Os paletozinhos das fotos – e desse outono/inverno – são todos ‘inhos’ mesmo, com ombros certinhos, cinturas ajustadas, mangas estreitas, sequinhas. Vale procurar em brechós (a Vogue desse mês fez matéria assim, atrás do blazer perfeito) e vale usar de todo jeito, em toda ocasião, substituindo complementos mais pesados. Nas referências os blazers funcionaram super bem em festchinhas, sobre vestidinhos de tecidos lustrosos com meias opacas, sobre renda na versão sexy de Gwyneth, sobre vestidinho opaco no look-de-tarde de Julianne Moore e mesmo de micro sainha e camiseta. Quase todas tão usando com a manga puxada pra cima (um charme, não?) e, mesmo quando o blazer completa o look ‘jeans + camiseta’, ele completa arrasante – o look de shortinho e sapatilhas (lá embaixo) é quase o meu preferido!
Bom é que mesmo sendo um blazer liso e reto, provavelmente desconjuntado de um terninho antigo (na imaginação!), o efeito é de look super super atual, descolado. A impressão que dá é que essas moças trocaram seus cardigans e jaquetinhas e bolerinhos por uma peça que poderia não ter a ver, poderia pesar, mas que funcionou mega bem por conta do timing: a hora de usar é AGORA. Então vale a tentativa, por cima de qualquer look que daria certo com esses outros complementos – e é experimentando, testando sem medo (nem compromisso) é que a gente vai avaliando os resultados mais legais. E mais: além do blazer acrescentar o elemento masculino no look das meninas, ele ainda cria sensação de cintura fininha quando usado aberto – esse vão vertical que as partes da frente formam ao longo do corpo é ótemo, menina.
Especialmente no outono é super legal usar com pernocas de fora, com sandalinhas e outros elementos que façam o look ter cara de frio-e-calor ao mesmo tempo. E muito muito importante – mais importante de tudo! – na hora de escolher e vestir o seu “paletó do namorado”, é ter os ombros no lugar. A gente tem a sensação do tamanho exato da silhueta pelo tamanho dos ombros, dos pulsos, dos tornozelos e do pescoço. Tipo se esses pedaços forem pequenos, a gente assume que a silhueta inteira é: então, moças, ombros no lugar certinho, como o blog Bainha de Fita Crepe explica direitinho nesse post. E todo mundo pra frente do espelho!
Tempos atrás a Julia Petit (quem é fã do site levanta a mão!) postou que pediu um livro enconmendado, o Kate Moss Style – já tem um encomendado pra cá também, atrasadas mas ainda/sempre em tempo. Diz que no livro a autora fez uma lista das dez coisas mais importantes que fazem com que Kate seja nossa eterna musa de estilo. Lá no Petiscos tem a lista completa, mas a Flavia, querida vizinha de blog e colhega de twitter, fez um post com a suas dicas preferidas da lista de Kate. E no meio das preferidas dela, tem uma idéia bem boa (preferiiiida!) pra dividir aqui. Ó só (palavras da Flavia!):
“Mantenha as estampas eternas: Xadrez grunge, floral 40’s, listras navy. Kate raramente usa uma estampa da coleção atual de um estilista. Essa é a chave pra um look eterno, juntamente com a combinação de cores neutras, como preto, marinho e cinza. Por isso as fotos dela de vinte anos atrás parecem tão atuais. // Alguém já percebeu como isso é verdade? As roupas delas de 20 anos atrás podiam realmente ser usadas por ela hoje (até porque o corpo dela continua o mesmo). Isso é incrível, kinda exemplo de vida a ser seguido.”
Ô, a gente concorda mointo! Imagina que alegria perceber, daqui a 20 anos, que nossas fotos de hoje continuam umas graças?!?? E a gente pode continuar comprando – se for o caso – as estampas que a gente mais ama de cada coleção, pra usar de jeitos diferentes e em tempos diferentes, sem deixar datado. Néam?!??
A gente tá de olho na Kate Moss e nas irmãs Olsen (ou só na mais descolada) desde sempre aqui na Oficina. E nessas últimas semanas de desfiles internacionais a gente tem visto imagens que super lembram essas meninas-roqueiras: modelas estão desfilando nessas passarelas montes de tachas, correntes, pins, braceletes e mais acessórios em metal – quase sempre com branco, preto, neutros e jeans! Super jeito discreto (ahãm!) e rapidinho de atualizar o look, a gente experimentou com uma cliente há algumas semanas e deu su-per-cer-to. Por conta dessa clienta, linda, clássica feminina e agora roqueira também (rá!), a gente vai dividir tudo aqui.
