Quem conhece modelo é fashionista, a gente (o resto do mundo) conhece mesmo é a atriz da novela, a global do momento. Por isso a presença de tantas celebridades nas passarelas do ParkFashion. Artista-não-modelo tem personalidade, desempenha papéis com estórias ricas, rendem identificação com quem vai comprar – e no fim, o caminho entre produto e consumidora é encurtado por afinidade com essa personalidade, com essa estória. Fora toda uma “nova hierarquia de moda”, em que quem ocupa as primeias filas na sala de desfiles são as clientes mais poderosas das marcas, prestigiadíssimas! ;-)
Informação é a nossa parte preferida – ou quase preferida, já que a gente ama desfiles de qualquer jeito. No ParkFashion a parte mais esperta de todas é promover a moda DO SHOPPING, e pra isso Daniel Ueda foi recrutado (espeeertos!!!): as marcas “grandes” desfilaram individualmente, cada uma com a sua trilha e celebridade; as marcas “menores” (mas não menos importantes!) ganharam atenção em desfiles coletivos, com o styling estrelado do nosso novo melhor amigo (haha) e com trilha tocada ao vivo – tudo tudo tudo com curadoria de Jackson Araújo, gênio. Todo mundo participa, todo mundo gera notícia e conversa, todo mundo faz negócio – todo mundo ganha.
Na semana passada a gente trabalhou em Brasília, no Park Fashion. Esse é um evento que tá na sexta edição, super acertado, com objetivos claros e resultados super legais. Semana de moda de shopping, feita pra público que consome de verdade, promovendo informação e encantamento, tudo ao mesmo tempo.
Os desfiles de temporadas oficiais têm propósito de abastecer a imprensa e promover distibuição de produtos – por isso é fechado pra repórteres, editores, compradores de grandes magazines e multimarcas. E os desfiles “regionais”, promovidos fora do eixo SP-RJ, querem mesmo é aproximar essa moda do consumidor final, promover identificação, incentivar a ida às lojas dali de pertinho e – melhor de tudo! – festejar a moda da vida real, na prática. Todo mundo tem chance de conhecer identidade de marca, aprender um ou outro truque de styling direto das passarelas e melhor: deu vontade, corre pro shopping no fim do desfile, prova e leva pra casa! Desejo disponível em forma de produto na arara, sem complicação ou inacessibilidade!
A fórmula melhora quando se acrescenta informação: no Park Fashion teve concurso/exposição de fotógrafos super jovens, teve mostra de acessórios sustentáveis, palestra com Chiara Gadaleta sobre luxo nos nossos tempos e workshop com a gente (eeee!). Estudantes de moda (e interessados) tiveram dias de abastecimento intensivo de info bacana, fresca, inteligente – com espaço pra ver e ser visto, trocar contatos, tirar dúvidas e tals. E de novo, de pertinho! ((continua!!))
A gente falou de Diana Vreeland e Edith Head nessa “seção” do blog e agora é hora de falar de um grande nome da moda brasileira: Dener Pamplona de Abreu. Ele nasceu no Pará, mas começou a trabalhar com moda no Rio de Janeiro – super novinho, lá pelos 13 anos. Aos 21 ele já tinha ateliê próprio em São Paulo.
Dener era apaixonado pela alta costura. Diz-se que ele era fã do Cristóbal Balenciaga – que fundou a Balenciaga – e a influência ídolo-fã no trabalho do brasileiro a gente nota no gosto pelo clássico, pelos detalhes e riquezas nas roupas especiais, de festa. Dener se “apropriou” de elementos da alta costura para enriquecer seu trabalho. E por tanto preciosismo, por utilizar o artesanato e mão de obra especializada, pelo rigor, por tudo ser feito sob medida para suas clientes, Dener fazia luxo de verdade – por isso “ousava” chamar seu trabalho de alta costura. Read more
A Maria Bonita tinha acabado de desfilar a coleção “do mar” que tinha como trilha a canção de Dorival Caymmi (temporada de verão 2009). Alcino Leite Neto, nosso guru da inteliência em moda, escreveu que “no meio da moda a marca (Maria Bonita) costuma ser definida como “intelectaul”. E daí abria aspas pra estilista, Daniele Jensen, dizer: “não sei o que querem dizer com isso. TODA ROUPA É UM ACESSÓRIO DO INTELECTO DA PESSOA, não só a da Maria Bonita.”
