Uma das maiores qualidades da Oficina de Estilo (além da modéstia, é claro! haha) é saber re-olhar ideias e re-pensar como usá-las, sem nunca ter preconceito. A gente deve ter falado inúmeras vezes de que uma peça volumosa ou com forma acentuada fica melhor se coordenada com outra peça mais sequinha. Mas a gente começou a observar o mundo, perceber as vontades das cilente – e as nossas! – e decidiu “refletir” e se rebelar contra a regrinha que a gente mesmo se impôs. Que tal experimentar peças volumosas coordenadas com outras peças volumosas? Por que não? Se a gente nunca tentar, nunca vai saber, certo!?! E é lógico que no começo pode gerar dúvidas ou até estranhamento, mas depois fica legal e fácil de usar… é só saber como coordenar esses volumes de forma harmônica.
A velha e boa coordenação monocromática funciona também nesse caso, porque ameniza o exagero das formas ou do volume. É lógico que no dia-a-dia a gente pode usar volumes mais sutis, tipo uma manga evasê, uma bermuda saruel larguinha, uma casaqueto estruturado, uma saia em A ou tulipa… Tecidos mais molinhos e com peso são bons porque mesmo em uma peça que tem mais quantidade de tecido, acabam não armando e assim deixam tudo mais delicado. Como num look desses o foco está nas peças de roupas, os acessórios podem ser mais dicretos pra só acompanhar.
Essa não é uma coordenação pra quem quer valorizar as próprias formas, porque o corpitcho fica escondido debaixo daquela quantidade toda de tecido. É mais pra quem quer ficar confortável e muderninha ao mesmo tempo. (A Marni é campeã de fazer esse tipo de coordenação E ainda misturar estampas, vale uma visita aos desfiles lá de trás pra se inspirar, viu!?!) E também não é a coordenação mais “emagrecedora” do mundo, né, gente!?! Mas dá pra arriscar coordenando peças em cores neutras e mais escuras, sem quebra na cintura e com tecidos mais levinhos!!! E pra ficar um pouquinho mais feminina é só marcar a cintura com um cintinho ou com a blusa por dentro da calça/saia/bermuda.
Post explicando uma possível “feminização” no guarda-roupa dos meninos, tipo como aconteceu da gente querer usar colete e jeans-do-namorado: no Entre Livros e Alfinetes.
Não é coincidência esse momento textura que a gente teve no último SPFW e vai ter no próximo inverno: diz que as maiores inovações em moda só tem mesmo como vir da tecnologia têxtil (!!!): no Bainha de Fita Crepe.
Estudo rápido e eficaz das referências étnicas que os acessórios de Alexandre Herchcovitch e Isabela Capeto carregam em si! Pra aperfeiçoar o olhar e a inteligência-fashion Read more
Sapatinhos tipo oxford e mocassins não precisam mais se sentir sozinhos: é tempo de dar boas vindas aos docksides – pra engrosssar o grupo dos elementos masculinos que enchem de graça o guarda-roupa das meninas! De couro macio, pespontado (à mão!), fechado com cadarços que envolvem o cabedal, e com solado flexível de borracha, o sapatinho teve seu momento nos anos 80 e agora aparece nas vitrines e coleções mais legais, aqui em volta da gente (oba!).
A gente já procura equilibrar mensagens e coordenar “jeans do namorado” com blusas super femininas, coletes com vestidos, paletós com sainhas. Se tem um toque masculino, a gente compensa com frufrus e cor-de-rosa e leveza e sedução (porque Read more
Desde criança eu sempre amei assistir as provas de patinação artística, sabe, aquelas no gelo? E embora as roupas das meninas sejam super kitsch, não dá pra negar que fazem parte do show. Afinal o traje coloca o corpo das patinadoras em evidência, emagrecendo e alongando com faixas de outra cor na lateral da cintura e trazendo atenção pro rosto com os brilhos no decote. Essa coisa muito feminina é o que a Simone Nunes trouxe pra passarela, num desfile total pra vida real. Quer saber por quê?
A Cris me contou que ela e a Fê têm conversado bastante com as clientes sobre assimetrias, pois elas chamam a atenção pra parte do corpo que a gente quer mostrar. Assim, as roupas desse desfile mostram vários jeitos não óbvios de ficar sexy e feminina. Pra quem gosta de realçar o colo, tem decotes assimétricos, recortes vazados preenchidos por transparência e franjinhas brilhantes na cintura ou no decote. Para as donas de quadris estreitos parecerem mais “gostosinhas”, não faltaram idéias pra trazer o foco pro quadril: saias de franjas (usadas com jaquetinhas ficam a coisa mais linda), pompons (?), plissados e brilhos localizados estrategicamente colocados.
