18.
nov.
09.

LILIA CABRAL CHIQUÉRRIMA EM VIVER A VIDA

publicado por: Fernanda

Aproveitando a sequência bafônica da novela Viver a Vida (viu?), a gente queria comentar o figurino da Lilia Cabral. A personagem dela, Tereza, tá sempre de calça largina, tipo pantalona, camisas (ou equivalentes) super originais, com cortes modernos, cintura marcada (muitas vezes por faixas tipo obi!) e rasteiras incríveis. O caimento solto é sempre elegante quando em cores sóbrias, neutras, opacas. E tecidos finos mas naturais, de qualidade, garantem que o look soltão não tenha cara de desleixo. Daí que essa fórmula tá super linda na tela da TV e vale a repetição na vida real!

tereza

O acessório que marca a cintura pode sempre ter um super impacto, pode acrescentar textura ou toques étnicos ao look. Dependendo dos tons e cores escolhidos pra cada uma dessas peças, a fórmula vai ao trabalho (especialmente no calor!!!), estica pra balada, confirma o conforto do fim de semana. O segredo pra sofisticar – direto dos looks estudados da Tereza! – é escolher complementos ricos: brincos colares anéis broches podem ser caros ou podem ter aparência sofisticada. Tudo bem ter brilhinhos até, peças soltas feitas em algodão, sedinha e linho fino compensam e equilibram. Rasteiras com pedras, tecidos finos e com cara de festinha completam o look com a bolsa mais imponente que todo mundo tiver!!!

1.
out.
09.

A FIGURINISTA DO FILME DA CHANEL

publicado por: Fernanda

O filme “Coco antes de Chanel”, que conta da vida da power estilista desde cedo, estreou na semana passada lá fora (ansiedade pra ver!!!). E a figurinista do filme, que chama Catherine Leterrier, deu essa entrevista deliciosa (e cheia de fotos lindas!) falando do medo e do encantamento de recriar não só o que a Chanel usou, mas também o que ela inventou! Diz que quando ela foi pesquisar como a Chanel era quando mais jovem, ela se deparou com uma superstar – mesmo antes de ser famosa. Tipo as contemporâneas Jeanne Lanvin e Madeleine Vionnet eram desingers maravilhosas e tals mas ninguém queria ser como elas. Mas a Chanel criava desejo com tudo que ela própria usava, todo mundo ficava de olho – não é demais isso?

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Mais: diz que ela sempre quis ascender socialmente mas que nunca quis copiar o que as moças mais ricas usavam – ela achou um jeito só dela de chamar atenção, o sonho dela era ser copiada (”ela era sua própria musa”). E que a diretora do filme, Anne Fontaine, pediu que a Chanel (interpretada pela Audrey Tatou) sempre fosse diferente – então ela tinha figurinos masculinos pra quando todo mundo tivesse feminino, ou figurinos claros quando tava todo mundo usando escuro! Read more

24.
dez.
08.

filmes fashion de vida real

publicado por: Fernanda

É semana de férias, amigos. Bom pra ir mointo ao cinema pra ver tudo novo, ou pra alugar dvds e rever nossos filmes preferidos. E programa de férias também pode render inspiração: tem um monte de figurinos que rendem idéias de looks pra vida real. Tudo bem, às vezes inspiram, outras só fazem sorrir (vale, né?!??).

Minha experiência pessoal com figurinos pra vida real começa com ‘Clueless’ (As Patricinhas…). Eu já saí do cinema com vontade de ser a Cher, de só usar micro sainhas e xadrezes (existe xadrzes?) e cardigans e sapato boneca. Consegui durante um tempo (adaptando pro calor de frente pra praia!), e depois disso as situações “quero ser essa personagem” só se repetiram, se repetem até hoje. Que eu assisti a versão adolescente de ‘Ligações Perigosas’, ‘Cruel Intentions’, e entrei em crise de identidade: não sabia se queria usar vestidinhos pretos justinhos pra ser a Sarah Michelle Geller, super vilã, ou se queria usar shortinho branco e malha lilás pra ser a boazinha Reese Witherspoon. E um tempão depois eu ainda tinha vontade usar esses looks ‘patricinha combinandinho’, bem com tudo certinho, tudo no lugar, bem Winona Ryder em ‘Mr. Deeds’.

