Um dia desses a gente recebeu aqui um e-mail super fofito perguntando o que usar/calçar pra ir numa festa chique. O mais legal de tudo é que a duvida veio de uma leitorinha pré-adolescente. A gente achou tão fofo que resolveu mostrar como dá pra ficar arrumadinha sem ficar parecendo um adulto em miniatura.
O melhor exemplo de adolescente novinha que se dá super bem em roupa de festa é a Laura Neiva. Sabe quem é? Ela fez o filme “À Deriva”, que tem figurino do Alexandre Herchcovitch (a Fê viu e amou, ela falou sobre ele aqui, ó). Read more
Quando a gente pensa em Fause Haten na vida real, a gente acaba pensando em roupa de festa – a maioria das vezes que a gente foi com clientes ver criações do estilista foi atrás de vestidons, mesmo.
No desfile dava pra gente enxergar todas as propostas que Fause tem pras festchinhas do verão que vem (mesmo que na passarela apareçam bem exagerados). Tem tecido mais estruturado com pregas, dobraduras e muito volume – tipo princesa, sabe!?! Pra quem gosta de algo mais longilíneo tem tecidos molengos, como cetim, drapeados e acinturados. Tem saia mais longa na altura do tornozelo e também tem mini. Tem um obro só, bem fina. Tem cinto prateado (styling) pra deixar a cintura bem marcada. Tem brilho e transparência também (!!!) porque tem que ter. Read more
A essa altura todo mundo já viu todos os looks desfilados por celebridades-fashion no baile de gala do Metropolitan Museum of Art, ontem em NY. Todo ano a Vogue América apóia uma exposição importante de moda no Costume Institute (pedaço-fashion do museu) e patrocina essa super festa pra “inaugurar” as visitas à expo. Esse ano o tema da mostra é “Modelo como musa” e aí, a Vogue faz curadoria de looks de estilistas que têm modelos como musas inspiradoras, ou looks que foram usados por modelos e “entraram pra história”, coisas assim. Funciona tipo como o Oscar da moda, apesar de não ser uma premiação. Nessa ocasião os estilistas mais bacanas aproveitam pra vestir mil celebridades com suas criações porque o tapete vermelho do baile do MET rende muito falatório pra eles, de graça – olha a gente aqui de longe, po exemplo, fazendo o assunto render.
as tradicionais, comportadas no dresscode…
Vendo as fotos hoje a gente percebeu como o dresscode de festas, hoje em dia, é “elástico”. Antes a regra era clara e ninguém podia se rebelar. Agora, com bom senso e informação de moda, todo mundo manipula elementos dos dresscodes formal e informal como quer – e consegue montar looks equilibrados e moderninhos, sem deixar de estar adequada. A gente prestou atenção especial aos sapatos que o povo usou. Antes, sapato de festona assim, de gala, tnha obrigatoriamente que ter salto fino, tiras fininhas, tinha que ser feito em tecido, tinha que ter o solado bem baixinho na parte da frente e não podia cobrir muito os pés. Hoje pode tudo – olha nas fotos!, desde botinhas, saltos super grossos, tiras espessas até plataformas e tachas.
…e as rebeldes, que “burlaram” a lei e continuaram bem elegantes!
O segredo pra gente também se rebelar contra o dresscode rígido das festas elegantes é a coordenação do sapato com o resto todo. Se o sapato tem esses elementos considerados mais informais, então vestido, jóias, cabelo e make podem estar mais “dentro das regras”. Vejam nas fotos, amigas, que as moças que mais piraram nos sapatos carregam jóias que têm cara de finas/refinadas, fizeram cabelos de festa (mesmo que esquisitos em alguns casos), usaram vestidos feitos com tecidos sofisticados e mais. E uma coisa compensa a outra!
