11.
fev.
10.

A CONTRIBUIÇÃO DE MCQUEEN

publicado por: Fernanda

Alexander McQueen enxergou o futuro antes – e dividiu sua visão com todo mundo. Entendeu antes que individualizar é o caminho da moda inteligente, e instalou arte na sua passarela pra ajudar a gente a entender. Também com seu trabalho fez a gente lembrar que amigos vêm antes de tendências e vestiu a camisa de Kate Moss quando ela precisou. Essa mesma amiga arrepiou toda uma platéia de desfile em forma de holograma (gênio), fantasmagórico e impactante. Alexander McQueen faz a gente lembrar que moda é mais que roupa, por mais que redes de fast-fashion (e todo o resto do mundo!) reproduzam suas criações pra que mais gente beba dessa fonte. E essa é uma contribuição muito digna pra todo um mercado profissional – porque antes de ser profissional a gente é gente. Com coração, com paixão, con encantamento, com olho pra brilhar.

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Alexander McQueen, estilista inglês mais que incrível, morreu na manhã de hoje. A gente na Oficina sente gratidão por esses momentos e essas imagens de arrepiar, de encantar, de não esquecer nunca mais. :(

8.
dez.
09.

História do trench coat

publicado por: Cacau

Sempre dá uma pontinha de curiosidade pra saber de onde vieram peças-ícone da moda. Tipo as bolsas da Hermés, ou da Chanel, e o trench coat da Burberry, né? E sabe que quando a gente vai atrás dessas histórias, muitas vezes, elas acabam sendo super mais interessantes do que a gente pensa. No caso do trench coat da Burberry, é possível perceber uma evolução fashion muito louca – e útil!, afinal ele nasceu como uniforme de guerra. Sabia?

Na I Guerra Mundial, as batalhas eram de contato – o soldado tinha que se arrastar e se esconder nas trincheiras pra assim chegar perto do adversário. Não era tipo a II Guerra, em que as brigas podiam acontecer à distância, com tanques e aviões e etc. Então o Thomas Burberry – fundador da marca – criou esse casaco pro exército inglês usar na I Guerra. Servia pra proteger de chuva, do frio e tudo o mais, tudo sem perder mobilidade, sendo confortável. Originalmente, o casaco se chamava ‘raincoat’, mas como os soldados lutavam nas trincheiras – as “trenches” – e daí virou trench coat.

burberry

O casaco funcionou tão bem pra sua finalidade que continuou no uniforme dos soldados ingleses na II Guerra – e o pessoal americano também aderiu. Read more

10.
nov.
09.

UM POUQUINHO DE HISTÓRIA DA MODA COM BALENCIAGA

publicado por: Fernanda

Hoje a gente escuta esse tanto sobre Balenciaga, sempre com referência a uma moda muito atual, ligada nas ruas e no mundo globalizado, mas a história da maison é antiiiiiiga! E a simplicidade apresentada em suas coleções de agora – seja nas formas ou nas idéias, tudo sempre é simples mas muito impactante – acompanha a imagem da marca desde sempre. Cristóbal Balenciaga começou a costurar ainda jovem, com sua mãe (que era costureira), e foi incentivado a se aperfeiçoar por uma senhora da sociedade espanhola, chamada Marquesa de Casa Torres. Tempos depois ele abriu seu próprio ateliê e, pra se especializar em alta costura, comprava vestidos de grandes costureiros franceses, desmanchava todas as peças e as refazia do seu jeito! Com o começo da Guerra Civil Espanhola, Balenciaga foi obrigado a deixar seu país e partiu pra França – onde logo logo abriu um outro ateliê – isso era 1937. Os compradores franceses não demoraram a reconhecer o talento do jovem espanhol, mesmo que ele fosse esquisito: diz que Cristóbal Balenciaga tinha uma relação super ruim com a imprensa, por medo de que suas criações fosses copiadas. E mais: diz que ele apresentava suas coleções em desfiles tipo um mês depois de todo mundo, por conta desse mesmo medo!