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margot tenembaum, winona ryder em mr. deeds, sarah michelle geller em cruel intentions e amanda peet em a lot like love: adoro todas

Fora da ordem cronológica, um dia eu assisti ‘Os Excêntricos Tenembaums’ e desde então sonho usar vestidinhos polo da Lacoste e mega casacos de pele por cima, como se fosse a coisa mais normal desse mundo (e não é?!??). Que Margot Tenembaum é tudo, não? Tipo ícone fashion instantâneo. E quando Amanda Peet usou, em ‘A Lot Like Love’, a combinação teninhos + saia + moletom, eu fiquei uns 6 meses só variando cores e formas dessas mesmas peças pra ver se Ashton Kutcher também me curtia. =)

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amélie poulain, miranda july, claire danes (a shopgirl em si) e olive hoover, a little miss sunshine: mais fofas impossível

De ‘Shopgirl’ eu herdei a vontade de ter sempre um arzinho vintage, uma coisa “uso o vestido da vovó e ainda assim sou moderninha” (ainda não consigo!). De ‘Fabuloso Destino de Amélie Poulain’ e de ‘Me and You and Everyone We Know’, da sensacional Miranda July, eu ganhei ânimo pra inserir cores coloridas nos looks de todo dia, pra vida toda (essa eu consigo!) – quem também ensina a usar cores coloridas é a Olive de ‘Little Miss Sunshine’, com seus rosas e vermelhos super doces. Agora é aproveitar a programação dos cinemas nas férias e registrar novas vontades. Quem sabe, né?!??

Tamos de férias, amigos! Esse post foi escrito há um tempão e programado pra reaparecer aqui desde antes! A gente explicou essa “programação piloto-automático” aqui, ó! ;-)

2.
jul.
08.

truques de estilo em novelas

publicado por: Fernanda

PORQUE QUEM MAIS SABE DE ESTILO NO BR É FIGURINISTA!
para a 17ª edição da revista Catarina

Por mais que se diga que figurinos são inspirados em gente da vida real, gente como a gente, o que se usa nas ruas desse Brasilzão é mointo ditado pelas novelas que a gente assiste. Na novela a gente vê a roupa vestida num corpo com tamanho real, diferente dos corpos magrinhos das modelos em editoriais de revista. Na novela a gente vê a roupa emoldurando uma personalidade, que não tem como se envolver nos conflitos e bafos das personagens com quem a gente se identifica. E não tem pra onde fugir, a gente é noveleira meeesmo: todo mundo curte uma novelinha, ou já curtiu. Não é?!??

O jornalista de moda Mario Mendes uma vez disse que, aqui no BR, “estilistas falam com seis pessoas e as novelas falam com seis milhões”. Então, se a nossa cultura de moda ainda tá se moldando como cultura (na nossa visão super mega otimista) e se as grifes que a gente conhece como autorais, como moda mesmo, ficam restritas à uma pequeniníssima parcela de população – quase sempre moradora dos Jardãns, em São Paulo – então as figurinistas são as maiores lançadoras de tendência no mercado de moda brasileiro. E não só isso: elas são ‘as donas’ das vontades fashion das massas, mestras em transformar tendência em roupa pra mulher de verdade.

Nossas figurinistas hoje são orgulho nacional, visto que o trabalho delas em novelas ajuda a construir um super produto de exportação – o mundo inteiro tem olho esticado para as produções da Globo (a gente sabe que tem novela em outras emissoras, mas nenhuma alcança as globais em qualidade e atenção, néam?). E tem que estudar mointo pra fazer o nosso olho brilhar: são elas que traduzem tecidos, formas, modelagens, detalhes e idéias da hora em tudo que suas personagens usam. Por isso elas são tão fashionistas quanto os próprios fashionistas: frequentam desfiles em semanas de moda no mundo todo, pesquisam todo tipo de arte, conhecem inovações tecnológicas em tecidos e acabamentos e são, quase sempre, super fluentes em história!

Rapidinho e mesmo fazendo pouca força a gente lembra de mil figurinos marcantes de novelas: tem as clássicas meias de lurex de Júlia Matos (Sônia Braga) em Dancin’ Days, tem as meias compridas e as sainhas em xadrez usadas pela Lisa (Andréa Beltrão) em A Viagem, os tops/maiôs engana-mamãe da Bebel (Camila Pitanga) em Paraíso Tropical, as indefectíveis micro-saias da Darlene (Deborah Secco) em Celebridade – mesma novela que fez todo mundo querer usar terninho branco por conta da elegância da protagonista Maria Clara (Malu Mader). Gostando ou não, achando bonito ou não, isso tudo super aconteceu na rua, em volta da gente. Alguns desses looks aconteceram beeem mais perto, nos nossos armários mesmo – confessa você também!

