Primeiro foi a corrente, depois foi o nó, dessa vez o elemento escolhido pra decorar a maioria dos looks da coleção da Huis Clos foi a franja. Uma franja leve, delicada, que balançava pra lá e pra cá enquanto as modelos caminhavam e nese balançar mostrava e escondia o pedacinho de pele que cobria. A franja da Huis Clos é curtinha, dá acabamento às peças e agrega movimento aos vestidos e tops mais retinhos.

As cores muito claras e peles leves que pareciam algodão faziam com que as roupas flutuassem na passarela. As fendas que deveriam revelar as costas ou as pernas vinham cobertas por uma seda delicada que tirava a sisudez da lã mais estruturada. E a transparência (até em luvas-segunda-pele) e o vazado estavam lá como a gente supunha que deveria estar. Porque não tem quase nada mais que mostra e esconde ao mesmo tempo do que um tecido bem fininho, né!?!
Por mais que imagens de moda sempre dêem idéias pra gente usar do nosso jeito, é uma delícia ter peças das marcas que a gente mais ama, né? E se a gente vê tantas marcas desfilarem, alguma coisa elas devem ter de legal – ter peças dessas marcas, então, representa mais do que só ter uma roupa nova: tem design, tem reconhecimento, tem tema (com que a gente pode se identificar!) e tem o nosso amor, o nosso desejo! Por isso a gente pensou em fazer aqui no blog um catálogo de endereços das marcas de que a gente falou durante o SPFW. Pra todo mundo procurar saber onde vende, ir à loja conhecer o produto de perto, experimentar pra ver como se sente e, quem sabe?, levar alguma peça pra casa pra chamar de sua.

Essa é mais ou menos a nossa idéia de “fazer a moda ter eficácia”. Não adianta só a gente amar em imagens e não consumir – nem que seja por inspiração, pra reproduzir temas e truques em casa. Read more
A Huis Clos pode ganhar o prêmio de cartela de cores mais legal do SPFW até agora. Quem ia pensar em colocar roxo, amarelão, cinza, branco e nude assim, bem pertinho um do outro? Essas cores não apareceram misturadas num mesmo look, mas em looks totais. E quando a gente olha assim, tudo junto, dá pra ter certeza que é possível coordenar isso tudo junto. Tipo calça roxa, blusa cinza e jaquetinha amarela, por exemplo. Ou sainha nude, regata branca e capinha azul. Né?

E se a gente tá reparando nos brilhinhos metalizados que aparecem salpicando um desfile aqui e outra ali, na Huis Clos esse brilhinho foi mais que só acessório. Os colares de correntes – em dourado, prateado, roxo e preto – tinham fios metalizados loooongos, meio que “fazendo parte” da roupa. Não como detalhe, mas como idéia inseparável e complementar. Read more
Os passeios com leitoras tem rendido surpresas ótimas e esperteza fashion pra todo mundo que participa – além de ser uma ótima desculpa pra gente encontrar gente interessada nas mesmas coisas pra passar uma tarde boa, dividindo experiência em moda prática, na vida real MESMO (as duas jaquetinhas que o passeio do Bom Retiro rendeu são as coisas que eu mais uso nos últimos tempos). O próximo já tem data: vamos todas passear pelo roteiro de lojas bacanas da Vila Madalena na quarta-feira dia 03 de junho (gente já é junho!), que nem só de baladinhas incríveis vive esse bairro – clica pra saber mais da Vila. O bairro em si já vale o passeio, com lojas e roupas e acessórios lindos, então…! Vamos?