Se a gente acredita que tapete vermelho não é lugar de ser “madrinha de casamento”, mas de expor “a hipérbole do seu estilo” (como um dia disse Dudu Bertholini), não é de se esperar mesmice nos looks que as moças escolhem pra essa noite-fashionista tão importante. Ao mesmo tempo, a gente espera ver todo mundo “em hipérbole de estilo”, MAS BONITAS, né? E não tinha tanta gente bonita ontem, na nossa opinião. Os looks podem ser super ‘da moda’, podem ser significativos pro momento social-fashion e tals, mas quem usa pode estar bonitinha ainda assim (não custa nada). A Thereza do blog Fashionismo fez uma super cobertura (em tempo real!) desse tapete vermelho, e nos comentários do blog dela dá pra perceber que a gente não tá sozinha com esse pensamento. ;-)
Foi uma noite bem importante pro povo da moda aqui, a de ontem. O Marc Jacobs, top estilista talentoso e admirado, esteve numa festa em sua homenagem – ele tá no Brasil por conta da inauguração da sua primeira loja por aqui, trazida pela NK Store. A festchinha aconteceu numa boate gay-meio-trash do centrão de SP, comandada pela Natalie Klein, dona da NK, com todo tipo de convidado-fashion – muitos códigos de vestir mistrurados numa noite só, não?!?? Passado o frisson por conta dos convites, o povo se preocupou mesmo foi com o que usar (eu me preocupei!). Liguei pro Vitor Ângelo – que me convidou!!! – antes de sair de casa e tudo.
o povo da moda ama uma dancinha
Era uma noite de festa, mas era tipo “festa da firma”: todo mundo conhecia todo mundo. Não tinha ninguém pirado, ninguém super extravagante – tem essa lenda de que quanto mais fashion a pessoa é, menos ela arrisca. Mas tava todo mundo vestido pra se divertir. A Maria Prata contou como foi o seu “processo”, e meio que todo mundo parece ter passado pelas mesmas questões (roupa é coisa séria pra gente!). Diz que num primeiro momento ela pensou: “nossa, Marc Jacobs, festa da NK, o povo vai montado então eu vou também”. E se montou. E se olhou no espelho e pensou: “gente, é festa em boate, pra dançar, no centrão, hardcore…” e se desmontou! Tava uma graça com jeans escuro (era jeans mesmo?) e camiseta de algodão finíssimo com um detalhe de tipo-lenço-tipo-foulard-fininho, numa coordenação chiquérrima de preto e marinho. Sabe das coisas.
marc jacobs dando tchauzinho pra câmera da oficina, enquanto a denise dahdah berrava pra ele olhar pra gente – trabalho em equipe!
A idéia ficou clara em mil outros looks das moças de lá da boate! Tava todo mundo no meio de um caminho, mesclando elementos de um dresscode e de outro – todo mundo tinha detalhezinhos fashion, porque né gente, O MARC JACOBS TAVA NO NOSSO MEIO; todo mundo tava confortável e tava “facilmente identificável” no grupo de amigos (a gente nunca deixa de ser adolescente), todo mundo confortável pra dançar e, se preciso fosse, dar uma corridinha atrás do estilista (rá!). Ao mesmo tempo tava todo mundo arrumadinho, mas com cara de balada-light. Muita gente misturou saia curtinha de brilhos com camiseta de malha, muita gente fez o look vestidinho com braços de fora e decote com meia opaca, tinha muito mini-vestido de paéte (brilhando pra MJ – eram todos soltinhos e quase sempre com mangas) e muita gente lançou mão de tecidos lustrosos e transparência combinados com materiais naturais e menos “engomadinhos”, tipo regatas e camisetas em algodão. De noite, gente, não tem tanta sutileza: o que se destaca na pista e no escuro é o que há! E dá-lhe jaquetinhas pra chegar e pra ir embora, já que ontem à noite o calorzão deu uma trégua boa aqui em SP.
A tchurma do preto não fez pretinhos básicos (eba!): a Victoria foi de vestidinho de veludão (da coleção de verão 98 da Dáslu, ele fez questão de contar!), a estilista Bianca Ranucci acrescentou meia-calça de bolinhas, a Renata Bastos tava toooooda brilhosa e a Antonia do Chic tava com uma meia r0xa de lurex!