O texto continua, com vídeos das nossas personagens-bafo favoritas: viúvia Porcina, Jade, Paula Moretti e Safira. Clica aqui pra continuar leeeeeeendo! =)

6.
jun.
08.

oficina de estilo e SATC no guia do estadão

publicado por: Fernanda

Hoje é dia de estréia de ‘Sex and the City’, né, minha gente? Tamos as duas de ingresso na mão pra ver o filme que a gente mais quer ver desde ‘Diabo veste Prada’. Por conta da nossa expectativa declarada aqui no blog há tempos, a Taís Caramico do Estado de SP perguntou se a gente queria comentar alguns looks das personagens de SATC pro guia desse jornal. A gente amou, ficou feliz e respondeu tuuuuuudo – mointa coisa, mil perguntas, mil pensamentos aqui pra falar do melhor jeito do nosso amor pelo filme. E a matéria saiu hoje! A gente resolveu postar aqui as fotos e a íntegra das nossas respostas sobre cada uma delas – essa (e só essa!) foi a nossa participação. Porque no guia fica editado e sai bem diferente e no fim, né gente, não fica tããão do jeito como a gente pensou que ia ficar. Mas tudo bem, tá tudo aqui. E depois de ler, bora todo mundo pro cinema!

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A moça que fez as perguntas pra gente contou que a matéria ia “sugerir looks bacanas para as pessoas usarem” e “mostrar looks que não consideramos bacanas por algum motivo, mas que podem ficar legais se algo ali for mudado”. A gente teve dificuldade pra achar elementos “não bacanas” nas fotos que a jornalista mandou, mas procuramos ver o lado engraçado da coisa e pensamos no que traria cada look mais pra perto da vida real. Tipo “tá tudo óóótemo mas a gente queria repetir no nosso armário”! Que Patricia Fields, figurinista do filme, é rainha absoluta nessa Oficina, néam? O resultado foi esse aqui:

foto 1: A gente ama a coordenação de cores que a Samantha tá usando, pink e laranja, e super acha que dá pra reproduzir na vida real. O que torna o visual dela difícil de reproduzir é o excesso de acessórios. Como o decote um ombro só já chama bastante atenção, o ideal é acompanhar com brincos mais discretos e não usar colar. Muito menos os dois juntos, né?!??

foto 2: Esse visual é complicado pra vida real porque tem muita informação e acaba dando certo só na tela mesmo. E só numa personagem sexy e chamativa como a Samantha! O vestido é super justo, tem estampa, tem cinto e bolsa colorida, mega colar e ainda chapéu, ufa! Uma lição de estilo super bacana que a gente pode tirar desse look é que estampa em tons neutros fica super bacana com acessórios coloridos. Se ela estivesse só com o vestido estampado e com a bolsa amarela, a coordenação tava super boa pra vida real!

foto 3: Esse look (da Carrie) é incrível e super atual. Pra quem não é Carrie Bradshaw mas amou essa coordenação, vale substituir a meia 7/8 por uma meia-calça de perna inteira. A combinação de cores é ótema e a mistura de estampas em cores neutras ficou bem chique.

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foto 4: Dá pra se inspirar no look da Carrie trocando a camisetona por uma camiseta mais sequinha e trocando a meia 7/8 por uma meia-calça lisa, em cores neutras como preto, cinza-chumbo ou marrom-café. O look da Miranda ia ser beeem mais usável sem a bota branca por fora da calça: uma sapatilha de cor clara ia ficar ótema!

foto 5: A flor enorme pode super ser substituída por um broche menor, em formato de flor ou não. E o vestido branco drapeado só fica legal em quem é bem magrinha, tá bom?!??

foto 6: Esse vestido-bailarina – célebre – da Carrie é bem difícil de usar na vida real, porque faz parecer que quem usa tá indo se apresentar no Municipal! Se fosse feito em cor escura e neutra, tipo chumbo, petróleo ou mesmo preto, até dava pra usar numa festa. Mesmo assim, tem que ter mointa personalidade pra “carregar” sem parecer fantasiada!

