15.
mai.
09.

alexandre herchcovitch na rosa chá

publicado por: Fernanda

Ontem à noite o Luigi fez um post no About Fashion contando da possível saída do Amir Slama da Rosa Chá. No post ele contou também que quem trabalharia no lugar dele na marca de moda praia poderia ser ninguém mais ninguém menos que Alexandre Herchcovitch. Hoje a coluna do Alcino Leite Neto na Folha de SP confirmou a coisa toda (vale o clique!), em matéria que ainda fala da importância do Amir Slama pra moda praia brasileira inteira e da expectativa do primeiro trabalho de moda praia do Alexandre Herchcovitch. Trabalho que a gente só vai ver em desfile e em loja a partir do ano que vem. (Tem a matéria toda aqui, ó!)

rosachaherchcovitch

Tem entrevista de Alexandre Herchcovitch no site de Lilian Pacce contando que ele ama esses trabalhos, de estudar uma outra marca e propor a visão dele das coisas. Ele diz que “é como estar constantemente fazendo um trabalho de conclusão de curso de uma faculdade”, não é demais? Ele falou também do mercado de moda e desse monte de trocas e saídas e vendas e compras que a gente tem visto na imprensa todo dia – vejam só que ele vendeu um pedaço da marca dele pra um grupo (InBrands) e agora vai trabalhar pra outro ao mesmo tempo (a Rosa Chá pertence a um outro grupão chamado Marisol). Também vale o clique porque né, não adianta nada só ler notícia se a gente não pensar sobre ela também.

A gente tá vendo uma movimentação na nossa indústria de moda que vai ter super reflexo na vida real, com o tempo – e só com o tempo a gente vai saber que reflexos são esses assim, direitinho. A gente acha que o acesso a marcas e a designs mais legais em marcas vai ser super facilitado, mas vamos ver, né? E os biquinis da Rosa Chá são mesmo carregados de informação de moda, desde sempre. Da nossa parte, a gente tem ansiedade desde já pra conhecer a moda de Alexandre Herchcovitch feita pra essa praia. Imagina os elementos do universo desse estilista na areia: maiô de látex, biquini de caveirinha, saída com correntes na barra, as formas, as amarrações, os recortes, os camisetões, florais em tie-dye e mais. Imagina o exercício de novas formas e modelagens em pedacinhos tão pequeños de tecido? Imagina imagiiiiina?!??

19.
nov.
08.

alcino e as modelas com mãos na cintura

publicado por: Fernanda

Há tempos a gente brinca entre amigos de fazer essa pose daí da foto, tão repetida nos editoriais das revistas de moda que a gente lê. Tipo quer fazer um carão (sem ser o da Janessa)? Põe as duas mãos na cintura e encurva o corpo pra frente. Ontem no Pense Moda o editor de moda da Folha de SP, Alcino Leite Neto, reinvindicou uma “limpeza nos clichês” (gestuais, visuais) na fotografia de moda brasileira, pra que a gente produza imagens mais espontâneas, mais descompromissadas, mais leves – bem como a gente é (vi-da-re-al). Ninguém aqui é sisuda assim, ou torta assim, ou dura assim. A não tinha pensado nisso assim, mas agora concorda com o Alcino.

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Diz que nos editoriais que fazem pra revista Moda da Folha, Alcino e Camila Yahn (que edita a revista com ele) chegam a pedir pra que os fotógrafos não repitam essa pose. Mas na vida real, de brincadeirinha, a gente pode fazer o “carão-carol-trentini-na-vogue”, não pode? =)

11.
jan.
08.

inverno 2008: fashion rio dia 4

publicado por: Fernanda

A Vivian Whiteman escreveu na Folha de SP de segunda (dia 07/01) sobre as marcas de “streetwear com cara de Rio” que desfilaram ontem e hoje no evento carioca de moda: Cantão, Redley e Sandpiper (por isso a gente guardou a Cantão pra postar hoje!). No texto ela diz que essas marcas meio tomaram o lugar das atenções dos fashionistas por conta de não ter desfile de biquíni na edição de inverno, e que o segmento de streetwear no Rio tem todo um mercado otimista porque a Osklen já abriu caminho e tals. Diz que esse streetwear é uma “mistura de beachwear com o look pós-praia”, assim ó: “ser carioca é vestir algo básico e estar pronto pra ir a qualquer lugar em cinco minutos, do calçadão ao restaurante. O mundo se encanta com essa idéia tão livre de elegância”. Não é mesmo?!??