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A simplicidade sempre foi a marca registrada das criações de Balenciaga, mas não uma simplicidade qualquer: o corte de suas peças é considerado o mais preciso de todos, o mais genial. Quando todos os costureiros franceses de sua época moldavam formas com corsets ou com camadas de tule como suporte, Balenciaga conseguia seus volumes (inimagináveis!) sem suporte interno nenhum. Em 1958 Read more

24.
mai.
09.

o que é vintage? (e o que é só velho?)

publicado por: Fernanda

Uma vez uma cliente perguntou pra gente como diferenciar o que é vintage do que é só antiguinho – pra saber o que tem valor, o que vale a pena guardar e o que pode ser descartado. A gente tentou explicar o valor da informação de moda na roupa – mas nem com muito esforço a gente conseguiria definir tão bem o que é vintage! É do Cajon DeSastre a melhor definição de vintage dos últimos tempos, direto desse post aqui:

“Para uma peça ser vintage os requisitos são os seguintes: ter pelo menos 20 anos de antiguidade, ser testemunha de um estilo próprio ou de um estilsta, não haver sofrido nenhuma transformação, representar um instante de moda e estar em perfeito estado.”

vintage_flickr

Então todas informadas e sabidinhas, de olho nas araras dos nossos brechós favoritos: vintage provavelmente custa mais – mas também tem mais valor e mais informação de moda. O que não descarta uns bons e “velhinhos” achados com menos de 20 anos de história-fashion, né?!??

13.
mai.
09.

lindezas-fashion de antigamente

publicado por: Fernanda

Olha que coisa mais incrível o flickr dessa Mille Mott! Tem coleções de álbuns recheados de imagens de moda antiguinhas, de revistas tipo Vogue e Seventeen das décadas de 40, 50 e 60. Tem também anúncios, ilustrações e inspiração de sobra: uma quantidade infinita de combinações de cores, de proporções que a gente pode “revisitar”, de acessórios que hoje são vintage e mais. Passeio delícia pra essa tarde tão linda (não tá?!??). Foi dica da Bella! ;-)

lindezasvintage

Quem queria dar um abraço de gratidão nessa moça por disponibilizar isso tudo na internê levanta a mão! \o/

23.
abr.
09.

(quase) todas as saias do mundo!

publicado por: Fernanda

Numa época em que a gente trabalha mointo e tem bastante responsabilidade, um top jeito fácil e rápido de ficar feminina é usando saias – que têm tudo a ver com nosso lado mulherzinha, já que para os meninos usar saias  ainda não é assim… super ok (clica que é muito legal!). Saia é tipo ‘feminilidade instantânea’. Existem bilhões de modelos, e aqui tem uma listainha com os que a gente mais vê/experimenta na vida real nos últimos tempos. Vamos achar as nossas preferidas?

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retinha, tulipa, godê, lápis, enviesada e em A: todas essas sainhas foram desenhadas pro livro do xico gonçalves, abc da moda ;-)

Saia tulipa: o Pierre Cardin criou em 1957 um modelo de saia em que as preguinhas ficam perto do cós e somem na parte de baixo da saia -  o volume, então, fica na parte de cima do look, e na parte de baixo a saia fica mais sequinha. Bem boa pra moças bem magrinhas, já que cria volumes – tipo no bumbum e nas coxas!

Saia godê: é o modelo que mais precisa de tecido pra ser feito! A saia super rodada, com mointo volume, ficou famosa na década de 50 por conta do New Look do Dior – e rodopiou muito nos corpinhos das moças que dançavam o rock n’ roll daquela época. É cortada como um grande círculo, com um espaço no meio pra envolver a cintura de quem usa!

Saia evasê: também é conhecida como a saia em A, ou seja, mais ampla na parte de baixo do corpo. Na teoria é a saia que mais disfarça quadril grandinho – na prática todo mundo tem que experimentar tudo, e com a mente aberta!

Saia enviesada: super romântica, super fluida! Sabe quando o tecido é cortado na diagonal e não na direção da trama dos fios? Se a saia é costurada dessa forma, enviesada, ela cria a sensação de silhueta violão – por isso é um modelo ótimo pra meninas com formas retinhas.

Saia envelope: a saia tem três partes (quase iguais), uma fica atrás e as duas outras se sobrepõem na frente da peça. Dependendo do fecho pode acrecentar volume bem na barriguinha – a parte boa é que quase sempre esas saias são bem sequinhas e acabam afinando o quadril. Mointo boas pra usar com camisetas (ou outras partes de cima quaisquer!) por dentro.

Saia reta: a mais clássica de todas e a que combina com quase todos os tipos de corpo! A saia reta é bem boa pra ser coadjuvante dos tops mais bafo que a gente tem no guarda-roupa – e Carine Roitfeld apareceu linda com uma versão jeans, tempos atrás (lembra?).

Saia lápis: é a saia que afunila desde a cintura até o quadril e as coxas – mas é diferente do modelo “tulipa” porque não cria volumes na cintura. Como ela é mais justa do que os outros modelos, fica mais legal em quem tá com tudo em cima, sabe como?