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foto 7: O look mais difícil dessa foto é o da Carrie. Pra usar na vida real, o vestido podia ter menos volume nas mangas (ou não ter mangas!) e o sapato-abotinado escuro, usado sem meia-calça, acaba encurtando as pernocas. Como a maioria das mulheres já tem a perna mais curtinha, o ideal seria usar sapatos assim com meias escuras, que acompanhassem a cor do sapato pra não “cortar” a silhueta. Ou usar sapatos desse modelo em cores claras, mais próximas do tom da pele.

Então, gente. Nesse texto da Carol Vasone pro UOL tem mil links com mais coisas sobre SATC e tem essa super galeria de fotos do filme. E aqui tem a capa do guia do Estadão e aqui tem, de novo, a gente declarando AMOR por Sex and the City. Pra não ficar dúvida!

24.
mar.
08.

as mulherzinhas de cashmere mafia

publicado por: Fernanda

A gente tá adorando a imagem de mulherzinhas maduras que a moda tá apresentando nessa temporada. E a gente adora figurinos que inspiram looks pra vida real – quem não? Junta essas duas coisas e a gente tem Cashmere Mafia, essa série mais ou menos nova da TV americana que já já deve chegar aqui no BR – tem mil pedaços no YouTuba. A série conta do dia-a-dia de quatro amigas da faculdade de admininstração (business school – tipo isso, né?) que são super parecidas com as quatro amigas de Sex and the City, mas ao mesmo tempo super diferentes. A gente ama todas. =)

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As quatro amigas retratadas em Cashmere Mafia se chamam Mia, Caitlin, Juliet (minha favorita) e Zoe. Mia trabalha numa editora poderosa de revistas, Caitlin trabalha numa empresa de maquiagem super poderosa, Juliet trabalha numa rede poderosa de hotéis e Zoe também tem um trabalho poderoso, mas que a gente ainda não identificou qual é (negócios poderosos, gente). Todas são beeem poderosas e ganham salários que justificam todo o luxo que vestem – que não dava pra acreditar que a Carrie comprava aquela infinidade de sapatos do Manolo Blahnik com salário de colunista de jornal, né? Essa é uma super diferença entre as duas séries: em SATC a gente via as moças bem mais que suas vidas profissionais, e em CM a vida profissional das protagonistas é tão importante quanto elas mesmas – e não é assim na vida real também?

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Cashmere Mafia e Sex and the City ainda compartilham a mesma figurinista: a Patricia Field, gênia, é a responsável pelo que todas essas moças vestem. E dá pra ver personalidades diferentes através dos figurinos, mas com uma imagem comum de feminilidade e segurança – as personagens usam mais formas e cores do que estampas ou detalhes pequenos, e o efeito só com esses elementos é super forte e impressionante! Mais: todo mundo usa muito cinto, o tempo todo – se é pra ser feminina, marcar a cintura é o que há de mais eficiente! Presta atenção em como a moda é mesmo figurino da história, tudo acontecendo ao mesmo tempo! A gente vendo imagens de mulherzinhas maduras em desfiles, em figurinos, no comportamento de todo mundo em volta e nas nossas próprias vontades!

Mais de figurinos de séries aqui no blog:
desperate housewives
donas de casa desesperadas
ugly betty
gossip girl

20.
dez.
07.

gossip girl: figurinos e personalidades

publicado por: Fernanda

Mais de fashionismos na tv: quinta é dia de assistir Gossip Girl pra quem tem o canal Warner! A coisa toda funciona na região mega power poderosa de Manhattan, entre adolescentes bem nascidos e cheios de bafos pra resolver entre si. As melhores amigas Serena e Blair são também bem inimigas (ahãm) e envolvem o povo todo nos barracos delas – tipo a Serena é do bem e a Blair é do mal. Tudo que acontece é postado no blog de uma misteriosa “gossip girl” e todo mundo fica sbendo de tudo. No fim, todas as personagens são tããão estilosas que as confusões são o de menos.