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looks de redley, sandpiper, cantão, redley, sandpier e melca janebro – tudo do chic

Continuando na onda de masculino-feminino que aparece em quase tudo que a gente vê no Fashion Rio, hoje foi dia de utilitários. A Redley desfilou shortinhos (num comprimento óóótemo) com bolsos, a Cantão (de ontem, mas valendo, néam?) fez vestidão e mini-saia com bolsos (incrível a sainha!), a Sandpiper fez jaquetinhas com bolsos e até uma super super super jovem estilista, Melca Janebro (do projeto Rio Moda Hype, responsável por mostrar o trabalho desses designers novinhos), fez macaquinho e jardineira com bolsos. Look bem bom pra dias em que se tem que carregar montes de coisas e ainda ter as mãos livres, tipo a gente na semana que vem no SPFW!

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aqui tem melca janebro, cantão, redley três vezes e sandpiper (do chic)

Quase todos os bolsos acrescentam volume à silhueta, visualmente. E esses assim gordinhos acrescentam volume não só visualmente, né? Então tem que lembrar de usar nas partes mais magrinhas do corpo, ou onde vale mais a pena chamar atenção do outro! Tipo quem tem quadril maior usa parte de cima utilitária, quem tem peitão ou ombrão usa bermuda utilitário (tipo isso). Mais: não é porque tem bolso que a gente tem que estufar de coisas, né? =)

30.
jul.
07.

as compras e o emocional

publicado por: Fernanda

Leitura obrigatória: a revista da Folha desse domingo trouxe uma mini-série de textos que falam de liquidações, da doideira que a gente se permite pra aporveitá-las e de como isso funciona no nosso cérebro (aqui, aqui, e aqui). E uma neurocientista (ahãm) apresentou num dos textos uma teoria que dá pra ser aplicada não só pra ‘compras’, mas pra um monte de outras situações da vida:

“Decisões de comprar ou não comprar envolvem considerações complexas sobre o que está disponível, seu custo, a necessidade real de obter o produto e as preferências do consumidor. Uma teoria supõe que essas decisões refletem a antecipação de ganhos com a compra em questão. A hipótese que ganha o apoio da neurociência, no entanto, é outra: decidir comprar depende de uma competição entre os circuitos cerebrais que representam o prazer imediato de adquirir um objeto e os que representam a dor imediata de pagar por ele. Quem falar mais alto no cérebro -o prazer de comprar ou a dor de pagar- conquista a decisão.”

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tô precisando de um cartão de crédito só meu e com crédito ilimitado

Em outra parte da mini-série tem uma entrevista com o Gilles Lipovetsky em que ele fala do seu livro novo (’A felicidade paradoxal’ – tão apropriado também pra tantas situações…) e dos pensamentos que reuniu nele:

“Hoje, o consumo é, para todos, uma forma de terapia. É uma forma de se esquecer e também de se dar prazer porque a vida, com freqüência, te faz mal. É uma forma de fugir da realidade e também de suportar os dramas ou os problemas pessoais e interpessoais. (…) Mas, entenda, o consumo não é só uma terapia. Há muitas coisas positivas no hiperconsumo. Permite que você se comunique, você tem prazer em comprar coisas interessantes. Também por uma visão terapêutica, é uma maneira de se amar. Quando o mundo, as pessoas não te amam, você tenta amar a si mesmo e, então, você vai às compras.”

20.
jul.
07.

novos bons ventos pra zoomp, isso sim!

publicado por: Fernanda

Agora todo mundo já sabe o que a gente deixou no ar nesse post: o Alcino Leite Neto hoje escreveu na Folha de SP toda a história da ida do Alexandre Herchcovitch pra Zoomp (link pra quem é assinante). A gente acha tudo de bom, mega ansiosas pra ver a parceria acontecer na vida real, na loja. O AH já trabalhou na Zoomp na época em que a gente era adolescente (ahãm!), coincidentemente quando era bem mais legal usar Zoomp do que é hoje – 100% de certeza que vai voltar a ser tão legal quanto era, né?

