeiro momento em que der pra administrar. Quanto mais tempo a mancha fica na roupa, mas ela se fixa! Vale correr no banheiro, tirar a peça e, na pia mesmo, molhar com água fria pra mancha nem secar. E tem que ser em água fria: temperatura alta faz a mancha grudar ainda mais — não pode nem lavar com água quente, nem passar a ferro a roupa manchada, viu. Se tiver difícil de sair só com água, vale diluir um pouquinho de detergente líquido em água fria e fazer um carinho na mancha com uma escova de dentes bem molinha (tem que ser carinho mesmo, pra não ficar com peça sem mancha mas desbotada/desgastada no lugar da escovada!) — dica da Ana, funcionária espertíssima de uma das nossas clientes de consultoria de estilo.

    LAVAR PEÇAS DELICADAS À MÃO
    Se é de seda, se é finíssima, se a gente acha delicada e AMA a peça, a lavagem é manual! E não é difícil, viu, a gente faz/ensina assim:
    -enche um balde com água fria e dilui um pouquinho de sabão de côco ralado (ou líquido),
    -mergulha as peças delicadas e deixa em molho por uns 15-20 minutos, só isso — sem esfregar a peça inteira ou friccionar tudo no tanque. vale fazer aquele mesmo carinho só no sovaquinho da peça pra evitar mancha amarela de desodorante ou cheirinho ruim (dica da nossa leitora Cláudia Alves)
    -enxágua as peças umas 2 vezes e não torce, mas amassa delicadamente uma a uma dentro de uma toalha (vale ter uma de rosto, clarinha, só pra isso na área de serviço).

    LAVAR NA MÁQUINA COM MENOS PRODUTOS
    Diz que a gente só precisa de metade das quantidades recomendadas de produtos pra usar na máquina de lavar, sabia? E que os sabões em pó podem deixar a roupa durinha (com resíduos deles mesmos) e que os amaciantes típicos do mercado são potenciais estragadores de máquinas. Então vale testar quantidades menores de tudo, ou substituições mais saudáveis (e bem mais baratinhas). A Bia Martins, organizadora de lares, ensinou pra gente essa fórmula aqui: no lugar do sabão em pó a gente usa a mesma quantidade de sabão de côco ralado; no lugar do amaciante, uma tampinha de vinagre branco + uma tampinha de álcool; 2-3 gotinhas de óleo essencial pra dar cheirinho em tudo; 1 colher de sopa de bicarbonato de sódio só pras roupas claras.

    + 01 extra: tipos de lavagem pra cada tecido

    MENOS PREGADOR DE ROUPA, MAIS CABIDE NO VARAL
    Vale tirar da máquina e pendurar em cabides, bem esticadinhas, as peças feitas em tecido plano (pra precisar passar menos, ou nem usar o ferro). Peças feitas em malha e tricô podem esticar desse jeito, então é bem melhor deitar as peças sobre as cordinhas do varal pra que elas sequem na horizontal, viu — essa quem ensinou foi uma cliente que durante toooda a juventude cuidou de lavar/passar as próprias roupas. E ó: no geral, pregadores de roupa podem marcar as peças fazendo ceder as fibras do tecido com o aperto/atrito — se não for o caso de usar os cabides, vale dobrar a peça na própria cordinha do varal pelo meio, sem precisar usar o pregador. (A gente não usa e aconselha clientes a não usar: máquina de secar. Pra roupa de cama, mesa e banho, tudo bem — mas pras nossas roupinhas preciosas, melhor não!)

    NÃO PASSAR O FERRO DIRETO NA ROUPA
    Sabe que muuuitos anos atrás a gente fazia aulas de manutenção pras funcionárias das nossas clientes? O conteúdo mais impactante dessas aulas recheia 2 posts aqui no blog: aula fácil de manutençãoapostila da roupa bem passada. Com esses posts a gente aprendeu um extra com a Maria Estér, nossa leitora do coração <3 que deixou a dica num comentário (e a gente incorporou pra sempre!): é bem bom ter, na área de serviço, um pano de prato ou fralda ou tecido/algodão bem liso pra proteger as roupas da quentura do ferro de passar — mesmo se o ferro tem proteção “anti-brilho”. Assim, com o pano esticadinho sobre a roupa, o ferro não marca e a gente tem mais garantia de não queimar peça nenhuma (Deus defenda a gente!).