E tem mais modelos, tem mais jeitos de usar, tem mais opinião e dicas pra dividir. Vamos continuar esse post nos comentários?!? Juntos?!?? ;-)

17.
mar.
09.

apertinho no coração

publicado por: Fernanda

Uma pena que, com quase-nada de história de moda original – e com esse quase-nada muito pouco organizado, a gente tenha que aprender e entender a importância do Clodovil pro nosso meio/mercado só quando ele morre. Eu e a Cristi mesmo, que não estudamos moda (na faculdade) e ainda não fizemos curso de história da moda no Brasil (mas vamos fazer, já já), não sabemos – ainda – a dimensão da colaboração desse costureiro pra formatar o que a gente vive hoje, no nosso trabalho. Vamos então esperar os textos de gente que sabe mais, tipo Alcino e companhia, pra aprender juntos. E olha, deve ser uma colaboração e tanto – pessoalmente, eu não fui dessas crianças fashinoistas nem nada, mas lembro super do Clodovil desenhando na TV Mulher todo dia de manhã. Era bem estilão “querendo ser” moda pra vida real.

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A foto é do UOL Moda, e acompanha um texto super bom e rapidinho sobre a vida e sobre a carreira do Clodovil, escrito pela Mariana Rocha. Quem encontrar mais textos pode deixar o link nos comentários pra gente ter aqui uma centralzona de pesquisa depois, o que acham? Que a gente nem é próxima nem fã nem nada, mas sempre dá um apertinho no coração quando alguém morre, não?!??

29.
dez.
08.

as donas da personalização

publicado por: Fernanda

A legendária Regina Guerreiro disse num seminário fashion no ano passado que “o mundo ficou um lugar meio tedioso, as pessoas estão se vestindo igual, estão industrializando a mesmice.” A gente concorda. Falamos em estilo pessoal, em individualização e personalização o tempo todo, mas ninguém é tão original quando se depende do mercado: tudo que a gente veste vem das mesmas lojas, dos mesmos shoppings, dos mesmos lugares, não?

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as costureiras da tarsila!

Durante a segunda guerra mundial a recessão e o racionamento de tecidos obrigou a mulherada a se virar pra conseguir um look bom: “devido ao aproveitamento de sobras de tecido tornou-se moda o debrum de outra cor nas golas, mangas, etc; ou a gola, tampos de bolsos e acabamentos em outro tecido, servindo de enfeite para os momentos de crise econômica”, foi o que o professor João Braga escreveu num artigo antiguinho para a revista Costura Perfeita. As melheres da década de 30 customizaram por uma necessidade. A gente acha que hoje há uma outra necessidade, diferente da delas: só dá pra individualizar (de verdade!) quando a gente mesmo põe “a mão na massa”. Como não dá pra tecer o prórpio tecido, tingir em casa, criar, modelar, costurar… quem salva a gente são as costureiras! Tipo tem que ter, essas senhorinhas que salvam a gente na hora dos ajustes e acertos também podem salvar a gente no look todo.

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infância na costureira: montação pra festas juninas!

Uma delícia adaptar uma peça pra que fique perfeita pra gente: mudar uma manga, diminuir uma prega, subir uma bainha (fundamental!) ou acrescentar um botãozinho a mais pode fazer toda a diferença. Mais delícia ainda ver materializada, pelas mãos dessas fofas, uma criação/inspiração/invenção autoral, nossa! Tipo parte de cima do vestido da celebrity com a parte de baixo vista numa vitrine – na medida perfeita, construída sobre o corpo, com cuidado e carinho, com as mãos. Escolher tecidos, então…! Quem mais tem looks assim, “desenvolvidos” em conversinhas entre duas pessoas apenas, na intimidade de ateliês quase sempre simples? Só quem tem uma costureira incrível!

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vestido de casamento TEM QUE ser personalizado, né?

Mais do João Braga: “interferir naquilo que já está pronto ou mesmo criar uma nova peça que seja única ou individualizada; pegar alguam coisa e transformá-la em outra – a palavra ideal da língua portuguesa para identificar esse processo é ‘personalização’. E nisto brasileiro é craque, talvez até mesmo por necessidade de expressar criatividade. Qualquer costureira das mais simples sabe o que é fazer uma reforma de roupa e inventar alguma coisa nova a partir de algo já existente.” E se a gente tem repertório, se tem história pra contar, a gente tem estilo. E dá pra imprimir isso em vontade autêntica, super pessoal, não dá?

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ronaldo fraga homenageou: suas costureiras foram pra passarela! – a gente tá no mesmo time

Mas será que a gente é craque nisso mesmo? Que todo mundo quer ‘expressar criatividade’, mas e o medo? E o preconceito? Fora de SP a coisa rola muito mais tranquila, mas aqui tem meio uma tensão em relação à costureiras e à “roupa mandada fazer”! Se for por falta de indicação de gente super bacana e cheia de habilidade, aqui tem a listinha de profissionais que trabalham com a Oficina, sempre incríveis. E todo mundo pode contribuir nos comentários com contatos de costureiras bacanas de outros lugares, pra gente montar uma agenda exteeeensa. Que tal?