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A coisa toda não é de agora. Há dois anos a empresa HLDC Investimentos comprou a Zoomp, então em baixa e com dívidas, pra reestruturar e fazer voltar a dar lucro. A idéia é fazer a marca despertar desejo fashion de novo, reglamourizar o jeans e “reascender a chama” da Zapping (adoooooro!). Tudo com Alexandre Herchcovitch no comando, não só como diretor de criação mas como ‘curador criativo’ do grupo agora chamado Zoomp S/A, que vai começar um processo de compra de outras marcas pra se tornar um super conglomerado fashion, tipo o LVMH (vale também dizer tipo o AMC, que toma conta da Colcci e da Sommer???)

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4.
jun.
07.

moda de criança

publicado por: Fernanda

Tem tempo que a gente quer falar de “moda de criança” aqui no blog. Que de um jeito é bem fofo, mas de outro é assustador, não? Tipo crianças tendo ‘desejo de moda’ despertados por editoriais sofisticadíssimos? Too much, né? Que desde a Dakota Fanning na campanha do Marc Jacbos a gente vê mais e mais crianças no alvo, por coincidência.

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Tipo a Vogue Jóias (que eu aaaamo!) já fez um monte de editoriais com crianças, todos lindos – e esses não são PARA elas, mas são COM elas (em cima). Mais legal assim, eu acho. E a revista Moda da Folha de SP, na última edição (na última mesmo?) teve editorial de moda infantil mesmo, com uma pegada bem sapequinha (embaixo).

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Teve a Vogue Kids (tem uma super cara de jabá – só eu acho??), com editoriais lindíssimos, mas meio daslu meio crianças não da vida real. Que tem imagens fofíssimas na revista, (e infantis mesmo), mas ainda assim… crianças meio intocáveis, não?

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E hoje teve desfile da Lilica Ripilica no Fashion Rio – o que já é esquisito. E quem melhor falou disso no universo foi a Caroline Vasone do UOL, em texto publicado há pouco:

“O fato de a moda ser para crianças já faz com que a coleção seja analisada de maneira diferente. Afinal, seu consumidor ainda não tem identidade própria, personalidade formada; portanto, o jogo do uso da roupa como mais uma forma de expressar o que se pensa, se não nulo, fica pelo menos limitado (isso considerando a vontade das crianças de imitarem ídolos como a atriz mirim da novela “Pé na Jaca”, Sofia Terra, que abriu e fechou o desfile, como algum tipo consciente de forma de expressar algum tipo de identidade). Também por isso não se pode nem deve cobrar, em termos de criação, grandes inovações que façam com que as menininhas da Lilica Ripilica virem “crianças-fashion-conceituais” ambulantes. Não é e nunca deve ser esta a proposta de uma grife infantil.”

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desfile da lilica ripilica (fotos do UOL)

Que crianças podem ter naturalmente desejo de se enfeitar e de se arrumar e tals, mas a história de estimular é meio tensa (eu acho!). E a TV já mostra tanta tanta taaanta sensualidade de um jeito errado – mais no mundo dos adultos – que se isso se infiltra, mesmo que sutilmente, no mundo das crianças, aí ferrou. Imaginar é uma coisa, querer imitar é outra, eu acho (e posso pensar mais pra definir uma opinião!). Mas que quase sempre é moooointo fofo ver essas fotos, isso é!

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No blog Tangerine (novo na lista aqui do lado!) teve post mostrando a revista infantil Kid’s Wear (na foto aqui em cima), considerada pelo Bruve Webber a melhor publicação de moda da atualidade (tá?). E teve no Filme Fashion há tempos post da Ellen contando de fotos de criança feitas pelo Scott Shuman, o Sartorialist em si - e tem as filhas deles nas fotos, uma coisa! ** E quando eu tiver filhos eles vão poder usar o que quiserem, se quiserem. Até fantasia do Batman (adooooooro).

27.
mai.
07.

links de fim de semana

publicado por: Fernanda

** O Gustavo Garcez (sou fã desde sempre!) fez post no FilmeFashion sobre o corte de cabelo do momento – o texto ficou incrível, construído de um jeito super criativo (espertinho, ele!). O post do Gustavo tá rendendo mil comentários, dos mais ‘inusitados’: ele tá tendo o “dia de Glória Kalil” dele, respondendo dúvidas com um super bom-humor. Tá engraçado mesmo!

