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  • A gente aprendeu há algum tempo que nossas roupas duram mais (e melhor) se a gente lava menos. Trucão maravilhoso pra estender vida útil, então, é esse “desodorante de roupas”: uma misturinha natureba que ajuda a refrescar o cheiro de uso das peças, possibilitando mais usos antes de lavar.

    borrifador_blog

    A sacada é essa, ó: a gente usa a peça, chega em casa e –no lugar de despejar a roupa usada uma vez só na máquina de lavar– pendura do lado avesso num cabide. Legal é estar num lugar arejado pra dar umas borrifadas dessa receitinha aqui:

    _100ml de água
    _200ml de álcool 70
    _200ml de vinagre de vinho branco

    Então é deixar que a mistura evapore durante a noite (ou por um periodão) e usar de novo. A receita é da Ingrid Lisboa da Home Organizer, a gente ainda acrescentou umas gotinhas de essência refrescante (por nossa conta e risco), testou e funcionou demais, viu!


  • Quase todo mundo tem mais coisas no guarda-roupa do que precisa, especialmente mais coisas do que efetivamente se usa. E a gente sabe da dificuldade que é se tentar se vestir com os 20% usáveis de um guarda-roupa quando os outros 80% inúteis/encostados teimam em atrapalhar a escolha e a coordenação dos looks. Essas nossas idéias de ter menos e melhor e de só comprar pra incrementar só funcionam se a gente tem um armário construído pra facilitar, pra versatilizar, pra ajudar a gente a por energia na vida — e não no que a gente vai vestir pra viver a vida.

    desapego limpeza faxina guarda-roupa

    Dá pra comparar a nossa relação com as roupas que precisam sair dos nossos armários com mil outras coisas que precisam sair das nossas vidas — aqui a gente vai fazer a comparação relacionamentos mal-sucedidos, porque né são iguaizinhos ao que a gente tem com as roupas que só ocupam espaço sem ser usadas na vida real. Que geral sabe que se alguém diz que ama mas tá emocionalmente indisponível, então esse amor não vale, não é um amor tããão amor assim. Com roupa é a mesma coisa: a função da roupa é cobrir, garantir que a gente sinta uma sensação (importante pra quem usa, tudo a ver com estilo pessoal e estilo de vida e atividades e tals) e deixar quem usa mais bonita e segura, traduzir a identidade dessa pessoa. Se a roupa não tem como cumprir alguma dessas ‘promessas’, não tem motivo algum pra ela estar/permanecer no guarda-roupa. Vestidinhos casaquinhos camisetinhas sainhas bolsinhas existem aos montes em mil lojas em volta da gente — mas a gente devia deixar entrar nas nossas vidas/nos nossos armários somente o que certamente vai fazer a gente feliz. Esse é o espaço que precisa ser aberto, disponibilizado… a gente merece!

    A parte boa é que quando a gente trata da relação com as roupas tudo tem como funcionar super mais fácil do que com relacionamentos: se a gente sabe exatamente o que esperar de uma determinada peça de roupa, só de olhar (com um olhar bem crítico, sem misericórdia!) já se sabe se é o caso dessa peça permanecer ou não nos nossos armários (e nas nossas vidas). Se tá manchada permanentemente, se rasgou ou puxou fio, se foi comprada só porque tava em liquidação, se tem bolinhas ou desgastes (de uso mesmo) que não saem mais, se não serve mais (presente > passado-futuro), se não é usada há milênios ou se simplesmente não cai bem… então DESAPEGA! Às vezes as razões pelas quais uma peça pode ser tirada (definitivamente) dos nossos guarda-roupas vêm acompanhadas de motivos subjetivos — e é um exercício e tanto se propor a prestar atenção nisso: mudanças de peso, de silhueta, de vontade, de trabalho, de companhias, de cidade e mesmo de vida (casamento, filhos, etc). E uma boa limpeza no guarda-roupa pode aliviar pesos e dores da vida real, não pode?

    #DESAPEGAMENINA!