Tamos de férias, amigos! Esse post foi escrito há um tempão e programado pra reaparecer aqui desde antes! A gente explicou essa “programação piloto-automático” aqui, ó! ;-)

12.
nov.
08.

um pouquinho da história de louis vuitton

publicado por: Fernanda

(Senta que lá vem história!) Diz que em 1854, bem na época de revolução industrial e progresso e viagens de navio, tinha esse rapaz que trabalhava como embalador. Um dia ele teve vontade de embalar as coisas de quem viajava de um jeito mais inteligente, e inventou uma tela impermeável e forrou baús com ela, com acabamentos de metal e tudo. Os clientes surtaram, acharam aquilo tudo de bom, começaram a encomendar loucamente e o negócio surgiu. O nome desse embalador era Louis Vuitton e foi assim que tudo começou, veja só! Essa tela não era essa estampada com monograma que a gente conhece hoje, e nem foi a primeira a ser criada, sabia?

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tem pra todos os gostos! sonho de consumo total!

Trinta anos depois, em 1888, Louis Vuitton (em si) decidiu que ia dificultar a vida de quem copiava os baús dele – já tinha cópia nesse tempo! – e pensou num padrão único, que diferenciasse seus produtos e que os deixasse mais bacanas ainda. Daí foi criada a tela Damier, essa de quadrinhos escuros e mais claros, tipo um xadrez. Aqui dá pra ver que o xadrez é formado por microtracinhos que, colocados lado a lado, formam os quadrinhos – não é demais? As primeiras cores foram o preto e o marrom, que depois evoluíram pra preto e chumbo e preto e creme. A tela com monogramas só foi feita em 1896 (quase quarenta anos depois do começo!) e os desenhinhos que acompanham as letras LV até hoje são um mistério: nem a empresa sabe em que foram inspirados, mas todo mundo acha que foi influência do japonismo, das florzinhas de cerejeira e tals. Louis Vuitton já era moderno no tempo de antigamente, não é mesmo?

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Daí que, nesse meio tempo, o antigo-embalador que virou fazedor de malas pensou num jeito de fabricar essa tela mais maleável, com movimento. Até então somente baús rígidos eram produzidos, e o sucesso era tanto que valia a pena expandir o catálogo de produtos – pra fazer bolsas, pastas e mais. No começo, cada bolsa tinha uma função específica, tipo a bolsa-saco (a terceira da foto lá em cima) servia pra carregar garrafas de champagne para pequeniques (que tudo!). Hoje a LV tem um catálogo super mega extenso de produtos, com roupa, acessório, jóia, calçados, lenços, relógios e óculos – tem até porta-post-it, coleira pra Wendy e guarda-chuva – e ainda é possível encomendar qual-quer coisa feita por eles. Tipo podem encomendar cama, baús com divisões específicas, barraca de camping (vai saber), qualquer coisa mesmo. Quem cuida desses pedidos especiais (chamados “special orders”) é um cara da quinta geração da família, na casa que foi do próprio Louis Vuitton e que hoje hospeda um museu (junto com o atelier em que as peças são feitas). Pode fazer visita e tudo à essa casa/museu, que fica em Asnières na França. Passeio chiquérrimo, néam? =)

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celebs de hoje com bolsas centenárias!

Por conta do envolvimento da família, mesmo pertencendo a um grande grupo de gestão de marcas (LVMH) a Louis Vuitton é considerada uma empresa familiar. Mesmo sendo uma marca mais que centenária, as sacadas pra se manter moderna foram geniais – e deram certo. Logo depois de comemorar o centenário da tela monogramada, em 1996, a LV chamou o estilista Marc Jacobs pra perto: além de renovar a cara da marca, ele ainda criou linhas de roupas e de sapatos – depois de jóias e acessórios também. A primeira novidade que MJ trouxe foi a tela de monograma feita em verniz colorido (isso era 1998), que era pra ser uma tiragem especial e virou linha permantente, pra você imaginar o tamanho do sucesso. Depois dessa vieram todas as parcerias com gente nova, ligada à arte e ao mundo pop: as bolsas grafitadas feitas por Stephen Sprouse, os patchworks de Julie Verhoeven (mointo fofos!), o monograma colorido do Takashi Murakami (e as cerejinhas, e agora também a camuflagem) e a arte do Richard Prince. Tudo super tradicional e ao mesmo tempo suuuuuper moderno.parceriaslv.jpg
sprouse, verhoeven, murakami e prince: tudo increíble