E teve o grupo das neutras, que misturaram pretos com outros tons neutros e que acrescentaram horrores de texturas e superfícies diferentes aos looks – olha quanta coisa legal! A Ana Pinho foi de camiseta longuinha, mini-saia lustrosa e meia opaca (tava linda), a Vitorinha do Chic tava de calça de couro e é ídola aqui na Oficina por usar sempre – e bem! A Maria fez a coordenação de cores mais elegante com peças informais e a Fê Grão tava de sainha com faixas de lurex e transparência na parte de cima!
E aqui os grupo das coloridas! A Jana tava de saia de tafetá e camiseta de banda – fórmula mais elgal da noite toda, que nela fica ainda mais incrível. A Denise Dahdah (de verde) e a Simone Esmanhotto (de vermelho) tavam super glamourosas de vestidos soltos e confortáveis. A Alexandra Farah tava super bacana de vestidinho e sapatilhas – com jaqueta e colarzão incríveis (ela sempre tá ótema).
E foi assim. A Estelinha, que nasceu essa semana (aeeeeeee!), vai ter mais essa estória-fashion pra ouvir daqui a um tempo dessa tia aqui. As fotos tão malucas e tem muita cabeça e pés cortados porque tirar foto em boate é missão quase impossível, mas bem divertida também – então tá valendo, né? Dá pra ver os looks em tamanho maior (clica!) e tem um álbum com quase 50 outras fotos no Flickr da Oficina – com fotinho de tiete e tudo! ;-)
Na revista Bazaar desse mês tem matéria dizendo da “nova roupa de festa”, tipo uma nova ordem para dresscodes formais: diz que agora, em vez de pensar em vestidinhos de chiffon e meia-calça, quando a gente recebe convites pra festas a gente precisa pensar em como surpreender. Não é ótemo isso, gente?!?? Parecer original, hoje, pode mesmo ser mais importante que parecer correta – nesse nosso tempo de todo mundo meio igaul, fazendo força pra parecer diferente. A revista dá a receita (a gente super curtiu aqui, e já tá pondo em prática).
tem texturas, tem materiais diferentes, tem cores elegantes, tem brilhinhos nos brincos, pulseiras, bolsinas e sapatos – tudo com cara de qualidade, de bem cuidado!
A idéia é versatilizar o que se tem no armário, e adequar com acessórios corretos e de impacto. Tipo coordenar o look com peças de todo dia, mas arrumar um “acabamento” luxo, com jóias (e bijus bem finas), sapatos finos e de qualidade, bolsinhas sofisticadas com brilhos e afins. No finzinho do ano passado a gente tinha falado dessa mesma idéia, mais focada em saias – e agora a onda é desfilar calças de todo dia com cara de festchinha. E mais interessante que estar impecável, corretinha, é combinar texturas, misturar materiais, ousar em cores e modelagens, construir visuais interessantes, com informação pensada, sabe como? Na semana passada a gente arrumou uma clienta pra festona de aniversário do pai dela assim (fes-to-na!): calça alfaiataria de linho cinza-claro, regata de algodão finíssimo branco (bem transparentinha!), lenço (usado como golona) de seda verde-água com brilhinhos prateados, sandália metalizada, power-brincos com pedras translúcidas, power-bracelete e micro bolsinha. Todas as peças podem ser usadas até pra buscar as crianças na escola, mas coordenadas desse jeito ficaram super mega elegantes. E o look ficou bem original: a clienta tava LHINDA, jovial, moderna e nada nada previsível. ;-)
a revista sugere também que a gente acrescente ao look uma peça em seda ou tecido lustroso, e a partir dessa peça coordene o resto todo. também dá suepr certo, néam?!??
