• E esse novo programa de moda do GNT, o Tamanho Único, alguém assistiu? Quem apresenta é Chiara Gadaleta, diz que tem foco… em moda pra vida real (rá!). Clica no Novidadeiras pra saber mais – e conta no comentário se assistiu, se tem notícia, se é legal de verdade (tem tudo pra ser, né?!??).
• Pra colocar na agenda desde já: o Pense Moda, top evento bom de discussão de tudo pertinente ao nosso mercado, já tem data pra acontecer – e tem um twitter sendo atualizado desde agora!
No Filme Fashion tem vídeo novo do programa Garden Girls, em que a Alexandra Farah recebe a cada semana um convidado-fashion pra bater papinho. Agora tá no ar o vídeo com o Garden Girls que recebe Giovanni Frasson: ele é editor de moda da Vogue há 20 anos e não é pouca coisa comandar a moda da revista de moda mais importante do país (com todos os seus ‘porém’s). Desses vinte anos sobram histórias e insights, e no vídeo o power-editor conta como começou na moda (e aí a gente tem uma super contextualização – incrível – de como eram as coisas no nosso mercado tempos atrás, tipo no comecinho dos anos 80!); conta bastidores da profissionalização do mercado de modelos aqui no BR, falando de nomes como Ira Barbieri, Fabiana Saba e Denise Cespedes (antiiiigas!); conta que a Carine Roitfeld (editora da Vogue Paris) aprendeu muito disso de sensualizar as imagens com o trabalho que fez com a Zoomp aqui no Brasil (!!!) e mais. Super vale a pena – vale a pipoquinha e a coca-cola do lado e tudo, que o programa dura uma hora e cada minuto é mais legal que o último. Recomendadíssimo! ;-)
Todo mundo já viu o trailer do filme da Chanel com Amélie Poulain fazendo a Coco em si, eu sei. O post então serve pra abrir um abaixo-assinado informal, pedindo pra Alexandra-nossa-musa-Filme-Fashion armar uma “sessão antes da hora” pra quem tá ansioso pra assistir desde djá! Quem sabe assistindo ao trailer de novo e de novo a gente não vai acalmando – e assinando e assinando, que quando tiver lotado de assinaturas (nos comentários, gente, colabora!) eu vou mandar tudo pra ela. E dedinhos cruzados, que quem não chora… né?
Mais: eu to obcecada por uma camisetchinha listrada em preto e branco ou – MELHOR AINDA! – em marinho e branco, tipo a que Amélie/Coco usa no 1:11 do trailer. Quem souber onde tem (aqui em SP, online ou em loja que mande por sedex!) me avisa nos comentários, por amizade?!?? Eu queria de algodão fininho – e se achar antes de ter sugestões-amigas eu conto aqui. Boa semana pra gente. ;-)
E a gente não para de ver coberturas legais do Fashion Rio: o site da Lílian Pacce, com layout nov (e super bonitão!), tá abastecidíssimo de gente nas primeiras filas, bastidores, entrevistas da própria Lílian e mais (info valiosa!); o About Fashion tá fazendo aquelas resenhas ótemas que a gente ama desde sempre; o site-carioca Modices tá recheado de fotos de streetstyle/do povo que tá por lá assistindo desfiles e o FilmeFashion tá cheeeeeio de vídeos e de boletins da Ale Farah sobre tudo dos desfiles, das roupas, do evento. Não tem desculpa pra não saber de tudo tudo tudo! ;-)
A Oficina vai entrar de férias!!!! Ebaaaaaaaaaaa!!!! E a gente não vai deixar ninguém abandonado por aqui, viu!?! A partir de segunda (22.12) até comecinho de janeiro (04.01) a gente vai republicar posts que a gente AMA e que acha que vale a pena ler de novo!!! São conteúdos preciosos e que a gente sempre volta pra dar uma olhadinha e relembrar.
Quem acompanha esse blog sabe que a gente é fã da Alexandra Farah e do trabalho dela. Enquanto todo mundo tem um blog (e um flickr, e uma conta no youtuba, no máximo), Alexandra atualiza todo dia DOZE sites através do que posta no Filme Fashion – e não é por vaidade, é por que acredita no serviço: tudo que ela faz tá registrado em vídeo, em foto, tá disseminado em redes sociais e atualizado em tempo real. Com Alexandra ninguém fica de fora de nada, ela leva a galhera pra participar de tudo, de perto, junto com ela (e com as câmeras e com todo mundo de legal que trabalha com ela). O espaço que todo mundo de blog tem hoje foi ela quem abriu. Co-la-bo-ra-ti-va-men-te, na essência. Então, amigos, a gente precisa homenagear: aproveita a promoção (!!!), clica aqui e vota no Filme Fashion como blog fashionista do ano, pra premiar o trabalho dela 12 vezes de uma vez.