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gatas: victoria beckham, barbara berger e sienna miller

** Mais do FF: sem querer, teve essa semana um “especial Chanel” no site! O FF é um mega-blog (ou site mesmo???) gerenciado pela Alexandra Farah, pra onde um monte de monitores mandam notícias que ela edita e põe no ar. Ninguém combinou, mas ao mesmo tempo todo mundo falou sobre a marca e sobre a estilista em si, um monte de coisas legais, um monte de filminhos – é só digitar ‘chanel’ na busca que os links vêm todos juntos. Legal, né?

** No CHIC tem lista de 20 pontas de estoque aqui em SP (delíííícia!) e tem notinha contando das palestras de moda na Escola SP: diz que toda segunda vai ter conversinha com pessoas do meio sobre assuntos relacionados. O primeiro já é amanhã, dia 28, com Fabrizio Rollo (da Vogue – se eu fosse menino, queria ser igual a ele), que vai falar de moda masculina. Super vou.

** No Da Groselha tem post e fotinhos do filme Klimt, sobre o artista – com John Malkovich no papel principal (tudo!). O filme ainda não tá pronto, mas vai ser filme-fashion obrigatório, que tem toda uma relação entre o artista em si, sua obra e suas inpirações e a moda. O Moda Pra Ler fez post explicando tudinho dessa relação (porque a revista Caras estampou a obra do artista em sua coleção – ahãm, tem uma coleção…). Super vale a leitura.

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essa é a obra de arte preferida da cris no mundo inteiro! clica pra ver grande! super vale a pena!

** Sexta a coluna do Alcino Leite Neto na Folha de SP falou sobre blogs de street style e das mudanças que eles têm provocado em toda a engrenagem da moda, e no finzinho ele falou de blogs brasileiros, de um jeito superficial e omisso. A Olivia do incrível (mil vezes!) blog Oh! respondeu do jeito mais inteligente, bem fundamentado, seguro e consistente. Só essa história rende um post inteiro, que tá no caminho e deve sair essa semana.

** Pra terminar, no site do SPFW tem editorial novo, fotografado pelo Rogério Cavalcanti. Super super legal porque todas as roupas são pretas, mas brincam de volumes e luzes e sombras. Bem lindo.

9.
jan.
07.

ultimate fashion gadget

publicado por: Fernanda

mega tela, touch-screen. ipod. câmera com 2.0 mp. wi-fi + bluetooth. 8G. US$ 599. see you next july!

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Agora é sério. Esse é o iPhone da Apple, que junta telefone, internet e iPod. Mega objeto de desejo, quero um agora! E o povo da moda, que agora presta atenção em gadgets e novidades de tecnologia (vide matéria da revista Moda da Folha de SP), vai deixar de comprar umas roupitchas pra investir num desses, não vai???

(Tem o keynote do Steve Jobs na íntegra aqui e no coolhunting um resumão bem legal.)

16.
dez.
06.

trivia de fim de semana

publicado por: Fernanda

Tá aqui o mistério resolvido: eu tô na revista Moda da Folha de SP que saiu hoje, em matéria bacana escrita pela Laura (do moda pra ler) sobre como a gente ama nossos brinquedos eletrônicos. Tá fofa na foto, né? (Beijo pro Fabio Ishimoto que tá brincando de ipod novo.)

folha-de-sao-paulo.jpg
“saiu pra comprar uma saia e voltou com um ipod”

E, de olho no is\blog, esse post está à espera do upload do registro de Fê e Cris em frente à porta amarela. (Beijo pra Rita que nos apresentou pra Veronica, que por sua vez nos deixou bem bonitinhas na foto!) A qualquer momento, queridos, a foto entra nesse espaço aqui embaixo:

oficina-de-estilo-no-isblog.jpg

16.
dez.
06.

