Ouvi essa frase ontem num almoço com uma amiga de muito, muito tempo. É claro que a gente estava falando sobre relacionamentos, mas isso se aplica muito a moda e principalmente a estilo pessoal.
Tenho pensado muito sobre isso desde o desfile do Marc Jacobs, agora na semana de moda de NY. Porque achei a coleção linda, super, super refinada, mas o tempo todo me trouxe a lembrança da grunge que ele criou na década de 90 (na época que trabalhava pra marca Perry Ellis, sabe!?!). Era como se a adolescente que curtia ouvir Nirvana há quase 20 anos atrás fosse hoje uma profissional super bem sucedida, muito elegante (e rica!), mas que ainda preza pelos elementos transgressores e confortáveis em suas roupas!

“Eu era assim…”
Hoje as estampas quase não existem ou são discretíssimas, as cores são neutras, os tecidos sofisticados e tem muito brilho, muita pele, bolsas poderosas. Mas as sobreposições ainda estão lá, assim como o caimento oversized, o tricô grosso, as peças mais longas e soltas, o xadrez, as meionas, o desleixo (não no mau sentido), o conforto… o espírito! Ela não mudou, apenas amadureceu!!!

“… e agora sou assim!”
E é assim que eu acredito que a nossa relação com o nosso guarda-roupa deve evoluir. O que é mais importante pra gente, aquilo que a gente mais gosta, que tem a nossa cara, isso não precisa mudar. Mas a gente vai amadurecendo de acordo com o nosso trabalho, o lugar onde vive, a idade, as amizades que faz, os programas que escolhe, o que descobre na terapia. Não dá pra ser a mesma pra sempre, mas a gente é sempre a gente!!!!!!!!
• Não faltam opções de sites para conferir os desfiles da temporada internacional que acontece esses dias mas já parou pra pensar em quantos detalhes a gente perde não vendo as costas das modelos? Três cliques pra ver: tem as costas da Prada no About Fashion, outro exemplo no White Lightning, do desfile de Marc Jacobs e os recortes no desfile de Alexander Wang, em Nova York. Pra lembrar que moda é 3-D, como já disse Vitor Ângelo em seu Dus***Infernus!

• A terceira edição do Pense Moda acontece de 3 a 5 de novembro, desta vez na FAAP! O evento é dos melhores com top convidados nacionais e internacionais, apresentações e debates refletindo sobre diferentes questões relacionadas à moda. Tem um guia completo no Fora de Moda e as inscrições já estão abertas no site oficial do evento, com preços bem melhores, oba!
• A cada temporada que passa fica mais e mais difícil fazer aquela velha listinha fechada e definitiva de tendências, não é? Para o Fashion Gazette, o verão 2010 é bipolar, todo maluco: tem jeans mas também tem alfaiataria, nude e tons pastel versus flúor, plumas e tecidos leves de um lado, rock chic oitentista do outro, olha aqui!
• A dica de site pra viciar e voltar sempre de hoje é a seção Trend Spotting do ótimo fórum The Fashion Spot. Ali, os participantes montam galerias de looks com tópicos centrados em alguma tendência, tanto das passarelas, de revistas ou das ruas, pra gente se inspirar! Tá tudo lá, transparências, tons pastel, o blazer masculino, paetês, clica pra ver (e passar horas navegando!). Read more
Truque de styling super fácil de fazer, direto do desfile de Marc Jacobs (na oooutra semana de moda de NY, antes dessa última) para os nossos guarda-roupas: lenços largos, faixas e quaisquer retalhos/tecidos bacanas que a gente tenha em casa foram o acessório principal desse desfile super importante lá fora!

