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  • Tem coisas na vida que não são as ideais, que existem — e a gente lida da melhor forma que puder, né. Não é incomum a gente ter, na consultoria de estilo pessoal, clientes que mantém guarda-roupas triplicados, com peças iguais em tamanhos diferentes, por conta de oscilação de peso e mudança de silhueta. Isso atrapalha DEMAIS a vida de quem se veste, e tipicamente rende um guarda-roupa muito cheio mas pouco eficaz.

    Se isso existe, e se a gente pode lidar com o que existe da melhor forma que pode, <3 vale pensar estratégias pra não sobrecarregar o acervo, o orçamento ou o raciocínio. As estratégias que a nossa consultoria de estilo acessa são essas:

    COMPARTIMENTAR PEÇAS
    Ajuda demais a visualização e a coordenação: juntar todas as peças, mesmo que em tamanhos variados: todas as calças juntas (do 38 ao 42, se for o caso), todas as blusas juntas, todas as saias juntas, todos os vestidos juntos, etc.

    MINI GUARDA-ROUPA CÁPSULA
    Em vez de ter muito de tudo, com muitas peças semelhantes e em tamanhos variados, pode ser mais esperto ter menos peças – mas mais variadas. No lugar de 3 calças pretas, uma em cada tamanho, dá pra ter uma calça marinho, uma calça cinza-chumbo e uma outra marrom, por exemplo… com circunferências diferentes de cintura e quadril pra se ter calças escuras em quaisquer medidas.

    MAIS PARTES DE CIMA QUE PARTES DE BAIXO
    Vale ter 2 ou 3 partes de baixo que funcionem como ‘peça-chave’ (e cada guarda-roupa tem peças-chave diferentes!) nos tamanhos um pouquinho maior e um pouquinho menor pra garantir conforto… e então ter mais partes de cima pra versatilizar os looks e variar as coordenações.

    PARTES DE BAIXO VERSÁTEIS
    Essa é especial pra quem aumenta circunferência na barriga \o/ e fica com mais ou menos cintura de tempos em tempos: é bom experimentar, coordenar, ter à mão peças de amarar no cós, calças transpassadas que fecham com laços, saias tipo pareô, cinturas com elástico, modelagens soltas e adaptáveis. Nénão?

    PARTES DE CIMA VARIADAS
    E em modelagens soltinhas, longe da silhueta, sem grudar na pele: vale pensar em malhas fluidas mas encorpadas, com caimento gostoso e pesado, que permitem movimento e circulação de ar sem apertar ou moldar demais as formas de quem usa. E né uns decotes bem interessantes assimétricos incrementados verticais pra dar aquele destaque pro rosto — que é o que mais importa em todo look. \o/

    TERCEIRAS-PEÇAS SOLTINHAS
    Pensa em complementos leves (pra não pesar nas sobreposições, mas ao mesmo tempo pra servir bem à meia-estação, se for o caso de bater um ventinho mais frio), soltos no caimento ao longo do tronco mas também nas mangas e costas. Só de usar terceiras-peças leves assim, abertas na frente da silhueta, a gente já tem sensação de leveza (oposta à sensação de peso que os dias de inchaço dão, né).

    ACESSÓRIOS INTERESSANTES
    Ainda na idéia de chamar atenção pro rosto (ponto central e mais importante de qualquer look), pode ser bem esperto construir ao longo da vida um acervinho de acessórios coloridos, com formas inusitadas, feitos em materiais criativos, e né, sem cintura ou quadril pra apertar ou folgar. :) E nos dias de silhueta mais pesada, o look mais basicão, mais neutro, mais “o que deu pra fazer” pode ser iluminado e totalmente versatilizado por esses acessórios!

    TRUQUES DE ESTILO
    A gente ama esse truque de grávidas que não serve só pra grávidas: fechar o cós da calça com elástico \o/ pra ganhar uns centímetros de folga na circunferência — tem um vídeo jurássico mostrando como aqui #éramosjovens). No lugar da casa do botão a gente prende o elástico (com uma volta nele mesmo) e então envolve o botão com esse mesmo elástico. E mais: lindo lindo é usar lenço no lugar do cinto, mas em vez de fazer a volta completa pelo cós, ó, vale amarrar só no centro do corpo, passando pelos passadores da frente e pronto! ;-)

    VIU!

