• Um blog de tudo tudo tudo do Louis Vuitton: tem todas as bolsas, tem curiosidades, tem história, tem celebridades que usam, tem como pronunciar os nomes das bolsas e mais. A dica veio do Cajon DeSastre e o passeio é bem legal. Mesmo!
• Tem filminho no ShowStudio com mil vestidos de franja! O filme foi feito durante as fotos de um editorial, feitas pelo Nick Knight, e a modela mexe taaaanto as franjas que dá vontade de ter um vestidinho desses a-go-ra, pra dançar o fim de semana inteiro!
(Senta que lá vem história!) Diz que em 1854, bem na época de revolução industrial e progresso e viagens de navio, tinha esse rapaz que trabalhava como embalador. Um dia ele teve vontade de embalar as coisas de quem viajava de um jeito mais inteligente, e inventou uma tela impermeável e forrou baús com ela, com acabamentos de metal e tudo. Os clientes surtaram, acharam aquilo tudo de bom, começaram a encomendar loucamente e o negócio surgiu. O nome desse embalador era Louis Vuitton e foi assim que tudo começou, veja só! Essa tela não era essa estampada com monograma que a gente conhece hoje, e nem foi a primeira a ser criada, sabia?
tem pra todos os gostos! sonho de consumo total!
Trinta anos depois, em 1888, Louis Vuitton (em si) decidiu que ia dificultar a vida de quem copiava os baús dele – já tinha cópia nesse tempo! – e pensou num padrão único, que diferenciasse seus produtos e que os deixasse mais bacanas ainda. Daí foi criada a tela Damier, essa de quadrinhos escuros e mais claros, tipo um xadrez. Aqui dá pra ver que o xadrez é formado por microtracinhos que, colocados lado a lado, formam os quadrinhos – não é demais? As primeiras cores foram o preto e o marrom, que depois evoluíram pra preto e chumbo e preto e creme. A tela com monogramas só foi feita em 1896 (quase quarenta anos depois do começo!) e os desenhinhos que acompanham as letras LV até hoje são um mistério: nem a empresa sabe em que foram inspirados, mas todo mundo acha que foi influência do japonismo, das florzinhas de cerejeira e tals. Louis Vuitton já era moderno no tempo de antigamente, não é mesmo?
Daí que, nesse meio tempo, o antigo-embalador que virou fazedor de malas pensou num jeito de fabricar essa tela mais maleável, com movimento. Até então somente baús rígidos eram produzidos, e o sucesso era tanto que valia a pena expandir o catálogo de produtos – pra fazer bolsas, pastas e mais. No começo, cada bolsa tinha uma função específica, tipo a bolsa-saco (a terceira da foto lá em cima) servia pra carregar garrafas de champagne para pequeniques (que tudo!). Hoje a LV tem um catálogo super mega extenso de produtos, com roupa, acessório, jóia, calçados, lenços, relógios e óculos – tem até porta-post-it, coleira pra Wendy e guarda-chuva – e ainda é possível encomendar qual-quer coisa feita por eles. Tipo podem encomendar cama, baús com divisões específicas, barraca de camping (vai saber), qualquer coisa mesmo. Quem cuida desses pedidos especiais (chamados “special orders”) é um cara da quinta geração da família, na casa que foi do próprio Louis Vuitton e que hoje hospeda um museu (junto com o atelier em que as peças são feitas). Pode fazer visita e tudo à essa casa/museu, que fica em Asnières na França. Passeio chiquérrimo, néam? =)
celebs de hoje com bolsas centenárias!
Por conta do envolvimento da família, mesmo pertencendo a um grande grupo de gestão de marcas (LVMH) a Louis Vuitton é considerada uma empresa familiar. Mesmo sendo uma marca mais que centenária, as sacadas pra se manter moderna foram geniais – e deram certo. Logo depois de comemorar o centenário da tela monogramada, em 1996, a LV chamou o estilista Marc Jacobs pra perto: além de renovar a cara da marca, ele ainda criou linhas de roupas e de sapatos – depois de jóias e acessórios também. A primeira novidade que MJ trouxe foi a tela de monograma feita em verniz colorido (isso era 1998), que era pra ser uma tiragem especial e virou linha permantente, pra você imaginar o tamanho do sucesso. Depois dessa vieram todas as parcerias com gente nova, ligada à arte e ao mundo pop: as bolsas grafitadas feitas por Stephen Sprouse, os patchworks de Julie Verhoeven (mointo fofos!), o monograma colorido do Takashi Murakami (e as cerejinhas, e agora também a camuflagem) e a arte do Richard Prince. Tudo super tradicional e ao mesmo tempo suuuuuper moderno. sprouse, verhoeven, murakami e prince: tudo increíble
A Louis Vuitton dá garantia de 10 anos pras bolsas que faz, e se for preciso troca alças e forros sem custo nenhum pra seus clientes – elegantes, não? E de tempos em tempos materiais novos são inseridos nas coleções, tipo couros novos (e exóticos), jeans, teflon e mais. E é tudo cuidado pra não destruir o planeta, tudo sustentável, tudo feito com qualidade incomparável (diz que ninguém tem o know-how que eles têm!), muita coisa feita à mão (até hoje) e tudo cuidado nos mínimos detalhes. Esse encantamento vem daí, dessa atenção. A gente se encantou mesmo com essa história, que a gente ouviu essa semana no trabalho no shopping Cidade Jardim. E tudo mais que a gente aprender vai ser dividido aqui – tanta marca legal, tantas lojas super bonitas, tantos materiais e acabamentos novos… todo dia a gente cresce um pouquinho mais por lá. E tudo que tiver de mais legal a gente traz pra cá – continua aqui com a gente pra ver!