A sacada é amarrar bem largo, sobre o vestido ou blusa ou cardigan, e prender com acessório metálico – pode ser um alfinete bacana, pode ser um broche, pode ser pin… Não é legal?!?? É super atual porque essa é a coleção de agora nas lojas do estilista (confere, gente?), mas serve pra sempre como coisa legal de se fazer!
Foi uma noite bem importante pro povo da moda aqui, a de ontem. O Marc Jacobs, top estilista talentoso e admirado, esteve numa festa em sua homenagem – ele tá no Brasil por conta da inauguração da sua primeira loja por aqui, trazida pela NK Store. A festchinha aconteceu numa boate gay-meio-trash do centrão de SP, comandada pela Natalie Klein, dona da NK, com todo tipo de convidado-fashion – muitos códigos de vestir mistrurados numa noite só, não?!?? Passado o frisson por conta dos convites, o povo se preocupou mesmo foi com o que usar (eu me preocupei!). Liguei pro Vitor Ângelo – que me convidou!!! – antes de sair de casa e tudo.

o povo da moda ama uma dancinha
Era uma noite de festa, mas era tipo “festa da firma”: todo mundo conhecia todo mundo. Não tinha ninguém pirado, ninguém super extravagante – tem essa lenda de que quanto mais fashion a pessoa é, menos ela arrisca. Mas tava todo mundo vestido pra se divertir. A Maria Prata contou como foi o seu “processo”, e meio que todo mundo parece ter passado pelas mesmas questões (roupa é coisa séria pra gente!). Diz que num primeiro momento ela pensou: “nossa, Marc Jacobs, festa da NK, o povo vai montado então eu vou também”. E se montou. E se olhou no espelho e pensou: “gente, é festa em boate, pra dançar, no centrão, hardcore…” e se desmontou! Tava uma graça com jeans escuro (era jeans mesmo?) e camiseta de algodão finíssimo com um detalhe de tipo-lenço-tipo-foulard-fininho, numa coordenação chiquérrima de preto e marinho. Sabe das coisas.

marc jacobs dando tchauzinho pra câmera da oficina, enquanto a denise dahdah berrava pra ele olhar pra gente – trabalho em equipe!
A idéia ficou clara em mil outros looks das moças de lá da boate! Tava todo mundo no meio de um caminho, mesclando elementos de um dresscode e de outro – todo mundo tinha detalhezinhos fashion, porque né gente, O MARC JACOBS TAVA NO NOSSO MEIO; todo mundo tava confortável e tava “facilmente identificável” no grupo de amigos (a gente nunca deixa de ser adolescente), todo mundo confortável pra dançar e, se preciso fosse, dar uma corridinha atrás do estilista (rá!). Ao mesmo tempo tava todo mundo arrumadinho, mas com cara de balada-light. Muita gente misturou saia curtinha de brilhos com camiseta de malha, muita gente fez o look vestidinho com braços de fora e decote com meia opaca, tinha muito mini-vestido de paéte (brilhando pra MJ – eram todos soltinhos e quase sempre com mangas) e muita gente lançou mão de tecidos lustrosos e transparência combinados com materiais naturais e menos “engomadinhos”, tipo regatas e camisetas em algodão. De noite, gente, não tem tanta sutileza: o que se destaca na pista e no escuro é o que há! E dá-lhe jaquetinhas pra chegar e pra ir embora, já que ontem à noite o calorzão deu uma trégua boa aqui em SP.

A tchurma do preto não fez pretinhos básicos (eba!): a Victoria foi de vestidinho de veludão (da coleção de verão 98 da Dáslu, ele fez questão de contar!), a estilista Bianca Ranucci acrescentou meia-calça de bolinhas, a Renata Bastos tava toooooda brilhosa e a Antonia do Chic tava com uma meia r0xa de lurex!

E teve o grupo das neutras, que misturaram pretos com outros tons neutros e que acrescentaram horrores de texturas e superfícies diferentes aos looks – olha quanta coisa legal! A Ana Pinho foi de camiseta longuinha, mini-saia lustrosa e meia opaca (tava linda), a Vitorinha do Chic tava de calça de couro e é ídola aqui na Oficina por usar sempre – e bem! A Maria fez a coordenação de cores mais elegante com peças informais e a Fê Grão tava de sainha com faixas de lurex e transparência na parte de cima!