No último passeio que a gente fez (pro Bom Retiro) o esquema de sair com a van dos Jardins e encontrar no destino quem mais quisesse participar deu super certo, então a gente vai repetir. A gente tá conversando com as lojas que a gente mais quer conhecer pra montar um roteiro – daí a gente posta aqui (logo logo!) o ponto de encontro pra todo mundo participar do passeio. A idéia é visitar essas lojas sendo recebidas por alguém que conte mais pra gente da marca e da coleção das araras, pra então ver tudo e provar juntas (se for o caso!), tipo visita guiada! Vai ser demais, tá uma animação aqui, vem também?!?? Vai ser na quarta das 14h até umas 18h30 (previsão, né?). Se programa pra encontrar a gente lá que vai ser tu-do de legal. ;-)
Mais dos passeio (clica pra se animar!):
Pra 25 de Março
Pra três brechós ótemos
Pra fábrica da Huis Clos
Pro Bom Retiro
A gente já foi, junto com as leitoras, até à rua 25 de março. Já foi também à fábrica da Huis Clos e da Maria Garcia, e fez um tour por três brechós top legais daqui de SP. Cada um desses passeios com leitoras rende muito mais do que parece que vai render: a gente conhece pedaços da cidade e juntas, enxerga um monte de coisas legais (que refletem no nosso pensamento de moda!); conhece mais de pertinho espaços e oportunidades, divide dicas e opiniões… e cresce, se diverte, morre de rir, guarda tudo de lembrança e vai acumulando “interessância” pro próprio ser (ai que filosófica!). Uma delícia, de verdade. Delícia que vai rolar na próxima sexta de novo, não é tudo de bom?!??

A gente conheceu a Cáren Nakashima num dos cursos da Oficina na Escola SP, e a amizade é que proporcionou o nosso rolê pelo BOM RETIRO: a Cáren tem toda uma conexão com o pessoal do bairro por conta de um documentário que tá produzindo com um grupo de lojistas coreanos, dos mais legais. O Bom Retiro é famoso por vender mointa roupa, e mooointa roupa barata – pra gente que vem do Brasil todo levar pra revender. Tem lojinhas e tem lojonas, que trabalham no esquema fast-fashion de pesquisar tendências internacionais e produzir tudo super rápido – e que fornecem pra vááários lugares legais, tipo lojas de shopping, sem a etiqueta do Bom Retiro. A maioria dessas lojas só faz vendas no atacado – mas a gente vai visitar cinco top lojas legais que vão deixar a gente comprar o que quiser, se for o caso, só nesa ocasião (quão legal é isso?)!!! A gente vai passear pela José Paulino, que é a rua mais famosa de todas – super concetração de um bilhão de lojinhas – e vai andar pelas ruas de trás, em que as lojas mais legais acabam ficando mais escondidinhas. Não vai ser demais?!?? Eita ansiedaaaaaade!
Vai ser na sexta-feira dia 20/03, e a nossa van vai sair dos Jardãns às 14h em ponto (que tudo lá fecha cedo e a gent etem que voltar às 18h). Contando comigo, com a equipe da Oficina (vai tudo virar filminho, né?), com as nossas guias e tals, ainda cabem OITO PESSOAS na van. Quem quiser ir junto pode deixar nome e endereço válido de email aqui nos comentários – ainda hoje chega email de confirmação, e ainda hoje a gente fecha essa listinha. Vai ser tudo por ordem de chegada (nos comentários) e por ordem de confirmação – entã quem demorar pra confirmar pode perder o lugar! Gente, anima. Vai ser mais que legal, super mega legal. Vai ser demais. ;-)
Parece que legging é um assunto polêmico, tem gente que ama, tem gente que odeia, mas quase ninguém é indiferente. Gostando ou não, a gente tem que admitir que elas apareceram bastante nos desfiles da última SPFW. Tanto que foram tema de bate-papo no último Encontrinho!!!
As leggings que a gente viu nas passarelas não eram modelos basiquinhos, não!!! Teve metalizada na Huis Clos, colorida e vazada no Ronaldo Fraga, de couro justésima (meio legging-meio bota) no Forum Tufi Duek, de paetê no Alexandre Herchcovitch, de tachinhas (!!!) na Amapô… Isso não quer dizer que a gente vai usar esse tipo de legging na vida real, mas mostra como nossos estilistas deram importância pra peça, chamaram atenção pra ela.