    Na prática, exercitar atenção às próprias formas e desenvolver consciência corporal rende intimidade com a gente mesma <3 e pode também ajudar a construir um guarda-roupa preparado pra proporcionar conforto, mesmo em períodos de silhueta mais pesada. <3

    + MAIS SOLUÇÕES DE SILHUETA
    + CONSULTORIA DE ESTILO PRA POR ISSO DAQUI EM PRÁTICA \o/


  • Guarda-roupa de mulher é BEM mais que uma caixona de madeira cheia de pedaços de panos cortados e costurados em forma de roupas, a gente sabe. Nesses nossos anos trabalhando como consultoras de estilo a gente já conheceu guarda-roupa ocupado por camisas do pai da cliente, por paletó do avô, quase que inteiro ocupado com as roupas da irmã que se foi cedo, até com vestido de noiva pendurado no cabide junto com os vestidos de dia a dia.

    Não é só roupa, né. Então, na etapa de revitalização de guarda-roupa do nosso trabalho, tá sempre prevista a criação/administração de um ‘cantinho sentimental’ em todo armário — desde que esse canto não ocupe tanto espaço, que não atrapalhe a parte funcional do armário.

    O QUE FAZER COM O QUE (SÓ) TEM VALOR AFETIVO(prioridades: Bnegão)

    É possível manter peças com valor afetivo numa gaveta separada pra isso, ou penduradas em cabides numa porta do canto do armário. E é bom que a gente cuide dessas peças com carinho — se é pra ser lembrança, que a lembrança dure: vale deixar a porta do armário aberta de tempos em tempos, tirar as peças e pendurar em lugar fresco e aberto pra ventilar, lavar uma vez por semestre ou por ano, pelo menos.

    E o canto sentimental é um espaço definido: não tem sentido deixar a calça sentimental junto com as outras calças, o vestido da formatura com os vestidos de trabalho: des-espalhar essas peças especiais do armário e juntar tudo que tem valor emotivo num lugar só é muito muito importante! E informativo: se juntando tudo o espaço demandado pra acomodar é considerável, pode ser o caso de se fazer uma repassagem pra desafogar o armário e descolar outros jeitos de se manter essas lembranças por perto.

    A gente tipicamente separa 6, 8 cabides no máximo pra esse canto sentimental, e seleciona com cada cliente as memórias mais sensacionais de se ter ali, as que valem a energia, as que precisam estar protegidas pelas portas do armário, de tão preciosas. Pra outras (também lindas, também preciosas!) a gente sugere soluções que já experimentou com sucesso e alegria:

    -aprender a fazer (e fazer!) ou encomendar almofadas usando o tecido lindo de uma peça
    -aprender a fazer (e fazer!) ou pedir à costureira que faça um big lenção pra usar na cintura, no cabelo, na bolsa, no pescoço
    -aprender a fazer ou encomendar um conjunto de necessáires usando o material da peça
    -descolar um sapateiro pra forrar um par de sapatos com o tecido (ou aprender a fazer e fazer :) por que não, né?)
    -conversar com o moldureiro do bairro pra confeccionar uma estrutura que permita emoldurar a peça lindamente, e usar na decoração

    E assim a gente substitui acúmulo por exercício mental, estagnação por criatividade! Num exercício de priorizar, de pensar no que é MAIS especial, e de procurar alternativas inventivas pros nossos apegos. <3 Mas né, essas são só as soluções que a gente conhece — não são todas as possíveis. Ce conhece alguma outra? Já transformou alguma peça sentimental em outra coisa? Como é o seu canto sentimental? A gente adoraria trocar idéias!

     

    + COMO CONSTRUIR UM GUARDA-ROUPA INTELIGENTE
    + CONSULTORIA DE ESTILO PESSOAL


  • ‘Como construir um guarda-roupa inteligente’ teve tantos nomes antes de ter esse \o/ a gente aqui é mundialmente conhecida por não conseguir fazer títulos pequenos e objetivos, tanto quando a Fiona Apple. Importante pra gente era que já na capa se tivesse clareza de intenção — a palavra construção não tá lá de graça: melhorar relacionamento com o vestir demanda atenção e trabalho e, quando a gente põe em prática, rende resultado tããão satisfatório! A gente sabe disso na vida real, essa prática é o OURO do nosso trabalho com clientes de consultoria de estilo — e é também o assunto central desse nosso ebook, pensado pra ser uma sequência menos teórica e mais mão-na-massa do nosso 1º livro Vista quem você é: descubra e aperfeiçoe seu estilo pessoal (#títulosdeálbumdefionaapple).