Vale misturar calças retas, em alfaiataria e tecidos finos tipo lã, seda, linho e até algodões arrumadinhos, com regatas lisas, tricôs finos, camisetas e mais. Vale saia e bermuda também (porque não?). Os acessórios dão o tom mais formal e deixam o look mais adequado, sem cara de dia-a-dia: broches, colares, brincos, sandálias, braceletes, anéis e bolsas super colaboram com brilhos e superfícies elegantes. A matéria da Bazaar termina dizendo que “com os acessórios certos, praticamente não existe look que possa frequentar festas chiques” e completa a lei firmando a idéia (ótema) de versatilidade: “com os toques certos, o mesmo look pode ir de um café da manhã, ao almoço com amigas e depois pra uma balada – não importa o que você veste, mas sim COMO veste”. Que, especialmente em final de ano com crise, versatilidade é o “santo graal” da moda. ;-)
Chega o verão e o povo aproveita pra casar na praia, na fazenda, em ambientes abertos e na luz do dia, não é? A gente pode pensar que esses casamentos são informais porque acontecem fora de salões e buffet, mas eles continuam sendo ca-sa-men-tos, elegantes e formais sim (no conceito): tudo bem que o look escolhido por madrinhas e convidadas não precise ter cara de casamentão às nove da noite na igreja mais imponente, mas não pode ter cara de roupa de “todo dia”. Os tecidos ainda precisam ser sofisticados (ainda que mais leves) porque tem que ser fino-de-verdade pra segurar a onda de ir a um casamento, e os comprimentos podem ser mais curtos (barra que não arrasta no chão super colabora com dignidade até o fim da festa) e os acessórios precisam ainda ser refinados. E não é porque todo mundo diz que é a oportunidade de usar chapéu que todo mundo precisa se fantasiar: aqui no BR a gente não tem essa cultura, então fica mais fácil errar do que acertar (tem mais aqui, ó).
E aí, se o casamento acontece de manhã ou no início da tarde, os tecidos e detalhes de cada look podem ser mais opacos – brilhinhos podem ficar reservados pra festas que começam no fim da tarde, que podem se estender até a noite (mas ainda com parcimônia). Sabe o que é legal? No lugar dos bordados que os vestidos de festona carregam, em festas de dia os modelóns podem ser recheados de detalhes inteligentes na modelagem: pode ter babados, dobraduras, recortes, alças diferentes, drapeados, plissados e pregueados, sabe como? A idéia é acrescentar interessância ao vestido sem precisar brilhar tanto porque né, gente é de dia! As cores podem ser mais claras – a Constance, que faz o Bem Casadas (top blog bacana pra noivas) defende que não tem essa de “competir com a noiva”: diz que nunca ninguém confunde a noiva com qualquer convidada de vestido clarinho (é verdade! noiva é noiva!) e que tem gente que escolhe competir mesmo usando outras cores super fortes ou escuras. E aí, de novo porque é de dia, estampas e texturas são super bem vindas: em tecidos sofisticados tipo seda (e musselines e georgettes, quanto mais cor, mais informal o look fica – bom é misturar cores próximas, em menor quantidade. Transparências e rendas são ótemas pedidas.
E aí, vestidos de festa menos sisudos precisam ser acompanhados de elementos que comuniquem formalidade, pra complementar: pode ser tudo feito em tecido (se o chão for de verdade) ou em verniz refinado (não é qualquer um viu gente) ou couro metalizado – agora tem uns couros metalizados em tom nudeque são bem bem chiques. Os saltos podem ser um pouquinho mais baixos e um pouquinho mais grossos que os que a gente costuma escolher pra casamentões: tem que saber antes onde esses pezinhos vão andar – se na areia, na grama, na terra, no chão de verdade. Se os noivos pedirem ainda menos formalidade, valem até anabelas metalizadas bem elegantes (e com a frente bem fininha). As bolsinhas precisam ter tamanhinho micro, mas podem ser mais divertidas: nesse tipo de festa cabem bolsinhas sofisticadas feitas em materiais naturais, tipo palha, bambu e madeira – mas ó, não vale nada de semente, búzios e afins (vixe). Se tiver perigo de esfriar, cardigans em cashmere bem fininhos (vale até meio transparentes) e jaquetinhas em tafetá e shantung cobrem obros e bracinhos com um super charme, e ainda são mais originais que pashminas e echarpes. Jóias e bijus super finas com pedras coloridas e translúcidas são a cereja desse bolo e pronto: bora aproveitar as festas.