    Quando a gente consegue abrir espaço físico no guarda-roupa, automaticamente abre também espaço mental pra organizar importâncias, valores e necessidades — e assim é natural comprar melhor, de um jeito mais “certeiro”. E saber a hora de parar/de deixar aquela peça seguir o caminho dela (pro lixo/pro destino mais conveniente) é fundamental. A gente só enxerga novas possibilidades, outros caminhos, novas coordenações e looks diferentes (perspectivas diferentes!) quando deixa pra trás o que é velho e não acrescenta mais nada de bom: acrescentar só volume ou só quantidade não adianta. “Um bom encontro é de dois”, e mesmo que a gente ame muito uma roupa, mesmo que ela seja quase essencial pra manter a gente viva, ela tem que viver com a gente o dia-a-dia, fazer valer a presença dela por perto. Senão só atrapalha.

    ((post originalmente publicado em dezembro de 2007! imagina!))


  • Olha como o próprio trabalho ensina coisas boas pra gente todo dia: uma das nossas clientes contou, tempos atrás, que combinou com a costureira dela uma visita mensal (todo dia x) pra sempre ter tudo em dia no armário! Durante o mês, na medida que vai percebendo botões soltando, costuras se desfazendo, pequenas oscilações de peso que demandam ajustes am cinturas e barras (tipo isso), ela vai separando tudo numa sacolona dentro do guarda-roupa mesmo.

    E no dia combinado, todo mês, a costureira chega com sua própria máquina (ooolha!) e já acerta tudo lá na casa da cliente mesmo, numa tarde só. O marido e a funcionária aproveitam pra rechear a sacola com punhos de camisa que precisam de revisão ou com toalhas de mesa com barra se desfazendo… não é demais? A cliente acerta tudo, fica sem pendências, paga tudo de uma vez, um adianto. Assumindo responsabilidade por fazer a vida útil da roupa duraaaar (e o dinheiro gasto ter mais valor).

    Vale pensar em adaptar a idéia pra também assumir essa responsabilidade, não? Dá pra prever na agenda uma visita mensal/bimestral à costureira do bairro, vale descolar um cesto lindo pra juntar os ajustes-da-temporada no próprio armário, vale combinar esse “novo modo” de trabalho com a costureira do coração e compartilhar com amigas (pra otimizar deslocamento da profissional) — de repente até fazer rotatividade, cada mês na casa de uma amiga.

    MAIS:
    Caimento é mais importante que etiqueta
    Como ajustar a cintura dos jeans
    Diferenças entre ajustes e reformas
    Ordem de preocupação na costureira


  • Se a gente se dispõe a construir um guarda-roupa conciso, com peças versáteis e super coordenáveis entre si, todas com a melhor qualidade que nosso dinheiro puder pagar… a gente também precisa se dispor a cuidar disso, né? Roupa boa, que a gente usa bastante, pode passar por manutenções periódicas pra ter vida útil prolongada. Vale montar um mini-kit manutenção ~uma caixa de primeiros socorros!~ pra deixar no próprio armário, à mão, pra essa manutenção periódica — ou mesmo pras pequenas emergências que possam surgir no dia-a-dia (e como elas surgem, não?).

    Nos guarda-roupas das nossas clientes a gente sugere ter:

    _tesourinha de ponta
    _alicates de bijú
    _alfinetes de cabeça
    _cola de tecido
    _colchetes e tic-tacs (paras prendadas que souberem pregar!)
    _escova de dentes para tirar sujeirinhas de fivelas e reentrâncias de acessórios
    _elásticos tipo de dinheiro
    _linha clara e linha escura + botões extra
    _navalhinha específica para tirar etiquetas (fácil de encontrar em armarinhos)
    _pinça ou alfinetão para passar elásticos por costuras_papa-bolinhas ou lâmina tipo gilete pra tirar bolinhas de tricôs

    Desses, os que mais “salvam-vidas” são alfinetes e os elásticos, sabia?

    Na nossa rotina como consultoras de estilo a gente se pega ensinando clientes a usar alfinetes pra colocar no lugar uma alcinha fina que eventualmente explode da blusa, a fazer mini-pences e ajustar provisoriamente alguma peça, a manter no lugarzinho da cintura faixas que insistem em subir ou descer (a gente prende alfinetes nas laterais da peça formando passantes quase invisíveis), pra fazer o decote só mostrar a quantidade de pele que a gente quer, pra juntar as alças do sutiã nas costas de modo que ele não apareça com decote tipo nadador, pra fechar o pequenino vão que às vezes fica abertinho entre um botão e outro de camisa. Ufa!

