• Obrigadíssima ao Guga pelos posts de linques nos últimos fins de semana, enquanto eu tava de férias! É do blog dele o nosso primeiro clique, num post que pode animar o resto da leitura: clica pra ouvir/ver o clipe da música mais gostosa que a gente ouviu aqui nessa semana!
Hoje tá caindo uma chuvinha gelada aqui em SP, que não é motivo pra deixar o povo em casa à noite. A gente pensou em lembrar de aliados bacanas pras moças, “mantedores de balada sequinha”: o plástico e o nylon. Junto com isso veio uma vontade de nude e preto juntos – perfeitos pra noite: o tom da hora e o preto-de-sempre criam um contraste tão legal pro escurinho, não? Um quebra a doçura/dureza do outro e o equilíbrio tá feito. Repara que no vídeo da música aqui embaixo (Black Eyed Peas I GOT A FEELING – tamos amando essa música, perfeita pra sexta-pré-balada!) quem mais aparece tá de… nude e preto!
E aí se a gente encontra peças nesses tons, feitas em plástico e nylon, pezinhos e look ficam protegidos no chegar/sair de qualquer balada. Read more
A pedidos nos comentários dos posts, eu e Jéssica fomos até o Lounge da Melissa, pra ver porque tinha tanta gente passeando por aí com uma caixinha com uma Melissa Aranha dentro.
Lá é bem legal, porque conta a história da marca – que está comemorando 30 anos – com os sapatos! Super dá pra identificar melissas dos anos 80, dos anos 90, sem contar que dá pra ver os modelos novos que ainda vão chegar nas lojas.
• Tem gente bacana do Brasil no tapete vermelho do festival de cinema de Cannes e o Celebrista mostrou os vestidos mais legais em versão celebridades-e-passarelas! Posts aqui, aqui e aqui!
• Imperdível: hoje tem curso de jornalismo de moda com ninguém mais ninguém menos que Jorge Wakabara, editor responsável por fazer – junto com uma equipe linda e inteligente – o Lilian Pacce ser top site bom de informação de moda hoje, o melhor. Clica pra saber de valor e de inscrições e vai estudar, que o Jorge tem um monte de coisa boa pra ensinar.
• A revista Capricho vai fazer um reality show pra contratar estagiários de produção de moda: tem tudo explicadinho no ótemo Just Lia e as inscrições podem ser feitas aqui.
• Blog-mais-legal-de-se-conhecer-da-semana (eu amei!): Coisa de Moça Fina. Já tá no blogroll aqui do lado, vale super a visita.
• Top blog maravilhoso de moda masculina aqui no Brasil é o Hypercool, a gente não cansa de elogiar e tietar. Além de ter textinhos fáceis, realistas e inspiradores pros meninos, os editoriais são um primor! Nas fotos mais novas quem veste os looks dos meninos é uma menina – todo mundo fica desejando, tudo é lindo, clica pra ver que é de brilhar o olho.
Olha, a gente acha tudo da Melissa muito legal – não só pelos sapatos fofitos, mas porque é uma marca que tem super preocupação com design e porque promovem parcerias mointo bacanas entre o seu produto e outras inteligências. E se a gente conhece as Melissas desde criancinhas, o povo lá fora tá começando agora a curtir sapatos de plástico: Marni fez, Marc Jocobs vem fazendo há tempos, Valentino fez, Fendi fez (tudo aqui embaixo ilustrando!). Quem viaja pode prestar atenção nesses modelos, que são bem barateenhos e dão chance da gente ter alguma coisa dessas marcas incríveis que a gente curte, por muito menos que o usual.
sapatitos de plástico de marc jacobs, de marni e de fendi (umas graças, não?!??)