E aqui os grupo das coloridas! A Jana tava de saia de tafetá e camiseta de banda – fórmula mais elgal da noite toda, que nela fica ainda mais incrível. A Denise Dahdah (de verde) e a Simone Esmanhotto (de vermelho) tavam super glamourosas de vestidos soltos e confortáveis. A Alexandra Farah tava super bacana de vestidinho e sapatilhas – com jaqueta e colarzão incríveis (ela sempre tá ótema).
E foi assim. A Estelinha, que nasceu essa semana (aeeeeeee!), vai ter mais essa estória-fashion pra ouvir daqui a um tempo dessa tia aqui. As fotos tão malucas e tem muita cabeça e pés cortados porque tirar foto em boate é missão quase impossível, mas bem divertida também – então tá valendo, né? Dá pra ver os looks em tamanho maior (clica!) e tem um álbum com quase 50 outras fotos no Flickr da Oficina – com fotinho de tiete e tudo! ;-)
Quando a gente lê nos blogs amigos e vizinhos sobre as semanas de moda internacionais, dá pra perceber uma desempolgação geral, principalmente quando se fala de NY. Todo mundo (ou quase todo mundo) ficou na expectativa de ver alguma coisa nova ou diferente do que sempre se vê e nada – a única exceção foi o desfile do Marc Jacobs. A gente também curtiu muito e também porque era diferente de todo o resto, e também porque tinha essa vibe anos 80, e também porque era colorido e fun sem deixar de ser sério.
Looks super “sprouse” no desfile do Marc Jacobs!!!
E a gente curtiu muito esse desfile mais que tudo porque tem uma inspiração muito forte em Stephen Sprouse – a gente acha lindo o fato de que Marc Jacobs entrou tão de cabeça no universo do artista/designer nova iorquino – por conta de seu trabalho pra Vuitton – que não teve como sua nova coleção ser diferente!!! A gente é bem, bem fã do trabalho do Sprouse e da sua história: um jovem artista que na década de 80 conseguiu chamar atenção da mídia e de consumidores mais tradicionais pra cena jovem e marginal de produção artística de NY. Ele se utilizou de elementos da cultura pop (tipo grafite) pra criar roupas que viraram desejo – e que agora cobrem as bolsas e sapatos da LV.
Na Vogue UK de janeiro/09 saiu uma matéria linda sobre o Sprouse e nas fotos dá pra ver bem a fonte onde Marc bebeu, né!?!
O Luigi explicou porque os anos 80 estão inspirando tantos estilistas nessa temporada quando falou sobre o desfile do Marc Jacobs: “É que a coleção vem com uma certa emoção, com uma paixão pela moda em si, por aquele fator de sonho e fantasia. Afinal foi esse um dos principais fatores que a moda desempenhou nos anos 80, quando o mundo também passava por uma crise econômica. Daí que os ombros estruturados, e o power dressing podiam significar uma certa força para suportar o peso do mundo, ou demonstrar força para vencer os novos desafio. Mas o lado mais punk, rebelde e subversivo, as cores elétricas, e uma inusitada mistura de texturas e peças, podem ser entendidos meio que como um certo otimismo escapista da realidade”.

Vai ver que é por isso que a coleção Stephen Sprouse da Luis Vouitton está vendendo feito água. Diz que aqui em São Paulo tem fila de espera pro biquini marrom todo grafitado e as leggings já cabaram faz tempo!!! Dá pra acreditar?
E pra quem ficou interessado em saber mais sobre Stephen Sprouse tem esse site “We Love Stephen Sprouse” que conta um pouquinho sobre ele e tem um livro que é liiiiiiiindo!!!
Gente, tem uma hora do nosso trabalho em que a gente precisa pesquisar referências – e em semanas de moda a maior deglícia do mundo é ficar hooooras passando as fotos de todos os desfiles! Mas tem uma hora que a gente começa a pirar, e aí… a gente enxerga a Chiara Gadaleta no desfile do Marc Jacobs, na semana de moda de NY! Rá!