Se em vez de ir lá no Chic, que é quem promove esse prêmio, você quer votar direto no Filme Fashion via email, faz assim, ó: clica aqui, copia BLOG FASHIONISTA DO ANO: FILME FASHION no corpo da mensagem, manda o email e torce com a gente. Valendo! ;-)
No ano passado foi assim também, e a gente ficou feliz de ver que a eficácia do Pense Moda é real e se estende super, mesmo depois do evento ter acabado. Na primeira edição teve uma chuva de textos bons pra ler, resultado das reflexões propostas pela programação que a gente assitiu. Nessa segunda edição não foi diferente: algumas questões colocadas lá estão se desenvolvendo até agora, nos blogs que a gente mais curte e respeita. Aliás, um bom complemento (esse daí) pra mesa de discussão sobre novas mídias: enquanto no palquinho não se falou tudo que tinha pra se falar – por melindre, por preguiça, por medo ou qualquer outro motivo, na blogolândia a conversa tem acontecido de jeito aberto, fundamentado e em forma de diálogo (mesmo! com perguntas e respostas!) – e essa não é uma das contribuições do “formato blog” para a moda em si (!!!)?!??
A conversa passa pelas revistas e pelo seu modo de fazer. Os blogs Moda sob Medida (da Renata Piza, jornalista da Elle), Hypercool (do Sylvain Justum, colaborador da Vogue, da Wish e de mais), Fora de Moda (do Ricardo Oliveros, editor de moda da Playboy), 1988 (do Romeuuu, editor da U_Mag) e Estilo Quem (da Denise Dahdah, editora de moda de Quem Acontece) escreveram sobre isso com muita muita propriedade. Mercado editorial não é a nossa praia e a gente já fez comentários em todos esses textos. Sem comentar muito mais, a gente é da opinião de que ‘falta de tempo’ e ‘obrigação de vender cem mil exemplares’ não é desculpa pra não ser criativo/original, não exercitar estéticas diferentes, não experimentar o novo. E olha, pelo que foi falado no Pense Moda e até depois, via email anônimo, tem editoras sendo injustiçadas por aí, sendo negligenciadas, não ouvidas: porque elas tão sempre certas, né, obedecendo o mercado e não o seu propósito como editoras, e suas equipes nunca são criativas ou profissionais o bastante. E ai de quem contestar, esses é que tão errados. Então a gente continua aqui quietinha, só consumindo o refluxo das filiais estrangeiras dessas revistas, bem felizinha. (Sugestão pro ano que vem: o PM podia reunir essas editoras e suas equipes de colaboradores pra conversar com todo mundo, não? A Renata Piza sugeriu pautas ótemas, super pertinentes.)
Sobre blogs de moda, a conversa começa por querer definir o que é um blog. Tem texto no blog Dus Infernus (de Vitor Ângelo) tratando da definição de blog – e a gente defende a importância de se discutir a essência pra se aprofundar no que se faz. Tem texto-resposta no Caminho Dourado (de Jorge Wakabara) – e a gente concorda super que os blogs de música contribuíram/contribuem ativamente para que sua indústria evolua, e que os blogs de moda, aqui no BR, ainda não têm esse alcance (ou esse interesse, ou essa força). No Filme Fashion tem comentário (da própria Alexandra Farah, musa das novas mídias em moda) que diz que “blog legal tem que dar serviço, tem que ser útil”, e a gente mega hiper concorda. No blog O Avesso do Espelho (da queridíssima Tati Rodrigues) tem post chamando atenção para o fato da “balança da moda ser cravejada de cristais swarovski”, e desse tanto de brilho pesar (e ofuscar) a mais – a gente concorda bem com isso daí. E a maior concordância de todas é a pluralidade de razão dessa conversa: não tem uma verdade absoluta, não tem uma opinião certa e outra errada, todo mundo tem questões válidas.
“Quando dizemos: uma mesa, quando pronunciamos o nome de mesa, quando formamos o conceito de mesa, designamos sempre apenas essa mesa aqui ou nos remetemos realmente a uma entidade mesa universal que fundamenta a realidade de todas as mesas particulares existentes? A idéia de mesa é real ou pertence apenas ao nosso espírito? Nesse caso, porque certos objetos são semelhantes? É A LINGUAGEM QUE OS AGRUPA ARTIFICIALMENTE E PARA A COMODIDADE DO ENTENDIMENTO HUMANO EM CATEGORIAS GERAIS, OU EXISTE UMA FORMA UNIVERSAL DA QUAL PARTICIPA TODA FORMA ESPECÍFICA?” Esse é um trecho do romance que a Cristi tá lendo agora, chamado “A elegância do ouriço”, de Muriel Barbery. Tudo a ver, não?!??