A Louis Vuitton dá garantia de 10 anos pras bolsas que faz, e se for preciso troca alças e forros sem custo nenhum pra seus clientes – elegantes, não? E de tempos em tempos materiais novos são inseridos nas coleções, tipo couros novos (e exóticos), jeans, teflon e mais. E é tudo cuidado pra não destruir o planeta, tudo sustentável, tudo feito com qualidade incomparável (diz que ninguém tem o know-how que eles têm!), muita coisa feita à mão (até hoje) e tudo cuidado nos mínimos detalhes. Esse encantamento vem daí, dessa atenção. A gente se encantou mesmo com essa história, que a gente ouviu essa semana no trabalho no shopping Cidade Jardim. E tudo mais que a gente aprender vai ser dividido aqui – tanta marca legal, tantas lojas super bonitas, tantos materiais e acabamentos novos… todo dia a gente cresce um pouquinho mais por lá. E tudo que tiver de mais legal a gente traz pra cá – continua aqui com a gente pra ver!

Mais:
Pra investir numa primera power bolsa
Tudo sobre bolsas (na silhueta e na imagem)

20.
ago.
08.

vídeos e histórias de yves saint laurent

publicado por: Fernanda

O vídeo aqui embaixo mostra um desfile do Yves Saint Laurent em 1962 (!!!), cheio de pivôs e opiniões – tá tudo em francês, mas tem legendas em inglês e assim a gente pode ouvir os comentários de quem assiste. Tem gente que diz “nossa, é super difícil de usar” e mais “daria uma ótema foto” – a gente (às vezes) também pensa assim, mesmo hoje nos nossos dias, né? No vídeo ainda tem a irmão da Jackie Kennedy – tão elengante quanto! – dizendo que super curte o YSL e que desejava que o povo nos Estados Unidos não copiasse suas criações, que ela “não queria ter o mesmo tailleur o mesmo vestido as mesmas roupas que todo mundo”. Tá bom pra você?!??

Numa certa altura do vídeo alguém pergunta pra essa jornalista francesa, Edmonde Charles-Roux (que diz que era amiga de Chanel e depois virou sua biógrafa oficial), se o futuro da moda é o pret-à-porter. Sabe o que ela responde? Que não! Que o futuro da moda depende da criação – e ela diz da criação da alta-costura, de onde o pret-à-porter pode até tirar idéias e usar, mas só. Seria uma discussão bem boa pros tempos de agora, não?!??

A história de YSL é boa de um jeito que demora pra ter mais histórias boas assim pra contar (na moda). O estilista saiu de casa com 17 anos (de-zes-se-te!) pra trabalhar com ninguém mais ninguém menos que Christian Dior. Quando Dior morreu, em 1957, foi o YSL quem passou a comandar a maison – nesse tempo ele tinha 21 aninhos (gente, vin-te-um!). Em 1962 ele saiu da Dior e abriu sua própria marca – bem a época do vídeo! – e daí pra frente a história só melhorou: teve vestido trapézio, teve jaquetas tipo safári, teve inspiração na pop-art (com os vestidos Mondrian), teve smoking pra meninas, teve silhuetas dos anos 20, 30 e 40 (diz que YSL foi o primeiro estilista a revisitar épocas). Foi o primeiro também em muitas outras coisas, tipo abrir loja de pret-à-porter (a Rive Gauche), tipo colocar modelas negras na passarela, tipo ainda vivo ter exposição-solo no Metropolitan Museum of Art (o MET, que todo ano recebe a festona mais glamour do povo da moda, sabe? comandada pela Anna Wintour por conta do Costume Institute do museu!) e mais.

Fora que a história pessoal dava uma novela, das bem animadas (e lhindas). YSL teve um namorado/parceiro de vida toda, teve passagem pelo exército (em guerra!) e por um hospital psiquiátrico (pra tratar um nervous breakdown), teve musas-amigas incríveis, conviveu com o top glamour, top sucesso, top reconhecimento, com o que a gente imagina que tenha de mais legal no mundo da moda. Alguém podia contar essas histórias, néam?!?? Outras histórias você pode ler aqui:

no Dus Infernus
no Fora de Moda
no About Fashion
no C’est Sissi Bon (ótemo!)
no Prataporter
no MyPreview (com link pra mais vídeos)
e nessa série de vídeozinhos comentados

A Oficina


A Fê e a Cris são personal stylists de gente da vida real e dividem, aqui no blog, tudo que aprendem nesse trabalho.