Ooooooooooooooooooooooooooooooooooi!?!! Foi cachê em permuta?!?? ;-)
Então a gente voltou, amigos. Meio que pela metade (uma em SP, a outra ainda longe!), mas já com energia total. E não é que teve mointa coisa legal na internê acontecendo nas férias?!?? Pra começar com fôlego novo esse ano-que-promete, tem aqui listona de links pra gente dividir e comentar o que chamou atenção enquanto a gente tava no piloto automático aqui no blog. Que a praia tava boa, mas o mundo-fashion não para. Néam?!??
• Novidades na blogolândia: o Fora de Moda tem casa e aparência novas; o Um Milhão de Vestidos (top favorito aqui!) do Paulo Babboni voltou (com um ótemo post sobre revistas e vontades); o Garotas Estúpidas agora tem loja virtual (bafo!) e o C’Est Sissi Bon tá promovendo um concurso super legal, que provavelmente vai render mil fotos boas – além de uma sandália bafo de prêmio.
• Pra prestar atenção: tem corações aos montes nas imagens de moda desse comecinho de ano – e não vai demorar pra ter aos montes nas vitrines em volta da gente. Tem na publicidade da Versace, na coleção resort de Chanel (ninguém mais, ninguém menos) e nas bolsas novas do Marc Jacobs (aqui e aqui), tipo a que a Victoria Beckham tá usando na foto aqui embaixo. Nossa Spice Girl favorita forever and ever. ;-)

é mointa, mointa, moooointa afetividade fashion, tá vendo?!?? ;-)
• Top-bafo: a Cathy Horyn, jornalista de moda do NY Times, escreveu um textão sobre “o que tem de errado com a Vogue”. O Romeuuu falou desse texto e das impressões dele no The 1988 e indicou o texto do Luigi pro site do SPFW falando também desse assunto. Lendo os dois posts dá pra entender como o questionamento começou, o que motivou essa pensata e como as questões levantadas por dona Cathy alcançam mais do que só a Vogue América. Tipo, su-per-tem-que-ler.
• E o boato que de que Amy Winehouse pode desenvolver uma linha de roupas? Diz que essa rede de lojas Fred Perry chamou a cantora pra colaborar, mas eles fazem roupinhas tipo essas (dica do Fashionista). Como seria ter uma camiseta pólo “criada” pela Amy, gente? Desses boatos a gente tá mais interessada no que diz que Christina Aguilera pode fazer roupa pra TopShop. Bora ver se a 284 (que tem um blog!) traz pra vender aqui, se for o caso. (Podia, né?)
• As moças do blog Go Fug Yourself fizeram uma lista increíble de lições-fashion que as celebridades de 2008 deram pra gente. Lições tipo “o que não fazer”, que renderam risadas boas por aqui e esse post traduzindo tudo no blog da Besni. É engraçado de verdaaaaade! ;-)
Obrigadíssima pelos comentários de fim de ano e de boas-vindas, cheios de sentimentos bacanas, trocas super válidas, palavras ótemas e mais – só coisa boa. Obrigada de verdade, gente! A parte mais valiosa desse blog é ter os leitores mais legais do mundo! ;-)
(Senta que lá vem história!) Diz que em 1854, bem na época de revolução industrial e progresso e viagens de navio, tinha esse rapaz que trabalhava como embalador. Um dia ele teve vontade de embalar as coisas de quem viajava de um jeito mais inteligente, e inventou uma tela impermeável e forrou baús com ela, com acabamentos de metal e tudo. Os clientes surtaram, acharam aquilo tudo de bom, começaram a encomendar loucamente e o negócio surgiu. O nome desse embalador era Louis Vuitton e foi assim que tudo começou, veja só! Essa tela não era essa estampada com monograma que a gente conhece hoje, e nem foi a primeira a ser criada, sabia?

tem pra todos os gostos! sonho de consumo total!
Trinta anos depois, em 1888, Louis Vuitton (em si) decidiu que ia dificultar a vida de quem copiava os baús dele – já tinha cópia nesse tempo! – e pensou num padrão único, que diferenciasse seus produtos e que os deixasse mais bacanas ainda. Daí foi criada a tela Damier, essa de quadrinhos escuros e mais claros, tipo um xadrez. Aqui dá pra ver que o xadrez é formado por microtracinhos que, colocados lado a lado, formam os quadrinhos – não é demais? As primeiras cores foram o preto e o marrom, que depois evoluíram pra preto e chumbo e preto e creme. A tela com monogramas só foi feita em 1896 (quase quarenta anos depois do começo!) e os desenhinhos que acompanham as letras LV até hoje são um mistério: nem a empresa sabe em que foram inspirados, mas todo mundo acha que foi influência do japonismo, das florzinhas de cerejeira e tals. Louis Vuitton já era moderno no tempo de antigamente, não é mesmo?

