“Cuide bem de suas roupas e elas vão cuidar bem de você!”. Essa frase deveria ser um mantra pra quem quer ter o guarda-roupa dos sonhos! De nada adianta ter as roupas mais lindas, fazer as coordenações mais inteligentes, usar os acessórios mais bacanas, se as peças estão mal conservadas.
Manchas, bolinhas, linhas soltas, fios puxados, descosturados, esgarçados, gastos, riscados, amassados… Tudo isso pode derrubar um look incrível. Pena, né!?!
Mas é isso, mesmo! Por isso a gente tem que olhar a etiqueta da peça pra ver qual o jeito certo de lavar e passar antes de ir jogando na máquina, a gente tem que levar nossos sapatinhos pra uma visita ao sapateiro de tempos em tempos, a gente tem que passar o papa-bolinhas nas nossas malhas antes de chegar o inverno, a gente tem que cuidar com carinho pra que nossas roupas e acessórios sejam investimentos de longo prazo. Read more
De nada adianta (na-da) usar a roupa mais legal do mundo se ela não tá com aparência de bem mantida e de bem cuidada. Tem jeito de ter carinho com a roupa na hora de lavar, de pendurar, de secar e principalmente na hora de passar! A gente sabe que não é divertido, mas gente, dá uma satisfação surreal completar a “passagem” de uma peça, vestir e se enxergar impecável em frente ao espelho – não dá? Tempos atrás a gente deu aulas de manutenção pra clientes e pras ajudantes de algumas clientes, de tão importante que é! E os truques mais legais que a gente dividiu com elas (pra hora de passar as roupas) tão aqui, ó.
Deixar a roupa secar (depois de lavada) penduradinha num cabide – e não dobrada ou pregada no varal – já facilita um tanto o trabalho de passar, exige menos esforço/quentura e por isso desgasta menos a peça (obrigada @adaniela pela lembrança!). Pra começar vale separar o que vai ser passado em grupos, de acordo com as temperaturas – tecido sintético fica lisinho com temperaturas mais baixas e tecidos naturais aguentam temperaturas mais altas (tem indicação na etiqueta!). Mas ó, o ferro nunca precisa estar quente quentíssimo, já que é o peso e o movimento que fazem o serviço todo (a quentura só auxilia). Read more
É que a gente não tinha um nome melhor pra esse apetrecho muito útil!!! Parece uma pinça, como o “tirador de etiqueta” pode passar despercebido e sua funcionalidade pode ser posta em dúvida. Mas qualquer pessoa que um dia puxou com muita força a cordinha da calça de amarrar e ela acabou saindo, sabe o suplício que é pra recolocar. Pra isso serve o passador de cordinha!!! Quer ver?
Roupa bem cuidada tem cara de arrumadinha sempre, boa manutenção faz com que qualquer peça pareça mais sofisticada e mais elegante. A gente sabe que materiais de qualidade duram mais e tals, mas ainda assim roupa que se usa é roupa que se gasta né. E quanto menos a gente investe em roupa – e em materiais de qualidade, mais caros por natureza – mais a gente precisa ficar de olho na manutenção de tudo. Os jeitos de lavar, secar, passar e guardar as peças super contam nesse sentido. Que a peça pode ter custado poquinho mas pode aparentar ser caaaaara!
A gente ensina todas as clientes a preferência pela água fria pra lavar tu-do. E pede pra prestar atenção em pregadores no varal, que eles super podem marcar definitivamente tecidos mais finos – melhor deixar tudo secando em cabides pendurados no próprio varal. Read more
Direto na nossa caixa de primeiros socorros de stylist (!!!) tem aqui o “tirador de etiqueta”, ou como a Tati chama, “descosturador”. É tão pequenininho que pode passar batido pelo olhar de quem procura adiantar a vida com apetrechos de armarinho, mas adianta a vida um tanto! Ele serve pra desfazer costuras e tirar etiquetas e abrir partes de roupas e acessórios, mas sem risco de rasgar ou romper – como pode acontecer quando a gente usa tesoura grande ou estilete pra fazer as mesmas coisas. Pode parecer bobinho mas a gente usa muito, muito mesmo. E na vida de todo dia a gente sempre precisa de uns truquinhos desses pra ter sempre manutenção nota 10 nas nossas coisas, né? Tá aqui então!
