6.
mai.
08.

exercício ótemo: receita pro inverno na bazaar

publicado por: Fernanda

Na Bazaar desse mês, com Julianne Moore mointo linda na capa, tem uma receita pronta pra ficar chique na próxima estação (ou djá). E a receita, com os elementos explicadinhos, vem ilustrada num exercício que a gente tenta fazer todo dia: o exercício de olhar imagens de moda e enxergar possibilidades, e não a imagem literal. As moças da Bazaar estão prontas pro desfile da Louis Vuitton – aquele das enfermeiras, lembra? Mas elas carregam nos looks elementos que deixam os looks (não só desse inverno!) mais interessantes mesmo. A gente pode não curtir a imagem, nem o look. Mas se a gente exercita o olhar, dá pra tirar referências – legais! – de tudo, néam?

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Então a receita da Bazaar é essa: o looks tem que ter alguma transparência, pra acrescentar um toquinho sexy. Ou pode ter motivos florais, e elas aconselham especialmente as saias floridas da temporada. O colete é a receita das sobreposições (a gente também adora!) e tudo se completa com uma bolsa com texturas. Nada da vida real substitui o poder dessas LVs tão legais (não são?), mas outros modelos matelassados, em couro de animal ou em trabalhos feitos no couro também têm efeito de textura. A gente já tá fazendo força pra incluir um desses no looks de agora, tipo agora!

Aí, amiga, veja bem que a gente já conversou sobre tudo isso – tá fácil fazer na vida real:
transparências pra (quase) tudo e pra todas
marie rucki e os coletes desse inverno
estampas de flores pra todo mundo

E na onda da cartela de cores inspirada no Bob Sponja (do desfile da LV da foto!), tem esse post aqui:
cores coloridas: hairspray e kate nash

13.
out.
07.

estampas de flores pra todo mundo

publicado por: Fernanda

Diz que Karl Lagerfeld viu os looks do desfile do Balenciaga e disparou: “Estampas? Estampas são para senhoras de meia-idade com problemas de peso!”, tá bom pra você? O kaiser não tá 100% sem razão. Estampas chamam atenção, mas também disfarçam curvas (ou falta de curvas!), porque distraem o olhar do outro e não delineiam tanto qualquer relevo, tipo reentrâncias e pneuzinhos. O primeiro efeito se sobrepõe ao segundo, então tem que lembrar que estampas disfarçam o micro, mas enfatizam o macro. E florais sempre são ‘entendidos’ como acessíveis, informais (quanto mais cores na estampa, menos formal ela é!), tipo de gente mais extrovertida.

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E a gente adora estampas alegres, coloridas, femininas – florais sempre são percebidos como romantiquinhos, mesmo em preto e branco. Aliás, essa temporada resgatou uma mulher super feminina, depois da onda da mulher forte e guerreira – todo mundo desfilou transparências, tecidos leves, art nouveau, formas arredondadas e fluidas, junto com as flores. Essas estampas dão uma levantada em qualquer look sóbrio demais (mesmo num lenço!), são um bom ‘elemento disfarçador’ e valem pra todas as idades – ninguém aqui acha que estampa só vale pra ’senhoras’!

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Essa aqui em cima é a campanha da coleção resort da Prada, toda florida. Esse post provavelmente vai gerar um outro, só falando de estampas em geral, e de como usar, e das que a gente mais curte e tals. Que depois da Adriana Barra (aqui embaixo!) todo mundo tem um vestidão florido no armário, ou todo mundo quer ter, não? A gente adora e não é segredo.

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8.
out.
07.

stella mccartney: desfile super florido

publicado por: Fernanda

Stellinha (ííííntimas!) seguiu a onda do desfile de Balenciaga e, junto com as meninas mais descoladas e copiadas do mundo, desfilou também as mais floridas. Stella McCartney sempre tem muitas cores neutras em sues desfiles, tipo beges e cinzas e off-whites, o que deixa muita coisa com cara de atemporal mesmo sendo atualíssimo. As modelas sempre têm essa coisa low profile, bem desencanadas, mas carregam a imagem mais desejada de todas: da menina segura, bem sucedida, chique e moderninha – sem ser afetada demais, ou ostentativa demais, ou clássica demais, ou feminina de menos.

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Stellinha tem a fórmula e sabe do que faz, super no clima “faço roupa pras minhas amigas e pra quem quiser ser do grupo”. Um monte de gente quer, né? Que quando a coleção de formatura da estilista já foi comprada por lojonas incríveis tipo Bergdorf Goodman e Neiman Marcus, já dava pra saber que ela prometia. A filha do Beatle substituiu ninguém menos que Karl Lagerfeld na Chloé (em 1997, por quatro anos) e só saiu de lá pra abrir sua própria marca, tsá? Diz que ela recusou um super trabalho no Gucci porque não concorda com o uso de peles e couros em roupas e acessórios, super ativista. E foi ela quem fez o vestido de noiva de Madonna, e fez coleções pra H&M e pra Adidas, e é amiga de Gwyneth Paltrow e por isso tudo a gente acha ela arrasante.

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O look ‘Stella McCartney’ quase sempre tem a parte de baixo mais sequinha que a parte de cima, tipo calças justinhas ou shorts coordenados com super camisetões ou camisas larguinhas, soltas e usadas por cima de tudo mesmo. Diz que ela fez o primeiro paletó da vida dela quando tinha só 12 anos, e os paletós continuam aparecendo nos seus desfiles – que ela acha “perigoso parecer feminina/fofucha demais”. Nesse desfile tem muitos elementos super femininos tipo transparências e babados (todo mundo fez! vamos fazer post!), mas tudo com uma identidade muito forte e própria. Stellinha adora um terninho mas completa tudo com rendas e detalhes parecendo antiguinhos e diz que faz roupas pra ter o que não consegue comprar, o que faz dela a melhor modela da sua própria marca.

3.
out.
07.

balenciaga: fazendo a fila andar

publicado por: Fernanda

Que depois de uma temporada cinza e outra toda misturada, cheia de referências de streetstyle e etnias diferentes, Nicolas Ghesquiere mudou tudo de novo. O estilista da maison Balenciaga fez o novo com um pezinho no velho ficar mais novo ainda: estampas florais antiguinhas foram resgatadas dos arquivos/acervos da marca, reestampadas em tecidos super tecnológicos com acabamentos modernos – tipo cortes a laser e volumes construídos com espumas levíssimas – e a silhueta característica do trabalho do Balenciaga em si foi toda repensada e atualizada nas peças dessa coleção. As estampas deixam de ter cara de sofá e almofada e passam a alegrar a construção-arquitetura das roupas, super super super comunicando a importância da forma e do corte, sem deixar de ser leve e feminina.

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Quer ver a coleção toda aqui no Style?

A Oficina


A Fê e a Cris são personal stylists de gente da vida real e dividem, aqui no blog, tudo que aprendem nesse trabalho.