Para se esquentar do friozinho e adicionar ainda mais feminilidade ao visual, Simone propõe luvas longas e transparentes, um charme. Concordando com outra Simone (a Esmanhotto), que incentiva o uso de luvas longas desde o inverno passado. E que o inverno seja como as pistas de patinação no gelo: geladinho e lugar pra se divertir. A gente por aqui quer mostrar jeitos e mais jeitos de tornar divertida essa tarefa diária de se vestir.
Espartilho é uma peça que muita gente acha difícil de aceitar/combinar/usar, né? Mas sabe que sabendo dosar sua sensualidade, ele pode fazer um papel de terceira peça (!) meio inusitada. Desse jeito, dá pra tirar o look da obviedade!
Ah! E uma curiosidade interessante: muita gente chama o espartilho de ‘corselete’ (abrasileirado mesmo) sem saber que o jeito certo de chamar é ‘corset’ (pronunciando “corsê”). Sabe porque? Quando a gente fala ‘corselet’ é daquele ‘coletinho’, parte de cima de uma armadura, que a gente tá falando. Engraçado, né?
O corset é, então, uma das peças mais femininas que inventaram. Na época em que foi inventado (século XVI), servia pra afinar a cintura das moças, valorizar os seios e deixar a silhueta mais sinuosa – mas isso tudo rolava às Read more
Não, esse não é mais um post sobre como driblar o calor insuportável que tem feito (mesmo porque nada, além de um bom ar condicionado, é capaz disso!). Nesse caso, o ventilador é aquele vento estratégico que anda de mãos dadas com Mariah Carey em (quase) todo os seus clipes. Aquele vento que faz nossos cabelos voarem, nossos vestidos subirem, fazem com que a gente ande em câmera lenta, como num filme ou numa propaganda de xampu, sabe!?!
Mas já reparou que pra roupa voar ela precisa ser feita num tecido bem fluido, bem leve, bem delicado? Mais um ponto a favor do “ventilador” em busca da mulherzinha que tem dentro de todas nós! Não precisa esperar um casamento, uma formatura, uma festa importante pra usar esse tipo de tecido. Read more
Quando a gente procura no dicionário o significado de “ínitimo” os resultados são: muito de dentro, profundo; da alma, do coração; doméstico, familiar; vestido diretamente sobre a pele, sob outra roupa: roupa íntima. Ou seja nem o Aurélio consegue desligar a intimidade da roupa que a gente veste!!!
Acontece que estamos vivendo um momento de muita intimidade com as outras pessoas! Por conta de blogs pessoais, reality shows e twitters da vida virou normal a gente saber quando alguém está passeando com o cahorro, ver alguém tomar banho, saber o que esse alguém pensa sobre a manchete do jornal do dia. Embora a gente cada vez se relacione menos com as pessoas no “plano material” – embora a gente sinta que está acontecendo um contra-movimento – a gente está cada vez mais íntimo no “plano digital”. Não é!?!
E se moda é refelexo de comportamento, é materialização de como a gente está pensando/sentindo/agindo num determinado momento, não tem como não percebermos a “intimização” das roupas!!! Read more
A gente aprendeu que tem como tirar ensinamento-fashion e inspiração de quase tudo nessa vida – imagina então a quantidade de assunto que programas de moda na tv podem render por aqui. A segunda temporada do reality show da Rachel Zoe voltou a passar (num youtube perto de você!) e a assistente da nossa stylist-gurua, Taylor Jacobson, foi quem mais chamou atenção. E na hora de pesquisar imagens dela olha quanto xadrez apareceu!
E o xadrez, como ela usa, não tem nenhuma referência country ou “fazendeira” como se tem tendência a pensar num primeiro momento. É tudo bem grunge, bem ‘largada’, bem cara de roupa de menino, confortável. Quem quiser acompanhar a idéia do grunge não precisa deixar de ser feminina – a própria Taylor dá a receita nos seus looks. Peça em xadrez, largona, pode ser coordenada com tudo bem feminino – tipo sainha, short, calça justinha, vestido, tiara no cabelo, maquiagem fofolita, pezinhos de fora em sandálias. Read more
Quão legal é essa idéia de ninguém mais ninguém menos que a Lanvin? Os teninhos da marca – feitos em cetim (ahãm!) e couro super fino – são amarrados com fitas de gorgurão no lugar dos cadarços. É pra experimentar tipo HOJE, né? Fofura infinita, aparência de mulherzinha mesmo no mais informal dos calçados. ;-)