30.
set.
09.

SOBRE O FAST FASHION EM NY

publicado por: Fernanda

Nem tem como ir pra NY e não conhecer de pertinho a H&M e a Top Shop, visto que tem uma dessas em cada esquina de qualquer lugar. É barato sim, tem muita variedade e informação da moda mesmo. Mas é muuuito mais legal nas imagens que a gente vê pela internet do que na vida real, viu. Fora que tudo tem um preço nessa vida: é tudo baratinho mas tem filas quilométricas pra provar (ahãm, tem super poucos provadores!) e pra pagar também. A minha experiência pessoal não foi das mais legais e eu voltei achando que de fast fashion a gente tá bem melhor com o Bom Retiro viu.

12

Na H&M eu achei que era tudo mais caretinha, até querendo parecer com moda de brechó, sabe como? Tudo mais contido e pouquíssimas peças com valores maiores que cem doletas. Na Top Shop tinha mais coisa legal com brilhos e tachas e afins, mas (eu achei) tudo super caro para fast fashion (eu gostei de peças que custavam 190 e 200 doletas). As duas lojas têm partes bem bacanas de acessórios bijus bolsinhas tiaras e lenços, mas as filas me desanimaram.  Read more

17.
jul.
09.

REINALDO LOURENÇO PRA C&A: NA VIDA REAL

publicado por: Fernanda

Fui na loja ver a coleção do Reinaldo Lourenço pra C&A, depois dos comentários feitos no twitter e do post do blog A casa está cheia de flores. E só tive surpresa boa: quase tudo é feito em material bacana e natural, 100% algodão – e são essas as peças que têm os melhores acabamentos, além de aparência um pouquinho mais sofisticada. A numeração vai longe, nas blusas até o GG e nas calças e saias até o 48: achei bem democrática. E os botões de tudo vêm assinados com o nome do estilista-estrelado, e as araras são identificáveis de longe por conta dos cabides cor-de-rosa e – fofura das fofuras! – os cabides vêm pra casa com quem compra, de brinde-souvenir.

reinaldinha

Eu discordei do povo do twitter – que na maioria achou tudo bem “com cara de C&A”- porque achei que todos os detalhes de cada peça têm a cara do Reinaldo Lourenço Read more

8.
jun.
09.

ROUPA BARATA… NA VOGUE!

publicado por: Fernanda

Sinal (bom!) dos tempos: a gente tem motivo especial pra comprar a Vogue BR de junho – um amigo querido assina seu primeiro editorial nessa revista e já já a gente conta a estória toda num próximo post. Fora esse editorial e a capa super linda, a revista ainda tem uma matéria bem boa, com quatro looks coordenados com peças da C&A, da Riachuelo, da Renner e da Marisa!

voguebrjun

A revista parece ter tema meio étnico, mas nunca parece étnico demais porque os looks fotografados são usáveis mesmo. Nessa matéria de hi-lo, de looks com preços equilibrados, o étnico aparece desdobrado em quatro temas (achei super legal): África pop, apache urbana, selva global e glam tribal. Bem a cara da Vogue, mas uma cara mais simpática – de verdade. Read more

27.
nov.
07.

a gente adora roupa legal e barata

publicado por: Fernanda

Viram que a Iódice e a Juliana Jabour têm ’segundas marcas’ com preços amigos?!?? O Waldemar Iódice deu mega entrevista ao Alcino Leite Neto na Folha de SP (sexta passada) contando da inauguração da primeira loja da Red Iódice, aqui em SP, e dos planos de abrir mais 12 lojas dessas no ano que vem. O esquema é fast fashion total: diz que vai trocar de coleção todo mês e que vai ser tudo baratchinho – no começo só vai ter jeans e jérsei. Tem que ver depois, né?

E Juliana Jabour conta pro Erika Palomino que sua segunda marca, JJ, trata de peças em viscolycra e malhas mil e estamparias divertidas e jeans ‘diferenciados’. Diz que a peça mais cara custa R$ 140 e que já começa vendendo em mais de 80 multimarcas no país todo. Pra completar a onda ‘roupa de estilistas legais com preços camaradas’ tem a parceria da Isabela Capeto com a Taeq, marca do Pão de Açúcar: a estilista desenvolveu uma coleção legalzíssima que vai ser vendida no supermercado! Não é demais?!??