Daí que, nesse meio tempo, o antigo-embalador que virou fazedor de malas pensou num jeito de fabricar essa tela mais maleável, com movimento. Até então somente baús rígidos eram produzidos, e o sucesso era tanto que valia a pena expandir o catálogo de produtos – pra fazer bolsas, pastas e mais. No começo, cada bolsa tinha uma função específica, tipo a bolsa-saco (a terceira da foto lá em cima) servia pra carregar garrafas de champagne para pequeniques (que tudo!). Hoje a LV tem um catálogo super mega extenso de produtos, com roupa, acessório, jóia, calçados, lenços, relógios e óculos – tem até porta-post-it, coleira pra Wendy e guarda-chuva – e ainda é possível encomendar qual-quer coisa feita por eles. Tipo podem encomendar cama, baús com divisões específicas, barraca de camping (vai saber), qualquer coisa mesmo. Quem cuida desses pedidos especiais (chamados “special orders”) é um cara da quinta geração da família, na casa que foi do próprio Louis Vuitton e que hoje hospeda um museu (junto com o atelier em que as peças são feitas). Pode fazer visita e tudo à essa casa/museu, que fica em Asnières na França. Passeio chiquérrimo, néam? =)

celebs de hoje com bolsas centenárias!
Por conta do envolvimento da família, mesmo pertencendo a um grande grupo de gestão de marcas (LVMH) a Louis Vuitton é considerada uma empresa familiar. Mesmo sendo uma marca mais que centenária, as sacadas pra se manter moderna foram geniais – e deram certo. Logo depois de comemorar o centenário da tela monogramada, em 1996, a LV chamou o estilista Marc Jacobs pra perto: além de renovar a cara da marca, ele ainda criou linhas de roupas e de sapatos – depois de jóias e acessórios também. A primeira novidade que MJ trouxe foi a tela de monograma feita em verniz colorido (isso era 1998), que era pra ser uma tiragem especial e virou linha permantente, pra você imaginar o tamanho do sucesso. Depois dessa vieram todas as parcerias com gente nova, ligada à arte e ao mundo pop: as bolsas grafitadas feitas por Stephen Sprouse, os patchworks de Julie Verhoeven (mointo fofos!), o monograma colorido do Takashi Murakami (e as cerejinhas, e agora também a camuflagem) e a arte do Richard Prince. Tudo super tradicional e ao mesmo tempo suuuuuper moderno.
sprouse, verhoeven, murakami e prince: tudo increíble
A Louis Vuitton dá garantia de 10 anos pras bolsas que faz, e se for preciso troca alças e forros sem custo nenhum pra seus clientes – elegantes, não? E de tempos em tempos materiais novos são inseridos nas coleções, tipo couros novos (e exóticos), jeans, teflon e mais. E é tudo cuidado pra não destruir o planeta, tudo sustentável, tudo feito com qualidade incomparável (diz que ninguém tem o know-how que eles têm!), muita coisa feita à mão (até hoje) e tudo cuidado nos mínimos detalhes. Esse encantamento vem daí, dessa atenção. A gente se encantou mesmo com essa história, que a gente ouviu essa semana no trabalho no shopping Cidade Jardim. E tudo mais que a gente aprender vai ser dividido aqui – tanta marca legal, tantas lojas super bonitas, tantos materiais e acabamentos novos… todo dia a gente cresce um pouquinho mais por lá. E tudo que tiver de mais legal a gente traz pra cá – continua aqui com a gente pra ver!
Mais:
Pra investir numa primera power bolsa
Tudo sobre bolsas (na silhueta e na imagem)
Olha, a gente acha tudo da Melissa muito legal – não só pelos sapatos fofitos, mas porque é uma marca que tem super preocupação com design e porque promovem parcerias mointo bacanas entre o seu produto e outras inteligências. E se a gente conhece as Melissas desde criancinhas, o povo lá fora tá começando agora a curtir sapatos de plástico: Marni fez, Marc Jocobs vem fazendo há tempos, Valentino fez, Fendi fez (tudo aqui embaixo ilustrando!). Quem viaja pode prestar atenção nesses modelos, que são bem barateenhos e dão chance da gente ter alguma coisa dessas marcas incríveis que a gente curte, por muito menos que o usual.

