Nem sempre o que a gente vê em passarelas ganha mesmo a vida real. Não parece ser o caso com os casaquinhos/jaquetinhas de comprimento curto que desfilaram nessa última temporada. Imagina: no tempo mais quente a gente ganha da internet essas referências aí (mais na galeria no fim do post!). É verão, tá todo mundo de pernocas de fora, com caimentos mais soltinhos pra não prender a pele quente… proporções mais curtas pra parte de cima, então, protegem do ventinho do fim do dia na medida! A gente acha que sobreposições leves e curtinhas têm bem a cara do verão que vem. Veja só.
Tudo que é curto também parece largo (tudo ilusão de ótica). Jaquetinha curta, então, tem que ser coordenada sem tanto contraste em quem tem peitão, ombrão, pouca cintura – pra dar aquela alongada no torso, sabe como? E quanto mais curta (quase-quase como um bolerinho), mais equilíbrio ela cria entre ombros e quadris. Mas ó, o efeito mais bonito dessa jaquetinha, pra quem quer suavizar o tamanho dos quadris, acontece quando o que tá por baixo da terceira peça tem caimento leve e soltinho. Se a blusa for super justa e a jaquetinha deixar boa parte dela de fora, o efeito é popozuda demais (não é?). Quem tiver dúvidas pode perguntar nos comentários, a gente ajuda! Atenciôôôn, moças!
Tinha fila e era meio caro, mas eu ainda to arrependida de não ter trazido (das minhas férias) uma jaquetinha bordada das muitas que a TopShop tem. No site dá pra ver mais um monte de modelos ótemos, tudo meio começando em 75 e terminando em até 200 doletas. Mas ó, se voltasse no tempo eu fazia o investimento: imagina que com calças e saias retinhas, em tecido natural (mesmo jeans!), usadas com camisetinhas, essas jaquetas deixa o look do trabalho uma riqueza só. E aí, pra emendar direto no happy hour, a sapatilha dá lugar a um saltinho, o cabelo pode render um penteado e com brincos maiores e make caprichado… o look rende até altas horas! Boa idéia pra gente ver no próprio guarda-roupa o que vale uma visita àquela costureira que tem mãos de fada pra paétes e continhas, né? Eu queria, tipo a-go-ra!
E eu queria bem essa segunda aqui da foto. Tinha em preto também, eu experimentei e tudo, mas não me animei com a fila. Bobona, né? =|
Não é linda essa jaqueta perfecto em veludo? A gente parou pra pensar que nessa onda de todo mundo motoqueiro com as jaquetinhas de couro, esse é um super jeito de se diferenciar: usando jaquetinhas na modelagem da hora feitas em outros materiais. Essa é de veludo do mais chique, mas valia também de cetim, de jeans, de algodão colorido, de moletom (que sonho!). Jeito ótimo de tirar ou acrescentar formalidade – no veludo a jaqueta substitui um paletozinho, no jeans ou no moletom combinam até com havaianas nos pés. E assim vão desde a balada mais arrumadinha até o programinha diurno do fim de semana! Quem souber onde tem na vida real avisa aqui, vai todo mundo querer!
Hoje tá caindo uma chuvinha gelada aqui em SP, que não é motivo pra deixar o povo em casa à noite. A gente pensou em lembrar de aliados bacanas pras moças, “mantedores de balada sequinha”: o plástico e o nylon. Junto com isso veio uma vontade de nude e preto juntos – perfeitos pra noite: o tom da hora e o preto-de-sempre criam um contraste tão legal pro escurinho, não? Um quebra a doçura/dureza do outro e o equilíbrio tá feito. Repara que no vídeo da música aqui embaixo (Black Eyed Peas I GOT A FEELING – tamos amando essa música, perfeita pra sexta-pré-balada!) quem mais aparece tá de… nude e preto!
E aí se a gente encontra peças nesses tons, feitas em plástico e nylon, pezinhos e look ficam protegidos no chegar/sair de qualquer balada. Read more
Sabe ’saída’ de praia? Vestidinho, canga, shortinho e tals? A gente começou a pensar que jaquetas sequinhas, dessas atuais, são as “saídas da balada”. Pensa que todo mundo (quase sempre) chega e sai da praia usando algum complemento. E que esse complemento tem função de proteção e de composição do look – mesmo que não acrescente calor, pode eventualmente refrescar (dependendo de material, de forma, de modelagem e mais). E nunca atrapalha o look, só acrescenta elementos pra coordenar, pra combinar, pra colorir – acrescenta interessância, além da função “protetora”. E tudo isso a gente pode ter também com jaquetinhas, não pode GENTE?
