14.
jun.
08.

aquecimento pra essa semana de moda!

publicado por: Fernanda

A gente vai se mudar pra Bienal a partir da próxima terça pra cobrir, junto com gente mointo boa da revista Quem Acontece, da Marie Claire, da Criativa e da Época SP, a edição de verão 2008-2009 do São Paulo Fashion Week. Os estilistas e marcas mais legais de que a gente ouve falar vão mostrar suas idéias e vontades pra próxima estação, e a gente vai prestar atenção antes em tudo que vai estar nas lojas depois. Pra esquentar, tem mointo ensinamento valioso sobre o funcionamento dessa ‘engenharia’ toda, sobre o que é importante, sobre o que faz parte e mais. Quer ver?

A Iesa Rodrigues, super jornalista de moda, escreveu no blog dela (clique importaaaaante) pensamentos sobre a vontade de ser conceitual e a necessidade de ser comercial em desfiles aqui no BR. Que todo mundo quer ver criatividade, mas o povo tem que vender, né? O equilíbrio é o segredo, mas é a parte difícil (aparentemente). Ó só:

“Um evento tem que mostrar coleções comerciais, como faz Milão, ou deve incluir o lado conceitual, a roupa fantasiosa e artística, tipo Londres e Paris? Valem as duas coisas, porque o que ainda ninguém imagina que vai vestir, que vai dar idéias para o Futuro, são as roupas de laboratório. Às vezes, são apenas looks, como acontece na Dior, onde John Galliano reinventa peças simples em jogos de misturas, maquilagens e ambientação performática. Quando se vê na vitrine, são quase básicos, de tão usáveis. E não é só porque acostumamos com a proposta.” Clica lá pra ver que a Iesa ainda explica a diferença entre apoio e patrocínio.

E o querido Lula Rodrigues, jornalista de moda dos mais entendidos na galáxia em moda masculine, fez vídeo pra explicar pra gente o que é o pit dos fotógrafos (você sabe?). Vê o vídeo aqui e passa lá pra ver o que o Lula conta desse pedaço fundamental da engenhoca da moda (em desfiles). Que se não fosse eles a gente não via as imagens aqui na internê, néam?

Mais:
Desfile conceito x desfile comercial
Interpretação de tema
A gente ainda não cansou de fashion shows

16.
abr.
08.

super jornalistas de moda (versão nacional)

publicado por: Fernanda

O post das top jornalistas de moda internacionais rendeu aula até nos comentários, todo mundo viu? Pois nesse post aqui a gente vai listar os profissionais daqui do BR que mais valem a leitura: nossos colaboradores estrelados Ricardo Oliveros, Maria Prata, Vitor Ângelo, Sylvain Justum e Luigi Torre contam quem eles lêem e porque.E as colaborações continuam nos comentários daqui, né? =)

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Nossa preferida é a Regina Guerreiro, que hoje escreve na Caras e que duas vezes por ano edita o especial Caras Moda (que a gente coleciona aqui, juro!). Porque conta como ninguém, em cinco linhas, o que a gente precisa saber de uma coleção – e ainda faz a gente rir. Ela passa a idéia mais importante, localiza a gente na história e no trabalho do estilista e edita fotos que completam a informação. Oliveros escreveu que “ela é precursora do texto ágil, bem humorado e ácido dentro da moda” e ainda contou que ela ensinou pra ele a importância de ir ao backstage de um desfile pra conhecer de perto, na vida real, a roupa apresentada pelo estilista. Oliveros deu uma aula sobre ela e o Vitor Ângelo completou, tudo aqui.

A Lílian Pacce é a que a gente considera a mais didática e o jeito como o GNT Fashion é feito é super mega acessível, todo mundo aprende (e se encanta, que ela faz caaaada matéria!). Ela é um poço de informação fashion e de bom senso em relação à moda e ao meio. O Sylvain trabalha com ela e conta: “ela apura a informação minuciosamente, estuda e lê constantemente de tudo; já viveu experiências incríveis, aqui e lá fora, o que muitas vezes é até mais importante do que a parte técnica da coisa”. Vitor Ângelo, que trabalhou mointo com ela tempos atrás, acrescenta que o livro ‘Pelo mundo da moda’ é imperdível. Tem aqui tudo mais que eles disseram sobre a Lílian Pacce – que logo logo vai ter endereço na internet, sabia? Tamos ansiosas.