Sobre a quantidade de gente, o preço da inscrição, o interesse do próprio meio da moda e mais, a Camila Yahn (uma das idealizadoras do Pense Moda) escreveu com propriedade no seu blog (rá!) e a gente concorda com tu-do. Ela citou o diretor de cinema Heitor Dhalia, que, participando de uma mesa no primeiro dia do evento, falou que a gente aqui no BR se acha tão legal (em tudo) que não se aprofunda, que se contenta com um (suposto) hype e deixa de estudar, deixa de se esforçar pra ser melhor – tá tudo no vídeo aqui em cima. É um recado bom, válido pra todo mundo (pra gente, inclusive!).
Tamos agradecidas pela oportunidade de participar desse evento, de conversar com gente tão inteligente, de aprender coisas novas e de exercitar pensamento e opinião. E que venham mais discussões, até que o Pense Moda do ano que vem aconteça. =)
Para nós que a-m-a-m-o-s a internet, a palestra sobre a explosão dos blogs na imprensa contemporânea foi uma das mais aguardadas. E valeu a pena esperar (pode sentar que o debate – e este texto – renderam). Assuntos (e polêmicas) que interessam a todos nós foram levantados, discutidos e, por vezes, não resolvidos – pra gente levar pra casa, pensar e concluir por si. Participaram: Fernanda Resende (Oficina de Estilo), Laura Artigas (Moda Pra Ler), Maria Prata (Prataporter), Ricardo Oliveros (Fora de Moda) e Victoria Ceridono (Dia de Beauté). O mediador foi Paulo Borges.
A GRANDE questão em pauta: os blogs vão acabar?
NÃO – em coro (acrescentado da platéia pela blogueira de peso Alexandra Farah, do Filme Fashion). Assim como o rádio não acabou depois que inventaram a TV e nem essa sumiu do mapa depois que conectaram todo mundo pela internet, o blog não vai morrer. Pode (e possivelmente vai) sofrer algumas modificações, mas não há twitter na face da Terra que substitua a consistência da opinião relevante de um blogueiro. Algumas mudanças, alías, já começam a surgir: os blogs se consagraram por serem manifestações autorais em 1ª pessoa e sempre mantiveram a liberdade de seus redatores, por não dependerem de nenhum tipo de editoria. Entretanto, já há algum tempo, blogs em 3ª pessoa (como os de empresas privadas, por exemplo) começam a aparecer. Daí nasce outra grande questão: eles continuam sendo blogs a partir do momento em que não refletem mais a postura e a opinião individuais de um autor? Bem, esta foi uma das colocações que a gente vai levar pra casa pra pensar e concluir por si mesmo… Na mesma linha de raciocínio, o que acontece com um blog quando ele é linkado dentro de um grande portal? É possível manter sua autonomia? Todos os blogueiros da mesa, unanimamente, acreditam que sim. Questionam, neste caso, os leitores conquistados por este espaço – são os mesmos leitores cativos e fiéis ou são leitores que chegam a estes blogs por acaso (somente porque foi divulgado no portal) – e por isso não estabelecem diálogo nenhum com a blogolândia? Mais uma vez a postura da mesa foi unânime em concordar que esse tipo de leitor não é o leitor-blogueiro. É somente casual e, enquanto casual, não se mostra relevante para o diálogo.
Parênteses da Tati: (Ok, muitos destes leitores podem ter chegado a estes blogs por acaso, mas, de algum jeito, TODOS os leitores de todos os blogs chegaram até eles por acaso. O maravilhoso da internet é justamente isso – você pode, sim, descobrir coisas sem intenção. Mas se acontecer a identificação, de leitor casual qualquer um pode se tornar leitor-fã-de-carteirinha. E a partir daí o diálogo se estabelece e se fortalece).
Vitor Ângelo, outro top blogueiro dus****infernus, também se manifestou da platéia, pontuando que a moda é a individualização imagética do ser humano frente à sociedade em que vive, ao passo que os blogs são a instância última de individualização do ser humano na internet. Por isso a união blog+moda deu (e dá) tão certo. Além disso, outra concordância geral foi a de que os blogs são uma vitrine e que todo trabalho bem feito neles publicado pode, sim, render boas oportunidades (a Fê-deste-blog colocou, fina: “O Oficina de Estilo é nossa assessoria de imprensa!”).
Por fim, pra arrematar e fazer vibrar a blogosfera, Oliveros colocou uma fala de Constança Pascolato em si sobre os blogs (e quem os escreve): “Pelos textos, eu consigo definir a personalidade de cada blogueiro e sei exatamente como determinada notíca vai repercutir em cada blog”. Viu só? É bom a gente escrever e atualizar tudo direitinho porque, né, nunca se sabe: vai que Constança nos está lendo! (Tomara)