Casamentos, formaturas e prêmios (!!!) são oportunidades de sonho pra gente explorar o nosso lado mais princesa e se arrumar de verdade – quem não gosta!?! Dá vontade de usar vestidón, de fazer maquiagem, de prender o cabelo… E dá pra ser princesa e grávida ao mesmo tempo!
Mesmo pra quem não tem o hábito, na gestação, com barrigão, os melhores comprimentos são o longo e o longuete, que dão a impressão de figura mais longilínea em um corpo que está mais “quadradinho”. O salto que que está tirando férias dentro do guarda-roupa pode aproveitar pra dar uma voltinha por aí, né!?! E como pezinho de grávida muitas vezes incha, o ideal é usar um saltinho mais grosso – o salto mais fino, tipo agulha, dá a impressão de que vai quebrar a qualquer momento e a dificuldade de se equilibrar aumenta, porque o centro de gravidade do corpo da gestante muda!!!
dá pra arrasar num red carpet com barriguinha e tudo!!! o cabelo preso sofistica o look festona e valoriza o sorriso feliz de quem vai ser mãe
Todo mundo concorda que a parte mais bonita no corpo de uma grávida é o colo, certo!?! Quem não tem seios, passa a ter, quam já tem fica com eles mais levantados e o pescoço e ombros são partes do corpo que nunca ficam mais cheinhos. Então arrasa no decote!!! Tudo que valorizar o colo fica bacana: decotes assimétricos, tomara que caia, bordados e aplicações… Se o vestido é mais “limpo” dá pra carregar no colar ou brincos!
o modelo império (preso logo abaixo dos seios e soltão embaixo) é o melhor, mesmo – valoriza colo e seios, deixa a barriga bem em evidência (pra ninguém ter dúvida de que é uma barriga de grávida) e disfarça bumbum e quadril que normalmente estão maiores
E quando a gente pensa em custo x benefício e no tanto de coisas que a gente ainda tem que comprar pra chegada do nosso pequeno, vestidón de festa não é o melhor jeito de gastar nosso rico dinheirinho, certo!?! A não ser que durante os próximos nove meses vão acontecer vários casamentos e afins, o ideal é investir pouco no vestido ou aproveitar algum que já está no armário (como eu fiz semana passada), e investir um pouquinho mais em acessórios como um super colar ou brinco, uma bolsinha linda que você sempre quis ter, um sapato em material mais sofisticado – peças que vão ser muito usadas mesmo depois da gravidez e período amamentação.
Ontem teve, aqui em SP, a primeira festona do Prêmio Moda Brasil, evento que a gente espera ver todos-os-anos a partir de agora. Aconteceu no Teatro Municipal, bem chique, e (quase) todo o ‘mundo da moda’ tava reunido lá – era tipo tapete vemelho de celebridades fashion, muito muito legal. A gente tirou fotos de tiete, deu abraço e beijinho em Glorinha Kalil (musa-mor), conheceu mais gente legal do nosso meio e voltou pra casa sorrindo (as usual!).
