Há tempos a gente vê essa megaonda de celebridades desenvolvendo parcerias com empresas de moda, né, amigos? Pra lançar roupas e acessórios e jóias e bolsas que tenham a cara dos figurinos-de-vida dessas mesmas celebridades, pra agradar quem admira, pra quer estar um pouquinho mais perto desse objeto de admiração – porque ninguém fica parecido com o ídolo porque usa o que ele “criou”, néam?!?? Pois se a gente já viu linhas de Natalie Portman, Chole Sevigny, Lilly Allen, Madonna e mais tantas, agora tem três novidades que a gente só vai ver em blogs e em fotos (fora as sortudas que moram fora e que tão de viagem marcada): diz que Rachel Zoe, Nicole Richie e Gwyneth paltrow tão com ítens de moda pra sair do forno fashion das celebridades que geram desejo.

eu voto em regina casé: ninguém é mais brasileira-e-autêntica no vestir (sério!)
Rachel Zoe, personal stylist de gente que tem looks bem bons (tipo Demi Moore, Debra Messing, Cameron Diaz e Keira Knightley), vai fazer roupas inspiradas nela mesma, “acessíveis com cara de luxo”. Todo mundo que ela veste tá sempre bacana, como não ter expectativa em relação ao que ela quer que a gente vista? Nicole Richie, depois de lançar uma linha de jóias (super bonita, de verdade) que vendeu tudo que tinha disponível pra vender, vai fazer sapatos – dado o estilão dela, meio-que-desenvolvido em parceria com a própria Rachel Zoe, não tem como sair ruim. E Gwyneth já até soltou na internê uns desenhos de sua coleção de “roupas inspiradas na androginia feitas com cashmeres e lãs super boas”. E a gente babando aqui com desenhos e links de blogs internacionais – máximo que dá pra alcançar dessas parcerias. Que se a gente depender das nossas celebridades – ou mesmo das nossas empresas de moda pra fazer parcerias, quem vai ter vontade de vestir essa moda? Que celebridades a gente tem aqui que inspirariam toda-uma-linha de artigos “fashion”? Quem a gente ia querer vestir? A discussão da “juventude” do Brasil no quesito maturidade de indústria de moda alcança também a imagem de moda que a gente apresenta, não?!?? Quem daqui tem imagem fashion madura, forte, constante e “copiável”?!?? Alguém sugere?
Mais de celebridades e moda aqui no blog:
Cada um tem as celebridades que merece!
Celebridades x modelos
Moda e celebridades
Ontem teve festa de entrga do prêmio Grammy, amigos. E a gente AMA looks de tapete vermelho mais que a própria vida – quem dera ter um monte de festas assim, pra se vestir de princesa com mega frequência (néam?). No style.com tem uma super galeria de fotos com mil looks do povo que foi à festa – aliás, diz que Anna Wintour em si arrumou o look dessa cantora Adele, sabia? A gente leu no Erika Palomino (clica pra ler também, se for o caso). E aqui tem os quatro looks meio-que-favoritos dessa Oficina, comentadinhos aqui embaixo. Que tem coisa boa pra reparar nessas moças, sabia?!??