    E a gente procura ter com a gente alfinetes em tamanhos diferentes, em metal prateadinho e também dourado.

    Os elásticos a gente usa pra garantir conforto e praticidade ao que cada cliente veste, atendendo a demandas específicas. Dá pra segurar mangas no lugar — “vestindo” o elástico no braço todo ou envolvendo o botão do punho com uma alcinha-elástica presa na casa, sabe como? Pra clientes grávidas o elástico funciona como alargador de cinturas quando a gente prende o elástico na casa do cós e estica pra passar em volta do botão. Vale até usar como “encompridador” de colares mais curtos, quando a gente prende numa ponta do fecho o elástico e estica até a outra… e camufla a gambiarra no pescoço bem embaixo do cabelo, ó!

    Mas né, só vale ter o que se usa ou sabe como usar… ter um monte de apetrechos só pra empoeirar é muito pouco esperto. E não precisa saber usar tudo — hoje a gente tem nas alamedas de serviços dos shoppings um monte de pequenas oficinas que cuidam desse tipo de manutenção rápida. A gente precisa só estar de olho pra cuidar, levar, fazer acontecer.

    Dá pra ter essas coisinhas numa caixinha, ou num copinho bem lindo, ou numa cestinha. E nossas colegas de profissão podem também ter pequeninos kits como esse em necessaires/bolsinhas pra levar consigo nas etapas práticas da consultoria (guarda-roupas, compras, montagem de looks) pra já ensinar as clientes a usar também!


  • Roupa guardada por muito tempo estraga mais do que roupa que a gente usa bastante. E roupa guardada por muito tempo em capas/sacos de plásticos estraga muito também, e muito mais rápido! Imagina que qualquer micro bactéria que se infiltrar na sua roupa vai mega se reproduzir dentro daquele ambiente quentinho e sem ventilação que o plástico proporciona quando envolve qualquer coisa. Por isso, é bom guardar somente o que é mais delicado dentro de capas – e essas capas podem ser feitas em TNT, esse material que é todo furadinho e super ventilado. Vale também em algodão ou em tule, viu.

    Roupa precisa de ar, de ventilação, por isso nossas mães ensinam a deixar as portas dos armários abertas de vez em quando (né?). Roupa que a gente usou e que pode ser usada mais uma vez antes de lavar também pode respirar antes de ir pro guarda-roupa: vale deixar a peça pendurada por umas horas antes de acomodar em portas fechadas… num cabideiro, na porta do armário ou num lugarzinho seguro na varanda (bem no ventinho mesmo!) — tem funcionárias de casas de clientes que deixam até no sol, sabia? Mais: isso de deixar ventilar a roupa usada antes de guardar vale especialmente pras peças que vão ser guardadas em capinhas!

    A gente encontrou capas legais sendo vendidas no American organizer (de plástico num lado e tecido no outro), na OZ organize e também no Multicoisas (não vende online mas tem nas lojas físicas). Quem tiver mais dicas de onde encontrar capinhas bacanas pra roupas, em tecido ou em TNT, pode dividir com todo mundo nos comentários. Que o cuidado que a gente tem com as roupas (em especial as preciosas) influi super na vida útil delas!

    MAIS!
    o que dobra e o que pendura em cabide
    kit de primeiros socorros de guarda-roupa
    o suficiente é mais eficiente :) 


  • O dia-a-dia nos provadores ensina um monte de coisa pra gente – a cada experiência com cliente e a cada conversa com vendedoras (que trabalham todo dia com todo tipo de produto!) a gente vai acrescentando sabedoria prática à nossa expertise. A gente aprendeu na semana passada, por exemplo, que vestidos de jérsei entram na categoria de roupas que não devem ser guardadas em cabides, penduradas. E foi a Vanessa da Cris Barros do shopping Iguatemi quem ensinou pra gente. A Cris Barros é lugar certo da gente procurar/achar vestidos de jérsei em toda coleção, desde que a loja abriu anos atrás, e a Vanessa contou que TODO DIA antes de fechar a loja as vendedoras tiram todos os cabides das peças de jérsei das araras, “deitam” tudo em balcões e deixam passar a noite assim, pra só pendurar de novo no dia seguinte quando a loja abre.