    O livro propõe questionamentos e exercícios que ajudam a fazer um detox certeiro — e que ajudam também a comprar menos e melhor, viu, valendo pra vida inteira. Vê aqui embaixo o 1º capítulo e a apresentação do ebook, anima e tenta experimentar na prática: a gente sente que esse livro pode ser um primeiro passo na direção de um vestir mais simples, mais fácil, mais humano e mais alegre. <3

    um ebook questionador e prático pra quem quer simplificar, facilitar e humanizar o vestir

    POR QUE ESTE EBOOK EXISTE
    #épossívelgostardoqueagentejátem

    Muito legal, muito bacana e engraçadinha toda a nossa conversa-de-sempre sobre estilo pessoal… mas né, o que permite exercitar (ou não) esse estilo é o guarda-roupa. Um espaço que deveria ser fonte de alegria e de satisfação, mas que acaba gerando ansiedade: nele a gente coleciona histórias de vida, mas também lembranças de pressa, aflição, contas malfeitas e arrependimentos.

    Perder tempo se sentindo oprimida e desamparada em frente ao espelho, entrar em pânico ao receber convites, deixar de colocar energia na vida pra desperdiçar energia pensando no que vestir pra viver a vida – nada disso é legal ou saudável.

    “Ai, meninas, eu sofro! Meu armário é o rascunho do mapa do inferno.”
    J.M., agosto de 2008

    Numa consultoria de estilo com a Oficina, nossas clientes cuidam dos próprios armários de mãos dadas com a gente, numa etapa chamada “revitalização de guarda-roupa”: nem sempre é super-gostoso desapegar, rever tudo, repensar escolhas e abrir mão de muito pra ter o suficiente. Mas elas confiam, seguem trabalhando em equipe com a gente e, olha, o resultado sempre vem. \o/

    Este livro foi pensado pra te trazer pra perto dessa etapa do nosso trabalho, do jeitinho como ele acontece na vida real. A gente quer, com este conteúdo, te ajudar a construir um guarda-roupa que funcione a seu serviço de verdade.

    Em forma de práticas a ser inseridas no dia a dia, nas próximas páginas a gente vai propor racionalizar escolhas e exercitar resistência a impulsos. E já nesse começo a gente acha importante ajustar expectativas: dá trabalho, é um processo mesmo, demanda atenção. Não tem expediente mágico, mas compensa demais!

    Pode acreditar na gente: é possível preparar o guarda-roupa pra ser feliz com ele todo dia de manhã, e não (só) sentir felicidade quando tem alguma coisa nova (vinda de lojas) lá dentro. Isso é substituir consumo por autoestima!

    COMO O CONTEÚDO TÁ ORGANIZADO

    Este é um livro pensado antes pra ser eletrônico (a gente ama novas experiências!), mas não por isso ele é pouco prático – é pra ser usado na vida real, como toda proposta da Oficina de Estilo: a gente trabalha no guarda-roupa pra que ele trabalhe pra gente.

    Nosso conteúdo tá organizado no ebook em três grandes partes:

    -na 1ª a gente conversa sobre os problemas mais comuns dos guarda-roupas das nossas clientes, sobre o que vicia o olhar e impede geral de enxergar os tesouros desses armários e sobre como se viabiliza um bom guarda-roupa (YAY!);

    -na 2ª a gente propõe pensar junto sobre o que é que faz (realmente) a diferença num guarda-roupa – e sugere pensar em eventuais compras futuras antes mesmo de sair às compras;

    -e a 3ª parte prepara o terreno pra exercitar tudo isso com fluidez, fazendo a versatilidade acontecer na prática, com tempo separadinho pra isso, com ambiente organizado e peças bem conservadas.

    Pra garantir que ninguém se sinta sozinha nessa empreitada, a gente resolveu compartilhar ao longo da leitura alguns comentários deixados no nosso site e nas nossas redes sociais nos últimos anos – #tamojunto! E a única garantia de que não vamos mais funcionar no modo “pânico e terror” em relação aos nossos armários é o propósito de estar atenta.