essas são jennifer hudson, gwyneth paltrow, leann rimes (quem mesmo?) e zooey deschanel: todas lindas – vale ler escutando a adele, que ela é maravilhosa (anna wintour super sabe das coisas!)
Pode ser só na foto, mas a Jennifer Hudson tá parecendo bem mais magra, não tá? A gente achou que as cores foram super bem posicionadas, com a parte clara cobrindo a parte menor do corpitcho e a parte escura cobrindo a maior – claro geralmente expande e escuro geralmente retrai, então o look equilibrou a silhueta, sabe como?!?? Mais: o look deixa em evidência partes magrinhas do corpo: braços, pernocas e pescoço. E o vestido super define a cintura… tipo, tudo nesse vestido é bem bom pra ela. E que comprimento chiquérrimo, não?
E Gwyneth, super musa da Oficina, tá mais musa que nunca. Tá uma musa glamourosa, poderosa, jovial, super moderna: o cardigan complementa o vestido e quebra a coisa “festona”, deixa o look mais descolado e mais leve – sabe que na vida real a gente vive trocando as echarpes e pashminas das clientas por cardigans finos, na hora de complementar vestidóns de festa? E super funciona, de verdade. Gwyneth ainda escolheu usar uma meia-calça fina meio prateada, com uma sandália também em prata: o look ficou inteiro meio metalizado, elegante mas muito muito moderninho também. Tipo “fora do padrão” de um jeito bom, né?
E essa moça LeAnn Rimes, hein? É cantora? A gente não conhece mas já e fã, que ela ‘tá super “apropriada para sua idade” com esse look (na nossa opinião). As cores são super não-previsíveis e formam uma coordenação liiiinda. Os detalhes de metal na cintura deixam o look super mega atual (tempo de tachas!) e fazem com que a gente pense que LeAnn é super “do rock” (rá!). E se o sapato fosse fechadinho, forrado em tecido e tals, o look podia ficar ‘princesa’ demais (ou apropriadíssimo pra um tapete vermelho mais formal, mais tradicional!); mas a sandália pesada foi a escolha certa: ficou super super jovem.
Pra terminar, Zooey Deschanel de fada! O vestido junta dois decotes ótemos – tomara que caia e um ombro só, tudo ao mesmo tempo – e é leve no tecido e na cor. Aí Zooey, muito mudérna, escolheu uma meia-calça clarinha/transparente, no tom do vestido pra acompanhar – ela pode com essas pernocas, né? E o sapato preto, na teoria (de novo a teoria!) nunca rolaria… mas rolou. Por ter sola baixa (sem a meia-pata) e por ser aberto, o preto não pesou – mas sim quebrou, com delicadeza, a “fadice” da atriz/cantora e deu uma incrementada boa no look lilás. Tipo um tiquinho de rebeldia num look fofíssimo-demais. A gente conversou sobre meia-calça clara no Encontrinho e ela logo apareceu! – não vai demorar pra aparecer em post aqui no Oficina também. ;-)
Pra mais diversão, tem aqui uma pesquisa com os piores looks do Grammy – tão competindo Paris Hilton, Paula Abdul (medonha no look amarelo) e Kate Perry, entre outras. Risadas garantidas ou seu dinheiro de volta.
Gente! Tamos falando aqui há tempos da nossa vontade de usar a moda pra ficar mais mulherzinha – e de como a mesma moda tá ajudando a gente com comprimentos mais curtos, modelagens mais ajustadas, cinturinha marcada e cores femininas. Não é? E a gente tá feliz porque aos pouquinhos tamos mesmo acrescentando detalhes desses nos looks da vida real, e tamos vendo mais e mais gente também aderindo, ficando menos fofucha, mais menininha-madura, menos bobinha. Sabe quem também sentiu vontade e radicalizou? A Gwyneth Paltrow. Bafo.

Primeiro ela apareceu com um cabelo mais curto e rebelde. E sem querer querendo, a gente já entende liso como comportado e ondulado como rebelde, mais livre – não é assim mesmo? Então na sequência ela aparece dias seguidos com vestidinhos micro, pernocas super de fora, decote, sandália super de “mulher forte e decidida”, tudo em preto. Tem uma mensagem aí, não tem? Tem: ela tá na capa da GQ inglesa (a de junho próximo) e diz que na entrevista ela conta que “está desesperada pra mudar sua imagem pública”. Tipo ela quer que as pessoas saibam que ela não é fria e distante e freca como parece ser (eu nem acho). Então, se Gwyneth fosse nossa cliente, a gente ia querer que ela aparecesse nesses lançamentos e festchinha assim, ó:

Tecido é (quase) tudo: o toque sedoso, que dá vontade de passar a mão, é por si só mais feminino. As cores podiam ser escuras e neutras, equivalentes ao preto, mas menos duras porque as cores da própria Gwyneth não são tão fortes (pele clarinha, olho calrinho, cabelo clarinho, tudo suave!). E se fosse o caso, usar uma vez ou outra cores coloridas em looks mais cobertos, tipo no do vestido verde, equilibrava a equação: menos carne, mas mais cores. E cor colorida dá sensação de mais próximo, mas amiga, não dá? As formas podiam ser mais soltinhas, com volumes inteligentes/detalhes originais – precisão nas escolhas, detalhismo, vontade de se destacar: é isso que comunica!. As pernocas podiam continuar de fora, às vezes com meias elegantes. É mais feminino de um jeito mais forte e menos forçado, não? E ficou um grupo de looks tããão legal! Gwyneth, amiga, tamos aí.