sapatitos de plástico de marc jacobs, de marni e de fendi (umas graças, não?!??)
Quem ainda não usa pode aproveitar esse restinho de frio pra experimentar com meia-calça, pra já estar habituado quando o calor chegar. E quem não curte usar no calor pode lembrar que tem mil modelos de Melissas super vazados (da Daslu, dos Campana), cheios de furinhos, que deixam pezinhos calorentos bem fresquinhos mesmo no verão. E pode usar como se usa uma outra sapatilha qualquer, lembrando que sapatinhos de plástico são super informais: equivalem a acessórios de acrílico ou brinquinhos de pena (em adequação), e todos esses são materiais que, apesar de serem bem legais, não são elegantes ou formais (at all). Portanto, não cabem em ambientes profissionais que não sejam os mais informais de todos – não cabe nem no casual e nem no semi-formal (quer dar uma olhada no nosso guia de dresscodes profissionais?). E a gente mede assim: se te deu dúvida, é mais garantido você não usar!

nossas melissas favoritas – junto com a da vivienne, da thais losso, dos campana, a de brilhos da j. maskrey, da daslu… =)
E vejam bem, meninas: isso de dresscode profissional não quer dizer que alguém vai ser multada ou despedida se furar – mas diz bem mais respeito a “quem você quer ser na noite” e que imagem você quer transmitir no seu trabalho. Mais: a gente não precisa dizer que Melissas e sapatinhos de plástico também não rolam em festchinhas e eventos chiquezinhos, néam?!?? Em compensação, sapatinhos de plástico são companhia perfeita pra fins de semana, pra fins de dia confortáveis e pra dias de chuva – bem mais delicadas e bonitinhas que as galochas, as Melissas podem depois ser guardadinhas pra você usar o sapato que levou na bolsa, sabe como?!?? A gente super curte.
Em tempo de jornalistas de moda bombando nesse blog, nada mais oportuno que um post-homenagem à dois textos da Cathy Horyn (preferidésima da galera entendida, não?). Ela postou no seu blog On the Runway um texto antecipando outro texto, feito pro New York Times, em que conta da parceria entre Marc Jacobs e o fotógrafo Juergen Teller. Eles dois trabalham juntos há 10 anos e o padrão das propagandas é sempre o mesmo. A gente demora pra entender, olha e estuda mointo as imagens, se encanta e não cansa nunca. A power jornalista explica porque.

Diz que o diferente é que essas imagens não são feitas pra vender, não são “aspiracionais”, e ainda assim super vendem. Tipo nas fotos o que a gente menos vê são as roupas – aparecem mil vezes mais as pessoas, as situações, os humores e o inusitado. Porque sempre tem, de algum jeito, um inusitado nas imagens de MJ, não tem? Gente inusitada, lugares inusitados, chochos inusitados – Winona Ryder, Dakota Fanning e Victoria Beckham tão aí pra reforçar. E diz que o Marc Jacobs escolhe de estrela “alguém que ele conhece ou alguém que ele quer ver usando suas roupas”.

O fotógrafo conta que o segredo pra conseguir imagens sempre ‘tão inspirativas’ é que Marc Jacobs deixa tudo na mão dele, tipo “faz o que você sentir no seu coração”. Por conta dessa liberdade ele sente a responsabilidade e pensa que tem que se esforçar mointo pra suprir expectativas! Legal, né? No texto do jornal a Cathy Horyn ainda fala de outras parcerias entre designers e fotógrafos, tipo Calvin Klein e Bruce Weber,Gianni Versace e Richard Avedon e YSL e Helmut Lang. Aqui a gente também tem parcerias assim, de idéias e de trabalhos? Quem sabe?