Esse toque-rocker faz com que looks tradicionais ou super romantiquinhos fiquem menos caretas, menos bobinhos: a idéia é inserir mini-elementos que deixem o guarda-roupa com “cara de agora”, com esse climinha rebelde mas sem se fantasiar. Por isso o equilíbrio é fundamental: não vale acrescentar acessórios de metal aos jeans rasgados pra não ficar ‘punk da periferia’. Vale inserir, no look arrumadinho de todo dia, tachas que aparecem em fitas largas de cetim (pra amarrar na cintura), nas alças dos vestidos ou nas tiras das sandálias. Vale ter contas de metal em volta do decote, correntes em colares e em cintos e em alças, argolas de metal que ligam faixas e decotes. Não vale desenhos feitos de micro-tachinhas (tipo flor desenhada no bolso da calça jeans, sabe como?): o metal tem que aparecer num acabamento, num detalhe linear, que acompanhe o design da peça em si (!!!). E não vale metal dourado, que a gente quer ficar roqueira e não perua, néam?!?? =)
Camisetinhas com motivos de bandas ou de motos (tipo da Harley) ou afins, coordenadas com shostinhos em alfaiataria e com outras peças fofas que a gente já têm ficam beeeem rocker. Só não vale com jeans (de novo!) pra não ficar óbvio: faz a coordenação com sainhas, com cardigans, com paletozinho, tipo isso. Tem que mesclar referências pra acrescentar interessância. Com a clienta do começo do texto a gente juntou to-dos os broches de metal que ela tinha (em motivos diversos: flor, abstratos, laços, brilhos e mais) pra usar de uma vez, tudo junto! A sacada foi pregar tudo bem juntinho em decotes e golas, em looks com branco, preto e outros neutros, pra começar devagar e ir se acostumando – no fim ela ficou roqueeeeira e feliz! Quer tentar também?!??
Das coisas que aparecem repetidas vezes quando se faz pesquisa de imagem! Tem uma parte do trabalho de consultoria em que a gente abastece a cliente com mil referências, pra reforçar os elementos de identidade visual que ela pode escolher pro próprio vestir – é só um começo, logo logo a cliente tá recheando seu próprio arquivo inspiracional sozinha (e surpreendendo a gente, que nossas clientas são sucesso). Quase sempre, no meio da pesquisa pra buscar essas referências, surgem assuntos pra post – não é ótemo? Dessa vez foi a quantidade de vezes em que Kate Moss apareceu nas buscas, usando blazer preto. E não é que tem bem mais gente fazendo a Kate – e coordenando looks bem bons?!??
As referências podem nem ser tão novas, mas todos esses looks são bem atuais. Todos têm semelhanças, elementos em comum – e são esses que a gente pode transportar pra vida real, pra experimentar em casa e ver se funciona pra gente (ai, eu super quero um paletozinho a-go-ra). Os blazerzinhos das fotos são todos ‘inhos’ mesmo, com ombros certinhos, cinturas ajustadas, mangas estreitas, sequinhas. Pensando que a moda em volta da gente tem oferecido modelagens mais almplas (mesmo em mangas), os brechós podem ser super passeio à procura de um desses – ou guarda-roupa de mãe, néam? E nas referências os blazers funcionaram super bem em festchinhas, sobre vestidinhos de tecidos lustrosos com meias opacas, sobre renda na versão zéxy de Gwyneth, sobre vestidinho opaco no look-de-tarde de Julianne Moore e mesmo de micro sainha e camiseta. Quase todas tão usando com a manga puxada pra cima (um charme, não?) e, mesmo quando o blazer completa o look ‘jeans + camiseta’, ele completa arrasante – o look de shortinho e sapatilhas é quase o meu preferido!
Bom é que mesmo sendo um blazer preto liso reto, provavelmente desconjuntado de um terninho antigo (na imaginação!), o efeito é de look super super atual, descolado. A impressão que dá é que elas trocaram os cardigans e jaquetinhas e bolerinhos por uma peça que poderia não ter a ver, poderia pesar, mas que funcionou mega bem porque elas foram eshpertas! Então vale a tentativa, por cima de qualquer look que daria certo com esses outros complementos – e é exeprimentando, testando sem medo (nem compromisso) é que a gente vai avaliando resultados bons pra gente mesmo. E mais: além do blazer acrescentar o elemento masculino no look das meninas, ele ainda cria sensação de cintura fininha quando usado aberto – esse vão vertical que as partes da frente formam ao longo do corpo é ótemo, menina.
• Parceria mointo chique: diz que a Julianne Moore vai fazer uma coleção só de cashemeres pra marca americana TSE. Imagina usar casaquinhos e suéteres que deixassem a gente com aquela cara linda, chique, ruiva?!?? Eu ia querer se a mágica viesse junto!
• Medinho: a gente tá num momento super estudando/amando o Alber Elbaz, estilista da maison Lanvin. E se ele faz uma bota-perna, é porque tem público demandando (pelo menos tamos acreditando assim). mas que é esquisita, isso é. Veja bem:
• Da série ‘a gente é fã da Rachel Zoe’: a gente já tinha contado aqui da lista de sapatos essenciais pra se ter no guarda-roupa – a gente fez as nossas próprias listas na ocasião, lembra? Pois agora Rachel fez a Britney e did it again, com beeeem mais sapatos! Pegando carona na “globalização”(hahaha!) a gente pode super se inspirar nas escolhas da mega stylist e achar o nosso genérico aqui pertinho, não pode?!??
