A Fabia Bercsek é a dona das tachas! Muito antes desse pedacinho de metal tomar conta das nossas roupas e acessórios ela já aplicava em suas peças. Fabia é rock&roll de verdade, todas as suas inpirações trazem o peso do metal, sabe!?! Como a dessa temporada: Joana D’arc e Billie Jean do “A Lenda de Billie Jean” (direto do tunel do tempo, hein!?!). As duas são perseguidas por crimes que não cometeram, são duas guerreiras injustiçadas.

No decorrer de suas histórias as duas heroínas de despem de sua feminilidade como se a força estivesse associada a masculinidade. Mas o que Fábia mostrou em seu desfile foi o contrário, foi o poder da mulher. Nunca sua roupa foi tão sensual…
E daí que a transparência delicada da organza enfrentava o peso da malha metálica, o vestido curto e desestruturado vinha com a bota loga de couro, a fofura do tricô sofreu aplicações de franjas de correntes, o couro texturizado foi moldado em camadas de babados. Olá coordenação de leves e pesados, bem vinda ao nosso inverno!!!
A Maria Garcia voltou aos anos 90 pra unir o rock com o hip hop daquela época. Da banda roqueira Cake ela emprestou o nome de canção Daria, que na inspiração da coleção se transformou numa menina intensa e chic que um belo dia abandona o namorado e vai morar com um amigo DJ de hip hop: é quando ela começa a ouvir TLC, Salt´n Pepa, Beastie Boys. Assim nasce o casamento perfeito do rock mais alternativo com a batida do hip hop. E nasce uma coleção street chic, que combina requinte e despretensão com maestria.

Tecidos nobres e delicados (georgette de seda, renda) convivem em total harmonia com materiais mais esportivos (moletom, nylon) e outros pesados (pele fake, veludo). Se esse vai ser definitivamente o inverno do leve com o pesado, todo mundo vai encontrar nas araras da Maria Garcia as peças para construir essa imagem de forma inteligentíssima – porque tudo tem textura (prestem Read more
No desfile da Osklen, hoje, a gente pode ver como é trabalhar elementos locais com cara de global. Tudo tinha cara de Brasil – claro que “decifrado”, né? – mas podia ser desfilado em qualquer passarela do mundo. A Osklen é marca nascida e criada na praia, talvez por isso tenha facilidade pra entender o inverno daqui. E assim, mesmo com materiais pesados e quentinhos, tudo que foi desfilado deixava pedacinhos de corpo à mostra: foi um festival de braços de fora, pernocas de fora, pezinhos de fora, colo e costas aparecidos em decotes e mais… descobertos em recortes de feltro de lã! Fórmula que convida à sobreposição, já que no nosso “nem tanto frio nem tanto calor” de junho a agosto ninguém precisa usar dresscode-invernal-completo! Dá pra inserir as leggings e segundas peles feitas de lã finíssima – transparente até! – por baixo de tudo que a gente tiver em casa. Né?

Então uma das lições mais legais que se tem pro inverno é essa: misturar peças leves com pesadas, pra gente aproveitar o que tem de verão sem deixar de ficar quentinha no inverno. Pesado e leve nos materiais e nas formas também. E que formas! A Osklen desfilou roupas que são a própria geometria – mais pra dar idéias pra gente, menos pra vender (essas coisas não vão pra loja né). Tudo que é forma pode virar volume na vida real – aula de tendência: ombrinhos marcados, sainhas tipo tulipa, recortes que inflam e mais. Interessância ampliada e curiosidade à toda prova, que a gente já quer saber como vão se desdobrar (nas araras da loja!) os vestidos-mochila e as estampas. O vestido em questão parece ser a evolução feminina das calças cargo (!!!), juntando beleza e utilidade de umjeito fresco (tão bom ver coisa nova!!!); a estampa do desfile tem folhagens e flores em fundo escuro, invernal na medida pros nossos trópicos aqui. ;-)
Gente, o próximo inverno tá com toda cara de ser o mais equilibrado nas vitrines em volta da gente. As misturas de elementos leves e elementos pesados no mesmo look já apareceram em mointas passarelas desde ontem – e a gente cantou essa pedra aqui no blog há tempos, quem lembra levanta a mão! Hoje na passarela da Isabela Capeto, primeiro desfile desse segundo dia de SPFW, não foi diferente: a fórmula da estilista pra essa temporada tem vestidos (em seda leve e em vários comprimentos!) + meias super opacas (em mointos tons neutros) + tricôs grossos + anabelas increíbles (top sapato mais legal até agora, junto com os de ontem da Priscila Darolt).