Pensa só, as jaquetinhas protegem de friozinho e também de muita-pele-de fora nos deslocamentos (de noitão, na rua né, vai saber). E se não são tão quentinhas quanto um tricô, por exemplo, também não fazem sentir frio a mais – só ajudam a enganar. Read more
A gente fala fala fala de quem tem quadril e barriguinha e de quem quer parecer mais magra e mais alta… e esquece de quem tem silhueta mais “pesada visualmente” em cima, né? Nessa moda de jaquetinhas com tudo, quem tem medida de ombros mais larga que medida de quadril acaba tendo dificuldade de encontrar complementos que não deixem a silhueta inteira mais cheia. A chave pra ser feliz escolhendo quaisquer looks pra essa silhueta é manter a parte de cima neutra/lisa/pequeña e chamar atenção pra parte de baixo – com cores, com formas, com texturas ou com um desses elementos compensando outros. Partindo desse princípio – e querendo usar jaquetinhas – quem tem ombrão pode começar a coordenar as peças pensando em como fazer com que a jaqueta esteja lá (no look), mas não acrescente volume aos ombros e colo e peitinhos.
Fileira ruim: repara que todas as partes superiores dessas silhuetas (aqui em cima) parecem mais “cheias”! Na primeira foto o vestido afunilado-escuro-e-opaco faz com que a silhueta vire um Y. Nas fotos do meio as jaquetas fechadas demais inflam as partes de cima dessas moças – repara que mesmo com a parte de baixo fofa e clara da Anne Hathaway (na quarta foto) a jaquetinha super fechada cria um “paredão”sobre o peito e incha essa área! E a última foto da fileira prova que a teoria nem sempre dá certo na prática: listras horizontais tendem a alargar, o que seria bom pra essa parte de baixo; cores contrastantes super chamam atenção e tinham que desviar o olhar pra saia… mas a jaqueta com modelagem arredondada – com punhos na barra – deixou a Juno com forma de pirulito. Daí, pelas fotos a gente conclui que abas sobre os ombros, “lapelas” largas demais, transpasses e jeitos muito fechados de usar, modelagem tipo bomber e punhos nas barras não são legais pra quem quer disfarçar ombros e peitão.
Então vamos ter aulinha com as fileiras boas: na primeira foto a jaqueta é usada com uma parte de baixo clara (o que é ótimo!), mas com modelagem afunilada, reta demais. Os ombros justinhos/no lugar da jaqueta e o jeito aberto de usar fazem com que a gente enxergue um pedacinho “menor” de parte de cima comparando com a parte de baixo, tá vendo? Especiamente porque a parte de fora do look é mais escura que a parte de dentro – isso é super legal da gente prestar atenção em frente ao espelho, traçar essas linhas amarelas na nossa imaginação e testar em casa mesmo. Nas outras fotos as jaquetas tendem a ter modelagem mais “aberta” na parte de baixo, mais ou menos como as saias em A fazem – e tudo que ‘alarga’ embaixo acaba ‘afinando’ em cima! Na segunda foto a jaqueta tem uma aba super larga e mesmo assim o look funciona – a sacada é a aba “cair” na direção dos seios, pra baixo, e não sobre os ombros, sem apontr pra cima.
E aí, prestando atenção nos elementos mais “acrescentadores de volume” de cada jaqueta, vale pensar com carinho na coordenação: as moças dessa última fileira de fotos escolheram cores e modelagens pras suas partes de baixo que ajudam a afinar super a parte de cima das suas silhuetas. Vale coordenar jaquetas sequinhas nos ombros, retinhas na modelagem, com mangas estreitas e material mais maleável (sem prender na barra! sem golona!) com cores vivas, cores claras, modelagens amplas embaixo, tecidos esvoaçantes – que dão sensação de volume – e estampas e texturas, mesmo em monocromático. E tem que se dispor a experimentar mil modelos, mil vezes, sem cansar nem desistir, porque a teoria – mesmo essa daqui! – pode sempre limitar mais do que multiplicar opções. Né?!?? ;-)
((Enquanto tudo sobre o Encontrinho com o Sartorialist não aparece aqui – já já, com foto vídeo e tudo tudo tudo mais! - entra esse post pré-programado pra ninguém perder a viagem!))
Os textos da jornalista inglesa Suzy Menkes são aulas de moda, aulas valiosas: não chatas, não históricas ou teóricas/sublimadas, mas práticas e acessíveis. A cada temporada a gente tem o privilégio de ler na revista Bazaar um texto da Suzy Menkes com os “atualizadores de look da estação”. Ela lista quais elementos e detalhes das peças mais vistas nas passarelas deixam tudo com cara de super ‘da hora’. Quer ver o que ela conta pro nosso inverno aqui?!??