Na vida real a gente acredita que tem dois jeitinhos de usar legging: como se ela substituisse a meia-calça opaca em dias mais frio e como calça, mesmo – o mais importante, nos dois casos, é que ela seja mais compridinha chegando pelo menos no tornozelo (e tem essas que cobrem o peito do pé que são mais lindas ainda). Como elas cobrem nossas perninhas, são perfeitas pra usar com os sapatos mais fechados que vão fazer nossos pés no inverno, principalmente se a cor da calça e do sapato forem em tons bem próximos. E tem que tomar um super cuidado pra sempre coordenar a legging com partes de cima que sejam mais longuinhas, não pode marcar bumbum (muito menos marcar a virilha), né!?!
Eu pretendo usar legging como se fosse meia-calça e sobrepor vestidos um pouco mais curtos, que não ficariam tão bons se eu usasse sozinhos. Também dá pra usar com saias ou shorts mais curtos!!! E vou experimentar também coordenar com sapatos que cubram a barra da legging (pode ser botinha ou sapato tipo mocassim), sem deixar nenhum pedacinho de perna aparecendo.
Já a Fê está doida pra usar como calça!!! Ela vai coordenar a legging com partes de cima mais longas, tipo camiseta longuinha, tunica ou maxi-cardigan. Ela também prefere modelos que tenham a comprimento que cubra o tornozelo, chegando bem pertinho do sapato. Vai ficar bem fofo com sapatos tipo oxford e até com teninhos.

Brincar de proporções – top mais longo por baixo de uma jaquetinha mais curta, por exemplo – deixa a legging com uma cara bem atual, sabia!?! E quanto mais próximas forem as cores da calça e da parte de cima, mais longa (e fina) parece a silhueta. Durante o debate sobre a peça no Encontrinho, a (musa) Simone Esmanhotto falou que curte muito a legging metalizada, tipo da American Apparel (a gente acha bem mudérno e que acaba funcionando melhor na balada, mesmo)!!! E tem outras sugestões de como usar a peça aqui e aqui.
Gente, não tem jeito!!! Legging acaba engrossando a coxa, mesmo. Quanto mais opaca, mais gordinha a perna fica. Então, pra quem já é mais cheinha nessa região, o ideal é experimentar e se olhar no espelho munida de auto-crítica. Se achar que rolou é só sair por aí sem medo de ser feliz!!!
Depois do SPFW a gente sempre fica um pouco pensativa, tentando entender algumas tendências, tentando aplicar umas e já experimentando outras. Muitas vezes caimentos ou peças que até então a gente enxergava de uma maneira passam a fazer parte do repertório das nossas clientes, das nossas leitoras e de nós mesmas. É o caso da botinha de cano curto e dos sápatos de gáspea alta que a gente viu em quase todos os desfiles.
Quem acompanha a gente aqui no blog já deve ter lido um milhão de vezes nossas explicações das vantagens maravilhosas do sápato com gáspea baixa: gáspea é a parte da frente e de cima do sapato (que cobre nossos dedinhos e peito do pé) e quanto mais baixa é a gáspea (mais peito do pé aparece) mais longa fica a nossa perna (visualmente). Ou seja gáspea alta e botinhas que terminam no tornozelo acabam encurtando – e consequentemente engrossando – as nossas pernocas e silhueta. Nada, nada bom, né, gente!?!
Teve gaspea alta na Maria Bonita, no Herchcovitch e na Huis Clos
Mas acontece é que depois que a gente vê repetidas vezes botinhas lindas e sapatos com gáspea alta em coordenações incríveis, a gente fica com a maior vontade de usar. Não tem regrinha que segure!!! É aí que entra a nossa palavra favorita no mundo: COMPENSAR. Tudo (ou quase tudo) tem como compensar, não é ótimo!?!
Botinhas liiiiiindas nos desfiles da Maria Garcia, do Reinaldo Lourenco, da Priscila Darolt, da Animale (sexy) e da Simone Nunes
Então pra compensar o “efeito encurtador” das botinhas ou da gáspea alta o segredo é criar coordenações monocromáticas – nossa segunda palavra favorita! – que a gente pode conseguir com meia-calça opaca ou legging (calma, a gente ainda vai falar só de legging, tá!?!) em cor bem próxima à cor do sapato. Ajuda também se o calçado tiver um saltinho, que salto de cara já alonga a silhueta ou se o sapato for de um tom proximo ao tom da nossa pele. E se a gáspea sobe, pra sobrar mais perna, o comprimento também sobe: shorts, saias, bermudas, vestidos, tudo fica um pouco mais curto. Sempre com bom senso, amigas!!!
Há tempos que a gente percebe essa onda de colares gigantes nas temporadas de desfiles internacionais – e agora a coisa aconteceu não só nos desfiles dessa 26ª edição de SPFW, mas também na vida real: o povo dos corredores da Bienal já tava usando, as fotos daqui debaixo foram todas feitas lá, durante a semana passada! Os colares-de-agora não são só grandalhões. São também vistosos e às vezes contm como uma gola. Chamam atenção como ponto focal mesmo, não tão no look só pra “acessorar”, mas pra complementar com substância. E na crise (RÁ!) dá pra improvisar um colarzão com broches, lembra que a gente até fez post?!?? ;-)