    GUARDAR TUDO DIREITINHO PROLONGA VIDA ÚTIL, Ó:
    + organizando o guarda-roupa (e a vida) 
    + o que guarda dobrado e o que pendura em cabide
    + roupas guardadas em capas precisam respirar

    Por fim: tem mais dica testada/compartilhada na nossa newsletter #13, ó. Ce já assina? Assina! =)

    E se alguém tiver dúvidas e quiser compartilhar na nossa caixa de discussão aqui embaixo, a gente se compromete a buscar soluções com essas mesmas gênias citadas no post e compartilhar de volta nas respostas dos comentários. Essa mesma caixa de discussão tá aberta também pra mais compartilhamento de dicas e  práticas eficazes que possam incrementar ainda mais esse conteúdo! \o/ \o/


  • Todo mundo já viveu isso: passar em frente a uma vitrine (ou clicar num endereço de venda online) e pensar “eu PRECISO disso!”. Quem nunca se justificou usando essa necessidade doida que às vezes a moda faz a gente sentir (é ou não é?). Mas né, com guarda-roupas abastecidos durante toda uma vida, duas-três-quatro portas de armário cheios de pecinhas ótimas (às vezes até mais!)… a gente ‘precisa’ mesmo de alguma coisa?

    A verdade-verdadeira é que ninguém PRECISA de nada. Em moda, a expressão ‘necessidade’ pode ser inteligentemente substituída por ‘fazer a diferença’. Simples assim: a gente não precisa de nada, mas a gente pode ter coisas que façam a diferença no armário, no vestir de todo dia, na vida prática.

    E essa troca -de valores!- não é desculpa pra justificar as mesmas compras que a gente faria por “necessidade” não. Precisar, precisar mesmo, a gente precisa é de consciência, de inteligência pra cuidar do dinheiro que ganha, de esperteza pra escolher onde se vai gastar e com o quê, a troco de quê. Então o que faz a diferença? Como identificar o que é chilique-chamado-convenientemente-de-necessidade e o que faz-a-diferença?

    Peça de roupa (ou acessório) que faz a diferença é

    -o que faz a gente dar um salto: de quem a gente é para quem a gente quer ser (sabe como?),
    -peça que dá liga, que serve como cola entre outras tantas peças que podem estar paradas no armário,
    -que faz render um monte de coordenações (lembra dessa direção das ~pelo menos~ três coordenações pra cada peça?),
    -peça que não tem substituto ou equivalente no guarda-roupa
    -peça que acrescenta informação extra: original e nova de verdade dentro do conjunto de peças que já se tem.

    Isso faz a diferença.

    É um tempo de consciência, de viver bem a vida, de dar importância ao que é importante de verdade… e não ao que parece ser urgente. Moda é legal mas não é tão importante, gente. Não tanto quanto ter dinheiro na conta pra estar tranquila, quanto planejar/garantir conforto no futuro, quanto ter contas em dia. Roupa a gente tem — até sobrando. Comprar por comprar é bem demodé, gera desperdício e todo desperdício gera desigualdade, é ruim pro mundo inteiro. E quando o dinheiro compra o que faz a diferença (e não o que é falsa necessidade) a gente é mais esperta.


  • mangas puxadas seguras com elástico truque de estilo

    Manga puxadinha pro alto, usada pertinho do cotovelo, deixa a parte mais magrinha do braço à mostra – o que super dá sensação de silhueta inteira mais afinada e ainda é um charminho. E mangas de paletós ou jaquetinhas ou tricôs larguinhos às vezes não obedecem a gente e teimam em descer… e ficam caindo pra perto do pulso, quase fazendo a gente desenvolver um tique de ficar puxando tudo de novo pra cima. Por isso a central de truques da Oficina de Estilo (tabajara feelings) desenvolveu o método do elástico escondidinho, pra todo mundo ter as mangas puxadas durante o dia todo, sem preocupação. Toda cliente que aprende abre um sorrisão: aprende também e repassa pras amigas pra ver se nào vai rolar sorriso também!