A Suzy Menkes (nossa conhecida!) fez mega tour pelas lojas mais legais de Paris e convida a gente pra ver tudo em vídeo. Tem as visitas e comentários sobre as lojas do Cavalli, da Fendi, da Sonia Rykiel e aqui embaixo do Yves Saint Laurent. Deglícia!
E depois da gente ouvir mointo falar do filminho da Louis Vuitton pra tv, agora tem série de filminhos do Gucci pra mostrar produtos e seduzir a gente. Collin McDoweel uma vez falou que o trabalho da moda é fazer a gente achar que precisa de algo que não precisa e é bem verdade – mas é legal meishmo assim, não?!??
Ok, ok. O nosso preferido ainda é o filminho animado da Prada, com peixe virando bolsinha e tudo! =)
Roisin Murphy é essa cantora que escolhe figurinos absurdos pra seus clipes e que tem feito tanto sucesso como fashionista como pela sua música – que é uma deglícia mesmo. Diz que ela sempre escolhe coisas de Gareth Pugh e estilistas super vanguarda – coisas que ninguém mais usaria – e arrasa nos vídeos. Nesse último (aqui em cima) o figurino é todo pastel, cheio de laços gi-gan-tes (adoro!) e quase todo feito pelo Marc Jacobs pra Loius Vuitton. A stylist desse vídeo é também dona de um blog incrível (dica da Susie Bubble), em que a gente vai começar a prestar bem atenção! Tem bem mais coisas sobre a Roisin Murphy no About Fashion, com mais vídeos pra assistir e fazer umas dancinhas, mesmo na frente do computador. =)
Tem esse canal na parte de vídeos do MySpace em que artistas entrevistam artistas, tipo ‘bate papo de amigos’. Na semana passada foi postado um vídeo da Jennifer Jason Leigh entrevistando o Marc Jacobs – ela fez Mulher Solteira Procura (meeedo!) e tem um filme novo no cinema (agora!) – fora no ano pasado ter fotografado pra uma campanha do estilista em “questã”. Mas a gente tá mais interessada na parte de MJ, não é mesmo?!??
E ele falou de como ‘trabalha muito com amigos porque faz muitos amigos no trabalho’ (super tipo a gente! adoro!), de como ele queria que ela fizesse as fotos da campanha pra ele mas estava apreensivo porque só via atriz usando Prada (!!!), de como o processo de criação dele flui super bem em equipe (”cada um acrescenta de um jeito, todos são muito talentosos e se um deles faltasse no grupo o resultado não seria o mesmo”) e de como eles têm que cumprir prazos pra decidir tecidos, cores e texturas novas pra cada coleção. Falou até de como o desenho animado do Bob Esponja foi inspiração pra to-da a cartela de cores da coleção que a gente viu por último na Louis Vuitton – e falou como se nada fosse. =)
E é uma deglícia ver o estilista de quem a gente é fã sendo fã também, né? Que é super nesse clima “gente como a gente” a página dele no MySpace (ele tem perfil lá, não é tudo?): tem váááárias fotos da intimidade dele, tipo em frente à árvore de natal, com os cachorros, com o namoradex – que também tem uma página, em que também tem mointas fotos – com celebs que a gente adora tipo NaomiCampbell e RachelZoe e Winona Ryder. E tudo bem que a gente passou da fase dos logotipos e tals, mas ficou uma graça o fundo da página cheio de mini-LV’s.
Tempos coloridos esses nossos, não é mesmo?!?? Que o último desfile da Louis Vuitton rendeu uma campanha coloridíssima e cheia de super tops, bem como no desfile. Foi tudo feito em parceria com o artista Richard Prince, que colaborou no desgin das bolsas novas convidado pelo Marc Jacobs em si (lembra?). As super modelas foram fotografadas deitadas num carro super anos 70 (um Dodge do próprio Richard Prince!) e o making of foi filmado pra ser exibido no site da maison. Tem uma prévia aqui, quer ver?!??
E aqui tem mais um monte de imagens de outras campanhas da LV, todas bem legais. Vale o clique e o passeio!