    Ao final de cada uma dessas três partes, vamos colocar a mão na massa: então esteja a postos, de frente pro seu guarda-roupa, com o ebook e também com um bloquinho de notas (de papel ou digital) à mão. Mas não só isso! É preciso se disponibilizar pra fazer os exercícios sem medo de experimentar e de fazer diferente do que se vinha fazendo – mesmo que de pouquinho em pouquinho. A gente dá todas as ferramentas, mas o resultado depende de quem faz acontecer.

    Por último, nenhuma das ideias compartilhadas aqui deve ser entendida como regra nem pode oprimir ninguém – mas podem, sim, incentivar questionamentos: esse é um convite a olhar pra dentro do seu armário com o mesmo carinho com que você pode olhar pra você mesma. Você merece. <3

    ========

    Tá aqui o índice completão com todos os temas e exercícios do livro, ó, junto com instruções pra baixar em todo tipo de telefone, tablet ou computador. E se você sente o chamado pra trabalhar relacionamento de guarda-roupa com outras mulheres, como profissão, anima e vem estudar a nossa metodologia no CURSO DE FORMAÇÃO EM CONSULTORIA DE ESTILO!


  • Roupas bonitas não necessariamente significam roupas “certas” pra nossa vida, já perceberam? No nosso trabalho como consultoras de estilo,  visitando guarda-roupas e lojas com um monte de mulheres super diferentes umas das outras — principalmente em estilo de vida — a gente percebe que ter uma identidade visual segura e consistente não significa usar uniforme todos os dias (isso seria uma prisão), mas também não significa ter as roupas mais fantásticas do mundo… que não saem de dentro do armário.

    muita gente compra roupas pra vida que sonha e não pra vida que vive!

    Um bom guarda-roupa tem um monte de coisas lindas, que se AMA usar — mas essas coisas tem que combinar de verdade com a vida que se leva. Uma das maiores queixas de clientes e amigas sobre suas roupas é dizer que “apesar de ter um guarda-roupa cheio de peças incríveis, toda manhã se vestir é um martírio”: elas têm a impressão de que não têm roupas e acabam usando sempre as mesmas 5 ou 6 peças. E quanto mais compram menos opções têm.

    O diagnóstico pra isso é certeiro:

     

    De que adianta uma mulher com uma carreira que toma conta de grande parte da vida dela só comprar peças confortáveis, de usar no final de semana? Ou uma mulher que mal sai à noite só ter peças de balada dentro do guarda-roupa? Ou então uma que não curte tanto as próprias coxas só ter saias, vestidos e shorts curtíssimos? Pra gente, como consultoras vendo isso de fora (sem envolvimento emocional), fica muito fácil de enxergar que essas roupas não vão ter oportunidades reais de sair de casa!

    Boas perguntas pra se fazer –pra construção de guarda-roupa que funcione de verdade pra gente — podem ser:

    -qual é a vida que a gente leva?
    -qual o ‘código de vestir’ do meu trabalho?
    -quais são os meus programas de fim de semana, quantas baladas a gente frequenta de verdade?
    -a gente é mais calorenta ou mais friorenta? mais do dia ou mais da noite?
    -etc.

    Isso não quer sugerir que uma workaholic maravilhosa precise SOMENTE ter roupas cinzas e pretas e chatas, por exemplo, ou que no fim de semana com as crianças não seja possível ter um tantinho de glamour — não quer dizer também que, só por que se tem balada quase toda noite (alô juventude) todos os sapatos do armário em questão DEVEM ter saltos altíssimos.

    O desafio real é conseguir fazer funcionar o nosso estilo de vida junto com a nossa personalidade e com nosso gosto pessoal — sem deixar de lado o que faz brilhar o olho, mas mantendo o foco na versatilidade, na função, no não-desperdício e no não-acúmulo. \o/

    + 5 idéias pra um guarda-roupa ajudador
    + como calcular custo x benefício na moda
    + como construir um guarda-roupa inteligente

    QUER TRABALHAR COMO PERSONAL STYLIST?