    O elástico do vídeo é desses de dinheiro mesmo, comprado em papelaria. Vale usar também elásticos de silicone, feitos pra prender o cabelo. É bom ter cores diferentes – coloridinhas mesmo – pra manter no mesmo tom da roupa e disfarçar ou pra contrastar e fazer uma graça se for o caso. E vale levar uns extras na bolsa porque né, vai que o elástico explode durante o dia, haha! :)

    + uma versão mais nova e engraçadinha desse vídeo-tutorial foi feita pro Instagram tempos atrás, ce viu? :)


  • Essa vem da revista da Oprah (MUSA!) e a gente, que mora em apartamento antigão, adorou: diz que gavetas de madeira, dessas pesadas, quando começam a agarrar (muitas vezes por causa de umidade, fica a dica) e demorar pra abrir… deslizam fácil fácil com cera. Tipo: abre a gaveta toda, pega uma vela, vai passando em toda madeira que serve como base pro deslize da gaveta e pronto. A gente aqui pensou que valia a pena até tentar com uma vela dessas bem cheirosas pra aliar gostosura à solução. Alguém já experimentou? Tem soluções alternativas? :)


  • A gente sabe que pode não ser aqueeela diversão (rs), mas dá uma satisfação enorme completar o ciclo de boa manutenção das nossas roupas –depois de lavar, centrifugar, pendurar, esperar secar– com carinho através do ferro de passar. Roupa bem passadinha dá uma sensação de impecável, de elegância, não dá? :)

    Tempos atrás a gente deu aulas de manutenção pra clientes e pras ajudantes de algumas clientes — e as sacadas mais legais que a gente dividiu com elas (com tábua montada e ferro de passar já quente!) e que elas dividiram com a gente tão aqui — com direito a colaborações estreladas via Twitter, ó!

    DICAS FÁCEIS PRA PASSAR ROUPAS :: um passo-a-passo pra precisar passar menos, mas passar melhor!

    CABIDES NO VARAL
    Deixar a roupa secar (depois de lavada) penduradinha num cabide — e não dobrada ou pregada no varal — facilita um tanto o trabalho de passar, exige menos esforço/quentura e por isso desgasta menos a peça (obrigada @adaniela pela lembrança!).

    TEMPERATURAS DIFERENTES PRA MATERIAIS DIFERENTES
    Pra começar a tarefa, vale separar o que vai ser passado em grupos, de acordo com as temperaturas — tecido sintético fica lisinho com temperaturas mais baixas e tecidos naturais aguentam temperaturas mais altas (tem sempre indicação na etiqueta interna da peça). Mas ó, o ferro nunca precisa estar quente-quentíssimo, já que o que faz o serviço alisatório é o combo peso + movimento (a quentura só auxilia).

    QUENTURA POR DENTRO
    A gente recomenda passar tudo, tudo mesmo, do lado avesso. Especialmente roupa escura, que pode ficar brilhando com o contato do ferro. E a gente só passa a peça quando ela está “vestida” na tábua, pra não marcar detalhes em relevo: sabe quando as costas da camiseta ficam com a marca da gola, na altura da nuca? Pois é. E quando tem relevão na roupa, tipo em rendas e brocados, a gente pode “vestir” uma toalha dobrada por dentro da peça e passar assim, com o volume dando suporte pro ferro passear. Esse ‘volume vestido’ vale também pra mangas, que não precisam ter vinco (não mesmo!): quem não tem aquela mini-tábua pra passar mangas pode dobrar aquela mesma toalha, segurar o volume lá dentro com uma das mãos e passar a manga com a outra.

    ONDE COMEÇA E ONDE TERMINA
    É bom começar a passar a peça pelas partes menos aparentes e amassáveis, indo pras partes que ficam mais à mostra. Olha a camisa como exemplo: a gente começa a passar pelos punhos, vai pras mangas, passa os ombros e o colarinho, e só no fim passa as costas, pra terminar na frente. Dica quentíssima da @cintilla. A gente usa também passar um pano úmido sobre a roupa, depois de passar, pra tirar quaisquer pelinhos ou resíduos que tenham ficado ficado grudados. O Sartorialist em si deu uma dica uma vez: diz ele que depois de passar é bom dar uma lufada de ar frio na peça pra fazer com que o efeito lisinho dure mais (vale tentar com o secador no modo frio!).