Quem ainda não usa pode aproveitar esse restinho de frio pra experimentar com meia-calça, pra já estar habituado quando o calor chegar. E quem não curte usar no calor pode lembrar que tem mil modelos de Melissas super vazados (da Daslu, dos Campana), cheios de furinhos, que deixam pezinhos calorentos bem fresquinhos mesmo no verão. E pode usar como se usa uma outra sapatilha qualquer, lembrando que sapatinhos de plástico são super informais: equivalem a acessórios de acrílico ou brinquinhos de pena (em adequação), e todos esses são materiais que, apesar de serem bem legais, não são elegantes ou formais (at all). Portanto, não cabem em ambientes profissionais que não sejam os mais informais de todos – não cabe nem no casual e nem no semi-formal (quer dar uma olhada no nosso guia de dresscodes profissionais?). E a gente mede assim: se te deu dúvida, é mais garantido você não usar!
nossas melissas favoritas – junto com a da vivienne, da thais losso, dos campana, a de brilhos da j. maskrey, da daslu… =)
E vejam bem, meninas: isso de dresscode profissional não quer dizer que alguém vai ser multada ou despedida se furar – mas diz bem mais respeito a “quem você quer ser na noite” e que imagem você quer transmitir no seu trabalho. Mais: a gente não precisa dizer que Melissas e sapatinhos de plástico também não rolam em festchinhas e eventos chiquezinhos, néam?!?? Em compensação, sapatinhos de plástico são companhia perfeita pra fins de semana, pra fins de dia confortáveis e pra dias de chuva – bem mais delicadas e bonitinhas que as galochas, as Melissas podem depois ser guardadinhas pra você usar o sapato que levou na bolsa, sabe como?!?? A gente super curte.
Olha, a gente nessa Oficina é bem fã de tudo na Melissa. É incrível a trajetória de pensamento que levou a marca a produzir desejo em forma de plástico, e nao só sapatinhos que a gente ama. A gente fez super post contando os fundamentos deles na Melissa na ocasião de uma palestra no Pense Moda, quando ouvimos direto de quem pensa nessas coisas o porquê de Melissa ser um produto nacional de dar orgulho na gente. E a iniciativa de produzir sapatos em parceria com gente incrível, tipo Alexandre Herchcovitch, Thaís Losso, Judy Blame, Vivienne Westwood é sensacional: a gente pode pagar esse design, e vem com cheirinho e tudo! =)
Por isso a Melissa feita em parceria com a Zaha Hadid, super arquiteta bombada no mundo todo (fez museus e já ganhou zilhões de prêmios e tem um projetão de galeria de arte itinerante com a Chanel!), é uma das coisas mais legais dos últimos tempos. A pessoa projeta museu, gente. E senta e projeta uma sandália impossível de acontecer no plástico, mas que acontece. Não precisa nem estudar tanto as formas de tudo que ela faz pra enxergar os elementos do trabalho de Zaha Hadid aplicados à sandália-bafo: as linhas sinuosas, a fluidez, a cara de mudérna. Pode suar o pezinho, pode ser louca demais, pode ser performática e tals. Mas é pedaço valioso de design e vale ter, nem que seja pra decorar (eu vou ter). No vídeo aqui em cima tem todo o processo de confecção da versão gigante da sandália de Zaha pra Melissa, que decora a frente da loja da Oscar Freire até hoje – é tão legal que eu tirei foto junto, tá bom pra você?
No mês passado, durante o SPFW, todo mundo super falou da vinda de Vivienne Westwood por conta dos seus sapatinhos pra Melissa. Acontece que a estilista aproveitou sua vinda pra divulgar seu “Manifesto de Resistência Ativa à Propaganda”. A estilista promoveu uma leitura desse manifesto meio em forma de jogral, com várias pessoas lendo pedaços do texto – foi tudo escrito meio como um teatrinho, com personagens e falas e tals. Dá pra ler tudo em inglês aqui (alguém podia traduzir, néam?).
“a gente vê além da propaganda quando forma nossa própria opinião e tem idéias novas: e assim a gente é vanguarda e ainda inspira a imaginação de todo mundo em volta”
O manifesto trata de consumo consciente (e não do “não-consumo”). A mensagem que a gente mais entendeu foi a de que se a gente procurar sentido em tudo que a gente consome, as coisas em volta invariavelmente melhoram. Tipo intelectualizar as compras e não consumir sem motivo/sem razão, não comprar só por comprar. Ela dá a dica pra gente refletir sobre necessidade, identificação, emoção e aí sim, fazer nossas compras. E a parte mais legal é pensar nisso em relação à moda e suas propagandas! Vivienne diz que a gente tem que procurar a arte em tudo, tem que ir atrás do belo e do que desperta pensamento e questionamento, que assim a gente tem idéias próprias, idéias novas e faz o mundo melhorar só com as nossas escolhas (escolhendo o que tem sentido e deixando pra trás o que não tem – o que quer vender só por vender).