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Que pelos figurinos já dá pra saber muita coisa de cada uma das protagonistas. Começa com a Blair-morena e a Serena-loira, e os cabelos ainda vão dizendo mais: o da Blair é sempre impecável, contido, mantido sem nenhum fio fora de lugar por tiaras in-crí-veis; o da Serena é ondulado, às vezes com cachos até, esvoaçante, livre – e sempre que tá preso tem mechas soltas, caídas, bem ‘não to nem aí’. Tá entendendo? E o figurino anda pelo mesmo caminho. A Blair usa mais cores escuras e neutras: tem muito marinho e preto e branco e coordenações clássicas desses três tons; os tecidos são mais estruturados e os cortes mais retos e duros. A Serena usa muitos metalizados e cores quentes e neutras tipo marrom, caramelo, beges, creme, vermelho; as peças são mais soltas e molinhas e tudo é mais assimétrico, menos retinho – até as bolsas de uma são super duras e da outra são super molengas!

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E se os figurinistas mais badalados do showbiz usam esses elementos pra construir personalidades de personagens – e super funciona! – imagina se a gente se esforçar um poquinho pra pensar nisso na hora de se vestir?!?? Não é uma delícia saber direitinho o que usar pra comunicar de verdade quem a gente é?!?? Que na vida real a coordenação desses elementos (todos!) pode transmitir na medida exata a nossa personalidade mais expansiva ou mais discreta, mais flexível ou mais assertiva, mais conversadeira ou mais quietinha… mesmo em momentos em que a gente esteja se sentindo de um jeito ou de outro, né? Tipo mais amiguinha ou não querendo conversa, ou querendo brincar ou querendo parecer mais séria… sabe?

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A série ainda dá um monte de outras dicas de ’styling pessoal’ quando mostra as intervenções das moças no uniforme da escola: elas acrescentam lenços, bolsas amazing, casacos em proporções inusutadas e meias cheias de textura às peças básicas que têm que usar na escola e assim conseguem looks inacreditáveis. Tudo sempre mointo chique e elegante que as meninas são finas, tá bom?!?? Presta atenção que as meninas-protagonistas já estão aparecendo bem na vida real também: a Serena é a Blake Lively e a Blair é a Leighton Meester. Hoje à noite tem (toda quinta tem) e no YouTube também tem, quer ver?

21.
ago.
07.

donas de casa desesperadas

publicado por: Fernanda

A gente a-do-ra séries de meninas. E é um exercício assistir figurinos tipo os de Sex and the City e mesmo os de Desperate Housewives, sobre os quais a gente já escreveu (bem no comecinho do blog! Clica pra ler que é uma delícia – mesmo!). Por isso deu vontade de ver o que ia acontecer com a versão brasileira/argentina da série, que estreou há pouco na RedeTV, com o nome de Donas de Casa Desesperadas (ãhn?!??). Sofrível é a palavra, amigos. Dá pra saber mais aqui.

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Que as donas de casa originais contam com uma direção de arte que acrescentam infinitas lições de identidade à diversão: “os cenários têm cores bem marcadas – a casa da Mary Alice, onde seu filho e seu marido ainda vivem, é a mais cinza de todas! – e as personagens tem estilos bem definidos pelo que vestem: a Gabrielle é a glamourosa do grupo, a Lynette é a natural/esportiva, a Susan é a feminina (e menos ‘estereotipada’) e a Bree é a elegante. Todas usam tecidos e modelagens bem características de cada um desses estilos e é uma delícia ver como em cada situação elas variam seus temas, sempre de um jeito coerente! Gabrielle vai à corte depor a favor de seu marido com o tailleur mais justo e curto do mundo, Susan se prepara para um encontro com um vestido vermelho ajustado, Lynette vai do parque com as crianças à jantares na casa da Bree sempre com peças confortáveis e soltas… e Bree Van de Kamp, quando recebe a notícia da morte de seu marido, volta a lustrar a prataria com cuidado pra não sujar seu suéter cor-de-rosa, sem um fio de cabelo fora do lugar!”