  • Sabe essa história de que cada dia a gente acorda de um jeito? E que por isso se veste diferente todo dia? Coerência no vestir não quer dizer usar uniforme: tem jeito de ser diferente e ainda assim ser a mesma pessoa — é exatamente isso que a gente trabalha na consultoria de estilo. \o/

    Todo mundo tem preferências, vontades e demandas que guiam escolhas de vestir – direções que têm mais a ver com a vida do que com roupas, e que não acontecem separadamente. Por exemplo: tem cliente que é sempre elegante, até no fim de semana de chinelinho, a bichinha é elegante — tanto quanto em festas ou em reuniões. Mais: tem gente que sempre precisa estar confortável, e o que escolhe pra usar num jantar é tão soltinho e maleável quanto qualquer outro look de todo dia. Outras clientes são criativas/originais o tempo todo: seja em formas, em coordenações de cores, seja com acessórios, seja na combinação de opostos e na padaria, no trabalho, no casamento delas, na praia, em todo lugar e ocasião.

     

    identidade visual não é usar uniforme: tem como se vestir (se sentir!) diferente todos os dias e ainda assim não ter um guarda-roupa esquizofrênico!

    Quando uma das nossas clientes tem uma vibe clássica, é possível definir qual é o clássico DELA. Se uma outra tem uma pegada mais rock, tem um jeito de ser rock só dela. E se ela curte boho, tem um boho bom pra ela, com a carinha dela.

    Quando isso tudo tá direcionado pelas mesmas linhas (mais retas? mais arredondadas?), pelas mesmas proporções, pelas mesmas formas (mais durinhas, estruturadas? mais molengas?), pelo mesmo conjunto de cores, pelo mesmo tamanho e espaçamento de estampas, pelo mesmo tanto de contraste… então TUDO é coerente! Todas as escolhas que se faz tem um fundamento em comum: mil mulheres numa só, sem um guarda-roupa esquizofrênico!

    É possível se desprender de referências literais, aprender a “ler” e decodificar essas referências, treinar a identificação de elementos visuais e então procurar esses elementos no que se escolhe vestir. Vale também procurar ter clareza das sensações que se quer ter (na vida) e procurar essas sensações nas roupas que se veste — com todo esse aprendizado junto não tem escolha que dê errado!

    No nosso trabalho a gente monta esse quebra-cabeça na teoria, organiza referências e pensa “fórmulas” personalizadas pra cada uma dessas múltiplas-mulheres (não somos todas?), apresenta numa proposta de ID visual e então parte pra colocar isso em prática na revitalização do guarda-roupa de cada cliente, na experiência que faz juntas em lojas e na sessão de montagem de looks — etapas práticas de uma consultoria de estilo.

    E é assim que a gente constrói, junto com cada cliente, um guarda-roupa cheio de tudo, mas com a cara delas em todas as possíveis abordagens e aplicações. <3

    + COMO SE TORNAR UMA PERSONAL STYLIST
    + COMO CONSTRUIR UM GUARDA-ROUPA INTELIGENTE


  • E a gente parte desse princípio aqui, ó: um guarda-roupa ajudador é o que facilita a nossa vida, rende sensação de adequação em todas as ocasiões que a gente vive e que possibilita coordenar rapidinho looks que fazem a gente se sentir LINDA — conciso, versátil, atualizado. Essas 5 idéias, então, vem diretamente do nosso repertório prático no atendimento como personal stylists, testadas na vida real com resultados eficazes: servem tanto pra comprar melhor como pra manter em mente na hora de descartar o que há de excesso no armário.

    Não é solução a curto prazo nem arruma a vida estilística de um dia pro outro — mas serve pra vida toda e pode (deve!) ter aplicação personalizada, singular. Um spoiler: o segredo (da vida adulta em geral) tá no planejamento. ;-)

    personal stylist, consultoria de moda, guarda-roupa, estilo pessoal, consumo consciente

    QUANTIDADE x QUALIDADE
    É mais inteligente ter uma quantidade razoável de peças bem boas –feitas em material de qualidade, com acabamento durável– do que ter montes de peças que logo nas primeiras lavagens desbotam, descosturam, soltam botões, criam bolinhas no tecido, etc etc etc. Poucas e boas mesmo: de que adianta ter um guarda-roupa lotado e correr na área de serviço toda manhã pra buscar no varal aquilo que foi usado ontem, anteontem? Esperto é ter o essencial, o que realmente faz a diferença (e o que a gente AMA) e tirar da frente e da vida o que é excesso e só ocupa espaço — físico e mental.