    A sacada é não pedurar NENHUMA peça feita em tecido que estica. Tecido que estica é o que não é plano, que tem algum elastano na composição ou que é feito em malha – e por isso gruda mais na pele, e se abre quando a gente puxa pros lados, sabe? Camisetas, blusinhas e vestidos de viscolycra, tricôs, cardigans de malha…. e o jérsei (!!!) entram nesse grupo: o grupo do que deve ser guardado dobrado. A trama dessas peças é sensível e o peso delas mesmas faz com que a modelagem deforme e se estique quando penduradas, “puxando”/pensando pra baixo (alô gravidade). O resultado são bicos de cabide nos ombros, peças mais longas no comprimento e afuniladas na largura, costuras fora de lugar e… roupa que dura menos, que perde tempo útil de vida.

    Peças feitas em tecido plano, que não esticam, podem ser penduradas em cabides. Tipo algodão de camisa, jeans e sarja, lã, sedas e tudo tudo tudo que não tiver nem um pinguinho de elasticidade. Em cabides apropriados pra cada tipo de roupa, de preferência!, com espessura parecida com a dos nossos dedinhos (no mínimo) e com ombrinhos e presilhas e tals – nada de cabide de arame que vem de brinde da lavanderia, hein? Quem tiver dúvida do que dobra e do que pendura pode perguntar nos comentários, bora todo mundo acomodar tudo do melhor jeito que olha – manutenção é (quase) tudo na vida de quem sorri em frente ao espelho, viu!

    Mais de manutenção e organização:
    Abrindo espaço físico e mental no guarda-roupa
    Organizando as roupas e a vida
    Armário arrumado pra gente se arrumar feliz
    Aula de manutenção
    Roupas guardadas em capas precisam respirar
    Nosso jeito de dobrar as peças (em vídeo!)


  • De nada adianta (na-da) usar a roupa mais legal do mundo se ela não tá com aparência de bem mantida e de bem cuidada. Tem jeito de ter carinho com a roupa na hora de lavar, de pendurar, de secar e principalmente na hora de passar! A gente sabe que não é divertido, mas gente, dá uma satisfação surreal completar a “passagem” de uma peça, vestir e se enxergar impecável em frente ao espelho – não dá? Tempos atrás a gente deu aulas de manutenção pra clientes e pras ajudantes de algumas clientes, de tão importante que é! E as sacadas mais legais que a gente dividiu com elas (pra hora de passar as roupas) e que elas dividiram com a gente (!!!) tão aqui, ó.

    Deixar a roupa secar (depois de lavada) penduradinha num cabide – e não dobrada ou pregada no varal – já facilita um tanto o trabalho de passar, exige menos esforço/quentura e por isso desgasta menos a peça (obrigada @adaniela pela lembrança!). Pra começar vale separar o que vai ser passado em grupos, de acordo com as temperaturas – tecido sintético fica lisinho com temperaturas mais baixas e tecidos naturais aguentam temperaturas mais altas (tem indicação na etiqueta!). Mas ó, o ferro nunca precisa estar quente quentíssimo, já que é o peso e o movimento que fazem o serviço todo (a quentura só auxilia).

    A gente recomenda passar tudo, tudo mesmo, do lado avesso. Especialmente roupa escura, que pode ficar brilhando com o contato do ferro. E a gente só passa a peça quando ela está “vestida” na tábua – pra não marcar detalhes em relevo – sabe quando as costas da camiseta ficam com a marca da gola, na altura da nuca? Pois é. E quando tem relevão na roupa, tipo em rendas e brocados, a gente pode “vestir” uma toalha dobrada por dentro e passar assim, com o volume dando suporte (sabe como?). Esse ‘volume vestido’ vale também pra mangas, que não devem ter vinco (não devem!!!): quem não tem aquela mini-tábua pra passar mangas pode dobrar a toalha, segurar o volume lá dentro com uma das mãos e passar a manga com a outra.

    É bom começar a passar a peça pelas partes menos aparentes e amassáveis, indo pras partes que ficam mais à mostra. Olha a camisa como exemplo: a gente começa a passar pelos punhos, vai pras mangas, passa os ombros e o colarinho, e aí sim faz as costas, a frente. Dica quentíssima da @cintilla. A gente usa também passar um pano úmido sobre a roupa, depois de passar, pra tirar quaisquer pelinhos ou resíduos que tenham ficado ficado grudados. O Sartorialist em si deu uma dica uma vez: diz ele que depois de passar é bom dar uma lufada de ar frio na peça pra fazer com que o efeito lisinho dure mais (vale tentar com o secador no modo frio!).