E ela fala mais: se a gente tem grandes obras de arte disponíveis ao olhar (e ao pensamento e ao questionamento) e se elas foram feitas há tanto tempo (usando exemplos de grandes pintores, antigões), isso é uma certeza de que o ser humano é capaz de fazer coisas lindas, de criar arte que emociona e que “conversa” de algum jeito com quem a admira – e não é disso que o texto (top nosso favorito!) ‘eye contact x voice control’ fala?!?? As propagandas mais legais são as que conseguem conectar nosso universo pessoal de algum jeito com o produto, e a compra tem mais sentido assim – isso é intelectualizar a imagem no lugar de apenas se vestir! Dá mais trabalho, mas é mais legal e, de acordo com a Vivienne Westwood, ajuda a melhorar o mundo!
É assim: dentro da Bienal tem as salas de desfiles (são três salonas, a quarta é no MAM), têm a “torre” onde fica a redação do site do SPFW e ao longo dos corredores dos dois andares do prédio têm salas de patrocinadores e parceiros do evento, os ‘lounges’. Tipo tem o lounge da revista Caras, o lounge da revista Vogue, do banco Real (onde tem uma “experiência virtual” criada pela Thaís Losso – vai ter post aqui já já!) e o mais legal de todo sempre: o da Melissa. Dessa vez o lounge reproduz “um sótão onde se guardam sapatos como lembranças de uma viagem feliz”, pra entrar no clima da campanha “Viagens de Melissa”.
esse primeiro é o da vivienne westwood, o último, “emoldurado” na parede, é o oxford do alexandre herchcovitch
Lá dentro a gente vê as melissas mais novas, muitas feitas em parceria com gente incrivel tipo Alexandre Herchcovitch, irmãos Campana, a própria Thaís Losso (que levou a gente pra conhecer a dela, fofíssima!) e agora a Vivienne Westwood. A gente amou a melissa de brilhinhos agora em plástico cinza-fumê e as flocadas (com toque aveludado) pro inverno, fofas pra usar com meia-calça. Mais? A gente achou o máximo um modelo novo criado pelo Alexandre Herchcovitch super no clima ‘masculino’feminino’: um sapatinho tipo oxford, com cadarço e tudo, que tem várias cores bacanas tipo verdão e roxo mas também tem bicolor! Super bonitinho pra usar com vestidinhos tipo chemise, saias e shortinhos fofos e arrasar.
as fotos amazing foram tiradas pelo michell! e essa primeira de todas, rosa com a fivela, é a da thais! =)
Até agora a maior notícia sobre o próximo SPFW é a visita da Vivienne Westwood ao BR, pra lançar produtos que fez em parceria com a Melissa (se prepara pra uma overdose de Vivienne, bem como o Romeuuu avisou!). Diz que a super estilista inglesa (”mãe do punk”!) fez dois sapatos de plástico e mais um “pacote de extras”, e que ficou super empolgada com a “oportunidade de criar produtos modernos, de qualidade e com preços acessíveis”. A gente acredita e super espera com ansiedade pra ver.
vivienne é estilosa e danadjinha! meia arrastão é puuuuuunk!
Que a estilista é tão grande quanto os maiores nomes/talentos que fundamentaram a moda no nosso século. Ela diz que tem “uma espécie de relógio interno” dentro dela que “reage contra tudo que é ortodoxo”. E foi essa rebeldia que impulsionou seu começo na moda: nos anos 70 Vivienne era casada com o produtor da banda Sex Pistols, e juntos eles colocaram em prática a vontade de rebeldia – bem anti-movimento ‘flower power’, hippies, paz e amor, woodstock – nos figurinos dessa banda. Por isso ela é considerada responsável por levar pra rua (pra vida real!) o fundamento punk, porque fazia roupas com esses elementos que vendia na sua loja (chamada ‘Sex’ no comecinho!) e que fizeram mega sucesso com o povo todo.
imagens da última coleção: misturas de elementos e modelagens ousadas em coordenações neutras!