    CUSTO x BENEFÍCIO
    Uma conta simples de se fazer — e muito elucidativa essa da relação custo x benefício das nossas roupas: vale mais destinar a maior parte do orçamento estilístico pro que se usa mais, e procurar minimizar ao máximo o gasto com o que se usa menos (a gente aqui pensa rápido em roupa de trabalho x roupa de festona, por exemplo). Construir um guarda-roupa usando essa direção ajuda a fazer valer o preço do que a gente veste (bem!) e a ter menos peso na consciência ao descartar o que já foi usado milhões de vezes.

    PROPORÇÕES DE PEÇAS + VERSATILIDADE
    Um guarda-roupa conciso funciona zilhões de vezes melhor que quaisquer outros superlotados quando

    -tem mais partes de cima do que partes de baixo,
    -tem peças muito variadas entre si.

    Nossas clientes aprendem a variar ao máximo os looks pensando em partes de cima completamente diferentes pras mesmas partes de baixo, criando looks novos com as mesmas peças. Tipo, com a mesma calça, criar um look pra trabalho e um outro pro lazer, apenas variando as partes de cima. Ou com uma mesma saia montar um look pro frio e um outro pra calor, na mesma idéia de variar a coordenação.

    Essa idéia funciona super quando o guarda-roupa tem peças muito diferentes entre si: um monte de camisas sempre fazem looks-com-camisa, mesmo que as camisas tenham cores variadas. Ou um armário cheio de camiseta branca sempre rende looks-com-camiseta-branca, mesmo que elas tenham mangas diferentes, decotes diferentes…. saca?

    ACESSÓRIOS COMO CEREJA DO BOLO
    Um bom conjunto de acessórios é o de peças funcionais e práticas, mas também bonitas e comunicadoras de estilo pessoal. Sapato e bolsa são os mais especiais no guarda-roupa feminino, e são bons exemplos dessa atenção à “forma e função”: podem se confortáveis e muito funcionais, e, ao mesmo tempo, podem incrementar com cores, com design esperto, com texturas, com materiais originais, com recortes, brilho, proporções. Uma coisa não precisa estar separada da outra: ser bonito/interessante é uma função do acessório! E nem precisa ser árvore-de-natal: um bom começo pra exercitar o uso de acessórios como cereja do bolo dos looks :) pode ser esse: pensar em uma peça principal pra, se for o caso, acrescentar outras menores-periféricas como coadjuvantes.

    ATUALIZAÇÃO CONSTANTE
    Se a gente elimina o excesso (inútil e eficaz) do guarda-roupa e passa a ter só o que ama, e se a gente usa muito (e de muitos jeitos) tudo que tem… é natural que a roupa acabe! Quanto mais qualidade tem, mais tempo a peça leva pra acabar, mas uma hora acaba mesmo. Vale então avaliar o que era o ativo principal da peça a ser substituída, pra procurar numa nova peça esse mesmo ativo — e assim suprir a função da finada peça e manter o guarda-roupa sempre com uma novidade, um estímulo novo pra criar looks com as peças antigas. Entra uma nova, sai outra velhinha: equivalente mas com um frescor :) sem precisar superlotar o acervo de novo.

    ((Por fim, ó: feitas com planejamento, tanto compras quanto limpezas podem acontecer em intervalos cada vez maiores, com resultados cada vez mais certeiros — com o “plus a mais” de economizarem mais e mais o nosso dinheirinho a cada novo exercício.))

    + como construir um guarda-roupa inteligente

    (Esse post foi publicado originalmente em julho de 2008 — o tempo se diverte quando e a gente voa, né?)


  • Não dá pra jogar todas as nossas roupas fora e começar um guarda-roupa do zero. Isso até pode acontecer em programas de TV, mas na vida real é inviável! Esperto é programar limpezas periódicas no próprio armário – e limpeza não quer dizer passar um pano e tirar o pó, mas sim tirar excessos e revisar nos nossos ‘acervos’ tudo que não funciona mais.

    Por isso mesmo, por ser uma atividade que coloca foco no que a gente tem de mais legal, aqui na ODE a gente chama essa etapa de trabalho de revitalização: o resultado dessa triagem faz parecer que as roupas que ficam são todas novas.

    Na prática funciona assim: a gente abre as portas do guarda-roupa e repassa, uma por uma de TODAS as peças de lá, procurando enxergar potencialidades mas também desapegando ~sem dó~ de tudo que se encaixa nos itens dessa triagem aqui:

    – tudo aquilo que não serve mais (tanto pro nosso corpo, quanto pra nossa vida)
    – tudo que já foi usado à exaustão e tá velhinho
    – peças manchadas, furadas, mal conservadas
    – peças que a gente põe-e-tira toda vez que vai sair
    – peças que só dão certo com uma única outra peça

    passo-a-passo de uma triagem certeira pra desapegar de excessos (que mais atrapalham que ajudam!).