Depois da estilista passar a bola, Alcino chutou pro gol. E continuou a escrever: “o clichê não dá conta de explicar o que de fato fundamenta o trabalho da grife e de Daniele – a BUSCA POR UM CHARME DIFERENTE PARA AS MULHERES, EM QUE A ROUPA NÃO É APENAS UM INVÓLUCRO DECORATIVO, MAS A EXPRESSÃO DE UM MODO DE VIDA INTELIGENTE.”
De um pedacinho de jornal recortado, re-encontrado aqui tempos depois de ter sido recortado. Não é de memorizar pra tentar ‘repetir em casa’? ;-)
Olha que bacana esse vídeo bem bem bem antigo do Fantástico. Ele é de 1979 e mostra um figurinista reclamando de que no Brasil todo mundo copia a moda da Europa. Em resposta à moça, um monte de costureiros e figurinistas e costureiras reclamaram que ela não conhecia a moda brasileira e que está por fora. (Ningém fala estilista!)
O mais legal é o Clodovil fazendo um protesto pelo reconhecimento e valorização de quem trabalha com moda. Hoje o cenário mudou muito, mas ainda tem gente que acha que moda é brincadeira. Mas é trabalho, é assunto sério pra muita gente boa por aí.
Desde que a gente fez passeio com as leitoras pro Bom Retiro, tamos super interessadas no que acontece por lá. E a gente tem tido oportunidade de, através de trabalhos super legais, conhecer mais de perto esse bairro-de-negócios-de-moda – e também as peças vendidas por lá, que ó, são bem bacanas. A gente tá, agora, selecionando looks inteiramente coordenados com peças feitas no Bom Retiro pra um livro que a Yoo Na, nossa amiga porta voz da colônia coreana no Brasil, tá editando sobre esse pólo de confecções. Ela resolveu juntar um monte de informações bacanas sobre as empresas, fábricas, influências e motivações que fazem com que o Bom Retiro seja destino de quase 70 mil pessoas todos os dias (to-dos-os-di-as!!!).
no shopping de atacado as pessoas carregam carrinhos de supermercado pelos corredores!
Assim: tem mais de 1200 lojas no Bom Retiro, todas de roupas e acessórios. Dessas, mais de 1000 fabricam seus próprios produtos. Imagina então a quantidade de gente trabalhando com essa moda, envolvida com esses produtos! Read more
Ontem à noite o Luigi fez um post no About Fashion contando da possível saída do Amir Slama da Rosa Chá. No post ele contou também que quem trabalharia no lugar dele na marca de moda praia poderia ser ninguém mais ninguém menos que Alexandre Herchcovitch. Hoje a coluna do Alcino Leite Neto na Folha de SP confirmou a coisa toda (vale o clique!), em matéria que ainda fala da importância do Amir Slama pra moda praia brasileira inteira e da expectativa do primeiro trabalho de moda praia do Alexandre Herchcovitch. Trabalho que a gente só vai ver em desfile e em loja a partir do ano que vem. (Tem a matéria toda aqui, ó!)
Tem entrevista de Alexandre Herchcovitch no site de Lilian Pacce contando que ele ama esses trabalhos, de estudar uma outra marca e propor a visão dele das coisas. Ele diz que “é como estar constantemente fazendo um trabalho de conclusão de curso de uma faculdade”, não é demais? Ele falou também do mercado de moda e desse monte de trocas e saídas e vendas e compras que a gente tem visto na imprensa todo dia – vejam só que ele vendeu um pedaço da marca dele pra um grupo (InBrands) e agora vai trabalhar pra outro ao mesmo tempo (a Rosa Chá pertence a um outro grupão chamado Marisol). Também vale o clique porque né, não adianta nada só ler notícia se a gente não pensar sobre ela também.