    PANINHO PROTETOR + STEAMER
    Tecidos super finos e delicados podem ser passados debaixo de panos de prato, fraldas, toalhas ou quaisquer pedaços de tecido liso, pro calor do ferro não tocar diretamente a peça delicada e já chegar ‘amenizado’ onde vai desamassar. E ó: se o tecido é muito delicado meeesmo, super vale experimentar vapor no lugar do ferro, viu. Lembra do steamer, que pode ser o melhor amigo de quem não tem habilidade com o ferro de passar!

    EXTRAS: PRA PRECISAR PASSAR MENOS
    (OU NEM PRECISAR PASSAR)
    -diz que acrescentar um copo pequeno de vinagre à água que vai enxaguar as roupas lavadas faz com que todos os amassadinhos fiquem bem mais relaxados na hora de secar — e que o cheiro não pega na roupa.

    -não superlotar a máquina de lavar faz com que as roupas fiquem menos comprimidas lá dentro e, por consequência, menos amassagadas.

    -essa é pra quem usa máquina de secar: experimenta pendurar/dobrar as roupas assim que elas saem do quentinho da máquina — deixar tudo empilhado ou embolado lá dentro até esfriar só marca ainda mas o que tiver amarrotado.

    -por fim, mais sobre a máquina de secar: peças que tão dobradas ou que já foram usadas podem pegar carona no ciclo das toalhas úmidas e rodar na secura por mais 10 minutinhos — pra sair lisa lisa. ;-)


  • Sabe quando tá muito frio e a gente quer sobrepôr tricô com tricô e o look não dá certo? Ou quando um colete de malha não fica muito bom quando a gente usa por cima de camiseta também de malha? Provavelmente isso acontece porque misturar materiais e superfícies diferentes sempre funciona mais, presta atenção! Blusa de algodão com cardigan de tricô, camisa de seda com paletó de veludo, bermuda de brim com camiseta de malha, vestidinho de laise com casaqueto de linho… Texturas diferentes, usadas juntas, fazem sucesso especialmente em looks monocromáticos – e a receita pra coordenar mais de uma textura é sempre ter uma textura claramente dominante na coordenação, com as outras aparecendo menos, de coadjuvantes. Tipo quando a gente coordena estampas com outras estampas (tem aqui umas fórmulas pra coordenar sem erro – e sem medo!). Mas a direção mais valiosa é não repetir as mesmas texturas em peças muito próximas, nem uma igual sobre outra. Tem que variar!


    A gente já tava pensando nisso e quando era a hora de fazer o post, a gente olhou uma pra outra e os exemplos tavam na gente mesmo! A gente tava em reunião e a Cris tava de jeans, camiseta de algodão e laise e tricô com textura quadriculada – e ainda tinha um lenço-tudo-de-bom. Eu tava de saia de algodão espesso, camiseta de malha e tricô fino. Pra completar, a Cris tava de sandália com textura de couro de animal e eu tava de sapatilha de verniz, textura super lisa e brilhoooooosa. Era tudo super simples, mas tava bem legal por conta desses elementos – que contam pontos importantes em qualquer produção, mesmo nas informais! Vale se divertir com qualquer look, todo dia, né?!??

    (((E esse é um post original de2008 :) reeditado pra não ficar esquecido lááá atrás nos nossos arquivos — essa é uma das idéias que a gente mais exercita no dia-a-dia de trabalho com clientes de consultoria — vale repostar e relembrar geral de como a gente pode se divertir com roupa sem fazer esforço ou gastar rios de dindin.)))


  • Quando as distâncias eram menores, o engarrafamento era menos louco e as pessoas trabalhavam uma quantidade humana de horas, super rolava de sair do trabalho, passar em casa, tomar um banho, refazer a maquiagem, mudar o look e chegar linda e loira na festinha mesmo tendo passado o dia morena e séria no escritório.

    Vamos combinar que essa situação descrita aí em cima é meio idílica para a maioria das pessoas de hoje. A gente trabalha demais, passa tempo demais no trânsito e, se for parar em casa antes de sair, é capaz de se atrasar ou desmaiar na cama, miando a programação.