E a Louis Vuitton que fez essa mala, chamada “Ultimate Travel Bag”?!?? Que a mala tem um design classiquinho da LV, com rodinhas e alça pra puxar, e traz junto um monte de acessórios incríveis pra deixar qualquer viagem super fina. Diz que vem mantinha de cashmere, necessaire transparente pra facilitar o trabalho do povo do raio-x no aeroporto, capas pra passaporte e laptop, sacolinha pra guardar a roupa que vai pra lavanderia, estojo dobrável pra jóias e acessórios e uma carteira amazing de couro (pra levantar o look a jato!). Não dá vontade de ter pra glamourizar as férias?!??
A mala não vai ser vendida, tem só essa aí da foto pra leiloar pra dar o $$$ pra uma caridade inglesa – diz que os lances já começam em dez mil li-bras! Mas que dá vontade de ter, dá, né? Imagina… força no logotipo e bora por check-in. =)
Nunca a gente teve tantos filminhos sobre gente da moda (ao mesmo tempo!) como agora, não? Que esse ano a gente teve Lagerfeld Confidential no festival Filme Fashion (só deu pra ver os últimos 15 minutos mas aqui tem tipo uma resenha de quem viu – Alexandra, empresta a fita!) e no ano que vem tem mais. Já saiu o documentário do Marc Jacobs na Louis Vuitton (mas não chegou aqui ainda, quem viu já amou!), que segue o estilista em NY, Tóquio e Paris e mostra muito do seu processo de criação e jeito de trabalhar, com direito a aparições de Sofia Coppola (musa!) e de Anna Wintour. E diz que vai ter documentário do Valentino também, e que o filminho já vai ser lançado na apresentação da alta costura agora em janeiro, quando o estilista se aposenta de verdade – aqui tem mil fofoquinhas já adiantando algum conteúdo. Ainda sobra expectativa pra ver Gucci (vááários bafos!), Tom Ford e Donatella Versace.
O bom de ver filminhos fashion como esses é que a gente conhece mais de perto os estilistas que a gente curte e seus trabalhos, e aí as roupas e as inspirações ganham valor, um valorzinho especial (plus a mais!). O que a gente percebe que há de vontade do estilista na hora de criar – sentimentos, pensamentos, referências, histórias, desejos – pode virar características que a gente quer acrescentar à nossa própria imagem pessoal, colocar no nosso look (via roupa da grife ou da inspiração!) elementos que a gente quer que o outro veja na gente. Que a roupa que a gente usa vai adquirindo uma história só dela na medida em que vive coisas com a gente, né? Pois a gente acha que tem roupa que já pode chegar no armário com uma historinha pronta, com referências que a gente buscou de antes pra mesclar com as que a gente ainda vai criar/incorporar! A gente tá na fila desde agora pra assistir tuuudo, que participar do trabalho dessas pessoas como se a gente estivesse lá pertinho é o máximo. =)
Ainda estamos tendo Mostra de Cinema aqui em SP, amigos. E jo filme novo do Wes Anderson (que fez ‘Excêntricos Tenembauns’ e ‘Steve Zissou’ – filminhos que a gente a-do-ra) vai passar pela última vez nesse fim de semana, antes de estrear de verdade. O filme chama ‘Viagem a Darjeeling’ e conta a história de três irmãos que estavam de mal há tempos e ficam de bem pra viajar juntos à Índia, atrás da mãe deles, uma história bem louca. Os irmãos são o Jason Schwartzman, o Adrien Brody e o Owen Wilson, e o figurino deles e as malas que usam são motivos suficientes pra gente correr e assistir logo, ansiosas.
Que os irmãos usam o mesmo terno durante o filme todo, cada um o seu. O Wes Anderson acredita que o figurino faz com que o ator personifique com mais convicção seu personagem, e acha que figurinos-uniforme reforçam essa máxima – nos filmes que a gente citou ali em cima os personagens também não usam nada muito diferente. Pra fazer esses ternos, o diretor e sua figurinista, Milena Canonero, recrutaram ninguém menos que Marc Jacobs! O estilista estendeu sua participação com o desenvolvimento das malas com que os personagens viajam, aproveitando a expertise da Louis Vuitton, né?
Diz que o cineasta visitou os arquivos da maison e, junto com MJ, desenvolveu o padrão de palmeirinhas, rinocerontes e zebras que decoram as malas do filme. Uma graça, não?!? E dá pra ver a mala aberta, por dentro, aqui. Tem mais do Wes Anderson, desse filme, dos figurinos e das malas aqui nessa entrevista incrível pro LA Times. E eu vou mesmo assistir no domingo à noite, quem mais quer ir junto?!?? =)
O Alexandre Herchcovitch fez golas/lapelas de smoking no seu último desfile, pra usar sobre vestidinhos e camisetas, e a gente já até viu na loja, na vida real. E agora o Marc Jacobs fez pra Louis Vuitton essa gola (lapela?) quentinha, felpuda, com botõezinhos e tudo. Pode ser uma alternativa pra echarpes e lenços, bem mais mudérna. Será que rola na vida real ou é só performance? Eu imagino por cima de camiseta com bermuda jeans, informal. Alguém tem vontade de usar?!??