Um dos materiais que a estilista inglesa usava super nessas coleções punks do comecinho era a borracha: ela fazia mointas peças em borracha, vinil, e tudo era meio rasgado, com detalhes em correntes, cadeados e alfinetes. Quando a fase punk passou (passou de verdade?!??), ela começou a estudar sozinha as obras de arte dos museus de Londres pra saber mais da história da indumentária – e ela diz que sua verdadeira paixão é essa, e não tanto o punk. Daí que rebeldia com elementos históricos sempre rendem imagens fortes e meio punks, mesmo, nada de Vivienne Westwood é super certinho ou monótono: ninguém fica sem opinião quando vê as coisas/desfiles/imagens da marca dela. ** Transmimento de pensação: a Susie Bubble postou hoje que tem uma conversinha rolando pra Vivienne Westwood voltar a apresentar suas coleções na semana de moda de Londres – tem dez anos que ela mostra tudo em Paris. Volta às origens, bem legal, né? **
melissinhas feitas pelo judyblame, pelo karim rashid, pelos irmãos campana e junto com a daslu: vou buscar pra mim uma dessa transparente hoooje!
Por isso a gente pode esperar coisas legais mesmo dessa parceria com a Melissa. Depois da palestra que vimos sobre a Melissa no Pense Moda a gente super respeita a marca e as intenções deles lá – de criar identidade brasileira em produtos que não precisam ser folclóricos pra serem reconhecidos como bacanas em qualquer lugar do mundo (vende na Colette, lembra?), de usar um material novo de um jeito novo e lúdico (o práááástico!), de chamar pessoas tão legais pra criarem junto e de posicionarem esse produto simples e baratinho como produto “premium” (é item de moda, não é?). Imagina isso tudo junto com a força criativa (e com os elementos-punk!) da Vivienne Westwood?!?? Vai dar vontade de ter pra guardar pra sempre, né? Tipo histórico!
Depois teve a palestra do Gareth Pugh (que tinha um dos looks mais incríveis do dia – alguém tem foto?!??). Foi o máximo conhecer a trajetória de um mocinho fofo de 26 anos que desde sempre soube muito bem o que queria e que já tem um trabalho tão legal, tão reconhecido por todo mundo como bacana. A gente ouviu histórias do comecinho da carreira (o primeiro desfile dele foi na boate que ele mais frequentava, tipo no meio do povo dançando e das strippers!), do apoio do Fashion East e do Rick Owens (outro estilista, desfila em Paris) e mais. Gareth integra hoje o time que desfila na semana de moda de Londres e ainda tá no comecinho do trabalho comercial da sua marca (ele começou a vender só na última estação!), mas cria imagens de moda impactantes e faz a gente repensar toda a coisa dos volumes tradicionais com que aconstumamos nossos olhos! pra ler tudo tudo tudo sobre ele tem que clicar no site do Pense Moda (ou aqui enquanto o texto não aparece lá!).
Por último teve palestra com o Pedro e o Edson que trabalham na Melissa. Contaram a história do reposicionamento dos sapatinhos de plástico e mostraram que a marca super se preocupa com a alegraia e coma diversão da consumidora. Eles querem que a Melissa não seja só um sapato, mas uma experiência – daí colocam pra vender nos lugares mais bacanas, criam campanhas que geram identificação, acertam em parcerias com gente bacana que tem a ver. Foi bem beeem legal. E eles não parecem estar perto de desanimar ou de perder o fôlego, então a gente pode esperar que essa fase legal ainda dure bastante – diz que pode ter parceria com o Oscar Niemeyer e tudo! Aqui tem o textinho inteiro pra ler (e logo logo no site do evento!). Amanhã é dia de ouvir o diretor bonitão do Marc Jacobs (diz que ele é ga-to!) e de assistir a discussão dos fotógrafos de moda mais legais que a gente tem aqui! =)
A Alexandra Farah perguntou pro Edson sobre “a ameaça das crocs“. E ele disse que não considera as crocs uma ameaça e que gostaria de tê-las inventado – tudo no vídeo aqui em cima. Olha, aqui no blog a gente é bem anit-crocs, não tá fazendo falta e a gente só as considera ameaça ao look!