    Quem quer ter dupla jornada – essa a gente quer! – e sair do escritório direto pra farra pode tomar algumas providências pra não ficar com muita cara de séria no meio da festa (ou do cinema, do jantar, da balada, do que for).

    Se o seu ambiente de trabalho é mais tranks no dresscode ou se a programação pós-expediente será com os próprios colegas, todos igualmente vestidos de batente, talvez não incomode tanto ir com cara de trabalho. No entanto, quando a roupa de trabalho tem muita cara de trabalho (alô advogadas, secretárias e enfermeiras) ou a programação pede algo mais especial, começa a complicar.

    Começa, mas já termina rapidinho com o sensacional Kit Glamurization da Oficina de Estilo.

    Tudo que você precisa para mudar a cara da roupa é de um sapato mais tchan, uma bolsa menor e acessórios.

    Nos dias em que for fazer uma programação especial depois do expediente, vale levar uma malinha pequena para o trabalho com:

    * um sapato mais legal com aquele saltinho que você não topou usar o dia todo ou com brilho;
    * acessórios mais festivos, como um brinco que balance, um colarzão, uma pulseira que não rolou de usar no computador, uma peça metalizada;
    * uma bolsinha pequena para substituir a grandona que carrega o arsenal de guerra do trabalho;
    * algum prendedor de cabelo para fazer um rabo de cavalo ou prender de uma forma mais alegre;
    * um pouquinho de maquiagem para fazer um olho mais marcado ou passar um batom colorido;
    * se a sua roupa profissional é muito inconciliável com a diversão, vale levar um vestidinho bem leve, desses que não faz volume na malinha.

    Pronto. Uma malinha dessas no porta-malas ou até na mão e dez minutos no banheiro do trampo e cê se garante na diversão sem ficar a noite toda se sentindo deslocada e inadequada com aquela cara de trabalho.

    A dica é simples, mas pouca gente faz uso dela. No fim das contas, a gente nota que é mais fácil carregar uma sacolinha dessas do que conciliar objetivos opostos na mesma roupa. Ou seja: parecer adequada pro trabalho e para a saída da manhã até a noite.


  • Depois de identificar de que tipo de fibra cada peça é feita (lá dentro, na etiqueta de composição da roupa), e saber se o que a gente tem pra cuidar é fibra natural ou não-natural, vale lembrar disso daqui:

    _Lã é tecido natural e encolhe se for lavado em temperaturas super altas. Na hora de secar, vale esticar na horizontal sobre o varal (com a ajuda de uma toalha se for o caso) — peças de lã super deformam se penduradas!

    _Algodão é tecido natural e também curte água mais fria (alta temperatura faz encolher esse material também). Se a peça é colorida, é prudente lavar sozinha pelo menos na primeira vez — ou testar se a tinta solta: vale molhar um pedacinho da peça, tipo a barra, e passar com o ferro esse pedaço sobre um pano branco/uma toalha; se a cor da peça fica no pano, melhor lavar separada.

    _Linho é tecido natural e ~adivinha?~ tem que ser lavado sempre à mão. Não pode centrifugar nem esfregar nem nada! Se tiver manchinhas e tals é melhor levar pra lavanderia, pra que profissionais cuidem da peça. Pra passar, o ferro precisa estar em temperatura baixa (e sem vapor).

    _Acetato, rayom e viscose são tecidos artificiais (nem tão naturais, mas também não tão sintéticos) e também não curtem centrífuga ou muita ralação no tanque.

    _Poliéster, nylon e lycra são tecidos sintéticos e são super hiper mega sensíveis ao calor (derretem até!). A água que lava precisa estar -no máximo- morna, e o ferro precisa estar em temperatura bem baixa, também sem vapor.

    Vale pra tudo (e a gente aplica nas nossas próprias casas, e ensina pras funcionárias das clientes e tals):

    -na dúvida, a gente lava na água fria, à mão e separado de tudo; na hora de lavar à mão a gente deixa o sabão dissolver todinho na água e só então começa;
    -é bom nunca abarrotar a lavadora (vale fazer “duas viagens” se tiver quantidade grande pra lavar);
    -pra mudar a temperatura do ferro de alta pra baixa a gente muda o botão e espera uns minutinhos;
    -roupa não precisa ser esfregadíssima na lavagem: quanto menos esforço a gente faz pela limpeza, mais a fibra resiste bonita como nova!

