Na hora de escolher uma peça boa pro nosso corpo e pro nosso guarda-roupa vários elementos podem ser levados em consideração: cor, textura, caimento, detalhes, decotes, recortes… mas tudo começa no tecido, certo!?! A gente já explicou direitinho a diferença entre tecidos naturais e tecidos sintéticos, e os benefícios de cada um no dia a dia. Outra característica em que a gente pode prestar atenção é se o tecido é plano ou se é malha – tecido plano é aquele que não estica, tipo lã, sarja, seda, tricoline… e malha é o tecido que deforma quando a gente estica, tipo viscolycra, algodão de camiseta, jersey, tricô… Tanto tecidos planos quanto malhas podem ser feitos de fibras naturais, sintéticas ou mistura das duas!
Na prática o que mais importa a gente saber é que esses dois tipo de tecidos transmitem mensagens bem diferentes: tecido plano parece (quase) sempre mais sofisticado e formal enquanto que a malha é sempre mais confortável e esportiva. Peças em malha não vão pra eventos mais elegantes tipo festonas ou casamentos e também não são super adequados pra ambientes profissionais muito formais. Já as peças em tecido plano vão pra qualquer lugar!!!

Ao contrário do que parece, a malha não é a vilã, não!!! E existem inúmeras situações em que ela é investimento certeiro. Por ser maleável e mais confortável, a malha é uma ótima companheira de viagem – amassa menos e é mais fácil de “desamassar” – e veste bem em momentos em que todo o resto do guarda-roupa “aperta”. É bom pras grávidas, pra quem tá com quilinhos extra – desde que a peça seja um pouquinho folgada – , pra quem está amamentando (!!!), pra passear com o cachorro no fim de semana. É o tecido perfeito pra todo o homewear! Outra super vantagem das peças de malha e que normalmente são (ou deveriam ser) mais baratinhas.
Existem maneiras de deixar a malha mais refinada. As peças podem ter modelagens mais interessantes, podem ser mais fininhas e ter uma leve transparência, podem ser em cores mais neutras. Hoje em dia quase todas as marcas bacanas fazem camisetas em malhas finas e com cortes e recortes que fazem com que não seja uma simples camiseta. E normalmente são as peças mais em conta da coleção.
Peças em tecido plano também podem ficar mais moderninhas se tiverem modelagens menos clássicas, se forem em cores mais coloridas, estampadas, com texturas mais aparentes ou mais opacas. Elas acabam sendo muitas vezes mais caras, mas também acabam durando mais!
E tem videozinho da Fê explicando quais peças podem ser penduradas em cabides e quais devem ser dobradas. Pras nossas roupas durarem maaaaaaais ainda!!!
Quando a barriga começa a ficar maior e definitivamente as nossas roupas amigas-de–guerra não podem mais fazer parte do nosso repertório na hora de escolher o que vestir, dá um mini-pânico!!! A falta de opção e a vontade de usar roupas “que não apertam” acabam levando a escolhas confortáveis, mas nada elegantes… tipo camisão com legging!!!
Gente, não, né!?! Eu lembro de ter lido num dos livros da super dupla Trinny e Susannah, que se uma mulher com o corpo perfeito já ia ficar horrível com legging e camisão, imagina uma “barriguda”!

existem calças tão confortáveis quanto legging e mais soltinhas – bem melhores pra quem tem quadril mais largo, coxa mais grossa ou bumbum mais saliente!!!
Acontece que a gravidez acentua as partes do corpo que a gente já acha mais cheinhas normalmente… Quem tem quadril largo, fica com ele ainda maior e nesse caso o camisão acaba não valorizando nem dando forma pra parte do corpo que está mais fininha – colo, ombros e braços – e a legging deixa as coxas (que provavelmente estão mais gordinhas) bem em evidência. E quem tem braços e seios maiores normalmente, fica bem melhor durante a gravidez com roupas que deixam o quadril, bumbum e cintura marcadinhos, o que não é o caso do camisão, certo!?!
A gente já foi super contra legging durante a gravidez, mas agora deu pra perceber a praticidade e versatilidade da pecinha-polêmica na pele. E solução que a gente achou foi usar legging com vestidos ou túnicas mais longuinhas (um pouco acima dos joelhos) e mais ajustados, principalmente na cintura – mas nunca no bumbum!!! Pescoço e colo a mostra são super “emagrecedores” porque alongam o tronco, deixando a barriga mais em evidência que os seios.