*As calças têm cintura alta e são mais folgadas na parte de baixo – tipo as cenoura, as dhoti e as tipo saruel; diz que uma alternativa sexy é usar shorts com pernas bem larguinhas mas com cintura marcada.
*As jaquetas são os casacos do inverno, de preferência com ombros marcados, comprimentos mais curtinhos, com franjas, tipo militar ou com cintinhos.
*E as transparências são super diferentes: dona Menkes diz pra gente pensar em materiais duros, mas furadinhos – e não em chifons e tecidos leves, sabe como? A transparência da hora aparece em sapatos perfurados, em franjas que permeia peças, em versoes mais esportivas e informais.
*Elementos decorativos aparecem nas peça mais atuais da temporada: tem tachas, tem aplicações de metal lustroso, tem franjas, tem palha, tem pedras, tem detalhes em couro, tem cristais, bordados.
*Bolsas mais atuais: carteiras grandes! Sapatos mais atuais: quase todos, dada a super quantidade de opções – plataformas, saltos bem decorados e destacados, sapatos de plástico, multicoloridos, sapatilhas com calcanhar vazado, sandálias inspiradas na áfrica e mais.
Não quer dizer que isso tudo é regra, ou que só está atual quem tem alguma dessas peças, nada disso – nem parecido. É legal conhecer a opinião de gente que vive pra estudar essas mudancinhas na moda, direciona compras que podem fazer a diferença no armário e – porque não? – dão segurança. E de tempos em tempos é uma delícia ter uma pecinha “da moda”, que seja, não é? A gente adora. E depois morre de rir com fotos antigas! ;-)
Não era bem uma festinha da moda, mas tinha uma parte moda pra interessar. A Absolut fez festa ontem aqui em SP (na Pinacoteca, super lindo) pra apresentar a campanha nova deles, que tem no meio de tudo esse projeto chamado Visionários. A parte da moda aparece aqui: a Camila Yahn, top jornalista de moda e idealizadora do Pense Moda, explicou tudo pelo email e num vídeo que tava disponível ontem na festa pra todo mundo conhecer mais. Ela vai montar, com o apoio da Absolut, um desfile de três novíssimos estilistas. Camila conta mais:
“Cada um deles ganhará uma verba para fazer uma coleção de 10 looks e eu vou atrás do resto: modelo, maquiador, locação, etc. A idéia que vai pontuar essas três coleções é que eles devem exercitar o lado criativo que um estilista novo sempre quer desenvolver, mas com um pé na vida real, olhando pra frente. Não dá para ser uma roupa loucurinhas. Tem que ser bacana e fresco, mas com um bom preço e também algo que as pessoas de fato possam usar.”
No fim, essa é uma boa oportunidade pro mercado ver idéias novas e pros estilistas-novos , de repente, arrumarem um emprego! O desfile dessa “novíssima geração” de estilistas vai ser apresentado em maio – e no fim o desfile vira festa. Tipo ontem. O povo todo se arrumou bonitinho pra ir lá na Pinacoteca conhecer a campanha/o projeto e só deu menina de jaqueta e paletozinho. Mesmo num tempo não tão frio! Todo mundo nas fotos é amiga ou amiga da amiga – e tirar foto em festchinha é uma luta! Mas dá pra ter idéias boas, olha só:
As jaquetinhas das pontas são de couro e as do meio são de tecido super lustroso, uma dourada e outra prateada. Repara que quem escolheu usar de calça só acrescentou uma camiseta bacana – de malha mesmo, sem segredo! – e tava com o look pronto. O ponto focal de cada visual desse era o complemento, a terceira peça. E cada uma dessas daí de cima ainda rendia looks com vestidinhos, com sainhas e com shortinhos também, né? Mudando a bolsa, o sapato e os complementos elas também teriam oooooutra cara.
Aqui a seção de quem usou jaqueta com pernocas de fora. Tava todo mundo na festinha (até eu e a Kika, na foto comigo, que me ajudou a tirar montes de outras fotos! Obrigada amiga!) mas esses looks,com menos brilho e menos salto, podiam também passear no fim de semana e frequentar eventos mais desencanados, menos festinha. Ontem foi o dia de ver, na prática e na vida real, a idéia da desinformalização da moda de que a gente falou nesse post aqui. Roupa de festa não é mais só roupa de festa; a jaqueta de todo dia pode ficar mais elegante e tudo (TUDO!) depende de como a gente coordena.