A gente tá vendo uma movimentação na nossa indústria de moda que vai ter super reflexo na vida real, com o tempo – e só com o tempo a gente vai saber que reflexos são esses assim, direitinho. A gente acha que o acesso a marcas e a designs mais legais em marcas vai ser super facilitado, mas vamos ver, né? E os biquinis da Rosa Chá são mesmo carregados de informação de moda, desde sempre. Da nossa parte, a gente tem ansiedade desde já pra conhecer a moda de Alexandre Herchcovitch feita pra essa praia. Imagina os elementos do universo desse estilista na areia: maiô de látex, biquini de caveirinha, saída com correntes na barra, as formas, as amarrações, os recortes, os camisetões, florais em tie-dye e mais. Imagina o exercício de novas formas e modelagens em pedacinhos tão pequeños de tecido? Imagina imagiiiiina?!??
A gente aqui é personal stylist, a gente trabalha com o que o nosso trabalho rende na vida real (com cada clienta) e na internê (com o que a gente aprende e divide aqui no blog). Então a gente passou o fim de semana pensando no que esse monte de notícias representam pra gente e pra quem tá interessado nessa mesma visão (da moda). Diz que quando grandes grupos adquirem marcas de moda, o interesse maior é aumentar a distribuição dos produtos que ela oferece, com mais pontos de venda não só no eixão SP-RJ mas no resto do BR todo. Esses grupos também têm interesse em aumentar o “círculo” de compradores das marcas que passam a ser deles, então acontece dessas marcas apresentarem mais de uma linha de produtos nas suas lojas – com preços e designs diferentes, pra alcançar mais gente (ou gente mais jovem, ou gente “menos fashion”. A Ellus, por exemplo, depois de ter sido comprada (é isso?) pelo grupo InBrands – que também tem Alexandre Herchcovitch, Isabela Capeto, e que tá de olho em mais marcas) – anunciou que vai inaugurar amanhã, aqui em SP, uma lojona que vende Ellus mas que também vai “abrigar” outros estilistas, bem tipo a Dover Street Market da Rei Kawakubo (é isso mesmo???).
E se essas marcas, com o tempo, massificarem seus produtos de um jeito que tudo fique igual ou que a gente – pequeno grupo que não compra massificado, mas que procura ‘o diferente’ – não queira mais usar o que eles fazem, tipo a Sommer ou a Zoomp agora (duas trsitezas), ainda assim a gente é afetada. Porque aí, por exemplo, se a Forum perder a mão dos produtos legais porque o Tufi Duek não tá mais no comando, a gente fica meio órfã de um produto que a gente sempre procurava na marca e que não vai mais encontrar. Então a gente vai ter que correr atrás de quem supra essa necessidade. A gente sendo esse “pequeno grupo”: tanto dos que querem usar ‘o diferente’ como dos que trabalham apresentando esse ‘diferente’ a quem vai usar (stylists, editores, gente que faz imagens pra incentivar o uso). Tão entendendo, to confusa? Então, se houver necessidade de se olhar com mais atenção pro que tá em volta, novos estilistas e novos trabalhos vão ter uma chance a mais de se destacar e aparecer, pra des-massificar a moda que não funciona mais (se for assim) e pra guiar a gente por caminhos alternativos – e quase com certeza mais interessantes.
Então, gente, a gente aqui acha que vai ser um tempo de se observar, de se prestar atenção nas marcas que a gente consome e que curte, de conscientizar o que é mais importante em cada compra que a gente faz (nessas marcas envolvidas nos bafos, especialmente) e torcer pra tudo melhorar mesmo, como é a promessa. Pra moda no BR creser como indústria de um jeito que o consumidor seja o maior beneficiado, com mais qualidade, mais facilidade, mais opção e mais liberdade. E se as semanas de moda mais importantes do BR sob o mesmo comando são um bom negócio ou não, a gente não sabe. Mas tá de olho pra ler sobre e pra observar. Né?