muitos mundos da moda aqui no BR

publicado por: Fernanda

O André Felipe deixou um mega comentário no post do videozinho da Anna Wintour, e o que ele escreveu rende mais tantos outros posts. Esse aqui quer começar pensando a divisão que o André “propôs” pro mundo da moda brasileiro (isso existe?) e não sabe onde vai parar. A gent ereproduz do nosso jeito, assim ó:

mainstream: grandes marcas que “fazem moda” (a intenção pode até ser boa!) mas vendem mesmo o combo jeans + camiseta
estilistas novos talentos: podem ser geniais, mas não têm mercado – vivem de edredons, celulares, melissas e frigobares (adoro!) ou “exportam toda a sua produção” de 60, 70 peças
bom retiro + grandes magazines: não dão bola pras tendências, pegam o que está nas revistas, transformam rapidamente em produto e movimentam grande parte do volume do comércio

adoro moda

E a gente concorda. Marcas que deveriam criar tendências quase sempre só as reproduzem, medindo o que mais vendeu no mercado internacional. Os novos talentos não são expressivos além dos Jardins (como o Dalton sempre clama!) e, mesmo que muitos desses façam coisas incríveis, as propostas deles não chegam às ruas. Ou chegam via C&A, Renner e afins, integrantes do terceiro grupo mencionado pelo André. Esses sim são hit: vendem, vendem, vendem, têm nas vitrines (e em larga grade de numeração!) tudo que a gente vê nas novelas da Globo e sim, cada vez mais têm anúncios na Caras como o André apontou. O povo-consumidor do terceiro grupo veste Prada, Chloé, Marc Jacobs, Fendi e afins, sem nem saber do que se trata.

De um outro comentário: “vem um investidor, compra uma marca de muita personalidade (como a Sommer, por exemplo), injeta recursos e quer que ela arrebente de vender. Para isso, populariza e descaracteriza o produto, despede o criador e acaba transformando a marca numa “coisa” sem identidade.” E no mesmo post o Luigi ainda comentou que “o público alvo das grandes revistas de moda nacional são a minoria da minoria desse “brasilzão”. A gente dá graças a Deus pela FFW MAG e pela KEY e pela Simples, mas pensamos que o que se lê mesmo no Brasil, como revista de moda, é a Cláudia (sem desmerecer, of course). Daí não tem espírito criativo que se materialize.

Mario Mendes já disse uma vez que “os estilistas falam com 6 pessoas, as novelas falam com 6 milhões”. E disse mais:

“Um programa que atinja os milhões de pessoas que as novelas globais atingem, ditam muito mais do que uma simples tendência de moda. Então, o que se usa na rua é mesmo o que se usa na novela. Não desprezemos os figurinistas de novelas (alguém ditou mais moda do que Marília Carneiro e suas meias Dancin’Days?), mas sim observemos o trabalho deles e a tremenda influência que têm no mercado consumidor. (…) O caso dos figurinistas de novelas no Brasil é um fenômeno local. A comunicação da moda com o grande público aqui acontece assim. E não é a moda da rua que vai pra novela, é ao contrário. As pessoas querem o que viram na novela na noite anterior.”

E o que o povo usa comprado na C&A é moda? Ou é roupa?
Precisa ter informação pra ser moda?

yo soy rebelde

As figurinistas são “donas” das modas no lugar dos estlistas – no universo BR?

(Hoje na Folha de SP tem matéria sobre o que vai ser tendência no verão. O Alcino Leite Neto entrevistou, pra saber, a Rita Wainer – estilista/dona da Theodora, o povo do coletivo P’tit, o Felipe Veloso, a Patrícia Ruas – dona do Acervo Benjamim e…. Marie Salles, figurinista de “Pé na Jaca”.)

O André termina o comentário dizendo que “quando o mercado brasileiro de moda amadurecer em termos de mkt, as marcas (novas ou velhas) tiverem gestões mais sofisticadas e profissionais (como as de NY, Paris e Milão) e passarem a criar e não importar tendências, aí sim vamos ter assunto e espaço pra reflexão.” Considerando que o país tem uma semana de moda organizada e oficial há pelo menos 10 anos, o povo já não devia ter evoluído??

Mas até lá vamos continuar reféns de uma moda sem quawn??

E o que a gente faz pra contribuir com o amadurecimento da “indústria-local”??? A gente não tem como fazer alguma diferença???? Somos reféns resignados???

1.2.»

A Oficina


A Fê e a Cris são personal stylists de gente da vida real e dividem, aqui no blog, tudo que aprendem nesse trabalho.