11.
out.
07.

a morte (definitiva?) das tendências

publicado por: Fernanda

A temporada internacional de moda acabou e confirmou o que já era fato (Regina Guerreiro E Ricardo Oliveros falam disso há tempos): não tem mesmo mais tendências. Os desfiles que vimos agora podem mostrar micro e mini tendências, mas não dá pra identificar grandes temas – diz que bastante por causa das mudanças de clima no planeta, que fizeram as maisons “trocar” os especialestas em tendências por especialistas em temperatura. E o advento das megalojas de fast fashion tipo Zara e H&M e afins despertou o mercado pra urgência em vender, não? Junto com a enxurrada de coleções feitas em parcerias de celebrities e marcas (que não chegam aqui pra gente, mas que mexem com o mercado inteiro), que geram vontades e vendas relâmpago. Ok, ok.

O que importa é que a gente tá no meio do tempo mais “tem pra todo mundo” que já se viu. É a melhor hora pra se escolher como se quer ser, como se quer parecer, todo dia, a cada ocasião. Todo mundo pode tudo (conhecendo seus limites e vontades autênticas e tals). Nunca se falou tanto em serviços de personal stylists e autoconhecimento e fazer valer sua essência e mais. Tá fácil ter estilo, amigos. Tem pra todo mundo, é só escolher com coerência e algum carinho por si mesmo, daí já se tem meio caminho andado. Ivete Sangalo (ahãm, adoro por causa da “roupa do amor”!) falou essa semana que “se ela bota uma roupa masculina, vira um homem; com uma roupa mais poderosa, vira Sophia Loren; com um boné, fica esportiva; e com uma mini-saia vira pantera”. E ela completou: “das duas, uma – ou eu não tenho personalidade ou eu sou uma mulher multifacetada”.

veveta.jpg

A gente aqui acha que não existe pessoa sem personalidade. Existe quem não comunique sua personalidade através do que veste (isso existe!), mas não existe ninguém vazio, ninguém sem opinião, sem desejo, sem objetivo, sem grupo de amigos, sem atividades e coisas pra fazer no dia a dia. E todo mundo é, de um jeito, “multifacetado”: dá pra ter uma vontade diferente todo dia, com coerência. Ivete Sangalo deve se vestir desses jeitos todos sempre com cara de Ivete Sangalo, não? Esse é o segredo: se aproveitar da multiplicidade de “minin e micro tendências” que a moda nos oferece agora pra moldar nosso rótulo, nossa identidade visual. Com consistência, com coerência, com algum élãn, sem chatice, sem regrinha. Ninguém depende de direção de ninguém pra se vestir como realmente é – e pra voltar pra casa com alguns elogios na bolsa, não?!??

29.
mar.
07.

fast-fashion, estilo e vontades

publicado por: Fernanda

Deu na coluna da Alexandra Farah ontem que tem um boato FORTE de que vai ter H&M no Brasil até o fim do ano, três lojas. A H&M é a versão sueca de lojonas tipo Zara (espanhola) e Top Shop (inglesa), que vendem tudo que tá mega na moda, tendência versão vida real: coisas que a gente quer usar logo depois de ver desfiles, mas com precitos beeem diferentes dos designers que desfilaram. E as coisas são produzidas bem rapidinho, logo depois que desfilma meeesmo – por isso o termo ‘fast-fashion’. Foi com essas lojas, inclusive, que começou a história toda de super designers e celebrities desenvolverem coleções pra muita muita gente, populares mesmo.

madonna-hm-madness-collection.jpg
mulherada enlouquecida no lançamentoda coleção da Madonna pra H&M

Acontece que ao mesmo tempo em que a gente quer comprar itens de qualidade, que durem pra sempre, a gente também têm vontades que não duram tanto (quero ver quem vai continuar usando vestido camiseta e sapatilha metalizada pra sempre!). A gente (aqui na Oficina) acha que super dá pra ter no guarda-roupa uma base “atemporal”, que dura mesmo e que independe das modas. Mas a gente também é fã de incrementar essa base com peças-tendência, baratinhas e quase descartáveis – e é nessa hora que as lojas que fazem fast-fashion viram nossas melhores amigas. Quer usar sapatilha de onça? Vai na Shoestock! Quer usar jaquetinha metalizada? Vai na Zara! Quer o look da Kate Moss? vai na Top Shop… Que o investimento não é super grande e não dá consciência pesada de enjoar logo.

hm-collection.jpg
tem um monte de “vontades” no site da H&M

A novidade é que essa mesma H&M (que diz que vem – “tomare”!) também acha que a gente tem que ter uma quantidade de peças de qualidade, atemporais e que dê suporte ao nosso estilo pessoal, e por isso desenvolveram um “novo conceito de moda” que chamaram COS – Collection of Style. As lojas vão ser abastecidas com a mesma frequência do fast-fashion (quase todo dia tem coisas novas!), mas as peças terão mais qualidade nos tecidos e acabamentos e serão produzidas em cores e modelagens propositalmente mais clássicas, com o propósito de durarem bem bem beeeeem mais.

collection-of-style.jpg
no site da COS tem vááários looks – eu queria esse cardigan cinza!