• Se prepara: diz que vai ser lançada uma biografia da Kate Moss, escrita por um jornalista francês. Tipo a gente vai saber de to-dos os bafos na versão bastidores. Porque Kate Moss não é só modela, né, gente? Virou musa há tempos, e musa gera mesmo curiosidade. Néam?
• Quer trabalhar com jornalismo de moda? Passa no Prataporter da Maria Prata pra ler o post em que ela conta o que estudou, como começou e porque tá super dando certo. Tem listinha de escolas e tudo (a Thaís também tem, mas a dela é mais pra ser estilista), pra você tomar coragem, estudar e correr atrás do que gosta de verdade! =)
A querida Luiza do blog Favoritos indicou nesse post o link dessa mega galeria de capas da Kate Moss, com fotos da modela desde 1992 até hoje. Tá cheio de imagens incríveis, tipo com ela beeem novinha. Super passeio. =)
(Renderia uma “sessão” semanal, não?!??)
Sorry, amigos, não resisti. De um lado a gente tem Kate Moss na campanha nova da Versace, de outro a gente tem o Sulley de Monsters Inc. Tipo super gêmeos.
Outra Taís! Que na Vejinha SP tem essa seção chamada “meu estilo”, e nessa semana veio a Taís Araújo usando o vestidinho de algodão branco da coleção da Kate Moss pra Top Shop. E esse vestidinho é super esperto: a modelagem é moderninha, bem diferente, e ele é confeccionado num algodão que tem bolinhas em relevo, bem romantiquinho. Na foto da revista o mais legal é ver os detalhes de pregas e drapeados do modelo (clica aqui pra ver também!), e aqui embaixo da pra comparar a Taís Araújo, a Kate Moss em si e a Irina – modelo que fotografou as peças pro lookbook da coleção – usando o mesmo vestido. Ficou legal nas três, né?!??
E mais: o sapato que a Taís Araújo tá usando a gente fotografou no Studio TMLS, que por sua vez produz sapatos pra Top Shop – produziu inclusive os da coleção da Kate Moss! Quem quiser ter igual (e lá tem mais cores!) pode correr pra ver se ainda consegue… que lá é fast fashion meeeesmo! =)
Tem na Vogue desse mês matéria sobre o Studio TMLS (tem que falar ‘timeless’, bem fino), uma loja de sapatos em Moema que é bem mais que uma loja de sapatos – são eles que fazem os sapatos da Kate Moss pra Top Shop! Por causa da matéria deu curiosidade: a gente sempre passa por lá e nunca entra (é pertinho da Shoestock…) e dessa vez tiramos a tarde pra ir lá conhecer.
é só clicar nas imagens pra ver grande!
Do texto da Vogue (escrito pela amiga de blog Maria Prata) a gente já sabia que os donos do TMLS moram em Londres, e que fabricam tudo aqui no sul do país pra exportar – eles se especializaram nisso e a Top Shop é top cliente. E porque exportam acompanham o mercado internacional, que tá sempre uma estação/temporada na nossa frente. Eles fabricam agora sapatos incríveis que a gente vai ter vontade de usar mais na frente!
De cada modelo produzido pra exportação, 12 pares são separados pra loja de Moema. E eles recebem modelos novos 3 vezes por semana (!!!!!), às segundas, quartas e sextas – porque são rápidos mesmo e porque o povo também não perde tempo: diz que tudo acaba num segundo. Deve mesmo acabar, que os preços são super convidativos! De tudo que a gente experimentou o preço mais alto era R$ 300, a gente a-do-rou.
Os sapatos da Kate Moss estavam expostos lá, num display ‘especial’e bem chique. Mas a gente curtiu bem mais os modelos da TMLS mesmo, e mega vale a visita: tem pra todos os gostos e pra todos os bolsos, uma delícia. O Studio TMLS fica na avenida Bem-te-vi, nº 228, em Moema, e o telefone de lá é 11 5561 0241.
Na semana passada a Diesel apresentou uma prévia da coleção de verão numa feira de tendências e moda, em Milão, e o desfile foi transmitido ao vivo pra todo mundo pelo site da marca. Mas a ‘mudernidade’ não parou aí, e o Luigi escreveu no Filme Fashion sobre o que tem no vídeo (clica pra assistir grande! é demais mesmo!):
“Misturando realidade com tecnologia e ficção, a apresentação é toda inspirada no vasto espaço das profundezas do oceano e coloca modelos reais ao lado de seres submarinos e imagens holográficas ao longo de toda a passarela. O ponto alto do desfile é quando criaturas marinhas, criadas a partir de relógios da Diesel, se transformam em modelos vestindo a coleção, que depois se transformam novamente em milhões de peixes brilhantes, fazendo com que um simples desfile de moda assuma proporções de um evento de entretenimento multimídia tecnologicamente avançado.”