A gente entende que esse prêmio quer valorizar os profissionais que ajudam a formatar o nosso meio de moda, quer incentivar gente nova e, por consequência, fazer com que o próprio meio cresça. Por conta dos indicados e dos finalistas nas 17 categorias da premiação (dezessete!), teve mointa crítica – crítica valiosa e fundamentada, vinda de gente que a gente respeita super (aqui, aqui e aqui). Bom que de repente as próximas edições do prêmio sejam aperfeiçoadas e ainda mais legais, porque a de ontem a gente já super curtiu. Foi o máximo estar lá no Municipal com todo o povo da moda fazendo o que tem de mais legal pra fazer em moda: usufruindo dos looks mais legais que se pode coordenar, tipo cinderelas-fashion. E tava todo mundo bem lindo mesmo! Ó QUE O CHIC TEM AS ROUPAS (E AS MARCAS DAS ROUPAS!) DE TODO MUNDO! =)
Desde que a gente viu a seleção de finalistas ficou a impressão de que esses primeiros “troféus” iam pras pessoas que tão há mais tempo nesse mercado, que ajudaram a fazer dele o que ele é hoje. E ontem teve um pouco de confirmação e um pouco de surpresa: Alexandre Herchcovitch foi eleito o top estilista de moda masculina, Reinaldo Lourenço foi eleito top estilista de moda feminina (e fez o segundo discurso mais fofo da noite, dedicando o prêmio à Gloria e ao filho deles, Pedro – foi foooofo). Maria Bonita ganhou como melhor desfile do ano e o Chic ganhou como melhor veículo de mídia eletrônica (Glorinha nossa musa fez o top discurso da noite, quando lembrou de dizer no palco o nome de to-do-mun-do que já trabalhou com ela no site, tipo Alexandra Farah, Victoria Ceridono e Jorge Wakabara – que nem tão mais lá! Chiquérrima de verdade, tem muito pra ensinar sobre delicadeza).
Parte surpresa: Paulo Martinez e Giovanni Frasson ficaram atrás de Felipe Veloso na categoria ‘melhor stylist’ – e vejam bem que a gente ama o trabalho do Felipe, mas os outros dois podiam ter levado essa. (Tem outra opinião aqui, muito válida também!). Também na categoria ‘melhor campanha’ o prêmio deixou de premiar (rá!) o Giovanni Bianco, mestre da imagem de moda aqui no BR, pra premiar Oskar Metsavah, da Osklen, que nem publicitário é (e que fez um discurso esquisito, que foi super comentado depois na festchinha). Desde sempre a gente sentia falta da Erika Palomino ser indicada/finalista em alguma coisa – qualquer coisa – porque né, gente, as pessoas podem não curtir mas ela é importante de verdade para esse meio (a gente ama sinceramente). Então na categoria revista a gente esperava que ela fosse homenageada e que a Key ganhasse como melhor veículo de mídia impressa, mas não.
Mais o prêmio (pra gente) foi bem mais alegria do que comentário ruim (xô energia negativa): Maria Bethânia diva absoluta cantou, Wagner Moura se apresentou com a banda dele e com o figurino mais fofo de toda a noite (do Thiago Ferraz, de quem a gente é fã instantânea), Regina Casé – que a gente adora e já listou num top 10 pessoas mais elegantes pra gente – fez a gente se divertir com sua apresentação e os looks do povo vão render conversas pra gente por muito muito muito tempo ainda. E a gente torce pra que nas próximas edições do prêmio eles incluam categorias menos tradicionais e mais frescas, tipo figurinistas de novela, blogs de moda (separados de mídia eletrônica que não são a mesma coisa!) e – porque não?!?? – personal stylists. =)
Vitor Ângelo, no blog Dus Infernus, levantou a questão dos critérios usados pra premiar como centro de todos os questionamentos de todo mundo – faz super sentido, vale a leitura pra gente afiar o olhar “contestador” (pro bem!).
Todo mundo sempre tem dúvida do que é apropriado ou não na hora de se vestir pra festas e eventitos, né? E os dresscodes que vêm nos convites parecem confundir mais do que explicar. Então a gente resolveu pensar nas direções do que é mais usual e menos usual em tipo diferentes de festchinhas. Tudo que tem aí embaixo tem que vir depois da preocupação com o seu tipo físico e com o seu estilo pessoal. Vale também considerar se o convite é pra evento de dia ou de noite, onde vai ser e quam vai estar lá pra te ver (e te elogiar, a gente espera!). Vê se serve de referência pra você e ajuda nos comentários se tiver dicas pra complementar essas infos! =)
ESPORTE vale pra almoços e coisinhas de dia, lançamentos, exposições, batizados, festchinhas informais
Os tecidos podem ser mais informais tipo algodões, lãs, crepes e couro (rá! vai ter post de couro djá djá!). Os acessórios são mais calmos, sem mointo brilho, as bolsas podem ser maiores (mas arrumadinhas), e os sapatos podem ser os de dia-a-dia mesmo, super bem cuidados – sapatilhas, escarpins confortáveis, sandálias bacanas, em couro ou materiais alternativos, tipo tecido, palha, etc etc etc. Pode usar com meia opaca colorida ou com texturas! Tem que ter alguma maquiagem, mas não precisa ser muita. A gente escolheria vestidos leves coordenados com cardigans, calças tipo alfaiataria ou saias em A com blusas bacanas, com decote legal e formas interessantes. Agora vale macacão e macaquinho (decente!), e dependendo vale até shortinho tipo alfaiataria. Né?