as fotos são do super charles naseh! ;-)
E a gente parou pra pensar que essa fórmula faz suuuuper sentido pra gente aqui no Brasil (e em todo lugar, hello aquecimento global!). Ninguém precisa se encapotar tanto, especilamente na incerteza de clima num mesmo dia – que pode começar friozinho, esquentar de tarde, gelar de noite… e deixar a gente doida na temperatura indefinida. Isabela sabe disso, carioca que é – e ensina pra gente, com seus looks de passarela, que nem precisa de casacão super pesado pra se esquentar: o tricô espesso, de trama grossa e aberta, garante moças quentinhas mesmo de colete (curto ou mais longo – nosso preferido!), de golonas enroladas no pescoço, de cardigan (também em comprimento variados) e mais. Não dá vontade de usar tudo desde agora, Brasil?!??

Sem deixar de lembrar que se trata da estilista que reinventou o artesanal como objeto de desejo aqui pra gente, néam?!?? Isabela Capeto é mestra em bordadinhos, paétes aplicados (a gente amou a camiseta de mangas brilhooosas!), rendinhas, brochinhos (tem um de barquinho, bem fofo) e, dessa vez, corretinhas – que formavam ondinhas nas blusas e nos vestidos. Mais um motivo pra gente juntar dinheiro no cofrinho pro próximo inverno, não, amigas?
Gente! Já tem TODAS as fotos desse desfile num “albinho” especial no nosso Flickr, corre lá pra ver ;-)
A gente “descobriu” a Priscilla Darolt faz pouco tempo, mas super curtiu na mesma hora. A idéia de usar elementos que aparentemente são pesados, mas sem perder a leveza, se manteve nessa coleção. A inspiração romântica também: se na edição passada do sfw (do verão de 2009) a estilista escolheu caixinhas de música como referência, dessa vez o tema de sua coleção foi ‘frasco de perfume’ – que apareceu nas roupas atrvés de texturas, estampas, formas e até no styling, com um chapeuzinho que parecia a tampa do vidro.

O que mais impressiona nos looks desfilados – e a lição mais valiosa que a gente pode tirar – é a medida exata entre o romântico e o moderno que a Priscilla consegue em to-das as peças. Não chegar a ser delicado demais, mas é ultra-feminino. Não é sexy demais, mas é mulherzinha. E ela consegue isso com a mistura de elementos leves e pesados no mesmo look, ou até na mesma peça. As roupas mais masculinas, mais largas, que dão menos forma à silhueta, apareceram em cores lavadas e delicadas, ou em tecidos fluidos com estampas “de menina”. Mesmo essa estampa tão girlie (a imagem do borrifador do perfume antigo) aparece tão pontual, e numa escala tão grande na peça, que deixa de ser tão girlie. Blusas em tecidos levíssimos, com transparência ou fluidez, foram coordenadas com saias mais estruturadinhas, com zíperes ou texturas bem geométricas (como se fosse um plissado, mas formando losangos). E os vestidos levinhos foram usados com sapatos de amarrar tipo masculino, mas com saltos altos e finos.
A única coisa que a gente sente é não conseguir encontrar as peças que a gente tanto amou pra comprar. A gente adoraria ver os desdobramentos desse desfile em uma coleção comercial, como as formas, as modelagens e as estampas iriam aparecer. Da coleção de verão a gente encontrou uma meia dúzia de roupas na Surface to Air, mas deu vontade de ver mais. Quem também tiver interesse nessa busca por Priscilla Darolt ,aqui estão alguns contatos pra ajudar: a assessoria de imprensa é Simone Blanes e a agência Mint cuida da marca. E quem tiver mais imformação pode deixar aqui nos comentários que a gente vai adoooooooooorar!!!
Gente! Já tem TODAS as fotos desse desfile num “albinho” especial no nosso Flickr, corre lá pra ver ;-)
E o Fashion Rio, hein?!?? A gente tá impressionada com a quantidade de roupa preta que tá sendo desfilada por lá – tudo bem que é pro inverno, mas no meio desse calorão a gente sua só de ver as fotos. Fora que, pelas fotos, todos os pretos parece meio iguais – não dá pra ver detalhe, não dá pra perceber sutilezas… Mas ok. Foi uma brecha pra gente pensar se esse preto todo não é inspirado pela nuvem negra da conversa-da-crise. Que, na nossa mente louca aqui na Oficina, também pode ter a ver com as calças largonas de tantos desfiles nesse evento: teve na Cantão, na Redley, na TNG, na Maria Bonita Extra, na Cláudia Simões e mais.