Diz que o Tufi Duek saiu da Forum. Ele mesmo fundou, em 1981 (geeente!), essa marca que é queridona de todo mundo, que já vestiu com alguma peça todo mundo, que já fez a alegria da galera com jeans e vestidinhos e Kate Moss na última campanha. Hoje todo mundo deve falar mais desse bafo aí, que o grupo AMC – que é dono da Forum desde o ano passado – vai fazer comunicado oficial e tals. A gente vai acompanhar no site da Lillian Pacce e no Twitter (que tem a info mais fresca do mundo, gente!). Agora, BAFO MESMO vai ser quando contarem quem é que vai ficar no lugar dele, néam?!??
Todo mundo de plantão na internê pra saber das cenas dos próximos capítulos dessa novela – e de tantas outras bombas que podem estourar, néam?!?? Quem tiver mais notícias passa aqui pra compartilhar nos comentários!!! ((E se o dedinho aqui estiver muito nervoso, clica na tecla esc que ele acalma – aprendi com a Luiza!))
OLHA O COMUNICADO OFICIAL PUBLICADO NO LILLIAN PACCE, GENTE! Agora o Tufi vai “levar o seu trabalho e as suas idéias para novos desafios”! A gente admira de verdade (desde o Fashion Mkt!) e torce pra quem consome ser omaior ganhador dessa estória toda. ;-)
Essa sexta foi o dia da top bomba-fashion do ano, até agora. O Fashion Rio agora pertence à mesma empresa que é dona do SPFW. E o Paulo Borges, criador e “gereciador” da semana de moda de SP, gerencia agora a do RJ também. Diz que nessa próxima edição do Fashion Rio as mudanças aparecerão mais na estrutura do evento, na estética, na organização e tals. Mas que mais adiante interferências maiores – até nas marcas e produtos e desfiles – também vão rolar. E ninguém negou a possibilidade das duas semanas de moda, a de SP e a do RJ, virarem uma só no futuro. A gente, até agora, acha que essa coisa toda vem super pro bem – tudo que o Paulo Borges faz é de qualidade, não é? E qualidade no evento provavelmente vai ter reflexo na qualidade da imagem e dos produtos apresentados lá. Muita gente falou da bomba do dia, os links tão todos aqui. A gente tá lendo tudo também, vamos ver se a gente vai entendendo em grupo, né?!?? ;-)
• o Filme Fashion divulgou o release oficial do anúncio da negociação e das mudanças e tals: só a imprensa recebeu, mas no clique tá disponível pra todo mundo
• no Lillian Pacce tem um resuninho e o slogan da coisa toda: “a união da moda brasileira”
• no Fora de Moda tem post com a importância do Fashion Business, evento de showroons e vendas que acontece dentro do Fashion Rio e que vai continuar
• o blog da Camila Yahn explicou como funciona o negócio, o licenciamento da marca Fashion Rio, mostrou uma percepção sobre o trabalho da ex-diretora Eloísa Simão e citou expectativas (gerais!) pro futuro
• no Erika Palomino tem um textão bem detalhado e também tem umas aspas do Paulo Borges – inclusive com perguntas sobre a relação dele com a ex-diretora do evento carioca
E a fofoquinha de bastidores, correndo solta pelo twitter (o dia todo!), é que a Eloísa Simão ficou sabendo disso tudo tipo junto com todo mundo. Num dia ela era a diretorona do Fashion Rio, no outro ela fica sabendo, assim de repente, que o seu concorrente principal não só comprou o seu trabalho mas também tirou o seu emprego. Vixe. Ela não apareceu o dia todo pra comentar – cenas dos próximos capítulos. E quem tiver mais links pra dividir, conta nos comentários!