E a Erika Palomino tem papel importante no jornalismo de moda brasileiro por ter sido pioneira em textos de moda na internet no BR e a primeira responsável pela coluna de moda da Folha de SP. Mas Alcino Leite Neto, que hoje responde por essa coluna, tá mais no nosso top favoritos que ela (mil vezes mais!). Vitor Ângelo, que colabora com ele na revista Moda (trimestral e imperdível, do mesmo jornal, que tem Camila Yahn também de editora), tem a palavra: “intelectual, culto, bem humorado, zeloso e respeitoso em relação ao passado de moda do país, Alcino é sem dúvida leitura obrigatória todas as sextas na Ilustrada, caderno da Folha de São Paulo”. Tem mais do Alcino aqui.

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A gente também ama a Alexandra Farah: ela é rápida, jovem, tecnológica e divertida. Consegue contextualizar tudo da moda com o mundo pop que ela ama, tem uma visão incrível de consumidora e o Luigi conta mais aqui. Desde a semana passada ela não faz mais a coluna semanal no Glamurama (a gente era viciada!) e diz que passa a escrever bem mais no Filme Fashion (ainda bem!).

Outra top preferida da Oficina, e mais ou menos da mesma geração que a Alexandra, é a Maria Prata. A gente ama a visão otimista e pra frente da Maria. As matérias dela na Vogue, onde ela é editora, são super inteligentes e completinhas, de referências e de contexto, e o blog dela tá na lista dos primeiros que a gente lê toda manhã. O Sylvain completa: “sem afetações exageradas, ela não tem vergonha de admitir fraquezas e ansiedades de uma pessoa da idade dela em tão importante cargo, ao mesmo tempo que demonstra cada dia mais conhecimento da causa e uma análise crítica que pouca gente tem.

Na internet ninguém é mais rápida e completa e atenta que a Carol Vazone, um amoooor de menina (a gente é fã declarada) que comanda a página de moda do UOL. Oliveros conta que ela resolveu sozinha ir pra Paris pra cobrir a semana de moda, várias vezes e por conta própria, e que pelo esforço e pelo trabalho hoje tem acesso a vários desfiles. E o Vitor continua: “texto independente, explicativo, cheio de idéias, com rapidez e concisão, fazem dela uma das principais jornalistas online do país”.

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O Vitor escreveu super bem sobre o contexto em que esses jornalistas trabalham – e os considera “desbravadores”: “o pensamento crítico de moda no Brasil é muito recente e a formação de uma corrente crítica de moda passa por diversos problemas: o papel de periferia de idéias em que o país ainda se reconhece, o colonialismo cultural, a produção muito recente de semanas de moda etc etc etc”. E os profissionais de que a gente falou no post, junto com o Lula Rodrigues, a Denise Dahdah, a Renata Piza, a Iesa Rodrigues, a Costanza (que não é jornalista mas escreve na Vogue os textos mais incríveis do mundo), são referência pra toda uma geração que a gente também lê: o Luigi, o Glauco, o Jorge e a Laura estão num caminho super bom (a gente acha).

Pra completar, tem cursos de jornalismo de moda com Alexandra Farah e com Maria Prata, os dois na Escola SP. A Maria tá fazendo promoção no blog dela (ganha 50% de desconto, tá bom?) e dá aqui, de graça, uma dica valiosa pra gente aprender ainda mais com esses textos: “eu gosto muito, também, de ler a crítica de um jornalista, depois a de outro, sobre um mesmo desfile, e ficar comparando o olhar de cada um. Outra aula para aprender que não existe, mesmo, “certo e errado” na moda. É tudo uma questão de pontos de vista. Ainda bem.”

A Oficina


A Fê e a Cris são personal stylists de gente da vida real e dividem, aqui no blog, tudo que aprendem nesse trabalho.