Diz que o foco da COS é fazer moda e longevidade andarem de mãos dadas, produzindo peças dignas de serem “classificadas” como pret-à-porter, mas com preços super mais acessíveis (preços quase como no fast-fashion). Diz que vai ter um monte de clássicos reinventados e muitos materiais naturais (a gente a-do-ra), inclusive cashmere e couro. Até o projeto da loja foi pensado pra acompanhar o conceito: é tudo super clean e clássico, mas bem moderninho – a gente viu essas fotos no blog do estúdio de design que fez as lojas e o Michell, que tá lá na Holanda, vai visitar a COS e vai mandar fotos originais pra gente ver!

cos-stores.jpg

E a gente vai super torcer pra ter mesmo aqui, tanto H&M quanto COS, que vai ser tudo de bom pra todo mundo.

28.
dez.
06.

highest of the high

publicado por: Fernanda

O povo tá super em clima de retrospectivas, né? All over the internerd tem listas e listas – a gente mesmo tem uma self-retrospectiva preparada há tempos, que já já vai ser postada – bem “2007 promete”!!

No style tem uma listona do que mais influenciou a moda em 2006, e tem um monte de coisas lá que provavelmente vão render em 2007 também (tipo futurismo, borat, diane von furstenberg e factory girl). No SPFW tem lista dos 10 momentos fashion do ano, e eu adoro o momento magro do Marc Jacobs. A Glória Kalil lembrou, na retrospectiva dela, da febre de viscolycra e de skinny jeans (eu mesma recheei minha mala de vestidinhos de malha…). A página de moda do UOL fez uma retrospectiva ‘20 melhores looks de 2006‘ toda em fotos, vale ver pra confirmar que um monte dessas imagens foram mesmo pra rua (ou ainda vão!), de um jeito ou de outro.

Eu ainda acho que, de algum jeito, a gente ainda vai ler/falar/ouvir/pensar mais um pouco sobre fast fashion, sobre hábitos (novos) de consumo, sobre a britney spears (huge comeback, i guess – and hope for!), sobre o futuro dos ‘criadores’de moda (versus o business todo dos conglomerados e afins), sobre a vogue brasil (diz que vai ter site, sabia?) e sobre fashion blogs – especialmente os daqui do Brasil (conversinha interna…).

Acho também que, como a Cris falou antes, a gente vai continuar encurtando comprimentos por causa do aquecimento global e porque, agora, saúde é o que interessa: mesmo no inverno devem rolar shortinhos e micro-saias com meias opacas – super rolou com celebrities, né? Ano que vem acho que todos vamos ter celulares que fazem tudo (que venha o iPhone!) e que vamos ser mais tecnológicos que nunca: a gente tem pressa e tanta coisa nos interessa… E que, nos próximos tempos, essa mesma tecnologia vai ser o que a gente vai ver de mais inovador na moda:

“Se nas questões estéticas o novo não passa de mera novidade inspirada em referências pretéritas, no que diz respeito às técnicas e tecnologias, hoje, sim, há um significativo apuro, principalmente na área têxtil, e que, de fato, paradigmas estão sendo quebrados, dando-nos a idéia do verdadeiramente novo por meio da atual performance tecnológica dos tecidos.” (João Braga, ‘reflexões sobre moda vol. I’)

Anyways, pra divertir ainda tem a lista do EP com as 50 músicas mais legais de 2006 (é uma playlist bem boa de ouvir agora nas férias, eu curti!) e o ‘balanção’ com o “melhor dos melhores” do Lúcio Ribeiro (tanto pop, yet tão pouco tempo…). Meu “all time favorite”: nerd-o-rama fez 2006 em forma de cd-r e 2006 em forma de top 5, e se eu fizesse ia ser quase tudo igualzinho (quem mais lembraria de katilce? adoro!).

2007-promete.jpg
in the end, only kindness matters. a gente tá indo embora pra 2007, felizes da vida.

A Oficina


A Fê e a Cris são personal stylists de gente da vida real e dividem, aqui no blog, tudo que aprendem nesse trabalho.