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A versão brasileira, por sua vez, se esmerou em copiar milimetricamente todos os detalhes da produção americana e conseguiu, além de pasteurizar toda essa graça, descontextualizar as donas de casa da realidade que elas querem influenciar: não parece Brasil, essas casinhas não funcionam aqui, essas ruas são muito de mentira. As atrizes foram escolhidas querendo sugerir alguma equivalência às atrizes americanas, o que não deixa a gente com outra opção a não ser comparar e preferir as americanas. Ninguém fala natural, as falas não são naturais e soam quase como dubladas (às vezes são dubladas meeesmo!). No fim, dá uma impressão horrorosa de pobreza e falta de sensibilidade. E os figurinos não têm graça. Nenhuma. (E podiam ter, né?!??) =\

Pra completar, o Mike Delfino (a real graça da série!), na versão brasileira é super gay. A gente se divertiu com a performance do ator, mas no geral não curtiu (assisti com amigos queridos – e ‘chics’!). Quer ver você também? No vídeo tá a primeira parte do primeiro episódio, e as outras estão aqui, aqui, aqui e aqui. Try to have some fun.

28.
jul.
07.

“brás no horário nobre” e em versão desfiles

publicado por: Fernanda

Tá na Folha de SP: o Brás vai “fornecer roupas” para os figurinos das novelas da Globo. Faz super sentido – o que tá na rua, o que reflete melhor o que o povo tá usando, é mesmo o que sai de lá, não? Tipo “circle of life”, tipo a TV se alimentando na mesma fonte que sacia o desejo despertado por ela mesmo. Emilia Duncan, figurinista super respeitada, disse à Folha que “o figurino de TV tem algo de antropológico e deve ser aberto e sem preconceitos. O Mega Polo Moda (mega shopping no Brás) é muito interessante, porque dispõe de um leque extenso de opções”.

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o descolex fez post contando do sucesso de vendas (e da satisfação de quem compra!) de peças inspiradas no figurino da bebel. tem números e depoimentos e tudo! quer ver?

No mesmo texto o Alcino conta que a partir de segunda-feira começa a terceira edição da ’semana week de moda fashion’ do bairro. “Serão quatro dias de desfiles de 283 grifes -com a apresentação de 1.415 looks! Dada a quantidade de marcas, cada uma vai mostrar apenas cinco peças, escolhidas por Alexandre Duarthe, consultor de marketing de moda.” Diz que é como fazer uma SPFW por dia, em volume de marcas. Mega grande. A gente provavelmente voi ouvir falar nos próximos dias e vai querer falar também, né? Let’s see.

18.
jul.
07.

winona na capa da vogue e em figurinos

publicado por: Fernanda

Adooooro: quem tá na capa da Vogue América de agosto é a Winona Ryder! Super aval de perdão (pelo menos da Anna Wintour), depois do bafo das roupas na sacola de um jeito suspeito, há 6 anos. E não tinha jeito melhor de ser aceita de volta pela supe rmega editrix, que a WR tá maravilhoooosa na capa da revista, num vestido verde incrível do Marc Jacobs. A atriz tá na capa porque essa é a “age issue” da revista – e ela, com 36 anos, é mais bacana que um monte de jovenzitas, né? – e porque tem 3 filmes dela pra sair.

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Apesar de amar “How to make an american quilt” (”Colcha de retalhos” em portugês!), “Reality bites” e “Minha mãe é uma sereia” (com a Cheeer!), meu figurino preferido de Winona Ryder até hoje é o de “Mr. Deeds“, em que ela faz a namoradinha má e depois boazinha do Adam Sandler. O filme é meio uma bobagem, mas o figurino dela é super vida real, tipo uma versão comportada do universo do Marc Jacobs: ela usa muita muita muita saia junto com casacos tipo paletós curtinhos ou capinhas 7/8, sempre em tons neutros (tudo aqui embaixo). Acho até que lembra um pouco o figurino de “Shopgirl“, sem a vibe vintage – adoro também!

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Mas o figurino mais referência, não só de Winona mas do filme em si (eita, érika!), é o de “Época da Inocência” (”Age of Innocence”- é isso mesmo em portugês??). Super recomendado em todas as aulas de história da moda como retrato bem fiel e super bonito do tempo em que a mulherada usava vestidos que super cobriam tudo, espartilhos, chapéuzinhos e e tals. Tipo tem que ver.

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Anyways, na revista vai ter matéria com ela contando coisas tipo o que tava acontecendo na vida dela antes do bafo do ‘roubo’ e como foi com a mídia logo depois, como foi com a família dela e como está agora a relação dela com meninos e planos sentimentais pro futuro. Tem mais “prévia” aqui.

A Oficina


A Fê e a Cris são personal stylists de gente da vida real e dividem, aqui no blog, tudo que aprendem nesse trabalho.