    Quando a gente se propõe a exercitar essa revitalização periódica e mantém um guarda-roupa só com o que funciona de verdade (usando auto-honestidade e objetividade como aliados) consegue enxergar direitinho o que tem — e a quantidade de possíveis coordenações se multiplica e parece que cada peça vale por cinco!

    A cada revitalização a gente já detecta e define necessidades, pra então delinear lista de futuras aquisições. No trabalho como consultoras a gente tem experimentado mais e mais com as nossas clientes a sensação de voltar a gostar das próprias coisas <3 a partir desse novo olhar, dessa intenção de fazer a roupa durar no guarda-roupa sempre de maneiras diferentes, frescas.

    Mais sobre revitalização de guarda-roupa aqui no blog:
    _quantidades proporcionais de peças que constróem um bom guarda-roupa
    _como definir quantidades de cores neutras e cores coloridas pra se ter no armário
    _guarda-roupa inteligente em 5 lições valiosas :)


  • UAU! Que simples e que poderoso!
    Funciona na medida da honestidade que a gente exercita com a gente mesma — e quanto mais verdadeira a gente é com o que tem, mais certeira a gente passa a ser com o que quer ter!

    Dá mesmo pra enxugar o guarda-roupa respondendo essa questão — e assim permanecer só com o que a gente AMA usar, e fazer essa menor quantidade de coisas render entre si, e usar muito tudo que se tem: “Se eu estivesse fazendo compras nesse momento, eu compraria isso?” Se mais atrapalha do que ajuda, não precisa estar nos nossos armários!


  • Tempos atrás a gente colaborou com uma matéria pro portal Terra e o texto rendeu 12 boas e verdadeiras dicas pra fazer aquela faxinooooona no armário. Além de ser uma delícia abrir espaço físico (e mental!) no próprio guarda-roupa, cada vez mais a gente comprova no trabalho de consultoria de estilo que ninguém precisa de tanta coisa, viu. E que com mais qualidade e menos quantidade a gente rende mais — em tempo de se arrumar, em satisfação em frente ao espelho, em inteligência ao gastar do dindin que a gente ganha. A matéria do tá transcrita (e um pouquinho adaptada) aqui embaixo, ó!

    dicas certeiras pra fazer aquela faxina no guarda-roupa e abrir espaço (físico e mental) na vida toda.

    1 Promessa boa de fazer pra gente mesma é essa: a cada peça nova que entrar no guarda-roupa, uma velha pode ser doada, vendida ou trocada. Assim entra ano, sai ano e o armário permanece ventilado, sem abarrotar.

    2 Não usou aquela blusa ou saia no verão passado? Tem uma chance grandessíssima de não usar neste também. Então ó, a peça pode sair do guarda-roupa – e da vida.

    3 Tipicamente faz mais mal do que bem estocar roupas pra se usar um dia: quando perder peso, quando isso ou aquilo acontecer. A gente aqui pensa sempre que, mesmo com quilos a menos (ou em qualquer outro tempo que não o presente) o corpo da gente muda Mesmo com alguns quilos a menos, o corpo vai mudando com o passar do tempo. E a gente, você, todo mundo merece se presentear com o que veste melhor AGORA, nesse exato minuto.

    Peça vintage não é a mesma coisa que peça velha! E a não ser que se tenha tudo-a-ver com o estilão antiguinho de brechó, não vale guardar peças de outros tempos — mesmo quando “a moda volta” a forma das peças é outra, os materiais são diferentes, a construção da roupa é toda outra.

    5 Um armário cheio demais limita a criatividade: geral se acostuma a usar uma blusa só com uma calça específica, ou um vestido só com um sapato… geralmente repetindo uma única fórmula que já deu certo, sem experimentar novos usos, sem versatilizar peças e fazer render o que se tem. Guarda-roupa enxuto funciona melhor e facilita o exercício de aprender/explorar possibilidades e combinações. Se liga: se uma peça não rende pelo menos 3 looks diferentes, ela não é nem prática nem tão funcional.