    E tooodo esse aprendizado veio de um folheto explicativo de loja, acredita? A gente aprende, aplica e assim faz valer dinheiro gasto em moda. ;-)


  • Tem cinco minutos (valiosos!) de inteligência em moda com Alber Elbaz, estilista da Lanvin, nesse vídeo aqui. Com a admiração dele pela mulherada de hoje – “por mim o novo James Bond seria JANE Bond!” -, com ele curtindo rugas e não curtindo botox, com ele dizendo que um vestido vermelho pode substituir um tylenol e com essa idéia, ó:

    “Nesses nossos tempos, várias áreas diferentes do design -em carros, em computadores, em arquitetura…- tem falado sobre ‘design inteligente’. E na moda a gente ainda tá estagnado com ‘glamour’, com idéia de ‘sexy’. Se a gente toca de leve na parte ‘inteligente’, a coisa vira ‘intelectual demais’.”

    (Uma tradução super livre, claro, do que ele fala pertinho do quarto minuto de vídeo em 3:38.)

    Ele quis dizer de como “moda intelectualizada” soa perjorativamente, soa pesado. Parece distante e pra poucas, parece difícil. Se a gente simplificar, moda intelectuaizada é toda aquele que rende algum pensamento pra além da roupa – ou que veio de alguma idéia que não foi motivada só pelo pano.

    Essa é uma grande motivação do nosso trabalho de consultoria: procurar sentido, procurar identificação, acrescentar significado e relevância pra cada peça que a gente escolhe, entender o valor da roupa e da coordenação. Não só porque intelectualizar é tendência em várias áreas do design (o que por si só já é lindo, incrível!), mas porque a gente é mais feliz com a moda assim. Com sentido e com sentimento.

    Sem pretensão, sem esse ‘peso’ que se dá às coisas – quase sempre sem precisar, podendo ser mais leve! Bem anti-perfeição, como Alber Elbaz diz. Né? ;-)

    + o vídeo foi sugestão da @BellaCabral no twitter!
    + sobre a consultoria de estilo presencial
    + sobre a consultoria de estilo online


  • É sempre bom pensar no custo-benefício do que a gente vai comprar, antes de comprar qualquer coisa — pra fazer valer o valor gasto e pra ter certeza de que a compra vai render tudo que tem pra render nos nossos armários, né, amigas? Então vale pensar em estilo de vida (e em rotina!) pra calcular quanto é esperto gastar em cada tipo de roupa. Tipo, se a gente trabalha cinco dias por semana, faz baladinhas duas vezes por semana (ó que muito! #véias), tem um casamento ou uma festona três vezes por ano, faz ginástica três vezes por semana (ahãm, rs) e — por exemplo — tem um programinha bacana, de dia mesmo, a cada fim de semana, então a vida fica “dividida” assim:

    gashtosh

    Então vale a pena gastar valores equivalentes às quantidades de uso de cada roupa! Que quanto mais a gente usa uma peça, mais ela vale o que a gente pagou por ela — e é assim que a gente aqui na Oficina ensina clientes de consultoria a calcular a relação custo x benefício do que se leva pro guarda-roupa.

    Essa conta é ótima pra lembrar que não vale tanto a pena gastar horrores naquele vestido longo pra ir à formatura da amiga: é bem mais inteligente gastar no que a gente usa todo dia, durante bem mais tempo, pra trabalhar!

    Ó um exemplo (simplão mas válido):
    -R$ 450,00 numa calça de alfaiataria em material natural pro trabalho, usada 30 vezes no período de um ano: R$ 15 por uso;
    -R$ 450,00 num vestido de couro lindo pra uma baladinha mais arrumada, usado 6 vezes no período de um ano: R$ 75 por uso.

    A calça sai mais barata do que o vestido, tão vendo?

    Raciocinar custo-benefício tem também um efeito afetivo: o que mais toca a gente na vida é a roupa que a gente veste — mais que namorado, mais que marido, mais que filho ou amigas… — então é um super carinho escolher o melhor que o nosso dinheiro puder pagar. Faz a sua conta e depois conta se não valeu! =)


curtimos

ideias complementares às da Oficina