O Luigi, editor do About Fashion, deixou um comentário dizendo que ‘roupa de trabalho’ está super em alta nas coleções masculinas. A gente acha que essas calças não só parecem mais masculinas, como também evocam uma aura mais sisuda, menos frívola, mais “preparada pra tudo”- você também acha? Se o tempo é de crise, nada melhor do que mostrar menos corpo e se preparar pra batalha (tamos viajando?). E tem como usar e ainda assim ser mulherzinha (mas uma mulherzinha bem beeeem antenada!): a Tati do Avesso do Espelho tava outro dia de calça bem largona e… maiô! E era um maiô decotado nas costas, sem alças, que deixava colo e ombros e aquele cabelón MARA em evidência. “Na moda” e feminina. Quem usou antes dela, de vários jeitos (todo bem bacanas, a gente acha), foi Katie Holmes: a estória da calça-do-namorado tá rendendo há tempos, com ou sem a barra dobradinha.

E aí alguém vai perguntar: “mas essas calças não engordam? não aumentam o quadril?”- e a gente vai responder que não. Uma coisa é usar uma modelagem próxima do corpo, que por conta de curvas e linhas de corte fazem o quadril/bumbum/corpo parecerem mais cheios. Outra coisa é usar uma peça larga de verdade, com modelagem ampla e com fartura de tecido – que não ilude em relação à silhueta, mas que acrescenta uma forma nova ao corpo de quem usa. Não tendo ilusão, não tem dúvida: o volume não é de corpo mas sim de tecido – de moda! Então, é bom aproveitar esse excesso de tecido da parte de baixo pra deixar a parte de cima mais peladinha. As calças podem funcionar com tomara que caia, com um ombro só, com quaisquer decotes que deixem ombros, costas, colo e pescoço de fora. E com tecidos bem fluidos (e porque não super luxuosos?!??) e com transparências ficam perfeitas pra brincar de leve e pesado!

Vale também deixar pezinhos à mostra, pra deixar o look ainda mais feminino: sandálias podem ter tiras finas ou mais espessas, dependendo do peso visual da calça/do look. E pode usar de salto, viu?!?? A gente acha mais legal com saltos grossos e bem firmes, tipo em anabelas, em plataformas delicadas e mesmo em escarpins/peep-toes com saltos não-fininhos. E baixinhas vão se sentir menos baixinhas se coordenarem cores próximas, pra criar o eterno e quase onipresente look monocromático. Calças largas são desculpa perfeita pra acrescentar cintos bafo à produção, gatas, então arrasem nas cinturinhas. A gente aposta que vai ver mointo nos corredores da Bienal na semana que vem, durante o SPFW!
Dizem que toda regra existe pra ser quebrada. Verdade ou não, a gente adora o exercício de quebrar regrinhas-fashion do tipo isso-pode, aquilo-não-pode, isso-só-pode-com-aquilo… Porque quando a gente está fazendo coordenações com as clientas ou pra gente mesmo, dá pra perceber que regrinhas não funcionam pra todos da mesma maneira. Particularidades, gostos, personalidades, funcionalidades e outras coisitas mais fazem com que muitos do’s e dont’s que a gente lê por aí fiquem só na teoria.
E o mais divertido é quando a gente quebra regrinhas que a gente mesmo criou!!! Lembra da teoria do peso visual? A gente sugere pra quase todo mundo que pro look ficar equilibrado os pesos visuais das peças que o compõem tem que ser parecidos. Traduzindo: peças leves devem ser coordenadas com outras peças leves e peças pesadas devem ser coordenadas com outras peças pesadas (resumindo bem resumido, OK!?!).
Acontece que se a gente misturar – com parcimônia e de forma equilibrada – peças leves com peças pesadas, pode ser que o look fique muito mais original e divertido, não é mesmo!?!