PASSEIO (mesma coisa que “tenue de ville”) almoços mais importantes, eventos profissionais bacanas, vernissages, coquetéis, teatro, festchinhas arrumadas à noite
Aqui a coisa ainda é informal, mas menos informal que no “dresscode” anterior. Então vale usar sapatos mais delicados (plataforma é informal, então pra caber aqui tem que ser super delicada, super não tão alta), com saltos mais altinhos e mais refinados – em couro e texturas de animais, tipo croco, lazard, tilápia e tals. A meia opaca ainda tá valendo. Os materias também continuam os mesmos – acrescenta uma sedinha – e os acessórios podem ser mais elegantes, tipo joínhas. As bolsas diminuem e podem ser médias – ou carteiras grandes! O make pode escurecer um pouquinho (é noite, gentchy!), mas ainda ser discretinha. Vale vestido na altura do joelho, vale calça mais sequinha e blusa em seda, com alguma transparência, vale saia e top com brilho. Tudo com uma terceira peça pra ficar mais formal, tipo um cardigan, um super lenço ou um paletozinho.
PASSEIO COMPLETO (tipo “social” e afins – é arrumado) casamentos, jantares power, óperas, entrega de prêmios, super comemorações do trabalho, tipo isso
Aqui a coisa é formal, amigas. Os materiais são mais refinados: sedas, tafetás, georgettes, xantungues, cetins e tals. Vale também aplicações de brilhos e pedras e rendas discretas. Nos pezinhos as sandálias têm tiras finas e saltos idem, os escarpins têm frente alongada e tudo é feito em material elegante – tipo verniz, metalizados e forrados em tecido fino (não vale couro!). Pra essas ocasiões meia opaca fica informal demais, a gente prefere as meias finas nesse dresscode (pra não arriscar), e vale preta, cinza chumbo ou mesmo cor da pele (um tonzinho abaixo do tom da pele mesmo fica bem elegante). As bolsinhas são míni, em metal, acrílico, couro de animal ou outro material-de-feshta. Pode usar jóia-jóia ou acessório bem rico, bem sofisticado. E pra se proteger do frio vale usar cardigan liso e bem fininho, mantinha fina de cashmere ou casacos 7/8 elegantes. Vestidos na altura dos joelhos são sempre nosso primeiro pensamento, ou saias e blusas leves, bem chiques. Make e cabelo merecem atenção especial, néam?!??
BLACK TIE (ou “tenue de soirée”) festas mointo glamurosas, tipo a entrega dos Oscars
Relaxa que esse é o dresscode mais fácil de fazer e o mais difícil de aparecer (de verdade) num convite. Só mega festonas exigem isso aqui: vestido longo (não é obrigatório, mas…), sapatos forrados em tecido ou metalizados, com pedras e brilhos, micromicro bolsinhas em tecido ou metal, jóias de verdade (ou bijus mointo finas), cabelón e make especiais. Vale saia longa com tops bem sofisticados ou tricôs finíssimos, bordados, preciosos. Vale vestidón inteiro lustroso ou em renda, com transparências discretas e mointo tecido na saia (adouro). No frio pode coordenar o vestido com estolas finas em pashmina, cardigans super refinados (em sedinha é bom) e até casaquinhos e estolas de pele (sem polêmica, gente, tem pele sintética aos montes por aí). Os “coordenados” – estolas e casaquinhos, sapatos e bolsas – não precisam ser super combinandinhos, tipo iguais, mas têm que acompanhar com harmonia.