Tudo que a gente usa pode ser feito em tecido plano ou em “tecido que estica” – a gente não sabe se tem um nome específico pra isso ou se todo tecido que estica pode ser chamado de malha, então vamos chamar assim. Os tecidos planos são os que não tem elasticidade, que não se “abrem” quando a gente puxa de um lado pro outro. Os tecidos que esticam têm elastano na sua composição ou são confeccionados em malha, e eles esticam quando a gente puxa, grudam mais na pele, têm tramas que se abrem e são mais maleáveis. Identificar o que estica e o que não estica – ou o que é tecido plano e o que é malha – é essencial pra saber como acomodar da melhor forma tudo que a gente tem, pra que as roupas não acabem ou deformem antes do prazo de validade natural delas!
Peças feitas em tecido plano, que não esticam, podem ser penduradas em cabides. Tipo algodão de camisa, jeans e sarja, lã, sedas e tudo tudo tudo que não tiver nem um pinguinho de elasticidade. Em cabides apropriados pra cada tipo de roupa, de preferência!, com ombrinhos e presilhas e tals – nada de cabide de arame que vem de brinde da lavanderia, hein? Peças feitas em malha e tecidos que esticam não devem ser penduradas EM HIPÓTESE NEHUMA. Isso inclui blusinhas de viscolycra e todos os afins, tricôs – cardigans, suéteres, casaquinhos de crochê e tals, moletons, camisetas e mais. A gente sabe que tudo que fica pendurado fica mais bonitinho e amassa menos e fica mais visível e tals. Mas material que estica, quando fica pendurado, vai pesando e deformando nos ombros – ficando com a forma pontuda dos cabides e entortando costuras com o tempo, sabe como? Tecido plano a gente pedura no cabide, tecido que estica/malha a gente doooooooobra!
Aqui em cima, no vídeo, tem o nosso jeito preferido de dobrar as peças das clientas. Não é nenhuma inovação, nem a invenção da roda, mas faz sentido! Quem tiver dúvida sobre peças específicas pode perguntar nos comentários – eu respondo e vou anotando tudo aqui, quem sabe a conversa não rende mais uns posts?!?? Que manutenção é (quase) tudo na vida de quem quer sorrir todo dia em frente ao espelho! ;-)
Esse aqui a gente não carrega na caixa de primeiros socorros de stylist (lembra?), mas deu super vontade de ter em casa. Esse no vídeo é o aparelho de renovar as roupas da Brastemp – ele funciona como um super steamer gigante, que desodoriza as peças (diz tira cheirinho de cigarro, de suor, de fritura e mais) através da “ação do vapor nas fibras do tecido”. Tipo, a roupa não precisa ser lavada toda vez que é usada: com esse aparelho daí ela fica fresquinha e passadinha sem se desgastar (tanto). A clienta comprou, usou, contou pra gente toda feliz e a gente ficou super curiosa… então ela fez vídeo pra mostrar pra gente como é! Usando de figurino um vestido que comprou no nosso Sacolão de Estilo! ;-)
No vídeo dá pra ver como é o aparelhão fechado, como monta e com que tamanho ele fica quando tá funcionando (direitinho ele mede 85cm de altura e 27 de largura, pequeño até). Tem aqui um comparativo de preços se alguém se animar (não é tão barato, viu), ou tem esse telefone da própria Brastemp pra tirar dúvidas e tasl: 0800 900999. Quem mais comprar conta mais pra gente?!?? Obrigada pelo vídeo, Renata!
Gente, roupa guardada por muito tempo estraga mais do que roupa que a gente usa bastante. E roupa guardada por muito tempo em capas/sacos de plásticos estragam muito também, e muito mais rápido! Imagina que qualquer micro bactéria que se infiltrar na sua roupa vai mega se reproduzir dentro daquele ambiente quentinho e sem ventilação que o plástico proporciona quando envolve qualquer coisa. Por isso, é bom guardar somente o que é mais delicado dentro de capas – e essas capas podem ser feitas em tnt, esse material que é todo furadinho, super ventilado.
só pode ser de plástico se for num lado só da capinha, com material “ventilado” do outro lado!
Roupa precisa de ar, de ventilação, por isso nossas mães ensinam a deixar as portas dos armários abertas de vez em quando (né?). Roupa que a gente usou e que pode ser usada mais uma vez antes de lavar também pode respirar antes de ir pro guarda-roupa: vale deixar a peça pendurada em cabideiros, do lado de fora (bem no ventinho mesmo!) por umas horas antes de acomodar em portas fechadas. Mais: isso de deixar ventilar a roupa usada antes de guardar vale especialmente pras peças que vão ser guardadas em capinhas!