Inspirações pra coordenar leve com pesado nos desfiles pre-fall: Oscar de la Renta, Rag & Bone, Tuleh, Rachel Roy e Carolina Herrera!!!
Na última Nylon (que tem a Lily Allen linda na capa) a sugestão pra brincar de leve + pesado é misturar saias, vestidos e tops em tecidos leves e florais com jaquetas, casacos, calças e bermudas de tweed. O resultado é chique, romântico e nada, nada bobinho!!! Fora que é perfeito pro nosso outono/inverno que nunca é muito quente nem muito frio.
E na Vogue UK de janeiro tem uma matéria muito legal falando do novo jeito de usar couro. Segundo a revista couro é tudo (a gente também curte) e o bacana é coordenar com peças mais leves e elegantes como vestidos estampados, tops transparentes, saias e bermudas. E o couro aparece em modelagens menos “rebeldes” do que jaquetas perfecto, tipo paletozinhos, coletes, saias mais rodadas, calças não tão justas, jaquetinhas com capuz… Fica muito mais democrático, funciona pra vários estilos e pra diferentes idades!!!
O segredo pra coordenar peças leves com peças pesadas visualmente é fazer dos acessórios o ponto de harmonia do look. Sapatos, bolsas, pulseiras, colares, lenços, cintos devem estar no meio do caminho (nem muito levinho, delicado, nem muito heavy, sabe!?!) pra fazer a ponte entre as demais peças!!!
A gente considera botas como calçados de temperatura intermediária: não precisa usar só no frio, mas também não há necessidade de usar no calorzão (mointo pesadas visualmente!). As botas preferidas da Oficina de Estilo são as tipo montaria: com cano longo, frente arredondada e mais alongada, sem salto ou com saltinho bem pequeno (tipo solado de sapatos masculinos). A gente ama todos esses elementos juntos porque é o conjunto que mais alonga a silhueta, pára pra pensar: a bota já “enche” uma parte magrinha do corpo, então vale tudo pra minimizar o “achatamento visual”, néam? Modelos em preto ou marrom são os mais fáceis de coordenar com mil e um looks, e são os melhores pra começar. Botas claras ou coloridas são tipo “nível avançado”, pra quem já domina a coordenação de looks com essas básicas!

algumas meninas que já saíram de casa bem bonitinhas, com suas próprias botas
E aí que as botas funcionam super bem com ou sem meias opacas – e tem que ser opaca, meia fina não dá certo com sapato pesado! E botas, sendo sapatos pesados, devem ser coordenadas com todo o resto levando em consideração o peso visual de cada peça do look: é super importante não usar tudo super leve junto com a bota. Pode uma peça leve e outras pesadas pra equilibrar, entende? As de cano longo ficam ótemas com bermudas, com shorts (com ou sem meias!), com saias na altura dos joelhos e com vestidos. As mais curtinhas são perfeitas pra usar por dentro de calças, até com barras mais curtas (mudérnas!), tipo bermudão.

outras que a gente calçou por conta própria, bem loucas, com botinhas de photoshop! =)
Quanto mais longo o cano da bota for, mais alongada ela deixa a silhueta. Se o cano da bota é mais curtinho, tem mais chance da perna parcer achatada e encurtada – o que engorda a silhueta visualmente, efeito que nem quem é mais bobo quer, né? Por isso meias opacas são boas companheiras de botas, porque em tons semelhantes, criando looks monocromáticos, não cortam a silhueta e ajudam a manter o efeito alongador. A gente não curte saltos finíssimos nem frente muito pontuda em botas: o que acompanha as botas geralmente é mais pesado visualmente, tipo tecidos espessos e acessórios grandões (pe-sa-dos); e saltos finos e frentes de matar a barata no cantinho da sala são elementos de peso visual leve – na nossa visão, esses elementos são incompatíveis e não conversam direito entre si, já que as botas são em si (!!!) peças pesadas. Mas é a nossa opinião, não é lei – e a gente pode conversar e trocar mais idéias nos comentários, não é meishmo?!?? =)
E mais!
Nosso jeito de usar galochas
Nosso jeito de usar ankle boots (ainda usa?)
Nosso jeito de usar botas tipo cowboy
Nossa opinião sobre essa bota ‘pata-de-bode’
Nosso manifesto anti bota-sobre-calça-jeans
Nessa última temporada as jaquetas de couro apareceram em coordenações super leves, em propostas pro verão mesmo. O couro já carrega em si (!!!) a mensagem de material-sexy, então as modelagens mais soltinhas e molengas das jaquetas “novas” colaboram em equilíbio para quaisquer peças feitas nesse material – que couro justo-justo não dá, néam? E aí que uma jaquetinha boa de couro acrescenta uma textura muito boa de incrementar qualquer look: não pode couro com couro, mas pode couro com algodão, com seda, com tricô, com lãs, com tecidos de alfaiataria e mais! ((O quesito “não pode couro com couro” se estende até pra acessórios: não tem graça usar casaco de couro com bota de couro, sabe como? Um de cada vez, gente!))