até a cristi entrou na onda! e vanessa rozan, nossa vizinha de blog, também!
Os modelos mais longos acrescentam volume à seios pequenininhos; os mais curtinhos chamam atenção pro rosto – mas são perigosos pra quem tem pescoço curto e mais largo. Os vazados são a solução de (quase todos) os problemas da galhera, parecem mais leves e não cobrem mointo espaço no corpo/na silhueta. Vale observar traços de rosto pra acompanhar e complementar, com harmonia, o que a gente tem de melhor: gente de olho arredondado, nariz bolinha e lábio cheio pode ficar melhor com formas também arredondadas (ou mais dramática com peças na direção contrária!); gente de sobrancelha reta, nariz pontudo, olho puxado e lábio fino pode se acertar com peças angulares, retas e pontudas (pode ser que acessórios redondos/fofuchos demais deixem esse tipo de rosto mais amigável, ou mais bobinho – tem que ponderar em frente ao espelho!).

A sacada é escolher materiais que também complementem as roupas que a gente escolher pra usar junto: se a roupa é pesada, cubos e adereços transparentes (como os da Isabela Capeto) formam um bom par; se a roupa é opaca, estruturada demais, argolas vazadas (bem cheias de movimento!) em metal polido acrescentam balanço e brilho discreto (como na Huis Clos); se o look é neutro demais, nada como acrescentar bolas e corações e pedras coloridas (como na Isabela Capeto – de novo! – ou no Ronaldo Fraga, na Triton e na Cori). E não deve parou por aí, que no último dia de SPFW teve passarela SÓ DE COLARES, com a coleção de jóias da Cristine Yufon (todas as fotos aqui). De um jeito ou de outro, colarzão tá na nossa lista de tendências da temporada, e tem tudo pra pegar meishmo.
Mais uma recorrência de passarela: todo mundo tá desfilando veludo, gente. Teve na Huis Clos, na Isabela Capeto e até na Cavalera e na Triton – e amigos, se marca jovem tipo Triton desfila veludo, é porque vai alcançar tipo o universo inteiro das vitrines. E os veludos costuram vestidos, blusas (imagina, gente?!??), shortinhos, saias de cintura alta e também – bafo! – as calças-largas-de-todos-os-desfiles. Na Triton teve calça larga com perna que afunila, e a gente entendeu que esse é um indicativo de que o material vai ser usado de toda forma possível no próximo inverno. Esse é outro assunto que a gente vai desenvolver em outros posts (adiante!), e que a gente pode começar a debater nos comentários desde agora. O que vocês acham?!??

A gente acha que faz super sentido usar veludo no inverno, especialmente pra “camuflar” (pelo menos na imagem!) a idéia de crise no mundo: veludo faz a gente ser brilhosa, elegante, (com cara de) rica e ainda por cima quentinha – vejam bem, amigos, que não é veludo cotelê que tá aparecendo por aí, é veludo tipo alemão, que a gente usava em festa de 15 anos! Tamos mesmo achando que vai ser o inverno do luxo e da riqueza! ;-)
Olha, a Huis Clos ontem fez seu desfile mais sexy de todos os tempos. Mesmo que numa coleção a gente já tenha visto muita seda e tecidos molinhos, que dão vontade de tocar (e abraçar!), mesmo que alças sejam uma recorrente nas imagens dessa marca, mesmo que os decotes nas costas sempre dêem uma pinta (nessa passarela)… dessa vez foi MAIS zéxy. Mas ainda de um jeito bem Huis Clos, bem mulherzinha madura e inteligente – atributos extra ao corpinho bom. O toque mais feminino, mais danadinho (e mais sen-su-aaaal) de todos ficou por conta das cavas das peças, super profundas e quase-quase “revelativas”. Elas tavam escondininhas ali, embaixo dos braços das modelas, mas marcaram presença. A gente ficou de olho e AMOU.

As fotos do meio são da Huis Clos e as da ponta são da Forum, que também fez a cavona. Diz que até teve em mais desfiles e a gente aqui não lembrou em quais – alguém ajuda?!?? ;-)