Nossa clienta de sexta-feira deu a dica: diz que vende capas bacanas em tnt no WalMart e nesse site aqui. A gente sabe também que vende nesse outro site e que a Edith faz umas capas incríveis aqui em SP, com visor de tule dos lados pra gente identificar as roupitchas que tão lá dentro (mais ventilada, impossível!). Quem tiver mais dicas de onde encontrar capinhas bacanas pra roupas, em tecido natural ou em tnt, pode dividir com todo mundo nos comentários. E bora conservar nossas “peças preciosas”.
Esse a gente não carrega na caixa em si (!!!), mas carrega sempre com a gente – e indica pra todas as clientas usarem também. Já tinha passado da hora, então, da gente dividir mais essa facilidade da vida fashion aqui no blog! Sabe esse aparelhão de passar a vapor que a gente vê nas lojas, com um reservatório (ão) de água e com mangueira e com um suporte de ferro segurando o chuveirinho de onde sai a fumacinha? Chama steamer (”ishtímer”!) e tem em versão pequeña e bem barateenha, pra todo mundo ter em casa! Cabe dentro do armário, cabe na mala de viagem e a gente deve aos nossos pequeños steamers os elogios de estarmos sempre passadinhas! =)
Os nossos são do Polishop, que na época que a gente comprou só tinha lá! Mas tem também no Shoptime, nesse Colombo (que a gente não conhecia até fazer essa pesquisa) e no Casa & Vídeo (que eu a-do-ro). E super vale o investimento, porque, gente, funciona super bem e facilita a vida mesmo. E roupa passada diretinho faz super diferença, néam?!??
O Chic da Gloria Kalil acompanhou a Oficina numa tarde de seleção-edição-organização de guarda-roupa, ó que demais! Na matéria a Cris acrescenta uma inteligência de que a gente nunca falou aqui no blog: na hora em que o armário tá sendo “avaliado”, a gente já faz pilhas de coisas com destinos certos (que é pra – já! – organizar a bagunça, sabe como?). Cada um tem um jeito de fazer e destinos específicos pra tudo que tem (e que vai deixar de ter!) no guarda-roupa, quando organiza. A gente geralmente usa esses aqui, pra gente e pras clientas:
com participação mais que especial de cris hélcias! clienta quedrida!
* pilha das peças que precisam de consertos/ajustes
Nessa seção entra tudo que tá sem botão, com furinho, com mini-rasgo que dá pra ser cerzido, com costura aberta, com barra ou cintura pra ajustar. Tem que refletir se vale mesmo a pena consertar – tipo se a peça é bem velhinha e já foi mointo usada, ou se o conserto vai ficar super caro… essas coisas.
* pilha da lavanderia
Invariavelmente a gente, quando organiza, encontra peças com manchinhas e marcas – que aparecem porque a peça tá guardada a mil anos. Essas peças devem ser lavadas pra ver se a mancha é permanente ou nao – que se elas voltam do tintureiro com a mesma mancha, elas têm que ir direto pra uma dessas pilhas aqui embaixo, ó:
* pilha do brechó/do bazar
Tem coisas que a gente ganhou, ou que comprou errado e que nunca usou, e que têm marcas legais e que são novinhas – não tem?!?? Essas a gente pode reverter em dinheiros pra fazer novas e boas compras, se a gente leva lavadinhas e em perfeito estado de conservação pra um brechó legal ou pra um bazar, tipo o Sacolão de Estilo! Rá! =)
* pilha da doação/da caridade
Peças que a gente já super usou ou que (por algum motivo específico) não são legais pra gente, podem servir pra outras pessoas – prima, amiga, sobrinha, funcionárias que tão em volta da gente no trabalho ou em casa, insituições de caridade. Tem que ter olho bom pra separar essas peças, que não é porque é doação que não precisa de dignidade: as peças devem estar em ótimo estado, sem furos, sem rasgos, lavadas, doadas com carinho (senão não vale, gente).
* pilha do lixo (tem coisa que não dá mais, de jeito nenhum!)
Só vale separar pra “reciclar” (ai, vou forrar uma almofada com o tecido) se você tem hábito e frequência nesse tipo de atividade, senão é desculpa! Tem gente que aproveita camisetas velhas como paninho de limpeza – mas assim também, só vale guardar se for pra fazer a transformação já. Se não essas coisas continuam ocupando espaço ocioso, mas em lugares diferentes.