tudo de patrícia vieira, mestra do couro aqui no brasil
“E viscolycra com couro, pode?”
Olha, a gente acha que não. Que tudo bem coordenar couro com esses outros materiais leves que a gente listou aqui em cima. Mas a visco, além de ser super mais leve que o couro, é infinitas vezes mais esportiva. Mesmo com tantos couros moles, com tratamentos novos que os deixam mais maleáveis, eles ainda são cou-ros = material mais pra pesado. Lembra da teoria do peso visual? Se a gente vai quebrar regras, é bom quebrar uma de cada vez, né, amigas?
“E com calça jeans, fica bom?”
Daí só falta acrescentar malha de gola alta e bota longa sobre a calça – tá pronto o look mais batido do milênio. Gente, Dudu Bertholini ensinou que “estilo pede ousadia”. Então vamos aproveitar que a moda tá oferecendo mil elementos legais da gente acrescentar ao look e vamos ousar, pelo menos um pouquinho! No lugar do jeans, experimenta uma outra calça, em material diferente ou colorida. No lugar da bota, arrasa de assandalhado ou de peep-toe, ou whatever. Interessância pra já.

da ellus, da forum e da triton
Do mesmo jeito que paletozinhos pretos funcionam sobre (quase) qualquer coisa, as jaquetas de couro também. Especialmente nos looks de temperatura média (treino pra quando o calor chegar!), a gente pode substituir cardigans e jaquetas jeans por um modelito de couro, não pode? E pras super mudérnas, vale também trocar a jaqueta e continuar com o couro, mas de outros jeitos: em calça de couro, em saia de couro, em blusa de couro (a Alexandra Farah usou uma no SPFW e tava arrasante)… e nem precisa ser só couro, pode ser em camurça também! O importante (nesse post e na vida!) é a gente se exercitar em coordenação de materiais diferentes!
Tudo que a gente escreve aqui no blog vem da vida real – ou começa aqui e acaba acontecendo de verdade, ná prática. A gente tá bem exercitando nesses últimos tempos as coordenações de três peças, e o exercício tá rendendo bons sorrisos em frente ao espelho. No SPFW, conversando com amigos no meio das entrevistinhas que fizemos pro blog e pra ed. Globo, a Milene Chaves – editora do Chic – contou pra gente que sempre mistura texturas diferentes no look, pra acrescentar “interessância”ao visual. Aquilo grudou nas Oficinas e a gente também tem repetido a receita nos nossos looks, todo dia.

Faz um super sentido. Sabe quando tá muito frio e a gente quer sobrepôr tricô com tricô e o look não dá certo? É porque misturar materiais e superfícies diferentes sempre funciona mais, presta atenção! Blusa de algodão com cardigan de tricô, camisa de seda com paletó de veludo, bermuda de brim com camiseta de malha, vestidinho de laise com casaqueto de linho… As texturas diferentes fazem sucesso especialmente em looks monocromáticos, e a receita pra coordenar mais de uma textura é sempre ter uma textura claramente dominante na coordenação, com as outras aparecendo menos, de coadjvuvantes. Tipo quando a gente coordena estampas com outras estampas (tem fórmula pra coordenar sem erro – e sem medo! – aqui). Mas a regrinha mais valiosa é não repetir as mesmas texturas em peças muito próximas, nem uma igual sobre outra. Tem que variar!

texturas da cristi

texturas da fê
A gente já tava pensando nisso e quando era a hora de fazer o post, a gente olhou uma pra outra e os exemplos tavam na gente mesmo! A gente tava em reunião e a Cris tava de jeans, camiseta de algodão e laise e tricô com textura quadriculada – e ainda tinha o lenço-tudibom. Eu tava de saia de algodão espesso, camiseta de malha e tricô fino. Pra completar, a Cris tava de sandália com textura de couro de animal e eu tava de sapatilha de verniz, textura super lisa e brilhoooooosa. Era tudo super simples, mas tava bem legal por conta desses elementos – que contam pontos importantes em qualquer produção, mesmo nas informais! Vale se divertir com qualquer look, todo dia, né?!??