    Tecidos super finos e delicados podem ser passados debaixo de paninhos, fraldas ou toalhas – vale lembrar que se o tecido sugere a necessidade de uma cobertura (ou uma proteção!), super vale experimentar o vapor no lugar do ferro, né? Lembra do steamer – melhor amigo de quem não tem habilidade com o ferro de passar?!?? ;-)


  • Num texto da revista Casa Cláudia sobre áreas de serviço a gente aprendeu que é com água fria que se tira mancha – mais: com gelo! A orientadora de serviços domésticos Arlene Rocha Leão, consultada como especialista na matéria, diz pra gente o seguinte:

    E a gente aqui achava que com água quentinha a roupa manchada ia se sentir amada (!!!) e ia ajudar a gente a soltar a sujeira grudada… dicona essa hein? No mesmo texto a “orientadora” ainda diz pra gente procurar remover as manchas antes mesmo de lavar a peça – o que fez a gente lembrar de outros textos daqui do blog em que a gente divide o que sabe e o que ensina pras nossas clientes sobre manutenção de roupas:

    Lavagens pra cada tecido
    De olho na manutenção
    Aula de manutenção da Oficina de Estilo

    Na tag ‘manutenção’ tem ainda mais info sobre dobrar e pendurar peças específicas, sobre passar roupas do melhor jeito, sobre guardar e cuidar de um modo geral. Roupa bem cuidada é garantia de elegância e reforça carinho na auto-estima quando ajuda a gente a transmitir idéia de atenção com a gente mesma no dia-a-dia, viu. ;-)


  • Nós, mulheres brasileiras, estamos acostumadas a ter um monte de sapatilhas, sandálias abertinhas e rasteiras – mas nosso estoque de sapatos de frio, aqueles bons para usar com meias, geralmente não é lá muito generoso… especialmente porque aqui faz muito mais calor do que frio.

    E aí, acabamos por usar mais vezes um mesmo sapato, o que pode diminuir super o tempo de vida útil daquela botinha de estimação ou do oxford amado. Pensando nisso, a Oficina de Estilo foi direto na fonte – alô sapateiras brasileiras! – pra conhecer os cuidados necessários para manter vários tipos de couros (e para que os nossos sapatinhos queridos durem por muitos e muitos invernos).

    Dicas gerais, valendo para todos os tipos de couro:

    – Nunca lavar com sabão ou expor seus sapatos de couro ao sol. Nunquinha!

    – “Nunca colocar no forno, secador ou atrás da geladeira, porque isso poderá rachar o material”, alerta Sarah Chofakian.

    – “Caso o sapato molhe na chuva, não use direto o secador, porque o couro fica ressecado. Coloque antes um jornal ou forma dentro do sapato e passe um pouco de vaselina, dica para não quebrar o couro”, explica Paula Ferber.

    – Todas as sapateiras são unânimes: Evite ao máximo usar o mesmo sapato de couro dias seguidos, porque uso contínuo, sem intervalo, deforma a peça.

    – “Para a grande maioria dos couros é indicado o uso de hidratante de pele normal, sem cheiro”, indica Luiza Perea. Segundo ela, a pelica (couro lustroso), o píton e o couro de peixe são materiais que respiram e sofrem a tendência de ressecar ao longo do tempo. Ela indica a aplicação de hidratante em todos os couros a cada 6 meses.

    – “Limpe por dentro e por fora com um pano úmido. Mas atenção: use pano macio, como uma flanela, não exagere na quantidade de água e faça movimentos circulares, principalmente na parte externa. Em couro, tudo é circular. Senão, pode manchar”, explicou Luiza Barcelos.

    – Para manter a forma dos calçados, preencha toda a parte interna com papel amassado (pode ser jornal!) e não guarde em caixas ou sacos fechados (que não permitem a circulação do ar) – se guardar em saquinhos, os feitos de tecido ou TNT são opções certeiras.