    6 Se tem peça parada no armário por conta de comprimento, tipo de manga, ombro fora de lugar… vale descolar uma costureira pra tentar ajeitar e estender vida útil da peça, né? (Só vale pra peças MUITO AMADAS, e se não for esse o caso é melhor repassar a peça do que gastar com ela).

    7 Fica ligada que sapatos que já passaram muitas vezes por consertos uma hora podem deixar a gente na mão. Até sobrevida tem limite! ;-)

    8 Muitas vezes a gente compra por emoção, ou se apega às lembranças que uma ou outra roupa carregam — vestido de noiva, blusa da formatura, presente de alguém querido, look do dia em que se conhece alguém importante, etc. Tudo bem ter no armário um ‘cantinho sentimental’ mas né, esse cantinho não pode ocupar tanto espaço que atrapalhe a parte funcional do guarda-roupa.

    9 Roupa tem que servir pra vida que se tem: não adianta ter uma dúzia de terninhos se você não trabalha mais na multinacional ou se largou o Direito há anos. Também não vale a pena ter um monte de vestidos de festa ou blusas de balada se no fim de semana seu programa favorito é ir pro parque com as crianças ou com o catioro.

    10 Essa a gente vê direto nos armários das nossas clientes: geral deixa de usar coisas que não estão à vista. Saquinhos capinhas sacolas caixas só vale se ventilam e, principalmente, se permitem visualizar/acessar facilmente o que acomodam! No nosso trabalho de revitalização de GR a gente faz a maior força pra deixar tudo à vista, inclusive acessórios!

    11 Tiro de misericórdia: se der dúvida de tirar uma ou outra peça, faz um experimento e guarda essas (POUCAS) peças numa mala, ou lá no alto do guarda-roupa. Daí bota na agenda pra revisitar essa peça em 6 meses pra ver se o coração ainda bate forte — e se não bater, é trocar ou vender ou doar sem dó.

    12 Fica fácil, no fim de toda faxina de armário, visualizar novas possibilidades. Faz uma listinha do que ainda não tem no seu acervo e que faria diferença… e segue a vida com essa listinha pra fazer compras futuras bem certeiras.

    <3

    + limpeza estratégica de guarda-roupa
    + abrindo espaço físico e mental no guarda-roupa


  • Pensa só: parte mais importante de qualquer silhueta, em todos os looks que a gente faz, é o rosto — é com ele que a gente olha no olho, procura entender o mundo (e os outros), com ele que a gente fala e pra ele que a gente olha o tempo inteiro quando se relaciona com a vida. Faz sentido, então, ter em mente que o que a gente usa perto do rosto é o que acaba sendo mais notado, mais percebido, mais gravado na mente das pessoas.

    Imagina que se a gente repete a mesma calça nos 5 dias de uma mesma semana e coordena essa peça com 5 partes de cima diferentes: parece que a gente usou todo dia um look novo. Mas ao contrário, se a gente usa nos 5 dias da semana uma mesmíssima parte de cima e partes de baixo 100% diferentes… ainda assim parece que a gente usou a semana toda o mesmo look.

    Choque, né?

    Por conta dessa percepção, a gente se propõe a fazer conta nos guarda-roupas das nossas clientes e a matemática boa da versatilidade fica assim: 5 partes de cima pra cada parte de baixo que se tem. E a gente põe na conta tudo que vai em cima — vale blusa, cardigan, colete, camisa, regata, jaqueta, etc. E mais: macacão, macaquinho e vestido contam como parte de baixo por que né, é muito possível acrescetar partes de cima (por cima ou por baixo) e assim versatilizar.

    uma conta prática pra ter um guarda-roupa enxuto mas muito coordenável, versátil em tudo! no blog da Oficina :: http://www.oficinadeestilo.com.br/blog/matematica-de-guarda-roupa/

    A conta então, pra fazer render o que a gente tem e botar em prática nossos superpoderes versatilizadores de roupas (!!!), é manter o guarda-roupa funcionando com mais partes de cima do que de baixo — num mundo ideal, idealíssimo, nessa proporção de 5 pra 1. E essa é uma boa direção pra quem vai aproveitar liquidações: do que a gente precisa mais (nesse momento), partes de cima ou de baixo? ;-)

    + série de posts GUARDA-ROUPA DOS SONHOS
    + ebook COMO CONSTRUIR UM GUARDA-ROUPA INTELIGENTE

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