camisas ajustadas mostram as formas e são beeeeeeeem mais femininas
Já o camisão, não tem jeito, mesmo!!! Pra substituir a melhor opção é usar camisas mais ajustadas, com stretch, que ficam corfotáveis, quase não amassam e dão forma. Só tem que lembrar que os botões têm que fechar direitinho, sem repuxar, pra não ficar com cara de que vai estourar.
No último Encontrinho, o Proença (convidado-ilustre-cabelereiro-das-estrelas) falou que “cabelo da moda” é cabelo que funciona com o nosso estilo naquele determinado momento da nossa vida. E a Oficina acredita que com roupa é a mesma coisa. Porque a gente não muda a personalidade, não muda valores ou essência, mas muda de estilo de vida, de corpo, muda de cidade e até de gosto!!! Quando acontecem essas transformações – internas e/ou externas – a gente tem que reaprender a se vestir.
Então nada mais normal do que ficar completamente perdida no próprio guarda-roupa quando a gente descobre que vai ter baby dali 9 meses e que a partir daquele segundo o corpo vai mudar a cada dia, certo!?! Esse post-meio-diário é pra dividir aprendizados que a Oficina teve (porque a Fê me ajuda nas minhas aflições) e tá tendo. A gente espera que sirva não só pra gestantes, mas também pra quem estiver passando por alguma “crise de indentidade fashion”, OK!?!
O que primeiro mudou no meu corpo foi o quadril – que nunca foi meu ponto forte – e de repente era maior do que sempre foi, já não cabia em quase nenhuma calça. Eu descobri que nos primeiros três meses de gravidez a mulher acumula gordurinhas e acaba ficando mais cheinha independente da alimentação que faz. É a fase que a gente não se sente grávida, mas se sente gorda!!!

na dúvida, empina a barriga!!!
Uma mega limpeza no guarda-roupa, com paciência pra experimentar peça por peça foi o início do meu aprendizado. Tudo o que não servia ou que servia por pouco eu tirei do armário. O que eu achei que ainda vou querer usar daqui um ano, guardei em uma mala, e as outras peças foram pra doação (ou vai pro Sacolão!!!). Com um conjunto não muito grande de peças que ficavam bem no meu corpitcho começou a ficar bem mais fácil me vestir e prever futuras comprinhas – deu pra perceber que tinha muito mais vestido do que calça, que camisetas mais longuinhas iam fazer a maior diferença, que complementos como coletes e jaquetinhas podiam atualizar meus looks!
E daí comecei a me “fantasiar” de grávida, mesmo antes da barriga aparecer. É bem mais confortável pra gente e pra quem a gente encontra pelo caminho tirar qualquer dúvida sobre aqueles quilinhos a mais!!! Malhas e tricôs no lugar de tecido plano, faixas e cintos presos logo abaixo dos seios (criando um decote império), calças mais sequinhas com tops ou vestidos mais soltinhos – colocar a barriguinha mais marcada e em evidência é a melhor solução. E se mesmo assim alguém olha com aquela cara de “será que”, nada como por a mão na barriga e fazer um carinho bem maternal… Sempre funciona!!!
Quer um look-de-festa descoladinho, chique, confortável e fácil de reproduzir em casa? Arrasa com uma power saia em tecido nobre, tipo tafetá, seda, cetim e afins, coordena com um tricô fininho ou com uma camiseta (digna) de algodão – camiseta meeesmo, da Hering! – acrescenta acessórios finos e tá pronta, fofa. E se tiver friozinho você continua com o vestidinho leve e fluido mas veste um maxi-cardigan por cima, amarra a faixa no vestido e vai, bem linda. A gente AMA esse look misturando o trivial com o luxo (sai do óbvio, não sai?) e a Tessuti amou também, no desfile de hoje no Fashion Rio. Mais: se eu me formasse esse ano eu ia com um vestidón desse pra festa (ou se eu casar, vai saber…!). Tá bom?

“moda é o que todo mundo quer usar antes que todo mundo esteja usando”: a saia de plumas é pra agora, gente!
A Juliana Jabour fez uma coleção que a gente acha que só serve pra quem é muito magrinha, mas que é tão vida real que provavelmente vai povoar armários de mooointa menina por aí. Mesmo cheia de babados horizontais, mesmo com mil balonês e punhos bufantes, é super vida real e muito fácil porque tem tudo que dá certo aqui no BR: é desestruturado, tem caimento fácil e molinho, é confortável, não marca… A gente não curte mas sabe que essa marca bomba de vender não por acaso: no EP tem uma super explicação (boa) de como a JJ sabe equilibrar personalidade com comercial. A gente gostou dos moletons, tanto nas calças tipo jodhpur (cara de confortável, né?) como nos blusões coordenados com sainhas.

não tem jeito, conforto é o que importa: olha o sucesso de viscolycras e jérseis e malhas. não é mesmo?
A alegria do dia tá por conta da Maria Bonita Extra. Que a gente adora inspirações e jeitos de fazer tudo com as roupas que a gente já tem, mas ver desfile e ter vontade de comprar tudo (novo!) é uma deglícia! A estilista nova, Ana Magalhães, fez tudo bem masculino-feminino de um jeito que a marca nunca tinha feito antes – os coletinhos coordenados com os vestidos fofuchos são uma graça (super idéia!). A silhueta proposta pela MBE continua solta como na última temporada, sem marcar a cintura: deu super certo com as meias-Prada que a gente quer usar tipo AGORA. E sabe o que mais? A gente amou as padronagens de ternos masculinos junto com as estampas de lacinhos e coraçõezinhos, mega queridas. =)

jaquetinha perfecto com saia-fofucha e laço de ponta de gravata: não é pra amar mesmo? (todas as fotos do post vieram do chic)