    – A sapateira não deve ser úmida, quente ou clara demais, condições ideais para a proliferação do mofo. Quem quiser prevenir pode colocar saquinhos de sílica gel nas prateleiras ou nas caixas, que absorvem a umidade do ambiente, sugere Luiza Barcelos.

    Cuidados específicos para cada couro:

    Nobuck, camurça e veludo
    “A recomendação geral é que, antes do uso, os calçados recebam uma aplicação de um impermeabilizante para torná-los repelentes à água e aos líquidos em geral (dá pra comprar sprays impermeabilizantes nas lojinhas dos sapateiros ou nas alamedas de serviço dos shoppings). A aplicação do impermeabilizante deve ser feita diretamente sobre a peça, mantendo uma distância de 10 cm e deixe secar por 30 minutos. Repetir a operação a cada 2 meses. Quando escovar seus sapatos, caso não tenha a escova certa, substitua por uma escova de dente limpa”, ensina Sarah Chofakian. E esses materiais nunca devem ser escovados enquanto molhados!

    Couro Sintético
    “Se guardar os sapatos em saquinhos, prefira os de flanela ou TNT escuros, para não amarelar. Não use acetona nem álcool para limpeza, ambos tiram o brilho do material. O melhor é  usar um paninho úmido com água e secar logo em seguida, e para dar maior brilho, aplicar ocasionalmente pomada para calçados”, explica Sarah.

    Couro Vegetal (ou couro ecológico)
    Usar graxa incolor, já que na maioria das vezes não possui tinta, é a sugestão de Paula Ferber.


  • Tipos diferentes de tecido demandam manutenção variada: vale conhecer porque né, roupa bem cuidada acrescenta elegância até nos looks mais informais e dizem muito da personalidade de quem usa. Como se a roupa com manchinhas, bolinhas, torções e desgastes sugerisse que, se a gente cuida mal do que tá vestindo pra se apresentar ao mundo, a gente também cuida mal do resto todo da vida (isso é inconsciente, viu gente, mas é verdade!).

    Então, depois de identificar de que tipo de fibra cada peça é feita (lá dentro, na etiqueta de composição da roupa), e saber se o que a gente tem pra cuidar é fibra natural ou artifical ou sintética, vale lembrar disso daqui:

    • Lã é tecido natural e encolhe se for lavado em temperaturas super altas. Na hora de secar, vale esticar sobre o varal (com a ajuda de uma toalha se for o caso) – peças de lã deformam super se penduradas!

    • Algodão é tecido natural e também curte água mais fria (alta temperatura faz encolher esse material também). Se a peça é colorida, é prudente lavar sozinha pelo menos na primeira vez. Na hora de passar não tem tanta preocupação porque algodão resiste super bem ao ferro.

    • Linho é tecido natural e – surpresa! – tem que ser lavado sempre à mão. Não pode centrifugar nem esfregar nem nada! Se tiver manchinhas e tals é melhor levar pra lavanderia, pra que profissionais cuidem da peça. Pra passar, o ferro precisa estar em temperatura baixa (e sem vapor!).

    • Acetato, rayom e viscose são tecidos artificiais (nem tão naturais, mas também não tão sintéticos, haha) e também não curtem centrífuga ou muita ralação no tanque.

    • poliéster, nylon e lycra são tecidos sintéticos e são super hiper mega sensíveis ao calor (derretem até!). A água que lava precisa estar – no máximo – morna, e o ferro precisa estar em temperatura bem baixa, também sem vapor.

    Vale pra tudo (e a gente aplica nas nossas próprias casas, e ensina pras funcionárias das clientes e tals): na dúvida, a gente lava na água fria, à mão e separado de tudo; na hora de lavar à mão a gente deixa o sabão dissolver todinho na água e só então começa; é bom nunca abarrotar a lavadora (vale fazer “duas viagens” se tiver quantidade grande pra lavar); pra mudar a temperatura do ferro de alta pra baixa a gente muda o botão e espera uns minutinhos; toda roupa não precisa estar super suja pra lavar – quanto menos esforço a gente faz pela limpeza, mais a fibra resiste bonita como nova!

    E tooodo esse aprendizado veio de um folheto explicativo de loja, acredita? A gente aprende, aplica e assim faz valer o investimento em moda que faz! ;-)


curtimos

ideias complementares às da Oficina