Eu to adorando “estudar” os looks do povo à noite, e a cada baladinha eu tenho aprendido mais sobre o meu próprio jeito de vestir. A vida real sempre é a melhor aula prática de estilo! E enquanto tiver legal vai continuar rendendo post aqui no blog – e álbum com mais looks e mais fotos no Flickr (clica pra ver!). Agora é esperar pra conhecer o projeto da Camila e pra reencontrar esse povo todo com looks novos na próxima festa!
A gente viu mil tipo diferentes de blazers nessa 26ª edição do SPFW, e todo mundo tá dizendo que esse vai ser o casaco da próxima temporada. Que é leve, que é fácil, que acintura (quase sempre) então dá aquela emagrecidinha, e que tem a ver com o Brasil. A gente pensou aqui que blazer é uma ótema alternativa pra variar as jaquetinhas que também vão infestar to-das as araras e vitrines das lojas que a gente curte e frequenta. E a gente tá de olho em paletós sequinhos desde que Kate Moss usou seguidas vezes tempos atrás (lembra?!??).
E os paletós de agora são bem pequeños, com ombrinhos estreitos, lapelas finas e próximos do corpo. Por conta disse eles não lembra, nem de longe, os que algumas moças usam “na firma”. Carol Vasone, editora de moda do UOL, passou por aqui (pelo nosso lugarzinho cativo na sala de imprensa) e aproveitou pra dizer que vai ser fácil usar os blazers da estação por cima de shortinhos, bermudinhas e sainhas – tudo “inha mesmo, que blazer é bacana pra levantar os looks mais informais, com bases de jeans e malhas finas (que não tem inverno congelante por aqui, né, Brasil?). Jorge Wakabara, vizinho de computador (eeee!) completou dizendo que paletó (leve, desestruturado, fresco) tem bem mais a ver com tudo que a gente tem em volta do que jaquetinhas de couro (faz sentido, não faz?!??).
E as jaquetinhas, por sua vez, vão fazer a gente descer um degrau em formalidade se combinadas com vestidinhos de seda, com calças e saias em alfaiataria, com brilhos e mais. E a gente tá mais acostumada com jaquetas do que com paletós, então a prioridade é experimentar esses últimos, néam? Levando à sério a premissa do Dudu Bertholini de que “pra ter estilo é preciso ousar”. Vamo que vamo, meninas.
((Pra ler ouvindo)) Na moda esse foi o ano dos lenços, dos coletes, da cintura alta, das calças com pernas largas, das jaquetinhas de couro, dos longuetes, da modelagem saruel e das sandálias gladiadoras. Na vida real foi o ano da gente encontrar nossas leitoras-amigas ao vivo, pra elas mesmas (que são alvo dessa moda!) contarem pra gente o que tavam experimentando, o que funcionava, o que não rolava. Foi, pra gente, o ano em que a web deixou de ser 2.0 pra ser (talvez?) 3.0: a gente saiu mointo da nossa casinha online pra fazer o blog acontecer no offline – e deu super certo! Os Encontrinhos foram top parte legal de 2008, e no finalzinho do ano os passeios com leitoras se firmaram como top promessa de coisa legal que a gente quer continuar fazendo no ano que vem! Em cada oportunidade dessas o aprendizado veio em toneladas: a gente tá (sempre) disposta a trabalhar muito, trabalhar mesmo!, e de ser legal com todo mundo – e a gente acredita que recebe de volta aquilo que se dispõe a dar. ;-)
Também durante esse ano a gente aprendeu a prestar atenção à ponte (de conhecimento) que personal stylists podem promover: a gente conhece as propostas da indústria da moda e se familiariza com conceitos, pra logo depois pôr tudo à prova na prática, na vida real, com as clientas. A gente aprendeu que tem diferença entre ‘descrição de desfile’ e ‘análise de desfile’, e que desfiles/catálogos/editoriais podem mostrar moda mas também podem mostrar só roupa – e que um não é pior ou melhor do que o outro. Esse aprendizado a gente vai exercitar durante a próxima temporada de moda daqui do BR: pela primeira vez a gente vai ter cobertura completinha e exclusiva pro blog, organizadíssima pra falar dos desfiles mais legais e de todo o assunto em volta (com equipe e tudo! eeeee!). É só esperar 2009 chegar, ainda sem tempo pra pensar no que não soma, mas pra abrir braços e coração pra tudo de legal que o ano novo vai trazer. Com a Estelinha na área a partir de março!